Archive for Devar Malchut

GRANDE RIQUEZA

BS’D

Em Parashat Lech Lechá lemos sobre o Brit Bein Habetarim (o Pacto das Partes) que D-us fez com nosso patriarca Avraham. Foi quando D-us prometeu dar a Avraham a Terra de Israel como herança eterna para seus descendentes.

Entre as muitas coisas que D-us disse a Avraham foi que seus filhos seriam, um dia, exilados no Egito. Porém, D-us prometeu que seu exílio acabaria. E que além de voltar do exílio, “sairiam depois com grande riqueza.”

A intenção da promessa de D-us de “grande riqueza” não foi, simplesmente, para servir de pagamento por seu sofrimento. Na verdade, a afirmação de D-us de que “depois sairiam com grande riqueza” revelava todo o propósito por trás da descida ao Egito.

À primeira vista, isso é difícil de entender. Se D-us tivesse pedido aos judeus para abrir mão da “grande riqueza” que lhe tinha sido prometida, para que seu sofrimento terminasse mais rápido, com certeza teriam concordado. Porém, vemos que D-us não deu essa opção, uma vez que a “grande riqueza” que deveriam obter no Egito tinha uma importância especial.

Qual era essa “grande riqueza” que fez com que o povo judeu tivesse de aguentar um exílio amargo de centenas de anos, e por que era tão importante?

O objetivo profundo da descida dos judeus ao Egito era que por meio de seu Serviço Divino, as “centelhas de santidade” contidas naquele país fossem refinadas e elevadas. De fato, o Serviço Divino dos judeus teve sucesso, como consta: “E uma multidão mista (erev rav) também subiu com eles”, pois o valor numérico de “rav” é 202. Ou seja: todas as 202 centelhas de santidade que o Egito continha foram purificadas com sucesso.

Foi essa, portanto, a “grande riqueza” que os judeus levaram do Egito. De fato, isso foi para o próprio benefício do povo judeu. Se isso não tivesse ocorrido, Avraham teria uma queixa válida contra D-us.

Mas qual foi o benefício?

Cada alma tem seu papel único no processo místico de “elevar as centelhas”. Quando um judeu purifica as “centelhas” específicas que encontra na vida, ele traz redenção para sua alma e para o mundo em geral.

A lição que devemos tirar de tudo isso é que a função do judeu é envolver-se no mundo material com o objetivo claro de elevar essas centelhas ocultas de santidade. Pois com essas centelhas mereceremos receber Mashiach que se aproxima.

Adaptado de Likutê Sichot, Vol. 3

Baseado em:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5761/643.htm#caption2

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TRABALHO PARA SER FEITO

BS’D

“D-us descansou de todo o trabalho que Ele tinha criado para ser feito.”

(Bereshit  2:3)

Rashi explica que as palavras “para ser feito” ensinam que o Universo foi criado incompleto, por assim dizer, necessitando da participação ativa da humanidade para atingir a perfeição.

Mas como podemos nós, insignificantes que somos, completar o ato da criação?

As próprias palavras da Torá, “criado para ser feito” nos assegura de que essa perfeição está a nosso alcance, e faz parte do plano de D-us.

Cada um de nós tem as forças e os talentos necessários para melhorar o mundo e elevá-lo, tornando-o algo sagrado e Divino.

(O Rebe de Lubavitch)

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CAMINHOS PARA O INFINITO

BS’D

“Em Sucot  habitareis durante sete dias.”

A Sucá envolve totalmente o indivíduo e nela devemos realizar todos os nossos assuntos mundanos durante sete dias.

O fato de a pessoa inteira ser envolvida pela Sucá, até mesmo seus sapatos, nos ensina que não é só através da prece e do estudo que veneramos D-us.

A Sucá nos ensina que nos aproximamos de D-us, e atraímos santidade, também por meio do mundo material, como consta: “Em todos os teus caminhos deves conhecê-Lo.”

A mitsvá da Sucá fortalece nossa percepção disso e nos dá a força para cumprir nossa missão Divina o ano inteiro.

(O Rebe de Lubavitch)

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UNIDOS EMBORA DIVERSOS

BS’D

Um dos milagres que ocorriam quando os judeus faziam a peregrinação obrigatória para o Beit Hamikdash  nas três festas principais – Sucot, Pêssach e Shavuot – era que embora ao ficarem de pé lado a lado no Templo, fosse tão apertado que mal dava para se mexer, quando se prostravam diante de D-us havia bastante espaço.

A revelação de Divindade, porém não era óbvia apenas quando se prostravam.

A união e harmonia dos judeus reunidos no Templo Sagrado era inigualável. Além disso, quando chegava a hora de cada indivíduo se prostrar e servir a D-us de seu modo singular, havia bastante espaço para a individualidade de cada um.

(O Rebe de Lubavitch)

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POIS CONTIGO ESTÁ O PERDÃO

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“Se Tu, D-us, preservasses as iniquidades, Hashem, quem poderia sobreviver? Pois Contigo está o perdão para que Tu possas ser temido.”

Tehilim 130: 3 e 4

Nos Dez Dias de Teshuvá falamos diariamente o Salmo 130 como parte da reza. Neste Salmo há algo que parece incompreensível:

“Pois Contigo está o perdão para que Tu possas ser temido.”

Tehilim 130: 4

Como é que o fato de ser perdoado nos leva a temer a D-us? Será que a perpétua bondade de D-us não teria o efeito contrário, uma vez que a pessoa sabe que sempre será perdoada?

Isso pode ser explicado da seguinte maneira:

Um pobre pegou emprestada uma grande quantia e só pode devolver metade do empréstimo, e mesmo assim, em muitas suaves prestações, em vários anos.

Se o credor aceitar esses termos, for gentil e compreensível, é mais provável que o devedor se esforce e tente devolver toda a quantia.

Mas se o credor for intransigente e insistir para que toda a dívida seja devolvida imediatamente à vista, o devedor vai desistir e vai achar que jamais conseguirá devolver o dinheiro. A bondade do credor, portanto, leva o devedor a temê-lo mais ainda.

O Rebe de Lubavitch

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ABRA OS OLHOS

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Neste Shabat abençoamos o novo mês de Elul, um mês auspicioso que tem uma dimensão singular. Pois durante este mês, D-us está mais próximo de nós e nos proporciona uma capacidade extraordinária para a teshuvá – “retorno”.

Como toda porção do Torá tem relação com a época do ano em que é lida, vamos examinar a ligação entre o mês de Elul e a porção daTorá que lemos neste Shabat.

Parashat Reê inicia-se com as palavras: “Veja! Este dia Eu dou a vocês uma bênção e uma maldição.” Cada uma das palavras desse versículo contém uma alusão à natureza especial do Serviço do mês de Elul, e à ajuda Divina que recebemos para realizá-lo.

“Veja!”: A primeira coisa que um judeu deve fazer é abrir os olhos. Nosso sentido da visão nos proporciona uma verificação dos fatos muito mais definitiva que o sentido da audição. Quando um indivíduo vê algo com os próprios olhos, não pode ser dissuadido. O Serviço Divino de um judeu deve ser realizado com o mesmo nível de confiança e convicção.

Mas como podemos nós, meros seres humanos vivendo num mundo material, chegar a esse nível? D-us nos dá a resposta na palavra seguinte do versículo:

“Eu” (Anochi): A palavra “Anochi”está relacionada com a Essência de D-us, um aspecto da Divindade que é mais elevado que Nomes. O motivo pelo qual conseguimos atingir essas alturas espirituais é que a capacidade para isso origina-se nessas Fontes altíssimas. A Torá prossegue:

“Dou”: D-us nos dá esta ajuda Divina de acordo com o princípio de “Ele que dá, dá generosamente”; Suas dádivas são concedidas de boa vontade e em grande abundância.

“Para vocês” (“lifneichem”): Esta palavra está relacionada com a palavra em hebraico “penimiyut”, que significa “dentro” e “no interior”. O impulso especial que recebemos de D-us em Elul não é superficial, abrange a totalidade e a essência do judeu e o capacita a ligar-se com D-us no mais profundo dos níveis.

“Este dia”: Para que ninguém pense que essa assistência Divina só é concedida uma vez, a Torá nos diz que a ajuda de D-us é contínua, possibilitando-nos servi-Lo com forças renovadas em cada um dos dias do mês.

E como devemos utilizar adequadamente essa dimensão maior em nosso Serviço?

“Uma bênção e uma maldição”: Isso se refere ao cumprimento dos mandamentos positivos da Torá e evitar suas proibições.

Direcionar nossa maior capacidade de retornar a nossa fonte nessas duas direções trará, como resultado, um ano bom e doce e uma boa inscrição no Livro da Vida.

Adaptado de LIcutê Sichot, Vol. II.

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QUEM DÁ… TERÁ

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“E toda oferenda de todas as coisas sagradas… que eles trazem para o kohen, será dele”, diz a Torá em Parashat Nassô. O grande comentarista, Rashi, explica: “Isto se refere aos bikurim (primeiras frutas).”

As primeiras frutas que amadurecem devem ser levadas para o Beit Mamikdash em Yerushalayim e dadas ao kohen, a quem devem ser outorgadas por direito.

Os produtos agrícolas não crescem sozinhos. Demandam horas sem conta de trabalho árduo: arar, semear e cuidar dos campos. E a Torá exige que o judeu leve os primeiros resultados concretos de seu labor para Jerusalém e os dê de presente a um estranho!

Disso aprendemos que a primeira e melhor parte do que possuímos devemos usar para tsedaká (caridade).

Muitas pessoas não têm muita dificuldade para aceitar esse princípio quando se trata de apoiar instituições religiosas. Doam com a maior boa vontade quando solicitados a contribuir para uma sinagoga ou yeshivá.

Mas algo estranho acontece quando se trata de dar tsedaká para um indivíduo necessitado: “Por que haveria eu de abrir mão de meu dinheiro suado para sustentá-lo?” Instiga o Yêtser Hará (a Má Inclinação). “Por que suas necessidades devem vir antes das minhas? Por que devo abrir mão do melhor que possuo? Algo de segunda categoria não serve? É melhor eu cuidar primeiro de mim mesmo e só depois ajudar os outros com o que sobrar.”

Da mitsvá de Bikurim aprendemos que não é esse o jeito judaico. Temos o mandamento de dar os primeiros frutos para o kohen, um indivíduo, para seu uso pessoal. Só após isso ter sido feito temos permissão de curtir as bênçãos que D-us nos deu.

Não é à toa que a Torá nos ordena levar as primícias para o Templo Sagrado, “a casa de D-us teu Du-s” em Jerusalém antes de presenteá-las ao kohen. Um judeu tem de entender, primeiro, que toda a riqueza que lhe é outorgada de Cima não é realmente sua, apesar do esforço que possa ter investido para ganhá-la.

Quando um judeu entende que tudo, na realidade pertence a D-us, os protestos da Má Inclinação são silenciados, e é muito mais fácil abrir mão dos “primeiros frutos” de seus ganhos até mesmo para outro indivíduo.

Quando um judeu age assim, pode ter certeza de que suas serão as bênçãos de que Rashi fala no versículo: “Quem dá ao kohen ‘os presentes que vêm para ele… será abençoado com grande riqueza.’”

Baseado em Likutei Sichot, Vol. VII

Adaptado de:

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(Inglês)

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DEIXANDO A RAZÃO DE LADO

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Três coisas vêm inadvertidamente:

Mashiach, um objeto encontrado e um escorpião (Talmud Sanhedrin).

Isto não significa, D-us nos livre, que não se deva pensar sobre a Redenção e ansiar por sua chegada.

Significa que embora seu bom senso não enxergue a menor possibilidade para a Redenção, um judeu deve persistir com uma crença profunda, que transcende a razão.

Este significado vem diretamente da expressão idiomática em hebraico: behêssech hadáat (traduzida aqui como “inadvertidamente”) que literalmente significa “deixando a razão de lado”.

(Likutei Sichot)

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5766/912.htm#caption10

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RESPONSABILIDADE E PRIVILÉGIO

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A identidade judaica é determinada pela mãe. Se a mãe é judia, a criança é judia. A posição (espiritual) do pai não importa, nem sua vontade…

Disso podemos entender o grande mérito e a grande responsabilidade que a mãe tem quanto ao chinuch (educação judaica). Educar uma criança para ser judia depende da mãe.

Do livro:

Teachings of the Rebbe on Chinuch

Pág. 204

(Inglês)

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MIKVÊ NO NONO MÊS

BS’D

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Sobre sua pergunta a respeito do costume da família de sua esposa de que após entrar no nono mês [de gravidez], a mulher mergulha num mikvê:

Embora eu não tenha ouvido falar de que isso seja feito entre chassidim Chabad, como esse é o costume da família de sua esposa, entende-se que não há necessidade de impedi-la de seguir esse costume; obviamente [ela deve fazê-lo] com a permissão do médico.

O Rebe

Adaptado do livro:

“Teachings of the Rebbe on Chinuch”

Pág. 15

(Inglês)

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