Archive for Devar Malchut

Nada de Preocupações

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“Quando saíres à guerra contra teus inimigos e o Eterno, teu D-us, os entregar em tuas mãos, e deles levares cativos” (Devarim 21:10)

Além de D-us nos estar assegurando de que seremos vitoriosos sobre nossos inimigos, está nos prometendo que os espólios saqueados pelas nações serão totalmente restaurados ao povo judeu. De acordo com Maimônides (o Rambam), uma das primeiras coisas que Mashiach fará é “travar as guerras de D-us e prevalecer”. Tudo o que foi roubado injustamente dos judeus durante o exílio será devolvido, principalmente o principal alvo de seu ódio, o Templo Sagrado, que foi duas vezes destruído. Quando Mashiach chegar e reconstruir o Bet Hamikdash, ele será finalmente redimido do cativeiro das nações onde esteve durante quase dois mil anos.

(O Rebe, Parashat Tetsê 5750)

Baseado em:   http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

                          Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

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O que é democracia?

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“E as ensinarás a teus filhos…”

(Devarim 6:7)

É dever dos educadores judeus remover da criança qualquer vestígio de complexo de inferioridade quanto a seu judaísmo num ambiente predominantemente não-judaico, até que ela entenda que democracia e liberdade não são caldeirões de assimilação, muito pelo contrário; oferecem a cada um o privilégio de ter seu lugar, utilizar seus direitos e viver de acordo com sua religião, sem concessões. E proporcionam ao judeu a oportunidade de cumprir o destino de sua vida.

(Sichot Kôdesh)

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

(inglês)

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Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

 

 

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As Viagens da Vida

 

 

 

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Diz o Báal Shem Tov que todo judeu passa, durante a vida, pelas 42 viagens relatadas em Parashat Mass’ê. Seu nascimento é o Êxodo, e todas as demais viagens são o relato de sua vida, até chegar à terra superior de vida.

Dentre as viagens, vemos também algumas que foram o contrário da vontade de Hashem. Se todas as viagens estão na vida de cada um, como pode a vida de cada um conter, também, assuntos indesejáveis, pecados?

A resposta é que todas as viagens são, na essência, santidade. Mas foi conferido ao ser humano o livre arbítrio. Foram as ações dos judeus que trouxeram conseqüências negativas. Se tivessem feito as escolhas certas, ‘e escolherás a vida’, todas as viagens teriam sido elevações em santidade!

Por exemplo, a viagem a ‘Kivrot Hataavá’ onde foram enterrados os desejosos. À primeira vista, essa viagem descreve um pecado do povo judeu, uma viagem negativa. No fundo, porém, ‘Kivrot Hataavá = túmulos do desejo’ é uma característica positiva da santidade. É um nível elevado onde não há lugar para desejos. Além de não existir desejos, de fato, o desejo não tem, absolutamente, nada a ver com esse nível. Apesar de terem pecado lá, conforme relatado na Torá; e a conseqüência não ter sido uma elevação na santidade, e sim o oposto.

Cada judeu sabe o que passou na vida até agora, que viagens foram aproveitadas para o bem, e quais o contrário. Mas de agora em adiante, deve se preparar para as próximas viagens da vida. Cada um tem livre arbítrio, e Hashem ordenou que aproveitássemos todas as viagens para o bem, para coisas positivas, para subir em santidade.

Parashat Mass’ê é sempre lida no período de Bein Hametsarim (entre os apertos). Não fosse a intromissão do ‘leumat zê’ (o oposto da santidade e da pureza), seria possível aproveitar os assuntos que causaram a destruição do Bet Hamikdash, e tiveram como consequência a situação de ‘entre os apertos’, para o trabalho elevado da santidade.

Apesar da intromissão do ‘leumat zê’, por meio da teshuvá os pecados transformam-se em méritos. E através da teshuvá seremos redimidos imediatamente, com a Redenção completa, e esses dias se transformarão em júbilo e alegria. Através dos apertos (Bein Hametsarim) chegaremos a uma ‘herança sem limites’ (nachalá beli metsarim), que será revelada muito em breve por nosso justo Mashiach.

Adaptado de “Likutê Sichot”, Vol. IV, Pág. 1083.

Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IX, págs. 116-118.

(hebraico)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile bat Refael

Aba ben Eliyáhu

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

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Impressionante!

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Conta Parashat Matot que após a vitória dos judeus sobre Midian D-us ordenou a Moshê: “Calcule o despojo total do povo e animais capturados… E divida os despojos igualmente entre os soldados que foram para a guerra e (o restante) da congregação inteira… e tomará um tributo para D-us dos soldados que foram para a guerra… (pegue) um dentre cada quinhentos… e dê a El’azar, o sacerdote… e da metade que pertence aos filhos de Israel tire um em cada cinqüenta… e dê aos levitas…” (Bamidbar 31:26 a 31:30)

D-us orientou como, exatamente, dividir todos os despojos da guerra, metade para os que participaram da luta e metade para o restante do povo. E a Torá também dá as coordenadas exatas de como separar de cada uma daquelas metades – um de cada 500 e um de cada 50 – para os kohanim e leviim.

Após a ordem, diz o versículo: “E Moshê e El’azar, o kohen, fizeram como D-us ordenou a Moshê.” (Bamidbar 31:31)

Mas a Torá não se limita a declarar que Moshê e El’azar cumpriram a ordem. Os versículos seguintes trazem todos os números em detalhes. Quanto foi o despojo, quanto era cada metade e quanto é um de 500 da metade.

Por que a Torá se prolonga tanto em todos esses detalhes? Por que precisamos saber de todos os números exatos? A Torá poderia contar, simplesmente, que a ordem foi cumprida, ou escrever a quantidade dos despojos, de onde poderíamos deduzir quanto é a metade e todas as outras contas.

A ordem da Torá foi dividir os despojos ao meio e pegar um de cada 500 de uma das metades. A Torá não fala o que deveria ser feito com o resto. Afinal de contas, nem todos os números são divisíveis por 500. 

Mas na continuação da descrição detalhada dos versículos vemos que todos os números que foram divididos nos despojos davam resultados exatos na divisão. Temos que admitir que isso é algo extremamente raro!

Trata-se de uma grande quantidade, e a divisão se deu exatamente como constava na determinação da Torá. Divisões exatas, de resto igual a zero. Para quê? Para que os judeus pudessem cumprir a ordem de D-us com exatidão.

Disso vemos a importância que tem o cumprimento das mitsvot pelos judeus, e como as mitsvot são queridas para D-us. Para que os judeus pudessem cumprir a mitsvá com perfeição, ocorreu algo raríssimo, e os números se adequaram com exatidão!

Para que as quantidades dos despojos fossem divisíveis com exatidão, D-us encaminhou muitas coisas: o comércio dos midianim, a mortalidade de seus animais e demais detalhes, para que no momento da vitória as quantidades fossem exatas. E até o final da partilha não morreu nenhum animal!

Quando um judeu se encontra em dificuldades, quando há coisas que o perturbam no cumprimento das mitsvot, quando há obstáculos e impedimentos e o cumprimento das mitsvot lhe parece impossível, um judeu não pode se impressionar nem se abalar! Precisa confiar em D-us, que o ajudará a cumprir as mitsvot com exatidão. D-us encaminha as coisas para que o judeu possa cumprir a vontade d’Ele com perfeição.

Adaptado de “Likutê Sichot”, Vol. XIII, págs. 110-113

Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IV, págs. 132-134

(hebraico)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

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Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

 

 

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Minha Mitsvá

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Em Parashat Pinechas consta o processo pelo qual cada tribo obteve seu legado na Terra de Israel. Esse processo foi através de um sorteio. A partilha deu-se sem maiores explicações, de um jeito acima da lógica humana.

Tudo o que existe no mundo material origina-se de assuntos espirituais. Do mesmo modo que o processo concreto de partilha se deu por meio de um sorteio, o serviço espiritual de cada judeu também é distribuído por um sorteio.

Todos os judeus precisam cumprir  todas as mitsvot. Porém, cada judeu tem assuntos específicos que lhe pertencem de modo especial.

Sabe-se de tanaím e amoraím que eram particularmente cuidadosos com certas mitsvot, embora aqueles tsadikim cumprissem todas as mitsvot com capricho. Por quê? Por ser uma mitsvá que lhes pertencia individualmente.

Qual é o tópico que pertence a cada um? – Não é algo que possamos entender, e nem sempre a pessoa percebe, intelectualmente, que tem uma ligação especial com tal assunto. Está acima da compreensão humana – como um sorteio! Mas é sua tarefa cuidar justamente desse assunto de modo especial.

Quando o indivíduo nota que certa mitsvá vem para ele com muita dificuldade, quando surgem, de repente, obstáculos, e muitas coisas lhe atrapalham o cumprimento de tal mitsivá, isso demonstra que é justamente essa mitsvá que lhe pertence, que esse é seu assunto particular e especial.

O próprio fato de haver dificuldades prova que se trata de um assunto muito importante para aquele indivíduo. E por isso o yêtser hará (a má inclinação) faz de tudo para impedi-lo de cumprir justamente essa mistvá.

Quando percebemos que algo é difícil demais para nós, que precisamos nos esforçar mais do que todo mundo, não podemos negligenciar o assunto. Pelo contrário: temos de nos esforçar justamente nisso, mais que em outras coisas. Pois é o assunto específico de nossa alma, é o assunto que recebemos por sorteio.

E quando conseguirmos realizar a nossa incumbência particular, teremos sucesso em todos os demais assuntos também.

Adaptado de “Likutê Sichot”, Vol. II, págs. 346-348

Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IV, págs. 120-122

(Hebraico)

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Mashiach em Parashat Balak

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A profecia de Bil’am, que está em Parashat Balak, fala do Fim dos Dias – a Era Messiânica. Com base nos versículos da profecia de Bil’am, o Rambam (Maimônides) determina que uma pessoa que não acredita na chegada de Mashiach nega toda a Torá. Acreditar em Mashiach e participar ativamente de sua chegada é um princípio fundamental do judaísmo, e é tarefa de todos os judeus.

Bil’am profetizou sobre dois reis ungidos. O primeiro foi o Rei David, que salvou o povo judeu de seus inimigos; o segundo é Mashiach, um descendente do Rei David que redimirá o povo judeu de seu exílio atual. Alguns dos versículos da profecia de Bil’am referem-se ao Rei David, ao passo que outros, referem-se ao Rei Mashiach.

É importante notar que tanto o Rei David quanto o Rei Mashiach são chamados de Mashiach, que significa “o ungido”.

Saber da existência de um Mashiach anterior fortalece ainda mais nossa crença na chegada do Mashiach final.

Nossa fé é reforçada pelo fato de a profecia de Bil’am ter sido dita sobre ambos os Meshichim. Pois do mesmo modo que a primeira parte da profecia foi realizada em sua totalidade, podemos ter certeza de que a segunda parte acabará sendo cumprida, e Mashiach trará a Era Messiânica.

Sobre o Rei David, Bil’am declarou: (Bamidbar 24:17) “Uma estrela sairá de Yaakov”. Sobre Mashiach, previu: “e um cetro surgirá de Yisrael”. Tanto Yisrael quanto Yaakov são nomes do povo judeu. Yaakov tem relação com a palavra calcanhar, em hebraico, ekev; Yisrael vem de serará, que significa autoridade e governo.

Nisso vemos a superioridade de Mashiach sobre o Rei David, pois o nome Yisrael expressa uma característica mais nobre que o nome Yaakov. De fato, na Era Messiânica os judeus serão conhecidos por “Yisrael”.

Sobre o Rei David, Bil’am falou: “Ele derrotará os príncipes de Moav”. O Rei David subjugou o povo moabita e reinou sobre ele. Mashiach, porém, reinará sobre todos os povos do mundo, como está escrito: “e destruirá todos os descendentes de Shet”. Na Era Messiânica o povo judeu predominará sobre todos os outros povos.

Bil’am continuou: “Seir também será uma herança”. Uma herança é algo que passa de uma pessoa para outra, sem conflito e sem necessidade de se travar guerra. 

Do mesmo modo, na Era Messiânica, os povos gentios ajudarão o povo judeu com a maior boa vontade e desejarão servir ao D-us Único, como escreve o Rambam: “[Mashiach] aperfeiçoará o mundo inteiro para que sirva a D-us junto… E chame o Nome de D-us em harmonia.”

Adaptado para Maayan Chai de Likutê Sichot Vol. 18

Baseado em:

http://lchaimweekly.org/

(inglês)

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Acima da Compreensão Humana

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Rabi Yanai disse: “Não podemos entender nem a tranquilidade dos perversos nem os sofrimentos dos justos.” (Pirkei Avot 4:15)

Um dos alunos do Maguid de Mezritch perguntou-lhe como era possível aceitar o sofrimento com alegria. O Maguid o enviou a seu discípulo, Reb Zushya de Anapoli. Reb Zushya era pobre, sofria dificuldades físicas e passava por vários tipos de privações. Contudo, irradiava felicidade. Quando o aluno lhe disse o objetivo de sua viagem ele respondeu: “Não sei por que o Maguid o enviou a mim, jamais sofri nenhuma adversidade na vida.” Ignorar, no sentido positivo, é a chave. Quando a pessoa faz um compromisso com a Divindade, que não está limitado pela compreensão, consegue perceber que tudo o que D-us lhe dá é bom.

(Likutê Sichot, Vol. 4)

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

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Chaim Shemuel ben Aba

Pinchas ben Moshê

Zeev ben Feigue

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O Erro dos Espiões

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Moshê Rabênu mandou os espiões percorrerem o país, e falou para que verificassem duas coisas principais: a) o povo que mora lá, “se é forte ou fraco”, b) a terra, em si, “se é boa ou má”.

Quando os espiões voltaram de sua missão, contaram sobre esses dois assuntos. Primeiro, contaram sobre a terra: “e fomos à terra aonde o senhor nos enviou, e dela emana leite e mel, e este é seu fruto”. Em seguida, contaram sobre o povo: “porém o povo é forte… e as cidades são muito fortificadas e grandes…”

Imediatamente, Calev fez calar o povo. Por que Calev calou os espiões? Afinal de contas, tinham cumprido sua missão com exatidão. Moshê lhes ordenara verificar o povo e a terra, e foi sobre isso que relataram.

O pecado dos espiões, porém, foi ter modificado a ordem. Moshê perguntou primeiro sobre a guerra e a conquista – sobre o povo. Pois o principal é o trabalho e o esforço da guerra. Só depois perguntou sobre a terra, em si – que é a recompensa e o lucro que vem após o esforço, a guerra e a conquista.

Os espiões, porém, responderam inicialmente sobre a boa terra e seus frutos. Falaram primeiro sobre a recompensa, pois para eles, isso era o principal. Seu trabalho era, apenas, com o objetivo de receber o ganho que seria resultado do trabalho. Quando Calev percebeu isso, calou-os.

Calev sabia que quando se trabalha apenas com o objetivo de obter lucros, começa-se a fazer cálculos de custo/benefício. Deste modo pode-se chegar à conclusão de que o trabalho é tão difícil, que nem dá para ser realizado.

Como o objetivo principal dos espiões era a recompensa, e foi no que focaram inicialmente; equivocaram-se, e não se comportaram exatamente como Moshê mandara, modificaram a ordem.

Há uma extensão de Moshê em cada geração. O Rebe é o Moshê Rabênu da geração. Da história dos espiões devemos aprender que não devemos mudar nada das palavras do Rebe, nem mesmo a ordem! Quando se começa por uma mudança pequena, pode-se chegar a um grave erro, como o pecado dos espiões.

Os espiões eram “líderes da congregação, pessoas importantes”, e se isso aconteceu com eles, se chegaram a pecar devido a uma pequena modificação, quanto mais pessoas simples como nós. Devemos, portanto, cumprir com exatidão todas as orientações do Rebe.

Adaptado em “Lilutê Sichot”, Vol. IV, págs. 1313-1314

Baseado em Maayan Chai, Vol.IX, págs. 44-46

Leilui nishmat

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shmuel ben Aba

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Iluminar

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Parashat Behaalotechá principia com as palavras: “Quando acenderes as velas”.

Aharon, o sumo sacerdote, tinha a obrigação de acender a menorá no Santuário diariamente. A menorá tinha de estar sempre acesa, como consta na Torá, “para que uma luz brilhe perpetuamente”.

Do mesmo modo que Aharon acendia a menorá no Santuário, cada judeu deve iluminar sua casa e suas redondezas com a sagrada luz da Torá.

Aharon era um kohen, mas também o é cada membro do povo judeu, como está escrito: “Sereis para Mim um reino de sacerdotes”. A outorga da Tora no Monte Sinai transformou cada judeu num “kohen”.

A menorá ficava no Santurário (e posteriormente no Bet Hamikdash em Jerusalém). Do mesmo modo, cada lar judeu é um “Santurário” para D-us. O versículo “habitarei no meio deles” significa que D-us mora dentro de cada judeu. Portando, cada lar judeu é uma moradia para a Divina Presença.

A luz que Aharon acendia era “perpétua”, e é assim que deve ser a luz de cada casa judaica: deve brilhar sempre. A luz de santidade da Torá tem de arder noite e dia, e preencher todos os cantos da residência judaica.

Todos os judeus, principalmente as crianças, têm o poder de dotar a casa de santidade. Como isso é feito? Expressando uma consciência de D-us em cada momento do dia.

Tão logo um judeu acorda de manhã ele diz: “Modê Ani” (Te agradeço); ao comer, diz as bênçãos apropriadas antes e depois. Durante o dia, comporta-se de acordo com as leis da Torá, e de noite, fala “Shemá Yisrael” antes de dormir.

A Torá e suas mitsvot são comparadas a luz: “Uma mitsvá é uma vela, e a Torá é luz.” De fato, a Torá e seus mandamentos são o meio através de que um judeu pode iluminar o “Santuário” de sua casa.

Acender a menorá também tem ligação com a Redenção Final com Mashiach:

A menorá que ficava no Santuário e no Bet Hamikdash tinha sete luzes, como consta: “As sete velas darão luz.”

Quando Mashiach chegar, os judeus que estão dispersos pelo mundo retornarão para Israel em sete caminhos, como está escrito no livro de Yishayáhu: “E [D-us] terá Sua mão sobre o rio… e o baterá em sete córregos.”

Assim, espalhar a luz da Torá e das mitsvot em nossa própria casa serve para apressar a vinda de Mashiach, com a Redenção Final, que seja agora.

Adaptado de “Licutê Sichot”, Vol. 23.

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

(Inglês)

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Zeev ben Feigue

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sefirat HaÔmer, Mulheres e Chinuch

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Uma carta do Rebe para a 21ª. Convenção Anual do Conselho Nacional Americano de Neshei uBnot Chabad

Brooklyn, N.Y.

Que D-us abençoe todas vocês!

Recentemente tem-se chamado a atenção para o assunto de chinuch (educação de Torá das crianças), e ligado a isso, o talento, o mérito e as responsabilidades especiais que foram dadas às mulheres nessa área vital.

Visto que a Convenção está acontecendo nos dias da Contagem do Ômer, também há ligação, no tempo, entre as mulheres e chinuch.

Os dias da Sefirá (contagem) ligam a Festa do Êxodo (nossa libertação do Egito) à Festa de Matan Torá (a Outorga da Torá no Sinai). Isso enfatiza o fato de que o objetivo da libertação do cativeiro no Egito foi receber a Torá. Como, de fato, D-us tinha dito a Moshê Rabênu, desde o início, que quando ele liderasse o povo para sair do Egito, os israelitas “serviriam a D-us (receberiam a Torá) nesta montanha.” Ao mesmo tempo, isso também enfatiza que só podemos obter liberação verdadeira através da Torá.

Nesses dois acontecimentos – a libertação do Egito e o recebimento da Torá – as mulheres judias tiveram um papel fundamental, como dizem nossos Sábios que foi pelo mérito das boas mulheres judias que fomos libertos do Egito; e antes mesmo de a Torá ser outorgada, e antes que pudéssemos recebê-la, as mulheres (“a Casa de Yaakov”) tiveram que ser abordadas primeiro, e só depois, os homens (“os Filhos de Israel”).

O significado de Torá (“ensinamento”) é que ela ensina ao judeu como se comportar em sua vida diária, desde a mais tenra infância e durante toda a vida. É justamente disso que trata o chinuch.

E exatamente como naquela época no Egito, que foi em grande parte por mérito das mulheres, esposas, mães e filhas judias que uma nova geração foi criada, que se elevou ao nível espiritual mais alto para receber a Torá com naassê venishmá (aceitação incondicional de primeiro fazer e depois compreender), assim é em todas as épocas, e principalmente na atualidade, quando as mulheres, esposas, mães e filhas judias têm um papel especial na educação das crianças, seus próprios filhos, bem como outras crianças na sua vizinhança.

Estou, portanto, confiante de que a Convenção aproveitará ao máximo a oportunidade de ocupar-se com o assunto de Chinuch e dos métodos e meios de fortalecer e promover uma educação fiel à Torá tanto em qualidade quanto em quantidade, ajudando a levar o que há de melhor em Chinuch de Torá para o maior número de crianças. Isso deve refletir-se numa ligação maior e numa dedicação maior à Torá, que é Torat Chayim (uma Torá de Vida), e suas mitsvot – que são a própria vida de nosso povo judeu.

Que D-us dê Suas benções para que a Convenção realize todas as suas expectativas e mais, tanto material quanto espiritualmente.

Com bênçãos de Hatslachá (sucesso) e boas notícias.

(Assinado: Menachem Schneerson)

Do livro: “Letters by the Lubavitcher Rebbe Slita

Rabbi M. M. Schneerson

To N’shei uBnot Chabad

1956-1980”

Págs. 48-49

(Inglês)

 

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