“E todas as mulheres cujos corações as inspiravam com sabedoria, fiavam o pelo das cabras [diretamente das cabras].”
(Shemot 35:26)
Rashi explica que a maneira como o pelo das cabras era fiado, de fato sobre as cabras, era um talento especial concedido a certas mulheres.
Ninguém as instruiu nem ensinou como fiar os pelos. Elas aprenderam isso sozinhas.
E chegaram à conclusão de que se D-us lhes tinha dado essa habilidade especial, era para ser utilizada para o Santuário Sagrado.
Daí aprendemos que quando D-us concede certos talentos ou habilidades a uma pessoas, aquele indivíduo tem o dever de utiliza-los para fazer um “santuário” para D-us neste mundo.
É fundamental educar a juventude para um comportamento de justiça e integridade, para que o mundo seja um lugar habitável. É isto deve ser feito desde a mais tenra infância.
O verdadeiro fundamento da educação é saber que há um “Proprietário” que além de ser o Dono do Universo é seu Criador. E Ele dirige todos os detalhes do Universo com HashgacháPratit. E seu desejo é que o mundo se comporte com justiça e retidão, tsedaká, bondade e justiça.
Ter consciência disso faz com que o ser humano se comporte da maneira correta e a Terra seja um lugar habitável para toda a humanidade.
“Torat Menachem 5743, Vol. II, pág. 899.
Adaptado do livro: “Shaarei Chinuch”. Pág. 51
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Em Parashat Lech Lechá, quando Hashem disse a Avraham que Yitschak nasceria, Avraham já tinha Yishmael. Avraham disse a Hashem: “Tomara que Yishmael viva diante de Ti!” (Bereshit 17:18) Avraham se daria por satisfeito com um filho, apenas, se esse filho seguisse os caminhos de D-us.
D-us, porém, explicou que o povo judeu se perpetuaria através de Yitschak. D-us prometeu que Avraham acabaria tendo nachas (satisfação) de Yishmael, mas sua verdadeira nachas viria de Yitschak.
O nascimento de Yishmael foi um fenômeno natural. O de Yitschak, porém, foi um milagre. Era impossível que Avraham e Sara tivessem um filho em idade tão avançada. Ninguém acreditava que tal milagre aconteceria. Mas Yitschak nasceu.
Outra diferença entre Yishmael e Yitschak foi seu brit milá o pacto que liga o judeu a D-us.
Yishmael tinha 13 anos quando foi circuncidado. Aos treze anos, o intelecto de uma pessoa já está formado. Já pode decidir racionalmente, com base em seu entendimento. É por isto que se torna obrigado a cumprir mitsvot. Aos 13 anos, Yishmael concordou em ligar-se a D-us.
A circuncisão de Yitschak, porém, foi feita quando ele tinha apenas 8 dias. Não dá para se obter o consentimento de um bebê, e é exatamente nessa idade que essa ligação eterna com D-us foi realizada.
Yishmael também foi educado de maneira totalmente natural. Cresceu sob os cuidados dos pais, que o ajudaram a adquirir uma compreensão adequada para que pudesse se ligar a D-us. Seus esforços foram recompensados quando ele tomou a decisão racional de passar por um britmilá com a idade de 13 anos.
O judaísmo, porém, não pode basear-se, apenas, na compreensão humana. A capacidade intelectual de um rapaz de 13 anos é instável. Se, mais tarde, encontrar-se em outras circunstâncias, não dá para saber como reagirá. Se a base de seu judaísmo for seu próprio entendimento, essa base será deficiente.
Por isto, D-us disse a Avraham que sua verdadeira nachas viria de Yistschak. O judaísmo não se fundamenta na natureza. A ligação entre o judeu e D-us transcende totalmente a natureza; é uma ligação eterna. E o judaísmo de uma criança cuja ligação com D-us é forjada aos 8 dias de idade será sólido.
Disso tiramos uma lição muito importante. A educação judaica não pode ser adiada até que a criança chegue à idade da razão. A partir do instante em que nasce precisamos ensinar-lhe o judaísmo, que ultrapassa os limites do mundo físico. Uma criança educada desta maneira dará verdadeira nachas a seus pais.
“E tirareis água com alegria das fontes da salvação.”
Se por algum motivo fosse impossível conseguir água da “Fonte de Shiloach” para Simchat Beit Hashoevá, água do lavabo do Templo poderia ser usada. Esta água era “mei mikvê”(água de mikvê).
Daí aprendemos que se a água fosse recolhida com a intenção específica de cumprir esta mitsvá em modo alegre, ela tinha um upgrade, sendo promovida ao nível de água de fonte. Ou seja: o principal era que a água fosse recolhida “com alegria”.
Qual a vantagem da água de fonte? Estar sempre fluindo diretamente da nascente, não havendo, portanto, limites em seu poder de purificação.
A água de um mikvê, porém, tem de obedecer a uma série de especificações para poder purificar quem nela mergulha. Também tem de ter uma quantidade mínima.
Água de fonte, por outro lado, purifica em qualquer quantidade que seja, até mesmo se estiver fluindo.
Água não tem gosto, aludindo ao cumprimento das mitsvot unicamente por terem sido ordenadas por D-us.
A mitsvá de verter água sobre o altar – “e tirareis água com alegria” – é alusão à obediência incondicional de um judeu a D-us: sua aceitação pura do jugo do Céu, que produz um sentimento de júbilo – deleite e gratidão, por poder cumprir Sua vontade.
Quando um judeu se alegra no cumprimento de uma mitsvá, tem o mérito de ter sua “água” (sua aceitação não intelectual da vontade de D-us) transformada em “fontes de salvação”.
Pois tal qual uma fonte, que está sempre ligada a sua nascente, torna-se ele perpetuamente ligado a D-us, merecendo salvação em todos os seus esforços.
Parashat Shemini principia com o serviço elevado e sublime do oitavo dia da preparação do Mishkan (Tabernáculo), e termina com a proibição de comer insetos rastejantes, algo que é contrário à natureza humana. Disto aprendemos que até mesmo quem se encontra no nível mais elevado de espiritualidade e observância não está imune a quedas espirituais, que D-us nos livre, e precisa servir a D-us com a mesma submissão que as demais pessoas.
É prática comum no mundo (olam em hebraico, cuja raiz significa “ocultação”) que pessoas que atingem certa faixa etária são dispensadas do trabalho e obrigadas a “se aposentar”.
Isso se deve à falsa noção de que a idade avançada causa debilidade física e, consequentemente, os idosos são incapazes de ser criativos e eficazes.
Isso, obviamente, tem um efeito negativo sobre os idosos, causando sentimentos de desespero e depressão: já são “velhos” e não produtivos, são um “peso” (que D-us nos livre) para a família, etc. De modo que muitos idosos costumam se sentir entediados, e procuram maneiras de passar o tempo.
Porém, de acordo com a “Torá da Verdade”, a situação é exatamente o oposto. É justamente na velhice que se tem a vantagem de “muitos anos ensinarão sabedoria” (Job 32:7) e “os Sábios da Torá… quanto mais velhos ficam, mais afiados fica seu intelecto” (final do Tratado Kanim).
E até mesmo quem não é um erudito da Torá tem a superioridade de possuir sabedoria e conhecimentos que vêm da experiência.
Os jovens precisam do conselho dos mais velhos, com consta em Pirkei Avot: “Aos 50 [chega a qualificação para dar] conselho.”
Entende-se, portanto, que em assuntos que requerem sabedoria e entendimento, os velhos precisam ser mais ativos.
Também é óbvio que quando alguém chega a certa idade e é impedido de trabalhar, etc., seja meio período ou tempo integral, isso causa prejuízo, tanto para a empresa quanto para o idoso.
De uma Sichá do Rebe e, 20 de Av de 5740, e outras.
…E tal qual se fala sobre a geração que saiu do Egito (que foi a última geração do exílio egípcio, e a primeira geração da redenção do Egito): que foi pelo mérito das nashim tsidkaniot (mulheres virtuosas) daquela época que nossos antepassados saíram do Egito. Não apenas as mulheres com seus filhos e filhas, mas [também] nossos antepassados foram redimidos do Egito pelo mérito das mulheres justas.
E como acrescentam outros Midrashim:
Qual foi, exatamente, o mérito delas? É que foi pelo mérito delas que o povo judeu “foi fértil e se multiplicou.”
Os judeus “foram férteis e prolíficos, e sua população aumentou muito e ficaram muito muito fortes (paru veyishretsu vayirbu vayaatsmu bimeod meod) .”
Sabiam que estavam no exílio e à mercê do Faraó e de seus decretos – a ponto de até mesmo Amram ter pensado [em parar de ter filhos] e por isso tinha mandado Yocheved embora.
E foi uma menininha judia (a yidishe meidale) que veio, pediu e questionou:
“Como pode fazer isso?! Seu decreto é pior que o do Faraó!”
É óbvio que isso foi dito com o devido respeito a seu pai – tal qual Avraham demonstrou respeito por Térach. Miriam demonstrou mais respeito ainda para com Amram. De modo que ela, obviamente, comunicou seus sentimentos com o devido respeito. Mas a essência de sua reivindicação foi:
O que importam para um judeu os decretos do Faraó? Os únicos decretos que devem ser levados em conta são os de D-us Todo Poderoso! E quando D-us diz “sejam férteis e se multipliquem”, uma filha judia precisa cuidar para que o povo judeu “seja fértil e prolífico, e sua população aumente muito e seja muito muito forte (paru veyishretsu vayirbu vayaatsmu bimeod meod) .” Seis descrições, uma após a outra!
E foi isso o que com que fez o Faraó ficar “temeroso e com medo”, bem como todo o povo do Egito. O que fez com que começassem a tentar ser mais espertos que o povo judeu. Mas no fim, quem venceu? As mulheres judias!
Adaptado de:
Maor – Daily Rebbe Video
+1 (718) 687-8900
RebbeDaily #2018
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Tanto Mordechai quanto Ester contribuíram para o milagre de Purim.
É verdade que a ordem para que a Meguilá fosse escrita foi dada por Ester. Mas deveria, pelo menos, ter o nome de ambos: Meguilat Ester e Mordechai.
Como “a ação é o principal”, e as ações foram praticadas por Ester, o nome da Meguilá é Meguilat Ester.
Embora a história de Purim enfatize que existe um Mordechai [um Rebe], e que tudo o que Ester fez foi seguindo as orientações de Mordechai ao pé da letra; na hora de agir ela não podia depender de ninguém, nem mesmo de seu marido!
…Toda mulher judia precisa saber que:
TODA CRIANÇA JUDIA PRECISA ESTAR NUMA ESCOLA JUDAICA! E TEM DE ESTAR NUM “LAR JUDAICO.”
Daí percebemos o grande mérito e a grande responsabilidade da mulher judia.
E “quanto antes melhor”. Isso não é algo que pode esperar até o final do ano letivo, pois não sabemos o que lhes vão ensinar amanhã de manhã na Public School.
De uma Sichá do Rebe em Purim de 5743-1983
Baseado em: RebbeDaily/2001
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myMaor.org 718-687-8900
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Deve haver uma caixinha de tsedaká na cozinha, fixa na parede.
Antes de cozinhar para a própria família, a mulher deve colocar algumas moedas na pushka, a fim de prover as necessidades de outras pessoas.
Isso traz bênçãos celestiais para que o alimento saia kasher e gostoso, além de atrair muitas bênçãos para o lar e a família. Bênçãos de sucesso em parnassá, diretamente da “Mão cheia, aberta, sagrada e ampla” de Hashem.
A vinda de Mashiach, que é a missão de nossa geração, está ligada com descida em corpos físicos de todas as almas que ainda precisam descer.
Além de (e isto é o principal) esta ser a primeira mitsvá da Torá. E o fato de ela aparecer em primeiro lugar também é um ensinamento para nós.
A primeira mitsvá é “frutifiquem-se e multipliquem-se” até “e preencham a Terra” inclusive “e a conquistem”, que também se refere a que tenhamos a força espiritual de dominar e conquistar os conceitos “terrenos” e os cálculos. Precisamos fazer a contabilidade certa e entender que “é Hashem quem nos dá riquezas”.
E quando uma mulher e um homem judeus fazem um recipiente maior para as berachot, fazendo tudo o que está a seu alcance para trazer ao mundo filhos e filhas que se ocupam com a Torá e suas mitsvot, e andam no caminho certo e bom aos olhos de D-us e dos homens, “a berachá de Hashem enriquecerá”.
Essa bênção vai além de obter o que precisam para viver: terão todo o necessário para criar mais um filho e mais uma filha com fartura.
Embora seja muito mais caro pagar Yeshivá do que mandar os filhos para a escola pública vão pagar. Embora o alimento kasher seja mais caro, vão alimentá-los no mais alto nível de kasrut!
Pois a “berachá D-us trará riquezas” e não apenas satisfará as necessidades básicas.
Adaptado de:
Maor
myMaor.org
+1718-687-8900
BrightenmyDayRebe
Rebbe Daily/1965
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