Archive for história

MORDECHAI E HAMAN

BS’D

R. Baruch de Mezibush, neto do Báal Shem Tov, dizia:

Do mesmo modo que “em cada geração cada um de nós deve se considerar como se ele próprio tivesse saído do Egito” (Pssachim), precisamos entender que em cada geração há um Mordechai e um Haman, mas quem lê a Meguilá apenas lemafrea (retroativamente), ou seja, como se fosse um milagre que ocorreu apenas no passado, não cumpriu sua obrigação.

Do livro: “Sipurei Chassidim – Moadim”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pág. 248

& & &

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Leave a comment »

“POR ACASO O CONCEBI?”

BS’D

Arte by Yoram Raanan

(Bamidbar 11:12)

O filho de certo chassid procurou o tsadik de Gur, autor do “Sefat Emet”, e queixou-se de seu pai, que não o ajudava na parnassá.

Quando o pai do chassid visitou o tsadik, este lhe perguntou por que não ajudava o filho. E ele respondeu que não tinha condições de fazê-lo. Ao que o tsadik lhe respondeu:

– Está escrito: “De onde vou conseguir carne… por acaso o concebi? Por acaso o dei à luz?” (Bamidbar 11: 12-13). A questão é complicada: como já tinha dito: ‘de onde vou conseguir carne?’ O que isso tinha a ver com ter ou não concebido, já que ele não tinha mesmo carne? Isso prova que se ‘eu o concebi e o dei à luz’ o argumento de que ‘não tenho’ não é suficiente. Precisa dar um jeito para ajudar na parnassá do filho.

Do livro: Sipurei Chassidim

do Rebino Shlomo Yossef  Zevin , Torá

pág, 360

(Hebraico)

& & &

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Leave a comment »

RUACH HAKÔDESH OU DIN TORÁ?

BS’D

“… E SE NÃO COMETESTE ADULTÉRIO…”

(Bamidbar 5:19)

Na época do Rav Ohev Yisrael” de Apta, dois indivíduos eram sócios em um negócio. Suas esposas também trabalhavam na empresa. Uma delas era mais talentosa em termos de comércio, e disse para seu marido:

– De nada nos adianta essa sociedade. Sou muito mais habilidosa nos negócios do que a esposa de nosso sócio. Ela é uma incapaz que em nada nos ajuda.

O marido escutou a esposa e desmanchou a sociedade. Cada um passou a ter seu próprio negócio.

Após algum tempo, o sócio cuja esposa era laboriosa e tinha dito que o mérito do sucesso tinha sido todo seu (kochi veotsem yadi assá li et hachayil hazé) viu que seus lucros tinham caído em queda livre. E o outro sócio subiu na vida e enriqueceu.

A esposa do primeiro sócio ficou com muita inveja da outra mulher e resolveu prejudicá-la. Contratou testemunhas falsas para atestar que a “amiga” tinha traído o marido, para que ele precisasse se divorciar dela.

Portanto, as falsas testemunhas depuseram no Beit Din, e o veredicto foi que o marido precisava se divorciar da esposa.

A mulher, que sabia que tudo não passava de mentira, pediu a seu marido que antes do divórcio viajasse com ela até o Rav de Apta. O marido aceitou a sugestão e os dois foram ter com o tsadik de Apta, a quem contaram tudo o que tinha acontecido.

O Rav de Apta viu, por Ruach Hakôdesh que a mulher estava dizendo a verdade. Porém não se pode modificar por Ruach Hakôdesh um veredicto de um Beit Din decidido de acordo com depoimentos legais de acordo com um Din Torá.

O Rav de Apta disse para seu filho, o Rav Yitschak Meir:

– Vá e anuncie que que parem de me dar dinheiro para “Pidion”, pois meu Ruach Hakôdesh é contrário ao Din Torá, portanto não é Ruach Hakôdesh.

Quando o Rav de Apta acabou de pronunciar aquelas palavras, a mulher que tinha contratado as falsas testemunhas, bem como as testemunhas, foram tomadas por uma tremedeira, como se seus ossos estivessem possuídos pela doença da kadachat. E não sossegaram enquanto não foram também a Apta e admitiram diante dele que tinham acusado falsamente a mulher por inveja e ódio.

O Rav de Apta, então, disse a seu filho:

– Agora anuncie que já podem voltar a me dar dinheiro, pois meu Ruach Hakôdesh está de acordo com o Din Torá.

Traduzido e adaptado do livro:

“Sipurei Chassidim – Torá”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Págs. 351-352

(Hebraico)

& & &

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Leave a comment »

CONTRADIÇÃO

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

Já era quinta-feira, e Yakel ainda não tinha um tostão para as despesas do Shabat. Estava disposto a aceitar qualquer trabalho para conseguir pelo menos dinheiro para vinho e chalot. Quando veio a sexta-feira e ele ainda estava sem trabalho, apesar de muito tentar, sua esposa teve uma ideia.

“Sabe, Yankel, há um grande rabino em nossa cidade que está precisando de um shiduch para um de seus filhos. Ouvi dizer que ele dá três rublos para qualquer pessoa que tenha uma proposta decente. Tenho certeza de que podemos pensar em alguém adequado. Aí você dá a sugestão para o rabino e, pelo menos, teremos três rublos com que honrar o Shabat.

Por não ver alternativa, Yankel deu tratos à bola e acabou tendo uma ideia interessante. Correu à casa do rabino e sugeriu o casamento.

Os olhos do rabino se iluminaram. “Este shiduch é digno de consideração”, disse. “Venha após o Shabat e lhe direi se quero ir atrás.”

O coitado do Yankel ficou arrasado. Apesar de envergonhado, não conseguiu conter a decepção. “Mas… não vou ganhar os três rublos como pagamento pela sugestão?” Gaguejou.

“Meu bom homem”, respondeu o rabino. “Minha resposta depende da solução de dois textos contraditórios no Talmud. Em um deles, nossos Sábios dizem (Talmud Sotá 2 a) que quarenta dias antes da concepção de uma criança, a Corte Celestial anuncia: ‘A filha de Fulano se casará com o filho de Sicrano.’ Por outro lado, mais adiante na mesma página também afirmam: ‘Encontrar a alma gêmea é tão difícil quanto a abertura do Mar Vermelho.’ Essa afirmação é problemática. Se o casamento já tinha sido anunciado, qual é a grande dificuldade?

“A dificuldade vem das más interpretações feitas pelos anjos que têm a função de juntar o casal. Infelizmente, há muitos anjos defeituosos. Foram criados a partir de mitsvot  cumpridas indevidamente, bênçãos pronunciadas sem o devido cuidado e preces desprovidas de pensamento concentrado. Esses anjos imperfeitos saem surdos, mudos ou mancos. Por isso não podem transmitir direito o nome do verdadeiro par de uma pessoa.

“Consequentemente, casamenteiros aparecem com muitas sugestões. As diversas ideias que eles têm são os nomes mal interpretados pelos anjos aleijados. Quando essas sugestões me são apresentadas, sinto que não são a alma gêmea. Contudo, sinto-me obrigado a pagar esses rublos pelo esforço e a boa vontade.

“Sua sugestão, porém, parece ser a correta, anunciada no Céu. Depois do Shabat, discutiremos como proceder com esse shiduch e você ganhará bons honorários pelo seu esforço – muito mais do que três rublos.”

[Lightly edited by Yrachmiel Tilles from “From My Father’s Shabbos Table” (pp. 110-111), Eliyahu Touger’s excellent selection and translation from the first two volumes of Rabbi Yehuda Chitrik’s 4-volume series, Reshimat Devorim.]

Adaptado de:

Ascent of Safed

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=394-37

(Inglês)

& & &

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Leave a comment »

CUIDADO COM O QUE BEBES

BS’D

No dia 2 de Iyar  (tiferet shebetiferetde 5694, nasceu em Lubavitch, o filho temporão do Rebe Tsemach Tsêdek, chamado Shmuel, o Rebe Maharash.

Certa vez, o Rebe Maharash (Rabi Shmuel, o quarto Rebe de Chabad) viajou a Paris. E com ele viajaram os gabaim R. Levik e R. Pinchas Leib. E os chassidim Rabi M. Monezson e Reb Yeshaya Berlin também foram. Quando lá chegaram, Reb Y. Berlin perguntou a seu tio, o Rebe Maharash para onde deviam ir. E o Rebe respondeu que deveriam ir para o Hotel Alexander, um dos mais luxuosos de Paris, frequentado pela nobreza. E acrescentou:

“Como você não sabe falar francês, deixe que eu falo.”

Quando chegaram ao hotel, o Rebe pediu vários quartos, e lhe disseram que havia quartos disponíveis por 200 francos a diária. O Rebe perguntou se havia quartos melhores, e se estavam no mesmo andar dos salões de jogos.

Responderam que havia tais quartos disponíveis, mas o preço era altíssimo. O Rebe pegou três quartos, apesar do preço: um para si, um para R. Levik e outro para R. Pinchas Leib. R. Yeshaya Berlin e R. Monezson ficaram em outro hotel, menos dispendioso.

Após algumas horas no hotel, o Rebe foi ao salão de jogos, onde jogavam dados. Sentou-se perto de um jovem que estava jogando e que, de vez em quando sorvia vinho. O Rebe pôs a mão sobre o ombro do rapaz e disse:

“Jovem, yáyin nessech (vinho não-kasher) é proibido beber.”

E repetiu:

Yáyin nessech embota a mente e o coração – seja um bom judeu. Boa noite.”

Em seguida o Rebe voltou para seu quarto muito emocionado. R. Y. Berlin disse que jamais vira seu tio tão impactado.

Naquele hotel, quando alguém queria ir de um andar a outro (ainda não existiam elevadores) havia cadeiras especiais em que os hospedes sentavam e eram carregados. Devido a seu estado emocional, o Rebe sentou-se em uma daquelas cadeiras e, quando pegaram a cadeira para levá-lo pelas escadas, lembrou-se de que seu quarto era naquele andar mesmo. Desculpou-se e voltou para seu quarto.

Algumas horas depois, o jovem perguntou onde estava o homem que tinha falado com ele, entrou no quarto do Rebe e lá ficou durante bastante tempo. No dia seguinte o Rebe deixou Paris.

Rebe explicou, depois, que há várias gerações não houvera uma alma tão pura, só que estava nas profundezas das klipot (do mal).

O jovem tornou-se báal teshuvá e o patriarca da família K. da França – uma família religiosa e temente a D-us.

Adaptado de:

“Sipurei Chabad”, R. Avraham Chanoch Glitsenstein,

Vol. VIII, págs. 44-45

(Hebraico)

& & &

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Leave a comment »

O PÔRETS DO BEM

BS’D

Numa cidadezinha na região de Vilna, um rapaz e uma moça casaram-se. Pouco tempo depois do casamento, a esposa notou que o marido tinha uns costumes estranhos, a que ela não estava acostumada: Acordava meia-noite para fazer “Tikun Chatsot”, quando amanhecia, ia, diariamente, imergir no mikve, e lia um livro que guardava escondido debaixo do cobertor. A mulher contou tudo a seu pai, que retirou o livro de debaixo do cobertor para ver de que se tratava. Abriu o livro e sua vista escureceu: o livro era… “Toldot Yaakov Yossef”, cujo autor era um dos líderes do movimento chassidico. Seu genro tinha sido fisgado pelo “kat”.

É óbvio que ao ver o genro, o sogro despejou sobre ele toda sua ira, e o cobriu de insultos e calunias. Quando viu que desse jeito não conseguiu nada, resolveu falar manso com ele, para que abandonasse aquele “mau caminho”. Isso também de nada adiantou. Aí começou a exigir que se divorciasse de sua filha e lhe desse guet. O genro também não concordou com isso: estava ligado ao kat dos chassidim com toda sua alma, e também não queria se divorciar da mulher. O sogro percebeu que o negócio estava muito complicado, e desabafou com seus amigos da cidade, pedindo-lhes que o ajudassem a se livrar do genro. A cidade ficou “um D-us nos acuda”, o maior tumulto. Uns dizendo que era preciso pressionar o perverso para que se divorciasse da mulher, e outros dizendo que seria um “guet forçado” e a mulher ainda cairia numa complicação de “perguntas e respostas” de rabinos sobre se o guet foi kasher. Portanto, era necessário dar um monte de presentes e muito dinheiro para subornar o marido para que desse guet para a esposa de livre e espontânea vontade. E a cidade estava no maior rebuliço, até que a história chegou aos ouvidos do Pôrets da cidadezinha, que era um general idoso. Quando o Pôrets soube que toda aquela confusão era por causa de um livro, perguntou quem era o autor do tal livro. Disseram-lhe que o autor estava incitando e instigando os judeus a se afastarem da Torá de Israel, e seu nome era Yaakov Yossef Hakohen, da cidade de Polna’ah. Quando o Pôrets ouviu isso, pediu que lhe trouxessem o livro. Quando lhe levaram o livro, viu que na folha de rosto, embaixo, estava escrito, em russo, o nome do livro e do autor. O Pôrets, então, deu ordens para que se apresentassem diante dele o sogro, o rapaz e sua esposa, e todos seus conhecidos. Quando chegaram diante dele, o Pôrets falou:

– Chegou a hora de lhes contar um fato que me aconteceu na juventude. Prestem bem atenção.

Há muitos anos, fui coronel do exército. Certa vez, no final do inverno, meu batalhão estava estacionado perto da cidade de Polna’ah. Depois de algum tempo, precisamos transferir nosso acampamento para outro lugar. Em casos assim, acorda-se ao raiar do dia e se faz uma inspeção de todos os soldados e se lhes dá ordens para se preparar para a viagem. Na inspeção, estavam faltando três soldados. Mandei uns soldados irem até a cidade próxima, Polna’ah, procurá-los e trazê-los. Foram, e algum tempo depois, voltaram contando algo estranho: encontraram os três soldados numa casa, onde havia velas acesas, e ao lado da mesa estava sentado um senhor idoso de aspecto muito respeitável, e os soldados estavam lá, de pé, paralisados, sem conseguir mexer as mãos nem os pés, nem falar podiam. Não acreditei naquela história esquisita, e mandei outros soldados irem ver o que estava acontecendo. Eles foram, e contaram a mesma história. Fiquei muito admirado e resolvi ir lá pessoalmente ver o que estava acontecendo. Fui com alguns soldados e, quando entrei na casa, e vi o ancião, que parecia um anjo de D-us, sentado em concentração profunda ao lado da mesa, estremeci de temor. E vi os soldados. Estavam lá de pé, como surdos mudos grudados ao chão como por pregos. Tomei coragem para atrapalhar os pensamentos sagrados daquele ancião, e lhe pedi:

– Percebo que o senhor é um homem santo, e meus soldados precisam ir embora junto com todo o batalhão. Portanto, o senhor poderia fazer a gentiliza de fazer com que os soldados possam sair andando daqui?

E o ancião respondeu:

– Com certeza roubaram alguma coisa daqui. Tirem dos bolsos deles os objetos roubados que eles poderão andar.

Procuraram nos bolsos deles e estavam cheios de objetos de prata. Tiraram os objetos roubados dos bolsos deles e dois deles andaram como qualquer ser humano. Mas o terceiro ainda estava preso no lugar, sem conseguir se mexer. Os outros dois disseram: deve ter alguma coisa nas botas dele. E assim foi.  Encontraram um copo de prata enfiado em suas botas. Retiramos o copo e ele também andou.

Como foi que aquilo tinha acontecido? Era a primeira noite de Pêssach, a noite do Sêder. Quando acabaram o Sêder, a família foi dormir. Só o dono da casa, Rav Yaakov Yossef Hakohen, ficou sentado ao lado da mesa a noite toda, concentrado em seus pensamentos sagrados. Não tinham fechado a porta da casa, pois essa noite é “Leil Shimurim”, noite protegida de tudo o que é prejudicial ou nocivo. Quando os três soldados passaram pela casa, viram pelas janelas que a família estava dormindo, a porta da casa estava aberta, e o senhor idoso estava sentado meditando, como se estivesse dormindo. Entraram na casa, encheram os bolsos de matsot e restos da comida que estava sobre a mesa, e em seguida, puseram nos bolsos todos os objetos de prata que a família pusera sobre a mesa, como é costume judaico na noite do Sêder. E imediatamente ficaram grudados ao chão, sem poder se mexer, até que o comandante do batalhão foi lá libertá-los.

O Pôrets continuou contando:

– Quando vi aquele milagre enorme, pedi que o santo rabino me abençoasse em duas coisas: filhos, pois ainda não tinha filhos, e vida longa. O rabino atendeu meu pedido e me abençoou. Em seguida, pedi ao rabino para me dizer quando minha vida terminaria:

– O final da vida do ser humano é algo oculto, não pode ser revelado, mas fique sabendo que no fim de sua vida, vai ter a oportunidade de divulgar meu nome entre judeus que não me conhecem.

A bênção do rabino realizou-se. D-us me abençoou com filhos, e também ainda estou vivo, embora eu seja muito velho. E agora – concluiu o Pôrets – algum de vocês ainda vai ter a ousadia de falar mal desse homem tão elevado e sagrado? Alguém ainda vai condenar o moço que estuda o livro desse homem sagrado de D-us? Ordeno que façam as pazes entre vocês, e que ninguém ouse fazer mal ao rapaz.

Os judeus muito se emocionaram ao escutar a história do general idoso, aceitaram seu veredicto, de não implicar mais com o rapaz e viver em paz.

Em seguida o Pôrets lhes disse:

– Agora sei que cheguei ao fim de minha vida, pois as palavras do santo rabino aconteceram tintim por tintim. E aconteceu algo para que eu divulgasse o nome dele entre vocês. Mas estou muito satisfeito, que tive a oportunidade de fazer paz entre vocês, por meio do nome desse santo rabino, que está no Paraíso.

Poucos meses depois disso, o velho Pôrets faleceu.

Adaptado do livro: Sipurei Chassidim – Moadim.

Págs. 293-295

(Hebraico)

& & &

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Hershel ben Moishe

Moishe ben Aba

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

Leave a comment »

TUDO COMEÇOU COM BEDIKAT CHAMETS

BS’D

O tsadik, Rav David Moshê de Chortkov contou que o grande magnata, patriarca da família Rothschild, Reb Meir Anshel, enriqueceu em virtude da noite de bedikat chamets.

E a história foi assim:

Quando Reb Meir Anshel era jovem, foi ajudante do gaon hakadosh Rav Tsvi Hirsh, o Rav de Chortkov, pai do gaon hakadosh Rav Shmelke de Nikolsburg. Depois de algum tempo, casou-se com uma moça da cidade de Ciniatin, abriu uma loja e teve certo sucesso.

O Rav Tsvi Hirsh tinha uma soma de 500 rublos (ducados), que tinha guardado para o dote de sua filha. O dinheiro estava guardado numa gaveta de sua mesa. Durante o ano todo, quase nunca abria aquela gaveta. Só na noite anterior ao dia 14 de Nissan, todos os anos, na hora de bedikat chamets, abria aquela gaveta para inspecioná-la.

No ano em que Reb Meir Anshel casou, quando chegou a noite de 14 de Nissan, e o Rav foi fazer a inspeção de chamets, descobriu que a carteira com os rublos não estava lá. O Rav tomou um susto, bem como se assustaram os membros de sua família.

A família do Rav chegou à conclusão de que só podia ser que o shamash, Meir Anshel, tinha roubado o dinheiro. Afinal de contas, tinha aberto uma loja. E ouviram dizer que estava enriquecendo a olhos vistos. Com certeza tinha feito fortuna com aqueles rublos. O Rav calou a boca de todos repetidas vezes, dizendo que estavam desconfiando de uma pessoa honesta, pois o conhecia como uma pessoa direita e temente a D-us, durante todo o tempo que trabalhou para ele em sua casa. Sendo uma pessoa de inteira confiança. Mas a família do Rav não lhe deu sossego, dizendo que só podia ter sido ele que tinha roubado o dinheiro e investido na loja. Tanto falaram, que acabaram convencendo o Rav a viajar a Ciniatin, contra sua própria vontade.

Quando se encontrou com Reb Meir Anshel, este muito se alegrou e o tratou com o maior respeito, pois tinha muito apreço e amor por seu rabino.

Com o coração partido, o rav contou, com muita diplomacia, a seu antigo assistente, o que tinha acontecido, e sobre a suspeita que caíra sobre ele.

Reb Meir Anshel, ao ouvir aquilo, falou imediatamente:

– É verdade. Peguei o dinheiro. Embora no momento eu só tenha uns 200 rublos, que vou lhe entregar agora, dentro de determinado prazo devolverei o restante.

O Rav voltou para casa duplamente alegre: por não terem suspeitado de inocentes e pela devolução do dinheiro. E Reb Meir Anshel foi enviando para o Rav mais rublos, até que completou toda a soma.

Mas, na verdade, Reb Anshel não tinha roubado dinheiro nenhum. O que tinha acontecido foi o seguinte:

Quando começaram a limpar a casa do Rav para Pessach, como é costume judaico, contrataram uma empregada goyá da aldeia próxima, para pintar a casa com cal. Quando a empregada notou que havia, no escritório do rabino, uma mesa que tinha uma gaveta trancada, ficou de olho nela. Conseguiu a chave, abriu a gaveta, pegou a carteira com os rublos e a entregou a seu marido.

O marido escondeu a carteira com os rublos durante bastante tempo. Quando achou que o assunto já tinha caído no esquecimento, e quis começar a aproveitar o roubo, pegou um rublo, e foi ao bar da aldeia. Pediu muita vodca para beber e se alegrar com um grupo de camaradas. Na hora de pagar, entregou o rublo ao dono do bar, dizendo:

– Encontrei isto. Vá até a cidade para trocá-lo. Pegue o que lhe devo pela bebida e me devolva o troco.

E foi o que fez o dono do bar. Na semana seguinte, o camponês apareceu novamente, bebeu até embriagar-se, e deu mais um rublo de ouro para o dono do bar, dizendo que o tinha encontrado. E fez o mesmo uma terceira vez.

Quando o dono do bar viu o que tinha feito o camponês várias vezes seguidas, entendeu que os rublos não são como pedras, que são encontradas jogadas por aí para quem quiser pegar. Chegou à conclusão de que o camponês devia tê-los roubado de algum lugar. Foi ter com o ministro do lugar e lhe contou o que acontecera.

O ministro lhe disse:

– Quando ele aparecer novamente, sirva-lhe muita vodca, e o cerce de amigos e conhecidos dele. Quando entrar o vinho, sairá o segredo, e ele confessará.

Assim fez o dono do bar. E quando o cara estava prá lá de bêbado, e seus amigos começaram a lhe perguntar de onde ele tinha aqueles rublos, contou-lhes, em segredo tudinho: que sua esposa roubara a carteira do rabino, e que em tal e tal lugar de sua casa estavam enterrados todos os outros rublos.

O dono do bar levou as testemunhas até o ministro. Este mandou imediatamente seus funcionários até a casa do camponês, na aldeia. Lá, cavaram no local que ele tinha dito, e encontraram a carteira com os rublos. Nela havia pouco menos de 500 rublos. Prenderam o camponês e o levaram até o ministro, diante de quem ele confessou.

O ministro mandou chamar o Rav. O Rav se assustou, pensando: quem sabe que acusação falsa inventaram contra ele ou contra sua comunidade. Mas não tinha jeito, tinha de ir. E o ministro começou a lhe fazer perguntas: quantos filhos e filhas ele tinha, qual era seu salário semanal, etc. E o Rav foi respondendo a todas as perguntas. E o ministro perguntou:

– E de onde tem dinheiro para casar sua filha?

Foi quando o Rav contou que ele tinha 500 rublos para o dote e para os gastos do casamento, mas o dinheiro tinha sido roubado, etc. O ministro pediu para ele dar sinais de identificação da carteira, o que ele fez. O ministro pegou a carteira com os rublos e a entregou ao rabino. E lhe contou toda a história do camponês bêbado. O Rav voltou para casa alegre e triste ao mesmo tempo: alegre por ter sido descoberto que seu antigo assistente era um homem direito, e triste por ter desconfiado de pessoas honestas.

O Rav logo viajou para Ciniatin para perguntar a seu assistente o que deu nele, para ter confessado um pecado que não cometera; e para devolver dinheiro que ele não tinha roubado. Reb Meir Anshel lhe disse que vira como seu rabino estava tão aflito e percebeu que se ele voltasse para casa decepcionado, sua angústia, e a de sua família só aumentaria. Por isso, resolveu dizer que tinha roubado o dinheiro. Pegou tudo o que tinha naquele momento, e lhe deu, para acalmar o tsadik, e depois, vendeu e empenhou tudo o que tinha, e foi mandando aos poucos mais rublos, até que completou toda a soma.

Quando o Rav ouviu aquilo, apaziguou seu assistente por terem suspeitado dele, e lhe devolveu o dinheiro. E o abençoou, dizendo que, por esse mérito ele teria sucesso, e enriqueceria muito, ele e seus descendentes por muitas gerações.

E foi a partir daí que ele começou a ter cada vez mais sucesso, e dele saiu a famosa família dos Rothschild.

Traduzido e adaptado de:

Sipurei Chassidim – Moadim

Do Rabino Shlomô Yossef Zevin

Págs. 280-283

(Hebraico)

 & & &

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Hershel ben Moishe

Moishe ben Aba

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

Leave a comment »

UM SHUL É UM SHUL

BS’D

Rav Michoel Vishetzky era um jovem que emigrara da Rússia para os Estados Unidos. Na Rússia, Rav Michoel atuara secretamente, esforçando-se muito para difundir o judaísmo. Ao chegar aos Estados Unidos, não se esqueceu das muitas pessoas com quem estivera em contato. Mandava pacotes de alimentos e roupas, para melhorar a precária situação econômica dos judeus russos. Para levantar fundos, ia de shul (sinagoga) em shul falar sobre as dificuldades dos judeus que ainda cumpriam a Torá e as mitsvot na Rússia. E em seguida pedia doações de alimentos e roupas.

Certa vez, Michoel viajou ao Bronx, em Nova York, para encontrar-se com o rabino de lá, Rabi Rabinowitz. O rabino combinou de encontrá-lo em um certo shul, mas quando Michoel chegou, encontrou lá apenas um homem baixinho, que estava sentado lendo um livro.

“Onde posso encontrar o Rabino Rabinowitz?” perguntou Michoel.

“Eu sou Rabi Rabinowitz”, respondeu o homem.

Michoel ficou curioso de saber por que o rabino estava sentado no canto direito da mesa, e não na cabeceira. Tampouco ele permitiu que Michoel sentasse na cabeceira da mesa. E foi muito firme quanto a isso.

“Ninguém se senta nesse lugar”, disse Rabi Rabinowitz. Ao notar o espanto de Michoel, disse:

“Quando você ouvir minha história, entenderá o motivo.

“Durante a Segunda Guerra Mundial, passei muitos anos difíceis, vagando de um lugar a outro, como tantos outros. A certa altura, na Rússia, encontrei alguns chassidim Chabad que me ajudaram muito. No verão de 5709 (1949), quando cheguei aos Estados Unidos, tive uma audiência particular com o Rebe Rayats (o Rebe Anterior, sogro do Rebe de Lubavitch). Relatei-lhe tudo o que me acontecera na Europa e perguntei-lhe aonde deveria ir e o que devia fazer com minha vida.

“O Rebe Rayats disse, ‘Como você é um erudito da Torá, deve procurar um emprego como rabino de uma comunidade.’

“Pouco tempo depois, fui indicado para um posto neste shul, aqui no Bronx. Visitei novamente o Rebe Rayats e pergunte-lhe se devia aceitar o emprego.

“O Rebe Rayats fechou os olhos durante alguns instantes e disse, ‘um shul é um shul, sendo, portanto, muito adequado, mas não gosto do shamash (ajudante da sinagoga).’

“Fiquei muito confuso com sua resposta. Perguntara ao Rebe Rayats sobre o posto de rabino, que não tinha nada a ver com o shamash. Por que ele chegara a mencioná-lo? O Rebe percebeu minha confusão, mas não mudou a resposta. Repetiu, ‘Um shul é um shul, mas eu não gosto do shamash.’

“As palavras do Rebe foram muito claras. Eu não podia perguntar mais nada. Quando eu já ia sair, disse-me para voltar dali a dois domingos. Voltei para casa e resolvi aceitar o emprego, e foi assim que me tornei o rabino do Bronx.

“Duas semanas depois, fui ver o Rebe, exatamente como ele me pedira. Quando cheguei ao 770 (Eastern Pankway, 770, Nova York, o quartel-general do movimento Chabad-Lubavitch),  uma enorme multidão estava na rua. Disseram-me que o Rebe Rayats falecera no Shabat, no dia anterior. Entendi que ele queria que eu estivesse presente no seu funeral.

“O tempo foi passando. Os membros da minha congregação estavam contentes comigo, e eu estava feliz com eles. Tudo parecia estar correndo bem, até que descobri que o shamash não estava satisfeito com meu trabalho.

“Após a morte do rabino anterior do shul, antes de minha chegada à comunidade, o shamash assumira muitas responsabilidades – tornara-se o rabino extra-oficial. Quando assumi meu papel, sentiu que eu o depusera, e começou a me causar problemas. De fato, tentava me fazer passar por um incompetente. No início, agia às escondidas, mas depois de certo tempo, começou a me sabotar abertamente. A situação acabou tornando-se insuportável.

“Quando não dava mais para agüentar, fui ver o Rebe de Lubavitch, que já assumira a liderança. Assim que entrei na sala, antes que eu conseguisse abrir a boca, o Rebe disse, ‘Meu sogro disse que um shul é um shul e que ele não gostava do shamash. Você deve continuar a ser o rabino do Bronx. Quanto às intrigas do shamash, dentro de pouco tempo ele vai ter de se preocupar com quanto tempo vai ficar no posto.’

“Fiquei espantado com as palavras do Rebe. Quando eu falara com o Rebe Rayats, não havia ninguém mais na sala, e eu jamais discutira o assunto com o Rebe. Em todo caso, perguntei como resolver a questão. O shamash estava lá há muitos anos. Tinha muita experiência. Não parecia haver jeito de despedi-lo.

“‘Tenho certeza,’ disse o Rebe, ‘que ele fará algo que vai causar sua própria demissão. Se você pegá-lo em flagrante, poderá despedi-lo.’ As palavras do Rebe me tranqüilizaram. (Dentro de pouco tempo vi que ele parecia ter o dom da profecia.)

“Voltei para meu trabalho. Certa noite, eu me revirava na cama, sem conseguir adormecer. Não conseguia tirar o shamash da cabeça. Ao raiar do dia, resolvi ir ao shul um pouco mais cedo que de costume. No caminho, encontrei o presidente e o diretor do shul andando na mesma direção. Fiquei surpreso de vê-los na rua tão cedo, mas antes que eu pudesse perguntar por quê, o diretor apontou para uma luz brilhando através de uma das janelas do shul. Aquilo parecia muito suspeito. Depois de conversar durante alguns minutos para decidir o que fazer, chegamos à conclusão de que tínhamos de descobrir o que estava havendo. Silenciosamente, abrimos a porta do shul e entramos.

“Demos de cara com uma cena chocante. O shamash estava perto da bimá (púlpito), segurando as caixas de tsedaká. Ele as estava esvaziando, e pondo o dinheiro no bolso. Estava tão concentrado no que fazia, que nem percebeu que estávamos perto dele. É óbvio que o despedimos imediatamente.”

Rabi Rabinowitz parou um pouco, antes de continuar sua história. “Passaram-se alguns anos tranqüilos e depois, algo ainda mais incrível aconteceu. Atrás do shul havia um açougue. A parede de trás do shul era também a parede de trás do açougue. Os negócios iam muito bem para o açougueiro, e a lojinha, logo tornou-se pequena para ele. Quando encontrou uma loja bem maior, quis vender a lojinha que ficava atrás do shul. Os membros da diretoria do shul ficaram muito satisfeitos, pois a congregação já estava grande demais para o shul, principalmente em Shabat Yom Tov. Depois de negociações amigáveis, chegou-se a um acordo. A parede comum foi derrubada, e o shul foi ampliado. Toda a transação realizou-se sem contrato por escrito. O açougueiro parecia honesto e de confiança.

“Passaram-se alguns anos. O açougueiro prosperou, e seus negócios continuaram a crescer. Agora, sua nova loja já era pequena demais, e ele começou a procurar um depósito, ali por perto. Como não conseguiu encontrar nada, lembrou-se de que não fizera nenhum contrato legal com o shul. Não havia prova nenhuma de que vendera sua loja ao shul. De acordo com a lei, ele ainda era o proprietário do local.

“Sem o menor escrúpulo, esse açougueiro foi ter com a administração do shul, e pediu para que a loja lhe fosse devolvida! Os membros da diretoria ficaram horrorizados; haviam pago o preço combinado, integralmente. O açougueiro recusou-se a escutar seus argumentos. Contratou um advogado. Estava certo de que a justiça lhe daria ganho de causa, pois não havia contrato de venda.

“Depois de um julgamento breve, a diretoria do shul recebeu uma ordem de despejo, que teria de ser cumprida em um certo prazo. Se não obedecesse, a polícia seria acionada. A data se aproximava, e não sabíamos o que fazer. Resolvi ir ao Rebe, e pedir-lhe uma berachá. Eu achava que era a única solução.

“Quando descrevi a situação ao Rebe, ele disse: ‘Não sei o que você está perguntando. Meu sogro lhe disse claramente que um shul é um shul. Sendo assim, não se pode transformar um shul num açougue. Vá para casa tranqüilo e, se D-us quiser, tudo vai dar certo.’ Animado com a berachá, voltei para casa. Eu sabia, devido à experiência anterior, que as palavras do Rebe se realizariam.

“Os dias foram passando, e a data se aproximava. Parecia não haver a menor chance para nós. Na noite anterior à data estipulada, resolvi levantar-me muito cedo, na manhã seguinte, e ir ao shul. Antes de ir para a cama, eu disse o Shemá e rezei para Hashem ter pena de nós, a fim de que nada de mal nos acontecesse. E me deitei, mas não consegui dormir. Revirei-me na cama a noite toda, e só consegui cochilar algumas horas, de madrugada. E tive um sonho, que jamais esquecerei.

“No sonho, fui ao shul, e vi o Rebe Rayats, de abençoada memória, sentado na cadeira à cabeceira da mesa – a cadeira em que não deixo ninguém sentar. De pé, ao lado dele, estava o Rebe de Lubavitch. Ele disse, ‘Não se preocupe. Hashem vai fazer com que tudo dê certo.’ Em seguida ele apontou para o Rebe Rayats. ‘O Rebe lhe disse que um shul é um shul. Para que se preocupar? Não se preocupe. D-us vai cuidar para que tudo dê certo.’

“Levantei-me espantado. O Rebe Rayats estava lá, embora tivesse falecido dez anos antes! Eu ainda estava maravilhado com essa visão extraordinária, quando acordei. Vi a luz do sol, através da janela, e percebi que já era tarde. Vesti-me correndo, e poucos minutos depois, já estava na rua, correndo para o shul, o mais rápido que eu podia. Ouvi gritos, à distância. Uma multidão se juntara diante do shul, e as pessoas estavam discutindo, em altas vozes, com os policiais, que tinham bloqueado a entrada. Meus olhos encheram-se de lágrimas quando vi que já tinham começado a retirar os móveis. Parecia que estava tudo perdido. Foi quando algo dramático aconteceu.

“Numa rua próxima, na loja grande do açougueiro, um lustre soltou-se repentinamente do teto, caindo-lhe sobre a cabeça! Ele desmaiou. Chegou uma ambulância, com médicos e equipamentos. Cuidaram do açougueiro e, poucos minutos depois, ele recuperou a consciência. Quando conseguiu falar, suas primeiras palavras foram, ‘Por favor, parem de esvaziar o shul.’ Quando a polícia chegou ao local, o açougueiro admitiu que fizera acusações falsas contra a administração do shul. Ele tinha, de fato, recebido todo o pagamento pela antiga loja.

“‘Fiz algo muito errado, e fui castigado por isso,’ disse. A polícia parou imediatamente de esvaziar o shul, e foi embora.

“Agora você entende por que não deixo ninguém sentar na cadeira à cabeceira da mesa.” Disse Rabi Rabinowitz, ao finalizar sua história espantosa. “A imagem do Rebe Rayats sentado naquela cadeira ficará para sempre diante dos meus olhos.”

(Do livro “The Rebes” Rabbi Yosef Yitschak Schneersohn of Lubavitch, Mayanot/Chish, Kfar Chabad, Israel)

Reimpresso com permissão do

“Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim

& & &

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Hershel ben Moishe

Moishe ben Aba

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

Leave a comment »

HAJA ESCURIDÃO!

BS’D

Arte by Yoram Raanan

“E que haja escuridão… mais que a escuridão da noite.”

(Shemot 10:21)

Certa vez, um homem “invadiu a fronteira” (hessig gvul) de seu amigo, e alugou seu negócio. Rabi Chaim de Tsanz o repreendeu sobre isso. O que tinha passado a perna no amigo respondeu:

– Ora, aquele homem é um perverso e pecador, e é mitsvá enterrá-lo.

O Rav de Tsanz respondeu-lhe:

– Quem lhe disse que existe uma mitsvá de enterrar o perverso? Vou lhe dar uma prova da Torá que isso não é mitsvá. Sobre a praga da Escuridão que D-us fez abater-se sobre o Egito, consta no Midrash, que foi porque havia muitos perversos no povo judeu, e eles morreram nos três dias de escuridão, para que os israelitas os enterrassem de modo que os egípcios não vissem, e não dissessem que os judeus também estavam sendo castigados. Vemos, portanto, que os judeus enterraram os perversos, e no final, Rashi escreveu sobre o passuk “e será para vós observado” (Shemot 12:6): “chegou o juramento que jurei a Avraham que redimirei seus filhos, e  eles não possuíam mitsvot com que se ocupar para que fossem redimidos, conforme consta: e estavas nua e despida, e lhes deu duas mistvot, o sangue de Pêssach e o sangue da Milá.” Se enterrar os perversos fosse uma mitsvá já teriam muitas mitsvot, pois tinham enterrado muitos perversos. Portanto, temos de admitir que não existe mitsvá de enterrar o perverso… e agora – concluiu o Rav de Tsanz – trate de devolver o quanto antes o negócio daquele homem, caso contrário, se arrependerá.

Adaptado do livro:

“Sipurei Chassidim – Torá”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Págs: 177-178 (Hebraico)

& & &

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Hershel ben Moishe

Moishe ben Aba

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

Leave a comment »

BS’D

Na época do Alter Rebe (o Rav Schneur Zalman de Liadi, autor do Tanya e do Shulchan Aruch) houve uma mulher que durante mais de dois anos não conseguiu purificar-se. A sheeilá (“pergunta”), que ficou famosa, foi apresentada a muitos dos grandes rabinos da época e todos eles a consideraram impura.

Quando a sheeilá chegou diante do Alter Rebe ele disse:

“Embora de acordo com a Lei Judaica, atualmente não sejamos peritos em manchas de sangue, neste caso estou certo de que se trata de sangue de pombo.”

Alter Rebe aconselhou ao pai da mulher que quando chegassem seus dias de purificação ela fosse morar em outro lugar, distante da família. E deveria ficar fechada em seu quarto. Ninguém poderia visitá-la, exceto seus pais. E ninguém deveria saber de seu paradeiro. E quando fosse ao mikvê, deveria ir com sua mãe, e numa hora em que não houvesse lá nenhuma outra mulher.

O pai da mulher seguiu à risca as instruções do Alter Rebe. E para grande espanto da mulher e de sua mãe, quando chegou a época de sua purificação tudo estava normal e ela imergiu no dia certo. Como, porém, seu marido era muito especial em Torá e temor a D-us, ficou desconfiado e resolveu esperar até o mês seguinte.

Naquele verão, teve início uma epidemia de cólera nos arredores de Mohilev e os rabinos divulgaram medidas para evitar que a epidemia se alastrasse e, de passagem, despertaram a população para a teshuvá e o arrependimento por pecados entre o homem e D-us e entre o homem e seu semelhante. Muitos dos habitantes da cidade ficaram com medo. E eis que uma mulher foi procurar o rabino e contou-lhe, arrependida e chorando muito, sobre o pecado que cometera contra aquela mulher, fazendo-a sofrer durante dois anos sem conseguir purificar-se.

E foi esse o teor de sua confissão: quando ela era jovem, foi-lhe sugerido um shiduch com o marido daquela mulher. Por motivos diversos, o shiduch não se realizou e ela acabou casando com um homem muito simples. Desde então, ficou com ódio daquela mulher e resolveu vingar-se dela. Para isso, fingiu ser sua amiga e, quando chegavam seus dias de purificação, matava uma galinha ou um pombo e sujava de sangue as roupas da mulher.

Sêfer Toldot Admor Hazaken

(Baseado em “Leket Lakalá Velamadrichá”, pág. 87)

& & &

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Hershel ben Moishe

Moishe ben Aba

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

Leave a comment »