Archive for história

BERACHÁ COMPLETA

BS’D

Uma moça foi pedir uma berachá ao Rebe antes de casar.

O Rebe lhe perguntou:

– “Você tem uma peruca?”

Ela respondeu:

– “Uma meia peruca.”

O Rebe lhe respondeu:

– “Meia peruca: meia berachá. Uma peruca inteira: berachá completa.”

Adaptado de um shiur do Rabino Shmuel Butman

The Bracha That Comes With Wearing a Sheitel

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

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NEGÓCIO DA CHINA

BS’D

Quanto Vale seu Mundo Vindouro?

Um negociante, que já fora bem de vida, empobreceu e, tendo uma filha em idade de casar, foi procurar o Apter Rebbe (o Rav de Apta) za’l para que rezasse por ele, e para pedir-lhe um conselho. O Rav perguntou-lhe quanto dinheiro precisava para o casamento da filha e quanto tinha. Respondeu que precisava de mil rublos e que seu bolso estava vazio. Possuía um rublo, apenas. Disse-lhe o Rav:

– Vá em paz, e faça o primeiro negócio que surgir, e D-us lhe dará sucesso. O homem ficou espantado: que negócio poderia fazer sem dinheiro? Mas acreditou nas palavras do tsadik e seguiu seu caminho.

Chegou a um hotel onde encontrou um grupo de negociantes de pedras preciosas. Aproximou-se da mesa onde estavam e começou a contemplar os diamantes lá expostos. Um dos mercantes perguntou-lhe:

– O que está olhando aqui? Quer comprar um diamante?

– Sim. – Respondeu o homem.

O negociante perguntou-lhe quanto dinheiro ele tinha e ele respondeu que tinha um rublo. Os empresários caíram na gargalhada ao ouvir sua resposta, e o dono dos diamantes lhe disse:

– Tenho um negócio de um rublo para você: compre meu Mundo Vindouro.

– Concordo – respondeu o homem – desde que você documente a venda por escrito. O negociante concordou e, ao som das risadas dos presentes, escreveu e assinou o contrato da venda, recebeu o rublo e deu-lhe o documento. Ele recebeu o documento e, por falta de mais o que fazer, tirou de sua mochila uma Guemará, foi sentar-se num canto e começou a estudar.

Os negociantes ainda estavam rindo daquele incompetente que gastara sua última moeda para comprar algo totalmente abstrato, quando entrou a esposa daquele negociante. Na verdade, a maior parte dos diamantes lhe pertenciam, uma vez que toda a riqueza do mercador originara-se da herança da esposa. Quando ela perguntou sobre o motivo das risadas, contou-lhe o ocorrido. Ficou chocadíssima e disse para o marido:

– Se, por acaso, você tinha alguma porção no Mundo Vindouro, vendeu-a e ficou assim, “desnudo”? Não quero morar com uma pessoa assim. Venha comigo ao rabino e me dê divórcio.

O negociante começou a gaguejar, dizendo que a venda não passara de uma brincadeira, mas ela insistiu que não queria viver com alguém que não tem porção no Mundo Vindouro.

O mercante mandou um dos empregados do hotel procurar o judeu e chamá-lo.

– Escute, Reb Yid – disse o negociante – entenda que o que houve entre nós não passou de brincadeira. Pegue seu rublo e devolva-me o papel.

– Não – respondeu o homem – negócio é negócio. Para mim não foi brincadeira.

– Já que é assim – disse o negociante – vou lhe dar um lucro de alguns rublos e você me vende de volta o que me pertence.

– Quero mil rublos de lucro.

– O quê? – Gritou o negociante – Por um pedacinho de papel que lhe dei você quer tanto dinheiro?

E a mulher falou:

– Até se ele pedir cinco mil, você tem de “resgatar” seu Mundo Vindouro.

O negociante sugeriu cem rublos, como lucro. Mas o homem recusou.

– Fique sabendo – disse – que não sou nenhum ocioso como você e seus amigos pensam. Também já fui negociante. Mas empobreci, e o Rav de Apta me aconselhou a fazer o primeiro negócio que me aparecesse, pois preciso de mil rublos para casar minha filha. E não vou dar desconto nenhum.

O negociante começou a barganhar e propor duzentos, trezentos, etc. Mas ele ficou firme: nada menos que mil.

Quando o negociante viu que aquele judeu era muito teimoso e que de nada adiantaria discutir, teve que lhe pagar toda a quantia que exigiu, e só então recebeu o papel de volta.

A mulher pediu ao judeu que a levasse ao tsadik de Apta.

– Claro. – Disse o homem.

Lá chegando, a mulher perguntou ao rabino:

– De fato, estou feliz de ter podido ajudar aquele pobre judeu, mas tenho uma pergunta: será que o Mundo Vindouro de meu marido vale mil rublos?

Apter Rebe respondeu-lhe:

– No primeiro negócio, quando ele vendeu seu Mundo Vindouro por um rublo, ele não valia nem mesmo aquele rublo. No segundo negócio, porém, quando comprou o Mundo Vindouro por mil rublos, e ajudou um judeu pobre a casar sua filha, seu Mundo Vindouro passou a valer muito mais que mil rublos, e não pode ser avaliado em dinheiro.

Adaptado de

“Sipurei Chassidim”

R. Shlomô Yossef Zevin

Torá, pág. 517-519.

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VIDA LONGA

BS’D

O Rabino Yitschak Wineberg, sheliach do Rebe em Vancouver, Canadá, relatou o seguinte:

Em 1987, minha mãe veio de Nova York para visitar minha família em Vancouver, e quando estava conosco, teve um ataque cardíaco. Depois que ela foi hospitalizada, meu pai telefonou para o escritório do Rebe pedindo uma berachá, mas a resposta que recebeu foi que o Rebe tinha dito: “Já a abençoei com uma vida longa.” (Depois eu soube que o Rebe estava se referindo a 1965, quando ele tinha dado a ela aquela bênção.)

Minha mãe faleceu três dias depois. Ela tinha apenas sessenta e sete anos.

Ficamos arrasados e não estávamos entendendo o que a mensagem do Rebe tinha a ver com o que acontecera. Mas quando saí para comprar algo, me encontrei com o cirurgião que operara minha mãe. Começamos a conversar e ele disse: “Sua  mãe teve uma vida longa.”

“Como pode falar uma coisa dessas?” – Respondi. – “Ela só tinha sessenta e sete anos!”

“Sim”, disse ele, “mas quando ela estava no hospital, descobri que ela tinha um defeito no coração. As pessoas que têm esse defeito, geralmente, não passam dos quarenta ou, no máximo, cinqüenta. Principalmente mulheres, que têm filhos. Muitas morrem no parto ou pouco depois. Portanto, sua mãe, realmente teve uma vida longa.”

Imediatamente telefonei para meu pai. Quando ele ouviu isso, ficou muito emocionado. “Agora entendo o que o Rebe quis dizer!” – Disse.

Minha mãe tinha quarenta e dois anos quando teve minha irmã, sua criança mais nova. O Rebe lhe deu aquela berachá para uma longa vida três anos depois. E ela viveu mais vinte e dois anos depois disso!

Adaptado de:

“My Real Name is Chana”

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MEU NOME É CHANA

BS’D

O Rabino Yistchak Wineberg é diretor do Chabad de British Columbia, Vancouver, Canadá, há mais de quatro décadas.

Relatou o seguinte para My Encounter, da JEM em novembro de 2018:

Como emissário de Chabad em Vancouver, eu costumava visitar semanalmente uma empresa de eletrônica que pertencia a dois amigos e colaboradores – Carl Stein e Ben Tessler – estudava Torá com eles e frequentemente falávamos sobre o Rebe e o poder de suas berachot.

Eles tinham um advogado, um judeu chamado Brian Kershaw. Certo dia, em 1976 ou 77, Brian me perguntou: “O Rebe também abençoa não-judeus?”

“Claro”, respondi.

“Minha esposa está doente”, disse ele. “E eu gostaria que o senhor pedisse ao Rebe uma bênção para que ela se cure.”

Escrevi uma carta para o Rebe, dando o nome dela, e o nome de seu pai, como é o costume quando se pede uma bênção para um não-judeu. (Quando se pede uma bênção para um judeu se dá o nome da mãe, pois de acordo com a lei judaica, a identidade da pessoa é determinada pela mãe).

Uma semana ou dez dias depois, quando a carta chegou a Nova York – isso foi antes das máquinas de fax – o secretário do Rebe, Rabino Binyomin Klein, me telefonou dizendo que o Rebe queria saber o nome da mãe dela.

“Mas ela não é judia”, respondi.

“Eu sei”, disse o Rabino Klein, “mas o Rebe pediu o nome da mãe dela.”

Telefonei para Brian, e ele me disse que o nome de sua sogra era Ana. Mas ficou tão confuso quanto eu pelo pedido do Rebe e comentou o assunto com sua esposa. Ela acabou telefonando para sua mãe, que morava na França, e lhe perguntou: “Você tem outro nome, além de Ana?”

“Por que está perguntando?” A mãe quis saber.

Quando ela ouviu sobre o pedido do Rebe, ficou muito quieta. E em seguida falou: “Ele deve ser um homem muito santo.”

E confessou à filha que nascera de pais judeus e que, quando criança, durante a Segunda Guerra Mundial, foi escondida num mosteiro. Quando a guerra acabou, não retornou a suas raízes judaicas, mas acabou se casando com um francês católico e vivendo a vida como católica.

“Meu verdadeiro nome é Chana”, disse à filha. “Sou judia, bem como você.”

O Rebe sabia da verdade –que Brian era casado com uma mulher judia.

Adaptado de:

“My Real Name is Chana”

(Inglês)

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

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SONHO BOM

Conta sua mãe, a Rebetsin Rivka, esposa do Rebe Maharash (Rebe Shemuel, quinto rebe da dinastia Chabad):

No dia 10 de Kislev de 5620 sonhei que vi minha mãe (Rebetsin Sara, filha do Miteler Rebe) e meu avô, o Miteler Rebe, e ambos estavam com o rosto iluminado.

Minha mãe me disse:

– Rivka, você e seu marido escrevam um Sêfer Torá.

E meu avô, o Miteler Rebe, disse:

– E vocês terão um filho bom, e não se esqueçam de lhe dar meu nome.

E minha mãe acrescentou:

– Rivka, você está ouvindo o que meu pai está lhe dizendo.

E eu acordei.

O dia inteiro fiquei preocupada com o sonho, mas com meu marido, o Rebe Maharash, não falei nada nem lhe contei sobre o sonho.

Dois ou três dias depois, minha sogra ficou com febre, e eu cuidei dela. De noite a febre passou e de manhã ela melhorou.

Depois da reza meu sogro, o Rebe Tsêmach Tsêdek, entrou no quarto de minha sogra para visitá-la, e ela lhe contou que tinha sonhado um sonho, de noite. Meu sogro disse: “Consta na Guemará (Berachot 55,2) que sonhar é bom para os doentes. E sobre sonhos há duas opiniões, uma delas acredita em sonhos e a outra não acredita neles.” E voltou-se para mim e disse:

“Um bom sonho, é óbvio que é preciso realizá-lo…”

Quando meu sogro saiu e refleti no que havia dito sobre os sonhos, e suas últimas palavras sagradas, de que um bom sonho é óbvio que é preciso realizá-lo, refleti sobre a visão do sonho que tive em 10 de Kislev, e resolvi contar o sonho a meu marido.

Porém, quando cheguei em casa encontrei nossa filha Devora Léa com dor de garganta e febre alta, e durante alguns dias estive tão ocupada que me esqueci do assunto. Depois de uns três dias a febre passou e Devora Léa ficou boa.

Na noite de Yud Tet Kislev sonhei novamente que vieram ter comigo minha mãe, a rabanit, meu avô, o Miteler Rebe e mais um homem idoso.

Minha mãe me disse:

– Rivka, você e sue marido devem escrever um Sêfer Torá.

Meu avô, o Miteler Rebe, disse:

– E vocês terão um filho bom.

O homem idoso falou:

– Amen, assim fale Hashem.

E minha mãe concluiu:

– Vovô (o Alter Rebe), dê-lhe uma berachá. E ele me abençoou.

Meu avô, o Miteler Rebe, e minha mãe responderam amen e eu também falei amen em voz alta, e acordei.

Meu marido, o Rebe Maharash, já tinha acordado, mas ainda estava no quarto, e me perguntou o que foi aquilo, que ele me ouviu falar amen. Fiz netilat yadayim e lhe falei que tive um sonho e que iria a seu escritório uma hora depois para contar-lhe.

Contei para meu marido sobre o sonho de 10 de Kislev palavra por palavra, bem como o sonho da noite anterior. Disse-me meu marido: “É um sonho bom, por que você não me contou logo que sonhou em 10 de Kislev?Sonhos assim são sobre coisas muito elevadas.

E expressou seu desejo de que o Sêfer Torá fosse escrito em pergaminho de couro de animais em que foi feita shechitá kesherim.

Um pergaminho assim não é fácil de encontrar, e umas cinco semanas se passaram até que foram conseguidas algumas folhas de pergaminho.

Meu sogro, o Tsêmach Tsêdek, disse a meu marido que o Sêfer Torá deveria começar a ser escrito secretamente, apenas com a presença de seu irmão, e que o começo da escrita seria em seu escritório. E no dia 15 de Shevat teve início a escrita do Sêfer Torá discretamente no escritório de meu sogro.

Meu marido apressou o sofer, e no mês de Elul, o Sêfer estava quase pronto. Meu marido pensou que um dia depois de Yom Kipur, que caiu numa quinta-feira, seria a conclusão, para mazal tov, e meu sogro concordou.

Eu estava grávida e não pude participar dos preparativos para a refeição de mitsvá da conclusão, pois meu marido queria fazer uma grande refeição, e meu sogro concordou, e contrataram um homem especial para organizar tudo.

Em Rosh Hashaná e nos Dez Dias de Arrependimento foi divulgado que um dia depois de Yom Kipur seria o siyum (conclusão) do Sêfer Torá, e vários dos hóspedes que tinham vindo para Yom Kipur ficaram para o siyum.

No dia seguinte a Yom Kipur, de manhã bem cedo, meu sogro chamou meu marido e lhe disse: “Hoje haverá uma grande refeição, eu também estarei presente na seudá e falarei chassidut, mas o siyum não será hoje.” Não explicou o motivo.

Na segunda-feira, 13 de Cheshvan, meu sogro chamou meu marido e lhe disse:

“Hoje à noite, chame o sofer para meu escritório e chame sua mãe e vamos fazer o siyum do Sefer Torá discretamente.

Eu costurei a capa do Sêfer Torá, e quando levei a capa para o escritório de meu sogro, ele me disse: “Mazal Tov, que Hashem realize a berachá que lhe deram meu sogro (o Miteler Rebe) e meu avô (o Alter Rebe).”

Na segunda-feira, 20 de Cheshvan de 5621 às 9:00 da manhã, dei à luz meu filho, para mazal tov  e para longos dias e anos.

(“Otsar Sipurei Chabad”, Vol IX, págs.3-6)

(Hebraico)

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A FORÇA DE UMA MENININHA

BS’D

O Rebe contou que havia uma família que morava em Israel que tinha uma filhinha de seis anos. A família não cumpria Torá e mitsvot e a menina estudava em uma escola que não era religiosa. Certo dia, duas mocinhas foram visitar a escola e contaram às alunas pequenas que existe uma mitsvá importante que só mulheres e meninas podem cumprir – a mitsvá de acender velas de Shabat. As moças falaram para as meninas que elas também podiam cumprir essa mitsvá importante, e receber o Shabat.

“Queremos muito acender velas em honra do Shabat” – empolgaram-se as meninas. – Como podemos fazer isso?” – Perguntaram emocionadas.

“Muito simples”, as moças as orientaram. “Primeiro coloca-se uma moeda numa caixinha de tsedaká. Depois devem acender a vela e fazer a berachá, assim receberão o sagrado Shabat.” E deram a cada menina uma vela e um castiçal pequeno com uma folha bonita contendo a berachá.

Quando acabou a aula e a menina foi prá casa, correu para sua mãe para lhe mostrar a vela. “Ima, veja o que recebi”, contou com a empolgação característica da infância, e avisou a sua mãe que na próxima sexta-feira de tardezinha, ela pretendia acender a vela, em honra do Shabat.

A mãe não entendeu nada. Não tinha o mérito de cumprir mitsvot, e nunca tinha ouvido falar em velas de shabat. “Não!” – “Não vai acender esta vela.” E pensou: “Onde já se viu uma coisa dessas?! Uma menina pequena resolve fazer algo que seus pais jamais fizeram?! Não é possível que a menina comece a mudar as regras da casa!”

A menina, que o dia todo tinha planejado como acenderia a vela, caiu no choro. “Qual é o problema que eu acenda a vela?! Já tenho a vela e já sei a berachá. Está tudo escrito no papel que me deram na escola. Não estou lhe pedindo que me dê nada. Só estou pedindo que me deixe acender as vilas”, chorou a menina e bateu os pés em teimosia.

A mãe se espantou com a reação da filha. Respondeu carinhosa: “Tudo bem, filhinha. Se parar de chorar, deixo você acender a vela que recebeu.”

Assim que escutou isso, a menina parou de chorar, seus olhos se iluminaram e ficou muito feliz.

Ao chegar a hora do acendimento das velas, a menina achegou-se à mesa e, exatamente como lhe haviam ensinado na escola, pegou a vela e o castiçal, e os colocou cuidadosamente sobre a mesa grande. Pediu fósforos a sua mãe, acendeu a chama e, com grande respeito, aproximou o fósforo à vela, que brilhou com uma chama tremeluzente. A menina cobriu os olhos e fez a berachá do acendimento das velas.

Descobriu os olhos e olhou, encantada, para a vela acesa. De repente, lembrou-se de que as mocinhas disseram que é proibido tocar na vela e tirá-la do lugar no shabat. E com inocência infantil, falou para sua família: “No Shabat é proibido tocar na vela, tirá-la do lugar e até mesmo soprar na vela, para não apagá-la, pois é chilul Shabat (profanação do Shabat)…”

Os pais entenderam que aquilo não era tão mau assim, e que sua filha não modificou as regras da casa. Afinal de contas, tudo o que a menina fez foi acender uma vela. Inclusive, perceberam sua emoção na hora da cerimônia do acendimento da vela. E na sexta-feira seguinte, não esperaram até que a menina fizesse uma cena. Assim que pediu, deram-lhe permissão para acender sua vela.

A empolgação da menina foi igual à da semana anterior.

Algo começou a mudar no coração da família…

Numa sexta-feira algumas semanas depois, o pai disse, de repente para a mãe da menina, que não combina que a televisão esteja ligada enquanto a vela ainda está acesa. “Tem razão”, respondeu a esposa, “não consigo ver televisão enquanto nossa filhinha querida está cantando músicas de Shabat e a vela ainda está acesa…”

Os pais decidiram, simplesmente, que a partir daquele dia, enquanto a vela estivesse acessa, a televisão estaria desligada.

Na semana seguinte, os pais mantiveram sua decisão. Não tocaram na vela de Shabat que estava sobre a mesa, e quando a menina acendeu a vela, desligaram a televisão. Acontece que, logo em seguida, o telefone tocou…

A mãe se levantou para atender mas, imediatamente, recuou. “Como vou atender o telefone, e a vela de Shabat está acesa aqui sobre a mesa?” A partir daquela semana, os pais pararam de atender o telefone enquanto a vela de sua filhinha estava acesa…

Passou-se mais um Shabat e, de repente, a mãe percebeu algo estranho: Quando uma vizinha ou amiga entrava na casa, via a vela sobre a mesa. Inclusive notava como a menina estava feliz por ter aceso a vela de Shabat e contava a todos que era uma vela sagrada e um dia sagrado. Enquanto que a mãe se comportava como se fosse um dia comum, de semana… Isso era meio estranho e não dava para entender! Para a menina era um dia sagrado, enquanto para a mãe era simplesmente um dia de semana?!

A mãe resolveu começar a acender velas de Shabat!

Assim que acendeu suas velas, a mãe foi para a cozinha, como de costume, esquentar o jantar. Quase acendeu o forno quando se deu conta assustada: “Acabei de acender as velas do sagrado Shabat, inclusive fiz a berachá, dizendo que é Shabat Kôdesh, e logo depois vou profanar o Shabat?!”

A mãe, simplesmente, não tocou o forno! As velas que tinha acabado de acender não a permitiram ligar o forno.

Mas comer comida fria também não dá. Aí a mãe começou a preparar tsholent, tal qual uma família que cumpre mitsvot.

Deste modo a família foi, passo a passo, progredindo, e cada semana descobria mais uma ação que não se pode fazer no Shabat.

As semanas foram passando, e a família foi cada vez mais se aproximando do cumprimento das mitsvot. Até que agora (quando o Rebe contou esta história), todos os membros da família viraram baalei teshuvá.

E tudo começou porque uma menininha insistiu – com choro e muita bagunça – em acender uma vela cada véspera de Shabat. Isso fez com que, com o passar das semanas, toda a família deixou de profanar o Shabat  enquanto a vela estava acesa. E continuou com a mãe, ela própria, começando a acender velas de Shabat. Deste modo, toda a família fez teshuvá.

Do livro: “Má Shesiper li HaRabi

Vol III

Págs. 162-168.

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O QUE HÁ COM VOCÊ, INFELIZ?

chassid, Reb Ozer Winikorsky za’l, precisava passar pelas sete fogueiras do Guehenom, por onde tinham de passar todos os que se apresentavam para o serviço militar. Apresentou-se cinco vezes diante das autoridades de convocação, e cada vez que precisava aparecer diante do departamento médico, ficava tenso e apavorado.

Procurou o Rabi Levi Yitschak (pai do Rebe) e pediu sua bênção e orientação, para salvar-se das garras dos que conspiravam contra ele. Percebendo a aflição e o sofrimento do chassid, Rabi Levi Yitschak deu-lhe uma orientação detalhada do que deveria fazer a fim livrar-se de seus problemas. Falou-lhe o dia exato em que devia apresentar-se, a hora, e a rua por onde deveria chegar, que capítulos de Tehilim deveria dizer antes de ir, e quantas moedas deveria dar para tsedaká. Disse-lhe, inclusive, que ao chegar à porta do escritório do Serviço Militar, pensasse no Nome de D-us, e só depois se apresentasse. Deu-lhe sua bênção e sua promessa de nada de mal lhe ocorreria. Pediu-lhe também que depois voltasse a vê-lo, para contar tudo o que ocorrera.

“Quando lá cheguei” – relatou Reb Ozer – “após fazer tudo conforme a orientação do Rabi Levi Yitschak, entrei na grande sala onde havia várias mesas ordenadas. Ao lado de cada mesa estava sentado um médico, cada médico tinha sua especialidade, e sua função era examinar o candidato, única e exclusivamente na área de sua especialização. Cada médico estava encarregado de uma área da medicina, de modo que o candidato deveria passar por todos aqueles doutores, para que não pudesse enganar quanto a seu verdadeiro estado de saúde.”

“Fui cuidadosamente examinado por todos aqueles médicos, e cada um escreveu seu relatório. Quando, finalmente, cheguei ao funcionário que deveria me dar o resultado final – fiquei surpreso quando ele me olhou penalizado e perguntou: ‘O que há com você, infeliz? Cada um dos médicos encontrou uma doença!’”

“Deste modo saí de lá como inapto, e fui dispensado do Serviço Militar!” –Reb Ozer concluiu seu relato do milagre pessoal que lhe ocorreu pela berachá de Rabi Levi Yitschak.

(Do livro “Toledot Levi Yitschak”, Vol. I)

Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim

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DUAS PALAVRAS

BS’D

Ouvi a história abaixo da Rabanit Rachel Endel, que a contou no Kenes de Taharat Hamishpachá de Guimel Tamuz 5780 (no zoom, obviamente):

Esta história aconteceu há 45 anos em Tsfat. Quando nos mudamos para Tsfat, em shelichut do Rebe, no Bairro dos Artistas morava uma mulher que viera da Rússia e tinha um casal de filhos. Seu marido a abandonara dois anos antes e morava em Rosh Pina, com outra mulher. Um rabino que sabia falar russo foi conversar com o homem, na tentativa de fazer com que fizesse as pazes com a esposa. Mas ele se recusou, dizendo que ela era feia, não era normal, etc.

Pouco tempo depois, abrimos a escola Chabad em Tsfat, e aquela mulher quis matricular os filhos lá. O Rabino sugeriu que ela escrevesse uma carta para o Rebe. O Rebe respondeu com duas palavras apenas:

Taharat Hamishpachá” (Pureza Familiar).

Não entendemos a intenção do Rebe. E para mim caiu ensinar àquela senhora as leis de Taharat Hamishpachá. Estudei com ela e, inclusive a acompanhei ao Mikvê. E ela voltou prá casa. Chorei a noite toda.

Aquela foi uma noite muito fria. Ventava, chovia. A mulher morava numa casa com quintal e eis que, às 10 da noite, ela ouviu um barulhinho e, pela veneziana, viu o marido entrar no quintal, se aproximar da porta e bater. Ele, que há dois anos não queria saber dela, voltou prá casa e desde então viveram em harmonia.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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CHUVA

BS’D

No Brit Milá do Rebe Rayats, seu avô, o Rebe Maharash, falou, entre outras coisas:

“Quando iniciei meu trabalho em prol da comunidade que meu pai, o Rebe Tsêmach Tsêdek, fazia, pedi-lhe sua berachá (bênção) para sucesso no meu trabalho. Meu pai, o Rebe Tsêmach Tsêdek, me respondeu:

Berachá é como chuva. Um campo arado e semeado começa a brotar após a chuva. Para que a chuva exerça suas influências benéficas é preciso, primeiro, arar e plantar. Quando alguém faz o que precisa fazer em benefício da comunidade, a berachá ajuda para que haja sucesso no trabalho.’”

Adaptado de “Sipurei Chabad”, Vol. 8, pág. 71.

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

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“ONDE ESTÁ LULAV?”

BS’D

A história abaixo ouvi do Rabino Butman em sua aula: “Motsaei Shabat Chai, que é transmitida semanalmente pela internet: http://www.col.org.il

12 de Tamuz (Yud-Bet Tamuz) é o aniversário da libertação do Rebe Anterior (Rabi Yossef Yitschak Schneerson, o Rebe Rayats, sogro do Rebe). No primeiro Yud-Bet Tamuz depois de sua libertação, o Rebe Rayats já havia saído da Rússia e se encontrava em Riga. Houve um farbrenguen em comemoração à data. Lá no farbrenguen Rebe Rayats perguntou:

“Onde está Lulav?”

(Como se sabe, Lulav e Nachmanson eram dois judeus que participaram da prisão do Rebe e Lulav era de Riga. O Rebe perguntou onde estava Lulav (o pai).

Ninguém respondeu, o Rebe perguntou novamente e falaram: “Lulav está com vergonha.”

E dá para entender: ele tinha nachas de ter um filho assim, que prendera o Rebe?

Mas o Rebe não aceitou sua ausência. Que o convidem para o farbrenguen. Ele percebeu que o pai estava sozinho em casa. Fazendo o quê? Chorando. E o Rebe ouviu o choro daquele pobre pai. Que venha para o farbrenguen!

 Isto é um Rebe

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

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