Archive for história

AS RAIZES JUDAICAS DE BERYL

BS’D

Amazing mountain landscape with fog and a haystack

A história que vou contar é verdadeira. Os nomes não foram modificados, seja para proteger alguém ou por qualquer outro motivo.

Na noite da terça-feira, 23 de Shevat de 5775 (Janeiro de ’95), em Níjni Novgorod (Rússia) houve uma enorme tempestade de neve. Meu parceiro, Simcha Backman, estava em Moscou organizando um seminário para o Shabat seguinte. Quando abri os olhos e vi toda aquela neve, resolvi dormir mais um pouco antes de me levantar e ir à sinagoga. Foi quando o telefone tocou e meu dia começou. E que dia!

“Oi, aqui é Nina (a cozinheira do shul). Três tzyganers acabam de entrar no shul. Disseram que o pai deles morreu e eles querem fazer um enterro judaico.”

“Nina”, perguntei, ainda tentando aperfeiçoar meu russo, pensando que ela estava falando de tartarugas, sei lá, “o que são tzyganers?”

“Não dá para explicar por telefone. Se vier para cá vai entender.”

Quando cheguei no shul, vi um tzyganer prá lá de bêbado com seu filho e seu cunhado. Ele era alto e robusto e estava muito bêbado. Disse-me que na noite anterior fora o casamento de seu filho. Depois do casamento, seu pai sentiu-se mal e mais tarde devolveu a alma ao Criador. “Meu pai só queria uma coisa”, disse o bêbado, cujo nome era Paska, “ser enterrado exatamente de acordo com a lei judaica.”

Procurei a palavra tzyganer em meu dicionário russo-inglês. Significa cigano!!! Esses caras morenos, que eu tinha pensado que eram da Georgia ou vizinhanças eram CIGANOS?!

Perguntei: “Mas por que seu pai quer um enterro judaico?”

“Ele era judeu! Seu nome era Beryl, seu pai, Asher, e sua mãe, Rachel. Seu sobrenome era Tzyerulnik.”

Disse-lhes que primeiro eu tinha de rezar e tomar café da manhã. Depois eu iria com eles. Enquanto isso, eles deveriam encontrar um cemitério na cidade que lhes cedesse um lote.

Em Níjni Novgorod há vários cemitérios judaicos, mas são reservados para familiares. Aquele cara não era pobre e disse que estava disposto a gastar cinco limões (gíria russa que significa cinco milhões de rublos) se lhes dessem um lote.

Rezei rapidamente, tomei meu café da manhã e fui com eles para o cemitério. Como as ruas estavam cobertas de neve, levamos uma hora e meia para fazer, de carro, um percurso de meia hora. E nem com todo seu dinheiro conseguiram um lote. Disse-lhes que eu não ia me arrastar com eles para os outros quatros cemitérios judaicos da cidade. E que devíamos ir até sua casa, onde eu faria a tahará (purificação ritual do corpo), e em seguida eles poderiam ir sozinhos procurar um lote.

O costume russo, quando morre alguém, é beber até não poder mais. (Esse também é o costume russo em muitas outras ocasiões). E era isso, exatamente que aquele cara estava fazendo em todo o caminho para o cemitério e para sua casa. Também falou muito. A história que ele me contou me esclareceu sobre a amplidão do exílio, em geral e do exílio russo em particular.

Seu pai, Beryl, nasceu numa família judaica chamada Tzyerulnik, na cidade ucraniana de Charkov. Seus pais pouco sabiam de seu judaísmo tendo, portanto, transmitido muito pouco a seu filho. Durante a Segunda Guerra Mundial, mudaram-se para o Cazaquistão, onde seus pais faleceram. Beryl, por não saber nada sobre ser judeu, apaixonou-se por uma cigana e se casou com ela. Tiveram oito filhos. Vinte e sete anos antes tinha se mudado para Gorky (atualmente Níjni Novgorod e foi lá que descobriu que era judeu.

Conheceu um dos poucos anciãos da cidade, que lhe disse que ele era judeu. E até chegou a levá-lo a um dos minyanim secretos da cidade. Essa foi toda a sua vivência judaica, mas suficiente para despertar aquela alma judia que vivera entre os ciganos, pelo menos para dizer a seu filho que ele queria um enterro judaico.

Fomos até sua casa, no outro extremo da cidade, o que demorou uma hora e meia. Fiquei chocado, novamente, pelo que vi. Dez ciganas e cinco ciganos, vestidos em seus trajes típicos, estavam sentados em torno do pai falecido e comendo frango, bebendo vodka e outras iguarias. Mais um costume russo!

Eu lhes disse que, de acordo com a Lei Judaica, aquilo era uma vergonha para o falecido. Antes que eu pudesse piscar um olho, retiraram tudo. Fiz a tahará e eles me levaram de volta para o shul.

Na sexta-feira de manhã, foram me buscar e fomos para o cemitério. Eles queriam fazer tudo direitinho, de acordo com a lei, de modo que só judeus se ocupariam do enterro. Nada de ciganos. Isso quis dizer que eu e o judeu que estava comigo teríamos de fazer tudo sozinhos. Carregamos o corpo e dissemos todas as rezas apropriadas. Em seguida o enterramos.

De modo que um judeu que durante a primeira parte de sua vida nem sabia que era judeu, e na segunda metade viveu entre ciganos, foi enterrado de acordo com a Lei Judaica. Provavelmente aquela foi a primeira mitsvá que ele cumpriu. Se isso não for exílio, então o que é? Que a memória de Beryl ben Asher seja uma bênção para todos nós.

Que Hashem olhe para Seus filhos com piedade e veja a pureza de uma alma judaica, e nos leve à Redenção, quando veremos a realização de “os que repousam no pó se levantarão e cantarão.”

Por Eliyahu Schusterman

N’Shei Chabad Newsletter

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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UMA PERFEITA ANFITRIÃ

BS’D

225

O Sr. Zalman Jaffe relatou o seguinte:

Uma semana antes do casamento de minha filha, Hindy com meu genro, Rabino Shmuel Lew, tivemos a honra e o privilégio de nos encontrar com a Rebetsin Chaya Mushka (esposa do Rebe de Lubavitch) pela primeira vez, em sua casa. Vem-me à mente um incidente que exemplifica a anfitriã perfeita que ela era.

Shmuel, sem querer, derrubou um copo de suco de frutas vermelhas. Seu rosto enrubesceu a ponto de ficar igual à mancha vermelha na toalha da mesa. A reação imediata da Rebetsin foi assegurá-lo de que isso era um maravilhoso siman berachá (sinal de bênção), etc. Ela parecia tão feliz com o ocorrido que tive vontade de derrubar meu copo, também!

Adaptado de: “The Avner Institute”

(Inglês)

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SACRIFÍCIO POR MIKVÊ

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A maioria dos olim que chegaram a Israel vindos da Rússia, na década de ’90 era a segunda ou terceira geração de judeus da revolução comunista. Nasceram em ambiente ateu que oprimia todo e qualquer resquício de judaísmo, e viveram numa atmosfera totalmente desprovida de santidade. Nossos Sábios aconselham a “não olhar para o recipiente e sim para seu conteúdo” e, em muitos casos, embora superficialmente esses imigrantes parecessem ser judeus simples, tinham o coração ardente com um fogo judeu flamejante que podia transbordar em pura manifestação de auto-sacrifício.

Um casal de cerca de sessenta anos ou mais chegara com o grande fluxo de imigrantes à Terra Santa. Não tinham filhos e não se destacavam na comunidade onde se estabeleceram. Após viverem no anonimato e na pobreza durante vários anos, num minúsculo apartamento, como muitos outros imigrantes idosos, o marido faleceu. Dez homens foram recrutados para acompanhá-lo em sua última viagem. A infeliz esposa pediu para falar algumas palavras.

Rasgou sua roupa e falou a bênção declarando que D-us é o “verdadeiro Juiz”. Com copiosas lágrimas, curvou-se sobre o marido e disse:

“Meir, você está indo embora deste mundo e me deixando sozinha aqui, desprovida de filhos. Agora você está indo para o Mundo da Verdade. Se lhe perguntarem por que não tivemos filhos, diga a verdade: na cidade onde morávamos, na Sibéria, não havia mikvê!”

Do livro: “Samarkand” do Rabino Hillel Zaltzman,

Págs. 105-106

(Inglês)

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A “INJUSTIÇA” DOS RABINOS

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Conta o Rebe:

Lembro-me que quando eu estava no cheder, contava-se uma anedota sobre dinei Torá (julgamentos rabínicos).

Perguntava-se:

“Por que será que quando judeus fazem uma pergunta a um rabino sobre se determinada coisa é permitida ou proibida pela Halachá (Lei Judaica), e o rabino fala que é proibida, sua decisão é aceita sem queixas, mesmo que acarrete grande perda. Mas quando dois judeus estão envolvidos num din Torá (um litígio rabínico) um contra o outro – mesmo em se tratando de uma quantia mínina, e não de grande prejuízo – o perdedor se queixa em altos brados contra a injustiça cometida pelo rabino, e declara que vai procurar outro rabino para julgar seu caso! Por que, no caso de grande prejuízo ele aceita a determinação do rabino sem reclamar, mas neste caso de perda mínima não consegue aceitar o veredicto do rabino?”

No cheder chegaram à seguinte conclusão:

“O perdedor não está se queixando do príoprio prejuízo e sim da vitória de seu rival!”

Do livro:

“Early Years” – R. Boruch Oberlander e R. Elkanah Shmotkin

(Inglês) – pág. 81

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COMO CONCILIAR?

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Em Shemini Atseret 5738 (1977) o Rebe teve um ataque cardíaco gravíssimo no meio das Hakafot diante de milhares de pessoas que estavam no “770”.

O Rebe não quis ser levado ao hospital. Portanto, trouxeram o hospital até ele. Em pouco tempo transformaram o local numa UTI, com todos os aparelhos necessários.

Procuraram os melhores cardiologistas dos Estados Unidos. O médico que mais se dedicou ao Rebe foi Dr. Ira Weiss de Chicago, cardiologista mundialmente famoso. Ficou em Nova York durante algumas semanas e, quando a situação melhorou, veio diversas vezes de Chicago para examinar o Rebe.

Esse médico relatou o seguinte:

Certa noite, em que estava com o Rebe, que ainda estava se recuperando, Dr. Ira Weiss falou que gostaria de fazer um desabafo e pedir um conselho ao Rebe. Na verdade, o que o preocupava era algo que aflige quase todos nós. O médico falou o seguinte:

– “Rebe, profissionalmente cheguei ao auge de minha carreira. Todos os meus sonhos foram realizados. Sou um cardiologista famoso nos Estados Unidos e no mundo. Mas não estou satisfeito com minha vida pessoal. Quase não vejo minha esposa e meus filhos. Todos estão satisfeitos, menos minha esposa e eu. Meu trabalho é indispensável, pois salva vidas. Mas não consigo conciliar minhas duas shelichuiot (missões). D-us me deu uma missão em casa e uma missão fora de casa. Como conciliar as duas?”

O Rebe lhe respondeu:

– “Vou lhe dizer o que faço. Diariamente vou para casa tomar um copo de chá com a Rabanit. E esse tempo que dedico a minha esposa” – disse o Rebe – “é tão importante e tão sagrado para mim quanto colocar Tefilin.

Portanto, é bom refletir sobre nossas prioridades e criar “cidades de refúgio” no tempo, sem celular, sem Whatsapp, sem facebook. “Cidades de refúgio” em que nos dediquemos a pessoas que importam e a assuntos que também são muito importantes, sem interferências.

Shaná Tová!

Baseado num shiur do R. Shneior Ashkenazi (hebraico)

http://www.col.org.il/show_news.rtx?fromAdmin=yes&artID=106120

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AHAVAT YISRAEL DE UM LADRÃO

BS’S

5monedaRUB

Rabi Zusha de Anipoli era muito, muito pobre. Apesar disso, abria sua casa para pobres e viajantes.

Certa vez, recebeu dez rublos, e os colocou dentro do Chumash, em Parashat Yitrô, ao lado do passuk “Não furtarás”.

Um dos hóspedes, que não era lá muito honesto, percebeu e pegou cinco rublos. Colocou os cinco rublos restantes no Chumash, ao lado do passuk “Amarás ao próximo como a ti mesmo”.

Quando Rabi Zusha foi pegar o dinheiro, não o encontrou onde o tinha posto. Acabou encontrando os cinco rublos perto do passuk Veahavta lereachá kamocha”.

Comentou:

Oy Zusha, quando você tinha dez rublos, pegou tudo para você. Esse judeu, porém, quando achou essa quantia, pegou só a metade para si. A outra metade deixou para Zusha, por ahavat Yisrael.”

Adaptado de: Sichat Hashavua

Acharê-Kedoshim 5777

(Hebraico)

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NASCEU REBE

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O Rebe Rashab maravilhou todo mundo desde que nasceu. Jamais chorava como fazem os bebês. Sempre sorria e ria para todos com uma alegria imensa.

Certa noite, a Rabanit Rivka entrou no seu quarto e acendeu a vela. O Rebe Rashab acordou e começou a rir, imediatamente, como era seu costume.

A Rabanit comentou, satisfeita: “Ele nasceu chassid!” Pois o jeito dos chassidim é estar sempre contentes, sem deixar que o Yetser Hará os derrube com depressão e melancolia.

O Rebe Maharash gostou do que ela tinha dito e falou para seu pai, o Rebe Tsêmach Tsêdek.

O Rebe Tsêmach Tsêdek observou:

“Ele não nasceu chassid, nasceu Rebe!”

Adaptado de:

“Harabaniot, Harabanit Rivka”

Por R. Menachem Mendel Hershkovits

Pág. 80

(Hebraico)

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COMO UMA RODA GIGANTE

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No ano 5664 houve uma grande crise econômica na Rússia. Um dos chassidim do Rebe Rashab de Lubavitch era um grande empreiteiro e a crise abalou muito seus negócios. Foi falar com o Rebe e caiu no choro. “Fui empreiteiro de sucesso durante vinte anos. Dezenas de judeus trabalhavam para mim, conseguindo assim seu sustento. Agora, prefiro a morte”, falou.

O Rebe lhe respondeu: “Em Viena há uma roda gigantesca com pequenos vagões presos a ela. Há vagões que sobem, e há os que descem. Dizem nossos Sábios que no mundo há um ciclo que se repete. Quem está lá em cima está feliz e sorridente, mas não passa de um bobo, pois a roda está girando. Do mesmo modo, quem está na parte inferior da roda e está chorando, precisa saber que a roda continua a girar.

“Mande o desespero embora!” – Disse o Rebe. E dê continuidade a seus negócios. Com a ajuda de D-us, a roda vai girar, e você vai recuperar sua posição.”

Adaptado de: “Sichat Hashavua” (24/03/17) (Hebraico)

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Articulações de Carreiras

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No Bris do filhinho de Tamir e Judy Goodman, uma mulher elegantíssima de cerca de 60 anos de idade, levantou-se e pediu a palavra.

Apresentou-se como sendo a viúva do membro do Parlamento Israelense, Professor Avner Shaki, de abençoada memória. Inicialmente, explicou o motivo de ela estar presente na comemoração.

Cerca de um ano antes, Tamir lhe telefonara e pedira para falar com seu marido. Quando soube que o Dr. Shaki tinha falecido, começou a lhe agradecer muito, dizendo: “A senhora e seu marido me salvaram!”

Tamir, um judeu religioso, tinha ficado muito famoso alguns anos antes, em Israel. Nasceu e cresceu nos Estados Unidos. Lá, no colegial e na universidade, tinha sido um jogador de basquete tão bom que jamais marcavam os jogos do seu time no Shabat. Algo que jamais acontecera antes.

Depois que se formou, foi contratado para o melhor time de Israel. Sua história apareceu em todos os jornais e tornou-se uma estrela, sendo entrevistado em inúmeros jornais e estações de televisão de Israel.

Mas as coisas mudaram, de repente. Tamir começou a ter problemas com o joelho esquerdo. Teve de ficar de fora em muitos jogos. Os médicos de seu time estavam pessimistas. E o time que o trouxera para Israel o vendeu. O futuro não parecia nada promissor. A imprensa, que antes o adorara, começou a atacá-lo.

A única saída seria uma cirurgia, mas os médicos lhe disseram que as probabilidades de sucesso não passavam de 5%.

Como era um seguidor do Rebe de Lubavitch, Tamir chegou à conclusão de que precisava do conselho do Rebe. Viajou ao Ohel do Rebe. Escreveu uma carta perguntando se deveria ou não fazer a operação.

Em seguida, entrou no Beit Chabad que fica na entrada do cemitério. Sentou-se na sala da recepção, onde são mostradas milhares de horas de vídeos do Rebe falando, muitas vezes para indivíduos.

A Sra. Shaki continuou:

“É por isso que ele me telefonou agradecendo. Mas antes tenho de lhes contar alguns fatos anteriores. Na década de 60, o governo de Israel aprovou uma lei que até hoje ameaça o judaísmo: a lei de ‘quem é judeu’. Um oficial na Marinha de Israel casou-se com uma mulher não-judia da Irlanda, que passara por uma falsa conversão e teve vários filhos com ele. Em seguida, ele trouxe todos eles para Israel e queria registrá-los como judeus. (Até esse episódio, a definição da Torá de quem é judeu – que é alguém que nasceu de uma mãe judia, ou se converteu para o judaísmo de acordo com a Lei da Torá, a Halachá – era a lei em Israel). A Corte Suprema de Israel aprovou a modificação dessa definição.

“É verdade que a lamentável decisão tinha de ser aprovada pelo Parlamento de Israel (Knesset), que na época era controlado por uma coalizão de esquerda, que era a favor da mudança.

“É aí que meu marido, da abençoada memória, entra na história. Seu partido, o Partido Nacional Religioso, oficialmente fazia parte dessa coligação. Embora o partido não concordasse com aquela mudança, pois era contrária à Lei da Torá, e aquele era um partido religioso, teria de se abster, por pertencer à coalizão. A abstenção, de fato, significava apoiar a mudança.

“Discutimos o assunto e chegamos à conclusão de que meu marido não tinha alternativa, a não ser seguir as diretrizes de seu partido, embora aquilo fosse totalmente contrário a seus princípios. De qualquer maneira, seu voto único não teria nenhum valor real e se ele desobedecesse, perderia tudo.

“Na noite anterior à votação recebemos um telefonema de Nova York. Era o Rebe de Lubavitch! O Rebe se apresentou e, de fato, implorou a meu marido que se levantasse e votasse ‘não’.

“Meu marido lhe explicou que isso significaria o fim de sua carreira política. A imprensa esquerdista faria dele picadinho. Muito provavelmente seria expulso do partido. E, em todo caso, seu voto não contaria – havia 100 votos contrários ao dele e a lei passaria, de qualquer maneira!

 “Mas o Rebe respondeu que alguém tinha de estar disposto a fazer aquele sacrifício pela verdade e para santificar o nome de D-us.

“Não somos Chassidim Chabad. Mas no dia seguinte meu marido fez o que o Rebe lhe pedira. Ficou de pé, levantou a mão e votou contra. Não sei se algo assim já aconteceu na política de Israel.

“A mídia o ridicularizou, os companheiros de partido ficaram furiosos. Foi desprezado, fez centenas de inimigos políticos. De repente, ficamos sós.

“Pouco depois, fomos a Nova York e visitamos o Rebe. Quando meu marido entrou na enorme sinagoga onde o Rebe estava falando para milhares de chassidim, o Rebe, se levantou para ele, em sinal de respeito. Depois tivemos uma audiência particular com o Rebe, que foi filmada.

“O Rebe agradeceu nossa coragem e me agradeceu por apoiar meu marido. Meu marido se queixou de ter sido demitido do cargo que tinha dentro do partido e de que a mídia estava se abatendo sobre ele. O Rebe respondeu: ‘Não ligue para a mídia. E quanto a seu trabalho, você é como um atleta profissional, está só dando um passo para trás para poder pular com força e sucesso dobrados e redobrados.’

“E foi exatamente como o Rebe disse. Vários anos depois, meu marido foi convidado a voltar para seu partido, mas desta vez como seu líder. Realmente pulou com sucesso redobrado. Mas não tínhamos entendido por que o Rebe mencionara atletas. Afinal de contas, meu marido não era um atleta profissional.

“Bem, cerca seis meses atrás, descobrimos. Tamir Goodman estava sentado no Beit Chabad perto do Ohel pensando sobre sua operação, quando, de repente, o vídeo de nossa audiência apareceu na tela diante dele, com o Rebe dizendo: ‘Não ligue para a mídia. Você é como um atleta profissional, dando um passo para trás para poder dar um salto com força e sucesso dobrados e redobrados.’

“As palavras se encaixavam perfeitamente em seu dilema. O Rebe o estava animando. Fez a cirurgia e, apesar das dúvidas do cirurgião, ela foi um sucesso total. Um verdadeiro milagre! Foi aí que ele nos telefonou para agradecer e é este o motivo de minha presença nesta simcha!”

Adaptado de relato do R. Tuvia Bolton, publicado em:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5775/1362.htm

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A Rainha Ester de Jerusalém

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Durante o Mandato Britânico sobre a Terra Santa (1920 a 1948), seus escritórios ficavam no luxuoso Hotel King David, em Jerusalém.

Uma das funcionárias do Mandato Britânico era Esther-Frumet Koenig, uma jovem judia que trabalhava lá como a principal secretária no departamento do Alto Comissariado Britânico.

No seu trabalho, muitas vezes conseguiu evitar decretos contra os judeus de Israel, apesar de saber que agindo assim punha-se em perigo. De algum modo os judeus de Jerusalém ficaram sabendo de suas boas ações, e passaram a chamá-la de “Rainha Ester”. O apelido pegou.

Certa vez, um alto oficial britânico e sua delegação visitaram Israel. Todos os funcionários se reuniram para recebê-los. O oficial, grato pelo zelo com que foi preparada sua recepção, anunciou que gostaria de presentear cada uma das funcionárias.

Em seguida, começou a circular pela sala e deu a cada uma das senhoras um valioso colar de ouro que tinha uma cruz pendurada!

As mulheres ficaram muito emocionadas com sua atenção e generosidade. Todas, inclusive as judias, aceitaram o presente e agradeceram profusamente.

A única exceção foi Esther. Quando o importante dignitário lhe ofereceu um dos colares ela lhe agradeceu elegantemente as boas intenções e lhe disse: “Queira desculpar, mas não posso aceitar seu presente generoso, pois sou judia.”

O dignitário ficou perplexo durante alguns instantes, mas em seguida desculpou-se e prosseguiu para a próxima mulher.

Todos na sala ficaram confusos com o ocorrido, e as outras funcionárias judias ficaram chateadas, repreendendo-a por sua recusa explícita.

“Sabe que um comportamento assim pode provocar mais anti-semitismo ainda? Se não queria o colar, podia aceitar e depois vendê-lo”

(Isso não é verdade, pois a lei judaica proíbe usufruto de objetos de culto de outras religiões.)

Esther nem se deu ao trabalho de responder. Sabia que tinha feito o que era certo.

No dia seguinte, houve um aviso de surpresa de que o alto oficial inglês desejava visitar aquele departamento mais uma vez. Assim que entrou na sala, dirigiu-se diretamente para Esther e, para espanto de todos, inclusive dela mesma, disse que gostaria que ela, também, tivesse um presente dele. E lhe deu um colar de ouro igual aos outros, só que o pingente era um maguen David (uma estrela de David). Algumas das outras mulheres judias tiveram a audácia de dizer ao oficial: “Nós também somos judias.” O oficial britânico não-judeu olhou bem para elas e respondeu: “Este presente é apenas para quem é judia em qualquer circunstância.”

Adaptado de:

http://www.ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=1005-23

Yerachmiel Tilles, (Fontes: Sichat Hashavua, do livro Derech Lakotel (por Leah Weg, neta de Esther-Frumet Koenig).

Agradecimentos especiais a Haim Mnitentag.

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

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