Archive for história

UM OÁSIS NO DESERTO

BS’D

oásis-no-deserto-negev-24523139

6 Tishrei é o yartseit da Rebetsin Chana Schneerson, mãe do Rebe.

Feivel S. relata o seguinte:

Imagino que eu deveria ter me sentido grato e com sorte por ter tido a oportunidade de me envolver com a reabilitação de judeus deslocados na Europa, após a guerra. Para mim, era difícil sentir otimismo, pois tinha perdido tudo no Holocausto. Um velho amigo me conseguiu um emprego no escritório do Vaad HaHatsalá (Organização de Socorro) em Paris. A carga de trabalho constante que meu serviço exigia ajudou a manter minha sanidade.

Sentado atrás de uma grande mesa abarrotada de papéis e formulários, encontrei consolo e dor: consolo por estar numa posição de ajudar outras pessoas a reconstruir a vida, mas uma dor constante ao escutar tantas histórias trágicas.

Certo dia, ouvi uma batida curta e suave na porta de meu escritório. Bem diferente das batidas nervosas dos sobreviventes perturbados a que eu estava acostumado.

“Pode entrar”, falei.

Um homem de barba, bem vestido, chegou-se a minha mesa. Desde o primeiro instante em que o vi, fiquei profundamente impressionado.

Suas características distintas irradiavam paz interior. Aquilo me impressionou, pois, na Europa do pós-guerra a paz interior era algo muito raro. Além disso, sua compostura calma era contagiante e, pela primeira vez em anos, senti-me à vontade.

“Em que posso ajudá-lo?” – Perguntei.

“Minha mãe, Rebetsin Chana Schneerson, chegou da Rússia. Vim para ajudar em sua emigração para os Estados Unidos. Poderia me dizer quanto tempo devo dedicar a esse procedimento? Eu gostaria de organizar meu cronograma.”

Eu não conseguia desviar os olhos desse homem de fala mansa. Foi a primeira pessoa a entrar no meu escritório com um senso de direção, expressando a vontade de calcular o tempo e utilizá-lo sabiamente. Naquela bagunça de uma Europa caótica, lá estava um homem que valorizava seus minutos.

Prometi ajudar em tudo o que estivesse a meu alcance, garantindo-lhe que eu tentaria processar os papéis necessários, de modo que ele pudesse usar seu tempo como bem lhe aprouvesse. Dei-lhe todos os formulários que tinham de ser preenchidos, e ele forneceu todas as informações necessárias. Em seguida, agradeceu-me e foi embora. Os poucos minutos que passou comigo me deixaram renovado e motivado.

Muitos anos se passaram. Casei, construí família e imigrei pra os Estados Unidos. Certo dia, estava no Brooklyn, no carro, com um colega de trabalho.

“Vamos visitar o quartel-general de Lubavitch”, sugeriu ele.

“Por que não?” – Respondi. Dezessete anos tinham passado desde aquele incidente em Paris. Embora eu jamais tivesse ido ver o Rebe, tinha ficado sabendo que ele era o homem que estivera em meu escritório e aquele encontro ainda estava gravado em minha memória.

Chegamos no 770 no meio de um farbrenguen – uma reunião Chassídica com milhares de participantes. Fiquei encantado com o que vi: uma atmosfera de intensidade espiritual muito diferente do ambiente americano comum. Olhei lentamente em volta, alternando meu olhar entre o Rebe e os Chassidim.

De repente, captei o olhar do Rebe, ou foi ele que pegou o meu? Estava olhando direto para mim e depois fez um sinal para um de seus atendentes e lhe disse algo. Antes que eu pudesse perceber, o atendente estava perto de mim. “O Rebe está lhe chamando”, sussurrou. Fiquei simultaneamente surpreso e perturbado com a atenção inesperada.

Segui, trêmulo, o atendente e me vi face a face com o Rebe. Era a mesma voz calorosa e eloquente que ecoava em meus ouvidos, de dezessete anos antes.

Yasher Koach (muito bem!) por seus esforços pela minha mãe há dezessete anos em Paris. Bênção e agradecimento por tudo o que você fez.”

De: “To Know and to Care”, R. Eliyahu e Malka Touger, publicado por Sichot in English.

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5767/939.htm#caption9

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leave a comment »

UM JUDEU É SEMPRE JUDEU

BS’D

mail.google.com

Betsalel Schiff nasceu na antiga União Soviética. Atualmente mora em Israel e faz muito pelo povo judeu. Ele conta o seguinte:

Quando eu era criança, na segunda série primária, meu pai faleceu. Minha mãe também morreu cedo, devido a um incidente trágico. A história que vou contar aconteceu uma semana antes de meu casamento.

Era uma época cheia de perseguição e muito sofrimento. O pavor de cumprir mitsvot era enorme. Qualquer ação praticada em nome da Torá e do judaísmo era perigosíssima. Como eu já não tinha pais e morava sozinho, assumi várias missões por meus companheiros judeus, muitas delas perigosas.

Uma das minhas tarefas era conseguir arba minim (lulav, etrog, etc.) para os judeus de Samarkand. Viajava para a Geórgia para colhê-los para a festa de Sucot. Partia logo após Rosh Hashaná, de modo que eu pudesse estar de volta para Yom Kipur.

Certo ano, cheguei em Tbilisi, na Goeórgia, onde o policial de sempre me esperava. Ele me conhecia, e me levou ao local onde as palmeiras cresciam numa área à beira-mar. Como eu lhe pagava muito bem, o policial me esperou respeitosamente e até me conseguiu uma escada e um serrote. Cortei dez lulavim (ramos de palmeira), o que era suficiente para todos os membros de nossa comunidade. Em seguida, prossegui para Kutaisi, onde colhi hadassim (murta), que cresciam em abundância no pátio da sinagoga. Era isso o que eu fazia todos os anos.

Naquele ano, quando concluí minha tarefa e queria voltar para casa, em Samarkand, antes de Yom Kipur, soube que não havia passagens disponíveis. Ofereci muito dinheiro, o triplo do preço, mas não havia nenhuma passagem.

Eu conhecia um judeu que tinha uma farmácia. Achei que ele poderia me ajudar. “Se não houver passagem para Samarkand, pelo menos me ajude a chegar em Moscou, onde mora meu irmão”, implorei. Eu tinha esperanças de poder passar Yom Kipur lá, com ele.

O homem fez o que pode, mas nada conseguiu. Acabou conseguindo acomodações para mim num hotel especial, perto do aeroporto, na esperança de que na manhã seguinte, véspera de Yom Kipur, eu conseguisse lugar num avião que fosse para Samarkand, ou pelo menos para Moscou.

Quando entrei no quarto, vi um jovem dormindo em uma das camas. Deitei-me na outra cama e adormeci. Na manhã seguinte, acordei cedo e corri para o aeroporto, para ver se havia algum vôo. Vi que eu tinha tempo até que os aviões começassem a partir, e voltei para meu quarto. O outro homem tinha acordado e estava sentado na cama. Eu queria pegar meus tefilin e rezar, mas sua presença me incomodava. Perguntei se ele ia logo embora ou se ia ficar no quarto.

“Não estou com pressa e vou ficar aqui”, disse, dando de ombros. “Por que, precisa de alguma coisa?” – Perguntou.

– “Sim, você está me atrapalhando” – eu disse honesta e corajosamente. “Hoje à noite temos um grande feriado e agora quero rezar.”

“Então reze”, disse ele, “não estou atrapalhando.”

Por falta de opção, voltei-me para a parede, coloquei meus tefilin e comecei a rezar. Quando acabei, virei-me e vi que o jovem já tinha se vestido. Trajava uniforme de oficial do Exército Vermelho. Quando vi sua patente e suas medalhas, vi que tinha entrado pelo cano. Pensei: “Pronto. Estou frito. Eu não sabia o que fazer, pois tinha sido pego no flagra pondo tefilin. Eu ainda estava em estado de choque, e pensando no que diria quando ele me perguntou calmamente: “Que feriado temos hoje?”

Por um instante não captei o que ele queria dizer, e eu disse: “Hoje à noite é Yom Kipur.” Olhei para ele e vi que ele estava sentado na cama, de cabeça baixa, perdido em pensamentos. Em seguida, ouvi que ele suspirou e disse para si mesmo: “Oy, Moishe, o que está havendo com você? Nem isso você lembra?” E caiu no choro.

Depois que se acalmou me perguntou: “O que você quer agora?”

– “Quero voltar para casa antes do feriado”, eu disse.

– “Para onde quer ir?”

– “Para Tashkent.”

– “Então venha comigo.” E se levantou e saiu do quarto.

Lá fora, vi um veículo militar e um motorista. Ele disse ao motorista para nos levar para o aeroporto. Quando chegamos lá, ele perguntou onde ficavam os aviões para Tashkent (que é perto de Samarkand). Saímos para a pista e ninguém ousou detê-lo, tampouco falar alguma coisa. Sua alta patente impunha respeito. Quando achou o avião para Tashkent disse ao piloto: “Para onde está indo?”

“Tashkent.”

“Leve-o”, ordenou.

O piloto não ousou desobedecê-lo e eu consegui chegar em casa antes de Yom Kipur.

Antes de se despedir de mim, o oficial me perguntou: “Se eu quiser encontrar você em Tashkent, como faço?” Eu lhe disse que fosse à sinagoga e perguntasse por Betsalel. Alguns meses depois ele realmente foi a Tashkent e me procurou.

Por Menachem Ziegelboim

Beit Moshiach Magazine

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5763/736.htm#caption3

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leave a comment »

ZALMAN ZALMAN

 

BS’D

mikvah1

“Um Zalman assim jamais houve e jamais haverá!”

 

O Alter Rebe (Admor Hazaken, o Rav. Schneur Zalman de Liadi, autor do Tanya e do Shulchan Aruch) demonstrou imensa sabedoria e instituiu muitos melhoramentos nos mikvaot (com, por exemplo, o aquecimento da água do mikvê).

 

E lá onde o Alter Rebe morava havia um não-judeu muito idoso, que trabalhava no mikvê – cortava lenha, acendia o fogo para esquentar a água, trazia do poço água para o banho, etc.

 

Assim era em todas as cidadezinhas: havia um não-judeu com essa função, e na maioria dos casos, por trabalhar lá tanto tempo, sabia falar yídish, e sabia de tudo sobre mikvê, inclusive quando as mulheres precisavam imergir, etc.

 

Esse não-judeu trabalhara lá durante muitos anos e, certa vez, disse carinhosamente ao Alter Rebe:

 

“Zalman, Zalman, você é tão sabido, sua mãe não foi num mikve assim, mas um Zalman assim jamais houve e jamais haverá! 

 

(Likutê Sipurim, Parlov, pág. 70)

(Lêket Lakalá Velamadrichá, pág. 103)

     https://sites.google.com/site/nashimtsidkaniot/

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leave a comment »

UM HOMEM RELIGIOSO

BS’D

sea-19499_960_720

Certo dia, o Báal Shem Tov chamou um dos seus chassidim e lhe perguntou:

– “Quer aprender a ser temente a D-us?”

– “Sim, Rebe,” – disse o Chassid.

– “Na cidade de Odessa, numa ruazinha estreita no distrito portuário, mora um determinado estivador. Hospede-se em sua casa. Dele você vai aprender o que significa devoção sincera.”

O Chassid viajou até Odessa e conseguiu encontrar o homem que o Báal Shem Tov descrevera. O homem aceitou a oferta da modesta quantia que o Chassid ofereceu em troca de uma semana de hospedagem. E o Chassid se acomodou lá, para observar o comportamento de seu anfitrião.

Mas se o visitante esperara longas horas de preces toda manhã, seguidas de estudo à luz de vela pela noite adentro, ficou decepcionado. Percebeu que o dono da casa era um judeu simples, iletrado, que acordava cedo toda manhã, rezava de modo simples e rápido, e saia para trabalhar no porto. De noite voltava, rezava as orações da noite, comia uma refeição simples e ia dormir. Deste modo, o Chassid passou a maior parte da semana sem aprender nada e cada dia ficava mais entediado.

O estivador murava num sótão de um quarto só, escassamente mobiliado. Tinha uma única janelinha de vidro, bem lá no alto da parede. Um dia, enquanto o dono da casa estava no trabalho, o Chassid, inquieto e curioso, subiu numa mesa para olhar pela janela. Para seu horror, viu um quintal onde aconteciam atividades criminosas em todas as horas do dia e da noite.

Quando seu anfitrião voltou naquela noite, o Chassid lhe perguntou:

– “Me diga uma coisa: como pode um judeu morar perto de tais vizinhos? Você não poderia encontrar um lugar melhor para morar que não dê pro quintal de tal estabelecimento?”

Aí foi o estivador quem ficou horrorizado.

– “Moro aqui há vinte anos”, – disse – “e jamais me passou pela cabeça olhar para o quintal de estranhos para ver o que estavam fazendo. Você, porém, mal chegou há poucos dias e já está subindo nas mesas e espionando todos os pecadores da vizinhança.”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5757/484.htm#caption9

(Que reimprimiu de “The Week in Review)

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leave a comment »

FRACASSO OU APRENDIZADO?

BS’D

images

Conta-se uma história sobre um executivo de uma grande empresa multinacional que cometeu um erro que custou à empresa um prejuízo de vinte bilhões de dólares.

O homem, envergonhado e sentindo-se um fracasso, redigiu um pedido de demissão e foi entregá-lo ao presidente da empresa, dizendo que diante do que causara, estava se desligando, sem nada pedir. Não queria indenização, nada. Ficaria grato se não o processassem.

O presidente, porém, não aceitou o pedido de demissão do funcionário. Disse-lhe: “Acabamos de investir vinte bilhões de dólares em sua especialização. Com a experiência que você adquiriu agora, vai continuar trabalhando conosco.”

Um dos motivos que transformam os pecados em mitsvot, quando se faz teshuvá, é que aprendemos com nossos erros e fazemos deles yeridá letsórech aliyá (uma descida que possibilita a subida).

Que possamos utilizar nossos erros como preparo para as mitsvot, e sempre com alegria, besimchá!

Adaptado de um shiur do R. Y. Y. Jacobson

em:

theyeshiva.net

 

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

Leave a comment »

MIKOL MELAMDAI…

BS’D

936ab53bdb745361daccffac83ba9538

DE TODOS OS QUE ME ENSINARAM APRENDI

R. Mendel Futerfas conseguia sempre aprender algo de tudo o que via, até mesmo no inferno das prisões comunistas.

Certa vez, seus companheiros de cela conseguiram um jogo de baralho, algo que era proibido na prisão. E começaram a jogar uma partida. O carcereiro, ouvindo barulho, olhou pela janelinha da porta da cela e viu o que estava acontecendo. Mais que depressa, abriu a porta e entrou para confiscar as cartas. Misteriosamente, porém, elas desapareceram. O guarda vasculhou a cela inteira e nada encontrou. Confuso, saiu da cela, de mãos abanando.

Isso aconteceu repetidas vezes. Os prisioneiros começavam a jogar cartas, o guarda via pela janelinha, mas quando entrava, as cartas simplesmente desapareciam.

R. Mendel, que também se encontrava naquela cela, espantou-se tanto quanto o carcereiro. Onde estariam eles escondendo as cartas? Havia uma fraternidade inabalável e uma confiança mútua entre os prisioneiros. R. Mendel, portanto, sentiu-se seguro a ponto de abordar um dos jogadores de cartas e perguntar: “Qual é o segredo de vocês? Vi, com meus próprios olhos vocês jogando. Onde esconderam o baralho?”

O indivíduo revelou o truque: “Um de nós é um exímio batedor de carteiras. Quando ouvimos o guarda abrindo a porta, ele apanha as cartas da mesa e espera o carcereiro entrar. Quando ele entra, nosso amigo põe as cartas no bolso do guarda, sem que ele perceba. É óbvio que nem passa pela cabeça do guarda verificar seu próprio bolso – só procura em nós! Quando ele sai da cela, nosso amigo surrupia as cartas do bolso do carcereiro, novamente, e continuamos a jogar.”

R. Mendel contava que do batedor de carteiras aprendeu a seguinte lição: “Antes de inspecionar outra pessoa, examine-se a si mesmo…”

Adaptado do livro:

“Samarkand”

Do Rabino Hillel Zaltzman

Págs. 366-367

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leave a comment »

MUITO ALÉM DO SHWARMA

BS’D

depositphotos_95848598-stock-photo-domino-effect-isolated

David Deri tinha um restaurante kasher de carne em Manhattan. Certo dia, um homem entrou lá e, um tanto hesitante, começou a olhar o cardápio que estava sobre a mesa mais próxima da porta. Trajava jeans furados e remendados, e uma camisa bem usada – algo bem comum nas ruas de Nova York, naquela época. David abordou o freguês, que não parecia nada promissor.

“Olá, senhor. Meu nome é David. Posso ajudá-lo?”

“Oi, sou James. Gostaria de um shwarma.

David olhou para ele, curioso. Tinha incluído shwarma no cardápio apenas porque havia israelenses que gostavam de aparecer de vez em quando. Mas os israelenses que ele conhecia dificilmente responderiam ter o nome de ‘James’.

Não pôde deixar de perguntar: “Como você sabe o que é shwarma?”

“O que você está falando?” – respondeu James como um judeu de verdade. “Comi shwarma a vida toda.” Em seguida acrescentou enfático: “Sou israelense.”

“E seu nome é ‘James’?” David pensou que talvez não tivesse ouvido direito.

James riu. “Meu verdadeiro nome é Chaim. Porém, aqui nos Estados Unidos resolvi usar um nome mais popular.”

David resolveu aproveitar a oportunidade. Afinal de contas, era Chabad, seguidor do Rebe de Lubavitch. Começou a temperar a conversa com palavras de Torá. As expressões faciais de James mostraram que ele captava o tema com facilidade e que gostava de ouvir novas idéias.

Após várias visitas ao restaurante, onde James sempre pedia grandes porções de shwarma, e as recebia sempre com o tempero de pensamentos de Torá, David lhe sugeriu que se matriculasse em aulas particulares semanais com um aluno da Yeshivá Lubavitch, que o procuraria para marcar um horário que fosse conveniente para ambos.

“Por que não?” Respondeu James, sorrindo, e deu a David seu cartão de visitas comercial. David não tinha perguntado em que ele trabalhava, e ficou surpreso ao descobrir que ele era o CEO de uma grande firma de investimentos de Wall Street!

Naquela noite, David deu o cartão para um estudante de yeshivá seu conhecido, chamado Shneur. Nas semanas seguintes, David não viu James. Será que tinha mudado de restaurante? Será que viera nas horas em que David não estava lá? Não sabia. Em todo caso, logo se esqueceu de James.

Vários meses depois, porém, David se lembrou que fazia muito tempo que não via James e ligou para Shneur, perguntando se ainda estavam em contato.

“Claro que estou em contato com ele. E muito!”. E acrescentou outras boas notícias:

“Saiba que James comprou um par de tefilin e os coloca todos os dias (de semana). E também começou a guardar Shabat, embora parcialmente.”

Anos passaram. David estava atrás da caixa registradora quando um judeu de aspecto religioso entrou no restaurante. O homem olhou em volta e, ao ver David, correu para ele, lhe deu um aperto de mão caloroso.

“Lembra-se de mim?” Perguntou.

David não se lembrava.

O homem sorriu triunfante: “Sou James!”

David engoliu em seco. “Claro que me lembro de você. Mas você está bem diferente”, acrescentou, olhando para a kipá que estava na cabeça de James e para sua boa aparência geral.

“É. Agora estou sempre de kipá. E tudo por sua culpa!” Disse brincando.

“O que aconteceu foi o seguinte” – James continuou. “Comecei a estudar com Shneur, o rapaz da yeshivá a quem você falou para me ligar. Estudamos por telefone uma vez por semana. Em uma dessas aulas, chegamos a uma idéia do Rebe de que os que têm muito pouco conhecimento de Torá devem assumir a responsabilidade de ensinar o pouco que sabem a outro judeu que, infelizmente sabe menos ainda do que ele.

“Essa idéia foi difícil para eu digerir. Perguntei a Shneur como alguém como eu, que além de saber muito pouco não cumpria as mitsvot, poderia ensinar a sagrada Torá?

“Shneur passou por cima de minhas preocupações e me convenceu de que eu podia fazê-lo, que o Rebe tinha pensado em mim, também.

“Naquele instante, resolvi que organizaria uma festa de Shabat toda semana para meus funcionários e clientes judeus. E que além da comida que eu encomendaria, compartilharia com eles o que estava aprendendo com Shneur.

“Para as festas de Shabat, aluguei um espaço num edifício de luxo em Manhattan. As festas foram um tremendo sucesso. Sem dúvida a comida farta e variada do melhor buffet kasher da região era um fator muito importante. Porém, o destaque do evento era minha apresentação sobre os ensinamentos de Torá do Rebe de Lubavitch.

“O número de pessoas pedindo para ser convidadas foi crescendo, até que, após uns poucos meses, precisei organizar os participantes assíduos em turnos em semanas alternadas.

“Até que chegou uma hora em que eu não mais pude negar que não ficava bem ter festas de Shabat onde as leis do Shabat não eram cumpridas. E que, além disso, eu, o organizador, anfitrião e professor, só cumpria o Shabat parcialmente. Após um breve conflito interior, tive de encarar que chegara a hora em que eu teria de me tornar totalmente shomer Shabat!

“A partir do meu compromisso em cumprir o Shabat, as demais mitsvot foram se seguindo naturalmente. Até que acabei resolvendo mergulhar de cabeça e me tornar um judeu totalmente religioso, com todas as suas implicações.

“Mais um tempo passou, e conheci uma judia religiosa sensacional. Casamos, graças a D-us, e fomos morar no Canadá.”

“Está vendo o que o shwarma faz?” Comentou David, irônico. Em seguida, deu uma piscadela e deu uma tapinha no ombro de James.

“Pera lá”, exclamou James. “A história não terminou ainda.

“Há poucas semanas vim, como agora, a Nova York, a negócios. Estava andando por uma rua em Manhattan quando, de repente, um judeu de kipá me abordou e me cumprimentou muito empolgado. ‘Rabino James, oi!’ Exclamou emocionado.

“Me chamou de ‘rabino’, nada mais, nada menos! Mas eu não fazia a menor idéia de quem ele era.

“E ele, sem parar de puxar minha mão, continuou: ‘Saiba que você mudou minha vida!’ Disse, para espanto meu.

“Ele era um dos freqüentadores daquelas festas de Shabat que eu organizava quando ainda morava em Nova York. As palavras de Torá que ele ouviu semanalmente acabaram penetrando em seu coração. E tal como acontecera comigo, ele acabou percebendo que tinha de modificar seu modo de vida e passar a viver de acordo com a Torá e as mitsvot.

“Está vendo, David? Sem que eu percebesse, o Rebe de Lubavitch fez de mim um sheliach – um de seus emissários, para inspirar outros judeus para que voltassem a suas raízes, aproximando, assim a redenção final.”

James sorriu. “Sim, seu shwarma foi realmente poderoso.”

Traduzido e adaptado por Yerachmiel Tilles do semanário “HaGueúla”, #990

Adaptado de:

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi

Weekly Chassidic Story  # 1126  (5 Tamuz, 5779)

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=1126-44

 

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leave a comment »

“Diga Amen!”

BS’D

images

O rabino Alter Bukiet de Lexington, Massachusetts, contou a seguinte história:

Lag Baômer 1984.

Devido aos preparativos para a parada a ao grande movimento em frente ao 770, decidiu-se que os casais que quisessem receber bênçãos do Rebe não deveriam ficar na frente do 770 como de costume. Em vez disso, deveriam esperar às 10h da manhã na porta da residência do Rebe no número 1304 da President Street, onde haveria mais tranqüilidade e privacidade.

Como muita gente aguardaria lá, uma comissão foi nomeada para manter a ordem. Essa comissão era controlada pelos jovens do Kolel, de que eu fazia parte.

Como não era do meu temperamento mandar nas pessoas nem empurrá-las, pedi para ficar encarregado da área ao lado da porta do carro do Rebe para abri-la assim que o Rebe chegasse e fechá-la assim que o Rebe estivesse sentado, para que o motorista pudesse dar partida sem atraso. Jamais me esquecerei daquela cena.

Havia muitos casais. Pessoas de Chabad e aquelas que não eram Chabad. Também havia vários casais Satmar esperando que o Rebe saísse de casa.

O Rebe saiu às 10 da manhã e só chegou ao carro às 10:20. Levou 20 minutos para chegar até o carro. Havia choros e gritaria. Houve quem o Rebe abençoou, e os que o Rebe “não escutou”. A cena era de arrepiar.

O Rebe chegou ao carro e sentou-se, e eu comecei a fechar a porta quando, de repente, alguém enfiou a cabeça no carro e disse ao Rebe que estava casado há vários anos e não tinha filhos e deu ao Rebe seu nome e o nome de sua esposa. Percebi que esse homem era um chassid Satmar. A pressão na porta aumentava e eu tentava, com toda a força, manter a porta aberta, para que o homem não fosse esmagado.

O Rebe lhe deu uma berachá e, de repente, ouvi o Rebe usar uma expressão muito incomum.

O Rebe olhou para o Satmar e disse algo como: “A criança vai precisar ter alguém com quem brincar.” O cara não entendeu nada do que o Rebe estava tentando dizer. O Rebe lhe disse: “Diga Amen!” finalmente, caiu a ficha e o homem gritou bem alto: “Amen!” e se afastou do veículo. Fechei a porta e o carro do Rebe se afastou.

Passaram-se anos. Mudei-me para Boston, em shelichut e a vida continuou.

A história continua:

24 de Menachem Av, 6 de agosto de 1999.

24 de Menachem Av é o aniversário do pai do R. Alter, o Rav Hachassid, R. Chaim Meir Bukiet, A”H. Nesse dia, em 5759, R. Alter resolveu visitar seu túmulo, que fica próximo ao Ohel, no Cemitério Montefiore,. Decidiu sair de Boston após a meia noite, para chegar entre 4 e 5 da manhã, para visitar seu pai, bem como o Ohel do Rebe, e estar de volta em Boston às 9 da manhã para começar seu dia de trabalho normal.

5h da manhã.

Alter Bukiet estava no Ohel lendo Maanê Lashon, quando viu um chassid Satmar entrar com dois meninos. Achou estranho que estivessem lá naquela hora. Ficou mais espantado ainda quando, após todos eles terem lido o Maanê Lashon, o pai falou para os meninos “tirarem o maamar”. Foi quando eles tiraram folhas do maamar que é tradicionalmente falado pelos meninos Chabad quando chegam à idade de Bar Mitsvá, e os dois meninos leram todo o maamar no Ohel. Ao sair do Ohel, R. Alter os encontrou de novo na tenda, perto bancada do café. Não conseguiu se segurar e abordou o homem para matar sua curiosidade. R. Alter perguntou o que o trouxera lá naquela hora. O chassid Satmar respondeu: “Estes são filhos do Rebe. Nasceram de uma berachá do Rebe.” E contou que estava casado há vários anos e não tinha tido filhos, e um dia foi pedir uma berachá ao Rebe e “o Rebe me abeçoou. E em seguida me disse: ‘a criança precisa ter alguém com quem brincar… Diga Amen!’ E por esse mérito minha esposa deu à luz estes gêmeos, como você pode ver.”

Bukiet, todo emocionado, perguntou: “Diga-me, quando, exatamente isso aconteceu? Será que foi em Lag Baômer de 5744, na frente da casa do Rebe?”

– “Sim, sim. Em Lag Baômer em 5744, na frente da casa do Rebe em President Street, no carro do Rebe!” – Exclamou o chassid Satmar.

– “Não acredito”… – disse R. Bukiet. – “Foi eu quem segurou a porta aberta com toda a força para que a porta não fechasse em cima de você.”

“Sim, claro!” – Disse o chassid Satmar olhando bem para ele, para ver se conseguia se lembrar de seu rosto após tantos anos. – “E agora você está vendo o circuito completo, pois estes são meus gêmeos, que nasceram pelo mérito da berachá do Rebe, dois anos após aquele Lag Baômer. E hoje é o Bar Mitsvá deles. São os únicos filhos que tenho. Não temos outros. São filhos do Rebe.

Adaptado de um WhatsApp do grupo de Tanya.

Leilui Nishmat:

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leave a comment »

REDIMIU – REDIME

BS’D

dance_like_rabbi

O tsadik, Rabi Avraham Yaakov de Sadigura, costumava, na noite de bedikat chamets, contar a seguinte história:

Numa aldeia próxima à cidade de Kolbassov, vivia um judeu que alugava uma taverna ao nobre da aldeia. Como os negócios daquele judeu não iam bem, não conseguiu pagar o aluguel em dia. O proprietário mandou cobrar o aluguel várias vezes, mas ele não tinha com que pagar. O proprietário fez várias ameaças, mas de nada adiantou.

E eis que no Shabat Hagadol, o nobre mandou seus cossacos à casa do judeu para que revirassem tudo, à guisa de castigo. Os cossacos fizeram uma grande destruição. Reviraram, quebraram e sujaram tudo.

Depois que os cossacos foram embora, o judeu e sua família quedaram-se deprimidos e sem palavras, diante de tamanho sofrimento. O judeu resolveu, então, aliviar um pouco sua dor, e dirigiu-se à cidade, para escutar a drashá do Shabat Hagadol do rabino.

E ouviu que no desenrolar da drashá o rabino falou:

– Há duas berachot: “gaal Yisrael”(redimiu Israel) no passado (nas berachot  após o Shemá, e na Hagadá de Pêssach), e “Goel Yisrael” (redime Israel) no presente (na Amidá). “gaal Yisrael” refere-se à redenção do exílio do Egito, e “goel Yisrael” refere-se à redenção constante. Que se houver, até mesmo numa aldeia, um judeu que não tem com que pagar o aluguel, e o senhorio manda seus cossacos para fazerem uma “destruição” em sua casa, e eles chegam e quebram tudo o que há na casa, também para este judeu Hashem dá um jeito de tirá-lo de seus apertos e redimi-lo.

Quando o aldeão escutou aquelas palavras, encheu-se de alegria, e foi para sua casa, na aldeia, dançando e cantando.

O rabi falou “goel Yisrael”! O rabi falou “goel Yisrael”!

De noitinha, o pôrets enviou novamente seus homens à casa do judeu, para ver o que ele estava fazendo diante de toda a destruição. Os cossacos chegaram à casa e viram que o judeu estava “repleto de alegria”, dançando e cantando. Espantados diante do que viram, voltaram ao pôrets e lhe disseram que aparentemente, o judeu perdera o juízo, devido ao sofrimento, pois o encontraram dançando e cantando alegremente.

De noite, o pôrets mandou chamar o judeu. Este pensou que por certo o pôrets queria castigá-lo. Mas lembrou-se das palavras do rav sobre “goel Yisrael”, e não temeu nem se assustou. Pelo contrário, foi para lá com grande alegria.

Quando chegou ao castelo do pôrets, este começou a lhe dar lição de moral:

– Por que, “Moshke” você é tão fracassado? Além de viver na pobreza não tem com que me pagar.

Ao que o judeu lhe respondeu:

– Que posso fazer?

– Escute, Moshke, – disse o pôrets – vou lhe dar um bilhete para a destilaria da cidade e lhe venderão, a crédito, aguardente no valor x. Venda a aguardente e lucre um pouco, e repita a operação várias vezes. Assim terá dinheiro para me pagar e para as despesas de sua casa.

E assim ele fez. E nos poucos dias entre o Shabat Hagadol e Êrev Pessach conseguiu comprar e vender aguardente várias vezes e ganhou um dinheirão. Pagou ao pôrets, comprou tudo o que era necessário para Pêssach.

Na véspera de Pêssach, embrulhou num lenço uma quantia de moedas e levou para o Rav de Kolbassov, dizendo:

– Trouxe para o rabi o dinheiro de “goel Yisrael

Adaptado de:

“Sipurei Chassidim” do Rav Shlomo Yossef Zevin

Moadim

Págs. 277-278

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leave a comment »

QUEM SAI GANHANDO?

BS’D

índice

“Porque se calares agora, de outra parte se levantarão para os judeus socorro e auxílio, mas tu e a casa de teu pai perecerão…”

(Meguilat Ester 4:14)

Em uma das viagens do Rebe Rayats, seu pai, o Rebe Rashab, mandou que ele se esforçasse para fazer um favor para um dos chassidim empresários. Quando o Rebe Rayats regressou, falou para seu pai:

“Fiz tudo o que o senhor mandou, e caprichei no favor que fiz a fulano.

O Rebe Rashab respondeu:

“Você está enganado. O favor, você fez para você mesmo, e não para fulano. Foi Hashem quem fez o favor para fulano, fazendo com que houvesse mensageiros por meio de quem a intenção Divina fosse realizada.

E o Rebe Rashab contou um fato que havia acontecido:

No ano 5640 houve muito anti-semitismo em nosso país, e em muitos lugares os anti-semitas instigaram a população local a fazer pogroms contra os judeus. Meu pai – o Rebe Maharash – viajou a Petersburgo, para fazer o que pudesse para ajudar os judeus. Meu pai tinha conhecimentos e contatos com altos ministros, e logo nos primeiros dias já tinha encontrado meios de controlar os desordeiros. Porém, para tornar público o assunto, os altos ministros sugeriram que uma delegação importante fosse visitar o Ministro do Interior e o Presidente do Senado, e que nessa delegação participassem também pessoas abastadas e maskilim (pertencentes ao movimento Iluminista) famosos. Meu pai convocou para uma reunião em seu hotel alguns milionários e “iluminados”. E propôs que eles escolhessem uma comissão dentre suas fileiras para participar dessa delegação. E como, em geral, meu pai não os levava em consideração nos assuntos comunitários, eles não gostaram muito da ideia. Quando ouviram a proposta de meu pai, um dos líderes dos convidados disse:

“Não somos fantoches, para que joguem conosco como se fôssemos peças de xadrez. Se somos pessoas importantes, é preciso nos levar sempre em consideração. Caso contrário, podem se virar sozinhos, agora.

Meu pai lhes respondeu:

“Na Meguilá está escrito: ‘se calares agora, de outra parte se levantarão para os judeus socorro e auxílio, mas tu e a casa de teu pai perecerão’. Está claro para mim que ‘socorro e auxílio se levantarão para os judeus’ e se vocês não quiserem participar, será ‘de outra parte’, mas aí: ‘tu e a casa de teu pai perecerão’ ou seja, vocês perderão a oportunidade.”

Quando o Rebe Rashab acabou a história acrescentou:

“É preciso lembrar sempre que com toda boa ação fazemos o bem para nós mesmos. É preciso lembrar com fé simples e confiança total que ‘socorro e auxílio se levantarão para os judeus’, e se não através de nós, ‘de outra parte’. Mas nesse caso, ‘tu e a casa de teu pai perecerão’. Pela Cabalá ‘tu’ é a luz da neshamá (alma) no corpo, e ‘a casa de seu pai’ é a raiz e origem da neshamá. A verdadeira elevação de ambas – a luz da alma e a essência da alma – depende do trabalho prático justamente aqui embaixo, e é necessário cuidar para que nenhum dos dois, ‘você e a casa de seu pai’, não perca o grande mérito de ser o mensageiro de D-us para fazer uma bondade para um judeu.

Adaptado de:

“Sipurei Chassidim”, Moadim, págs. 255-256.

R. Shlomo Yossef Zevin

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leave a comment »