Archive for história

A VERDADE QUE PERDOA

BS’D

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“…verav chêssed veemet.

(“… e grande em benignidade e verdade.)

(Shemot 34:6)

Certa vez, foi ter com o R. Meir’le de Premishlan z”l um indivíduo que se conduzia como rabino, e vestia trajes de rabino. R. Meir’le percebeu que ele não era o que fingia ser. Só por fora, parecia um rabino tsadik e elevado. Por dentro, porém, não passava de um homem muito simples.

Disse-lhe R. Meir’le:

– Nos treze atributos de misericórdia está escrito: “e verdade”. Isso parece estranho, uma vez que o atributo da verdade pertence à severidade, não à piedade. E se D-us se comportar conosco de acordo com o atributo da verdade e for rigoroso conosco, verificando se cumprimos as mitsvot realmente de verdade, quem é o tsadik que será inocentado diante d’Ele no julgamento? Acontece que às vezes – explicou R. Meir’le – a midá da emet é um atributo de misericórdia. Por exemplo: se D-us vê um indivíduo que se parece com um tsadik, usa roupa de rabino, etc, seria justo que D-us fosse muito rigoroso com ele, como é rigoroso com os tsadikim. D-us, porém, se comporta com ele de acordo com o atributo da verdade;  uma vez que Hashem  enxerga o coração e sabe que, de fato, ele não passa de um homem simples, só exige dele o que pede das pessoas simples, portanto é uma grande bondade que D-us se comporta com ele de acordo com o atributo da verdade…

Adaptado do livro:

Sipurei Chassidim, Torá

(Hebraico)

Do Rav. Shlomô Yossef Zevin

Pág. 255

Leilui Nishmat:

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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VOCÊ É QUEM MANDA!

BS’D

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“…E lhes farás cintos…”

(Shemot 28:40)

 

O cinto perdoa o pensamento do coração.

(Arachin 16)

 

Certa vez, um homem foi ter com o Maguid de Mezritch, e se queixou de não conseguir purificar sua cabeça de pensamentos não bons e más reflexões, que se intrometiam, contra sua vontade, e o atrapalham. O Maguid lhe disse para viajar para o tsadik, R. Zev de Zhitomir.

Na época, R. Zev tinha um bar numa aldeia. O homem foi até aquela aldeia, e quando chegou na casa de R. Zev, já era noite. A casa estava trancada. Bateu na porta, mas ninguém abriu. Esperou um pouco, bateu de novo, mas ninguém lhe abriu a porta. Estava frio, e ele começou a implorar que lhe abrissem a porta, mas de nada adiantou. Começou a falar irado:

– Como é que não têm pena de um judeu e não o deixam entrar em casa?

Mas ninguém respondeu. Tampouco lhe abriram a porta.

Quando amanheceu o dia, abriram a porta, ele entrou, e lá se hospedou durante alguns dias. R. Zev nada lhe perguntou. O homem, por sua vez, perguntava-se:

– Por que será que o Maguid me mandou prá cá?

Resolveu, então, voltar prá casa. Antes de ir embora, porém, perguntou a R. Zev:

– Nosso mestre, o Maguid, mandou-me procurar o senhor, mas não entendi o motivo.

Ao que R. Zev respondeu:

– Vou lhe dizer por que nosso mestre o enviou a mim: para que você aprenda de mim, que o ser humano é o dono da casa, e só deixa entrar quem ele quer…

Adaptado do livro:

Sipurei Chassidim, Torá

(Hebraico)

Do Rav. Shlomô Yossef Zevin

Págs. 236-237

Leilui Nishmat:

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A SHEELÁ

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Na época do Alter Rebe (o Rav Schneur Zalman de Liadi, autor do Tanya e do Shulchan Aruch) houve uma mulher que durante mais de dois anos não conseguiu purificar-se. A sheeilá (“pergunta”), que ficou famosa, foi apresentada a muitos dos grandes rabinos da época e todos eles a consideraram impura.

Quando a sheeilá chegou diante do Alter Rebe ele disse:

“Embora de acordo com a Lei Judaica, atualmente não sejamos peritos em manchas de sangue, neste caso estou certo de que se trata de sangue de pombo.”

Alter Rebe aconselhou ao pai da mulher que quando chegassem seus dias de purificação ela fosse morar em outro lugar, distante da família. E deveria ficar fechada em seu quarto. Ninguém poderia visitá-la, exceto seus pais. E ninguém deveria saber de seu paradeiro. E quando fosse ao mikvê, deveria ir com sua mãe, e numa hora em que não houvesse lá nenhuma outra mulher.

O pai da mulher seguiu à risca as instruções do Alter Rebe. E para grande espanto da mulher e de sua mãe, quando chegou a época de sua purificação tudo estava normal e ela imergiu no dia certo. Como, porém, seu marido era muito especial em Torá e temor a D-us, ficou desconfiado e resolveu esperar até o mês seguinte.

Naquele verão, teve início uma epidemia de cólera nos arredores de Mohilev e os rabinos divulgaram medidas para evitar que a epidemia se alastrasse e, de passagem, despertaram a população para a teshuvá e o arrependimento por pecados entre o homem e D-us e entre o homem e seu semelhante. Muitos dos habitantes da cidade ficaram com medo. E eis que uma mulher foi procurar o rabino e contou-lhe, arrependida e chorando muito, sobre o pecado que cometera contra aquela mulher, fazendo-a sofrer durante dois anos sem conseguir purificar-se.

E foi esse o teor de sua confissão: quando ela era jovem, foi-lhe sugerido um shiduch com o marido daquela mulher. Por motivos diversos, o shiduch não se realizou e ela acabou casando com um homem muito simples. Desde então, ficou com ódio daquela mulher e resolveu vingar-se dela. Para isso, fingiu ser sua amiga e, quando chegavam seus dias de purificação, matava uma galinha ou um pombo e sujava de sangue as roupas da mulher.

Sêfer Toldot Admor Hazaken

(Baseado em “Leket Lakalá Velamadrichá”, pág. 87)

https://sites.google.com/site/nashimtsidkaniot/a-sheeila

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“SOBRE MEUS OMBROS”

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Rabi Peretz Chein era um grande estudioso da Torá e chassid do Rebe Dov Ber Shneuri, o segundo Rebe de Chabad-Lubavitch, conhecido como o Miteler Rebe. Reb Peretz foi enviado pelo Miteler Rebe para ser o rabino da cidade de Beshenkowitz.

Reb Peretz estava muito apreensivo quanto a assumir a posição em Beshenkowitz. Um homem chamado Reb Aharon tinha causado problemas para todos os rabinos chassídicos anteriores da cidade. Reb Aharon era um grande estudioso, e veemente opositor ao chassidismo. Usava sua genialidade para confundir os rabinos a ponto de conseguir livrar-se deles.

Reb Aharon agia da seguinte maneira: apresentava todo tipo de perguntas difíceis quando o rabino chegava em Beshenkowitz. Após o rabino dar sua decisão, Reb Aharon e seus amigos apresentavam um caso sólido para uma posição contrária. Se, em qualquer momento, o rabino admitisse ter errado, era ridicularizado por Reb Aharon e seus correligionários até que deixasse a cidade, humilhado.

Portanto, quando o Miteler Rebe nomeou Rabi Peretz para se tornar o rabino dessa cidade, não é de se admirar que ele tenha ficado ansioso. Falou pro Rebe de suas preocupações, dizendo que, diante das circunstâncias, não se sentia capaz de ir prá lá. O Rebe lhe disse que “no Céu tinham aprovado sua nomeação”, mas Rabi  Peretz continuava apreensivo. Até que o Rebe lhe disse, finalmente, que fosse prá lá “oif meina pleitzes” (sobre meus ombros). Ao ouvir isso, Rabi Peretz se alegrou e disse: “Rebe, eu vou! Se é sobre os ombros do Rebe, nada tenho a temer.”

Rabi Peretz chegou em Beshenkowitz e começou a liderar a cidade como rabino. Obviamente, Reb Aharon começou a mandar todo tipo de perguntas por meio de seus diversos emissários, mas Rabi Peretz sempre conseguia provar a validade de suas decisões legais.

Certa vez, Reb Aharon mandou uma questão especialmente complicada. Rabi Peretz examinou o item em questão e o declarou kasher. Reb Aharon imediatamente convocou seus amigos e estes atacaram a decisão do rabino com provas convincentes. Rabi Peretz trabalhou duro para justificar sua posição.

No auge do debate, os antagonistas perguntavam repetidamente, “Qual sua fonte? De onde você tirou sua decisão?” Finalmente, Rabi Peretz apontou para uma estante abarrotada de livros e disse: “Dali.”

O que ele queria dizer era que, em geral, sua decisão era baseada nos livros sagrados que estavam naquela estante. Mas um de seus oponentes entendeu que ele estava se referindo a um determinado livro. Portanto, pegou aquele livro, e o abriu, para ver o que dizia.

E eis que aquele era um livro de responsa legal judaica e, por incrível Providência Divina, ele abriu o livro exatamente no assunto em discussão! Lá, o autor mencionava as fontes que os antagonistas estavam citando na tentativa de desmentir Rabi Peretz, e explicava como cada tópico tinha sido retirado do contexto. No livro de responsa, a decisão final estava de acordo com a opinião de Rabi Peretz.

Quando Reb Aharon e seu grupo viram a prova com seus próprios olhos, preto no branco, saíram da casa humildemente e nunca mais perseguiram Rabi Peretz.

“Foi quando eu vi”, disse depois Rabi Peretz, “que o Rebe tinha, realmente me levado sobre seus santos ombros.”

Adaptado de uma história de Beis Moshiach Magazine.

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5763/744.htm

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O RABINO E O MINISTRO

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O Rebe Rashab, o quinto Rebe de Chabad, costumava discutir com o Rav Yitschak Yoel Raphalovitch assuntos do interesse da comunidade.

Segundo o Rebe Rashab, o Rav Raphalovitch tinha o dom de refutar os ataques dos ministros do governo, sendo suas respostas sólidas e impossíveis de serem contestadas.

Certa vez, o Rebe Rashab e o Rav Yitschak se encontraram com um dos ministros a fim de convencê-lo a rescindir um decreto anti-semita.  Durante a discussão, o ministro falou: “Temos todo o direito de perseguir vocês, judeus. Vocês nos desprezam, e dizem isso claramente todos os dias nas bênçãos matinais! Basta dar uma olhada no seu livro de rezas. Todas as manhãs vocês dizem: ‘Bendito és Tu, D-us… que não me fez um gentio.’ Vocês nos odeiam!”

Sem um momento de hesitação, Rav Yitschak respondeu: “Excelentíssimo Ministro, o senhor ama sua esposa?”

– “Se amo minha esposa? Mais do que tudo no mundo. Eu faria qualquer coisa por ela!”

– “Também amamos nossas esposas”, disse Rav Yitschak. “Mas mesmo assim, logo após a bênção que o senhor acabou de citar, falamos outra bênção: ‘Abençoado és Tu, D-us… por não me ter feito mulher.’ Qual o significado dessa bênção?”

Percebendo que tinha despertado a curiosidade do ministro, continuou. “Uma mulher carrega uma criança durante nove meses, tem as dores do parto, e a responsabilidade de criar os filhos, além de administrar a casa. Isso requer muita força, resistência e paciência, coisas que faltam à maioria dos homens. Portanto agradecemos a D-us por não nos dar as responsabilidades de uma mulher.”

“O mesmo com relação aos gentios”, concluiu Rav Yitschak. “Todos os seres humanos precisam servir ao Criador. Nós, porém, temos certa facilidade. D-us nos deu 613 leis que dizem exatamente o que precisamos fazer. Um gentio só tem sete leis, e tem de quebrar a cabeça para descobrir o resto. Agradecemos a D-us por facilitar nossa vida.”

Surpreso pela resposta rápida e criativa de Rav Yitschak, o ministro caiu na gargalhada. Voltou-se para o Rebe Rashab e disse: “O senhor tem sorte por ter alguém tão inteligente. Vou retirar meu decreto.”

Adaptado do livro:

“Thank you G-d, for Making me a Woman”

  1. Aaron L. Raskin

(Inglês)

Págs. 110-111)

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TRANSMISSÃO PERFEITA

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Ester, uma moça judia que morava em Minnesota aproximou-se de Chabad, e acabou indo para a escola Beit Chana, onde conheceu o Rabino Manis Friedman, que se tornou seu mestre e mentor.

Ester acabou ficando religiosa e se casou com um rapaz que era seguidor dos ensinamentos Chabad.

Após vários anos de casamento, ela não conseguia ter filhos. Ia ao mikvê todos os meses e estudou as leis de Taharat Hamishpachá para fazer tudo bem certinho. Chegou até a ir a médicos, tentou fertilização in vitro, e tratamentos semelhantes, mas de nada adiantou.

Finalmente, escreveu uma carta para o Rebe de Lubavitch sobre sua situação e pediu uma berachá. Poucos dias depois, o Rabino Leibel Groner, um dos secretários do Rebe, lhe telefonou dizendo: “O Rebe está sugerindo que você peça a sua mãe que ela vá ao mikvê.

Ester pediu a sua mãe, mas esta, por se considerar atéia, recusou-se a atender ao pedido da filha. Ester voltou a escrever para o Rebe relatando que sua mãe não queria ir ao mikvê. Logo recebeu outro telefonema do Rabino Groner dizendo: “O Rebe está sugerindo que você peça a sua avó para ir ao mikvê.

Ester ligou para sua avó e lhe perguntou se ela iria ao mikvê para que ela fosse abençoada com um filho. A avó perguntou a seu marido o que ele achava da idéia e ele respondeu imediatamente: “O que os avós não fazem por seus netos? É claro que você deve ir.”

A avó foi ao mikvê e um mês depois Ester engravidou do primeiro de seus nove filhos!

Esta história mostra claramente que a mitsvá de mikvê não é, simplesmente, uma mitsvá pessoal, e sim algo que tem influência sobre seus descendentes por gerações. Também prova que nunca é tarde demais para começar. Mesmo quando já se está numa fase em que só é necessário ir uma vez (após a menopausa), pode-se impactar muitas gerações futuras.

Adaptado do livro:

“Thank you G-d for Making me a Woman” – R. Aaron L. Raskin

Págs.: 69-70 (Inglês)

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ETERNA JUVENTUDE

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Rav Hakotel, Rav Shmuel Rabinovitch contou o seguinte:

Ele era amigo de um judeu chamado Garbstein, que era senador no Canadá. Certa vez, esse judeu telefonou para o Rav Rabinovitch dizendo que comemoraria seu aniversário de 80 anos e convidou o Rav do Kotel a ir de Israel ao Canadá participar do evento. “Sua presença será uma honra para mim”, falou. E acrescentou: “Esse evento é duplamente importante para mim, pois também estou começando um novo empreendimento. Estou abrindo um negócio de centenas de milhões de dólares, para a divulgação de jornais na China, no Japão, enfim, no Extremo Oriente.” O Rav Rabinovitch consultou sua agenda e verificou que naquela data não poderia se ausentar de Israel. O senador lhe pediu que ao menos lhe desse sua berachá, e o rabino o abençoou para que tivesse ainda muitos anos felizes de vida. Ao que o homem respondeu: “Mas abençoe também meu novo empreendimento.”

O rabino respondeu: “Para falar a verdade, não sei bem como abençoá-lo nisso, afinal de contas você já tem 80 anos! E está assumindo tamanha carga e tamanha responsabilidade; não sei o que dizer.”

O senador disse, então:

“Vou lhe dizer de onde me veio essa inspiração. No passado, eu entrava em crise cada vez que chegava a uma idade de número múltiplo de dez. Entrava literalmente em depressão. Quando completei 50 anos, a crise foi tão aguda que minha esposa sugeriu que eu fosse conversar com o Rebe de Lubavitch. A princípio recusei, mas ela insistiu e acabei indo. Cheguei a Nova York, entrei em yechidut às 2 da madrugada; e não falei nada sobre o assunto. Conversamos sobre a situação dos judeus, sobre o Canadá, etc. Mas o próprio Rebe percebeu, e me perguntou o que estava me preocupando. Falei: “Rebe, completei 50 anos e sinto que não fiz nada na vida, que não tive sucesso, e isso me deprime.”

O Rebe me perguntou:

“Você sabe um pouco de Tanach?

“Um pouco”, respondi.

Disse o Rebe:

“Quem foi o judeu mais importante da história?”

“Moshê Rabênu”, respondi.

O Rebe me perguntou com que idade Moshê Rabênu começou a carreira. Eu não sabia, mas o Rebe me contou que Moshê Rabênu começou sua carreia aos 80 anos de idade! E me perguntou:

“O que passou pela cabeça de Moshê Rabênu, ao assumir tamanha responsabilidade, de tirar milhões de pessoas do Egito para o deserto?”

E o próprio Rebe respondeu:

“É que Moshê Rebênu era jovem de espírito. Sabe o que é um jovem de espírito? É quem pergunta o que precisa ser feito e não o que fez. Quem olha prá trás, para o que fez, é um velho. Quem olha prá frente e se pergunta o que precisa fazer é um jovem. Moshê Rebênu era jovem porque sempre perguntava o que precisava ser feito. Você só tem 50 anos, está no início da vida. Por que está reclamando?

E o senador concluiu:

“Hoje, com 80 anos, faço o que o Rebe me aconselhou naquela época e me deu forças para sair da depressão. Se Moshê Rebênu aos 80 perguntou o que precisava ser feito, foi o que fiz. Se Hashem me deu mais um dia com certeza há algo de bom que posso fazer nele.”

Adaptado de um shiur do R. Shneiur Ashkenazi. (Hebraico)

http://www.col.org.il/show_news.rtx?fromAdmin=yes&artID=111433

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RUTH

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Ruth era uma princesa, filha do rei de Moav. Mas ela percebia a diferença entre a idolatria de seus compatriotas e as leis Divinas, seguidas pelo povo judeu.

A época era de grande escassez, e muitas pessoas estavam morrendo de fome em Moav. Os ricos, porém, que tinham os celeiros repletos de grãos, além de uma reserva para plantar, não permitiam que os pobres chegassem perto de seus armazéns, sob pena de morte.

A bondosa princesa ficou horrorizada com a crueldade de seu povo e com sua má vontade de ajudar os necessitados. Ela tinha feito amizade com uma pequena família judia que chegara a Moav vinda de Beit Lechem, e ficou muito impressionada com seu modo de vida. Quando um dos filhos de Elimelech e Naomi a pediu em casamento, abdicou de sua posição privilegiada e passou a fazer parte da família daqueles imigrantes. Mesmo após a morte de seu marido, Ruth permaneceu dedicada a sua sogra judia, Naomi.

Naomi acabou resolvendo voltar para Beit Lechem. E Ruth decidiu ir com ela. Naomi tentou convencer sua nora a ficar em Moav; explicou-lhe as muitas obrigações que ela teria como judia, impostas pelos 613 mandamentos da Torá. Mas Ruth permaneceu firme, dizendo:

“Não me peça para deixá-la, nem me impeça de segui-la. Aonde você for eu irei. Onde você morar, morarei. Seu povo será meu povo, e seu D-us, meu D-us.”

Foram essas as palavras que vieram de um coração puro, e de uma alma muito elevada. Ruth foi uma guioret tsedek (uma convertida justa) na verdadeira acepção da palavra.

A verdade é que Ruth jamais se arrependeu de sua decisão. Pelo contrário. Ao chegar em Beit Lechem, pode comprovar a justiça e a compaixão da lei judaica. Na Terra de Israel, os pobres não eram expulsos dos campos. Cansada e faminta, Ruth estava num campo de cevada, quando ouviu uma voz amigável, dando-lhe boas vindas. Aquele era Boaz, o proprietário do campo, que a convidou a pegar o quanto quisesse. Também lhe ofereceu proteção e água para beber.

Ruth ficou muito grata e pegou vários feixes. Já estava indo embora, quando Boaz a aconselhou a esperar mais um pouco, pois a colheita começaria e ela poderia pegar “peá”.

“O que é peá?” – perguntou Ruth.

Boaz explicou que de acordo com a Torá o proprietário de uma plantação de cereais não tem permissão de tocar na peá, canto do campo, que tem de ser deixado para os pobres e os estrangeiros , que não têm o que comer.

Quando a colheita começou, Ruth encheu sua mochila e, quando já estava indo embora, Boaz a aconselhou que esperasse, pois logo estariam amarrando os feixes e ela poderia se beneficiar do “leket”.

“O que é leket?” – Ruth perguntou.

Boaz respondeu que de acordo com a lei judaica, se algumas espigas caem da mão do ceifador, ele não pode pegá-las. Pertencem aos órfãos, pobres, viúvas e estrangeiros, que não têm outra fonte de renda.

Ruth acabou voltando para sua sogra com cereais em abundância, que as sustentariam durante bastante tempo. Foi quando Ruth entendeu quão sagradas e perfeitas são as leis da Torá. Além de a Torá se preocupar com as viúvas e órfãos, também cuida dos estrangeiros que não estão inseridos na estrutura social existente em uma terra estranha.

Ruth, a moabita, apegou-se à Torá e ao povo judeu com amor e devoção. E grande foi sua recompensa: O abastado Boaz, um dos juízes de Israel, a desposou. E ela teve o mérito de se tornar a “mãe da realeza”, pois foi a bisavó do Rei David, o ungido de D-us.

Mashiach também é descendente de Ruth, que ele seja imediatamente revelado e redima o povo judeu, e o mundo, imediatamente!

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5761/670.htm#caption9

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O REBE PEDIU PARA AVERIGUAR

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Em 1970, um judeu que tinha se encontrado muitas vezes com o Rebe falou para o Rabino Groner (secretário do Rebe) que ele tinha uma pergunta sobre negócios a fazer ao Rebe. Pediu ao Rabino Groner para anotar sua dúvida e perguntar ao Rebe o que ele deveria fazer.

Quando o R. Groner entrou no escritório do Rebe, o Rebe lhe perguntou:

– “Você tem certeza de que ele vai me escutar? Você sabe que ele esteve aqui no meu escritório durante muitas horas e jamais me pediu nenhum conselho sobre seus negócios. Eu só vou responder se souber que ele vai me escutar. Porque se eu responder e ele não me escutar, vai ser muito pior para ele.”

Foi isso o que o Rebe disse ao Rabino Groner a respeito daquela pergunta. O R. Groner foi até aquele judeu e disse: “Quero lhe contar uma história, pois nós, chassidim, transmitimos tudo com histórias.”

E ele contou:

“Em 1930 (5690) o Rebe anterior passou uns dez a doze dias em Chicago. Depois disso, uns 30 a 40 indivíduos tornaram-se chassidim Lubavitch. Em 1946 (5706) o Rebe Anterior queria abrir uma yeshivá e enviou 5 jovens, de 14, 15, 16 anos. R. Groner disse que ele teve o mérito de ser um deles. O mashpia era R. Yossef HaLevi Weinberg A”H, e ele recebeu um telefonema, provavelmente do R. Hodakov, dizendo que o Rebe queria que os bachurim estudassem Tanach duas vezes por semana, sendo cada aula de uma hora e meia. E encontraram alguém que lhes estava ensinando Tanach. Eles pediram ao professor para que lhes contasse uma história do Rebe Anterior, com quem ele tinha ligação. Ele respondeu que lhes contaria uma história, mas que eles tinham que prometer que se lembrariam da história o resto da vida. Os rapazes disseram que isso era uma coisa difícil de prometer, mas que tentariam. E ele lhes contou a seguinte história que acontecera em 5690 (1930).

“Um jovem de cerca de 30 anos de idade queria ir para a Terra Santa, Israel, que na época estava sob o domínio turco e a segurança lá era muito frágil. O pai falou para o jovem: ‘Temos a oportunidade de perguntar ao tsadik, ao Rebe Anterior, se você deve ir ou não. Deixe-me perguntar ao tsadik e vamos ouvir sua opinião.’ E o filho falou: ‘Não quero que você pergunte, pois provavelmente ele vai dizer não, e eu quero ir. Portanto não pergunte ao Rebe.’ Mas o pai procurou o Rebe Anterior, e lhe perguntou o que fazer. O Rebe Anterior respondeu: ‘Não agora.’ O que significa que o Rebe Anterior não estava contra a viagem, em si, mas estava dizendo que agora não era a hora para ir. O pai contou ao filho que perguntara ao Rebe e ele dissera que ‘não agora’. O filho começou a gritar com o pai, dizendo que dissera para ele não perguntar. E que iria de todo jeito. O filho foi, o navio naufragou e 270 pessoas morreram afogadas (que D-us nos livre), inclusive ele. Depois do shiva, o pai procurou o Rebe Anterior e lhe disse: ‘Estou com um problema: por que o Rebe não nos avisou? Se o Rebe nos tivesse avisado que isso era o que ia acontecer, meu filho teria sido salvo, bem como as demais pessoas que estavam no navio.’ E o professor disse: ‘Vou lhes falar as palavras exatas do Rebe. Ele disse: ‘Acredite-me, nem sempre quando falamos algo, sabemos porque estamos dizendo aquilo. Falamos o que o Céu nos falou para falar. Do Céu nos falam o que dizer, e é isso que falamos. Acredite-me: não vimos tragédia nenhuma. Apenas repeti o que me disseram para falar. Que não agora. Mas não vi nenhuma tragédia. Mas de uma coisa sabemos: o que sai de nossa boca, você tem de escutar. Caso contrário, etc.’

O Rabino Groner acabou de contar àquele judeu essa história e ele garantiu que acataria a orientação do Rebe. R. Groner voltou ao escritório do Rebe e disse que o yehudi acataria seu conselho. E o Rebe perguntou: ‘Como você conseguiu isso?’ R. Groner respondeu que tinha lhe contado uma história. ‘Que história você contou?’ – Perguntou o Rebe. E o Rabino Groner contou a história. O Rebe abriu um largo sorriso e disse: ‘Já tive meu lucro: ouvi uma história do meu sogro que eu não conhecia. Qual é a pergunta?’ O R. Groner entregou o bilhete, e o Rebe falou o que deveria lhe responder. R. Groner transmitiu a resposta do Rebe e o indivíduo ficou calado. Nada respondeu. R. Groner lhe perguntou: ‘Você ouviu o que eu falei?’ Ele respondeu: ‘Sim.’ Mas não comentou nada. Cerca de seis meses depois, telefonou para o R. Groner e disse: ‘Quero lhe agradecer pelo que fez por mim. Quando perguntei ao Rebe o que fazer, meu negócio valia 5 milhões de dólares. E o Rebe me disse o que fazer. Eu achava que se agisse como o Rebe orientou, eu teria falido totalmente, mas como eu tinha prometido obedecer ao Rebe, obedeci; e agora meu negócio vale 10 milhões de dólares!’ Seu negócio duplicou por não ter feito o que ele mesmo achava e sim o que o Rebe falou para fazer.

Baseado num shiur do R. Shmuel Butman em:

http://www.collive.com/show_news.rtx?id=50255&alias=the-rebbe-asked-to-investigate

(Inglês)

O R. Shmuel Butman escutou essa história do R. Yehuda Leib Groner, secretário do Rebe.

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MEUS FILHOS!

BS’D

90778_news_14092016_51931

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Yeshivá Tomchei Tmimim da Polônia sofreu muito, economicamente. O dinheiro não dava. Resolveram, então, reduzir a comida que serviam aos alunos para café, almoço e jantar.

Quando os alunos perceberam que quase não havia alimentos para eles, fizeram uma greve, e disseram que era melhor nem ir ao refeitório, do que receber tão pouca comida.

Dentro de pouco tempo, toda a cidade falava sobre o fato de os alunos estarem passando fome na yeshivá.

Na segunda manhã da greve de fome, a Rebetsin Shterna Sara convocou os responsáveis para uma reunião. Disse-lhes que entendia que o dinheiro estava curto, mas “VOCÊS ESTÃO PRIVANDO DE ALIMENTO MEUS FILHOS!”

A partir de então, os filhos do Rebe e da Rebetsin foram alimentados adequadamente.

Adaptado de: ShluchimKids.org

http://slideplayer.com/slide/4422371/

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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