Antes de Reb Menachem Mendel de Vitebsk partir para a Terra Santa, quis receber uma bênção de despedida de Reb Yaakov Yossef de Polona. O Alter Rebe, que era ainda jovem, o acompanhou.
Reb Yaakov Yossef estivera presente no primeiro encontro do Reb Menachem Mendel com o Báal Shem Tov.
“Lembra-se da história que o Báal Shem Tov lhe contou?” – Perguntou Reb Yaakov Yossef. – “Naquela história ele deu a entender que você iria para a Terra Santa.” – Continuou.
“Sim, e estou indo prá lá.”
“O Báal Shem Tov também sugeriu que você viria a mim, para que eu lhe desse uma bênção.”
“Este é o objetivo de minha visita.”
“Aquela história também dava a entender que você estaria acompanhado de um jovem cuja grandeza seria reconhecida em todo lugar.”
Reb Menachem Mendel apresentou o Alter Rebe a Reb Yaakov Yossef. “É este aqui.” – Declarou.
O Rebe contou que havia uma família que morava em Israel que tinha uma filhinha de seis anos. A família não cumpria Torá e mitsvot e a menina estudava em uma escola que não era religiosa. Certo dia, duas mocinhas foram visitar a escola e contaram às alunas pequenas que existe uma mitsvá importante que só mulheres e meninas podem cumprir – a mitsvá de acender velas de Shabat. As moças falaram para as meninas que elas também podiam cumprir essa mitsvá importante, e receber o Shabat.
“Queremos muito acender velas em honra do Shabat” – empolgaram-se as meninas. – Como podemos fazer isso?” – Perguntaram emocionadas.
“Muito simples”, as moças as orientaram. “Primeiro coloca-se uma moeda numa caixinha de tsedaká. Depois devem acender a vela e fazer a berachá, assim receberão o sagrado Shabat.” E deram a cada menina uma vela e um castiçal pequeno com uma folha bonita contendo a berachá.
Quando acabou a aula e a menina foi prá casa, correu para sua mãe para lhe mostrar a vela. “Ima, veja o que recebi”, contou com a empolgação característica da infância, e avisou a sua mãe que na próxima sexta-feira de tardezinha, ela pretendia acender a vela, em honra do Shabat.
A mãe não entendeu nada. Não tinha o mérito de cumprir mitsvot, e nunca tinha ouvido falar em velas de shabat. “Não!” – “Não vai acender esta vela.” E pensou: “Onde já se viu uma coisa dessas?! Uma menina pequena resolve fazer algo que seus pais jamais fizeram?! Não é possível que a menina comece a mudar as regras da casa!”
A menina, que o dia todo tinha planejado como acenderia a vela, caiu no choro. “Qual é o problema que eu acenda a vela?! Já tenho a vela e já sei a berachá. Está tudo escrito no papel que me deram na escola. Não estou lhe pedindo que me dê nada. Só estou pedindo que me deixe acender a vela”, chorou a menina e bateu os pés em teimosia.
A mãe se espantou com a reação da filha. Respondeu carinhosa: “Tudo bem, filhinha. Se parar de chorar, deixo você acender a vela que recebeu.”
Assim que escutou isso, a menina parou de chorar, seus olhos se iluminaram e ficou muito feliz.
Ao chegar a hora do acendimento das velas, a menina achegou-se à mesa e, exatamente como lhe haviam ensinado na escola, pegou a vela e o castiçal, e os colocou cuidadosamente sobre a mesa grande. Pediu fósforos a sua mãe, acendeu a chama e, com grande respeito, aproximou o fósforo à vela, que brilhou com uma chama tremeluzente. A menina cobriu os olhos e fez a berachá do acendimento das velas.
Descobriu os olhos e olhou, encantada, para a vela acesa. De repente, lembrou-se de que as mocinhas disseram que é proibido tocar na vela e tirá-la do lugar no shabat. E com inocência infantil, falou para sua família: “No Shabat é proibido tocar na vela, tirá-la do lugar e até mesmo soprar na vela, para não apagá-la, pois é chilul Shabat (profanação do Shabat)…”
Os pais entenderam que aquilo não era tão mau assim, e que sua filha não modificou as regras da casa. Afinal de contas, tudo o que a menina fez foi acender uma vela. Inclusive, perceberam sua emoção na hora da cerimônia do acendimento da vela. E na sexta-feira seguinte, não esperaram até que a menina fizesse uma cena. Assim que pediu, deram-lhe permissão para acender sua vela.
A empolgação da menina foi igual à da semana anterior.
Algo começou a mudar no coração da família…
Numa sexta-feira algumas semanas depois, o pai disse, de repente para a mãe da menina, que não combina que a televisão esteja ligada enquanto a vela ainda está acesa. “Tem razão”, respondeu a esposa, “não consigo ver televisão enquanto nossa filhinha querida está cantando músicas de Shabat e a vela ainda está acesa…”
Os pais decidiram, simplesmente, que a partir daquele dia, enquanto a vela estivesse acessa, a televisão estaria desligada.
Na semana seguinte, os pais mantiveram sua decisão. Não tocaram na vela de Shabat que estava sobre a mesa, e quando a menina acendeu a vela, desligaram a televisão. Acontece que, logo em seguida, o telefone tocou…
A mãe se levantou para atender mas, imediatamente, recuou. “Como vou atender o telefone, e a vela de Shabat está acesa aqui sobre a mesa?” A partir daquela semana, os pais pararam de atender o telefone enquanto a vela de sua filhinha estava acesa…
Passou-se mais um Shabat e, de repente, a mãe percebeu algo estranho: Quando uma vizinha ou amiga entrava na casa, via a vela sobre a mesa. Inclusive notava como a menina estava feliz por ter acendido a vela de Shabat e contava a todos que era uma vela sagrada e um dia sagrado. Enquanto que a mãe se comportava como se fosse um dia comum, de semana… Isso era meio estranho e não dava para entender! Para a menina era um dia sagrado, enquanto para a mãe era simplesmente um dia de semana?!
A mãe resolveu começar a acender velas de Shabat!
Assim que acendeu suas velas, a mãe foi para a cozinha, como de costume, esquentar o jantar. Quase acendeu o forno quando se deu conta assustada: “Acabei de acender as velas do sagrado Shabat, inclusive fiz a berachá, dizendo que é Shabat Kôdesh, e logo depois vou profanar o Shabat?!”
A mãe, simplesmente, não tocou o forno! As velas que tinha acabado de acender não lhe permitiram ligar o forno.
Mas comer comida fria também não dá. Aí a mãe começou a preparar tsholent, tal qual uma família que cumpre mitsvot.
Deste modo a família foi, passo a passo, progredindo, e cada semana descobria mais uma ação que não se pode fazer no Shabat.
As semanas foram passando, e a família foi cada vez mais se aproximando do cumprimento das mitsvot. Até que agora (quando o Rebe contou esta história), todos os membros da família viraram baalei teshuvá.
E tudo começou porque uma menininha insistiu – com choro e muita bagunça – em acender uma vela cada véspera de Shabat. Isso fez com que, com o passar das semanas, toda a família tenha deixado de profanar o Shabat enquanto a vela estava acesa. E continuou com a mãe, ela própria, começando a acender velas de Shabat. Deste modo, toda a família fez teshuvá.
***
Depois desta história, o Rebe contou mais outra:
Vivia na Inglaterra, uma família tradicional, que sabia o que são velas de Shabat, e as acendia semanalmente. Davam muita importância à mitsvá de acender as velas. Toda sexta-feira, uma mesa festiva era posta, e sobre ela eram acesas as velas.
Como a mãe queria muito que toda a família estivesse presente durante o acendimento, só o fazia quando o marido chegava do trabalho.
O marido só fechava seu negócio às cinco da tarde. Voltava para casa e, às seis a esposa acendia as velas de Shabat. Depois disso, o marido fazia o kidush e a família se sentava para a refeição do Shabat.
O marido era um homem muito organizado, e sempre abria e fechava seu negócio na hora certa. Fechava todas as sextas-feiras às cinco da tarde, tanto no verão, quando o sol ainda estava alto e lá fora estava claro; quanto no inverno, quando já estava escuro.
Certo dia, a filha daquele casal voltou da escola e, vibrando disse à mãe: “Mamãe, já tenho cinco anos e quero muito acender velas de Shabat, como me ensinaram na escola.”
A mãe ficou muito contende. “Isso mostra que a menina é inteligente e entende as coisas.” Pensou. Estou contente que minha filha segue meu exemplo. Isso mostra que ela vai me obedecer em outras coisas também.”
E a partir de então, cada sexta-feira a mãe arrumava uma mesa festiva, e esperava que o pai voltasse do trabalho. E às seis em ponto, ela e a menininha acendiam velas de Shabat.
E o inverno chegou… Os dias ficaram curtos e as noites, longas.
A sexta-feira foi muito curta. A menina, como de costume, olhou a folha de instruções que recebera, e viu o horário das velas daquela semana. Olhou para a folha, olhou para o relógio que havia na parede da sala e percebeu que faltava pouco para o horário do acendimento das velas. Na escola lhe ensinaram que antes daquele horário é permitido acender velas mas depois daquele horário, o sol já se pôs, já era Shabat e… já era proibido acender velas: era chilul Shabat (profanação do Shabat)!
A menina esperou, ansiosamente que a mãe levasse as velas para a mesa. Mas… nada. “Mamãe mal começou a arrumar a mesa festiva do Shabat”, pensou a menina. Lá fora, o sol estava quase se pondo, mas a mãe não dava nem sinal de que logo acenderiam as velas.
“O que está acontecendo aqui?” – pensou a menina. “Toda semana a gente acende velas muito antes da entrada do Shabat. O que está acontecendo hoje?! Por que mamãe ainda não aprontou as velas??!”
“Mamãe, quando vamos acender as velas? Já está muito tarde…” A mãe espantou-se: “Ué, às seis, como todas as semanas… e ainda temos bastante tempo até lá!”
A menina exclamou: “Oy vavoy!!! É proibido!!! É proibido acender as velas às seis. Já é noite. Vai ser chilul Shabat!”…
A mãe olhou para a menina sem entender nada. “Como, é proibido?! Papai ainda está no trabalho. Ele só volta às seis. E só quando ele chega é que acendemos as velas…”
A menina não escondeu sua turbulência. “Mamãe, não tem nada a ver com a hora que papai chega! A gente aprendeu na escola que é preciso acender as velas antes do pôr do sol. No verão, seis da tarde é bem antes do pôr do sol. Mas no inverno, às seis já está escuro… bem depois do pôr do sol… Aí já é proibido acender as velas, é chilul Shabat!”…
A mãe se assustou com a repreensão da filha e disse: “O quê? Você está querendo me modificar?! Está querendo que depois de tantos anos eu modifique meu costume?!”
A menininha respondeu: “Não! Não quero modificar você, só quero que me deixe acender as velas na hora, antes do pôr do sol.”
A mãe teve de deixar a filha acender logo as velas. A filha, por sua vez, apressou-se e acendeu a vela antes do pôr do sol.
O pai chegou do trabalho no seu horário costumeiro, quase seis, quando já era de noite.
Entrou em casa e viu algo muito estranho: sobre a mesa do Shabat estava acesa uma velinha: a vela que sua filhinha acendera. “O que está acontecendo aqui?” – Perguntou espantado. “Por que você acendeu a vela e não esperou para acender com sua mãe, na hora que ela sempre acende?”
A filha contou para o pai tudo o que acontecera, e lhe explicou o que aprendera na escola: que é preciso acender as velas de Shabat antes do pôr do sol.
O pai ficou espantado…
“Como pode ser que uma menina pequena discorde de seus pais?!” Porém, depois que pesquisaram o assunto, tiveram que admitir que a menina estava certa.
Dentro de pouco tempo, a menina conseguiu fazer com que seus pais mudassem de opinião e, na semana seguinte, a mãe e a filha já acenderam as velas de Shabat na hora certa…
Até então, a mãe achava que cumpria a mitsvá de acender velas de Shabat com grande capricho, até cuidava do shalom bayit, esperando que seu marido chegasse do trabalho. Mas ela estava equivocada: além de não fazer mitsvá nenhuma, ainda estava fazendo a averá (transgressão) muito grave de chilul Shabat. E quem foi que fez essa transformação?! Quem fez com que a mãe começasse a acender as velas na hora certa? A menininha de cinco anos…
MORAL DA HISTÓRIA:
De histórias como esta vemos que “mitsvá goreret mitsvá” (uma mitsvá puxa outra). Isso não é apenas um assunto que aparece na Mishná. É um assunto concreto, que vemos de fato. Uma das maneiras de constatar a importância e necessidade de uma ação é ver suas consequências. De histórias assim aprendemos como é importante o esforço na campanha de “acender velas de Shabat”.
(Da sichá de 6 de Tishrei de 5736)
Do livro: “Má Shesiper li HaRabi”
Vol III
Págs. 162-173.
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
O pai do Rebe, Rabi Levi Yitschak Schneerson, era rabino-chefe da cidade de Yekatrinoslav (hoje Dnepropetrovsk), região grande produtora de trigo da antiga União Soviética. Anualmente, judeus do país inteiro compravam de lá o trigo para as matsot de Pêssach.
Quando o governo comunista nacionalizou a economia, sabia muito bem que os judeus só comprariam farinha para Pêssach, se estivesse sob a supervisão de um rabino reconhecido. De modo que exigiu que o Rabino Levi Yitschak desse o certificado de kashrut para a farinha.
Rabi Levi Yitschak lhes disse que daria o certificado, mas seria responsabilidade do governo cumprir a lei judaica: cuidar para que o trigo não entrasse em contato com água, contratar supervisores para que a farinha fosse kasher para Pêssach, e lhes conferir toda a liberdade de ação.
As autoridades, inicialmente, falaram que tais exigências eram impraticáveis, pois causariam grande prejuízo financeiro, uma vez que o volume do trigo aumentava consideravelmente quando se lhe acrescentava água na hora de moer.
Rabi Levi Yitschak respondeu firmemente: “De acordo com a constituição e com minha própria consciência, não posso dizer a ninguém que a farinha é kasher para Pêssach, se ela não o for, de fato.”
Acabou viajando até Moscow, onde se encontrou com oficiais de alto escalão, e lhes explicou seu ponto de vista. Por incrível que pareça, eles concordaram com todas as exigências do Rebi Levi Yitschak Schneerson.
O chassid, Reb Ozer Winikorsky za’l, precisava passar pelas sete fogueiras do Guehenom, por onde tinham de passar todos os que se apresentavam para o serviço militar na Rússia comunista. Apresentou-se cinco vezes diante das autoridades de convocação, e cada vez que precisava aparecer diante do departamento médico, ficava tenso e apavorado.
Procurou o Rabi Levi Yitschak (pai do Rebe) e pediu sua bênção e orientação, para salvar-se das garras dos que conspiravam contra ele. Percebendo a aflição e o sofrimento do chassid, Rabi Levi Yitschak deu-lhe uma orientação detalhada do que deveria fazer a fim livrar-se de seus problemas. Falou-lhe o dia exato em que devia apresentar-se, a hora, e a rua por onde deveria chegar, que capítulos de Tehilim deveria dizer antes de ir, e quantas moedas deveria dar para tsedaká. Disse-lhe, inclusive, que ao chegar à porta do escritório do Serviço Militar, pensasse no Nome de D-us, e só depois se apresentasse. Deu-lhe sua bênção e sua promessa de nada de mal lhe ocorreria. Pediu-lhe também que depois voltasse a vê-lo, para contar tudo o que ocorrera.
“Quando lá cheguei” – relatou Reb Ozer – “após fazer tudo conforme a orientação do Rabi Levi Yitschak, entrei na grande sala onde havia várias mesas ordenadas. Ao lado de cada mesa estava sentado um médico, cada médico tinha sua especialidade, e sua função era examinar o candidato, única e exclusivamente na área de sua especialização. Cada médico estava encarregado de uma área da medicina, de modo que o candidato deveria passar por todos aqueles doutores, para que não pudesse enganar quanto a seu verdadeiro estado de saúde.”
“Fui cuidadosamente examinado por todos aqueles médicos, e cada um escreveu seu relatório. Quando, finalmente, cheguei ao funcionário que deveria me dar o resultado final – fiquei surpreso quando ele me olhou penalizado e perguntou: ‘O que há com você, infeliz? Cada um dos médicos encontrou uma doença!’”
“Deste modo saí de lá como inapto, e fui dispensado do Serviço Militar!” –Reb Ozer concluiu seu relato do milagre pessoal que lhe ocorreu pela berachá de Rabi Levi Yitschak.
(Do livro “Toledot Levi Yitschak”, Vol. I)
Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
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Alguns casamentos são feitos no Céu, outros são desfeitos no Céu.
O Rabino Binyomin Zilberstrom relatou o seguinte:
Esta história aconteceu aproximadamente em 2004 ou 2005. Telefonei para um judeu que eu conhecia, perguntei-lhe: “Como vai você? Como está a família?”
Eu sabia que ele tinha uma questão familiar complicada: infelizmente, estava casado com uma mulher não-judia. Ele era um judeu que dava tsedaká, tinha uma fé simples e verdadeira. Levava tudo a sério. Recentemente começara a pôr Tefilin. Não sei se todos os dias. Hoje, é possível que coloque Tefilin diariamente, mas na época não sei se diariamente. Em todo caso, era um judeu que tinha entusiasmo em cumprir uma mitsvá.
Naquela conversa telefônica, ele me disse:
“Quero lhe pedir que peça ao Lubavitcher Rebe uma berachá para mim: para que eu tenha sucesso nos negócios.”
Respondi:
“Assim que eu desligar o telefone, vou sentar e escrever uma carta para o Rebe, pedindo uma berachá para você.”
Enviei para o Rebe, em seguida coloquei a carta no Igrot Kôdesh. Quando abri o Igrot Kôdesh, me espantei ao ver uma carta curta, mas muito, muito forte.
“Assustei-me ao escutar sobre alguém que mora com uma mulher não-judia. Tente se encontrar com ele assim que possível, e diga-lhe que vivendo com uma mulher não-judia ele está trazendo uma calamidade sobre si e também sobre a mulher que não é judia.”
Quando li isso, perguntei a meu amigo, o Rabino Havlin, o que eu deveria fazer: deveria telefonar-lhe?
Ele me disse que aquele não era um assunto a ser discutido por telefone. É preciso viajar e lhe dizer isso. Surgiu a ideia de perguntar ao Rabino Mordechai Eliyahu, de abençoada memória, que na época era o Rabino-Chefe, e morava em Yerushalayim. O Rebe o respeitava muito, de diversas maneiras. “Vale a pena se encontrar com ele e pedir sua opinião.”
Fui me encontrar com ele, e levei comigo este volume de Igrot Kôdesh. Contei-lhe toda a história. E ele me disse:
“Esta é uma shlichut divina, do Céu. Você precisa ir até ele, e lhe transmitir as palavras do Rebe. E quando você lhe transmitir as palavras do Rebe, peça-lhe que fique de pé. Como consta no Tanach a respeito de Ehud e a respeito de Yechezkel. ‘Fique de pé.’”
Obviamente não foi fácil telefonar para ele. Mas liguei, e lhe disse que queria me encontrar com ele. Ele me perguntou qual era o assunto. Eu lhe disse: “Tenho uma shlichut do Rebe.” Ele me disse: “Não dá para falar por telefone?” Respondi que não. “Precisamos nos encontrar.” “Tem certeza?” – Perguntou.
Respondi: “Sim. Vamos marcar.”
Marcamos ao meio dia e meia, poucos dias depois.
Quando cheguei ao seu escritório, nos cumprimentamos muito calorosamente com Shalom Aleichem.
Ele me perguntou se deveria colocar Tefilin. Respondi: “Claro!” De modo que o ajudei a pôr Tefilin. Quando ele acabou de colocar Tefilin e acabou de rezar Shemá Yisrael, perguntou se deveria ficar com os Tefilin ou retirá-los. Naquele momento pensei: “Estou prestes a lhe transmitir uma mensagem nada fácil de receber. De modo que lhe disse: “Sim, fique de pé, com os Tefilin.” Ele ficou de pé, com os Tefilin.
Eu tinha preparado uma tradução em inglês, e lhe disse: vou ler para você uma tradução no inglês, palavra por palavra, do que o Rebe está lhe dizendo.
Obviamente não olhei para ele enquanto lia que ele deveria modificar sua vida e se separar da mulher não-judia. Quando acabei de ler, percebi que ele estava muito pálido. É óbvio: receber uma mensagem dessas…
Ele me disse: “Gostaria de me sentar com você em um dos restaurantes kasher e conversar.” Conversamos durante cerca de duas horas. Ele me disse: “Acho que o Rebe tem razão a respeito de tudo isso. A verdade é que eu também não estou satisfeito com ela. Talvez algum dia eu faça isso.”
Voltei para Israel e, pouco tempo depois, ele me disse que tinha se separado. O que houve? O Rebe resolveu o assunto. O que aconteceu foi que ela processou o judeu. E disse para o juiz que queria se separar dele. Mostrou ao juiz uma foto do Rebe e disse: “Sei que ele tem ligações com este homem – o Rebe – e por causa disso não quero ficar com ele.”
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“Bendito é o homem que confia em Hashem e de quem Hashem é a segurança.”
(Da Haftará de Parashat Bechukotai, Yermiyahu 17:7)
Certa vez, o Báal Shem Tov estava viajando com o Rav Mendel de Bar. No caminho, o Rav Mendel ficou com muita sede. Disse-lhe o Báal Shem Tov:
– Se você tiver confiança (bitachon) verdadeira em D-us, com certeza vai conseguir água.
E assim foi. Um não-judeu foi ao encontro deles e lhes perguntou se tinham visto seus cavalos, pois há três dias os perdera, e já era o terceiro dia que estava à procura deles. Os rabinos lhe perguntaram se ele tinha água. Ele respondeu que sim, e deu de beber ao Rav Mendel.
Rav Mendel perguntou ao Báal Shem Tov:
– Já que esse gentio estava viajando só por minha causa, para aplacar minha sede, por que ele já estava viajando há três dias?
Ao que o Báal Shem Tov respondeu:
– Hashem já preparou com antecedência, para que se você tivesse confiança verdadeira, sua necessidade fosse satisfeita.
Do livro: Sipurei Chassidim
do Rav Shlomo Yossef Zevin
Torá, pág. 334
(Hebraico)
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
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Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Nos séculos XVIII e XIX, na Rússia, os Czares implementaram uma lei que obrigava os meninos judeus a servir no exército russo durante 25 anos, a fim de que fossem russificados. Lá, ensinavam-lhes a ser soldados cristãos ortodoxos russos orgulhosos, e a dedicarem a vida à pátria.
Dentre os convocados judeus, alguns meninos conseguiram manter seu judaísmo, apesar das torturas, espancamentos e pressão psicológica. Mas foram poucos. A maioria morreu ou se converteu.
Eli Leib Itzkovitz fez parte da maioria. Foi recrutado com 12 anos de idade. Fraco, solitário e amedrontado. O padre parecia tão caloroso e amigável ao falar sobre a igreja (e tão amedrontador quando falava sobre os que não aceitaram o deus cristão), que Eli se converteu facilmente.
Mudou seu nome para Sasha e foi subindo na hierarquia do exército. Quinze anos depois estava prestes a se tornar oficial. Em virtude se sua dedicação ímpar, ele e alguns outros receberam dez dias de folga.
Um dos soldados disse que iria visitar sua família, e os demais concordaram que era uma boa ideia. De repente, uma lembrança dos olhos de sua mãe, da voz de seu pai e de seu lar, passaram pela cabeça de Eli.
É claro que o exército era seu “verdadeiro” lar, e a Rússia e o Czar eram seus pais. Mas, afinal de contas, tinha uma semana pela frente, sem planos, e todos os demais estavam indo prá casa. Por que ele não?
Após uma viagem de trem de 10 horas, Eli encontrou-se diante da porta de sua velha casa, e bateu na porta. Uma mulher atendeu. Será que aquela era sua mãe? Mal a reconheceu. E ela, tampouco o reconheceu. Tratou-o como um soldado russo de visita, convidando-o a entrar e lhe preparando um copo de chá.
Contou-lhe que seu marido falecera de cólera e seu filho único tinha sido levado para o exército 15 anos antes. Agora estava só. Eli estremeceu, só de pensar que jamais tornaria a ver seu pai. Fazia muito tempo. Passara mais tempo no exército do que em casa. Mas, em algum lugar profundo dentro de si, a criança ainda existia. Finalmente, Eli olhou nos olhos de sua mãe e disse baixinho: “Mamãe, sou eu! Eli!”
Quando se acalmaram e enxugaram os olhos, Eli contou a sua mãe sobre o exército e tudo o que fizera nos últimos 15 anos, inclusive que tinha sido batizado. “O judaísmo é coisa do passado”, disse-lhe. “Os mandamentos são velhos.” Repetiu muito dos dogmas que aprendera com o padre.
Sua mãe lhe implorou para que fosse judeu. Contou-lhe sobre a dedicação de seu pai, sobre Avraham e os milhares de anos do auto-sacrifício dos judeus pela Torá. Mas de nada adiantou. Ela, portando, mudou de assunto.
Eli ficou com ela uma semana. Quando chegou a hora de voltar para a base, ela lhe implorou: “Por favor, não quero perde-lo de novo. Não quero que seja morto. Na cidade de Liadi há um grande rabino, com o nome de Rebe Shneur Zalman. Vá até ele e lhe entregue este bilhete e lhe peça uma bênção.”
Eli queria recusar, mas o olhar suplicante de sua mãe lhe derreteu o coração. Poucas horas depois estava na casa do Rebe, no final de uma fila. Os chassidim tinham ordens para não deixar os soldados esperando e ele foi passado na frente da fila.
A porta do escritório do Rebe abriu-se. Quando Eli entrou, foi envolto por um sentimento de temor e respeito que jamais antes sentira. Foi pego totalmente de surpresa. Olhou nos olhos do Rebe e sentiu o olhar penetrante do Rebe.
Entregou o bilhetinho de sua mãe. O Rebe lhe fez algumas perguntas sobre ele e sobre o exército e, finalmente, disse: “Que o Todo-Poderoso lhe dê sucesso em tudo o que você fizer.”
Eli conseguiu ter coragem de pedir uma moeda para ter consigo, para boa sorte e proteção, mas o Rebe respondeu: “D-us o protegerá sem moeda, e lhe dará entendimento para escolher o caminho certo.”
Quando Eli saiu da casa do Rebe, sentiu-se diferente. Sentiu-se reconectado a algo vivo e infinito que havia perdido. No dia seguinte quando voltou a sua base, um anúncio foi afixado na porta do refeitório dizendo que por ordem do czar, quem quer que desejasse voltar para a religião de seus pais poderia fazê-lo.
Eli imediatamente apresentou-se a seu comandante. Pediu para que seu nome voltasse a ser Eli Leib e que fosse registrado como judeu. Em instantes, um padre e diversos comandantes o chamaram para uma conversa particular. Eli tinha sido um soldado destacado, com um futuro brilhante, e não queriam perde-lo. Deram-lhe todas as razões possíveis para que continuasse um gentio e não voltasse a ser judeu. O padre lhe explicou como ele estaria condenado, perderia a bênção eterna e a redenção. Os oficiais lhe disseram que perderia sua posição no exército, bem como seus amigos e seu futuro. Mas Eli olhara nos olhos do Rebe. Esperou que terminassem de falar e em seguida falou.
Disse calma mas firmemente: “O primeiro judeu, Avraham esteve só. O mundo inteiro estava contra ele, mas estou com ele.” Em seguida, voltou-se para o padre e disse: “Não posso debater com o senhor, mas tenho certeza de que o Rebe de Liadi conhece todos os seus argumentos e estou certo de que ele também está do lado de Avraham.”
Eli foi rebaixado a soldado e seus benefícios foram apagados. Quando acabou o serviço militar, voltou para sua mãe e a primeira bênção do Rebe, de que D-us lhe daria sucesso em tudo o que fizesse realizou-se: encontrou um bom trabalho e uma ótima esposa. Viveu para ver três gerações de descendentes. E, pelo menos, uma vez por ano, reunia sua família e repetia a história de como só de ver o rosto do Rebe lhe deu a vontade e a força para viver como judeu.
Quando o holocausto começou, na Europa, o Rebe e a Rebetsin estavam na Europa. Seu sogro, o Rebe anterior, já estava nos Estados Unidos e revirou o mundo, nos esforços para conseguir retirar da Europa nazista sua filha e seu genro, o Rebe. Seus esforços chegaram até a Casa Branca. Os últimos navios estavam saindo da Europa, e quem de lá não conseguisse sair, provavelmente jamais sairia.
Havia um advogado que estava cuidando da papelada, para que os vistos chegassem da América. O Rebe o visitava de vez em quando e, certo dia, o advogado o recebeu muito empolgado, pois os vistos haviam chegado. Era como se fossem documentos de libertação do Guehenom. De fato, o Rebe chegou no último navio que conseguiu chegar da Europa, saiu de Portugal.
O advogado, muito emocionado, falou para o Rebe: Vamos correr até os Correios e enviar um aviso a seu sogro (o Rebe anterior) que os documentos chegaram, afinal de contas, ele não medira esforços para consegui-los. Só o fato de chegarem dos Estados Unidos até a Europa era muito complicado, naquela época de guerra.
O Rebe o interrompeu e disse:
“Parece-me, que de acordo com a Halachá (Lei Judaica), preciso avisar primeiro a minha esposa.”
De um shiur do Rabino Shneor Ashkenazi
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
No ano 1854, o Rei Nicolau I emitiu um decreto proibindo as mulheres judias de usarem um kissuirosh (cobertura para o cabelo) que usavam na época, chamado knupin. O Rei Nicolau I era um grande antissemita e estava sempre emitindo decretos perversos, principalmente em assuntos religiosos. E ele não gostava daquele kissui rosh.
Vinte anos depois, no ano de 1874, houve outro decreto chamado: “nova situação na convocação para o exército”: todos os rapazes, sem exceção, precisavam se apresentar ao Serviço Militar. Antes disso, cada cidade ou localidade deveria mandar certo número de convocados, anualmente.
E o Rebe Maharash concluiu: Os filhos das mulheres que vinte anos antes não tiraram a cobertura do cabelo foram dispensados do Serviço Militar. Todos, sem exceção. Mas quanto àquelas que não passaram no teste, bem sei os sofrimentos por que passaram.
O tsadik, Rabi Avraham Yaakov de Sadigura, costumava, na noite de bedikat chamets, contar a seguinte história:
Numa aldeia próxima à cidade de Kolbassov, vivia um judeu que alugava uma taverna ao nobre da aldeia. Como os negócios daquele judeu não iam bem, não conseguiu pagar o aluguel em dia. O proprietário mandou cobrar o aluguel várias vezes, mas ele não tinha com que pagar. O proprietário fez várias ameaças, mas de nada adiantou.
E eis que no Shabat Hagadol, o nobre mandou seus cossacos à casa do judeu para que revirassem tudo, à guisa de castigo. Os cossacos fizeram uma grande destruição. Reviraram, quebraram e sujaram tudo.
Depois que os cossacos foram embora, o judeu e sua família quedaram-se deprimidos e sem palavras, diante de tamanho sofrimento. O judeu resolveu, então, aliviar um pouco sua dor, e dirigiu-se à cidade, para escutar a drashá do Shabat Hagadol do rabino.
E ouviu que no desenrolar da drashá o rabino falou:
– Há duas berachot: “gaal Yisrael”(redimiu Israel) no passado (nas berachot após o Shemá, e na Hagadá de Pêssach), e “Goel Yisrael” (redime Israel) no presente (na Amidá). “gaal Yisrael” refere-se à redenção do exílio do Egito, e “goelYisrael” refere-se à redenção constante. Que se houver, até mesmo numa aldeia, um judeu que não tem com que pagar o aluguel, e o senhorio manda seus cossacos para fazerem uma “destruição” em sua casa, e eles chegam e quebram tudo o que há na casa, também para este judeu Hashem dá um jeito de tirá-lo de seus apertos e redimi-lo.
Quando o aldeão escutou aquelas palavras, encheu-se de alegria, e foi para sua casa, na aldeia, dançando e cantando.
O rabi falou “goelYisrael”! O rabi falou “goelYisrael”!
De noitinha, o pôrets enviou novamente seus homens à casa do judeu, para ver o que ele estava fazendo diante de toda a destruição. Os cossacos chegaram à casa e viram que o judeu estava “repleto de alegria”, dançando e cantando. Espantados diante do que viram, voltaram ao pôrets e lhe disseram que aparentemente, o judeu perdera o juízo, devido ao sofrimento, pois o encontraram dançando e cantando alegremente.
De noite, o pôrets mandou chamar o judeu. Este pensou que por certo o pôrets queria castigá-lo. Mas lembrou-se das palavras do rav sobre “goel Yisrael”, e não temeu nem se assustou. Pelo contrário, foi para lá com grande alegria.
Quando chegou ao castelo do pôrets, este começou a lhe dar lição de moral:
– Por que, “Moshke” você é tão fracassado? Além de viver na pobreza não tem com que me pagar.
Ao que o judeu lhe respondeu:
– Que posso fazer?
– Escute, Moshke, – disse o pôrets – vou lhe dar um bilhete para a destilaria da cidade e lhe venderão, a crédito, aguardente no valor x. Venda a aguardente e lucre um pouco, e repita a operação várias vezes. Assim terá dinheiro para me pagar e para as despesas de sua casa.
E assim ele fez. E nos poucos dias entre o Shabat Hagadol e Êrev Pessach conseguiu comprar e vender aguardente várias vezes e ganhou um dinheirão. Pagou ao pôrets, comprou tudo o que era necessário para Pêssach.
Na véspera de Pêssach, embrulhou num lenço uma quantia de moedas e levou para o Rav de Kolbassov, dizendo:
– Trouxe para o rabi o dinheiro de “goelYisrael”
Adaptado de:
“Sipurei Chassidim” do Rav Shlomo Yossef Zevin
Moadim
Págs. 277-278
(Hebraico)
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D