Archive for Devar Malchut

A Essência da Torá – Para as Mulheres………… BS’D

 

Homenagem ao aniversário de falecimento da Rebetsin Chaya Mushka, esposa do Rebe de Lubavitch, 22 de Shevat

 

“Assim dirás à casa de Yaakov e anunciarás aos filhos de Yisrael.”

(Shemot XIX, 3)

Antes da Outorga da Torá, no Monte Sinai, D-us falou a Moshê Rabênu: “Assim dirás à casa de Yaakov e anunciarás aos filhos de Yisrael.” Quem é bet Yaakov (a casa de Yaakov)? Consta no Midrash: “São as mulheres.” E o Midrash explica que na ordem para os homens, a palavra usada foi “tagueid” – uma linguagem severa, no comando para as mulheres, porém, consta “tomar” – um linguajar brando.

Essa não é a única diferença entre as maneiras de transmitir as ordens Divinas aos homens e às mulheres. Na Mechilta é enfatizada mais uma diferença: Moshê foi instruído para transmitir às mulheres “apenas roshê devarim (os fundamentos)”. Aos homens, porém, deveria comunicar “dikdukê devarim (os detalhes)”, ou seja todos os detalhes e pormenores.

As Bases e as Normas

À primeira vista, parece haver, aqui, um desprezo pelas mulheres – fala-se para elas as palavras da Torá em uma linguagem branda, além de lhes transmitir apenas assuntos fáceis e resumidos, assumindo-se que elas possuem inteligência limitada e que lhes será difícil entender e assimilar todos os detalhes da Torá.

Ao atentar às palavras da Mechilta, porém, surge uma abordagem totalmente diversa. “Roshê devarim” não significa assuntos fáceis e sim, as bases e as normas. Ou seja, D-us ordenou a Moshê Rabênu transmitir às mulheres os fundamentos e as bases da Torá, de onde se originam todos os pormenores das halachot (leis), que foram detalhadas para os homens.

O Mérito das Mulheres

Os fundamentos e as bases são a essência da Torá. Foi essa, também, a ordem da revelação dos Dez Mandamentos – inicialmente foram pronunciados os dois primeiros Mandamentos, “Anochi (Eu sou)” e “Lô ihiê lechá (Não terás)”, que são “os fundamentos de toda a Torá”, uma vez que “Anochi” contém todas as 248 mitsvot positivas, e “Lô ihiê lechá” contém todas as 365 mitsvot negativas. Vemos, portanto, que os fundamentos incluem a essência e o âmago de toda a Torá.

As mulheres receberam a essência da Torá, por lhes ter sido transmitidas as bases e fundamentos da Torá. Os homens, porém, receberam os detalhes e pormenores, que são de um nível inferior. Vemos daí que essas palavras enfatizam, justamente, a vantagem das mulheres.

A Fé Ilumina

O motivo disso é que nas mulheres brilha a fé simples e o temor a D-us de uma forma mais revelada. D-us criou as mulheres de tal forma que o intelecto não domina sua personalidade e, obviamente, não atinge nem enfraquece a força da fé sincera que possuem. Estão, portanto, mais ligadas à essência da Torá, e por isso a pertinência ao povo judeu é determinada, justamente pela mãe, e não pelo pai (quem é filho de mãe judia – é judeu, e quem tem mãe não-judia, mesmo se tiver o pai judeu – não é judeu).

Tal qualidade das mulheres também está ligada à Redenção: Do mesmo modo que o povo judeu foi redimido do Egito pelo mérito das mulheres justas daquela geração, de acordo com nossos Sábios, igualmente “como nos dias de tua saída do Egito, lhe mostrarei maravilhas” – a futura Redenção  também ocorrerá pelo mérito das mulheres justas (nashim tsidkaniot), e teremos o mérito de aprender a Torá de Mashiach, que revelará para todos nós a “a grande regra” da Torá –o âmago da parte íntima da Torá, imediatamente mamash (mesmo).

Baseado em Likutê Sichot, Vol.XXXI, pág. 93.

(Traduzido de “Shulchan Shabat”, Shemot)

 

(Reimpresso com permissão do

“Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim

Parashat Yitrô 5764)

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YOSSEF ERA BELO

Sobre Yossef foi dito: “Yossef  Hashem li ben acher (acrescente D-us para mim outro filho).” O Rebe Tsêmach Tsêdek (o terceiro Rebe de Chabad) explica que o Serviço de Yossef era fazer com que as pessoas fizessem teshuvá. Fazia do acher (outro), um ben (filho), aproximava a D-us os afastados, os estranhos, e os transformava em filhos de D-us, baalê teshuvá.

Consta em Parashat Vayeshev que Yossef era “Yefê  toar viifê mar’ê (formoso de porte e de semblante)”. Yossef era belo em todos os seus assuntos, tanto em suas mitsvot positivas quanto em suas mitsvot negativas, era “belo”.

O fato de ele mesmo ser “bonito”, em grau elevado, e perfeito em seus atos, outorgava-lhe as forças para agir e conseguir aproximar mais indivíduos, tornando-os baalê teshuvá.

Cada um tem a obrigação de ocupar-se, também, com o próximo, e não apenas consigo mesmo. Não deve satisfazer-se com o fato de ele próprio estar progredindo e melhorando. Deve preocupar-se, também, com o outro judeu, investindo esforços em prol do outro.

“Adorne-se antes de adornar os outros.” Do mesmo modo que Yossef conseguiu influenciar os outros em virtude ser “belo”, é dever de cada um ser “bonito”, a fim de poder influenciar o próximo.

Não é preciso, porém, esperar atingir a perfeição e só então sair para ocupar-se com os outros. Deve-se tentar influenciar todo judeu, sem levar em consideração sua situação pessoal. Deve-se agir sobre todo judeu, jamais adiar isso. Mas ao mesmo tempo deve-se lembrar de que tem a obrigação de trabalhar consigo mesmo. Tem a obrigação de corrigir as próprias faltas, esforçando-se para melhorar e progredir, e isso diz respeito ao próximo, também, pois se ele mesmo estiver mais perfeito, poderá, também, influenciar mais os outros.

Quando um judeu tem defeitos, e nada faz para corrigi-los, seu amigo percebe e torna-se impossível influenciá-lo. É difícil conseguir aproximá-lo assim. Portanto, grande é a responsabilidade de cada um, e é sua obrigação corrigir suas faltas, pois isso diz respeito às pessoas à sua volta, e não apenas a si mesmo. Cada um deve investir muito esforço para tornar-se “belo”, como aprendemos de Yossef.

Baseado em Likutê Sichot, Vol. I, págs., 78-79.

(Traduzido de Maayan Chai, Vol. VI)

Reimpresso com permissão do

“Likrat Shabat on line” da

Yeshivá Tomchei Tmimim

 

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Yaakov Avínu

Em Parashat Vayetsê está relatado como um único judeu (Yaakov, nosso patriarca) foi a um país estranho. Ao chegar lá, nada possuía, pensou que teria bens, e no final deu-se conta de que nada tinha. “Pois com meu cajado atravessei o Jordão.” Apesar disso, foi com o coração leve e com confiança. Pois confiou em D-us.

Ao chegar a Charan percebeu que não tinha em quem se apoiar, nem mesmo nos parentes. Até seu tio, Lavan, enganou-o mas, a confiança em D-us não deixou de ter, que D-us nos livre.

Por isso, embora tenha investido muitos anos e muito esforço – “De dia consumia-me o calor e a geada de noite” –após trabalhar confiando em D-us, acabou levando muitos bens, uma grande riqueza, e o que é principal – seu leito foi perfeito: todos os seus descendentes foram dignos, íntegros.

Avraham teve um filho bom – Yitschak, mas teve outro filho também: Yishmael. Yitschak teve um filho bom – Yaakov, mas teve outro filho também: Essav. Embora ambos – Avraham e Yitschak – tenham criado seus filhos em Êrets Yisrael, e não no exílio, pôde ocorrer de ter filhos como Yishmael e Essav. Yaakov, porém, estava com seus filhos no exílio, sem ter em quem se apoiar, e de acordo com suas palavras: “De onde virá minha ajuda?” – “falou Yisrael”. Yisrael é nosso patriarca Yaakov.

Trabalhou duro e ao mesmo tempo precisava cuidar para que as crianças, os filhos e filhas – doze filhos entre uma população completa de estrangeiros – não assimilassem o modo de vida de Charan. Ao contrário, absorveram a Torá que seu pai, de mais de cem anos, recebera de seus pais e avós, Shem e Êver, e a levou ao novo país, do outro lado do Yarden (Jordão). E Yaakov conseguiu tudo. Justamente desta maneira chegou a “e fortaleceu-se o homem mais e mais”, ficou muito rico, literalmente, em termos materiais, e tal riqueza era muito bem sucedida, mesmo. Lá teve uma riqueza maior ainda – seu leito foi perfeito. Tirou do exílio todos os seus filhos e filhas, íntegros.

(Traduzido de “Likutê Sichot”, Vol. I, pág. 55)

Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim.

 

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Sem medo de ser feliz

Parashat Chayê Sara expressa a perfeição da vida de Sara, “cem anos e vinte anos e sete anos”, todos igualmente bons. A Parashá, porém, não nos conta todos os atos e ações de Sara durante toda sua vida. Pelo contrário, logo no início da Parashá consta seu falecimento, seu enterro, e outros assuntos que ocorreram depois.

Justamente o falecimento de Sara revela e enfatiza suas atividades durante a vida. Com seu falecimento todos os seus assuntos continuaram, sem interrupção. Mesmo após os 127 anos de sua vida neste mundo, todas as suas atividades continuaram. Deste modo sua grandeza foi mais reconhecida, ainda. Sua influência não foi temporária, apenas enquanto viveu, foi, uma influência contínua e constante, para sempre.

Após o falecimento de Sara, Avraham necessitou comprar um terreno de sepultura para ela, e foi assim que iniciou-se, na pratica, de fato, de forma visível, a conquista de Êrets Yisrael.

Embora a Terra de Israel tivesse sido prometida a Avraham e seus descendentes antes disso, e D-us lhe tivesse ordenado caminhar nela, os povos ainda não tinham reconhecido o fato de que a Terra de Israel nos pertence. Com o falecimento de Sara, quando a Caverna de Machpelá, em Chevron, foi comprada, todos viram que esse lote de terra pertence a Avraham, é sua propriedade e ele é seu dono. Avraham pagou pela caverna o preço total, e a transação ocorreu diante dos olhos de todos. Os povos do mundo também não podem objetar ao fato que Chevron é nossa. Nós a compramos!

Quando se fala com os goyim é preciso enfatizar, repetidamente, que Êrets Yisrael é “uma herança eterna” a um “povo eterno” de um “D-us eterno” de acordo com o que consta na “Torá eterna”. E os povos do mundo também acreditam na Torá. A promessa de D-us na Torá, no Brit Bein Habetarim, iniciou seu cumprimento em Chevron.

 Não nos impressionemos com os poucos, entre os judeus, que ainda temem afirmar abertamente toda a verdade, que Êrets Yisrael nos pertence. Quando tais judeus acrescentarem em Torá e Mitsvot, sua ligação com D-us se fortalecerá e é óbvio que reconhecerão, também, que a Terra de Israel pertence ao povo judeu.

Devemos contar os fatos com toda a veemência, pois assim consta na Torá, e todos acabarão por entender e concordar que é impossível contestar nossa posse dessa terra.

Baseado em Sêfer Hasichot 5748, Vol. I, págs. 85-90.

(Traduzido de Maayan Chai, Vol. VI)

(Reproduzido com permissão do “Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim Lubavitch)

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“Escuta a voz de Sara, tua esposa.”

BS’D

Parashat Vayerá menciona um aspecto espiritual, e ao mesmo tempo mundano, do relacionamento de Avraham e Sara.

Nossos Sábios do Talmud ensinam: “Como uma mulher auxilia ao homem? … Se o homem traz trigo, ele consegue mastigá-lo? Se ele traz fibra de linho, consegue vesti-lo? Conseqüentemente, ela traz luz para os olhos dele e o firma sobre os próprios pés!”

A missão que a pessoa tem na vida é elevar e refinar os aspectos materiais do mundo, neles introduzindo conteúdo espiritual. Mas o homem só traz o trigo e a fibra de linho, preocupa-se com a matéria prima, com aspectos gerais. É um tanto afastado da realidade terrena, dos detalhes. É a mulher quem transforma o trigo em alimento e o linho em vestimenta, quem consegue realizar, de modo tangível, nossa missão na vida.

Avraham e Sara. Homem e mulher. Quando Avraham soube que sua esposa, Sara, teria um filho, rezou. Lá do alto de sua santidade imensa, de seu ponto de vista elevado e imparcial, pediu: “Tomara que Yishmael viva diante de Ti!” Esperava que Yishmael continuasse a viver uma vida de temor e dedicação a D-us. Avraham via em Yishmael, futuro patriarca dos povos árabes, o potencial para uma vida de temor a D-us.

Sara, por sua vez, via a realidade. Percebia a influência devastadora de Yishmael em casa, principalmente sobre seu filho, Yitschak. Exigiu que Avraham retirasse de casa a influência prejudicial de Yishmael.

Avraham não conseguia aceitar a idéia de expulsar seu filho mais velho. Embora D-us já tivesse dito a Avraham que cumpriria Seu pacto especificamente através de Yitschak, do ponto de vista de Avraham, paracia que Yishmael deveria ficar em casa. Só em casa Avraham poderia ter esperanças de poder exercer uma influência positiva sobre Yishmael.

Mas D-us disse a Avraham: “Tudo que Sara te disser, escuta sua voz, pois tua descendência virá de Yitschak.” O comentarista Rashi explica que essa declaração indica que o poder de profecia de Sara era superior ao de Avraham. Foi Sara, a mulher como os pés no chão, o alicerce do lar, quem percebeu a influência nefasta.

 

De “A Thought for the Week”, Detroit. Adaptado das obras do Rebe de Lubavitch.

(Traduzido de “L’Chaim Weekly”, www.lchaimweekly.org)

  

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O Dilúvio, Mikvê e Mashiach

BS’D

O Mabul (Dilúvio), que lavou o mundo, teve função purificadora e limpou a Terra da imoralidade que nela brotara, dando origem a um novo mundo. Nossos Sábios comparam as águas do Dilúvio às águas purificadoras do mikvê. E, de fato, jorraram durante quarenta dias, tal qual o mikvê, que tem a medida de quarenta seá. Portanto, nossos Sábios explicam o passuk (versículo) que chama Êrets Yisrael de “terra não purificada” pelo fato de lá não ter descido o Dilúvio purificador.

A imersão no mikvê purifica de todas as coisas indesejáveis, mas só após o objeto que requer purificação ser totalmente mergulhado na água. A tevilá (imersão) só purifica uma pessoa se ela mergulhar por completo, inclusive os cabelos, conforme a interpretação de nossos Sábios sobre o passuk “e lavará na água toda sua carne” – “o supérfluo a sua carne, que são os cabelos”.

Quando se dá a purificação? O Rambam determina que a purificação só ocorre ao sair do mikvê: “o impuro só se purifica ao subir do mikvê, não quando ainda se encontra dentro do mikvê”. Neste caso, porém, não é necessário que seu corpo inteiro saia do mikvê. Basta que qualquer parte de seu corpo saia da água para que a purificação ocorra.

Há outra forma de purificação que é através do fogo. O fogo purifica até mesmo objetos de argila, que não podem ser corrigidos com a imersão em água. Quando se recoloca o objeto no forno da olaria – é purificado, porque “uma nova face chegou”.

O ser humano pode ser considerado um ‘objeto de argila’, uma vez que é “pó da terra”. Há coisas que podem ser purificadas através da imersão na água, e há coisas que não são purificadas pela imersão na água e requerem imersão no ‘fogo’. Isso refere-se  à teshuvá (arrependimento, retorno) originada de ‘um amor intenso como labaredas de fogo’, que transforma os pecados em méritos. Uma teshuvá assim, oriunda do amor, transforma o homem num novo ser humano, e é por isso que é proibido falar a um báal teshuvá: ‘lembra-te de tuas ações passadas’, pois ele já se transformou numa outra pessoa, por completo. 

E também nesse caso, a purificação é realizada no instante em que a pessoa começa a ‘sair do fogo’ (como ao subir das águas do mikvê). No instante em que começa a sair, até mesmo com uma partícula de si mesmo – já foi purificado de todas as coisas indesejáveis.

Os decretos e os sofrimentos da galut (exílio) são como uma ‘imersão no fogo’, que traz expiação e purificação para todo o povo judeu. Como, porém, o povo judeu é um ente indivisível, como se fosse um só corpo, no instante em que uma fração dele sai deste ‘fogo’ a expiação e a purificação efetua-se para o povo inteiro.

Portanto, quando judeus, em qualquer lugar do mundo, ocupam-se com o estudo da Torá com tranqüilidade, como se o mundo não perturbasse nem ocultasse – podem tirar o ‘corpo’ inteiro – todo o povo judeu – da ‘água’ ou do ‘fogo’ e levar todos os judeus a um estado de luz e folga. É esta a força que têm os judeus que se encontram justamente aqui, neste mundo material, de se redimir e trazer a redenção verdadeira e completa para todo o povo judeu.

“Torat Menachem’, Vol. XXVi, pág.. 108.

(Traduzido de “Sichat Hashavua”, www.chabad.org.il)

 

 

 

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Disse Rabi Yitschak

Rashi dá início a suas explicações sobre a Torá assim:

“Bereshit. Disse Rabi Yitschak: A Torá Só precisava começar a partir de ‘Este mês será para vocês’, que é a primeira mitsvá que foi ordenada aos judeus. E por que começou com Bereshit? Por que ‘Ele declarou o poder de Suas obras ao Seu povo (dizendo) que Ele lhe dará a herança das nações.’ Pois se os povos do mundo disserem a Yisrael: ‘Vocês são ladrões, pois conquistaram as terras dos sete povos’, respondem-lhes: ‘O mundo inteiro pertence a D-us, Ele o criou, e deu a quem achou por direito. Por Sua vontade lhes deu, por Sua vontade tirou-a deles e a deu a nós.’”

Rashi explica que o principal da Torá são as mitsvot que ela contém. A Torá, porém, não principia com mitsvot e sim, com “Bereshit bará – No início criou…”, para que tenhamos uma resposta a dar aos povos, que podem argumentar que somos ladrões, assaltantes, que roubamos sua terra e conquistamos Êrets Yisrael – a Terra de Israel – das mãos dos sete povos. Guerra e conquista não são consideradas roubos. Por que, então alegariam os goyim que somos ladrões, que roubamos sua terra?

Quando um objeto é transferido da posse de um indivíduo para a posse de outro, por venda, doação ou conquista, o objeto em si, que trocou de mãos, não se modifica. A mudança de donos não tem a menor influência sobre a essência do objeto. Ele não demonstra que pertence a determinada pessoa.

A conquista de Êrets Yisrael é algo totalmente diverso. Desde que o povo judeu tomou posse das terras dos sete povos, essa terra sofreu uma modificação fundamental. Anteriormente, era um país como qualquer outro, que pode pertencer a qualquer povo. Porém, desde que o povo judeu a conquistou, a terra, em si, passou a ser Êrets Yisrael. A terra toda transformou-se em uma terra judaica, para sempre! Desde que a terra foi conquistada pelos judeus, jamais poderá pertencer a outro povo.

No futuro, Êrets Yisrael não poderá mais ser tomada dos judeus. Até mesmo quando os judeus saíram para o exílio, disseram e dizem: “Fomos exilados de nosso país e fomos mandados para longe de nossa terra.” Até mesmo na época do exílio a terra nos pertence: “artsêinu”, o solo nos pertence: “admatênu”. É proibido a um goy fixar residência em Êrets Yisrael.

Os povos do mundo sabem que desde que os judeus tomaram posse da terra ela passou a lhes pertencer, para sempre será Êrets Yisrael, de modo que jamais poderá voltar a ser dos gentios. E é por isso que reclamam, dizendo: ‘vocês são ladrões!’ Não foi uma conquista comum, foi um roubo! Anteriormente, essa era uma terra comum, como qualquer outra, e vocês a roubaram!

E os judeus respondem: “O mundo inteiro pertence a D-us, Ele o criou”. É por isso que a Torá principia com “Bereshit bará – No princípio criou”, pois uma vez que D-us criou toda a realidade do Universo, é óbvio que o Universo inteiro Lhe pertence. Portanto, D-us tem todo o direito de transformar a característica essencial de Êrets Yisrael, de uma terra que era “uma terra de goyim” para uma terra que é “Êrets Yisrael, a terra dos judeus para todo o sempre.

(Baseado em “Likutê Sichot”, Vol. 5, págs. 7-9)

(Traduzido de “Maayan Chai”,

Vol. 6, Bereshit,págs.1-3)

 

Com permissão do Likrat Shabat on line

da Yeshivá Tomchei Tmimim Lubavitch

Ohel Mehachem Mendel

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Kimchit, um exemplo a ser seguido.

BS’D

Uma das principais questões no comportamento das mulheres judias que tem influência sobre seus filhos e filhas é o assunto da tsniut (recato). “Kol kevodá bat mêlech penima” – “Toda a honra da princesa está voltada para o interior”, como a Torá relata sobre o recato extraordinário de Kimchit: “Kimchit tinha sete filhos, e todos eles foram kohanim guedolim. Os Sábios perguntaram-lhe: ‘O que fizeste para merecer isto? E ela respondeu: ‘Jamais as vigas de minha casa viram meus cabelos. ’”

A mulher não deve pensar: “E eu tenho de me comportar com uma tsniut tão extraordinária justamente para que meus filhos sejam kohanim guedolim? Ora, todos os judeus são santos!”

… Se a mulher tem a possibilidade de educar seus filhos para que sejam kohanim guedolim, é sinal de que essa deve ser sua meta, e se não o fizer, não está cumprindo seu dever e não está cumprindo a vontade do Criador.

De um discurso do Rebe em Shavuot 5717.

(Do livro: “Lêket Lakalá Velamadrichá”, pág. 128)

 

 

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Os filhos são entregues aos pais em consignação, para que os eduquem da maneira correta

BS’D 

Há uma afirmativa conhecida de nossos Sábios: “Três são os sócios do ser humano – seu pai, sua mãe e Hashem.” A parceria é dividida de tal modo que os assuntos espirituais da criança (sua educação) são responsabilidade de seus pais, ou seja, Hashem lhes dá em consignação algo valiosíssimo – “uma verdadeira partícula de D-us”, com a esperança de que cumpram sua obrigação de cuidar para que a alma da criança a ilumine de modo revelado, de modo que seja perceptível nela que “sereis para Mim um reino de sacerdotes e um povo sagrado”.

(“Torat Menachem”, 5743, Vol. 3, pág. 1482)

“Sharei Chinuch” do Rebe de Lubavitch, pág. 99.

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Educar – para que sejam pessoas humanas e direitas

BS’D

 Desde muito cedo, é preciso transmitir aos filhos, e aos alunos, a fé em D-us e a consciência de que há “um Olho que vê e um Ouvido que ouve”.  Deste modo, mesmo quando crescerem, vão se comportar de modo correto, sabendo que D-us está em todo lugar, criou o Universo e seu Manual do Fabricante: a Torá. A educação não deve limitar-se a transmitir conhecimentos. Sua principal função é forjar seres humanos que se comportem de forma humana.

(Baseado nos ensinamentos do Rebe de Lubavitch)

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