Archive for história

E SERÃO BENDITAS EM TI

BS’D

Foto by P.M.

“E abençoarei os que te abençoarem, e aqueles que te amaldiçoarem amaldiçoarei; e serão benditas em ti todas as famílias da Terra.”

(Bereshit 12:3)

O “Sefat Emet” de Gur costumava escutar toda semana a Parashá que seus filhos pequenos haviam estudado. E também os testava. Na hora da prova, alguns dos filhos, por vezes lhe perguntavam algo, e ele lhes respondia.

Certa vez, um de seus filhos perguntou:

Está escrito: “…aqueles que te amaldiçoarem amaldiçoarei; e serão benditas em ti todas as famílias da Terra.” Não estou entendendo, se todas as famílias da Terra serão abençoadas em Avraham, quem são os que amaldiçoam?

Ao que o tsadik respondeu:

– À semelhança de alguém que amaldiçoa os chassidim, e mesmo assim quer que seus filhos sejam como os chassidim…

Adaptado do livro:

Sipurei Chassidim – Torá”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pág. 45.

(Hebraico)

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Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

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PALAVRAS QUE ILUMINAM

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

“Você deve fazer uma claraboia (tsohar) para a arca…”

(Bereshit 6:16)

[Segundo Rashi, tsohar pode ser uma claraboia ou uma pedra preciosa que ilumine]

[A palavra em hebraico para arca: teivá, também significa palavra.]

“As palavras da prece devem ser luminosas e reluzentes.” – (“Or HaTorá” em nome do Báal Shem Tov)

Na época do Báal Shem Tov, um indivíduo encontrou em livros, que se alguém, durante quarenta dias seguidos não fala conversas vãs (devarim betelim, ou seja, conversa mole, conversa de miolo de pote), adquire ruach hakôdesh (inspiração divina). E foi o que fez o homem. Quando, após os quarenta dias ele não recebeu inspiração Divina, viajou até o Báal Shem Tov para perguntar o que acontecera.

Quando chegou ao Báal Shem Tov e lhe relatou sua surpresa, o Báal Shem Tov lhe perguntou:

– Você rezou durante esses quarenta dias?

Ao que o homem respondeu:

– Claro! Três vezes ao dia!

– E Tehilim (Salmos) você falou? – Indagou o Báal Shem Tov.

– É óbvio. – Respondeu o homem.

– Sendo assim – disse o Báal Shem Tov – provavelmente ali estavam suas palavras vãs….

Adaptado do livro: “Sipurei Chassidim” – Torá.

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pág. 31.

(Hebraico)

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NEM ISSO VOCÊ SE LEMBRA?

BS’D

Arte by Michoel Mchnik

Betsalel Schiff nasceu na antiga União Soviética. Atualmente mora em Israel e faz muito pelo povo judeu. Ele conta o seguinte:

Quando eu era criança, na segunda série primária, meu pai faleceu. Minha mãe também morreu cedo, devido a um incidente trágico. A história que vou contar aconteceu uma semana antes de meu casamento.

Era uma época cheia de perseguição e muito sofrimento. O pavor de cumprir mitsvot era enorme. Qualquer ação praticada em nome da Torá e do judaísmo era perigosíssima. Como eu já não tinha pais e morava sozinho, assumi várias missões por meus companheiros judeus, muitas delas perigosas.

Uma das minhas tarefas era conseguir arba minim (lulav, etrog, etc.) para os judeus de Samarkand. Viajava para a Geórgia para colhê-los para a festa de Sucot. Partia logo após Rosh Hashaná, de modo que eu pudesse estar de volta para Yom Kipur.

Certo ano, cheguei em Tbilisi, na Goeórgia, onde o policial de sempre me esperava. Ele me conhecia, e me levou ao local onde as palmeiras cresciam numa área à beira-mar. Como eu lhe pagava muito bem, o policial me esperou respeitosamente e até me conseguiu uma escada e um serrote. Cortei dez lulavim (ramos de palmeira), o que era suficiente para todos os membros de nossa comunidade. Em seguida, prossegui para Kutaisi, onde colhi hadassim (murta), que cresciam em abundância no pátio da sinagoga. Era isso o que eu fazia todos os anos.

Naquele ano, quando concluí minha tarefa e queria voltar para casa, em Samarkand, antes de Yom Kipur, soube que não havia passagens disponíveis. Ofereci muito dinheiro, o triplo do preço, mas não havia nenhuma passagem.

Eu conhecia um judeu que tinha uma farmácia. Achei que ele poderia me ajudar. “Se não houver passagem para Samarkand, pelo menos me ajude a chegar em Moscou, onde mora meu irmão”, implorei. Eu tinha esperanças de poder passar Yom Kipur lá, com ele.

O homem fez o que pode, mas nada conseguiu. Acabou conseguindo acomodações para mim num hotel especial, perto do aeroporto, na esperança de que na manhã seguinte, véspera de Yom Kipur, eu conseguisse lugar num avião que fosse para Samarkand, ou pelo menos para Moscou.

Quando entrei no quarto, vi um jovem dormindo em uma das camas. Deitei-me na outra cama e adormeci. Na manhã seguinte, acordei cedo e corri para o aeroporto, para ver se havia algum vôo. Vi que eu tinha tempo até que os aviões começassem a partir, e voltei para meu quarto. O outro homem tinha acordado e estava sentado na cama. Eu queria pegar meus tefilin e rezar, mas sua presença me incomodava. Perguntei se ele ia logo embora ou se ia ficar no quarto.

“Não estou com pressa e vou ficar aqui”, disse, dando de ombros. “Por que, precisa de alguma coisa?” – Perguntou.

– “Sim, você está me atrapalhando” – eu disse honesta e corajosamente. “Hoje à noite temos um grande feriado e agora quero rezar.”

“Então reze”, disse ele, “não estou atrapalhando.”

Por falta de opção, voltei-me para a parede, coloquei meus tefilin e comecei a rezar. Quando acabei, virei-me e vi que o jovem já tinha se vestido. Trajava uniforme de oficial do Exército Vermelho. Quando vi sua patente e suas medalhas, vi que tinha entrado pelo cano. Pensei: “Pronto. Estou frito. Eu não sabia o que fazer, pois tinha sido pego no flagra pondo tefilin. Eu ainda estava em estado de choque, e pensando no que diria quando ele me perguntou calmamente: “Que feriado temos hoje?”

Por um instante não captei o que ele queria dizer, e eu disse: “Hoje à noite é Yom Kipur.” Olhei para ele e vi que ele estava sentado na cama, de cabeça baixa, perdido em pensamentos. Em seguida, ouvi que ele suspirou e disse para si mesmo: “Oy, Moishe, o que está havendo com você? Nem isso você lembra?” E caiu no choro.

Depois que se acalmou me perguntou: “O que você quer agora?”

– “Quero voltar para casa antes do feriado”, eu disse.

– “Para onde quer ir?”

– “Para Tashkent.”

– “Então venha comigo.” E se levantou e saiu do quarto.

Lá fora, vi um veículo militar e um motorista. Ele disse ao motorista para nos levar para o aeroporto. Quando chegamos lá, ele perguntou onde ficavam os aviões para Tashkent (que é perto de Samarkand). Saímos para a pista e ninguém ousou detê-lo, tampouco falar alguma coisa. Sua alta patente impunha respeito. Quando achou o avião para Tashkent disse ao piloto: “Para onde está indo?”

“Tashkent.”

“Leve-o”, ordenou.

O piloto não ousou desobedecê-lo e eu consegui chegar em casa antes de Yom Kipur.

Antes de se despedir de mim, o oficial me perguntou: “Se eu quiser encontrar você em Tashkent, como faço?” Eu lhe disse que fosse à sinagoga e perguntasse por Betsalel. Alguns meses depois ele realmente foi a Tashkent e me procurou.

Por Menachem Ziegelboim

Beit Moshiach Magazine

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5763/736.htm#caption3

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ACREDITAM EM MASHIACH

BS’D

Arte by Yoram Raanan

Pouco depois que chegou aos Estados Unidos, o Rebe Rayats (o Rebe anterior) declarou “Lealtar Ligueula” (Gueulá Imediata!), convocação que ficou famosa. Houve grande divulgação dela, de modo que todos sabiam que o Rebe de Lubavitch fala muito sobre Mashiach.

Certa vez, dois judeus estavam no metrô, e quando chegaram à estação próxima ao “770”, um deles falou para o amigo:

“O Rebe de Lubavitch mora aqui.”

Ao que o amigo retrucou:

“Quem são esses Lubavitchers?”

E seu amigo respondeu inocentemente:

“São os judeus que acreditam em Mashiach.”

(Da Sichá do Shabat Parashat Mikets, 5713 [Torat Menachem Vol. 7, pág. 264])

Adaptado do livro:

Má Shesiper Li HaRabi”, Vol. IV, pág. 133.

(Hebraico)

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VELAS DE GELO

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Arte by Yoram Raanan

O Báal Shem Tov gostava muito de luz.

Numa noite de inverno, os discípulos do Báal Shem Tov não tinham velas suficientes para iluminar a sinagoga. Para surpresa deles, seu mestre pediu-lhes que subissem no telhado, pegassem de lá velas de gelo e as acendessem na sinagoga.

Com total kabalat ol (submissão), os alunos seguiram a orientação do mestre e, para espanto de todos, as velas de gelo se acenderam e iluminaram!

ENSINAMENTO:

O Báal Shem Tov mostrou como o próprio gelo – que é o oposto da luz e do fogo – pode iluminar. No serviço divino do ser humano também é preciso transformar a escuridão do corpo e sua frieza – em santidade.

(Likutei Sichot Vol. XV, pág. 384)

Do livro:

Má Shesiper Li HaRabi, Vol. IV, pág. 57.

(Hebraico)

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AS PEDRAS QUE DESAPARECERAM

BS’D

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O Rebe contou a história abaixo poucos dias antes de aceitar a liderança do movimento Chabad-Lubavitch:

Um homem me procurou, queixando-se de um problema sério de saúde. Estava com pedras nos rins. Contou que foi a um médico especialista, que lhe disse que precisaria de uma operação de urgência.

Eu lhe disse que não se impressionasse com o que o médico dissera e que não havia necessidade de operação.

O homem não se acalmou e foi se consultar com outro médico, que também lhe disse que era preciso operar – o oposto do que o Rebe tinha dito – e chegou a marcar a data da cirurgia.

Porém, um dia antes da operação o médico precisou fazer uma longa viagem e a operação foi adiada.

Milagrosamente, antes que a operação fosse realizada, aconteceu um milagre revelado.

As pedras saíram sozinhas dos rins, sem cirurgia alguma!

ENSINAMENTO:

O Rebe contou esse milagre para provar que mesmo após o falecimento do Rebe Rayats há milagres revelados:

O Rebe não fica devendo; suas influências são eternas. Só é preciso fazer recipientes para receber seus influxos. E o recipiente é: mudança de hábitos. Precisamos mudar, nem que seja um pouquinho, e com isso teremos o mérito de receber as berachot do Rebe em tudo de que necessitamos.

(Da Sichá do Shabat Parashat Vaerá 5710)

Traduzido e adaptado do livro:

Má Shesiper li haRabi, págs. 142-143)

(Hebraico)

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MORDECHAI E HAMAN

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R. Baruch de Mezibush, neto do Báal Shem Tov, dizia:

Do mesmo modo que “em cada geração cada um de nós deve se considerar como se ele próprio tivesse saído do Egito” (Pssachim), precisamos entender que em cada geração há um Mordechai e um Haman, mas quem lê a Meguilá apenas lemafrea (retroativamente), ou seja, como se fosse um milagre que ocorreu apenas no passado, não cumpriu sua obrigação.

Do livro: “Sipurei Chassidim – Moadim”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pág. 248

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“POR ACASO O CONCEBI?”

BS’D

Arte by Yoram Raanan

(Bamidbar 11:12)

O filho de certo chassid procurou o tsadik de Gur, autor do “Sefat Emet”, e queixou-se de seu pai, que não o ajudava na parnassá.

Quando o pai do chassid visitou o tsadik, este lhe perguntou por que não ajudava o filho. E ele respondeu que não tinha condições de fazê-lo. Ao que o tsadik lhe respondeu:

– Está escrito: “De onde vou conseguir carne… por acaso o concebi? Por acaso o dei à luz?” (Bamidbar 11: 12-13). A questão é complicada: como já tinha dito: ‘de onde vou conseguir carne?’ O que isso tinha a ver com ter ou não concebido, já que ele não tinha mesmo carne? Isso prova que se ‘eu o concebi e o dei à luz’ o argumento de que ‘não tenho’ não é suficiente. Precisa dar um jeito para ajudar na parnassá do filho.

Do livro: Sipurei Chassidim

do Rebino Shlomo Yossef  Zevin , Torá

pág, 360

(Hebraico)

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RUACH HAKÔDESH OU DIN TORÁ?

BS’D

“… E SE NÃO COMETESTE ADULTÉRIO…”

(Bamidbar 5:19)

Na época do Rav Ohev Yisrael” de Apta, dois indivíduos eram sócios em um negócio. Suas esposas também trabalhavam na empresa. Uma delas era mais talentosa em termos de comércio, e disse para seu marido:

– De nada nos adianta essa sociedade. Sou muito mais habilidosa nos negócios do que a esposa de nosso sócio. Ela é uma incapaz que em nada nos ajuda.

O marido escutou a esposa e desmanchou a sociedade. Cada um passou a ter seu próprio negócio.

Após algum tempo, o sócio cuja esposa era laboriosa e tinha dito que o mérito do sucesso tinha sido todo seu (kochi veotsem yadi assá li et hachayil hazé) viu que seus lucros tinham caído em queda livre. E o outro sócio subiu na vida e enriqueceu.

A esposa do primeiro sócio ficou com muita inveja da outra mulher e resolveu prejudicá-la. Contratou testemunhas falsas para atestar que a “amiga” tinha traído o marido, para que ele precisasse se divorciar dela.

Portanto, as falsas testemunhas depuseram no Beit Din, e o veredicto foi que o marido precisava se divorciar da esposa.

A mulher, que sabia que tudo não passava de mentira, pediu a seu marido que antes do divórcio viajasse com ela até o Rav de Apta. O marido aceitou a sugestão e os dois foram ter com o tsadik de Apta, a quem contaram tudo o que tinha acontecido.

O Rav de Apta viu, por Ruach Hakôdesh que a mulher estava dizendo a verdade. Porém não se pode modificar por Ruach Hakôdesh um veredicto de um Beit Din decidido de acordo com depoimentos legais de acordo com um Din Torá.

O Rav de Apta disse para seu filho, o Rav Yitschak Meir:

– Vá e anuncie que que parem de me dar dinheiro para “Pidion”, pois meu Ruach Hakôdesh é contrário ao Din Torá, portanto não é Ruach Hakôdesh.

Quando o Rav de Apta acabou de pronunciar aquelas palavras, a mulher que tinha contratado as falsas testemunhas, bem como as testemunhas, foram tomadas por uma tremedeira, como se seus ossos estivessem possuídos pela doença da kadachat. E não sossegaram enquanto não foram também a Apta e admitiram diante dele que tinham acusado falsamente a mulher por inveja e ódio.

O Rav de Apta, então, disse a seu filho:

– Agora anuncie que já podem voltar a me dar dinheiro, pois meu Ruach Hakôdesh está de acordo com o Din Torá.

Traduzido e adaptado do livro:

“Sipurei Chassidim – Torá”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Págs. 351-352

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CONTRADIÇÃO

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

Já era quinta-feira, e Yakel ainda não tinha um tostão para as despesas do Shabat. Estava disposto a aceitar qualquer trabalho para conseguir pelo menos dinheiro para vinho e chalot. Quando veio a sexta-feira e ele ainda estava sem trabalho, apesar de muito tentar, sua esposa teve uma ideia.

“Sabe, Yankel, há um grande rabino em nossa cidade que está precisando de um shiduch para um de seus filhos. Ouvi dizer que ele dá três rublos para qualquer pessoa que tenha uma proposta decente. Tenho certeza de que podemos pensar em alguém adequado. Aí você dá a sugestão para o rabino e, pelo menos, teremos três rublos com que honrar o Shabat.

Por não ver alternativa, Yankel deu tratos à bola e acabou tendo uma ideia interessante. Correu à casa do rabino e sugeriu o casamento.

Os olhos do rabino se iluminaram. “Este shiduch é digno de consideração”, disse. “Venha após o Shabat e lhe direi se quero ir atrás.”

O coitado do Yankel ficou arrasado. Apesar de envergonhado, não conseguiu conter a decepção. “Mas… não vou ganhar os três rublos como pagamento pela sugestão?” Gaguejou.

“Meu bom homem”, respondeu o rabino. “Minha resposta depende da solução de dois textos contraditórios no Talmud. Em um deles, nossos Sábios dizem (Talmud Sotá 2 a) que quarenta dias antes da concepção de uma criança, a Corte Celestial anuncia: ‘A filha de Fulano se casará com o filho de Sicrano.’ Por outro lado, mais adiante na mesma página também afirmam: ‘Encontrar a alma gêmea é tão difícil quanto a abertura do Mar Vermelho.’ Essa afirmação é problemática. Se o casamento já tinha sido anunciado, qual é a grande dificuldade?

“A dificuldade vem das más interpretações feitas pelos anjos que têm a função de juntar o casal. Infelizmente, há muitos anjos defeituosos. Foram criados a partir de mitsvot  cumpridas indevidamente, bênçãos pronunciadas sem o devido cuidado e preces desprovidas de pensamento concentrado. Esses anjos imperfeitos saem surdos, mudos ou mancos. Por isso não podem transmitir direito o nome do verdadeiro par de uma pessoa.

“Consequentemente, casamenteiros aparecem com muitas sugestões. As diversas ideias que eles têm são os nomes mal interpretados pelos anjos aleijados. Quando essas sugestões me são apresentadas, sinto que não são a alma gêmea. Contudo, sinto-me obrigado a pagar esses rublos pelo esforço e a boa vontade.

“Sua sugestão, porém, parece ser a correta, anunciada no Céu. Depois do Shabat, discutiremos como proceder com esse shiduch e você ganhará bons honorários pelo seu esforço – muito mais do que três rublos.”

[Lightly edited by Yrachmiel Tilles from “From My Father’s Shabbos Table” (pp. 110-111), Eliyahu Touger’s excellent selection and translation from the first two volumes of Rabbi Yehuda Chitrik’s 4-volume series, Reshimat Devorim.]

Adaptado de:

Ascent of Safed

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=394-37

(Inglês)

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