Archive for história

MOSHÊ EM CADA GERAÇÃO

BS’D

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“Moshê falava (yedaber), e D-us respondia.”

(Shemot 19:19)

A palavra “yedaber” está, de fato, no tempo futuro, insinuando que “Moshê falará”. Também está etimologicamente ligada à palavra “yadber”, que significa “ele liderará e guiará” – uma referência ao “reflexo do Moshê que existe em cada geração.”

Sêfer HaMaamarim Kuntreisim)

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Machmud, o judeu

BS’D

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Na saída da sinagoga, em Jerusalém, Dan abordou um jovem de macacão, mochila nas costas, moreno, cabelo preto cacheado – parecia sefaradi, talvez marroquino.

Shabat Shalom. Meu nome é Dan Eisenblatt. Gostaria de comer na minha casa hoje à noite?

O rosto do jovem, que tinha um ar preocupado, num instante abriu um sorriso.

“Sim, obrigado. Meu nome é Machi.”

Saíram juntos do shul. Poucos minutos depois estavam em volta da mesa de Shabat de Dan. Dan percebeu que seu convidado estava folheando o livro de canções, como se estivesse à procura de algo. E perguntou com um sorriso. “Tem uma canção que quer cantar? Posso ajudar, se tiver dúvidas sobre a melodia.

O rosto do hóspede se iluminou. “Tem uma canção que eu gostaria de cantar, mas não estou encontrando aqui. Gostei muito daquela que cantamos na sinagoga hoje à noite. Como era mesmo? Tinha alguma coisa de ‘dodi’”

Dan quase ia dizendo que não se costuma cantá-la na mesa, mas controlou-se e pensou: “Se isto é o que o menino quer, qual é o problema?” E disse: “Lechá Dodi, vou pegar o sidur.

Quando acabaram de cantar Lechá Dodi, o jovem calou-se até o final da sopa, quando Dan lhe perguntou: “E agora, que canção?” O convidado pareceu um tanto constrangido, mas após um pouco de estímulo, disse com convicção: “Eu, na verdade, gostaria de cantar de novo Lechá Dodi

Dan nem se surpreendeu quando, ao perguntar o que cantar, depois do prato de frango, sua visita pediu Lechá Dodi. Por pouco Dan não pediu para cantarem um pouco mais baixo para que os vizinhos não pensassem que ele estava maluco. Mas disse: “Não quer cantar outra coisa?”

O hóspede enrubesceu e baixou o olhar. “É que gostei muito daquela música, murmurou.

Devem tem cantado umas oito ou nove vezes “a música”. Dan já tinha perdido a conta.

Mais tarde, Dan perguntou: “De onde você é?”

O rapaz ficou triste, olhou para o chão e disse baixinho: “Ramala.”

Dan não tinha certeza de que o rapaz tinha dito ‘Ramala’. Mas rapidamente chegou à conclusão de que deveria ter dito ‘Ramle’. E disse: “Ah, tenho um primo lá. Conhece Efraim Warner? Ele mora na Rua Herzl.

O jovem balançou a cabeça tristemente. “Não há judeus em Ramala.”

Dan suspirou. Ele dissera Ramala, mesmo! Seus pensamentos dispararam. Será que tinha acabado de passar o Shabat com um árabe? Falou para o jovem: “Desculpe, estou um pouco confuso. E agora me dei conta de que nem perguntei seu nome completo. Como é seu nome, por favor?

Durante um instante, o rapaz pareceu nervoso. Em seguida, endireitou os ombros e disse calmamente: “Machmud Ibn-esh-Sharif.”

Dan ficou mudo. O que poderia ele dizer?

Machmud rompeu o silêncio timidamente: “Nasci e cresci em Ramala. Me ensinaram a odiar os judeus e a pensar que matá-los era heroísmo. Mas sempre tive minhas dúvidas. Quero dizer, aprendemos que a Suna, tradição, diz: ‘Deve-se desejar para seu irmão o que se deseja para si.’ E eu me perguntava se os yahud (judeus) não eram gente, também. Será que não tinham o mesmo direito de viver que nós temos? Se devemos ser bons para com todos, por que ninguém inclui nisso os judeus? Quando perguntei a meu pai, ele me expulsou de casa. Decidi que ia fugir e viver com os yahud, até conseguir descobrir como eles são, de fato. Naquela noite, entrei em casa sorrateiramente para pegar minhas coisas e minha mochila.

Minha mãe me viu e eu lhe disse que queria ir morar com os judeus, por um tempo e descobrir como eles realmente são e talvez até eu quisesse me converter.

À medida que eu ia falando, ela foi empalidecendo. Pensei que ela estava brava, mas não estava. O que a afligia era outra coisa. E ela falou baixinho: ‘Você não precisa se converter. Você já é judeu.’

“Fiquei chocado. Minha cabeça começou a girar e, fiquei mudo por um instante, sem conseguir falar. Depois gaguejei: ‘Não estou entendendo.’

‘No judaísmo,’ ela me disse, ‘a religião passa através da mãe. Sou judia portanto, você é judeu.’

“Eu não tinha a menor idéia de que minha mãe era judia. Acho que ela não queria que ninguém soubesse. Aí ela sussurrou: ‘Cometi um erro ao me casar com um árabe. Meu erro será redimido em você.’

“Ela tinha esse jeito poético de falar. Desenterrou uns documentos velhos e me deu: coisas como minha certidão de nascimento, sua velha carteira de identidade israelense, para que eu pudesse provar que sou judeu. Estou com tudo aqui, mas não sei o que fazer com eles.

“Minha mãe hesitou sobre um pedaço de papel. Depois me disse: ‘Pode levar isto também. É uma velha foto de meus avós, que foi tirada quando foram visitar o túmulo de um grande antepassado nosso.’

“Agora estou aqui, tentando descobrir aonde pertenço.”

Dan colocou, gentilmente a mão sobre o ombro de Machmud. Machmud levantou os olhos, assustado e esperançoso ao mesmo tempo. Dan perguntou: “Está com a foto?”

O rosto do garoto se iluminou. “Claro! Sempre a trago comigo. Tirou da mochila um envelope velho e rasgado.

Quando Dan leu o que estava escrito na lápide, quase deixou cair a foto.

Esfregou os olhos para ter certeza. Não havia dúvida. Era um túmulo no cemitério antigo de Tsfat, e a inscrição o identificava como o túmulo do grande Kabalista e tsadik Rabi Shelomô Alkabets.

A voz de Dan tremia de emoção quando explicou a Machmud quem era seu ancestral. “Ele foi um amigo do Arizal, um grande erudito da Torá, um tsadik, místico. E, Machmud, seu ancestral escreveu aquela música que cantamos o Shabat inteiro: Lechá Dodi!”

Agora foi a vez de Machmud ficar impressionado.

Dan lhe estendeu a mão trêmula e disse: “Bem vindo para casa, Machmud!”

Adaptado de:

http://rabbicandybox.blogspot.com.br/2009/09/machmud-jew.html

Do Rabino Avi Rapoport

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O CONSELHO DO CHASSID

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Quando as autoridades governamentais chegaram à casa do Rabi Shneur Zalman (o Alter Rebe), fundador da Chassidut Chabad, para prendê-lo pela primeira vez, ele escapou pela porta dos fundos e se escondeu nos campos, evitando, desta maneira, ser preso, ao menos temporariamente. Como a polícia não o encontrou em casa, foi embora. Pouco tempo depois, o Alter Rebe voltou para casa.

Reb Shmuel Munkes refletiu sobre a situação e resolveu que precisava falar com o Alter Rebe. Bateu na porta de seu escritório e se identificou. O Alter Rebe permitiu que ele entrasse e perguntou a Reb Shmuel se estava sabendo da gravidade da situação. Reb Shmuel começou, contando a seguinte história:

O Rebe Menachem Mendel de Horodok tinha um cocheiro judeu que costumava contratar para transportá-lo. Houve uma época em que o Rebe Menachem Mendel passou vários meses sem viajar. O cocheiro e sua família sofreram com a falta dessa renda. Até que o cocheiro resolveu vender seu cavalo e sua carroça e comprar uma vaca leiteira. E o antigo cocheiro conseguiu sobreviver.

Algum tempo depois, o Rebe Menachem Mendel chamou o homem, de repente, e lhe pediu para levá-lo numa jornada.

“Mil desculpas, Rebe”, explicou o homem, “Mas vendi meu cavalo e minha carroça e comprei uma vaca leiteira para poder sustentar minha família.”

“Venda a vaca e compre um cavalo e uma carroça”, orientou o Rebe Menachem Mendel. “Preciso partir o quanto antes.”

Sem pestanejar, o homem fez o que o Rebe pediu. Durante a viagem, o Rebe pressionou o cocheiro: “Estou com muita pressa, precisamos ir mais rápido.”

O cocheiro chicoteou os cavalos e a carruagem saiu correndo, desembestada. Quando começaram a descer uma ladeira, estavam indo tão rápido que o cocheiro mal conseguia controlar os cavalos. Horrorizado, viu que estavam indo direto para um palacete situado no final do declive. Não conseguiu frear os cavalos e a charrete atravessou o jardim e só parou após quebrar uma janela da casa.

O pôrets, dono da mansão, ficou irado e avançou para a carruagem com o rifle apontado para o cocheiro. “Você é o culpado!” – Gritou.

“Não, não! Não fui eu!” – Gritou o homem, aterrorizado. “Não é minha culpa! A culpa é dele!” Disse, apontando para o Rebe Menachem Mendel, que estava sentado atrás dele meditando, alheio a todo o incidente.

O pôrets apontou o rifle para o Rebe. Mas quando já ia atirar, ficou paralisado, sem poder mexer nenhum membro do corpo. Seus familiares, que tinham saído correndo de casa, ao verem o pôrets paralisado, imploraram o perdão do Rebe e lhe pediram para retirar a maldição.

“Se ele prometer jamais fazer mal a um judeu, ficará curado”, respondeu o Rebe.

O pôrets assentiu com um leve movimento de cabeça, e seus movimentos voltaram. Mais tarde, quando continuaram a viagem, o Rebe Menachem Mendel perguntou a cocheiro: “Como você fez uma coisa dessas? Por pôs a culpa em mim? Por pouco o pôrets não me matou!”

Rebe, respondeu o cocheiro com a maior sinceridade e o maior respeito, “quando o senhor passou meses sem viajar, aceitei.   Quando me mandou vender a vaca, obedeci imediatamente. Embora minha família tenha ficado sem renda, confiei que o senhor era um Rebe e tinha seus motivos para pedir aquilo. Quando me mandou ir mais rápido, obedeci, embora nenhum cocheiro permita que seus cavalos corram colina abaixo.

“Então, quando o pôrets saiu, pensei: se o senhor for um Rebe de verdade, ele não vai conseguir lhe fazer mal. E se não for, teria merecido tudo o que lhe acontecesse. Pois como poderia deixar uma família inteira passando fome?”

Ao concluir a história, Reb Shmuel Munkes disse ao Alter Rebe: “Se o senhor é um Rebe, nada tem a temer se for preso. Se não for, que direito teve de privar milhares de chassidim de curtir os prazeres deste mundo?”

“Early Chassidic Personalities” do Rabino Sholom Ber Avtson

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5776/1398.htm#caption9

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FAZER O BEM

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20 de Cheshvan é o aniversário do Rabi Shalom Dovber, o quinto líder de Chabad, conhecido (por suas iniciais) como o Rebe Rashab.

No verão de 1960, o Lubavitcher Rebe visitou o acampamento Gan Israel, no norte do estado de Nova York. Nessa visita, contou uma história pouco conhecida sobre o Rebe Rashab.

Ao que parece, certa vez o Rebe Rashab viajou de Lubavitch, na Rússia, até Viena, para ser tratado por médicos.

Quando estava em Viena, o Rebe Rashab avisou, de repente, que desejava visitar uma vila que ficava a 100 quilômetros de distância. Antes de ir, foi até uma loja e comprou roupas e vários outros artigos.

Ao chegar à cidadezinha, tentou localizar a casa de uma viúva (e suas duas filhas). Deu-lhe as coisas que tinha comprado e dinheiro, dizendo-lhe que era para ajudá-la a casar suas filhas. De fato, a viúva era pobre demais para poder fazê-lo.

Disse o Lubavitcher Rebe:

“Parem e pensem: numa cidadezinha distante, a 100 quilômetros de Viena, o Rebe achou uma oportunidade de causar nachas (satisfação) a D-us. De fato, o Rebe tinha feito aquela longa viagem exclusivamente para esse fim. E ele próprio foi à loja para fazer as compras, para que uma noiva pobre pudesse casar.

“Esta é, portanto, a lição que devemos aprender: onde quer que estejamos, devemos procurar uma boa ação para fazer. Pois com certeza encontraremos uma, e daremos prazer a D-us.”

Que tenhamos o mérito de comemorar o aniversário do Rebe Rashab este ano junto com ele e com todos os grandes tsadikim (justos) de todas as gerações, liderados por nosso Justo Mashiach.

Adaptado de artigo do Rabino Shmuel M. Butman

em:

http://lchaimweekly.org/

(Inglês)

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AS RAIZES JUDAICAS DE BERYL

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Amazing mountain landscape with fog and a haystack

A história que vou contar é verdadeira. Os nomes não foram modificados, seja para proteger alguém ou por qualquer outro motivo.

Na noite da terça-feira, 23 de Shevat de 5775 (Janeiro de ’95), em Níjni Novgorod (Rússia) houve uma enorme tempestade de neve. Meu parceiro, Simcha Backman, estava em Moscou organizando um seminário para o Shabat seguinte. Quando abri os olhos e vi toda aquela neve, resolvi dormir mais um pouco antes de me levantar e ir à sinagoga. Foi quando o telefone tocou e meu dia começou. E que dia!

“Oi, aqui é Nina (a cozinheira do shul). Três tzyganers acabam de entrar no shul. Disseram que o pai deles morreu e eles querem fazer um enterro judaico.”

“Nina”, perguntei, ainda tentando aperfeiçoar meu russo, pensando que ela estava falando de tartarugas, sei lá, “o que são tzyganers?”

“Não dá para explicar por telefone. Se vier para cá vai entender.”

Quando cheguei no shul, vi um tzyganer prá lá de bêbado com seu filho e seu cunhado. Ele era alto e robusto e estava muito bêbado. Disse-me que na noite anterior fora o casamento de seu filho. Depois do casamento, seu pai sentiu-se mal e mais tarde devolveu a alma ao Criador. “Meu pai só queria uma coisa”, disse o bêbado, cujo nome era Paska, “ser enterrado exatamente de acordo com a lei judaica.”

Procurei a palavra tzyganer em meu dicionário russo-inglês. Significa cigano!!! Esses caras morenos, que eu tinha pensado que eram da Georgia ou vizinhanças eram CIGANOS?!

Perguntei: “Mas por que seu pai quer um enterro judaico?”

“Ele era judeu! Seu nome era Beryl, seu pai, Asher, e sua mãe, Rachel. Seu sobrenome era Tzyerulnik.”

Disse-lhes que primeiro eu tinha de rezar e tomar café da manhã. Depois eu iria com eles. Enquanto isso, eles deveriam encontrar um cemitério na cidade que lhes cedesse um lote.

Em Níjni Novgorod há vários cemitérios judaicos, mas são reservados para familiares. Aquele cara não era pobre e disse que estava disposto a gastar cinco limões (gíria russa que significa cinco milhões de rublos) se lhes dessem um lote.

Rezei rapidamente, tomei meu café da manhã e fui com eles para o cemitério. Como as ruas estavam cobertas de neve, levamos uma hora e meia para fazer, de carro, um percurso de meia hora. E nem com todo seu dinheiro conseguiram um lote. Disse-lhes que eu não ia me arrastar com eles para os outros quatros cemitérios judaicos da cidade. E que devíamos ir até sua casa, onde eu faria a tahará (purificação ritual do corpo), e em seguida eles poderiam ir sozinhos procurar um lote.

O costume russo, quando morre alguém, é beber até não poder mais. (Esse também é o costume russo em muitas outras ocasiões). E era isso, exatamente que aquele cara estava fazendo em todo o caminho para o cemitério e para sua casa. Também falou muito. A história que ele me contou me esclareceu sobre a amplidão do exílio, em geral e do exílio russo em particular.

Seu pai, Beryl, nasceu numa família judaica chamada Tzyerulnik, na cidade ucraniana de Charkov. Seus pais pouco sabiam de seu judaísmo tendo, portanto, transmitido muito pouco a seu filho. Durante a Segunda Guerra Mundial, mudaram-se para o Cazaquistão, onde seus pais faleceram. Beryl, por não saber nada sobre ser judeu, apaixonou-se por uma cigana e se casou com ela. Tiveram oito filhos. Vinte e sete anos antes tinha se mudado para Gorky (atualmente Níjni Novgorod e foi lá que descobriu que era judeu.

Conheceu um dos poucos anciãos da cidade, que lhe disse que ele era judeu. E até chegou a levá-lo a um dos minyanim secretos da cidade. Essa foi toda a sua vivência judaica, mas suficiente para despertar aquela alma judia que vivera entre os ciganos, pelo menos para dizer a seu filho que ele queria um enterro judaico.

Fomos até sua casa, no outro extremo da cidade, o que demorou uma hora e meia. Fiquei chocado, novamente, pelo que vi. Dez ciganas e cinco ciganos, vestidos em seus trajes típicos, estavam sentados em torno do pai falecido e comendo frango, bebendo vodka e outras iguarias. Mais um costume russo!

Eu lhes disse que, de acordo com a Lei Judaica, aquilo era uma vergonha para o falecido. Antes que eu pudesse piscar um olho, retiraram tudo. Fiz a tahará e eles me levaram de volta para o shul.

Na sexta-feira de manhã, foram me buscar e fomos para o cemitério. Eles queriam fazer tudo direitinho, de acordo com a lei, de modo que só judeus se ocupariam do enterro. Nada de ciganos. Isso quis dizer que eu e o judeu que estava comigo teríamos de fazer tudo sozinhos. Carregamos o corpo e dissemos todas as rezas apropriadas. Em seguida o enterramos.

De modo que um judeu que durante a primeira parte de sua vida nem sabia que era judeu, e na segunda metade viveu entre ciganos, foi enterrado de acordo com a Lei Judaica. Provavelmente aquela foi a primeira mitsvá que ele cumpriu. Se isso não for exílio, então o que é? Que a memória de Beryl ben Asher seja uma bênção para todos nós.

Que Hashem olhe para Seus filhos com piedade e veja a pureza de uma alma judaica, e nos leve à Redenção, quando veremos a realização de “os que repousam no pó se levantarão e cantarão.”

Por Eliyahu Schusterman

N’Shei Chabad Newsletter

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org

(Inglês)

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UMA PERFEITA ANFITRIÃ

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225

O Sr. Zalman Jaffe relatou o seguinte:

Uma semana antes do casamento de minha filha, Hindy com meu genro, Rabino Shmuel Lew, tivemos a honra e o privilégio de nos encontrar com a Rebetsin Chaya Mushka (esposa do Rebe de Lubavitch) pela primeira vez, em sua casa. Vem-me à mente um incidente que exemplifica a anfitriã perfeita que ela era.

Shmuel, sem querer, derrubou um copo de suco de frutas vermelhas. Seu rosto enrubesceu a ponto de ficar igual à mancha vermelha na toalha da mesa. A reação imediata da Rebetsin foi assegurá-lo de que isso era um maravilhoso siman berachá (sinal de bênção), etc. Ela parecia tão feliz com o ocorrido que tive vontade de derrubar meu copo, também!

Adaptado de: “The Avner Institute”

(Inglês)

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SACRIFÍCIO POR MIKVÊ

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A maioria dos olim que chegaram a Israel vindos da Rússia, na década de ’90 era a segunda ou terceira geração de judeus da revolução comunista. Nasceram em ambiente ateu que oprimia todo e qualquer resquício de judaísmo, e viveram numa atmosfera totalmente desprovida de santidade. Nossos Sábios aconselham a “não olhar para o recipiente e sim para seu conteúdo” e, em muitos casos, embora superficialmente esses imigrantes parecessem ser judeus simples, tinham o coração ardente com um fogo judeu flamejante que podia transbordar em pura manifestação de auto-sacrifício.

Um casal de cerca de sessenta anos ou mais chegara com o grande fluxo de imigrantes à Terra Santa. Não tinham filhos e não se destacavam na comunidade onde se estabeleceram. Após viverem no anonimato e na pobreza durante vários anos, num minúsculo apartamento, como muitos outros imigrantes idosos, o marido faleceu. Dez homens foram recrutados para acompanhá-lo em sua última viagem. A infeliz esposa pediu para falar algumas palavras.

Rasgou sua roupa e falou a bênção declarando que D-us é o “verdadeiro Juiz”. Com copiosas lágrimas, curvou-se sobre o marido e disse:

“Meir, você está indo embora deste mundo e me deixando sozinha aqui, desprovida de filhos. Agora você está indo para o Mundo da Verdade. Se lhe perguntarem por que não tivemos filhos, diga a verdade: na cidade onde morávamos, na Sibéria, não havia mikvê!”

Do livro: “Samarkand” do Rabino Hillel Zaltzman,

Págs. 105-106

(Inglês)

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A “INJUSTIÇA” DOS RABINOS

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Conta o Rebe:

Lembro-me que quando eu estava no cheder, contava-se uma anedota sobre dinei Torá (julgamentos rabínicos).

Perguntava-se:

“Por que será que quando judeus fazem uma pergunta a um rabino sobre se determinada coisa é permitida ou proibida pela Halachá (Lei Judaica), e o rabino fala que é proibida, sua decisão é aceita sem queixas, mesmo que acarrete grande perda. Mas quando dois judeus estão envolvidos num din Torá (um litígio rabínico) um contra o outro – mesmo em se tratando de uma quantia mínina, e não de grande prejuízo – o perdedor se queixa em altos brados contra a injustiça cometida pelo rabino, e declara que vai procurar outro rabino para julgar seu caso! Por que, no caso de grande prejuízo ele aceita a determinação do rabino sem reclamar, mas neste caso de perda mínima não consegue aceitar o veredicto do rabino?”

No cheder chegaram à seguinte conclusão:

“O perdedor não está se queixando do príoprio prejuízo e sim da vitória de seu rival!”

Do livro:

“Early Years” – R. Boruch Oberlander e R. Elkanah Shmotkin

(Inglês) – pág. 81

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COMO CONCILIAR?

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Em Shemini Atseret 5738 (1977) o Rebe teve um ataque cardíaco gravíssimo no meio das Hakafot diante de milhares de pessoas que estavam no “770”.

O Rebe não quis ser levado ao hospital. Portanto, trouxeram o hospital até ele. Em pouco tempo transformaram o local numa UTI, com todos os aparelhos necessários.

Procuraram os melhores cardiologistas dos Estados Unidos. O médico que mais se dedicou ao Rebe foi Dr. Ira Weiss de Chicago, cardiologista mundialmente famoso. Ficou em Nova York durante algumas semanas e, quando a situação melhorou, veio diversas vezes de Chicago para examinar o Rebe.

Esse médico relatou o seguinte:

Certa noite, em que estava com o Rebe, que ainda estava se recuperando, Dr. Ira Weiss falou que gostaria de fazer um desabafo e pedir um conselho ao Rebe. Na verdade, o que o preocupava era algo que aflige quase todos nós. O médico falou o seguinte:

– “Rebe, profissionalmente cheguei ao auge de minha carreira. Todos os meus sonhos foram realizados. Sou um cardiologista famoso nos Estados Unidos e no mundo. Mas não estou satisfeito com minha vida pessoal. Quase não vejo minha esposa e meus filhos. Todos estão satisfeitos, menos minha esposa e eu. Meu trabalho é indispensável, pois salva vidas. Mas não consigo conciliar minhas duas shelichuiot (missões). D-us me deu uma missão em casa e uma missão fora de casa. Como conciliar as duas?”

O Rebe lhe respondeu:

– “Vou lhe dizer o que faço. Diariamente vou para casa tomar um copo de chá com a Rabanit. E esse tempo que dedico a minha esposa” – disse o Rebe – “é tão importante e tão sagrado para mim quanto colocar Tefilin.

Portanto, é bom refletir sobre nossas prioridades e criar “cidades de refúgio” no tempo, sem celular, sem Whatsapp, sem facebook. “Cidades de refúgio” em que nos dediquemos a pessoas que importam e a assuntos que também são muito importantes, sem interferências.

Shaná Tová!

Baseado num shiur do R. Shneior Ashkenazi (hebraico)

http://www.col.org.il/show_news.rtx?fromAdmin=yes&artID=106120

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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AHAVAT YISRAEL DE UM LADRÃO

BS’S

5monedaRUB

Rabi Zusha de Anipoli era muito, muito pobre. Apesar disso, abria sua casa para pobres e viajantes.

Certa vez, recebeu dez rublos, e os colocou dentro do Chumash, em Parashat Yitrô, ao lado do passuk “Não furtarás”.

Um dos hóspedes, que não era lá muito honesto, percebeu e pegou cinco rublos. Colocou os cinco rublos restantes no Chumash, ao lado do passuk “Amarás ao próximo como a ti mesmo”.

Quando Rabi Zusha foi pegar o dinheiro, não o encontrou onde o tinha posto. Acabou encontrando os cinco rublos perto do passuk Veahavta lereachá kamocha”.

Comentou:

Oy Zusha, quando você tinha dez rublos, pegou tudo para você. Esse judeu, porém, quando achou essa quantia, pegou só a metade para si. A outra metade deixou para Zusha, por ahavat Yisrael.”

Adaptado de: Sichat Hashavua

Acharê-Kedoshim 5777

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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