Archive for história

QUANTA DIFICULDADE!

BS’D

Lá estava o Chassid, servindo bebidas e cobrando as contas dos fregueses. Hoje Ivan e Grisha tinham ido às tapas, de novo, e eles os expulsara, dizendo-lhes que resolvessem suas questões em outro lugar. Stasha tinha se recusado a pagar sua conta que já estava em cinco rublos. O chassid já não estava agüentando o barulho, as xingações e as brigas dos bêbados. Havia dias em que ele mal conseguia abria a porta da taverna para seus fregueses. “Malka,” – dizia à esposa, “tenho de encontrar outro meio de vida. Não agüento mais.” Mas, na verdade, o que mais poderia ele encontrar para fazer na vila? Afinal de contas, tinha seis filhos para criar.

“Todo dia e toda noite”, pensou o taberneiro, “minha semana inteira é gasta na companhia desses camponeses grosseiros, que passam as horas bebendo vodka, para em seguida caírem bêbados ou brigarem por motivos ridículos e vulgares. Acabo decaindo no meu Serviço a D-us, por passar meus dias num lugar assim.” E quando voltava a procurar saídas, caía em desespero.

Finalmente, resolveu ir visitar Rabi Aryeh Leib, o Shpoler Zeide. O tsadik, com certeza, teria um bom conselho que o ajudaria a sair daquela terrível situação. Ao chegar à casa do tsadik, foi recebido em seu escritório e pôs-se a explicar seu problema. Contou que ficava o dia todo na taverna servindo bebida a todo tipo de gente baixa, e estava preocupado de que poderia acabar caindo na deles, simplesmente por causa do contato constante. Por outro lado, tinha família, e deveres para com sua esposa, filhos e seus pais idosos. Sentia-se, portanto, sem saída. Mas tinha de haver uma solução.

O rabino escutou suas queixas, em silêncio, deixando que o pobre homem desabafasse. Em seguida, o tsadik disse com um sorriso compreensivo: “Pelo que está me dizendo, entendo que você preferiria cumprir suas obrigações para com seu Criador de um jeito diferente. Talvez ganhando um saco de moedas de ouro e morando num palácio luxuoso, cercado por livros sagrados, usando as mais finas vestimentas e com um chapéu de pele na cabeça, fosse mais fácil ser um bom judeu! Se você tivesse essas condições, poderia estudar Torá e cumprir mitsvot com a mente clara e o coração pleno, sem o peso de qualquer preocupação neste mundo. Bem, meu caro amigo, você está totalmente enganado. Não é este o plano Divino. D-us o quer sobrecarregado com todos os problemas que o perseguem todo dia – a falta de dinheiro para pagar as contas no fim do mês, filhos para casar, camponeses vulgares gritando para você trazer logo suas bebidas – e com tudo isso, quer que você seja um bom judeu. Meu amigo, é a vontade de D-us que você pegue todas essas distrações e as deixe de lado a fim de cumprir Sua vontade, mesmo que se sinta arrasado. Quando você se apega a Ele, mesmo diante de todas essas dificuldades e anseia por uns raros momentos de paz em que possa cumprir o desejo de seu coração de pronunciar algumas poucas e preciosas palavras de prece para Ele, aí D-us obtém a maior alegria de seu serviço. Se Ele só quisesse louvores sem esforço, Lhe bastaria os inúmeros batalhões de anjos que pronunciam: ‘Santo! Santo! Santo!’ Sem cessar. Não, Ele deseja seu coração, que você Lhe dá apesar de todas as suas adversidades diárias – isto é que é um verdadeiro Serviço Divino.

“Eu o aconselho a parar de reclamar das dificuldades de ganhar a vida no ambiente grosseiro de sua taverna e Lhe agradeça por ter lhe dado a oportunidade de se elevar a uma situação de tal santidade que nenhum outro teste lhe teria possibilitado. Na verdade, D-us lhe deu um grande presente, e você deve apreciá-lo.”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5759/567.htm#caption9

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SEM EXAGEROS

BS’D

Era costume, em muitas comunidades judaicas antigas, visitar o cemitério em Lag Baômer. Assim sendo, os residentes de Homil tinham o hábito de visitar seus entes queridos nesse dia.

A Chevra Kadisha, Sociedade Funerária, também fazia sua visita anual ao cemitério na tarde de Lag Baômer. Seus membros passavam por todos os túmulos, verificavam como estavam as lápides, e anotavam tudo o que precisava ser consertado.

No fim da tarde, quando acabavam a inspeção, os membros da Chevra Kadisha se reuniam para uma seudá (refeição festiva). Era sempre um evento inspirador, dedicado a promover o cumprimento de “atos de verdadeira bondade” (como são chamadas as práticas fúnebres judaicas, pois não se espera retribuição dos falecidos).

O famoso Rabino Yitschak Eizik de Homil também participava da comemoração da Chevra Kadisha. Fazia um “lechaim” e pronunciava algumas palavras de Torá adequadas à ocasião.

Antes, porém, R. Yistchak fazia sua própria visita aos túmulos de seus antecessores. Ano após ano, seguia a mesma rotina até que certa vez, algo muito incomum aconteceu.

Já estava ficando tarde naquele Lag Baômer, quando R. Yitschak começou sua ronda, acompanhado pelo zelador do cemitério. Aproximava-se de cada túmulo e sussurrava algo que só ele conseguia escutar.

Lá no finalzinho do cemitério, na parte nova, onde estavam enterrados os que faleceram mais recentemente, parou diante de um monumento de mármore novo. Abaixou-se para ler a inscrição e certificar-se de que era o que estava procurando e balançou levemente a cabeça.

“Rápido!” – Virou-se de repente e chamou o zelador. “Volte para a cidade e traga um machado bem forte e com a lâmina pesada.” O zelador obedeceu, e poucos minutos depois estava de volta.

“Agora, quero que você apague tudo o que está escrito aqui.” – Disse o rabino. – “Apague todos os elogios floridos e homenagens. Deixe apenas o nome do falecido e a data em que ele morreu.”

O zelador hesitou, ficou parado no lugar. Mas o Rabino Yitschak insistiu. “Por favor, faça o que estou lhe pedindo.”

Com as mãos trêmulas, o funcionário do cemitério levantou o machado e demoliu todo o texto em que constava a ladainha de boas ações que o falecido realizara durante a vida. Isto feito, um olhar de satisfação apareceu no rosto do rabino. “Muito bom” – disse ao espantado zelador. “Agora posso ir para a seudá  da Chevra Kadisha.

A notícia do ocorrido espalhou-se rapidamente por Homil. Ou, como falam hoje, tornou-se viral. E chegou aos ouvidos dos membros da Sociedade Funerária, antes mesmo de o rabino chegar à comemoração.

Mal chegou na porta, o rabino anunciou: “Graças a D-us consegui fazer um ato de bondade para uma alma judia.” E todos olharam para ele com cara de que não estavam entendendo nada.

O rabino sentou-se e fez uma bênção sobre um copo de vodka. “Lechaim – à vida!” – Desejou aos presentes. Em seguida explicou:

“Há poucas semanas, um judeu simples faleceu em Homil. Seu enterro foi pequeno e modesto. Só estiveram presentes alguns membros da família e representantes da Chevra Kadisha. Era um judeu bondoso, que tinha muitas mitsvot a seu crédito, embora não fosse especialmente culto ou santo. E de vez em quando vacilava, como todo mundo. Ou seja: era um judeu dentro da média.

“Após seu falecimento, sua alma subiu para a Corte Celestial, onde suas boas e más ações foram examinadas minuciosamente. O veredicto estava prestes a ser anunciado quando, de repente, um anjo levantou-se segurando um cintilante tablete de mármore. Era a lápide que os filhos do falecido tinham colocado sobre seu local de descanso final.

“Aparentemente, os filhos daquele homem tinham resolvido dar ao pai – e a si próprios – um bocado de honras não merecidas. A longa inscrição descrevia uma vida de devoção e religiosidade que, na verdade, não passava de invenção. A Corte Celestial foi perturbada por esse malogro da justiça.

“Hoje fiz um grande favor à alma do falecido,” – concluiu o rabino. “Quando apaguei todos os elogios imerecidos, a Corte Celestial anunciou que a alma do homem podia, agora, receber a recompensa que lhe era de direito.”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5760/619.htm#caption9

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ELE ESTÁ EM CASA E TEM O QUE DAR

BS’D

Berel era um chassid do Chozê de Lublin. Era o batlan do lugar: passava o dia inteiro na sinagoga rezando e estudando. Conseguia sobreviver porque, de vez em quando, seu irmão rico, Shmuel, dava-lhe um dinheirinho para as despesas básicas. Quando suas três filhas chegaram à idade de casar, sua esposa começou a pedir que fosse falar com Shmuel para que desse dinheiro para que pudessem casá-las. Após recusar durante muito tempo, acabou cedendo.

Berel partiu do bairro pobre onde morava, a caminho da residência de seu irmão, que ficava no outro lado da cidade, onde viviam as pessoas abastadas. No longo caminho, Berel teve muito tempo para pensar. E dúvidas começaram a surgir em sua mente: “Talvez Shmuel não esteja em casa, e se estiver em casa, talvez não tenha dinheiro para me dar, e mesmo se tiver, talvez não queira me dar…” Afinal de contas, Shmuel não aprovava muito o modo de vida de Berel.

Com esses pensamentos, chegou à residência de Shmuel. Ao subir os degraus que levavam à casa, pensou: “Mas há Alguém que sempre está em casa, que tem o que dar, e que quer dar, por que estou vindo prá cá?”

Berel deu meia volta e foi direto para sua humilde morada. Ao chegar lá, não encontrou ninguém. Poucas horas depois, sua esposa chegou com uma grande quantia de dinheiro, e contou o seguinte:

“Logo que você saiu para a casa de Shmuel, uma carruagem elegante parou aqui em frente, e umas pessoas de aspecto nobre começaram a bater na porta. Quando abri, disseram que o Pôrets (senhor feudal) enlouqueceu e, uma vez que os médicos não conseguiram ajudar, queriam que eu fosse lá para curá-lo. Tentei explicar que não sou milagreira, tudo o que faço é tirar ayin hará (mau olhado), mas não queriam escutar.

“Por falta de opção, fui com eles. Quando cheguei até o Pôrets, fiz o que sei fazer e, para minha grande surpresa, ele recuperou o juízo. Em agradecimento por meu trabalho, ele me recompensou com todo este dinheiro. Agora podemos casar nossas filhas e nos sustentar durante bastante tempo.”

Berel resolveu viajar até seu Rebe, e lhe contar a história toda. Assim que entrou para ter sua audiência particular, o Chozê lhe disse: “Ele está em casa. Ele tem e Ele quer dar.”

Adaptado de:

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ACREDITAR NOS JUSTOS

BS’D

“E Israel viu o grande poder com que D-us tinha agido com os egípcios, e o povo temeu a D-us. E eles acreditaram em D-us e em Moshê, Seu servo.

(Shemot 14:31)

Um severo decreto estava sendo tramado contra os judeus. O Rabi Menachem Mendel, conhecido como o “Tsêmach Tsêdek” (o terceiro Rebe de Lubavitch), enviou seu filho mais moço, Reb Shmuel (que ficou mais tarde conhecido como o Rebe Maharash) a Petersburgo, para tentar anular o decreto. Reb Yehuda Leib, irmão do Reb Shmuel e vinte anos mais velho que ele, foi junto nessa viagem.

Antes de partir, Reb Shmuel fez questão que Reb Yehuda Leib concordasse em não abençoar ninguém durante a jornada. “Nosso pai é o Rebe e ele é o único que deve dar bênçãos às pessoas”, afirmou. Por falta de opção, Reb Yehuda Leib concordou com a condição estipulada.

Em todas as cidades do caminho as pessoas rodeavam Reb Yehuda Leib. E imploravam, por ele ser filho de um tsadik (pessoa justa) de tamanho calibre, para que lhes desse uma berachá (bênção) para saúde, sustento, filhos, etc. A cada um, Reb Yehuda Leib respondia: “Vá visitar meu pai e ele vai abençoar você”.

Em determinada vila, havia uma mulher que estava sendo muito insistente. Não tinha sido abençoada com filhos e estava certa de que, com a bênção de um tsadik,teria o mérito de ter suas próprias crianças.

A mulher se postou diante do Reb Yehuda Leib. Implorou, gritou e chorou, dizendo que tinha de ser abençoada para ter filhos. Mas Reb Yehuda Leib recusou-se a abençoá-la. “Procure meu pai, o Rebe”, disse simplesmente. “Ela vai abençoar você.”

A mulher não se deu por satisfeita. Continuou a gritar, pedindo que Reb Yehuda Leib a abençoasse. Finalmente, Reb Yehuda Leib perdeu a paciência e disse: “Vá falar com meu irmão. Talvez ele abençoe você.”

A mulher repetiu toda a cena diante do Reb Shmuel. Pediu, implorou, chorou e gritou para que Reb Shmuel a abençoasse para que tivesse filhos. Mas Reb Shmuel continuou impassível. Continuou afirmando que só seu pai, o Rebe, poderia ajudá-la. Percebendo que ela não estava aceitando suas recusas, Reb Shmuel falou para seu irmão e para o cocheiro que se preparassem para ir embora. Subiram rapidamente na carruagem para voltar para casa e se livrar da mulher.

Mas a carruagem não saía do lugar. A mulher, astuta que era, tinha colocado um bastão nos raios das rodas, para evitar que girassem.

Reb Shmuel desceu da carruagem e, chateado, disse à mulher: “Vá comer um beigel” – expressão equivalente a “vá catar coquinho”.

Satisfeita, finalmente, a mulher deixou Reb Shmuel e Reb Yehuda Leib continuarem a viagem. Ela foi logo prá casa e fez beigels, sem tirar nem por um minuto a concentração da bênção que estava certa de que o beigel traria. E achou que para se assegurar de que a bênção realmente se realizaria, talvez devesse comer dois beigels em vez de um. E foi o que fez.

No ano seguinte, Rabi Menachem Mendel faleceu e Reb Shmuel, embora fosse o mais jovem dos seus sete filhos, foi escolhido para sucedê-lo como Rebe.

Certo dia, um homem entrou no escritório de Reb Shmuel com dois bolos que sua esposa fizera para o Rebe. “O senhor abençoou minha esposa no ano passado para que ela tivesse um filho, de modo que ela me pediu para lhe trazer esses bolos como agradecimento.”

Reb Shmuel não se lembrava do acontecimento, de modo que o homem relatou todo o episódio a Reb Shmuel. E concluiu dizendo: “O senhor falou para minha esposa: ‘vá comer um beigel’. E foi isso, exatamente, o que ela fez e sua bênção se realizou.”

Espantado, Reb Shmuel perguntou: “Mas por que você me trouxe dois bolos?”

“Minha esposa queria garantir que a bênção se realizasse de verdade, aí ela comeu dois beigels e teve gêmeos!” – Disse o pai radiante.

“Saiba”, disse Reb Shmuel ao marido, “que eu tinha percebido que havia um decreto celestial de que você e sua esposa não estavam destinados a ter filhos. Falei para ela ir comer um beigel por estar irritado e não como meio para uma bênção. Mas a fé simples dela, a fé determinada na bênção de um tsadik fez com que o decreto fosse anulado e você e sua esposa fossem abençoados com filhos.”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5772/1217.htm#caption9

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A CABRA BÊBADA

BS’D

Em Beit Nissan de 5780 estão fazendo 100 anos do falecimento do Rebe Rashab, quinto Rebe de Lubavitch.

Certa vez, num farbrenguen, Rabi Avraham Zaltzman contou a seguinte história sobre a época em que estudava na yeshivá na cidade de Lubavitch há mais de 100 anos:

Eu tinha apenas 12 anos, mas era tão levado e incontrolável que não conseguia ficar sentado estudando Torá. O que aconteceu, então? Deram para mim e para dois outros meninos de temperamento parecido, tarefas para nos manter ocupados de modo positivo.

Uma dessas tarefas era ordenhar algumas cabras, numa fazenda próxima, e trazer o leite para os alunos. Mas isso também acabou ficando chato. De modo que, num dia terrível, em que estávamos desesperados para nos distrair um pouco, meus amigos e eu conseguimos fazer com que uma das cabras bebesse vodka, levamos o animal bêbedo para a porta do grande salão de estudo onde todos os alunos estavam concentrados no estudo do Talmud, e a empurramos para dentro.

A cabra, sem dar a menor atenção à santidade do local, começou a pular nas mesas, derrubou vários rabinos e espalhou livros e papéis em todas as direções. Foi só depois de algumas horas que puderam voltar a estudar e, obviamente, todos sabiam quem tinham sido os culpados.

Nós três fomos chamados ao escritório do diretor, Rabi Yossef Yitschak Shneersohn (filho do Rebe Rashab – Shalom Dovber Shneersohn, quinto Rebe de Chabad, e fundador da yeshivá), onde ele nos mandou a fazer as malas e ir embora. Por falta de opção, obedecemos, e algumas horas depois, estávamos na estação de trem na cidade próxima de Rodna, para voltar para casa.

Mas, de repente, voltei-me para meus amigos e disse: “O que estamos fazendo? Não podemos ir embora! Precisamos voltar e implorar por piedade!”

Mas os outros balançaram a cabeça. “Não vai funcionar”, um deles falou. “Não viu a cara do diretor? Ele não quer mais nos ver. É nosso fim!” O outro menino concordou. Mas eu não desisti. Antes que o trem chegasse, consegui convencer um dos meninos a voltar comigo e tentar.

Nós nos despedimos de nosso terceiro amigo e voltamos para Lubavitch, sem nenhum plano, mas decididos a não nos render sem luta. Não podíamos voltar para o diretor, pois ele estava muito bravo. E também não dava para tentar com o Rebe, o pai do diretor, pois ele jamais passaria por cima de uma decisão de seu filho, ainda mais numa situação dessas.

Chegamos à conclusão de que nossa única chance seria a avó do diretor, a Rebetsin Rivka. Ela tinha um coração de ouro, e era como uma mãe para todos os meninos da yeshivá. Cozinhava, costurava e lavava para eles, bem como cuidava deles quando estavam doentes ou carentes. Talvez ela pudesse ajudar.

Fomos até sua casa e batemos na porta. Quando ela atendeu, desabafei. Quando acabei, sua resposta foi direta. “Não posso ir contra a decisão de meu neto; ele é o diretor. A única pessoa que talvez possa fazer isso é meu filho, o Rebe. Mas também não posso falar com ele sobre isso. Simplesmente não posso me meter.”

Em seguida, ela teve uma idéia. “Mas o que posso fazer é o seguinte: toda manhã, às 10, meu filho toma um copo de chá em seu quarto. Venham amanhã e lhes mostro onde é seu quarto… mas quem vai ter de falar vão ser vocês.”

Meu amigo e eu achamos um lugar para dormir naquela noite e, na manhã seguinte, fui para a casa da Rebetsin; mas meu amigo estava com tanto medo que esperou do lado de fora. Ela abriu a porta para mim, mostrou onde era o quarto, cochichou “boa sorte” e ficou olhando quando eu, corajosamente me aproximei da porta.

A porta se abriu. Quando o Rebe me viu lá, de pé, olhou para mim e perguntou o que eu queria. “Quero estudar em Lubavitch.” Eu estava quase chorando.

“Lubavitch?” O Rebe sorriu, fazendo um gesto, com a mão, para que eu me aproximasse. “Mas há tantas outras boas yeshivot! Slobodka, Navordek”, e citou todas as outras academias de Torá, umas 20, da região.

“Mas quero estudar aqui!” choraminguei.

O Rebe sorriu com minha atitude, e quando vi o sorriso, comecei a chorar. Isso fez com que o Rebe começasse a rir, o que me fez chorar ainda mais.

De repente, o Rebe ficou sério. Vamos pensar no caso. Volte mais tarde.

Fui saindo, andando para trás, fungando e enxugando os olhos com a manga. De repente parei, dei dois passos prá frente, o que me levou de volta à porta do quarto, e fiquei parado lá, timidamente olhando pro chão. “Nu? O que quer agora?” Perguntou o Rebe.

“Hum, tenho um amigo”, respondi. Está lá fora esperando.”

O Rebe recostou-se pensativo. “Um amigo? Bem, pensaremos nele também. Volte daqui a algumas horas.”

Bom, a história tem um final feliz. Voltamos a procurar o Rebe algumas horas depois. O Rebe nos levou ao escritório de seu filho, para falar com o Rabi Yossef Yitschak, disse algumas palavras e saiu.

Seu filho nos deu uma multa pesada: tínhamos que estudar dezenas de páginas do Talmud e de Chassidut de cor. Mas ele nos aceitou de volta!

E esta é a história de como meu coração partido me levou de volta para a yeshivá.

Rabi Mendel Ruterfas, um Chassid bem conhecido, também estava naquele farbrenguen, e comentou:

“Sabe por que o Rebe aceitou você de volta na yeshivá?”

“Este é o ponto da história”, explicou Rabi Zaltzman. “Porque eu queria tanto estudar em Lubavitch que cheguei a chorar! É assim que uma pessoa deve querer estudar Torá e Chassidut a ponto de ter o coração partido!”

“Nada disso!” Disse Reb Mendel. “Não foi seu coração partido que trouxe você de volta para a Lubavitch. O Rebe aceitou você de volta porque você se preocupou com seu amigo. Você pensou noutro judeu. Foi por isso que ele aceitou você de volta. Por causa de seu amor fraternal!”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5775/1364.htm#caption7

Que republicou de:

Beis Moshiach Magazine

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QUE CONSOGROS!

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Reb Arieh, chassid  do Alter Rebe (Rabi Shneur Zalman, fundador do chassidismo Chabad), tinha sido nomeado, pelas autoridades, como “burgomestre” de sua cidade. Como juiz supremo e tabelião oficial, Reb Arieh era o responsável pelo cartório onde eram registrados todos os casamentos, nascimentos e mortes (que D-us nos livre) da comunidade judaica.

Certa vez, houve um caso em que um não-judeu da cidade se converteu ao judaísmo. Naquela época e lugar isso era um grave delito. Qualquer suspeita, por menor que fosse, de colaboração no processo de conversão estava sujeita a duras penas. Por isso, pediram a Reb Arieh para que desse um jeitinho de “esquecer” de registrar o óbito de certo judeu que falecera recentemente. O convertido tinha aproximadamente a mesma idade do falecido e assumiria legalmente a identidade dele.

Era um plano astuto, e teria dado certo, não fosse pelo dedo-duro que levou o caso à tona. O burgomestre foi pego e foi marcada uma data para o julgamento.

Reb Arieh estava realmente em apuros. Como era um chassid de verdade, foi ter com o Alter Rebe e lhe expôs seu dilema. O Rebe o aconselhou a adiar o julgamento, e ele foi reagendado para uma data posterior.

Quando a segunda data do julgamento foi se aproximando, Reb Arieh voltou a procurar o Alter Rebe. Mais uma vez, o Rebe o aconselhou a adiá-lo de novo. Isso aconteceu várias vezes, até que chegou uma hora em que Reb Arieh já não conseguiu mais adiá-lo. Finalmente o burgomestre seria julgado por seu “crime”. O chassid pediu ao Alter Rebe que o salvasse.

Por estranho que pareça, a resposta do Alter Rebe foi convidar Reb Arieh para o casamento de sua neta, que seria na cidade de Zlobin. Seria uma união entre duas dinastias rabínicas. Uma neta do Alter Rebe ia se casar com um neto do Rabi Levi Yitschak de Berditchev. “Por que não vai e conta seu problema ao Rabi Levi Yitschak?” Sugeriu o Alter Rebe. “Tenho certeza de que ele pode ajudá-lo.”

Reb Arieh viajou para Zlobin, mas era muito difícil conseguir se encontrar com o Rabi Levi Yitschak, pois milhares de pessoas tinham ido para lá com a mesma idéia. Reb Arieh foi persistente. Resolveu voltar no meio da noite e esperar na porta do Rabi Levi Yitschak. Deste modo, na manhã seguinte seria o primeiro da fila.

Naquela noite, Reb Arieh postou-se na porta do quarto do Rabi Levi Yitschak e deu uma espiadinha para dentro. Viu algo muito estranho! De um dos lados da cama do tsadik estava um gabai com um volume de Mishná; do outro lado estava um segundo gabai com o sagrado Zohar. Ambos estavam lendo alto – e ao mesmo tempo – e o Rabi Levi Yitschak parecia dormir. Mas quando um gabai errava alguma palavra, o tsadik se virava e reclamava, “Nu! Nu!” Umas duas horas depois, Rabi Levi Yitschak acordou de seu “cochilo” e Reb Arieh pode entrar.

A primeira coisa que o Rabi Levi Yitschak perguntou a Reb Arieh foi quem o tinha enviado.

“Meu Rebe”, respondeu Reb Arieh.

“E quem seria ele?”

“O Alter Rebe”, respondeu Reb Arieh.

“Ah, ele!” Exclamou Rabi Levi Yitschak. “Meu consogro é seu Rebe? Que tsadik e erudito que ele é, um homem sagrado de D-us!” E durante algum tempo continuou a falar assim, elogiando o Alter Rebe até as alturas. “Diga-me, então”, falou carinhosamente, “o que posso fazer por você?”

Reb Arieh explicou que era o burgomestre de sua cidade. “Um burgomestre?” Repetiu o tsadik. “O que é isso?”

O Chassid descreveu suas obrigações e responsabilidades.

“Quer dizer que um judeu é responsável por toda a cidade?” Rabi Levi Yitschak perguntou, impressionado. “Como pode ser?”

“Prá falar a verdade”, respondeu Reb Arieh, “só aceitei esse cargo porque o Alter Rebe insistiu que eu o fizesse.”

“Oh!” Declarou enfático o tsadik. “Meu consogro – o sábio, o santo, o erudito, o justo – o aconselhou a aceitar esse cargo. Neste caso, você não tem nada com que se preocupar. D-us vai ajudar e vai proteger você de todo o mal.”

Reb Arieh voltou pro Alter Rebe e contou a conversa que tivera com o Rabi Levi Yitschak. “O que acha?” Perguntou o Alter Rebe. “Não lhe dei um bom conselho?” E repetiu a pergunta. “Lhe dei um bom conselho, não?”

Na véspera do dia marcado para o início do julgamento, um incêndio irrompeu no tribunal. Todos os documentos importantes que estavam no prédio foram reduzidos a cinzas – inclusive a acusação oficial contra Reb Arieh. Por não haver outro registro, o caso foi descartado, e não houve mais acusação.

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5770/1106.htm#caption8

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A MENORÁ PACIENTE

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Certa manhã, durante Chanuká do ano 5773 um grupo de adolescentes, entre eles Shmuel Lipsch da Yeshivá Ketaná Chabad de Tsfat, partiu para o Golan, para levar a luz de Chanuká e outras mitsvot para os residentes das muitas pequenas comunidades espalhadas por lá. Após uma longa tarde e uma longa noite de trabalho duro, e muito sucesso, começaram a voltar. Já eram quase dez da noite.

Quando se aproximaram da saída da estrada que leva à cidade de Hatsor – a 15 minutos de Tsfat – resolveram fazer um desvio para um grande Shopping Center que fica perto daquela saída, onde as lojas ainda ficavam abertas naquela hora, para espalhar a luz de Chanuká lá também. Foram de loja em loja, e numa delas viram uma menorá de Chanuká arrumada numa prateleira com o número correto de velas para aquela noite, mas que ainda não tinha sido acesa. Como se estivesse à espera deles.

Os estudantes entraram juntos. Imediatamente a lojista foi ao encontro deles muito feliz. “Eu estava rezando para que vocês viessem. Sei que as luzes de Chanuká trazem bênçãos para minha loja. Faço questão de que a menorá seja acesa todas as noites” – disse entusiasmada.

Os rapazes ficaram intrigados. “Já é bem tarde. Por que a senhora esperou tanto até que alguém chegasse? Por que não acendeu as velas?”

“Porque”, sorriu, “não sou judia.”

“Sou drusa”, continuou. “Moro na vila drusa de Tuba az-Zanghariyya.”

Além de surpresos pela resposta dela, ficaram mais confusos ainda. “Por que dá tanta importância às luzes de Chanuká se não é judia?”

Ela lhes contou detalhadamente e com muita sinceridade porque o acendimento da menorá de Chanuká era tão importante para ela. Os rapazes entenderam que além de “ajudar” nos negócios dela, ela tinha plena consciência de que o cumprimento de um mandamento tinha como conseqüência um relacionamento maior com o Comandante, com o Criador de Tudo.

E a sensibilidade espiritual dela fez com que os meninos desconfiassem de que talvez ela tivesse uma ligação com o judaísmo que ia além da mitsvá de Chanuká. E começaram a lhe perguntar sobre sua família e seu passado.

Em menos de um minuto ficaram sabendo do que já estavam desconfiando: ao responder a primeira pergunta sobre sua família ela, inocentemente, revelou que sua mãe era judia! (No mundo muçulmano, a religião vem do pai, de modo que ela jamais pensara que fosse judia de acordo com a lei da Torá.)

Os rapazes explicaram para ela que ela também tinha uma alma Divina judia, que recebera de sua mãe sendo, portanto, 100% judia.  Vai ver que esse forte compromisso de acender a menorá nas oito noites de Chanuka se originava de sua alma-neshamá judia, que buscava se expressar, acrescentaram os meninos.

Ela ficou super feliz. Perguntou se suas irmãs e seus irmãos eram judeus também. Muito emocionada, falou que contaria aos irmãos que ela é judia e eles também. E agradeceu muito aos meninos.

Naquela noite, a menorá da loja foi acesa e as benções foram ditas por uma judia orgulhosa de sua tradição, e que acabara de se conscientizar de que fazia parte do povo judeu.

Traduzido para o inglês e adaptado por Yerachmiel Tilles de um artigo do R. Yitschak Lipsch (pai de um dos meninos), publicado em “Lubavitch”: a newsletter semanal da comunidade Chabad de Tsfat (12 de dezembro de 2012)

Source: Translated and adapted by Yerachmiel Tilles from an article by Rabbi Yitzchak Lipsch published in “Lubavich“: the weekly newsletter of the Chabad community in Tsfat (Dec. 12, 2012).

Traduzido com permissão de:

http://ascentofsafed.com/

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=1044-13

Weekly Chasidic Story #1044 (s5778-13/ 23 Kislev 5778)

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

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O PRESENTE DE CHANUKÁ

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Nechama Berenshtein relatou o seguinte:

Era Chanuká e eu estava no Shopping. Estava com pressa, mas não para fazer as compras de última hora. Para falar a verdade, não sou lá muito consumista. Eu tinha levado um grupo de estudantes de Crown Heights, Booklyn, a um shopping Center em New Jersey para distribuir kits de menorá de Chanuká. Por sermos Chassidim Chabad-Lubavitch, estávamos à cata de oportunidades para incentivar outros judeus a acenderem as velas da Festa das Luzes.

O percurso até New Jersey demorara mais do que o esperado e precisávamos voltar 45 minutos após termos chegado. Eu tinha de voltar para o Brooklyn para dar uma palestra e estava na entrada do shopping para poder reunir as meninas a tempo.

Após olhar para o relógio pela milésima vez, percebi uma rodinha de cadeiras no meio da praça de alimentação. Lá estava um grupo de mulheres de todas as idades, sentadas conversando, rindo, comendo ou bebendo. “Vai ser fácil”, pensei, quando percebi que muitas das moças e mulheres pareciam judias.

Havia um jovem sentado sozinho na rodinha de cadeiras, mas estava na cara que não era judeu. Nem tanto por seu cabelo pintado de roxo e verde, nem pelos piercings que tinha nas orelhas e em outras partes do corpo. Ele simplesmente não tinha cara de judeu. Como o Rebe de Lubavitch sempre incentiva mulheres a abordarem mulheres (e homens a abordarem homens), fiquei tranqüila de que eu não seria indelicada se não oferecesse um kit de Chanuká ao rapaz.

Passei pelas mulheres e moças, perguntando se eram judias e se queriam kits de menorá de Chanuká. As mulheres judias reagiram positivamente e ficaram contentes de receber os kits. Algumas até me perguntaram se eu também tinha folhetos de acendimento das velas de Shabat.

Após falar com a última das mulheres, olhei para o relógio e vi que os 45 minutos estavam no fim. Comecei a andar rápido para a entrada do shopping para me encontrar com minhas alunas.

Dei alguns passos e ouvi alguém dizendo: “Nechama, volte.”

Não costumo ouvir vozes. Mas lá veio de novo: “Nechama, volte.”

“Me deixe em paz”, respondi para a voz. Mas ela não me desistiu.

“Nechama, volte a pergunte se ele é judeu.”

Resolvi voltar pro rapaz, que estava lanchando.

“Com licença, você é judeu?” – Perguntei-lhe.

No instante seguinte eu estava coberta de refrigerante, ketchup e mostarda. O jovem tinha se surpreendido tanto com minha pergunta que tinha largado tudo. Depois de se desculpar muito, ele me perguntou:

“Poderia me dizer por que me perguntou se sou judeu?”

Até hoje não sei por que essas palavras me vieram à mente, mas eu disse, com muita firmeza: “Você parece judeu!”

Foi quando ouvi um soluço, vindo do que só poderia ser o fundo de seu coração. O jovem começou a chorar e disse: “Diga isso de novo, por favor.”

“Você parece judeu”, eu disse novamente. Mais uma enxurrada de lágrimas. Mas ele se segurou mais uma vez e perguntou: “Por favor, diga isso de novo.” E eu disse.

Depois que se acalmou, o jovem me contou o seguinte:

“Minha mãe era judia, mas meu pai, não. Embora minha mãe não ligasse para religião – comemoravam em casa todas as festas não-judaicas – ela fez questão de que eu freqüentasse uma escola judaica.

“Todo dia, na escola, as outras crianças caçoavam de mim. Não por que não comemorávamos as festas judaicas em casa. Elas não sabiam disso. Era por que eu era a cópia exata de meu pai. As crianças da escola diziam: ‘Por que você está aqui? Não tem cara de judeu. Por que está de tsitsit e kipá, você não parece judeu.’ E é verdade. Eu não pareço nada judeu. As crianças mangavam de mim dia após dia. E eu voltava prá casa chorando. Meu pai pediu a minha mãe prá ela me deixar mudar de escola. ‘Não está vendo como ele está infeliz?’ Até que, após alguns anos de zombarias e tortura, minha mãe concordou com meu pai e me deixou ir estudar numa escola pública.

“Lembro até hoje as zombarias.” Disse, angustiado o jovem. “Hoje, quando eu estava sentado aqui vendo você falar com todas as mulheres e moças judias perguntando se eram judias, eu disse: “D-us, não tenho culpa de não está fazendo nada judaico. Olhe, essa moça vai abordar todos os outros, mas não vai se aproximar de mim para me perguntar se sou judeu. Não pareço judeu! Quando você chegou ao fim da rodinha, levantei os olhos para D-us e disse: ‘Vou até lhe mostrar que tenho razão. Mas se essa moça me perguntar se sou judeu, vou Lhe dar mais uma chance.’ Quando você foi embora eu disse: ‘Ahá. Tá vendo, D-us?’

E aí você voltou na minha direção. Bem, acho que agora vou ter que dar a D-us mais uma chance.”

Dei ao jovem um kit de menorá de Chanuká e o número do telefone do Beit Chabad daquela localidade. E nos despedimos.

Não sei se ele chegou a contatar o Beit Chabad. Mas sei que aquela luzinha que existe em cada um de nós, mesmo que não estiver sendo cuidada, ou se, D-us nos livre for zombada, brilha eternamente dentro de todo judeu.

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5767/949.htm#caption2

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CHEVRON SHELANU

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Baruch Nachshon, o famoso artista, e sua esposa Sara, uma heroína moderna, estavam entre os primeiros judeus que voltaram para Chevron.

Em 1975, após a fundação de Kiryat Arba, numa colina acima da cidade velha de Chevron, os Nachshons festejaram o nascimento de um filho. Resolveram fazer o Brith Milah na Caverna de Machpelá, em Chevron – onde estão enterrados: Avraham e Sarah, Yitschak e Rivka, Yaakov e Lea e, de acordo com a tradição, Adam e Chava. O bebê recebeu o nome de Avraham-Yedidya.

Três meses depois, Sara encontrou Avraham-Yedidya morto no berço. A jovem mãe ficou profundamente angustiada. Por que seu filhinho (que tinha entrado no pacto de Avraham Avínu na cidade mais antiga do povo judeu na Terra de Israel) tinha sido levado com apenas três meses de idade? Tudo neste mundo tem um objetivo. Qual era o desígnio de seu filhinho de três meses?

Sara decidiu que Avraham-Yedidya seria enterrado no antigo cemitério judaico de Chevron. O cemitério não tinha sido utilizado desde que os 67 judeus massacrados no pogrom de 1929, de Chevron, foram lá enterrados. Está a minutos de distância dos túmulos tradicionais de Ruth e Yishai. E tem vista para a Caverna de Machpelá. Sara pensou que talvez tivesse sido esse o propósito do bebê: o de participar da renovação da Chevron judaica. Depois de quase cinqüenta anos de oposição árabe, o cemitério judaico de Chevron seria novamente utilizado como último local de repouso para judeus.

A procissão fúnebre partiu de Kiryat Arba no final da tarde, rumo ao antigo cemitério judaico de Chevron. De repente, os enlutados encontraram soldados e obstáculos! Os carros tiveram de parar. Soldados começaram a vasculhar o local, abrindo as portas dos carros, procurando alguma coisa. “Não, vocês não podem seguir para o cemitério.” Foram as ordens dos soldados para os enlutados. “O cemitério está inacessível.”

A porta de um dos carros se abriu. Uma mulher saiu com um pacotinho nos braços.

Falou para os soldados: “Estão me procurando? Procurando meu bebê? Meu nome é Sara Nachshon. Aqui está meu bebê em meus braços. Se não permitirem que a gente vá de carro até o cemitério, vamos a pé!”

Homens com pás e lanternas e muitas mulheres passaram caminhando por Chevron antiga ao cair da noite. Passaram pela Caverna de Machpelá. Passaram pela sinagoga de 450 anos de idade de Avraham Avínu, que ficou em ruínas, destruída pelos conquistadores jordanianos em 1948. Passaram pelas ruas árabes. Os bloqueios erigidos para barrar a multidão foram empurrados. Oficiais superiores davam ordens pelos walkie-talkies: “Precisam detê-los, não permitam que prossigam!” Mas os soldados, dominados pela cena, responderam pelo rádio: “Não podemos barrá-los. Se querem detê-los, vão ter de vir aqui e fazê-lo.”

A procissão continuou. Passou por Beit Romano, Beit Shneerson, casa de Menucha Rachel Shneerson-Slonim, neta do Báal HaTanya, subiu a colina íngreme rumo ao antigo cemitério. A lua iluminava a área. Sara Nachshon liberou o corpo de seu filhinho, Avraham-Yedidya, que foi depositado no túmulo recém-cavado há poucos metros da vala comum de 1929.

Não foi sem esforço que Sara falou:

“Nosso Patriarca Avraham comprou Chevron há quatro mil anos para o povo judeu, e enterrou sua esposa, Sara, aqui. Hoje Sara está readquirindo Chevron para o povo judeu, enterrando seu filho Avraham aqui.”

[Adaptado por Yerachmiel Tilles de WWW.hebron.co.il]

Traduzido com permissão de:

ascentofsafed.com

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=318-09

#318 (s5764-09/ 24 Cheshvan)

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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SALVAÇÃO EM TORONTO

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R. Shlomo, o rosh yeshivá, andava prá lá e prá cá em seu escritório, quebrando a cabeça, tentando encontrar uma solução para um problema grave.

Há três meses os professores não recebiam salário… havia altos débitos referentes a alimentos… o aluguel do semestre ainda não tinha sido pago.

Olhava e voltava a olhar para todas as dívidas crescentes da yeshivá.

Convocou uma reunião para, pela primeira vez, discutir abertamente a situação.

Desviando o olhar, falou: “Vocês estão sentindo o grande problema financeiro da yeshivá. Estou fazendo tudo o que posso, mas durante este ano obtivemos menos doações, muitos pais não podem pagar as mensalidades e a situação não está nada boa.”

Os funcionários ouviam atentos, à espera da próxima frase. O que fariam?

R. Shlomo pigarreou e disse: “Por falta de opção, vou ter de fazer uma viagem de três meses aos Estados Unidos para levantar fundos. Nunca arrecadei dinheiro. Jamais bati nas portas para pedir doações, mas…” Havia um tremor em sua voz. “A realidade está me obrigando a isso. Minha viagem está marcada para a próxima semana. Espero ter sucesso. Rezem e continuem trabalhando dedicadamente como sempre fizeram.”

R. Shlomo passava pelas mansões de um bairro chique dos Estados Unidos. Porém, não conseguia apreciar a beleza do lugar. Tinha uma lista de pessoas abastadas que moravam ali. Esperava conseguir generosas doações daqueles palacetes luxuosos.

Descreveu, constrangido, diante do primeiro ricaço da lista, a situação difícil da yeshivá. O homem tirou uma nota de 50 dólares da carteira e lha entregou.

“Só?” – Exclamou decepcionado. O homem aquiesceu e apontou para a porta.

Não era um bom começo. Quantias pequenas como aquela não dariam nem para começar a pagar as dívidas monumentais.

Para sua infelicidade, as coisas continuaram daquele jeito. Já tinha passado por toda a lista de doadores em potencial. Tinha visitado todos eles, mas não obtivera muitos resultados.

Caminhava desanimado pela rua. Dali a dois dias deveria voltar. O que diria aos funcionários? Como poderia encará-los?

Um leve toque no ombro o despertou de seus pensamentos. “Shalom aleichem, R. Shlomo, meu amigo. Que bom encontrar você! O que o traz aqui? Uma simchá na família?” Perguntou o amigo.

“O motivo de minha visita não é alegre. A situação financeira não está nada boa. A yeshivá está com dívidas enormes e vim para levantar fundos. Volto daqui a dois dias, mas não tenho boas notícias. Não tive sucesso.”

Seu amigo era um Chassid Lubavitch. Olhou para o rosto desanimado de R. shlomo e disse em tom animador: “Vá ver o Rebe. Ele é o único que poderá ajudá-lo. Muitos foram ajudados com suas bênçãos.”

R. Shlomo não era um Chassid Chabad e jamais tinha visitado o Rebe. Mas aceitou a sugestão. Não tinha nada a perder.

Seu amigo conseguiu marcar uma yechidut para ele para o dia seguinte. Na yechidut, R. Shlomo contou ao Rebe sobre a situação difícil da yeshivá.

“Quando está pensando em voltar para Êrets Yisrael? – Perguntou o Rebe.

– “Amanhã”, respondeu.

O Rebe olhou para ele e disse: “Por que não vai por Toronto?”

R. Shlomo pensou: “Que idéia… Passei três meses viajando pelos Estados Unidos e Canadá, inclusive Toronto. Por que haveria de voltar lá?” Mas por respeito, não disse nada.

Quando saiu do escritório do Rebe, seu amigo estava lá fora esperando, impaciente, querendo saber o que o Rebe lhe dissera. R. Shlomo lhe contou e fez com a mão, um gesto de desdém.

“Não despreze o que o Rebe disse! Você precisa ir a Toronto. O Rebe nunca erra. Se ele está mandando você para lá, é lá que vai encontrar ajuda.”

Shlomo não tinha nem dinheiro para modificar a passagem, mas seu amigo lhe ofereceu a quantia necessária e R. Shlomo aceitou.

No dia seguinte, R. Shlomo pegou um avião para Toronto. Tentou se acomodar confortavelmente no assento apertado, na esperança de dar um cochilo, mas não conseguiu. Um jovem judeu estava ao seu lado. Começaram a bater papo. O rosh yeshivá contou a seu companheiro de vôo o motivo de sua viagem, e o jovem falou: “Trabalho numa firma de seguros e meu patrão é judeu. Ele não costuma fazer doações para caridade, mas não custa tentar.”

R. Shlomo viu nisso um sinal do Céu e aproveitou a oportunidade como um náufrago se apega a um colete salva-vidas.

O jovem marcou um encontro com seu patrão e quando R. Shlomo entrou, começaram a discutir as dificuldades financeiras da yeshivá.

“De quanto dinheiro o senhor está precisando?”- Perguntou o patrão.

“Nossa dívida é de US $22.000.” – Disse, esperando que o homem tirasse da carteira alguma nota de pouco valor. Para sua surpresa, porém, o homem pegou o talão de cheques e passou um cheque de toda a quantia!

“Você deve estar brincando! Não pode ter sido convencido a fazer uma doação tão generosa em apenas cinco minutos!” – Disse, surpreso, R. Shlomo, tentando descobrir se o homem estava falando sério.

“Falo sério, e o cheque é verdadeiro. Vou lhe contar o motivo de eu estar dando uma contribuição tão grande. Ontem à noite, meu pai me apareceu num sonho e disse: ‘Se quiser fazer algo de bom para mim, por favor, dê tsedaká.

“O sonho foi tão vívido, que prometi a meu pai que o faria. E agora o senhor chegou e me pediu tsedaká. E disse que precisava de $22.000. Hoje é o aniversário de falecimento de meu pai. Sabe há quantos anos ele faleceu? Vinte e dois. Quer um sinal mais claro do que este?”

Adaptado de

Nechama Bar

em:

http://beismoshiachmagazine.org/

http://beismoshiachmagazine.org/articles/salvation-in-toronto.html

(Inglês)

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Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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