Archive for história

ACREDITAM EM MASHIACH

BS’D

Arte by Yoram Raanan

Pouco depois que chegou aos Estados Unidos, o Rebe Rayats (o Rebe anterior) declarou “Lealtar Ligueula” (Gueulá Imediata!), convocação que ficou famosa. Houve grande divulgação dela, de modo que todos sabiam que o Rebe de Lubavitch fala muito sobre Mashiach.

Certa vez, dois judeus estavam no metrô, e quando chegaram à estação próxima ao “770”, um deles falou para o amigo:

“O Rebe de Lubavitch mora aqui.”

Ao que o amigo retrucou:

“Quem são esses Lubavitchers?”

E seu amigo respondeu inocentemente:

“São os judeus que acreditam em Mashiach.”

(Da Sichá do Shabat Parashat Mikets, 5713 [Torat Menachem Vol. 7, pág. 264])

Adaptado do livro:

Má Shesiper Li HaRabi”, Vol. IV, pág. 133.

(Hebraico)

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Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

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VELAS DE GELO

BS’D

Arte by Yoram Raanan

O Báal Shem Tov gostava muito de luz.

Numa noite de inverno, os discípulos do Báal Shem Tov não tinham velas suficientes para iluminar a sinagoga. Para surpresa deles, seu mestre pediu-lhes que subissem no telhado, pegassem de lá velas de gelo e as acendessem na sinagoga.

Com total kabalat ol (submissão), os alunos seguiram a orientação do mestre e, para espanto de todos, as velas de gelo se acenderam e iluminaram!

ENSINAMENTO:

O Báal Shem Tov mostrou como o próprio gelo – que é o oposto da luz e do fogo – pode iluminar. No serviço divino do ser humano também é preciso transformar a escuridão do corpo e sua frieza – em santidade.

(Likutei Sichot Vol. XV, pág. 384)

Do livro:

Má Shesiper Li HaRabi, Vol. IV, pág. 57.

(Hebraico)

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AS PEDRAS QUE DESAPARECERAM

BS’D

BS’D

O Rebe contou a história abaixo poucos dias antes de aceitar a liderança do movimento Chabad-Lubavitch:

Um homem me procurou, queixando-se de um problema sério de saúde. Estava com pedras nos rins. Contou que foi a um médico especialista, que lhe disse que precisaria de uma operação de urgência.

Eu lhe disse que não se impressionasse com o que o médico dissera e que não havia necessidade de operação.

O homem não se acalmou e foi se consultar com outro médico, que também lhe disse que era preciso operar – o oposto do que o Rebe tinha dito – e chegou a marcar a data da cirurgia.

Porém, um dia antes da operação o médico precisou fazer uma longa viagem e a operação foi adiada.

Milagrosamente, antes que a operação fosse realizada, aconteceu um milagre revelado.

As pedras saíram sozinhas dos rins, sem cirurgia alguma!

ENSINAMENTO:

O Rebe contou esse milagre para provar que mesmo após o falecimento do Rebe Rayats há milagres revelados:

O Rebe não fica devendo; suas influências são eternas. Só é preciso fazer recipientes para receber seus influxos. E o recipiente é: mudança de hábitos. Precisamos mudar, nem que seja um pouquinho, e com isso teremos o mérito de receber as berachot do Rebe em tudo de que necessitamos.

(Da Sichá do Shabat Parashat Vaerá 5710)

Traduzido e adaptado do livro:

Má Shesiper li haRabi, págs. 142-143)

(Hebraico)

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MORDECHAI E HAMAN

BS’D

R. Baruch de Mezibush, neto do Báal Shem Tov, dizia:

Do mesmo modo que “em cada geração cada um de nós deve se considerar como se ele próprio tivesse saído do Egito” (Pssachim), precisamos entender que em cada geração há um Mordechai e um Haman, mas quem lê a Meguilá apenas lemafrea (retroativamente), ou seja, como se fosse um milagre que ocorreu apenas no passado, não cumpriu sua obrigação.

Do livro: “Sipurei Chassidim – Moadim”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pág. 248

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“POR ACASO O CONCEBI?”

BS’D

Arte by Yoram Raanan

(Bamidbar 11:12)

O filho de certo chassid procurou o tsadik de Gur, autor do “Sefat Emet”, e queixou-se de seu pai, que não o ajudava na parnassá.

Quando o pai do chassid visitou o tsadik, este lhe perguntou por que não ajudava o filho. E ele respondeu que não tinha condições de fazê-lo. Ao que o tsadik lhe respondeu:

– Está escrito: “De onde vou conseguir carne… por acaso o concebi? Por acaso o dei à luz?” (Bamidbar 11: 12-13). A questão é complicada: como já tinha dito: ‘de onde vou conseguir carne?’ O que isso tinha a ver com ter ou não concebido, já que ele não tinha mesmo carne? Isso prova que se ‘eu o concebi e o dei à luz’ o argumento de que ‘não tenho’ não é suficiente. Precisa dar um jeito para ajudar na parnassá do filho.

Do livro: Sipurei Chassidim

do Rebino Shlomo Yossef  Zevin , Torá

pág, 360

(Hebraico)

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RUACH HAKÔDESH OU DIN TORÁ?

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“… E SE NÃO COMETESTE ADULTÉRIO…”

(Bamidbar 5:19)

Na época do Rav Ohev Yisrael” de Apta, dois indivíduos eram sócios em um negócio. Suas esposas também trabalhavam na empresa. Uma delas era mais talentosa em termos de comércio, e disse para seu marido:

– De nada nos adianta essa sociedade. Sou muito mais habilidosa nos negócios do que a esposa de nosso sócio. Ela é uma incapaz que em nada nos ajuda.

O marido escutou a esposa e desmanchou a sociedade. Cada um passou a ter seu próprio negócio.

Após algum tempo, o sócio cuja esposa era laboriosa e tinha dito que o mérito do sucesso tinha sido todo seu (kochi veotsem yadi assá li et hachayil hazé) viu que seus lucros tinham caído em queda livre. E o outro sócio subiu na vida e enriqueceu.

A esposa do primeiro sócio ficou com muita inveja da outra mulher e resolveu prejudicá-la. Contratou testemunhas falsas para atestar que a “amiga” tinha traído o marido, para que ele precisasse se divorciar dela.

Portanto, as falsas testemunhas depuseram no Beit Din, e o veredicto foi que o marido precisava se divorciar da esposa.

A mulher, que sabia que tudo não passava de mentira, pediu a seu marido que antes do divórcio viajasse com ela até o Rav de Apta. O marido aceitou a sugestão e os dois foram ter com o tsadik de Apta, a quem contaram tudo o que tinha acontecido.

O Rav de Apta viu, por Ruach Hakôdesh que a mulher estava dizendo a verdade. Porém não se pode modificar por Ruach Hakôdesh um veredicto de um Beit Din decidido de acordo com depoimentos legais de acordo com um Din Torá.

O Rav de Apta disse para seu filho, o Rav Yitschak Meir:

– Vá e anuncie que que parem de me dar dinheiro para “Pidion”, pois meu Ruach Hakôdesh é contrário ao Din Torá, portanto não é Ruach Hakôdesh.

Quando o Rav de Apta acabou de pronunciar aquelas palavras, a mulher que tinha contratado as falsas testemunhas, bem como as testemunhas, foram tomadas por uma tremedeira, como se seus ossos estivessem possuídos pela doença da kadachat. E não sossegaram enquanto não foram também a Apta e admitiram diante dele que tinham acusado falsamente a mulher por inveja e ódio.

O Rav de Apta, então, disse a seu filho:

– Agora anuncie que já podem voltar a me dar dinheiro, pois meu Ruach Hakôdesh está de acordo com o Din Torá.

Traduzido e adaptado do livro:

“Sipurei Chassidim – Torá”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Págs. 351-352

(Hebraico)

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CONTRADIÇÃO

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

Já era quinta-feira, e Yakel ainda não tinha um tostão para as despesas do Shabat. Estava disposto a aceitar qualquer trabalho para conseguir pelo menos dinheiro para vinho e chalot. Quando veio a sexta-feira e ele ainda estava sem trabalho, apesar de muito tentar, sua esposa teve uma ideia.

“Sabe, Yankel, há um grande rabino em nossa cidade que está precisando de um shiduch para um de seus filhos. Ouvi dizer que ele dá três rublos para qualquer pessoa que tenha uma proposta decente. Tenho certeza de que podemos pensar em alguém adequado. Aí você dá a sugestão para o rabino e, pelo menos, teremos três rublos com que honrar o Shabat.

Por não ver alternativa, Yankel deu tratos à bola e acabou tendo uma ideia interessante. Correu à casa do rabino e sugeriu o casamento.

Os olhos do rabino se iluminaram. “Este shiduch é digno de consideração”, disse. “Venha após o Shabat e lhe direi se quero ir atrás.”

O coitado do Yankel ficou arrasado. Apesar de envergonhado, não conseguiu conter a decepção. “Mas… não vou ganhar os três rublos como pagamento pela sugestão?” Gaguejou.

“Meu bom homem”, respondeu o rabino. “Minha resposta depende da solução de dois textos contraditórios no Talmud. Em um deles, nossos Sábios dizem (Talmud Sotá 2 a) que quarenta dias antes da concepção de uma criança, a Corte Celestial anuncia: ‘A filha de Fulano se casará com o filho de Sicrano.’ Por outro lado, mais adiante na mesma página também afirmam: ‘Encontrar a alma gêmea é tão difícil quanto a abertura do Mar Vermelho.’ Essa afirmação é problemática. Se o casamento já tinha sido anunciado, qual é a grande dificuldade?

“A dificuldade vem das más interpretações feitas pelos anjos que têm a função de juntar o casal. Infelizmente, há muitos anjos defeituosos. Foram criados a partir de mitsvot  cumpridas indevidamente, bênçãos pronunciadas sem o devido cuidado e preces desprovidas de pensamento concentrado. Esses anjos imperfeitos saem surdos, mudos ou mancos. Por isso não podem transmitir direito o nome do verdadeiro par de uma pessoa.

“Consequentemente, casamenteiros aparecem com muitas sugestões. As diversas ideias que eles têm são os nomes mal interpretados pelos anjos aleijados. Quando essas sugestões me são apresentadas, sinto que não são a alma gêmea. Contudo, sinto-me obrigado a pagar esses rublos pelo esforço e a boa vontade.

“Sua sugestão, porém, parece ser a correta, anunciada no Céu. Depois do Shabat, discutiremos como proceder com esse shiduch e você ganhará bons honorários pelo seu esforço – muito mais do que três rublos.”

[Lightly edited by Yrachmiel Tilles from “From My Father’s Shabbos Table” (pp. 110-111), Eliyahu Touger’s excellent selection and translation from the first two volumes of Rabbi Yehuda Chitrik’s 4-volume series, Reshimat Devorim.]

Adaptado de:

Ascent of Safed

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=394-37

(Inglês)

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CUIDADO COM O QUE BEBES

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No dia 2 de Iyar  (tiferet shebetiferetde 5694, nasceu em Lubavitch, o filho temporão do Rebe Tsemach Tsêdek, chamado Shmuel, o Rebe Maharash.

Certa vez, o Rebe Maharash (Rabi Shmuel, o quarto Rebe de Chabad) viajou a Paris. E com ele viajaram os gabaim R. Levik e R. Pinchas Leib. E os chassidim Rabi M. Monezson e Reb Yeshaya Berlin também foram. Quando lá chegaram, Reb Y. Berlin perguntou a seu tio, o Rebe Maharash para onde deviam ir. E o Rebe respondeu que deveriam ir para o Hotel Alexander, um dos mais luxuosos de Paris, frequentado pela nobreza. E acrescentou:

“Como você não sabe falar francês, deixe que eu falo.”

Quando chegaram ao hotel, o Rebe pediu vários quartos, e lhe disseram que havia quartos disponíveis por 200 francos a diária. O Rebe perguntou se havia quartos melhores, e se estavam no mesmo andar dos salões de jogos.

Responderam que havia tais quartos disponíveis, mas o preço era altíssimo. O Rebe pegou três quartos, apesar do preço: um para si, um para R. Levik e outro para R. Pinchas Leib. R. Yeshaya Berlin e R. Monezson ficaram em outro hotel, menos dispendioso.

Após algumas horas no hotel, o Rebe foi ao salão de jogos, onde jogavam dados. Sentou-se perto de um jovem que estava jogando e que, de vez em quando sorvia vinho. O Rebe pôs a mão sobre o ombro do rapaz e disse:

“Jovem, yáyin nessech (vinho não-kasher) é proibido beber.”

E repetiu:

Yáyin nessech embota a mente e o coração – seja um bom judeu. Boa noite.”

Em seguida o Rebe voltou para seu quarto muito emocionado. R. Y. Berlin disse que jamais vira seu tio tão impactado.

Naquele hotel, quando alguém queria ir de um andar a outro (ainda não existiam elevadores) havia cadeiras especiais em que os hospedes sentavam e eram carregados. Devido a seu estado emocional, o Rebe sentou-se em uma daquelas cadeiras e, quando pegaram a cadeira para levá-lo pelas escadas, lembrou-se de que seu quarto era naquele andar mesmo. Desculpou-se e voltou para seu quarto.

Algumas horas depois, o jovem perguntou onde estava o homem que tinha falado com ele, entrou no quarto do Rebe e lá ficou durante bastante tempo. No dia seguinte o Rebe deixou Paris.

Rebe explicou, depois, que há várias gerações não houvera uma alma tão pura, só que estava nas profundezas das klipot (do mal).

O jovem tornou-se báal teshuvá e o patriarca da família K. da França – uma família religiosa e temente a D-us.

Adaptado de:

“Sipurei Chabad”, R. Avraham Chanoch Glitsenstein,

Vol. VIII, págs. 44-45

(Hebraico)

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O PÔRETS DO BEM

BS’D

Numa cidadezinha na região de Vilna, um rapaz e uma moça casaram-se. Pouco tempo depois do casamento, a esposa notou que o marido tinha uns costumes estranhos, a que ela não estava acostumada: Acordava meia-noite para fazer “Tikun Chatsot”, quando amanhecia, ia, diariamente, imergir no mikve, e lia um livro que guardava escondido debaixo do cobertor. A mulher contou tudo a seu pai, que retirou o livro de debaixo do cobertor para ver de que se tratava. Abriu o livro e sua vista escureceu: o livro era… “Toldot Yaakov Yossef”, cujo autor era um dos líderes do movimento chassidico. Seu genro tinha sido fisgado pelo “kat”.

É óbvio que ao ver o genro, o sogro despejou sobre ele toda sua ira, e o cobriu de insultos e calunias. Quando viu que desse jeito não conseguiu nada, resolveu falar manso com ele, para que abandonasse aquele “mau caminho”. Isso também de nada adiantou. Aí começou a exigir que se divorciasse de sua filha e lhe desse guet. O genro também não concordou com isso: estava ligado ao kat dos chassidim com toda sua alma, e também não queria se divorciar da mulher. O sogro percebeu que o negócio estava muito complicado, e desabafou com seus amigos da cidade, pedindo-lhes que o ajudassem a se livrar do genro. A cidade ficou “um D-us nos acuda”, o maior tumulto. Uns dizendo que era preciso pressionar o perverso para que se divorciasse da mulher, e outros dizendo que seria um “guet forçado” e a mulher ainda cairia numa complicação de “perguntas e respostas” de rabinos sobre se o guet foi kasher. Portanto, era necessário dar um monte de presentes e muito dinheiro para subornar o marido para que desse guet para a esposa de livre e espontânea vontade. E a cidade estava no maior rebuliço, até que a história chegou aos ouvidos do Pôrets da cidadezinha, que era um general idoso. Quando o Pôrets soube que toda aquela confusão era por causa de um livro, perguntou quem era o autor do tal livro. Disseram-lhe que o autor estava incitando e instigando os judeus a se afastarem da Torá de Israel, e seu nome era Yaakov Yossef Hakohen, da cidade de Polna’ah. Quando o Pôrets ouviu isso, pediu que lhe trouxessem o livro. Quando lhe levaram o livro, viu que na folha de rosto, embaixo, estava escrito, em russo, o nome do livro e do autor. O Pôrets, então, deu ordens para que se apresentassem diante dele o sogro, o rapaz e sua esposa, e todos seus conhecidos. Quando chegaram diante dele, o Pôrets falou:

– Chegou a hora de lhes contar um fato que me aconteceu na juventude. Prestem bem atenção.

Há muitos anos, fui coronel do exército. Certa vez, no final do inverno, meu batalhão estava estacionado perto da cidade de Polna’ah. Depois de algum tempo, precisamos transferir nosso acampamento para outro lugar. Em casos assim, acorda-se ao raiar do dia e se faz uma inspeção de todos os soldados e se lhes dá ordens para se preparar para a viagem. Na inspeção, estavam faltando três soldados. Mandei uns soldados irem até a cidade próxima, Polna’ah, procurá-los e trazê-los. Foram, e algum tempo depois, voltaram contando algo estranho: encontraram os três soldados numa casa, onde havia velas acesas, e ao lado da mesa estava sentado um senhor idoso de aspecto muito respeitável, e os soldados estavam lá, de pé, paralisados, sem conseguir mexer as mãos nem os pés, nem falar podiam. Não acreditei naquela história esquisita, e mandei outros soldados irem ver o que estava acontecendo. Eles foram, e contaram a mesma história. Fiquei muito admirado e resolvi ir lá pessoalmente ver o que estava acontecendo. Fui com alguns soldados e, quando entrei na casa, e vi o ancião, que parecia um anjo de D-us, sentado em concentração profunda ao lado da mesa, estremeci de temor. E vi os soldados. Estavam lá de pé, como surdos mudos grudados ao chão como por pregos. Tomei coragem para atrapalhar os pensamentos sagrados daquele ancião, e lhe pedi:

– Percebo que o senhor é um homem santo, e meus soldados precisam ir embora junto com todo o batalhão. Portanto, o senhor poderia fazer a gentiliza de fazer com que os soldados possam sair andando daqui?

E o ancião respondeu:

– Com certeza roubaram alguma coisa daqui. Tirem dos bolsos deles os objetos roubados que eles poderão andar.

Procuraram nos bolsos deles e estavam cheios de objetos de prata. Tiraram os objetos roubados dos bolsos deles e dois deles andaram como qualquer ser humano. Mas o terceiro ainda estava preso no lugar, sem conseguir se mexer. Os outros dois disseram: deve ter alguma coisa nas botas dele. E assim foi.  Encontraram um copo de prata enfiado em suas botas. Retiramos o copo e ele também andou.

Como foi que aquilo tinha acontecido? Era a primeira noite de Pêssach, a noite do Sêder. Quando acabaram o Sêder, a família foi dormir. Só o dono da casa, Rav Yaakov Yossef Hakohen, ficou sentado ao lado da mesa a noite toda, concentrado em seus pensamentos sagrados. Não tinham fechado a porta da casa, pois essa noite é “Leil Shimurim”, noite protegida de tudo o que é prejudicial ou nocivo. Quando os três soldados passaram pela casa, viram pelas janelas que a família estava dormindo, a porta da casa estava aberta, e o senhor idoso estava sentado meditando, como se estivesse dormindo. Entraram na casa, encheram os bolsos de matsot e restos da comida que estava sobre a mesa, e em seguida, puseram nos bolsos todos os objetos de prata que a família pusera sobre a mesa, como é costume judaico na noite do Sêder. E imediatamente ficaram grudados ao chão, sem poder se mexer, até que o comandante do batalhão foi lá libertá-los.

O Pôrets continuou contando:

– Quando vi aquele milagre enorme, pedi que o santo rabino me abençoasse em duas coisas: filhos, pois ainda não tinha filhos, e vida longa. O rabino atendeu meu pedido e me abençoou. Em seguida, pedi ao rabino para me dizer quando minha vida terminaria:

– O final da vida do ser humano é algo oculto, não pode ser revelado, mas fique sabendo que no fim de sua vida, vai ter a oportunidade de divulgar meu nome entre judeus que não me conhecem.

A bênção do rabino realizou-se. D-us me abençoou com filhos, e também ainda estou vivo, embora eu seja muito velho. E agora – concluiu o Pôrets – algum de vocês ainda vai ter a ousadia de falar mal desse homem tão elevado e sagrado? Alguém ainda vai condenar o moço que estuda o livro desse homem sagrado de D-us? Ordeno que façam as pazes entre vocês, e que ninguém ouse fazer mal ao rapaz.

Os judeus muito se emocionaram ao escutar a história do general idoso, aceitaram seu veredicto, de não implicar mais com o rapaz e viver em paz.

Em seguida o Pôrets lhes disse:

– Agora sei que cheguei ao fim de minha vida, pois as palavras do santo rabino aconteceram tintim por tintim. E aconteceu algo para que eu divulgasse o nome dele entre vocês. Mas estou muito satisfeito, que tive a oportunidade de fazer paz entre vocês, por meio do nome desse santo rabino, que está no Paraíso.

Poucos meses depois disso, o velho Pôrets faleceu.

Adaptado do livro: Sipurei Chassidim – Moadim.

Págs. 293-295

(Hebraico)

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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Hershel ben Moishe

Moishe ben Aba

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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TUDO COMEÇOU COM BEDIKAT CHAMETS

BS’D

O tsadik, Rav David Moshê de Chortkov contou que o grande magnata, patriarca da família Rothschild, Reb Meir Anshel, enriqueceu em virtude da noite de bedikat chamets.

E a história foi assim:

Quando Reb Meir Anshel era jovem, foi ajudante do gaon hakadosh Rav Tsvi Hirsh, o Rav de Chortkov, pai do gaon hakadosh Rav Shmelke de Nikolsburg. Depois de algum tempo, casou-se com uma moça da cidade de Ciniatin, abriu uma loja e teve certo sucesso.

O Rav Tsvi Hirsh tinha uma soma de 500 rublos (ducados), que tinha guardado para o dote de sua filha. O dinheiro estava guardado numa gaveta de sua mesa. Durante o ano todo, quase nunca abria aquela gaveta. Só na noite anterior ao dia 14 de Nissan, todos os anos, na hora de bedikat chamets, abria aquela gaveta para inspecioná-la.

No ano em que Reb Meir Anshel casou, quando chegou a noite de 14 de Nissan, e o Rav foi fazer a inspeção de chamets, descobriu que a carteira com os rublos não estava lá. O Rav tomou um susto, bem como se assustaram os membros de sua família.

A família do Rav chegou à conclusão de que só podia ser que o shamash, Meir Anshel, tinha roubado o dinheiro. Afinal de contas, tinha aberto uma loja. E ouviram dizer que estava enriquecendo a olhos vistos. Com certeza tinha feito fortuna com aqueles rublos. O Rav calou a boca de todos repetidas vezes, dizendo que estavam desconfiando de uma pessoa honesta, pois o conhecia como uma pessoa direita e temente a D-us, durante todo o tempo que trabalhou para ele em sua casa. Sendo uma pessoa de inteira confiança. Mas a família do Rav não lhe deu sossego, dizendo que só podia ter sido ele que tinha roubado o dinheiro e investido na loja. Tanto falaram, que acabaram convencendo o Rav a viajar a Ciniatin, contra sua própria vontade.

Quando se encontrou com Reb Meir Anshel, este muito se alegrou e o tratou com o maior respeito, pois tinha muito apreço e amor por seu rabino.

Com o coração partido, o rav contou, com muita diplomacia, a seu antigo assistente, o que tinha acontecido, e sobre a suspeita que caíra sobre ele.

Reb Meir Anshel, ao ouvir aquilo, falou imediatamente:

– É verdade. Peguei o dinheiro. Embora no momento eu só tenha uns 200 rublos, que vou lhe entregar agora, dentro de determinado prazo devolverei o restante.

O Rav voltou para casa duplamente alegre: por não terem suspeitado de inocentes e pela devolução do dinheiro. E Reb Meir Anshel foi enviando para o Rav mais rublos, até que completou toda a soma.

Mas, na verdade, Reb Anshel não tinha roubado dinheiro nenhum. O que tinha acontecido foi o seguinte:

Quando começaram a limpar a casa do Rav para Pessach, como é costume judaico, contrataram uma empregada goyá da aldeia próxima, para pintar a casa com cal. Quando a empregada notou que havia, no escritório do rabino, uma mesa que tinha uma gaveta trancada, ficou de olho nela. Conseguiu a chave, abriu a gaveta, pegou a carteira com os rublos e a entregou a seu marido.

O marido escondeu a carteira com os rublos durante bastante tempo. Quando achou que o assunto já tinha caído no esquecimento, e quis começar a aproveitar o roubo, pegou um rublo, e foi ao bar da aldeia. Pediu muita vodca para beber e se alegrar com um grupo de camaradas. Na hora de pagar, entregou o rublo ao dono do bar, dizendo:

– Encontrei isto. Vá até a cidade para trocá-lo. Pegue o que lhe devo pela bebida e me devolva o troco.

E foi o que fez o dono do bar. Na semana seguinte, o camponês apareceu novamente, bebeu até embriagar-se, e deu mais um rublo de ouro para o dono do bar, dizendo que o tinha encontrado. E fez o mesmo uma terceira vez.

Quando o dono do bar viu o que tinha feito o camponês várias vezes seguidas, entendeu que os rublos não são como pedras, que são encontradas jogadas por aí para quem quiser pegar. Chegou à conclusão de que o camponês devia tê-los roubado de algum lugar. Foi ter com o ministro do lugar e lhe contou o que acontecera.

O ministro lhe disse:

– Quando ele aparecer novamente, sirva-lhe muita vodca, e o cerce de amigos e conhecidos dele. Quando entrar o vinho, sairá o segredo, e ele confessará.

Assim fez o dono do bar. E quando o cara estava prá lá de bêbado, e seus amigos começaram a lhe perguntar de onde ele tinha aqueles rublos, contou-lhes, em segredo tudinho: que sua esposa roubara a carteira do rabino, e que em tal e tal lugar de sua casa estavam enterrados todos os outros rublos.

O dono do bar levou as testemunhas até o ministro. Este mandou imediatamente seus funcionários até a casa do camponês, na aldeia. Lá, cavaram no local que ele tinha dito, e encontraram a carteira com os rublos. Nela havia pouco menos de 500 rublos. Prenderam o camponês e o levaram até o ministro, diante de quem ele confessou.

O ministro mandou chamar o Rav. O Rav se assustou, pensando: quem sabe que acusação falsa inventaram contra ele ou contra sua comunidade. Mas não tinha jeito, tinha de ir. E o ministro começou a lhe fazer perguntas: quantos filhos e filhas ele tinha, qual era seu salário semanal, etc. E o Rav foi respondendo a todas as perguntas. E o ministro perguntou:

– E de onde tem dinheiro para casar sua filha?

Foi quando o Rav contou que ele tinha 500 rublos para o dote e para os gastos do casamento, mas o dinheiro tinha sido roubado, etc. O ministro pediu para ele dar sinais de identificação da carteira, o que ele fez. O ministro pegou a carteira com os rublos e a entregou ao rabino. E lhe contou toda a história do camponês bêbado. O Rav voltou para casa alegre e triste ao mesmo tempo: alegre por ter sido descoberto que seu antigo assistente era um homem direito, e triste por ter desconfiado de pessoas honestas.

O Rav logo viajou para Ciniatin para perguntar a seu assistente o que deu nele, para ter confessado um pecado que não cometera; e para devolver dinheiro que ele não tinha roubado. Reb Meir Anshel lhe disse que vira como seu rabino estava tão aflito e percebeu que se ele voltasse para casa decepcionado, sua angústia, e a de sua família só aumentaria. Por isso, resolveu dizer que tinha roubado o dinheiro. Pegou tudo o que tinha naquele momento, e lhe deu, para acalmar o tsadik, e depois, vendeu e empenhou tudo o que tinha, e foi mandando aos poucos mais rublos, até que completou toda a soma.

Quando o Rav ouviu aquilo, apaziguou seu assistente por terem suspeitado dele, e lhe devolveu o dinheiro. E o abençoou, dizendo que, por esse mérito ele teria sucesso, e enriqueceria muito, ele e seus descendentes por muitas gerações.

E foi a partir daí que ele começou a ter cada vez mais sucesso, e dele saiu a famosa família dos Rothschild.

Traduzido e adaptado de:

Sipurei Chassidim – Moadim

Do Rabino Shlomô Yossef Zevin

Págs. 280-283

(Hebraico)

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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Hershel ben Moishe

Moishe ben Aba

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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