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CUIDADO COM O QUE BEBES

BS’D

No dia 2 de Iyar  (tiferet shebetiferetde 5694, nasceu em Lubavitch, o filho temporão do Rebe Tsemach Tsêdek, chamado Shmuel, o Rebe Maharash.

Certa vez, o Rebe Maharash (Rabi Shmuel, o quarto Rebe de Chabad) viajou a Paris. E com ele viajaram os gabaim R. Levik e R. Pinchas Leib. E os chassidim Rabi M. Monezson e Reb Yeshaya Berlin também foram. Quando lá chegaram, Reb Y. Berlin perguntou a seu tio, o Rebe Maharash para onde deviam ir. E o Rebe respondeu que deveriam ir para o Hotel Alexander, um dos mais luxuosos de Paris, frequentado pela nobreza. E acrescentou:

“Como você não sabe falar francês, deixe que eu falo.”

Quando chegaram ao hotel, o Rebe pediu vários quartos, e lhe disseram que havia quartos disponíveis por 200 francos a diária. O Rebe perguntou se havia quartos melhores, e se estavam no mesmo andar dos salões de jogos.

Responderam que havia tais quartos disponíveis, mas o preço era altíssimo. O Rebe pegou três quartos, apesar do preço: um para si, um para R. Levik e outro para R. Pinchas Leib. R. Yeshaya Berlin e R. Monezson ficaram em outro hotel, menos dispendioso.

Após algumas horas no hotel, o Rebe foi ao salão de jogos, onde jogavam dados. Sentou-se perto de um jovem que estava jogando e que, de vez em quando sorvia vinho. O Rebe pôs a mão sobre o ombro do rapaz e disse:

“Jovem, yáyin nessech (vinho não-kasher) é proibido beber.”

E repetiu:

Yáyin nessech embota a mente e o coração – seja um bom judeu. Boa noite.”

Em seguida o Rebe voltou para seu quarto muito emocionado. R. Y. Berlin disse que jamais vira seu tio tão impactado.

Naquele hotel, quando alguém queria ir de um andar a outro (ainda não existiam elevadores) havia cadeiras especiais em que os hospedes sentavam e eram carregados. Devido a seu estado emocional, o Rebe sentou-se em uma daquelas cadeiras e, quando pegaram a cadeira para levá-lo pelas escadas, lembrou-se de que seu quarto era naquele andar mesmo. Desculpou-se e voltou para seu quarto.

Algumas horas depois, o jovem perguntou onde estava o homem que tinha falado com ele, entrou no quarto do Rebe e lá ficou durante bastante tempo. No dia seguinte o Rebe deixou Paris.

Rebe explicou, depois, que há várias gerações não houvera uma alma tão pura, só que estava nas profundezas das klipot (do mal).

O jovem tornou-se báal teshuvá e o patriarca da família K. da França – uma família religiosa e temente a D-us.

Adaptado de:

“Sipurei Chabad”, R. Avraham Chanoch Glitsenstein,

Vol. VIII, págs. 44-45

(Hebraico)

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Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

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O PÔRETS DO BEM

BS’D

Numa cidadezinha na região de Vilna, um rapaz e uma moça casaram-se. Pouco tempo depois do casamento, a esposa notou que o marido tinha uns costumes estranhos, a que ela não estava acostumada: Acordava meia-noite para fazer “Tikun Chatsot”, quando amanhecia, ia, diariamente, imergir no mikve, e lia um livro que guardava escondido debaixo do cobertor. A mulher contou tudo a seu pai, que retirou o livro de debaixo do cobertor para ver de que se tratava. Abriu o livro e sua vista escureceu: o livro era… “Toldot Yaakov Yossef”, cujo autor era um dos líderes do movimento chassidico. Seu genro tinha sido fisgado pelo “kat”.

É óbvio que ao ver o genro, o sogro despejou sobre ele toda sua ira, e o cobriu de insultos e calunias. Quando viu que desse jeito não conseguiu nada, resolveu falar manso com ele, para que abandonasse aquele “mau caminho”. Isso também de nada adiantou. Aí começou a exigir que se divorciasse de sua filha e lhe desse guet. O genro também não concordou com isso: estava ligado ao kat dos chassidim com toda sua alma, e também não queria se divorciar da mulher. O sogro percebeu que o negócio estava muito complicado, e desabafou com seus amigos da cidade, pedindo-lhes que o ajudassem a se livrar do genro. A cidade ficou “um D-us nos acuda”, o maior tumulto. Uns dizendo que era preciso pressionar o perverso para que se divorciasse da mulher, e outros dizendo que seria um “guet forçado” e a mulher ainda cairia numa complicação de “perguntas e respostas” de rabinos sobre se o guet foi kasher. Portanto, era necessário dar um monte de presentes e muito dinheiro para subornar o marido para que desse guet para a esposa de livre e espontânea vontade. E a cidade estava no maior rebuliço, até que a história chegou aos ouvidos do Pôrets da cidadezinha, que era um general idoso. Quando o Pôrets soube que toda aquela confusão era por causa de um livro, perguntou quem era o autor do tal livro. Disseram-lhe que o autor estava incitando e instigando os judeus a se afastarem da Torá de Israel, e seu nome era Yaakov Yossef Hakohen, da cidade de Polna’ah. Quando o Pôrets ouviu isso, pediu que lhe trouxessem o livro. Quando lhe levaram o livro, viu que na folha de rosto, embaixo, estava escrito, em russo, o nome do livro e do autor. O Pôrets, então, deu ordens para que se apresentassem diante dele o sogro, o rapaz e sua esposa, e todos seus conhecidos. Quando chegaram diante dele, o Pôrets falou:

– Chegou a hora de lhes contar um fato que me aconteceu na juventude. Prestem bem atenção.

Há muitos anos, fui coronel do exército. Certa vez, no final do inverno, meu batalhão estava estacionado perto da cidade de Polna’ah. Depois de algum tempo, precisamos transferir nosso acampamento para outro lugar. Em casos assim, acorda-se ao raiar do dia e se faz uma inspeção de todos os soldados e se lhes dá ordens para se preparar para a viagem. Na inspeção, estavam faltando três soldados. Mandei uns soldados irem até a cidade próxima, Polna’ah, procurá-los e trazê-los. Foram, e algum tempo depois, voltaram contando algo estranho: encontraram os três soldados numa casa, onde havia velas acesas, e ao lado da mesa estava sentado um senhor idoso de aspecto muito respeitável, e os soldados estavam lá, de pé, paralisados, sem conseguir mexer as mãos nem os pés, nem falar podiam. Não acreditei naquela história esquisita, e mandei outros soldados irem ver o que estava acontecendo. Eles foram, e contaram a mesma história. Fiquei muito admirado e resolvi ir lá pessoalmente ver o que estava acontecendo. Fui com alguns soldados e, quando entrei na casa, e vi o ancião, que parecia um anjo de D-us, sentado em concentração profunda ao lado da mesa, estremeci de temor. E vi os soldados. Estavam lá de pé, como surdos mudos grudados ao chão como por pregos. Tomei coragem para atrapalhar os pensamentos sagrados daquele ancião, e lhe pedi:

– Percebo que o senhor é um homem santo, e meus soldados precisam ir embora junto com todo o batalhão. Portanto, o senhor poderia fazer a gentiliza de fazer com que os soldados possam sair andando daqui?

E o ancião respondeu:

– Com certeza roubaram alguma coisa daqui. Tirem dos bolsos deles os objetos roubados que eles poderão andar.

Procuraram nos bolsos deles e estavam cheios de objetos de prata. Tiraram os objetos roubados dos bolsos deles e dois deles andaram como qualquer ser humano. Mas o terceiro ainda estava preso no lugar, sem conseguir se mexer. Os outros dois disseram: deve ter alguma coisa nas botas dele. E assim foi.  Encontraram um copo de prata enfiado em suas botas. Retiramos o copo e ele também andou.

Como foi que aquilo tinha acontecido? Era a primeira noite de Pêssach, a noite do Sêder. Quando acabaram o Sêder, a família foi dormir. Só o dono da casa, Rav Yaakov Yossef Hakohen, ficou sentado ao lado da mesa a noite toda, concentrado em seus pensamentos sagrados. Não tinham fechado a porta da casa, pois essa noite é “Leil Shimurim”, noite protegida de tudo o que é prejudicial ou nocivo. Quando os três soldados passaram pela casa, viram pelas janelas que a família estava dormindo, a porta da casa estava aberta, e o senhor idoso estava sentado meditando, como se estivesse dormindo. Entraram na casa, encheram os bolsos de matsot e restos da comida que estava sobre a mesa, e em seguida, puseram nos bolsos todos os objetos de prata que a família pusera sobre a mesa, como é costume judaico na noite do Sêder. E imediatamente ficaram grudados ao chão, sem poder se mexer, até que o comandante do batalhão foi lá libertá-los.

O Pôrets continuou contando:

– Quando vi aquele milagre enorme, pedi que o santo rabino me abençoasse em duas coisas: filhos, pois ainda não tinha filhos, e vida longa. O rabino atendeu meu pedido e me abençoou. Em seguida, pedi ao rabino para me dizer quando minha vida terminaria:

– O final da vida do ser humano é algo oculto, não pode ser revelado, mas fique sabendo que no fim de sua vida, vai ter a oportunidade de divulgar meu nome entre judeus que não me conhecem.

A bênção do rabino realizou-se. D-us me abençoou com filhos, e também ainda estou vivo, embora eu seja muito velho. E agora – concluiu o Pôrets – algum de vocês ainda vai ter a ousadia de falar mal desse homem tão elevado e sagrado? Alguém ainda vai condenar o moço que estuda o livro desse homem sagrado de D-us? Ordeno que façam as pazes entre vocês, e que ninguém ouse fazer mal ao rapaz.

Os judeus muito se emocionaram ao escutar a história do general idoso, aceitaram seu veredicto, de não implicar mais com o rapaz e viver em paz.

Em seguida o Pôrets lhes disse:

– Agora sei que cheguei ao fim de minha vida, pois as palavras do santo rabino aconteceram tintim por tintim. E aconteceu algo para que eu divulgasse o nome dele entre vocês. Mas estou muito satisfeito, que tive a oportunidade de fazer paz entre vocês, por meio do nome desse santo rabino, que está no Paraíso.

Poucos meses depois disso, o velho Pôrets faleceu.

Adaptado do livro: Sipurei Chassidim – Moadim.

Págs. 293-295

(Hebraico)

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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

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Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

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TUDO COMEÇOU COM BEDIKAT CHAMETS

BS’D

O tsadik, Rav David Moshê de Chortkov contou que o grande magnata, patriarca da família Rothschild, Reb Meir Anshel, enriqueceu em virtude da noite de bedikat chamets.

E a história foi assim:

Quando Reb Meir Anshel era jovem, foi ajudante do gaon hakadosh Rav Tsvi Hirsh, o Rav de Chortkov, pai do gaon hakadosh Rav Shmelke de Nikolsburg. Depois de algum tempo, casou-se com uma moça da cidade de Ciniatin, abriu uma loja e teve certo sucesso.

O Rav Tsvi Hirsh tinha uma soma de 500 rublos (ducados), que tinha guardado para o dote de sua filha. O dinheiro estava guardado numa gaveta de sua mesa. Durante o ano todo, quase nunca abria aquela gaveta. Só na noite anterior ao dia 14 de Nissan, todos os anos, na hora de bedikat chamets, abria aquela gaveta para inspecioná-la.

No ano em que Reb Meir Anshel casou, quando chegou a noite de 14 de Nissan, e o Rav foi fazer a inspeção de chamets, descobriu que a carteira com os rublos não estava lá. O Rav tomou um susto, bem como se assustaram os membros de sua família.

A família do Rav chegou à conclusão de que só podia ser que o shamash, Meir Anshel, tinha roubado o dinheiro. Afinal de contas, tinha aberto uma loja. E ouviram dizer que estava enriquecendo a olhos vistos. Com certeza tinha feito fortuna com aqueles rublos. O Rav calou a boca de todos repetidas vezes, dizendo que estavam desconfiando de uma pessoa honesta, pois o conhecia como uma pessoa direita e temente a D-us, durante todo o tempo que trabalhou para ele em sua casa. Sendo uma pessoa de inteira confiança. Mas a família do Rav não lhe deu sossego, dizendo que só podia ter sido ele que tinha roubado o dinheiro e investido na loja. Tanto falaram, que acabaram convencendo o Rav a viajar a Ciniatin, contra sua própria vontade.

Quando se encontrou com Reb Meir Anshel, este muito se alegrou e o tratou com o maior respeito, pois tinha muito apreço e amor por seu rabino.

Com o coração partido, o rav contou, com muita diplomacia, a seu antigo assistente, o que tinha acontecido, e sobre a suspeita que caíra sobre ele.

Reb Meir Anshel, ao ouvir aquilo, falou imediatamente:

– É verdade. Peguei o dinheiro. Embora no momento eu só tenha uns 200 rublos, que vou lhe entregar agora, dentro de determinado prazo devolverei o restante.

O Rav voltou para casa duplamente alegre: por não terem suspeitado de inocentes e pela devolução do dinheiro. E Reb Meir Anshel foi enviando para o Rav mais rublos, até que completou toda a soma.

Mas, na verdade, Reb Anshel não tinha roubado dinheiro nenhum. O que tinha acontecido foi o seguinte:

Quando começaram a limpar a casa do Rav para Pessach, como é costume judaico, contrataram uma empregada goyá da aldeia próxima, para pintar a casa com cal. Quando a empregada notou que havia, no escritório do rabino, uma mesa que tinha uma gaveta trancada, ficou de olho nela. Conseguiu a chave, abriu a gaveta, pegou a carteira com os rublos e a entregou a seu marido.

O marido escondeu a carteira com os rublos durante bastante tempo. Quando achou que o assunto já tinha caído no esquecimento, e quis começar a aproveitar o roubo, pegou um rublo, e foi ao bar da aldeia. Pediu muita vodca para beber e se alegrar com um grupo de camaradas. Na hora de pagar, entregou o rublo ao dono do bar, dizendo:

– Encontrei isto. Vá até a cidade para trocá-lo. Pegue o que lhe devo pela bebida e me devolva o troco.

E foi o que fez o dono do bar. Na semana seguinte, o camponês apareceu novamente, bebeu até embriagar-se, e deu mais um rublo de ouro para o dono do bar, dizendo que o tinha encontrado. E fez o mesmo uma terceira vez.

Quando o dono do bar viu o que tinha feito o camponês várias vezes seguidas, entendeu que os rublos não são como pedras, que são encontradas jogadas por aí para quem quiser pegar. Chegou à conclusão de que o camponês devia tê-los roubado de algum lugar. Foi ter com o ministro do lugar e lhe contou o que acontecera.

O ministro lhe disse:

– Quando ele aparecer novamente, sirva-lhe muita vodca, e o cerce de amigos e conhecidos dele. Quando entrar o vinho, sairá o segredo, e ele confessará.

Assim fez o dono do bar. E quando o cara estava prá lá de bêbado, e seus amigos começaram a lhe perguntar de onde ele tinha aqueles rublos, contou-lhes, em segredo tudinho: que sua esposa roubara a carteira do rabino, e que em tal e tal lugar de sua casa estavam enterrados todos os outros rublos.

O dono do bar levou as testemunhas até o ministro. Este mandou imediatamente seus funcionários até a casa do camponês, na aldeia. Lá, cavaram no local que ele tinha dito, e encontraram a carteira com os rublos. Nela havia pouco menos de 500 rublos. Prenderam o camponês e o levaram até o ministro, diante de quem ele confessou.

O ministro mandou chamar o Rav. O Rav se assustou, pensando: quem sabe que acusação falsa inventaram contra ele ou contra sua comunidade. Mas não tinha jeito, tinha de ir. E o ministro começou a lhe fazer perguntas: quantos filhos e filhas ele tinha, qual era seu salário semanal, etc. E o Rav foi respondendo a todas as perguntas. E o ministro perguntou:

– E de onde tem dinheiro para casar sua filha?

Foi quando o Rav contou que ele tinha 500 rublos para o dote e para os gastos do casamento, mas o dinheiro tinha sido roubado, etc. O ministro pediu para ele dar sinais de identificação da carteira, o que ele fez. O ministro pegou a carteira com os rublos e a entregou ao rabino. E lhe contou toda a história do camponês bêbado. O Rav voltou para casa alegre e triste ao mesmo tempo: alegre por ter sido descoberto que seu antigo assistente era um homem direito, e triste por ter desconfiado de pessoas honestas.

O Rav logo viajou para Ciniatin para perguntar a seu assistente o que deu nele, para ter confessado um pecado que não cometera; e para devolver dinheiro que ele não tinha roubado. Reb Meir Anshel lhe disse que vira como seu rabino estava tão aflito e percebeu que se ele voltasse para casa decepcionado, sua angústia, e a de sua família só aumentaria. Por isso, resolveu dizer que tinha roubado o dinheiro. Pegou tudo o que tinha naquele momento, e lhe deu, para acalmar o tsadik, e depois, vendeu e empenhou tudo o que tinha, e foi mandando aos poucos mais rublos, até que completou toda a soma.

Quando o Rav ouviu aquilo, apaziguou seu assistente por terem suspeitado dele, e lhe devolveu o dinheiro. E o abençoou, dizendo que, por esse mérito ele teria sucesso, e enriqueceria muito, ele e seus descendentes por muitas gerações.

E foi a partir daí que ele começou a ter cada vez mais sucesso, e dele saiu a famosa família dos Rothschild.

Traduzido e adaptado de:

Sipurei Chassidim – Moadim

Do Rabino Shlomô Yossef Zevin

Págs. 280-283

(Hebraico)

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Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

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Miriam bat Yaakov

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Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

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UM SHUL É UM SHUL

BS’D

Rav Michoel Vishetzky era um jovem que emigrara da Rússia para os Estados Unidos. Na Rússia, Rav Michoel atuara secretamente, esforçando-se muito para difundir o judaísmo. Ao chegar aos Estados Unidos, não se esqueceu das muitas pessoas com quem estivera em contato. Mandava pacotes de alimentos e roupas, para melhorar a precária situação econômica dos judeus russos. Para levantar fundos, ia de shul (sinagoga) em shul falar sobre as dificuldades dos judeus que ainda cumpriam a Torá e as mitsvot na Rússia. E em seguida pedia doações de alimentos e roupas.

Certa vez, Michoel viajou ao Bronx, em Nova York, para encontrar-se com o rabino de lá, Rabi Rabinowitz. O rabino combinou de encontrá-lo em um certo shul, mas quando Michoel chegou, encontrou lá apenas um homem baixinho, que estava sentado lendo um livro.

“Onde posso encontrar o Rabino Rabinowitz?” perguntou Michoel.

“Eu sou Rabi Rabinowitz”, respondeu o homem.

Michoel ficou curioso de saber por que o rabino estava sentado no canto direito da mesa, e não na cabeceira. Tampouco ele permitiu que Michoel sentasse na cabeceira da mesa. E foi muito firme quanto a isso.

“Ninguém se senta nesse lugar”, disse Rabi Rabinowitz. Ao notar o espanto de Michoel, disse:

“Quando você ouvir minha história, entenderá o motivo.

“Durante a Segunda Guerra Mundial, passei muitos anos difíceis, vagando de um lugar a outro, como tantos outros. A certa altura, na Rússia, encontrei alguns chassidim Chabad que me ajudaram muito. No verão de 5709 (1949), quando cheguei aos Estados Unidos, tive uma audiência particular com o Rebe Rayats (o Rebe Anterior, sogro do Rebe de Lubavitch). Relatei-lhe tudo o que me acontecera na Europa e perguntei-lhe aonde deveria ir e o que devia fazer com minha vida.

“O Rebe Rayats disse, ‘Como você é um erudito da Torá, deve procurar um emprego como rabino de uma comunidade.’

“Pouco tempo depois, fui indicado para um posto neste shul, aqui no Bronx. Visitei novamente o Rebe Rayats e pergunte-lhe se devia aceitar o emprego.

“O Rebe Rayats fechou os olhos durante alguns instantes e disse, ‘um shul é um shul, sendo, portanto, muito adequado, mas não gosto do shamash (ajudante da sinagoga).’

“Fiquei muito confuso com sua resposta. Perguntara ao Rebe Rayats sobre o posto de rabino, que não tinha nada a ver com o shamash. Por que ele chegara a mencioná-lo? O Rebe percebeu minha confusão, mas não mudou a resposta. Repetiu, ‘Um shul é um shul, mas eu não gosto do shamash.’

“As palavras do Rebe foram muito claras. Eu não podia perguntar mais nada. Quando eu já ia sair, disse-me para voltar dali a dois domingos. Voltei para casa e resolvi aceitar o emprego, e foi assim que me tornei o rabino do Bronx.

“Duas semanas depois, fui ver o Rebe, exatamente como ele me pedira. Quando cheguei ao 770 (Eastern Pankway, 770, Nova York, o quartel-general do movimento Chabad-Lubavitch),  uma enorme multidão estava na rua. Disseram-me que o Rebe Rayats falecera no Shabat, no dia anterior. Entendi que ele queria que eu estivesse presente no seu funeral.

“O tempo foi passando. Os membros da minha congregação estavam contentes comigo, e eu estava feliz com eles. Tudo parecia estar correndo bem, até que descobri que o shamash não estava satisfeito com meu trabalho.

“Após a morte do rabino anterior do shul, antes de minha chegada à comunidade, o shamash assumira muitas responsabilidades – tornara-se o rabino extra-oficial. Quando assumi meu papel, sentiu que eu o depusera, e começou a me causar problemas. De fato, tentava me fazer passar por um incompetente. No início, agia às escondidas, mas depois de certo tempo, começou a me sabotar abertamente. A situação acabou tornando-se insuportável.

“Quando não dava mais para agüentar, fui ver o Rebe de Lubavitch, que já assumira a liderança. Assim que entrei na sala, antes que eu conseguisse abrir a boca, o Rebe disse, ‘Meu sogro disse que um shul é um shul e que ele não gostava do shamash. Você deve continuar a ser o rabino do Bronx. Quanto às intrigas do shamash, dentro de pouco tempo ele vai ter de se preocupar com quanto tempo vai ficar no posto.’

“Fiquei espantado com as palavras do Rebe. Quando eu falara com o Rebe Rayats, não havia ninguém mais na sala, e eu jamais discutira o assunto com o Rebe. Em todo caso, perguntei como resolver a questão. O shamash estava lá há muitos anos. Tinha muita experiência. Não parecia haver jeito de despedi-lo.

“‘Tenho certeza,’ disse o Rebe, ‘que ele fará algo que vai causar sua própria demissão. Se você pegá-lo em flagrante, poderá despedi-lo.’ As palavras do Rebe me tranqüilizaram. (Dentro de pouco tempo vi que ele parecia ter o dom da profecia.)

“Voltei para meu trabalho. Certa noite, eu me revirava na cama, sem conseguir adormecer. Não conseguia tirar o shamash da cabeça. Ao raiar do dia, resolvi ir ao shul um pouco mais cedo que de costume. No caminho, encontrei o presidente e o diretor do shul andando na mesma direção. Fiquei surpreso de vê-los na rua tão cedo, mas antes que eu pudesse perguntar por quê, o diretor apontou para uma luz brilhando através de uma das janelas do shul. Aquilo parecia muito suspeito. Depois de conversar durante alguns minutos para decidir o que fazer, chegamos à conclusão de que tínhamos de descobrir o que estava havendo. Silenciosamente, abrimos a porta do shul e entramos.

“Demos de cara com uma cena chocante. O shamash estava perto da bimá (púlpito), segurando as caixas de tsedaká. Ele as estava esvaziando, e pondo o dinheiro no bolso. Estava tão concentrado no que fazia, que nem percebeu que estávamos perto dele. É óbvio que o despedimos imediatamente.”

Rabi Rabinowitz parou um pouco, antes de continuar sua história. “Passaram-se alguns anos tranqüilos e depois, algo ainda mais incrível aconteceu. Atrás do shul havia um açougue. A parede de trás do shul era também a parede de trás do açougue. Os negócios iam muito bem para o açougueiro, e a lojinha, logo tornou-se pequena para ele. Quando encontrou uma loja bem maior, quis vender a lojinha que ficava atrás do shul. Os membros da diretoria do shul ficaram muito satisfeitos, pois a congregação já estava grande demais para o shul, principalmente em Shabat Yom Tov. Depois de negociações amigáveis, chegou-se a um acordo. A parede comum foi derrubada, e o shul foi ampliado. Toda a transação realizou-se sem contrato por escrito. O açougueiro parecia honesto e de confiança.

“Passaram-se alguns anos. O açougueiro prosperou, e seus negócios continuaram a crescer. Agora, sua nova loja já era pequena demais, e ele começou a procurar um depósito, ali por perto. Como não conseguiu encontrar nada, lembrou-se de que não fizera nenhum contrato legal com o shul. Não havia prova nenhuma de que vendera sua loja ao shul. De acordo com a lei, ele ainda era o proprietário do local.

“Sem o menor escrúpulo, esse açougueiro foi ter com a administração do shul, e pediu para que a loja lhe fosse devolvida! Os membros da diretoria ficaram horrorizados; haviam pago o preço combinado, integralmente. O açougueiro recusou-se a escutar seus argumentos. Contratou um advogado. Estava certo de que a justiça lhe daria ganho de causa, pois não havia contrato de venda.

“Depois de um julgamento breve, a diretoria do shul recebeu uma ordem de despejo, que teria de ser cumprida em um certo prazo. Se não obedecesse, a polícia seria acionada. A data se aproximava, e não sabíamos o que fazer. Resolvi ir ao Rebe, e pedir-lhe uma berachá. Eu achava que era a única solução.

“Quando descrevi a situação ao Rebe, ele disse: ‘Não sei o que você está perguntando. Meu sogro lhe disse claramente que um shul é um shul. Sendo assim, não se pode transformar um shul num açougue. Vá para casa tranqüilo e, se D-us quiser, tudo vai dar certo.’ Animado com a berachá, voltei para casa. Eu sabia, devido à experiência anterior, que as palavras do Rebe se realizariam.

“Os dias foram passando, e a data se aproximava. Parecia não haver a menor chance para nós. Na noite anterior à data estipulada, resolvi levantar-me muito cedo, na manhã seguinte, e ir ao shul. Antes de ir para a cama, eu disse o Shemá e rezei para Hashem ter pena de nós, a fim de que nada de mal nos acontecesse. E me deitei, mas não consegui dormir. Revirei-me na cama a noite toda, e só consegui cochilar algumas horas, de madrugada. E tive um sonho, que jamais esquecerei.

“No sonho, fui ao shul, e vi o Rebe Rayats, de abençoada memória, sentado na cadeira à cabeceira da mesa – a cadeira em que não deixo ninguém sentar. De pé, ao lado dele, estava o Rebe de Lubavitch. Ele disse, ‘Não se preocupe. Hashem vai fazer com que tudo dê certo.’ Em seguida ele apontou para o Rebe Rayats. ‘O Rebe lhe disse que um shul é um shul. Para que se preocupar? Não se preocupe. D-us vai cuidar para que tudo dê certo.’

“Levantei-me espantado. O Rebe Rayats estava lá, embora tivesse falecido dez anos antes! Eu ainda estava maravilhado com essa visão extraordinária, quando acordei. Vi a luz do sol, através da janela, e percebi que já era tarde. Vesti-me correndo, e poucos minutos depois, já estava na rua, correndo para o shul, o mais rápido que eu podia. Ouvi gritos, à distância. Uma multidão se juntara diante do shul, e as pessoas estavam discutindo, em altas vozes, com os policiais, que tinham bloqueado a entrada. Meus olhos encheram-se de lágrimas quando vi que já tinham começado a retirar os móveis. Parecia que estava tudo perdido. Foi quando algo dramático aconteceu.

“Numa rua próxima, na loja grande do açougueiro, um lustre soltou-se repentinamente do teto, caindo-lhe sobre a cabeça! Ele desmaiou. Chegou uma ambulância, com médicos e equipamentos. Cuidaram do açougueiro e, poucos minutos depois, ele recuperou a consciência. Quando conseguiu falar, suas primeiras palavras foram, ‘Por favor, parem de esvaziar o shul.’ Quando a polícia chegou ao local, o açougueiro admitiu que fizera acusações falsas contra a administração do shul. Ele tinha, de fato, recebido todo o pagamento pela antiga loja.

“‘Fiz algo muito errado, e fui castigado por isso,’ disse. A polícia parou imediatamente de esvaziar o shul, e foi embora.

“Agora você entende por que não deixo ninguém sentar na cadeira à cabeceira da mesa.” Disse Rabi Rabinowitz, ao finalizar sua história espantosa. “A imagem do Rebe Rayats sentado naquela cadeira ficará para sempre diante dos meus olhos.”

(Do livro “The Rebes” Rabbi Yosef Yitschak Schneersohn of Lubavitch, Mayanot/Chish, Kfar Chabad, Israel)

Reimpresso com permissão do

“Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim

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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Hershel ben Moishe

Moishe ben Aba

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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HAJA ESCURIDÃO!

BS’D

Arte by Yoram Raanan

“E que haja escuridão… mais que a escuridão da noite.”

(Shemot 10:21)

Certa vez, um homem “invadiu a fronteira” (hessig gvul) de seu amigo, e alugou seu negócio. Rabi Chaim de Tsanz o repreendeu sobre isso. O que tinha passado a perna no amigo respondeu:

– Ora, aquele homem é um perverso e pecador, e é mitsvá enterrá-lo.

O Rav de Tsanz respondeu-lhe:

– Quem lhe disse que existe uma mitsvá de enterrar o perverso? Vou lhe dar uma prova da Torá que isso não é mitsvá. Sobre a praga da Escuridão que D-us fez abater-se sobre o Egito, consta no Midrash, que foi porque havia muitos perversos no povo judeu, e eles morreram nos três dias de escuridão, para que os israelitas os enterrassem de modo que os egípcios não vissem, e não dissessem que os judeus também estavam sendo castigados. Vemos, portanto, que os judeus enterraram os perversos, e no final, Rashi escreveu sobre o passuk “e será para vós observado” (Shemot 12:6): “chegou o juramento que jurei a Avraham que redimirei seus filhos, e  eles não possuíam mitsvot com que se ocupar para que fossem redimidos, conforme consta: e estavas nua e despida, e lhes deu duas mistvot, o sangue de Pêssach e o sangue da Milá.” Se enterrar os perversos fosse uma mitsvá já teriam muitas mitsvot, pois tinham enterrado muitos perversos. Portanto, temos de admitir que não existe mitsvá de enterrar o perverso… e agora – concluiu o Rav de Tsanz – trate de devolver o quanto antes o negócio daquele homem, caso contrário, se arrependerá.

Adaptado do livro:

“Sipurei Chassidim – Torá”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Págs: 177-178 (Hebraico)

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Na época do Alter Rebe (o Rav Schneur Zalman de Liadi, autor do Tanya e do Shulchan Aruch) houve uma mulher que durante mais de dois anos não conseguiu purificar-se. A sheeilá (“pergunta”), que ficou famosa, foi apresentada a muitos dos grandes rabinos da época e todos eles a consideraram impura.

Quando a sheeilá chegou diante do Alter Rebe ele disse:

“Embora de acordo com a Lei Judaica, atualmente não sejamos peritos em manchas de sangue, neste caso estou certo de que se trata de sangue de pombo.”

Alter Rebe aconselhou ao pai da mulher que quando chegassem seus dias de purificação ela fosse morar em outro lugar, distante da família. E deveria ficar fechada em seu quarto. Ninguém poderia visitá-la, exceto seus pais. E ninguém deveria saber de seu paradeiro. E quando fosse ao mikvê, deveria ir com sua mãe, e numa hora em que não houvesse lá nenhuma outra mulher.

O pai da mulher seguiu à risca as instruções do Alter Rebe. E para grande espanto da mulher e de sua mãe, quando chegou a época de sua purificação tudo estava normal e ela imergiu no dia certo. Como, porém, seu marido era muito especial em Torá e temor a D-us, ficou desconfiado e resolveu esperar até o mês seguinte.

Naquele verão, teve início uma epidemia de cólera nos arredores de Mohilev e os rabinos divulgaram medidas para evitar que a epidemia se alastrasse e, de passagem, despertaram a população para a teshuvá e o arrependimento por pecados entre o homem e D-us e entre o homem e seu semelhante. Muitos dos habitantes da cidade ficaram com medo. E eis que uma mulher foi procurar o rabino e contou-lhe, arrependida e chorando muito, sobre o pecado que cometera contra aquela mulher, fazendo-a sofrer durante dois anos sem conseguir purificar-se.

E foi esse o teor de sua confissão: quando ela era jovem, foi-lhe sugerido um shiduch com o marido daquela mulher. Por motivos diversos, o shiduch não se realizou e ela acabou casando com um homem muito simples. Desde então, ficou com ódio daquela mulher e resolveu vingar-se dela. Para isso, fingiu ser sua amiga e, quando chegavam seus dias de purificação, matava uma galinha ou um pombo e sujava de sangue as roupas da mulher.

Sêfer Toldot Admor Hazaken

(Baseado em “Leket Lakalá Velamadrichá”, pág. 87)

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D-US NÃO FICA DEVENDO

BS’D

Bernard Hillstein (o nome foi mudado) finalmente admitira que já não podia viver sozinho e teria de ir para uma casa geriátrica.

Sempre gostara de clima ameno.

De modo que, quando Bernie encontrou um “lar de velhos” no sul da Flórida, que tinha uma sinagoga e era totalmente Shomer Shabat, logo assinou o contrato.

Percebeu as letras miúdas só após ter pago o sinal e ter “desalugado” seu apartamento em New Jersey.

Ethel, com quem fora casado durante 56 anos, falecera há seis anos. Foi quando os médicos de Bernie o aconselharam a receber Oakley em sua casa.

Bernie adquiriu Oakley, um pastor alemão, cão-guia de serviço, para ajudá-lo a se virar sizinho.

Há seis anos Oakley era o companheiro constante de Bernie.

Sem Oakley, Bernie não sabe como teria sobrevivido à Covid.

Ele e Ethel não tiveram filhos e sua visão estava falhando. Sem Oakley no apartamento Bernie teria sofrido a maior das tristezas: solidão completa.

Como dá para imaginar, Bernie ficou preocupado quando viu, nas letras miúdas, que aquela residência para idosos não permitia animais de estimação, nem mesmo os de serviço.

Imediatamente Bernie veio ao meu escritório e me pediu para conseguir alguma exceção ou dispensa na proibição dos “pets”.

Bernie não conseguia se imaginar vivendo sem seu querido Oakley.

Escutei Bernie e telefonei para o “lar”.

O diretor me ouviu calma e educadamente, porém foi firme, explicando que a cláusula da proibição dos “pets” significava: nada de “pets”. Ponto final. Não havia dispensa nem exceções.

Telefonei para o rabino, capelão do lugar, e ele também, explicou que estava de mãos atadas. Não tinha influência nem autoridade para permitir que Bernie levasse Oakley para lá. Bernie estava à beira do desespero. Já tinha se desligado do apartamento de New Jersey e já pagara o sinal para a Flórida.

O pensamento de abandonar Oakley, o que significava viver só, lhe parecia uma sentença de morte.

Dei mais telefonemas e, finalmente, o diretor da casa geriátrica, já irritado, disse: “Essas são as regras. Se quiser, ligue para o Sr. Hertzler. Ele é o dono, e só ele pode lhe dar permissão. Porém, ele e um chassidishe yid bem idoso. Duvido muito que esteja interessado em ter um cão em sua propriedade.”

As coisas foram arranjadas como só Hashem pode fazer. O Sr. Hertzler, que raramente saía da Flórida, estaria em Nova York para uma festa de família. E consegui marcar um encontro com ele para a noite daquele domingo.

Quando cheguei na casa onde ele estava hospedado, em Boro Park, não tinha grandes esperanças de sucesso.

O Sr. Hertzler, que se sentia melhor falando em Yidish do que em inglês, era um judeu chassídico. Quando lhe apertei a mão, não pude deixar de perceber os números azuis em seu antebraço.

Percebi que seria uma missão inútil, pois que sobrevivente do Holocausto de 95 anos permitiria que um pastor alemão fosse hóspede em sua propriedade?

Com tudo isso, depois de ter dado tantos telefonemas para marcar esse encontro e ter viajado de Passaic até Brooklyn, eu tinha de fazer meu apelo. E se (ou mais provavelmente, quando) ele dissesse não, eu saberia que tinha feito tudo o que estava ao meu alcance.

O Sr. Hertzler foi extremamente hospitaleiro, ofereceu-me um delicioso kokush (rocambole) e chá forte e doce.

Depois de conversar um pouco sobre meu shul, fui direto ao ponto, e expliquei a situação e por que Bernie precisava de Oakley. Enfatizei que Oakley era tudo o que Bernie tinha na vida e a grande mitsvá que seria permitir que Oakley morasse com ele.

O Sr. Hertzler escutou pacientemente e em seguida respondeu citando um passuk, “Lo Yecherats Kelev Leshonô” (“Mas para todos os filhos de Israel, nenhum cão aguçará sua língua.” – Shemot 11:7).

Pensei que, talvez, o Sr. Hertzler não estivesse prestando atenção ao que eu dissera.

Repeti meu pedido, e ele repetiu o passuk.

Em seguida, ele olhou para mim e disse, com um sorriso.

“Esperei você durante setenta e oito anos. É óbvio que seu amigo pode levar o cachorro. De fato, eu mesmo pagarei por tudo de que o cachorro precisar.”

O Sr. Hertzler deve ter percebido minha confusão, e explicou:

“Em 1945, lá pro final da guerra, os nazistas estavam evacuando o lager (campo de concentração). Como eu sabia que os Russos deveriam chegar em poucos dias, resolvi me esconder debaixo das barracas, agachado. Os nazistas pegaram seus pastores alemães para encontrar todo e qualquer judeu, pelo faro. Sempre que um cachorro farejava um judeu, começava a latir. Quando o nazista e seu cão se aproximaram de meu esconderijo, rezei, repetidamente, com todo o coração: “Ulechol Benei Yisrael Lo Yechratz Kêlev Leshono.

Para meu espanto, o cachorro passou bem perto de mim. Dava para sentir seu hálito. Contudo, o cão não fez o menor ruído, e seguiu adiante.

Foi quando fiz uma promessa a Hashem.

Do mesmo modo que Hashem recompensou os cães por não terem latido no Êxodo, eu também retribuiria a um pastor alemão por não ter latido na hora de minha própria Yetsiat Mitsrayim.

Finalmente, chegou o dia que tanto esperei.

“Diga a seu amigo que ele e Oakley serão meus hóspedes de honra.”

Fiquei mudo de espanto.

O Sr. Hertzler colocou mais um pedaço de kokush no meu prato e disse alegremente: “Você pensou que estava vindo me pedir um favor. Mas na verdade, é o oposto: Hashem o mandou aqui para que eu pudesse pagar minha dívida de setenta e oito anos. Por favor, vamos fazer juntos um lechaim para agradecer a Hashem por sua bondade.”

“Se não agora, quando?” – Hilel

(Ron Yitschak Eisenman –

Rav da Congregation Ahavat Israel –

Passaic, NJ)

(Recebi por WhatsApp)

“Vocês deverão ser pessoas santas para Mim. Não comam carne dilacerada no campo; atirem-na aos cães”

(Shemot 22:30)

D-us não fica devendo nada a ninguém.

No relato de Êxodo consta:

“Mas para todos os filhos de Israel, nenhum cão aguçará sua língua.” (Shemot 11:7).

Disse o Santo, Bendito Seja:

“Dêem a ele sua recompensa.” (Mechilta)

Rashi

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OY REBE!

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

“E sua alma está ligada à alma dele.” (Bereshit 44,30)

Um dos grandes chassidim do Rav autor do Tanya, R. Pinchas Roizes (filho do gaon – gênio – R. Henich Shik de Shklov), costumava viajar ao Rav em quatro dos meses do ano – Elul, Tishrê, Nissan e Sivan. E aconteceu que certa vez, adoeceu no mês de Tishrê e não pôde viajar. Em Shemini Atseret, quando R. Pinchas estava sentado na Sucá comendo, emocionou-se, de repente, no meio da refeição, levantou-se e exclamou: “Oy Rebe!”. E aos que estavam sentados à mesa falou: “O Rebe está se lembrando de mim, agora”. E o Rav, no meio de sua refeição em Shemini Atseret, falou aos que estavam à mesa: “Pinchas Roizes está precisando agora de cura para o corpo. Não posso lhe dar o que não está ao meu alcance, mas lhe dou cura para o corpo.” Os chassidim de Shklov que estavam presentes junto ao Rav na ocasião, quando voltaram para casa, após a festa, logo foram visitar R. Pinchas e pediram que lhes servisse mashke (bebida). Serviu-lhes bebida e relataram o que aconteceu na refeição do Rav. Em seguida ficaram sabendo que na mesma hora que o Rav falou dele, R. Pinchas exclamou: “Oy Rebe!”, e começaram a zombar dele: “O que deu em você? Está se considerando uma pessoa muito elevada?” R. Pinchas respondeu: – Não é eu! Na primeira vez que estive em yechidut (audiência particular) com nosso Rebe, entreguei-lhe minha nêfesh, quando estive com ele pela segunda vez entreguei-lhe a ruach e da terceira vez que estive com ele entreguei-lhe minha neshamá. E, uma vez que minhas nara’n (nêfesh, ruach e neshamá – três níveis da alma) estão totalmente entregues e cedidas a nosso Rebe, não é eu quem sabe, nem é eu quem sente…”

(Harav Shlom Yossef Zevin – Sipurei Chassidim) (Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim)

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A MUTRETA

BS’D

“E o colocou na prisão…”

Bereshit  39,20

Em Skole, cidade da Galícia, vivia um homem chamado Guedália Heilprin. Era muito respeitado, e líder da comunidade. Tinha um contrato com o governo, de fornecer folhas de tabaco para uma fábrica de fumo que estava localizada numa aldeia chamada Winiki. O homem costumava subornar o funcionário da fábrica encarregado de receber sua mercadoria, e dentro dos muitos sacos de tabaco que levava para a fábrica, colocava um pouco de terra, pedras e coisas semelhantes, e por cima, punha muito tabaco, para que não percebessem a falsificação, e deste modo “ganhava” muito dinheiro, obviamente.

Certo dia, o funcionário mandou um mensageiro avisar ao fornecedor que da capital, tinha sido enviado um fiscal, a fim de fazer uma vistoria na fábrica, e com certeza descobriria que estava faltando muito tabaco da quantia que estava registrada na contabilidade. Haveria, portanto um processo criminal. Guedália assustou-se, sem saber o que fazer. Viajou a seu rabino, Rabi Meir de Premishlan za’l. Isso aconteceu numa sexta-feira, véspera de Shabat, e ele só conseguiu chegar lá muito próximo da entrada do Shabat. Na noite do Shabat, depois da reza, Rabi Meir’le costumava dar Shalom aos que não tinham conseguido receber Shalom durante o dia. Portanto, Reb Guedália também entrou para receber Shalom do tsadik após a reza da noite, sem nada falar sobre o assunto que o preocupava.

Na manhã seguinte, na reza de Shacharit de Shabat, na hora da leitura da Torá, o tsadik chamou Reb Guedália para subir para a Torá. Era o Shabat da Parashá Vayeshev. O costume do tsadik era que ele próprio era o chazan e ele também lia a Torá. Reb Guedália foi chamado para a sexta aliá, que é considerada muito importante. Reb Guedália ficou contente pensado que o rabi estava lhe dando uma honra… Mas pouco durou sua alegria. Quando o tsadik leu o passuk: “E o patrão de Yossef o pegou e o colocou na prisão, lugar onde ficavam os prisioneiros do rei e ele ficou lá na prisão”, acabou a leitura, embora ainda faltassem três psukim até o final da leitura, e fez sinal para que Reb Guedália falasse a berachá que se fala após a leitura da Torá. Reb Guedália percebeu que o tsadik estava lhe dando o veredicto de que ele seria preso. Portanto, não quis fazer a berachá. Afinal de contas, o final da leitura não era ali. Quando o tsadik viu que Reb Guedália ficou calado e não estava fazendo a berachá, disse-lhe:

Nu!…

Quer dizer: por que você não está falando a berachá?

Reb Guedália respondeu:

Nu, nu!…

Quer dizer: Desculpe-me Rabi, mas poderia, por favor, continuar a leitura?

O tsadik teve de continuar a leitura até o sétimo, no passuk final da sexta leitura que termina: “D-us lhe dava sucesso em tudo o que ele fazia.”

Em motsaei Shabat, Reb Guedália foi ter com o tsadik, e este lhe disse:

– Guedália é mais esperto que Meir-le… mas diga-me, Guedália, você não merece tal castigo? Como pode se permitir, alguém como você, homem afluente e abastado, fazer tal mutreta? Mas como, com certeza, seu coração já se quebrou dentro de você, e está arrependido do que fez, lhe dou uma berachá para saia de sua aflição, desde que de agora por diante não faça mais coisas dessas.

Quando Reb Guedália chegou em casa, soube que aquele fiscal enviado da capital adoeceu, de repente na fábrica, e estava em perigo de vida. Reb Guedália chamou imediatamente um médico especialista, de uma cidade grande, algo que lhe custou muito dinheiro, e ele próprio cuidou do doente sem descanso, até que ficou curado. O fiscal, vendo toda a dedicação do judeu para com ele, apagou o assunto todo e mandou um relatório para a capital dizendo que estava tudo na mais perfeita ordem na fábrica.

Adaptado do livro:

Sipurei Chassidim, Torá

Rav Shlomo Yossef Zevin

Págs.117-118

(Hebraico)

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OS POÇOS DE YITSCHAK

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Um judeu procurou o Rav Yitschak Eizik de Zidichov e lhe contou que um nobre tinha uma estalagem para alugar. E a localização era boa, pois por lá passavam negociantes de gado. Só que tinha uma desvantagem: lá não havia água que os rebanhos pudessem beber. Por isso os mercadores de gado eram obrigados a fazer um desvio, e ir por um caminho mais longo, onde havia um poço. Se houvesse água perto da estalagem, os negociantes poderiam ir por aquele caminho, que era muito mais curto e a estalagem teria muito lucro.

– Alugue a estalagem e cave um poço. Depois que cavar alguns metros, venha passar um Shabat aqui comigo.

O judeu assim fez e, quando chegou para passar o Shabat com o tsadik, este lhe disse para cavar mais um pouco e pegar um papelzinho e escrever nele:

“Os servos de Yitschak cavaram um poço e foram lhe dizer: ‘encontramos água’”.

E que jogasse o bilhetinho dentro do poço.

O homem fez o que o tsadik mandou e no poço começou  a subir água, até que encheu-se por completo. Os não-judeus da aldeia ficaram muito felizes, pois havia água para eles e para seus animais. Os negociantes começarem a passar por aquela aldeia com seus rebanhos. E o homem enriqueceu daquela estalagem que alugara. Pois o nobre a alugara barato, já que ninguém quisera alugá-la antes.

Outro judeu procurou o nobre da aldeia, e lhe disse que o aluguel da estalagem estava muito baixo, e o arrendatário estava enriquecendo. Portanto, ofereceu-lhe um aluguel bem mais alto, até que o nobre alugou a estalagem para ele, ficando o primeiro inquilino sem parnassá (sustento). Ele logo correu para Zidichov e contou ao tsadik seu problema. O tsadik lhe disse para escrever num papelzinho as seguintes palavras:

“E todos os poços que os servos de Avraham, seu pai, cavaram os plishtim tamparam e encheram de terra.”

E que jogasse o bilhetinho no poço.

O judeu fez o que o tsadik mandou, e o poço secou. Quando os não-judeus da aldeia viram que a água secara, foram se queixar ao nobre: eles tiveram água durante todo o tempo de permanência do primeiro inquilino, e agora, desde que alugara o negócio a outro, a água tinha secado. O nobre, então, chamou o primeiro arrendatário e lhe ofereceu a estalagem de volta. O judeu respondeu que primeiro precisava se aconselhar com seu rabino, o tsadik. Foi a Zidichov e o tsadik lhe disse que se o nobre lhe cobrasse o mesmíssimo aluguel, sem nenhum acréscimo: alugasse. E novamente jogasse um bilhetinho no poço, e escrevesse no bilhete:

“E cavou outro poço e por ele não brigaram, e o chamou Rechovot (espaços largos), querendo dizer que agora Hashem nos fez espaço e podemos ser frutíferos na terra.”

O nobre concordou em lhe alugar pelo preço anterior. O judeu jogou o bilhetinho no poço e a água voltou a subir, como antes. Naquela estalagem moraram o judeu, seus descendentes e os descendentes de seus descendentes. E não houve concorrentes, e se sustentaram com fartura e de modo honroso.

Baseado no livro: Sipurei Chassidim

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Torá. Págs. 79-80

(Hebraico)

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