Archive for Devar Malchut

Iluminar

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Parashat Behaalotechá principia com as palavras: “Quando acenderes as velas”.

Aharon, o sumo sacerdote, tinha a obrigação de acender a menorá no Santuário diariamente. A menorá tinha de estar sempre acesa, como consta na Torá, “para que uma luz brilhe perpetuamente”.

Do mesmo modo que Aharon acendia a menorá no Santuário, cada judeu deve iluminar sua casa e suas redondezas com a sagrada luz da Torá.

Aharon era um kohen, mas também o é cada membro do povo judeu, como está escrito: “Sereis para Mim um reino de sacerdotes”. A outorga da Tora no Monte Sinai transformou cada judeu num “kohen”.

A menorá ficava no Santurário (e posteriormente no Bet Hamikdash em Jerusalém). Do mesmo modo, cada lar judeu é um “Santurário” para D-us. O versículo “habitarei no meio deles” significa que D-us mora dentro de cada judeu. Portando, cada lar judeu é uma moradia para a Divina Presença.

A luz que Aharon acendia era “perpétua”, e é assim que deve ser a luz de cada casa judaica: deve brilhar sempre. A luz de santidade da Torá tem de arder noite e dia, e preencher todos os cantos da residência judaica.

Todos os judeus, principalmente as crianças, têm o poder de dotar a casa de santidade. Como isso é feito? Expressando uma consciência de D-us em cada momento do dia.

Tão logo um judeu acorda de manhã ele diz: “Modê Ani” (Te agradeço); ao comer, diz as bênçãos apropriadas antes e depois. Durante o dia, comporta-se de acordo com as leis da Torá, e de noite, fala “Shemá Yisrael” antes de dormir.

A Torá e suas mitsvot são comparadas a luz: “Uma mitsvá é uma vela, e a Torá é luz.” De fato, a Torá e seus mandamentos são o meio através de que um judeu pode iluminar o “Santuário” de sua casa.

Acender a menorá também tem ligação com a Redenção Final com Mashiach:

A menorá que ficava no Santuário e no Bet Hamikdash tinha sete luzes, como consta: “As sete velas darão luz.”

Quando Mashiach chegar, os judeus que estão dispersos pelo mundo retornarão para Israel em sete caminhos, como está escrito no livro de Yishayáhu: “E [D-us] terá Sua mão sobre o rio… e o baterá em sete córregos.”

Assim, espalhar a luz da Torá e das mitsvot em nossa própria casa serve para apressar a vinda de Mashiach, com a Redenção Final, que seja agora.

Adaptado de “Licutê Sichot”, Vol. 23.

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

(Inglês)

Leilui nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shmuel ben Aba

Zeev ben Feigue

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sefirat HaÔmer, Mulheres e Chinuch

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Uma carta do Rebe para a 21ª. Convenção Anual do Conselho Nacional Americano de Neshei uBnot Chabad

Brooklyn, N.Y.

Que D-us abençoe todas vocês!

Recentemente tem-se chamado a atenção para o assunto de chinuch (educação de Torá das crianças), e ligado a isso, o talento, o mérito e as responsabilidades especiais que foram dadas às mulheres nessa área vital.

Visto que a Convenção está acontecendo nos dias da Contagem do Ômer, também há ligação, no tempo, entre as mulheres e chinuch.

Os dias da Sefirá (contagem) ligam a Festa do Êxodo (nossa libertação do Egito) à Festa de Matan Torá (a Outorga da Torá no Sinai). Isso enfatiza o fato de que o objetivo da libertação do cativeiro no Egito foi receber a Torá. Como, de fato, D-us tinha dito a Moshê Rabênu, desde o início, que quando ele liderasse o povo para sair do Egito, os israelitas “serviriam a D-us (receberiam a Torá) nesta montanha.” Ao mesmo tempo, isso também enfatiza que só podemos obter liberação verdadeira através da Torá.

Nesses dois acontecimentos – a libertação do Egito e o recebimento da Torá – as mulheres judias tiveram um papel fundamental, como dizem nossos Sábios que foi pelo mérito das boas mulheres judias que fomos libertos do Egito; e antes mesmo de a Torá ser outorgada, e antes que pudéssemos recebê-la, as mulheres (“a Casa de Yaakov”) tiveram que ser abordadas primeiro, e só depois, os homens (“os Filhos de Israel”).

O significado de Torá (“ensinamento”) é que ela ensina ao judeu como se comportar em sua vida diária, desde a mais tenra infância e durante toda a vida. É justamente disso que trata o chinuch.

E exatamente como naquela época no Egito, que foi em grande parte por mérito das mulheres, esposas, mães e filhas judias que uma nova geração foi criada, que se elevou ao nível espiritual mais alto para receber a Torá com naassê venishmá (aceitação incondicional de primeiro fazer e depois compreender), assim é em todas as épocas, e principalmente na atualidade, quando as mulheres, esposas, mães e filhas judias têm um papel especial na educação das crianças, seus próprios filhos, bem como outras crianças na sua vizinhança.

Estou, portanto, confiante de que a Convenção aproveitará ao máximo a oportunidade de ocupar-se com o assunto de Chinuch e dos métodos e meios de fortalecer e promover uma educação fiel à Torá tanto em qualidade quanto em quantidade, ajudando a levar o que há de melhor em Chinuch de Torá para o maior número de crianças. Isso deve refletir-se numa ligação maior e numa dedicação maior à Torá, que é Torat Chayim (uma Torá de Vida), e suas mitsvot – que são a própria vida de nosso povo judeu.

Que D-us dê Suas benções para que a Convenção realize todas as suas expectativas e mais, tanto material quanto espiritualmente.

Com bênçãos de Hatslachá (sucesso) e boas notícias.

(Assinado: Menachem Schneerson)

Do livro: “Letters by the Lubavitcher Rebbe Slita

Rabbi M. M. Schneerson

To N’shei uBnot Chabad

1956-1980”

Págs. 48-49

(Inglês)

 

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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A Torá no Deserto

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A Torá foi outorgada no deserto. E não é conicidência que Parashat Bemidbar (No Deserto)é lida antes da festa da outorga da Torá Shavuot.

O que podemos aprender do fato de a Torá ter sido outorgada justamente no deserto?

A – Um deserto é um terreno sem dono, que pertence a todos por igual. Não é propriedade privada, como uma casa ou um jardim.

A Torá não pertence a um indivíduo. Pertence a todos por igual. A Torá é uma herança de todos os judeus, e todo judeu precisa e pode estudá-la.

B – No deserto só tem pó, terra e areia, não tem vegetação nem habitantes.

É como se estivesse nos dizendo:

Para receber a Torá é preciso ser como o pó, humilde, e não orgulhoso. Como disseram nossos Sábios: “Quem cumpre a Torá? Quem se considera um deserto.”

C – No deserto, não se encontram as necessidades básicas do ser humano, como água, alimento e vestimentas. Não há água – não chove. Não há comida – nada cresce lá. Nem mesmo roupas há no deserto para comprar.

Quando o povo judeu estava no deserto, confiou em tsadikim (justos), por cujo mérito Hashem lhe proveu essas necessidades básicas. Pelo mérito de Miriam – Hashem deu água ao povo judeu. Pelo mérito de Moshê – Hashem lhe deu alimento. Pelo mérito de Aharon – Hashem lhe deu as nuvens de glória, que passavam as roupas, que cresciam à medida que as pessoas iam crescendo.

Foi justamente num lugar assim que a Torá foi outorgada.

Para nos dizer que –

Devemos estudar Torá sem pensar primeiro em comida, água ou roupas. Nossa função é estudar Torá e cumprir mitsvot, e confiar em D-us que nos proverá dessas necessidades.

D – O deserto é um lugar de perigos, onde há animais ferozes, cobras e escorpiões. E foi justamente lá que a Torá foi outorgada.

Para nos dizer –

Um judeu que se encontra na galut  (exílio) – encontra-se em perigo. A cobra – o yêtser hará  (a má inclinação) – quer prejudicá-lo, fazê-lo tropeçar e pecar.

É justamente nessa situação que deve-se estar ligados com a Torá, estudá-la e cumprir suas mitsvot.

Adaptado de “Likutê Torá”, Vol. II, págs. 308-309

“Hitvaaduiot – 5745”, págs. 2113-2115 e 2135-2136

Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IV, págs. 1-3

(hebraico)

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

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A Chave do Sucesso

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Quando o povo judeu saiu do Egito, Hashem ordenou que ao entrar na Terra de Israel, a terra deveria ser trabalhada durante seis anos e no sétimo ano deveria ser deixada de pousio. “A terra deverá, então, guardar um Shabat para D-us.” Este mandamento, é a mitsvá de shemitá (o ano sabático).

É interessante notar que na Torá a sequência dos anos vem na ordem inversa. Primeiro, o ano de shemitá é mencionado: “E a terra guardará um Shabat”, em seguida vêm os seis anos que o precedem: “Seis anos semearás teu campo.” O motivo da sequência invertida é a influência significativa que o ano sabático exerce sobre os primeiros seis. A verdade é que o ano de shemitá é a fonte de força de onde os outros anos adquirem sua vitalidade. Do mesmo modo, é do sagrado Shabat que adquirimos a capacidade para trabalhar durante os seis dias de trabalho da semana. O dia do Shabat exerce uma influência poderosa sobre os dias que o precedem.

Algumas pessoas acham difícil de entender como um judeu pode viver de acordo com a Torá num dia de semana normal. Como pode levar a vida com tantas restrições e mandamentos? O mundo inteiro à sua volta está cheio de não-judeus, para quem a Torá é um conceito estranho. Além do mais, a cultura dominante em que está imerso parece funcionar de acordo com princípios totalmente diversos. Como se pode esperar de um judeu que ele possa competir de modo realista com o mundo como um todo e aguente toda a pressão?

A resposta está em Parashat Behar. Os seis dias de semana começam com o conhecimento de que o sétimo dia é santificado, “um Shabat  para D-us”. A santidade do Shabat nos dá forças para superar todas as dificuldades e nos possibilita viver estritamente de acordo com os mandamentos da Torá. A verdade é que só somos bem sucedidos quando vivemos a vida de acordo com a Torá.

De modo semelhante, o ano sagrado de shemitá influencia os primeiros seis anos do ciclo, quando trabalhamos a terra. O judeu pode enfrentar o mundo como um todo por adquirir forças do sétimo ano – e justamente por meio de cumprir mitsvot.

Adaptado de Likutê Sichot, Vol. II.

Adaptado de  http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

 

 

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Escravidão

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“Os Egípcios escravizaram os judeus com trabalho opressivo.”

O equivalente atual de “trabalho opressivo”, se seguirmos a definição do Rambam,é a obsessão que algumas pessoas têm por fazer dinheiro. É óbvio que busca da riqueza pode se tornar “uma tarefa sem fim”, que consome todo o tempo e não deixa espaço para outras atividades. Mas por que haveria de ser considerada uma “tarefa inútil”? Sem dúvida há lucros reais quando se investe mais tempo e mais energia para ganhar dinheiro.

A verdade, porém, é que nós, judeus, acreditamos que nossa renda para o ano em curso já foi decretada por D-us em Rosh Hashaná (o primeiro dia do ano). É óbvio que só com “o suor da testa comerás pão” (Bereshit 3:19), e é preciso muito esforço para poder descontar nosso “cheque” celestial. Mas na verdade, todo o empreendedorismo do mundo não vai ajudar a pessoa a ganhar nem um centavo a mais do que lhe tinha sido decretado para este ano.

Portanto, é inútil trabalhar demais. Não vai torná-lo mais rico.

Qual é a quantidade sensata de trabalho?

Muito simples. Primeiro, a pessoa tem de cumprir suas obrigações básicas. É lógico que tem de cuidar da saúde, o que significa comer e dormir o suficiente e seguir as orientações médicas. Também há as obrigações para com a família: investir tempo cuidando dos filhos e dando apoio à esposa. E, obviamente, há as obrigações religiosas: as preces diárias, estudar Torá regularmente, cumprir o Shabat e guardar as festas, etc.

Do tempo que sobra, pode-se dedicar quanto quiser para ganhar a vida, mas não mais do que isso. Roubar tempo de seus deveres indispensáveis para ganhar mais dinheiro é simplesmente inútil, pois você jamais ganhará mais do que D-us reservou para você e D-us não espera que você boicote as obrigações familiares e religiosas para obter ganho financeiro.

Portanto, feche sua loja em horário normal! Não passe as noites no escritório negando a atenção que sua família merece. Do seu horário apertado, reserve um tempo para rezar e estudar Torá. E não deixe de cuidar da saúde.

Já não estamos no Egito. O trabalho esmagador já acabou. Fazendo isso, sua carteira não sofrerá pois, afinal de contas, em Pessach comemoramos nossa liberdade.

(Baseado em Likutê Sichot, Vol. 3, pág. 848ff)

Adaptado de “The Kol Menachem Haggadah”

págs. 93-94.

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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Os Quatro Filhos

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A Torá fala dos quatro filhos a quem devemos contar a história de Pessach: “Um sábio e um perverso e um ingênuo e um que não sabe perguntar.”

Na Hagadá o filho perverso vem logo após o filho sábio, e com a conjunção aditiva “e”.

Ou seja:

a) Também há esperanças para o filho perverso, uma vez que Hashem lhe proporciona o filho sábio, que pode influenciá-lo e ajudá-lo a melhorar seu comportamento – desde que o que até agora era perverso junte-se ao sábio.

b) O sábio não deve dizer: “o que tenho a ver com o perverso?” – pois todos os judeus são responsáveis uns pelos outros. Mas o sábio tem de se lembrar sempre de que ele tem de influenciar o perverso, e não se deixar influenciar por ele.

c) O sábio precisa se lembrar sempre de que quanto maior um indivíduo, maior seu Yetser Hará  (sua má inclinação) e ele precisa estar sempre de prontidão, ser minucioso consigo mesmo e pedir a Hashem que o ajude, pois só assim poderá com o perverso que se encontra dentro de si.

E se é preciso se esforçar para ajudar o perverso, mais ainda precisa ajudar o ingênuo e o que não sabe perguntar.

E quando o sábio refina e eleva o perverso e o ingênuo e o que não sabe perguntar, Hashem atende a nosso pedido de “abençoar todos nós como se fôssemos um”; como foi por ocasião da Outorga da Torá, quando o povo judeu acampou (no singular) – unido.

Pois o objetivo do Êxodo foi, justamente, a Outorga da Torá.

Com nosso trabalho agora, refinamos o mundo que foi corrompido pelo pecado, até que na Era Messiânica a materialidade do mundo e do corpo seja totalmente refinada e a honra do Eterno seja revelada.

Com a berachá de um Pêssach kasher e feliz.

Baseado em uma carta do Rebe de

11 do mês da gueulá, 5712

Igrot Kôdesh vol. 5, pág. 308-309

(hebraico)

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

Um brinde para vocês,

o nigun do Rabi Michele Zlotchover:

https://www.youtube.com/watch?v=sDUHsYcSr40&hd=1

 

 

 

 

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Diferenciar o Puro do Impuro

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Parashat Shemini  principia com a descrição do oitavo dia da consagração do Santurário, o dia em que a Presença Divina repousou lá pela primeira vez. O nome da Parashá – Shemini – significa “oitavo” e é uma alusão ao significado especial do número oito. Oito significa o que está acima das leis da natureza e das limitações de nosso mundo físico.

Apesar disso, encontramos na Parashá as diferenças entre os animais kasher e os não-kasher. Qual o motivo de um assunto tão mundano se encontrar numa porção da Torá que deveria tratar de um nível tão elevado de santidade?

Em muitos casos, existe uma linha muito fina que separa o kasher do proibido. A lei judaica prescreve que a traquéia e o esôfago de um animal kasher devem ser cortados mais que a metade com um só movimento da faca. Uma diferença de uma fração de centímetro pode determinar se a carne do animal é kasher ou não.

Na vida também acontece de termos de tomar decisões “da espessura de um fio de cabelo”. Para tais decisões, ajuda do Alto é necessária. O Yêtser Hará (a Má Inclinação) pode até fazer um pecado parecer uma mitsvá.

Como tomar as decisões certas? Aprendendo uma lição que é ensinada em Parashat Shemini. Os seres humanos são limitados. Mas quando nos entregamos a D-us e pedimos Sua ajuda para “distinguir o puro do impuro” podemos vencer o Yêtser Hará.

Quando um judeu faz uma mitsvá (mandamento) – liga-se a D-us. Mitsvá vem da palavra em hebraico que significa “conectar-se” e ao cumprir uma mitsvá o judeu se une com D-us, com uma força sobrenatural. Ele pode, assim, ver através da máscara da Má Inclinação, nos casos em que a decisão é muito delicada.

Adaptado das obras do Rebe de Lubavitch

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Um brinde para você:

Uma música da banda “8th Day:

https://www.youtube.com/watch?v=3fXIMUyrw7s&hd=1

 

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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Lembrar, não esquecer

 

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Parashat Zachor é o preparo para Purim. Antes de Purim lemos sobre Amalek e apagamos sua memória.

“Que te esfriou (karchá) no caminho”.

Amalek ataca aquele judeu que anda no caminho da Torá, comporta-se como deve. É ele que Amalek tenta esfriar. Karchá – convence-o a servir a D-us com frieza, distância e indiferença. A palavra karchá também está ligada a mikrê (acaso, conicidência). Amalek cega os olhos da pessoa que reflete, para que não perceba a hashgachá pratit (Providência Divina). Atinge os que se encontram em situação inferior, “hanecheshalim achareichá (os fracos que se desgarraram atrás de ti).

Apagamos a lembrança de Amalek. Negamos toda sua essência. “Al tishkach” (não te esqueças!). Não se esquecer de quem é nem o que é Amalek, tomar cuidado com ele em todas as situações. Juntamente com isso, precisamos “zachor” (lembrar) e “lô lishkoach” (não esquecer) também no sentido positivo: a ligação de todo judeu com D-us está acima da compreensão e tem de estar gravada em sua memória sempre, de modo que nenhum esquecimento a atinja. Tal lembrança fará com que se comporte sempre como deve.

(Adaptado de “Likutê Sichot”,

5749, págs. 327-331)

Baseado em Maayan Chai, Vol. VII, págs. 110-111.

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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Repetição?

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“… E os filhos de Israel fizeram tudo o que D-us tinha ordenado a Moshê, fizeram tudo (corretamente).”

Shemot 39:32

O Mishkan (Santuário) cuja construção D-us ordenou a Moshê é descrito nas porções de Terumá e Tetsavê. O Mishkan que os israelitas construíram, de fato, é discutido nas porções Vayak’hel e Pekudê. As duas primeiras porções referem-se a um Santuário espiritual, ao passo que as duas seguintes referem-se a um Santuário material, físico. Por este motivo, todos os detalhes são mencionados duas vezes. Na verdade, trata-se de dois Santuários totalmente diversos.

(Licutê Sichot)

Baseado em:  http://lchaimweekly.org/

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

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“Se uma mulher conceber…”

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No início de Parashat Tazría, diz a Torá: “Se uma mulher conceber, e tiver um menino.”

De acordo com um dos comentários, esse versículo é uma alusão ao povo judeu e sua Redenção Final com Mashiach.

“Uma mulher” simboliza o povo judeu; “conceber” é uma alusão ao serviço dos judeus de mitsvot (mandamentos) e boas ações; “um menino” refere-se ao resultado final desse processo – o nascimento da Era Messiânica.

A Redenção Final é chamada de “homem” como símbolo de força, uma vez que após a redenção do Universo através de Mashiach não haverá mais possibilidades de exílios posteriores, e a época Messiânica perdurará para todo o sempre.

Esse mesmo conceito aparece num Midrash que se refere à décima canção, a canção final que o povo judeu cantará com Mashiach. A décima canção é chamada de “shir”, no masculino, ao passo que as nove canções que já foram cantadas são chamadas de “shirá” no feminino.

Para se entender o motivo de ser o povo judeu representado simbolicamente como uma mulher, precisamos analisar a palavra mulher em hebraico.

Eva (Chava) foi chamada de “ishá” (mulher) “porque foi do homem (ish) retirada.” A palavra “ishá”, portanto, expressa o relacionamento da mulher com seu marido, e mostra seu desejo inato de com ele reunir-se.

De modo semelhante, espiritualmente falando, D-us é “masculino”, ao passo que o povo judeu é “feminino”. Tal qual Chava (Eva) foi criada a partir de Adam (Adão), a alma de cada judeu é “retirada” do próprio D-us, e é “realmente uma partícula de D-us Acima.” Portando, o desejo inato de cada judeu é reunir-se com D-us, a fonte de seu ser. Riqueza material e prazeres físicos jamais podem satisfazer o anseio que um judeu sente por D-us; nem deleites espirituais podem saciar por completo esse desejo. Conscientemente ou não, um judeu busca, durante a vida, essa união com D-us; que é a força propulsora de sua existência.

Dando continuidade à metáfora da “semente”, esse desejo inato de unir-se com D-us deve ser plantado justamente no solo, expressando-se no cumprimento de mitsvot na prática.

Se uma semente for plantada no ar, jamais brotará; apenas boas intenções e sentimentos positivos para com o judaísmo jamais darão os resultados almejados. Só através do estudo da Torá e da prática das mitsvot, de modo real e concreto, pode o judeu cultivar a “semente” possibilitando-lhe crescer.  

É óbvio que o objetivo subjacente do serviço de um judeu no mundo é a suprema “germinação” – a Era Messiânica.

Traduzir os sentimentos positivos em ação – fazer mais uma mitsvá, mais uma boa ação para outro judeu – é o que trará a revelação de Mashiach e a redenção do mundo inteiro.

Adaptado de Likutê Sichot do Rebe, Vol. I.

(Traduzido de “L’Chaim Weekly”, www.lchaimweekly.org)

(Reimpresso com permissão do

“Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim)

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