Conta sua mãe, a Rebetsin Rivka, esposa do Rebe Maharash (Rebe Shemuel, quinto rebe da dinastia Chabad):
No dia 10 de Kislev de 5620 sonhei que vi minha mãe (Rebetsin Sara, filha do Miteler Rebe) e meu avô, o Miteler Rebe, e ambos estavam com o rosto iluminado.
Minha mãe me disse:
– Rivka, você e seu marido escrevam um Sêfer Torá.
E meu avô, o Miteler Rebe, disse:
– E vocês terão um filho bom, e não se esqueçam de lhe dar meu nome.
E minha mãe acrescentou:
– Rivka, você está ouvindo o que meu pai está lhe dizendo.
E eu acordei.
O dia inteiro fiquei preocupada com o sonho, mas com meu marido, o Rebe Maharash, não falei nada nem lhe contei sobre o sonho.
Dois ou três dias depois, minha sogra ficou com febre, e eu cuidei dela. De noite a febre passou e de manhã ela melhorou.
Depois da reza meu sogro, o Rebe Tsêmach Tsêdek, entrou no quarto de minha sogra para visitá-la, e ela lhe contou que tinha sonhado um sonho, de noite. Meu sogro disse: “Consta na Guemará (Berachot 55,2) que sonhar é bom para os doentes. E sobre sonhos há duas opiniões, uma delas acredita em sonhos e a outra não acredita neles.” E voltou-se para mim e disse:
“Um bom sonho, é óbvio que é preciso realizá-lo…”
Quando meu sogro saiu e refleti no que havia dito sobre os sonhos, e suas últimas palavras sagradas, de que um bom sonho é óbvio que é preciso realizá-lo, refleti sobre a visão do sonho que tive em 10 de Kislev, e resolvi contar o sonho a meu marido.
Porém, quando cheguei em casa encontrei nossa filha Devora Léa com dor de garganta e febre alta, e durante alguns dias estive tão ocupada que me esqueci do assunto. Depois de uns três dias a febre passou e Devora Léa ficou boa.
Na noite de Yud Tet Kislev sonhei novamente que vieram ter comigo minha mãe, a rabanit, meu avô, o Miteler Rebe e mais um homem idoso.
Minha mãe me disse:
– Rivka, você e sue marido devem escrever um Sêfer Torá.
Meu avô, o Miteler Rebe, disse:
– E vocês terão um filho bom.
O homem idoso falou:
– Amen, assim fale Hashem.
E minha mãe concluiu:
– Vovô (o Alter Rebe), dê-lhe uma berachá. E ele me abençoou.
Meu avô, o Miteler Rebe, e minha mãe responderam amen e eu também falei amen em voz alta, e acordei.
Meu marido, o Rebe Maharash, já tinha acordado, mas ainda estava no quarto, e me perguntou o que foi aquilo, que ele me ouviu falar amen. Fiz netilat yadayim e lhe falei que tive um sonho e que iria a seu escritório uma hora depois para contar-lhe.
Contei para meu marido sobre o sonho de 10 de Kislev palavra por palavra, bem como o sonho da noite anterior. Disse-me meu marido: “É um sonho bom, por que você não me contou logo que sonhou em 10 de Kislev?Sonhos assim são sobre coisas muito elevadas.
E expressou seu desejo de que o Sêfer Torá fosse escrito em pergaminho de couro de animais em que foi feita shechitá e kesherim.
Um pergaminho assim não é fácil de encontrar, e umas cinco semanas se passaram até que foram conseguidas algumas folhas de pergaminho.
Meu sogro, o Tsêmach Tsêdek, disse a meu marido que o Sêfer Torá deveria começar a ser escrito secretamente, apenas com a presença de seu irmão, e que o começo da escrita seria em seu escritório. E no dia 15 de Shevat teve início a escrita do Sêfer Torá discretamente no escritório de meu sogro.
Meu marido apressou o sofer, e no mês de Elul, o Sêfer estava quase pronto. Meu marido pensou que um dia depois de Yom Kipur, que caiu numa quinta-feira, seria a conclusão, para mazal tov, e meu sogro concordou.
Eu estava grávida e não pude participar dos preparativos para a refeição de mitsvá da conclusão, pois meu marido queria fazer uma grande refeição, e meu sogro concordou, e contrataram um homem especial para organizar tudo.
Em Rosh Hashaná e nos Dez Dias de Arrependimento foi divulgado que um dia depois de Yom Kipur seria o siyum (conclusão) do Sêfer Torá, e vários dos hóspedes que tinham vindo para Yom Kipur ficaram para o siyum.
No dia seguinte a Yom Kipur, de manhã bem cedo, meu sogro chamou meu marido e lhe disse: “Hoje haverá uma grande refeição, eu também estarei presente na seudá e falarei chassidut, mas o siyum não será hoje.” Não explicou o motivo.
Na segunda-feira, 13 de Cheshvan, meu sogro chamou meu marido e lhe disse:
“Hoje à noite, chame o sofer para meu escritório e chame sua mãe e vamos fazer o siyum do Sefer Torá discretamente.
Eu costurei a capa do Sêfer Torá, e quando levei a capa para o escritório de meu sogro, ele me disse: “Mazal Tov, que Hashem realize a berachá que lhe deram meu sogro (o Miteler Rebe) e meu avô (o Alter Rebe).”
Na segunda-feira, 20 de Cheshvan de 5621 às 9:00 da manhã, dei à luz meu filho, para mazal tov e para longos dias e anos.
(“Otsar Sipurei Chabad”, Vol IX, págs.3-6)
(Hebraico)
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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
Miriam bat Yaakov
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Quando o Rebe Anterior, Rebe Yosef Yitschak Schneersohn, o Rebe Rayats, chegou aos Estados Unidos, no início dos anos 40, ele tinha um médico que costumava ir a sua residência e lhe aplicar injeções para tratar sua paralisia. Ficaram amigos, e o médico costumava visitar o Rebe só para conversar.
Em uma dessas visitas, o médico percebeu um cinzeiro cheio de bitucas de cigarro. Naquela época, o Rebe anterior fumava muito. O médico, então, mencionou que uma pesquisa recente parecia indicar que fumar fazia mal à saúde. Isso aconteceu muito antes disso tornar-se conhecimento público.
Mas tarde, enquanto conversava, o médico, que era fumante, pegou um maço de cigarros e ofereceu um ao Rebe. O Rebe recusou, dizendo. “Não fumo.” O médico ficou surpreso, e o Rebe explicou. “Você me disse, há menos de meia hora, que não é saudável fumar. Portanto, não fumo.”
Teshuvá é isso. Ao perceber que era errado, acabou. Tornou-se de imediato, fora de questão. A partir daquele momento ele não fumava mais. Não houve “É mesmo? Tenho de parar? Não posso fumar nem mais um cigarrinho?” Ou “Talvez eu possa ir reduzindo aos poucos?”
Quando o Rebe falou: “Não fumo”, ele quis dizer: “Estou livre.”
Este é o verdadeiro significado de livre arbítrio: Posso me libertar. Sou livre para assumir qualquer identidade que eu quiser. Posso optar por me ver tendo o caráter e a capacidade que me façam bem.
Teshuvá não é ficar deprimido, achando-se um lixo.
Teshuvá é recalcular a rota, modificar nossa autoimagem – e com alegria!
Baseado no livro:
Creating a Life that Matters:
How to live and love with meaning and purpose
Do Rabino Manis Friedman e Rivka Goldstein
Pág. 192
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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
Miriam bat Yaakov
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
“Na fome nos alimentou na saciedade nos sustentou.”
(prece de Shabat)
Um grupo de negociantes de cereais abastados foi procurar o Rav David’le de Talna za’l, a fim de lhe pedir conselho e berachá: Como no ano anterior tinha havido uma seca, o preço dos cereais tinha subido muito. Diante disso, pensaram que neste ano também, os cereais fossem estar em alta. Por isso, no início do ano não quiseram vender sua mercadoria, e esperaram que o preço subisse mais. Mas acontece que o preço foi descendo cada vez mais e eles iam ter muito prejuízo.
O tsadik lhes respondeu:
– Quem alimenta e sustenta os pobres num ano de fome, alimentará e sustentará os ricos no ano de fartura…
Do livro: Sipurei Chassidim – Torá
Do Rav Shlomo Yossef Zevin, pág. 46
(Hebraico)
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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
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Eliyahu ben Aba
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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
O Rav Yitschak de Neschij contou que seu pai, o Rav Mordechai za’l (conhecido como o velho rav de Neschij), antes de ser nomeado rabino, era negociante. E de cada viagem de negócios que fazia, economizava um pouco para poder comprar um etrog para a mitsvá de Sucot. Até que conseguia juntar toda a quantia necessária para comprar um etrog.
Certa vez, conseguiu juntar assim seis rublos de prata para comprar o etrog e viajou para Brod, para comprar o etrog, pois morara naquela época numa cidadezinha próxima a Brod.
No caminho, encontrou um carregador de água, que transportava a água numa carroça puxada a cavalo. O cavalo morreu, o homem estava chorando e suspirando por isso.
O rabino perguntou:
– Por que você está chorando?
O homem lhe contou tudo o que acontecera. Imediatamente, o rabino lhe deu os seis rublos de prata para que comprasse outro cavalo.
E o rabino disse:
– E qual a diferença? Etrog é uma miitsvá de Hashem, e isto também é uma mitsvá de Hashem.
E disse brincando:
-Todo mundo faz uma berachá sobre o etrog, e eu vou fazer uma berachá sobre o cavalo…
Mas acabou ganhando um etrog bonito e mehudar. E além da “berachá do cavalo” fez também a berachá do etrog.
Adaptado do livro: Sipurei Chassidim
Do Rabino Shlomo Yossef Zevin
Moadim
Pág. 122
(Hebraico)
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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Há mais de cem anos, na cidade de Belz, havia um Rebe muito santo chamado Rav Shalom de Belz. Tinha milhares de chassidim, e seu nome era famoso em grande parte do mundo judaico.
Certo ano, na primeira noite de Selichot (preces penitenciais que são ditas antes de Rosh Hashaná), em vez de ir para a grande sinagoga para assinalar o início das preces, Rav Shalom pediu a seu ajudante para aprontar a carruagem, pois iriam para a floresta.
O espantado ajudante pensou nos milhares de Chassidim que estavam esperando o Rebe chegar na sinagoga para iniciar as preces. Mas sabia que não devia fazer perguntas, e foi aprontar a carruagem.
Depois de viajarem durante uma meia hora, o Rebe fez sinal para o assistente para que ficasse na carruagem enquanto ele foi andando por uma trilha estreita. Na distância havia uma cabana.
O Rebe foi até a janela da cabana e olhou para dentro. Lá estava sentado um Chassid idoso, sozinho, perto de uma mesinha. Sobre a mesa havia uma garrafa de vodca e dois copinhos: um diante dele e o outro, diante de uma cadeira vazia na sua frente.
Através da janela o Rebe viu o Chassid levantar seu copo de dizer “lechaim” (à vida) e beber a vodca. Em seguida viu o Chassid beber o segundo copo também. Repetiu isso mais duas vezes. Depois disso o Rebe voltou rápido para a carruagem. E voltou para Belz com seu ajudante.
Quando as portas da sinagoga se abriram e o Rebe entrou, a congregação ficou em silêncio. Todos os olhares acompanharam o Rebe até seu lugar na frente da sinagoga e o salão irrompeu em preces dando início às Selichot.
Quando as Selichot foram concluídas, o Rebe voltou-se a seu assistente e disse: “Tem um Chassid idoso que chegou atrasado e com certeza vai acabar depois que todos foram embora. Por favor, espere ele acabar e lhe diga que quero que ele venha a meu escritório.”
Cerca de meia hora depois, Zelig estava, trêmulo, diante de Rav Shalom. “Quero que me diga o que você fez em sua casa, antes de vir para cá, hoje à noite”, começou o Rebe. “Por que você estava com dois copos de vodca e com quem fez lechaim?”
“O Rebe está sabendo disso!?” Perguntou, com os olhos arregalados de espanto.
“Estive na sua casa e vi o que aconteceu. Mas quero entender o que você fez lá”, explicou o Rebe.
“Sou pobre, Rebe, não tenho filhos e minha esposa faleceu há anos. Vivo só, com meus poucos animais, quer dizer, até poucos meses atrás. Minha vaca adoeceu e eu rezei para D-us curar a vaca. ‘Afinal de contas’, eu disse para D-us ‘Você criou o mundo inteiro e tudo o que há nele, com certeza pode curar uma vaca!’
“Mas a vaca piorou. Então eu disse: ‘Escute, D-us, se Você não curar essa vaca, não vou mais para a sinagoga!’ Achei que se D-us não liga prá mim, quer dizer, não é nada para Ele curar uma vaca velha! Então por que devo ligar? Mas a vaca morreu e eu fiquei bravo e… parei de ir à sinagoga.
“Aí minha cabra ficou doente. Eu disse para D-us: ‘O quê? Não bastou? Acha que estou blefando? Se esta cabra morrer não vou mais colocar tefilin!’ A cabra morreu e eu parei de botar tefilin.
“Aí minhas galinhas adoeceram e eu disse a D-us que se elas morressem eu não iria mais guardar Shabat. Uma semana depois eu fiquei sem galinhas e D-us ficou sem meu Shabat.
“Bom, aguentei mais de uma semana até que, de repente, percebi que a época das Selichot estava chegando. Pensei; ‘Zelig, você não vai dizer Selichot com o Rebe? Tá louco!?? Mas por outro lado, eu estava bravo com D-us e não estava indo na sinagoga.
“Então me lembrei que certa vez, eu discuti com Shmerel, o açougueiro. Durante cerca de um mês a gente nem falava ‘oi’. Até que uma noite, ele veio até minha casa com uma garrafa de vodca e disse: ‘Vamos esquecer o passado e voltar a ser amigos. Nós, judeus, já temos muitos inimigos.’ Aí falamos “lechaim” três vezes, apertamos as mãos e até dançamos um pouco juntos, e ficamos amigos de novo.
“Pensei que poderia fazer o mesmo com D-us. Eu O convidei para sentar na minha frente, servi dois copos e disse: ‘Escute, D-us, Você esquece minhas falhas e eu esqueço as Suas. Tudo bem?’
“Bebi meu copo e entendi que D-us queria que eu bebesse o d’Ele. E depois que fizemos isso mais duas vezes, me levantei e dançamos juntos! Aí me senti melhor e vim para as Selichot.”
O Rebe ficou muito sério. Olhou intensamente para os olhos inocentes de Zelig e disse: “Escute, Zelig. Antes de começarmos as Selichot, vi que no Céu havia um decreto terrível sobre nossa sagrada congregação. O motivo era que os Chassidim estavam dizendo as palavras do livro de reza, mas não estava rezando para D-us com sinceridade. Mas você, Zelig, conversou com D-us como se Ele fosse seu amigo. Seu coração simples salvou toda a comunidade!”
Antes de Reb Menachem Mendel de Vitebsk partir para a Terra Santa, quis receber uma bênção de despedida de Reb Yaakov Yossef de Polona. O Alter Rebe, que era ainda jovem, o acompanhou.
Reb Yaakov Yossef estivera presente no primeiro encontro do Reb Menachem Mendel com o Báal Shem Tov.
“Lembra-se da história que o Báal Shem Tov lhe contou?” – Perguntou Reb Yaakov Yossef. – “Naquela história ele deu a entender que você iria para a Terra Santa.” – Continuou.
“Sim, e estou indo prá lá.”
“O Báal Shem Tov também sugeriu que você viria a mim, para que eu lhe desse uma bênção.”
“Este é o objetivo de minha visita.”
“Aquela história também dava a entender que você estaria acompanhado de um jovem cuja grandeza seria reconhecida em todo lugar.”
Reb Menachem Mendel apresentou o Alter Rebe a Reb Yaakov Yossef. “É este aqui.” – Declarou.
O Rebe contou que havia uma família que morava em Israel que tinha uma filhinha de seis anos. A família não cumpria Torá e mitsvot e a menina estudava em uma escola que não era religiosa. Certo dia, duas mocinhas foram visitar a escola e contaram às alunas pequenas que existe uma mitsvá importante que só mulheres e meninas podem cumprir – a mitsvá de acender velas de Shabat. As moças falaram para as meninas que elas também podiam cumprir essa mitsvá importante, e receber o Shabat.
“Queremos muito acender velas em honra do Shabat” – empolgaram-se as meninas. – Como podemos fazer isso?” – Perguntaram emocionadas.
“Muito simples”, as moças as orientaram. “Primeiro coloca-se uma moeda numa caixinha de tsedaká. Depois devem acender a vela e fazer a berachá, assim receberão o sagrado Shabat.” E deram a cada menina uma vela e um castiçal pequeno com uma folha bonita contendo a berachá.
Quando acabou a aula e a menina foi prá casa, correu para sua mãe para lhe mostrar a vela. “Ima, veja o que recebi”, contou com a empolgação característica da infância, e avisou a sua mãe que na próxima sexta-feira de tardezinha, ela pretendia acender a vela, em honra do Shabat.
A mãe não entendeu nada. Não tinha o mérito de cumprir mitsvot, e nunca tinha ouvido falar em velas de shabat. “Não!” – “Não vai acender esta vela.” E pensou: “Onde já se viu uma coisa dessas?! Uma menina pequena resolve fazer algo que seus pais jamais fizeram?! Não é possível que a menina comece a mudar as regras da casa!”
A menina, que o dia todo tinha planejado como acenderia a vela, caiu no choro. “Qual é o problema que eu acenda a vela?! Já tenho a vela e já sei a berachá. Está tudo escrito no papel que me deram na escola. Não estou lhe pedindo que me dê nada. Só estou pedindo que me deixe acender a vela”, chorou a menina e bateu os pés em teimosia.
A mãe se espantou com a reação da filha. Respondeu carinhosa: “Tudo bem, filhinha. Se parar de chorar, deixo você acender a vela que recebeu.”
Assim que escutou isso, a menina parou de chorar, seus olhos se iluminaram e ficou muito feliz.
Ao chegar a hora do acendimento das velas, a menina achegou-se à mesa e, exatamente como lhe haviam ensinado na escola, pegou a vela e o castiçal, e os colocou cuidadosamente sobre a mesa grande. Pediu fósforos a sua mãe, acendeu a chama e, com grande respeito, aproximou o fósforo à vela, que brilhou com uma chama tremeluzente. A menina cobriu os olhos e fez a berachá do acendimento das velas.
Descobriu os olhos e olhou, encantada, para a vela acesa. De repente, lembrou-se de que as mocinhas disseram que é proibido tocar na vela e tirá-la do lugar no shabat. E com inocência infantil, falou para sua família: “No Shabat é proibido tocar na vela, tirá-la do lugar e até mesmo soprar na vela, para não apagá-la, pois é chilul Shabat (profanação do Shabat)…”
Os pais entenderam que aquilo não era tão mau assim, e que sua filha não modificou as regras da casa. Afinal de contas, tudo o que a menina fez foi acender uma vela. Inclusive, perceberam sua emoção na hora da cerimônia do acendimento da vela. E na sexta-feira seguinte, não esperaram até que a menina fizesse uma cena. Assim que pediu, deram-lhe permissão para acender sua vela.
A empolgação da menina foi igual à da semana anterior.
Algo começou a mudar no coração da família…
Numa sexta-feira algumas semanas depois, o pai disse, de repente para a mãe da menina, que não combina que a televisão esteja ligada enquanto a vela ainda está acesa. “Tem razão”, respondeu a esposa, “não consigo ver televisão enquanto nossa filhinha querida está cantando músicas de Shabat e a vela ainda está acesa…”
Os pais decidiram, simplesmente, que a partir daquele dia, enquanto a vela estivesse acessa, a televisão estaria desligada.
Na semana seguinte, os pais mantiveram sua decisão. Não tocaram na vela de Shabat que estava sobre a mesa, e quando a menina acendeu a vela, desligaram a televisão. Acontece que, logo em seguida, o telefone tocou…
A mãe se levantou para atender mas, imediatamente, recuou. “Como vou atender o telefone, e a vela de Shabat está acesa aqui sobre a mesa?” A partir daquela semana, os pais pararam de atender o telefone enquanto a vela de sua filhinha estava acesa…
Passou-se mais um Shabat e, de repente, a mãe percebeu algo estranho: Quando uma vizinha ou amiga entrava na casa, via a vela sobre a mesa. Inclusive notava como a menina estava feliz por ter acendido a vela de Shabat e contava a todos que era uma vela sagrada e um dia sagrado. Enquanto que a mãe se comportava como se fosse um dia comum, de semana… Isso era meio estranho e não dava para entender! Para a menina era um dia sagrado, enquanto para a mãe era simplesmente um dia de semana?!
A mãe resolveu começar a acender velas de Shabat!
Assim que acendeu suas velas, a mãe foi para a cozinha, como de costume, esquentar o jantar. Quase acendeu o forno quando se deu conta assustada: “Acabei de acender as velas do sagrado Shabat, inclusive fiz a berachá, dizendo que é Shabat Kôdesh, e logo depois vou profanar o Shabat?!”
A mãe, simplesmente, não tocou o forno! As velas que tinha acabado de acender não lhe permitiram ligar o forno.
Mas comer comida fria também não dá. Aí a mãe começou a preparar tsholent, tal qual uma família que cumpre mitsvot.
Deste modo a família foi, passo a passo, progredindo, e cada semana descobria mais uma ação que não se pode fazer no Shabat.
As semanas foram passando, e a família foi cada vez mais se aproximando do cumprimento das mitsvot. Até que agora (quando o Rebe contou esta história), todos os membros da família viraram baalei teshuvá.
E tudo começou porque uma menininha insistiu – com choro e muita bagunça – em acender uma vela cada véspera de Shabat. Isso fez com que, com o passar das semanas, toda a família tenha deixado de profanar o Shabat enquanto a vela estava acesa. E continuou com a mãe, ela própria, começando a acender velas de Shabat. Deste modo, toda a família fez teshuvá.
***
Depois desta história, o Rebe contou mais outra:
Vivia na Inglaterra, uma família tradicional, que sabia o que são velas de Shabat, e as acendia semanalmente. Davam muita importância à mitsvá de acender as velas. Toda sexta-feira, uma mesa festiva era posta, e sobre ela eram acesas as velas.
Como a mãe queria muito que toda a família estivesse presente durante o acendimento, só o fazia quando o marido chegava do trabalho.
O marido só fechava seu negócio às cinco da tarde. Voltava para casa e, às seis a esposa acendia as velas de Shabat. Depois disso, o marido fazia o kidush e a família se sentava para a refeição do Shabat.
O marido era um homem muito organizado, e sempre abria e fechava seu negócio na hora certa. Fechava todas as sextas-feiras às cinco da tarde, tanto no verão, quando o sol ainda estava alto e lá fora estava claro; quanto no inverno, quando já estava escuro.
Certo dia, a filha daquele casal voltou da escola e, vibrando disse à mãe: “Mamãe, já tenho cinco anos e quero muito acender velas de Shabat, como me ensinaram na escola.”
A mãe ficou muito contende. “Isso mostra que a menina é inteligente e entende as coisas.” Pensou. Estou contente que minha filha segue meu exemplo. Isso mostra que ela vai me obedecer em outras coisas também.”
E a partir de então, cada sexta-feira a mãe arrumava uma mesa festiva, e esperava que o pai voltasse do trabalho. E às seis em ponto, ela e a menininha acendiam velas de Shabat.
E o inverno chegou… Os dias ficaram curtos e as noites, longas.
A sexta-feira foi muito curta. A menina, como de costume, olhou a folha de instruções que recebera, e viu o horário das velas daquela semana. Olhou para a folha, olhou para o relógio que havia na parede da sala e percebeu que faltava pouco para o horário do acendimento das velas. Na escola lhe ensinaram que antes daquele horário é permitido acender velas mas depois daquele horário, o sol já se pôs, já era Shabat e… já era proibido acender velas: era chilul Shabat (profanação do Shabat)!
A menina esperou, ansiosamente que a mãe levasse as velas para a mesa. Mas… nada. “Mamãe mal começou a arrumar a mesa festiva do Shabat”, pensou a menina. Lá fora, o sol estava quase se pondo, mas a mãe não dava nem sinal de que logo acenderiam as velas.
“O que está acontecendo aqui?” – pensou a menina. “Toda semana a gente acende velas muito antes da entrada do Shabat. O que está acontecendo hoje?! Por que mamãe ainda não aprontou as velas??!”
“Mamãe, quando vamos acender as velas? Já está muito tarde…” A mãe espantou-se: “Ué, às seis, como todas as semanas… e ainda temos bastante tempo até lá!”
A menina exclamou: “Oy vavoy!!! É proibido!!! É proibido acender as velas às seis. Já é noite. Vai ser chilul Shabat!”…
A mãe olhou para a menina sem entender nada. “Como, é proibido?! Papai ainda está no trabalho. Ele só volta às seis. E só quando ele chega é que acendemos as velas…”
A menina não escondeu sua turbulência. “Mamãe, não tem nada a ver com a hora que papai chega! A gente aprendeu na escola que é preciso acender as velas antes do pôr do sol. No verão, seis da tarde é bem antes do pôr do sol. Mas no inverno, às seis já está escuro… bem depois do pôr do sol… Aí já é proibido acender as velas, é chilul Shabat!”…
A mãe se assustou com a repreensão da filha e disse: “O quê? Você está querendo me modificar?! Está querendo que depois de tantos anos eu modifique meu costume?!”
A menininha respondeu: “Não! Não quero modificar você, só quero que me deixe acender as velas na hora, antes do pôr do sol.”
A mãe teve de deixar a filha acender logo as velas. A filha, por sua vez, apressou-se e acendeu a vela antes do pôr do sol.
O pai chegou do trabalho no seu horário costumeiro, quase seis, quando já era de noite.
Entrou em casa e viu algo muito estranho: sobre a mesa do Shabat estava acesa uma velinha: a vela que sua filhinha acendera. “O que está acontecendo aqui?” – Perguntou espantado. “Por que você acendeu a vela e não esperou para acender com sua mãe, na hora que ela sempre acende?”
A filha contou para o pai tudo o que acontecera, e lhe explicou o que aprendera na escola: que é preciso acender as velas de Shabat antes do pôr do sol.
O pai ficou espantado…
“Como pode ser que uma menina pequena discorde de seus pais?!” Porém, depois que pesquisaram o assunto, tiveram que admitir que a menina estava certa.
Dentro de pouco tempo, a menina conseguiu fazer com que seus pais mudassem de opinião e, na semana seguinte, a mãe e a filha já acenderam as velas de Shabat na hora certa…
Até então, a mãe achava que cumpria a mitsvá de acender velas de Shabat com grande capricho, até cuidava do shalom bayit, esperando que seu marido chegasse do trabalho. Mas ela estava equivocada: além de não fazer mitsvá nenhuma, ainda estava fazendo a averá (transgressão) muito grave de chilul Shabat. E quem foi que fez essa transformação?! Quem fez com que a mãe começasse a acender as velas na hora certa? A menininha de cinco anos…
MORAL DA HISTÓRIA:
De histórias como esta vemos que “mitsvá goreret mitsvá” (uma mitsvá puxa outra). Isso não é apenas um assunto que aparece na Mishná. É um assunto concreto, que vemos de fato. Uma das maneiras de constatar a importância e necessidade de uma ação é ver suas consequências. De histórias assim aprendemos como é importante o esforço na campanha de “acender velas de Shabat”.
(Da sichá de 6 de Tishrei de 5736)
Do livro: “Má Shesiper li HaRabi”
Vol III
Págs. 162-173.
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
O pai do Rebe, Rabi Levi Yitschak Schneerson, era rabino-chefe da cidade de Yekatrinoslav (hoje Dnepropetrovsk), região grande produtora de trigo da antiga União Soviética. Anualmente, judeus do país inteiro compravam de lá o trigo para as matsot de Pêssach.
Quando o governo comunista nacionalizou a economia, sabia muito bem que os judeus só comprariam farinha para Pêssach, se estivesse sob a supervisão de um rabino reconhecido. De modo que exigiu que o Rabino Levi Yitschak desse o certificado de kashrut para a farinha.
Rabi Levi Yitschak lhes disse que daria o certificado, mas seria responsabilidade do governo cumprir a lei judaica: cuidar para que o trigo não entrasse em contato com água, contratar supervisores para que a farinha fosse kasher para Pêssach, e lhes conferir toda a liberdade de ação.
As autoridades, inicialmente, falaram que tais exigências eram impraticáveis, pois causariam grande prejuízo financeiro, uma vez que o volume do trigo aumentava consideravelmente quando se lhe acrescentava água na hora de moer.
Rabi Levi Yitschak respondeu firmemente: “De acordo com a constituição e com minha própria consciência, não posso dizer a ninguém que a farinha é kasher para Pêssach, se ela não o for, de fato.”
Acabou viajando até Moscow, onde se encontrou com oficiais de alto escalão, e lhes explicou seu ponto de vista. Por incrível que pareça, eles concordaram com todas as exigências do Rebi Levi Yitschak Schneerson.
O chassid, Reb Ozer Winikorsky za’l, precisava passar pelas sete fogueiras do Guehenom, por onde tinham de passar todos os que se apresentavam para o serviço militar na Rússia comunista. Apresentou-se cinco vezes diante das autoridades de convocação, e cada vez que precisava aparecer diante do departamento médico, ficava tenso e apavorado.
Procurou o Rabi Levi Yitschak (pai do Rebe) e pediu sua bênção e orientação, para salvar-se das garras dos que conspiravam contra ele. Percebendo a aflição e o sofrimento do chassid, Rabi Levi Yitschak deu-lhe uma orientação detalhada do que deveria fazer a fim livrar-se de seus problemas. Falou-lhe o dia exato em que devia apresentar-se, a hora, e a rua por onde deveria chegar, que capítulos de Tehilim deveria dizer antes de ir, e quantas moedas deveria dar para tsedaká. Disse-lhe, inclusive, que ao chegar à porta do escritório do Serviço Militar, pensasse no Nome de D-us, e só depois se apresentasse. Deu-lhe sua bênção e sua promessa de nada de mal lhe ocorreria. Pediu-lhe também que depois voltasse a vê-lo, para contar tudo o que ocorrera.
“Quando lá cheguei” – relatou Reb Ozer – “após fazer tudo conforme a orientação do Rabi Levi Yitschak, entrei na grande sala onde havia várias mesas ordenadas. Ao lado de cada mesa estava sentado um médico, cada médico tinha sua especialidade, e sua função era examinar o candidato, única e exclusivamente na área de sua especialização. Cada médico estava encarregado de uma área da medicina, de modo que o candidato deveria passar por todos aqueles doutores, para que não pudesse enganar quanto a seu verdadeiro estado de saúde.”
“Fui cuidadosamente examinado por todos aqueles médicos, e cada um escreveu seu relatório. Quando, finalmente, cheguei ao funcionário que deveria me dar o resultado final – fiquei surpreso quando ele me olhou penalizado e perguntou: ‘O que há com você, infeliz? Cada um dos médicos encontrou uma doença!’”
“Deste modo saí de lá como inapto, e fui dispensado do Serviço Militar!” –Reb Ozer concluiu seu relato do milagre pessoal que lhe ocorreu pela berachá de Rabi Levi Yitschak.
(Do livro “Toledot Levi Yitschak”, Vol. I)
Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Alguns casamentos são feitos no Céu, outros são desfeitos no Céu.
O Rabino Binyomin Zilberstrom relatou o seguinte:
Esta história aconteceu aproximadamente em 2004 ou 2005. Telefonei para um judeu que eu conhecia, perguntei-lhe: “Como vai você? Como está a família?”
Eu sabia que ele tinha uma questão familiar complicada: infelizmente, estava casado com uma mulher não-judia. Ele era um judeu que dava tsedaká, tinha uma fé simples e verdadeira. Levava tudo a sério. Recentemente começara a pôr Tefilin. Não sei se todos os dias. Hoje, é possível que coloque Tefilin diariamente, mas na época não sei se diariamente. Em todo caso, era um judeu que tinha entusiasmo em cumprir uma mitsvá.
Naquela conversa telefônica, ele me disse:
“Quero lhe pedir que peça ao Lubavitcher Rebe uma berachá para mim: para que eu tenha sucesso nos negócios.”
Respondi:
“Assim que eu desligar o telefone, vou sentar e escrever uma carta para o Rebe, pedindo uma berachá para você.”
Enviei para o Rebe, em seguida coloquei a carta no Igrot Kôdesh. Quando abri o Igrot Kôdesh, me espantei ao ver uma carta curta, mas muito, muito forte.
“Assustei-me ao escutar sobre alguém que mora com uma mulher não-judia. Tente se encontrar com ele assim que possível, e diga-lhe que vivendo com uma mulher não-judia ele está trazendo uma calamidade sobre si e também sobre a mulher que não é judia.”
Quando li isso, perguntei a meu amigo, o Rabino Havlin, o que eu deveria fazer: deveria telefonar-lhe?
Ele me disse que aquele não era um assunto a ser discutido por telefone. É preciso viajar e lhe dizer isso. Surgiu a ideia de perguntar ao Rabino Mordechai Eliyahu, de abençoada memória, que na época era o Rabino-Chefe, e morava em Yerushalayim. O Rebe o respeitava muito, de diversas maneiras. “Vale a pena se encontrar com ele e pedir sua opinião.”
Fui me encontrar com ele, e levei comigo este volume de Igrot Kôdesh. Contei-lhe toda a história. E ele me disse:
“Esta é uma shlichut divina, do Céu. Você precisa ir até ele, e lhe transmitir as palavras do Rebe. E quando você lhe transmitir as palavras do Rebe, peça-lhe que fique de pé. Como consta no Tanach a respeito de Ehud e a respeito de Yechezkel. ‘Fique de pé.’”
Obviamente não foi fácil telefonar para ele. Mas liguei, e lhe disse que queria me encontrar com ele. Ele me perguntou qual era o assunto. Eu lhe disse: “Tenho uma shlichut do Rebe.” Ele me disse: “Não dá para falar por telefone?” Respondi que não. “Precisamos nos encontrar.” “Tem certeza?” – Perguntou.
Respondi: “Sim. Vamos marcar.”
Marcamos ao meio dia e meia, poucos dias depois.
Quando cheguei ao seu escritório, nos cumprimentamos muito calorosamente com Shalom Aleichem.
Ele me perguntou se deveria colocar Tefilin. Respondi: “Claro!” De modo que o ajudei a pôr Tefilin. Quando ele acabou de colocar Tefilin e acabou de rezar Shemá Yisrael, perguntou se deveria ficar com os Tefilin ou retirá-los. Naquele momento pensei: “Estou prestes a lhe transmitir uma mensagem nada fácil de receber. De modo que lhe disse: “Sim, fique de pé, com os Tefilin.” Ele ficou de pé, com os Tefilin.
Eu tinha preparado uma tradução em inglês, e lhe disse: vou ler para você uma tradução no inglês, palavra por palavra, do que o Rebe está lhe dizendo.
Obviamente não olhei para ele enquanto lia que ele deveria modificar sua vida e se separar da mulher não-judia. Quando acabei de ler, percebi que ele estava muito pálido. É óbvio: receber uma mensagem dessas…
Ele me disse: “Gostaria de me sentar com você em um dos restaurantes kasher e conversar.” Conversamos durante cerca de duas horas. Ele me disse: “Acho que o Rebe tem razão a respeito de tudo isso. A verdade é que eu também não estou satisfeito com ela. Talvez algum dia eu faça isso.”
Voltei para Israel e, pouco tempo depois, ele me disse que tinha se separado. O que houve? O Rebe resolveu o assunto. O que aconteceu foi que ela processou o judeu. E disse para o juiz que queria se separar dele. Mostrou ao juiz uma foto do Rebe e disse: “Sei que ele tem ligações com este homem – o Rebe – e por causa disso não quero ficar com ele.”
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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D