Archive for setembro, 2026

SEGULOT PARA BERACHÁ

BS’D

Muitos anos atrás, no ano de 5547 (1786), o inverno chegou muito cedo. Em Sucot  já estava inusitadamente frio, e já começara a nevar. Por conseguinte, a maioria dos chassidim que chegaram a Liozna para Shemini Atsêret  e Simchat Torá estavam com os dedos das mãos e dos pés congelados, e muitos pegaram uma gripe muito forte. Quando o Rabi Schneur Zalman foi informado da terrível situação, ficou pensativo durante algum tempo e, em seguida, declarou: “Sobre a Torá consta, ‘é uma lei de fogo para eles’. Hoje é Simchat Torá! Todos devem ser trazidos para as hakafot, e que ‘o fogo consuma o fogo’ – o fogo de Simchat Torá consumirá o fogo da febre.”

         Antes das hakafot, Reb Pinchas Roizes de Shklov foi enviado a todas as hospedarias da cidade para convidar os visitantes, muitos dos quais estavam com febre altíssima. Quando os chassidim doentes e seus familiares ouviram as palavras animadoras, ficaram felicíssimos. Com fé completa, saíram na noite tempestuosa e se dirigiram à sinagoga, enfrentando o granizo, as chuvas torrenciais e os ventos bravios. Alguns, debilitados a ponto de não poder andar, tiveram de ser carregados, apesar do perigo mortal.

         A sinagoga, abarrotada de pessoas, era de dar pena. Ouviam-se tosses e gemidos por todos os lados, e o calor era insuportável. Alguns dos visitantes estavam tão fracos, que não podiam nem sentar-se nos bancos, tiveram de ser encostados contra as paredes.

         Todos os anos em Shemini Atsêret, o Rebe rezava as preces noturnas e liderava suas próprias hakafot com um minyan particular. Em seguida, ia fazer o kidush na sucá , e depois dirigia-se à grande sinagoga no pátio, para as hakafot. Esse ano, porém, algo inusitado ocorreu. Ao entrar na sucá, o Rebe chamou três chassidim idosos, um dos quais era um Kohen, o segundo, um Levi e o terceiro um Yisrael. “Vocês formam um tribunal rabínico de três membros”, disse-lhes o Rebe, “e deverão agora escutar meu kidush. Respondam ‘amen’ para cada uma das minhas bênçãos, com a intenção de que essa aprovação valha para todas as idéias espirituais e invocações que terei em mente.”

         A pedido do Rebe, vários recipientes grandes com vinho foram levados para fora da sucá. Após fazer o kidush,ele verteu o vinho que lhe sobrara no copo em um dos recipientes e nomeou os três membros de seu tribunal rabínico para serem os ‘emissários da cura’. Foram orientados para que misturassem o vinho com o vinho dos outros recipientes, e o distribuíssem entre os doentes, que o beberiam e ficariam totalmente curados. O Rebe também lhes pediu que subissem à ala das mulheres e servissem vinho para aquelas que não tinham sido abençoadas com filhos ou que tinham tido abortos.

         A notícia sobre o vinho do Rebe espalhou-se com a rapidez de um raio, e a sinagoga fervilhava de emoção. Quando os três chassidim idosos entraram na grande sinagoga com o vinho, um silêncio abafado caiu sobre todos os presentes. Os três subiram ao púlpito, e Reb Yaakov de Semilian, o Yisrael do tribunal rabínico, repetiu em voz alta as instruções do Rebe, letra por letra. Ao concluir, disse que gostaria de acrescentar algumas palavras de cunho próprio, que tinham pertinência especial à situação:

         “Há uma tradição aceita, transmitida entre os chassidim, de geração em geração, que para que a bênção de um tsadik se realize, duas condições têm de ser cumpridas: primeiro, a pessoa abençoada deve acreditar na bênção com fé simples, sem especulações externas; segundo, deve dedicar-se ao Rebe que dá a bênção, obedecendo a suas orientações a respeito de Serviço Divino, estudo da Torá e comportamento ético.”

         O vinho foi, em seguida, distribuído ordenadamente, com a ajuda de vários rapazes robustos, escolhidos para essa tarefa. Depois que todos receberam o vinho, o Rebe entrou na sinagoga e as hakafot tiveram início.

         No dia seguinte, todos falavam do milagre. De fato, Avraham, o médico, afirmou que para muitos dos pacientes idosos o fenômeno fora uma verdadeira ressurreição dos mortos. Sustentou que, do ponto de vista médico, não havia a menor esperança para eles, e sua recuperação dera-se, sem dúvida, graças a intervenção sobrenatural.

(Do livro “Once Upon a Chassid”, Michoel Green, Editora Kehot, Vaad L’hafatsat Sichot)

Com permissão do “Likrat Shabat” daYeshivá Tomchei Tmimim.

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Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

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UNIÃO NA DIVERSIDADE

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

Um dos milagres que ocorriam quando os judeus faziam a peregrinação obrigatória para o Beit Hamikdash  nas três festas principais – Sucot, Pêssach e Shavuot – era que embora ao ficarem de pé lado a lado no Templo, fosse tão apertado que mal dava para se mexer, quando se prostravam diante de D-us havia bastante espaço.

A revelação de Divindade, porém não era óbvia apenas quando se prostravam.

A união e harmonia dos judeus reunidos no Templo Sagrado era inigualável. Além disso, quando chegava a hora de cada indivíduo se prostrar e servir a D-us de seu modo singular, havia bastante espaço para a individualidade de cada um.

(O Rebe de Lubavitch)

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5763/737.htm#caption8

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Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

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CENOURA COM ALHO E COMINHO

BS’D

Ingredienes:

4 cenouras grandes raladas ou fatiadas

2 dentes de alho

3 colheres de sopa de óleo

Sal e cominho a gosto

Modo de Fazer:

Frite o alho no óleo

Acrescente as cenouras e refogue um pouco

Acrescente os temperos e misture bem

Tampe a panela e cozinho em fogo brando até que as cenouras fiquem macias.

Lebriut!

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O QUE HASHEM PRECISA?

BS’D

No final de Yom Kipur, Rebe Levi Yitschak de Berditchev voltou-se para um Chassid e lhe disse:

– Vou lhe dizer para que você rezou no Yom Kipur. No começo você pediu a Hashem que lhe desse 1000 rublos em dinheiro, para que você pudesse se dedicar ao estudo da Torá sem preocupações. Depois, você mudou de ideia, pensando que se recebesse 1000 rublos, com certeza abriria uma loja e o negócio atrapalharia seus estudos, portanto, pediu que lhe desse em duas prestações de 500 rublos cada. Antes da reza de Neilá, achou que aquilo era atrevimento seu, de modo que pediu que Hashem dividisse a quantia em quatro partes: 250 rublos a cada três meses, para que você pudesse servir a D-us em tranquilidade. Mas não lhe passou pela cabeça que pode ser que Hashem não precise de seu Serviço Divino nem de seu estudo de Torá. Talvez Ele prefira seu esforço e suas preocupações…

Do livro: Sipurei Chassidim – Moadim

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pag. 106

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Eliyahu ben Aba

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Efraim Kopl ben Eliyáhu

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BOLO DE MEL BAKOL MIKOL KOL

BS’D

Ingredientes:

4 ovos

3 maçãs

¼ de cenoura

1 xícara de passas

½ copo de óleo

1 xícara de mel

½ xícara de açúcar

3 xícaras de farinha

3 colherinhas de fermento para bolo

Canela a gosto

 10 ml de chá de cravo bem forte

Modo de Fazer:

Aqueça o forno.

Numa tigela, misture os ingredientes secos.

Bata no liquidificador os ovos, as maçãs, a cenoura, as passas, o óleo, e o mel.

Verta o líquido sobre os secos e misture bem.

Asse em forno médio até que um palito saia sequinho.

Lebriut!

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FÉ NATURAL

BS’D

Numa véspera de Rosh Hashaná, um aprendiz de barbeiro, passou perto da casa do Rebe Levi Yitschak de Berditchev. Esse aprendiz de barbeiro estava de cabeça descoberta e tinha um topete.

O tsadik o avistou pela janela e o chamou para entrar. O tsadik lhe perguntou:

– Por que você anda com este topete?

– Porque – respondeu – trabalho para os ministros e nobres que vêm cortar o cabelo, e preciso estar apresentável para eles.

– Escute – disse o tsadik – vou lhe dar um rublo para que tire este topete, pois se trata da “proibição de seguir os costumes dos outros povos” (Vayikrá 18:3)

– Não!  – Respondeu o rapaz.

– Então – acrescentou o tsadik – lhe dou três rublos para que o faça.

E o rapaz continuou recusando.

O tsadik foi subindo sua oferta, até chegar a vinte rublos. E nada de o rapaz concordar. Foi quando o tsadik falou:

– Se você tirar agorinha o topete, eu lhe prometo o Olam Habá (Mundo Vindouro).

Ao ouvir aquilo, o moço tirou uma tesoura do bolso e, num instante, cortou o topete.

O tsadik levantou-se e exclamou:

–Ribonô Shel Olam (Mestre do Universo), veja a grandeza e a força da fé dos judeus, até mesmo os mais simples! Quanto um homem desses precisa trabalhar e se esforçar para ganhar um rublo apenas. Mais ainda vinte rublos, que é uma quantia imensa para ele. E mesmo assim, o que se recusou a fazer por vinte rublos, fez por uma porção do Mundo Vindouro, embora jamais o tenha visto…

Do livro: “Sipurei Chassidim – Moadim”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pag. 18

(Hebraico)

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Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

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