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CONFIANÇA VERDADEIRA

BS’D

“Bendito é o homem que confia em Hashem e de quem Hashem é a segurança.”

(Da Haftará de Parashat Bechukotai,  Yermiyahu 17:7)

Certa vez, o Báal Shem Tov estava viajando com o Rav Mendel de Bar. No caminho, o Rav Mendel ficou com muita sede. Disse-lhe o Báal Shem Tov:

– Se você tiver confiança (bitachon) verdadeira em D-us, com certeza vai conseguir água.

E assim foi. Um não-judeu foi ao encontro deles e lhes perguntou se tinham visto seus cavalos, pois há três dias os perdera, e já era o terceiro dia que estava à procura deles. Os rabinos lhe perguntaram se ele tinha água. Ele respondeu que sim, e deu de beber ao Rav Mendel.

Rav Mendel perguntou ao Báal Shem Tov:

– Já que esse gentio estava viajando só por minha causa, para aplacar minha sede, por que ele já estava viajando há três dias?

Ao que o Báal Shem Tov respondeu:

– Hashem já preparou com antecedência, para que se você tivesse confiança verdadeira, sua necessidade fosse satisfeita.

Do livro: Sipurei Chassidim

do Rav Shlomo Yossef Zevin

Torá, pág. 334

(Hebraico)

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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VER O ROSTO DO REBE

BS’D

BS’D

Nos séculos XVIII e XIX, na Rússia, os Czares implementaram uma lei que obrigava os meninos judeus a servir no exército russo durante 25 anos, a fim de que fossem russificados. Lá, ensinavam-lhes a ser soldados cristãos ortodoxos russos orgulhosos, e a dedicarem a vida à pátria.

Dentre os convocados judeus, alguns meninos conseguiram manter seu judaísmo, apesar das torturas, espancamentos e pressão psicológica. Mas foram poucos. A maioria morreu ou se converteu.

Eli Leib Itzkovitz fez parte da maioria. Foi recrutado com 12 anos de idade. Fraco, solitário e amedrontado. O padre parecia tão caloroso e amigável ao falar sobre a igreja (e tão amedrontador quando falava sobre os que não aceitaram o deus cristão), que Eli se converteu facilmente.

Mudou seu nome para Sasha e foi subindo na hierarquia do exército. Quinze anos depois estava prestes a se tornar oficial. Em virtude se sua dedicação ímpar, ele e alguns outros receberam dez dias de folga.

Um dos soldados disse que iria visitar sua família, e os demais concordaram que era uma boa ideia. De repente, uma lembrança dos olhos de sua mãe, da voz de seu pai e de seu lar, passaram pela cabeça de Eli.

É claro que o exército era seu “verdadeiro” lar, e a Rússia e o Czar eram seus pais. Mas, afinal de contas, tinha uma semana pela frente, sem planos, e todos os demais estavam indo prá casa. Por que ele não?

Após uma viagem de trem de 10 horas, Eli encontrou-se diante da porta de sua velha casa, e bateu na porta. Uma mulher atendeu. Será que aquela era sua mãe? Mal a reconheceu. E ela, tampouco o reconheceu. Tratou-o como um soldado russo de visita, convidando-o a entrar e lhe preparando um copo de chá.

Contou-lhe que seu marido falecera de cólera e seu filho único tinha sido levado para o exército 15 anos antes. Agora estava só. Eli estremeceu, só de pensar que jamais tornaria a ver seu pai. Fazia muito tempo. Passara mais tempo no exército do que em casa. Mas, em algum lugar profundo dentro de si, a criança ainda existia. Finalmente, Eli olhou nos olhos de sua mãe e disse baixinho: “Mamãe, sou eu! Eli!”

Quando se acalmaram e enxugaram os olhos, Eli contou a sua mãe sobre o exército e tudo o que fizera nos últimos 15 anos, inclusive que tinha sido batizado. “O judaísmo é coisa do passado”, disse-lhe. “Os mandamentos são velhos.” Repetiu muito dos dogmas que aprendera com o padre.

Sua mãe lhe implorou para que fosse judeu. Contou-lhe sobre a dedicação de seu pai, sobre Avraham e os milhares de anos do auto-sacrifício dos judeus pela Torá. Mas de nada adiantou. Ela, portando, mudou de assunto.

Eli ficou com ela uma semana. Quando chegou a hora de voltar para a base, ela lhe implorou: “Por favor, não quero perde-lo de novo. Não quero que seja morto. Na cidade de Liadi há um grande rabino, com o nome de Rebe Shneur Zalman. Vá até ele e lhe entregue este bilhete e lhe peça uma bênção.”

Eli queria recusar, mas o olhar suplicante de sua mãe lhe derreteu o coração. Poucas horas depois estava na casa do Rebe, no final de uma fila. Os chassidim tinham ordens para não deixar os soldados esperando e ele foi passado na frente da fila.

A porta do escritório do Rebe abriu-se. Quando Eli entrou, foi envolto por um sentimento de temor e respeito que jamais antes sentira. Foi pego totalmente de surpresa. Olhou nos olhos do Rebe e sentiu o olhar penetrante do Rebe.

Entregou o bilhetinho de sua mãe. O Rebe lhe fez algumas perguntas sobre ele e sobre o exército e, finalmente, disse: “Que o Todo-Poderoso lhe dê sucesso em tudo o que você fizer.”

Eli conseguiu ter coragem de pedir uma moeda para ter consigo, para boa sorte e proteção, mas o Rebe respondeu: “D-us o protegerá sem moeda, e lhe dará entendimento para escolher o caminho certo.”

Quando Eli saiu da casa do Rebe, sentiu-se diferente. Sentiu-se reconectado a algo vivo e infinito que havia perdido. No dia seguinte quando voltou a sua base, um anúncio foi afixado na porta do refeitório dizendo que por ordem do czar, quem quer que desejasse voltar para a religião de seus pais poderia fazê-lo.

Eli imediatamente apresentou-se a seu comandante. Pediu para que seu nome voltasse a ser Eli Leib e que fosse registrado como judeu. Em instantes, um padre e diversos comandantes o chamaram para uma conversa particular. Eli tinha sido um soldado destacado, com um futuro brilhante, e não queriam perde-lo. Deram-lhe todas as razões possíveis para que continuasse um gentio e não voltasse a ser judeu. O padre lhe explicou como ele estaria condenado, perderia a bênção eterna e a redenção. Os oficiais lhe disseram que perderia sua posição no exército, bem como seus amigos e seu futuro. Mas Eli olhara nos olhos do Rebe. Esperou que terminassem de falar e em seguida falou.

Disse calma mas firmemente: “O primeiro judeu, Avraham esteve só. O mundo inteiro estava contra ele, mas estou com ele.” Em seguida, voltou-se para o padre e disse: “Não posso debater com o senhor, mas tenho certeza de que o Rebe de Liadi conhece todos os seus argumentos e estou certo de que ele também está do lado de Avraham.”

Eli foi rebaixado a soldado e seus benefícios foram apagados. Quando acabou o serviço militar, voltou para sua mãe e a primeira bênção do Rebe, de que D-us lhe daria sucesso em tudo o que fizesse realizou-se: encontrou um bom trabalho e uma ótima esposa. Viveu para ver três gerações de descendentes. E, pelo menos, uma vez por ano, reunia sua família e repetia a história de como só de ver o rosto do Rebe lhe deu a vontade e a força para viver como judeu.

Rabino Tuvia Bolton de www.OhrTmimim.org

http://www.weeklylchaim.com/lchaim/5769/1070.htm#caption9

http://www.lchaimweekly.org/

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

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O QUE VEM PRIMEIRO

BS’D

Quando o holocausto começou, na Europa, o Rebe e a Rebetsin estavam na Europa. Seu sogro, o Rebe anterior, já estava nos Estados Unidos e revirou o mundo, nos esforços para conseguir retirar da Europa nazista sua filha e seu genro, o Rebe. Seus esforços chegaram até a Casa Branca. Os últimos navios estavam saindo da Europa, e quem de lá não conseguisse sair, provavelmente jamais sairia.

Havia um advogado que estava cuidando da papelada, para que os vistos chegassem da América. O Rebe o visitava de vez em quando e, certo dia, o advogado o recebeu muito empolgado, pois os vistos haviam chegado. Era como se fossem documentos de libertação do Guehenom. De fato, o Rebe chegou no último navio que conseguiu chegar da Europa, saiu de Portugal.

O advogado, muito emocionado, falou para o Rebe: Vamos correr até os Correios e enviar um aviso a seu sogro (o Rebe anterior) que os documentos chegaram, afinal de contas, ele não medira esforços para consegui-los. Só o fato de chegarem dos Estados Unidos até a Europa era muito complicado, naquela época de guerra.

O Rebe o interrompeu e disse:

“Parece-me, que de acordo com a Halachá (Lei Judaica), preciso avisar primeiro a minha esposa.”

De um shiur do Rabino Shneor Ashkenazi

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

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“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

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LECHATCHILA ARIBER

BS’D

Beit Yiar é o aniversário do Rebe Maharash,

Lechatchila Ariber,

Tiferet ShebeTiferet

Disse o Rebe Maharash:

No ano 1854, o Rei Nicolau I emitiu um decreto proibindo as mulheres judias de usarem um kissui rosh (cobertura para o cabelo) que usavam na época, chamado knupin. O Rei Nicolau I era um grande antissemita e estava sempre emitindo decretos perversos, principalmente em assuntos religiosos. E ele não gostava daquele kissui rosh.

Vinte anos depois, no ano de 1874, houve outro decreto chamado: “nova situação na convocação para o exército”: todos os rapazes, sem exceção, precisavam se apresentar ao Serviço Militar. Antes disso, cada cidade ou localidade deveria mandar certo número de convocados, anualmente.

E o Rebe Maharash concluiu: Os filhos das mulheres que vinte anos antes não tiraram a cobertura do cabelo foram dispensados do Serviço Militar. Todos, sem exceção. Mas quanto àquelas que não passaram no teste, bem sei os sofrimentos por que passaram.

Adaptado do livro:

“Shemuot VeSipurim”, R. Refael Nachman Hakohen

(Hebraico)

Vol. I, pág. 67

Agradecimentos especiais ao Rabino Shmuel Butman

http://www.collive.com/show_news.rtx?id=35176&alias=wedding-will-link-2-miracles

(inglês)

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

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Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

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GAAL – GOEL

BS’D

Arte by: https://www.etsy.com/

tsadik, Rabi Avraham Yaakov de Sadigura, costumava, na noite de bedikat chamets, contar a seguinte história:

Numa aldeia próxima à cidade de Kolbassov, vivia um judeu que alugava uma taverna ao nobre da aldeia. Como os negócios daquele judeu não iam bem, não conseguiu pagar o aluguel em dia. O proprietário mandou cobrar o aluguel várias vezes, mas ele não tinha com que pagar. O proprietário fez várias ameaças, mas de nada adiantou.

E eis que no Shabat Hagadol, o nobre mandou seus cossacos à casa do judeu para que revirassem tudo, à guisa de castigo. Os cossacos fizeram uma grande destruição. Reviraram, quebraram e sujaram tudo.

Depois que os cossacos foram embora, o judeu e sua família quedaram-se deprimidos e sem palavras, diante de tamanho sofrimento. O judeu resolveu, então, aliviar um pouco sua dor, e dirigiu-se à cidade, para escutar a drashá do Shabat Hagadol do rabino.

E ouviu que no desenrolar da drashá o rabino falou:

– Há duas berachot: “gaal Yisrael”(redimiu Israel) no passado (nas berachot  após o Shemá, e na Hagadá de Pêssach), e “Goel Yisrael” (redime Israel) no presente (na Amidá). “gaal Yisrael” refere-se à redenção do exílio do Egito, e “goel Yisrael” refere-se à redenção constante. Que se houver, até mesmo numa aldeia, um judeu que não tem com que pagar o aluguel, e o senhorio manda seus cossacos para fazerem uma “destruição” em sua casa, e eles chegam e quebram tudo o que há na casa, também para este judeu Hashem dá um jeito de tirá-lo de seus apertos e redimi-lo.

Quando o aldeão escutou aquelas palavras, encheu-se de alegria, e foi para sua casa, na aldeia, dançando e cantando.

rabi falou “goel Yisrael”! O rabi falou “goel Yisrael”!

De noitinha, o pôrets enviou novamente seus homens à casa do judeu, para ver o que ele estava fazendo diante de toda a destruição. Os cossacos chegaram à casa e viram que o judeu estava “repleto de alegria”, dançando e cantando. Espantados diante do que viram, voltaram ao pôrets e lhe disseram que aparentemente, o judeu perdera o juízo, devido ao sofrimento, pois o encontraram dançando e cantando alegremente.

De noite, o pôrets mandou chamar o judeu. Este pensou que por certo o pôrets queria castigá-lo. Mas lembrou-se das palavras do rav sobre “goel Yisrael”, e não temeu nem se assustou. Pelo contrário, foi para lá com grande alegria.

Quando chegou ao castelo do pôrets, este começou a lhe dar lição de moral:

– Por que, “Moshke” você é tão fracassado? Além de viver na pobreza não tem com que me pagar.

Ao que o judeu lhe respondeu:

– Que posso fazer?

– Escute, Moshke, – disse o pôrets – vou lhe dar um bilhete para a destilaria da cidade e lhe venderão, a crédito, aguardente no valor x. Venda a aguardente e lucre um pouco, e repita a operação várias vezes. Assim terá dinheiro para me pagar e para as despesas de sua casa.

E assim ele fez. E nos poucos dias entre o Shabat Hagadol Êrev Pessach conseguiu comprar e vender aguardente várias vezes e ganhou um dinheirão. Pagou ao pôrets, comprou tudo o que era necessário para Pêssach.

Na véspera de Pêssach, embrulhou num lenço uma quantia de moedas e levou para o Rav de Kolbassov, dizendo:

– Trouxe para o rabi o dinheiro de “goel Yisrael

Adaptado de:

“Sipurei Chassidim” do Rav Shlomo Yossef Zevin

Moadim

Págs. 277-278

(Hebraico)

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

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O SÊDER DO CARREGADOR

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

Certa vez, Rebe Levi Yitschak de Berditchev estava fazendo o Sêder, na primeira noite de Pêssach, e lhe parecia que tinha tido todas kavanot corretas. Mas do Céu lhe foi revelado:

– Não se vanglorie de seu Sêder, aqui na cidade há um judeu chamado Chaim “Treiger” (carregador) e o Sêder dele é melhor que o seu.

Foi quando chegaram à casa do tsadik muitos chassidim, que já tinham concluído o Sêder em suas casas, e tinham ido ouvir e ver o Sêder do tsadik. Disse-lhes Rebe Levi Yitschak de Berditchev:

– Vocês conhecem R. Chaim “Treiger”?

Um dos chassidim disse que o conhecia, mas não sabia onde ele morava.

Disse-lhes Rebe Levi Yitschak de Berditchev:

– Se for possível chama-lo até aqui, ficarei muito contente.

Os chassidim se espalharam pelas ruas de Berditchev a sua procura, até que conseguiram descobrir onde morava. Chegaram na casa dele e bateram na porta. A esposa do carregador saiu e disse:

– Para que precisam de meu marido? Ele está bêbedo, dormindo na cama.

Mas os Chassidim não ligaram para o que ela disse. Acordaram-no e o levaram, quase carregado nos ombros, até a casa do tsadik. Rebe Levi Yitschak de Berditchev falou que lhe dessem uma cadeira para sentar, e começou a lhe fazer perguntas.

– Meu amigo R. Chaim, no Shabat Hagadol você falou “Avadim haínu”?

– Sim, respondeu o carregador.

– Você fez bedikat chamets?

– Sim, respondeu.

– Hoje à noite, fez o Sêder?

R. Chaim respondeu:

Rebe! Vou contar a verdade ao senhor. Ouvi dizer que durante oito dias seguidos é proibido beber vodca.  Então, hoje de manhã bebi para os oito dias. Daí, fiquei cansado e dormi. Quando anoiteceu, minha esposa começou a me acordar. E falei para ela: “O que você quer de mim? Não sabe que sou um ignorante, e que meu pai também era um ignorante, e não sei de nada? Só uma coisa eu sei: que nossos antepassados estavam na galut nas mãos dos ciganos, e temos um D-us que nos tirou de lá para a liberdade. E agora também estamos na galut, e Hashem também agora vai nos tirar da galut.” Depois disso, vi que sobre a mesa havia matsot, vinho e ovos. E comi as matsot com os ovos e bebi o vinho, e como estava muito cansado, precisei voltar a dormir.

Rebe Levi Yitschak de Berditchev ouviu suas palavras e mandou os Chassidim acompanhá-lo de volta a sua casa.

Depois o tsadik falou:

– Suas palavras causaram uma ótima impressão no Céu, pois as disse com a maior sinceridade, e com a mais pura das intenções, pois mais do que isso não sabe.

Do livro: Sipurei Chassidim – Moadim

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Págs. 295-296

(Hebraico)

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

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Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

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Efraim Shlomo ben Motl Halevi

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O CHEQUE

BS’D

Arte by Yoram Raanan

Pressburg era uma das cidades mais importantes do Império Austro-Húngaro, e sua yeshivá era uma das maiores e mais respeitadas de toda a Europa. Nos meados do Século XIX, lá viveu um rico mercador, que tinha uma grande loja no centro da cidade. Era respeitado e ativo na comunidade judaica, e era também conhecido por sua generosidade. Tinha um costume notável. Diariamente calculava os rendimentos de seu negócio, via qual tinha sido o lucro e disso separava 10% como dízimo, que entregava diariamente para a yeshivá.

Tragicamente, esse homem excepcional adoeceu de repente, e faleceu relativamente jovem, deixando uma viúva e cinco filhas jovens. Sua esposa era inteligente e ativa. Sempre ajudara o marido no negócio, que conhecia bem. Depois de seu falecimento, assumiu o controle e manteve seu sucesso. Também teve o cuidado de continuar o jeito generoso do marido e, diariamente, entregava o dízimo dos lucros ao Rosh Yeshivá, o ilustre Ktav Sofer.

Logo após o falecimento do marido, como não tinha filhos, pediu ao Rosh Yeshivá para organizar para que estudiosos da Torá dissessem o Kadish, a prece dos enlutados, pela a alma de seu marido, durante todos os onze meses, e também anualmente no yahrzeit. Também pediu que um segundo Kadish fosse dito diariamente, tendo em mente todas as almas que não tinham ninguém dizendo Kadish por elas.

Isso continuou durante cerca de dez anos. Às vezes os 10% chegavam a centenas de kroner por dia. Mas por mais que fossem, ela sempre perguntava se a yeshivá estava cumprindo sua parte do acordo.

Mas a roda virou. Em vez de lucros diários, começaram os prejuízos. Mesmo assim, a viúva seguia seu cronograma de aparecer diariamente na yeshivá, só que informava ao Rosh Yeshivah que hoje, infelizmente, nada tinha para dar. Mesmo assim, continuava perguntando se ainda estavam dizendo os Kadishim, embora ela já não pudesse contribuir financeiramente. Garantiam-lhe que, obviamente estavam, e que ela não se preocupasse.

Dia após dia, a situação foi piorando, até que ela teve de começar a vender algumas de suas joias e outros objetos de valor para poder pôr comida na mesa para suas filhas. Ninguém sabia de sua situação, exceto os estudantes mais velhos e os funcionários da yeshivá, que sabiam que seu negócio estava praticamente falido.

Certo dia, um casamenteiro foi à sua casa e, após algumas gentilezas, disse: “Minha cara senhora, suas filhas cresceram, e são muito bonitas. Talvez, devido a seu grande envolvimento nos negócios, a senhora não tenha percebido que já estão na hora de casar. Estou seguro de que posso encontrar muitos alunos de Yeshivá extraordinários que estariam interessados por elas, e a senhora poderia escolher. Basta me dizer quanto pretende dar de dote para cada uma.”

Sabiamente, ela resolveu não lhe revelar sua verdadeira situação. Em vez disso, falou apenas que pensaria no assunto e voltaria a falar com ele sobre sua oferta. Ele foi embora e ela caiu no choro.

Em seguida, vestiu-se e correu para a yeshivá. Desabafou para o Rosh Yeshivá. Chorando, disse: “Não entendo como minha situação piorou tanto.” Voltou a perguntar se os kadishim ainda estavam sendo ditos, e ele lhe assegurou que estavam.

De repente, a porta se abriu. Um senhor distinto entrou, voltou-se para a viúva, e lhe perguntou por que estava chorando. Disse-lhe que sabia de sua situação e estava disposto a ajudar. E pediu ao Rosh Yeshivá para que fossem para seu escritório e que dois estudantes da yeshivá se juntassem a eles. O Rosh Yshivá concordou e chamou dois dos seus cinco grandes discípulos daquele ano: seu filho, Rabi Shimon Sofer e Rabi Yossef Chaim Sonnenfeld.

Quando todos estavam reunidos, o visitante misterioso disse: “Sei que você tem cinco filhas em idade de casar. Vamos fazer as contas. Cada uma precisa de mil kroner para dote e mais outros mil kroner para as despesas do casamento e para comprar móveis e montar uma casa. De modo que são dois mil para cada uma, ou dez mil no total. Além disso, para levantar novamente seu negócio, vai precisar de mais outros dez mil kroner. Isso dá um total de vinte mil kroner.

“Tudo bem,” disse, “vou fazer um cheque.” Tirou um talão de cheques e destacou um. Escreveu nele o nome da mulher, fez um cheque de vinte mil kroner e assinou! Mas antes de lhe dar, pediu aos dois jovens estudantes que assinassem no verso, como testemunhas da transação. Também lhes pediu que pegassem seus cadernos pessoais para que ele assinasse em cada um deles, caso a assinatura do cheque fosse questionada. Voltando-se, em seguida, novamente para a mulher, disse-lhe que deveria levar o cheque ao banco do governo, quando abrisse, às nove horas, e que eles descontariam o cheque. Em seguida, foi embora, tão de repente quanto tinha chegado.

Todos os presentes estavam chocados, ainda sem acreditar no que acontecera. Foi como se estivessem num sonho. Foi quando um dos rabinos de repente falou: “Um homem assim poderia, realmente, ajudar a yeshivá. Vamos falar com ele.” Os dois saíram correndo atrás dele, mas não conseguiram encontrá-lo, nem ninguém que o tivesse visto.

Às nove, na manhã seguinte, a viúva estava no banco. O guarda que estava na porta a mandou falar com um dos caixas, a quem ela mostrou o cheque. Ele procurou nos registros e lhe disse que a conta tinha fundos para cobrir o cheque, mas uma quantia tão elevada necessitava da autorização do diretor. Pediu que ela esperasse e foi até a administração. Lá, mostrou o cheque a o diretor do banco que, ao vê-lo, desmaiou!

Foi o maior pandemônio. Foi a maior correria. Chegou a polícia e, após questionar alguns funcionários, prenderam a mulher numa sala de segurança aguardando investigação adicional.

O médico que foi chamado fez com que o diretor do banco recuperasse os sentidos rapidamente. Assim que recuperou a consciência, o diretor pediu para que a portadora do cheque fosse levada até ele. Quando lhe disseram que a segurança a prendera, disse que precisava ir até ela e que prender uma mulher tão justa não passara de engano. Foi logo a seu encontro e, após desculpar-se, a convidou a acompanhá-lo até seu escritório.

“Diga-me, por gentileza, como conseguiu este cheque?”

Ela lhe relatou suas dificuldades e a aparição repentina de seu benfeitor desconhecido. Explicou sobre seu falecido marido e sua prática diária de maasser, e dos kadishim que ela tinha organizado, através da yeshivá, para ele e para as almas que não tinham ninguém para dizer Kadish por elas.

Ele lhe perguntou se ela reconheceria seu benfeitor pessoalmente ou em foto. Ela disse que sim. E acrescentou que dois rabinos da yeshivá tinham sido testemunhas oficiais do acontecimento e que suas assinaturas estavam no verso do cheque, e que o homem também tinha assinado em seus cadernos pessoais. O diretor ficou empolgado ao ouvir isso e, ao ver as assinaturas, entrou em contato com a yeshivá para pedir que o Rabino Sonnenfeld e o Rabino Shimon Sofer fossem até seu escritório.

Quando eles chegaram, confirmaram o que a mulher tinha relatado. O diretor do banco disse-lhes, então que ele próprio descontaria o cheque, pois a conta bancária pertencia a sua família, mas que sua esposa também tinha que endossá-lo. Mandou chamar a esposa, pedindo-lhe que viesse rápido, porque havia pessoas esperando; mas que primeiro deveria juntar todas as fotos da família que tinha em casa, e trazê-las.

Embora o diretor do banco fosse judeu, sua esposa não era. Quando ela chegou, ele pediu que a viúva e os dois rabinos esperassem em outra sala. Contou à esposa o que estava acontecendo e disse que eles deveriam ver se a mulher conseguiria identificar nas fotos, o homem que assinou o cheque. A esposa afirmou que se tudo aquilo fosse verdade, ela se converteria ao judaísmo.

O diretor, então, espalhou todas as fotos sobre sua mesa. Pediu a cada um dos três que entrasse separadamente e visse se o homem que deu o cheque aparecia em alguma das fotos. Cada um dos três identificou a mesma pessoa, sem vacilar.

O diretor do banco pediu que todos entrassem. “Sabem quem é esse homem que deu o cheque?” – Perguntou. “É meu pai, que foi o diretor deste banco antes de mim… Mas ele faleceu há dez anos! Confesso que jamais falei Kadish  por ele. Ontem à noite, ele me apareceu em sonho. Disse que tinha sido salvo do Guehinom (purgatório) pelos Kadishim que ela arranjou para que os estudantes da yeshivá dissessem pelas almas por quem não estavam falando Kadish, e agora, que ela estava em apuros, tínhamos que ajudá-la. Disse que lhe daria um cheque de vinte mil kroner, e se eu não o descontasse, ele me estrangularia enquanto eu dormisse. Acordei assustado. De manhã, contei o sonho a minha esposa, e ela também ficou perturbada. Quando vi o cheque, desmaiei. Soube, então, que o sonho era verdadeiro. Pagarei os vinte mil que meu pai prometeu, pois é muito merecido. Mas além disso, acrescentarei outros vinte mil por minha conta, porque você cumpriu uma obrigação que era minha e ajudou a alma de meu pai com os Kadishim que organizou.”

Voltou-se, novamente para os três. “Muito me arrependo de meu afastamento do judaísmo. Vejo agora que nosso D-us é o único, verdadeiro D-us, e Ele dá a todos sua justa recompensa. De agora em diante, vou seguir Seus mandamentos, conforme revelados em nossa Torá. Minha esposa também confirmou sua promessa de se converter e viver de acordo com a Lei Judaica. Por favor, nos orientem, para que possamos entender o que precisamos fazer.”

Falou para o caixa dar à mulher quarenta mil Kroner. A primeira coisa que ela fez foi dar dez por cento para a yeshivá. Logo depois, seu negócio recomeçou a prosperar, e suas cinco filhas casaram muito bem, com jovens eruditos da Torá, tementes a D-us.

[Traduzido e adaptado do Hebraico para o inglês por Yrachmiel Tilles, de Otsar Hamaasiyot, Vol. I, Págs. 42-47, em nome do Rabino Y. Shapira de Jerusalém, que a escutou do próprio Rabino Sonnenfeld.]

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(Inglês)

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

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Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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FAZ O BEM… A QUEM?

BS’D

“Porque se calares agora, de outra parte se levantarão para os judeus socorro e auxílio, mas tu e a casa de teu pai perecerão…”

(Meguilat Ester 4:14)

Em uma das viagens do Rebe Rayats, seu pai, o Rebe Rashab, mandou que ele se esforçasse para fazer um favor para um dos chassidim empresários. Quando o Rebe Rayats regressou, falou para seu pai:

“Fiz tudo o que o senhor mandou, e caprichei no favor que fiz a fulano.

Rebe Rashab respondeu:

“Você está enganado. O favor, você fez para você mesmo, e não para fulano. Foi Hashem quem fez o favor para fulano, fazendo com que houvesse mensageiros por meio de quem a intenção Divina fosse realizada.

E o Rebe Rashab contou um fato que havia acontecido:

No ano 5640 houve muito anti-semitismo em nosso país, e em muitos lugares os anti-semitas instigaram a população local a fazer pogroms contra os judeus. Meu pai – o Rebe Maharash – viajou a Petersburgo, para fazer o que pudesse para ajudar os judeus. Meu pai tinha conhecimentos e contatos com altos ministros, e logo nos primeiros dias já tinha encontrado meios de controlar os desordeiros. Porém, para tornar público o assunto, os altos ministros sugeriram que uma delegação importante fosse visitar o Ministro do Interior e o Presidente do Senado, e que nessa delegação participassem também pessoas abastadas e maskilim (pertencentes ao movimento Iluminista) famosos. Meu pai convocou para uma reunião em seu hotel alguns milionários e “iluminados”. E propôs que eles escolhessem uma comissão dentre suas fileiras para participar dessa delegação. E como, em geral, meu pai não os levava em consideração nos assuntos comunitários, eles não gostaram muito da ideia. Quando ouviram a proposta de meu pai, um dos líderes dos convidados disse:

“Não somos fantoches, para que joguem conosco como se fôssemos peças de xadrez. Se somos pessoas importantes, é preciso nos levar sempre em consideração. Caso contrário, podem se virar sozinhos, agora.

Meu pai lhes respondeu:

“Na Meguilá está escrito: ‘se calares agora, de outra parte se levantarão para os judeus socorro e auxílio, mas tu e a casa de teu pai perecerão’. Está claro para mim que ‘socorro e auxílio se levantarão para os judeus’ e se vocês não quiserem participar, será ‘de outra parte’, mas aí: ‘tu e a casa de teu pai perecerão’ ou seja, vocês perderão a oportunidade.”

Quando o Rebe Rashab acabou a história acrescentou:

“É preciso lembrar sempre que com toda boa ação fazemos o bem para nós mesmos. É preciso lembrar com fé simples e confiança total que ‘socorro e auxílio se levantarão para os judeus’, e se não através de nós, ‘de outra parte’. Mas nesse caso, ‘tu e a casa de teu pai perecerão’. Pela Cabalá ‘tu’ é a luz da neshamá (alma) no corpo, e ‘a casa de seu pai’ é a raiz e origem da neshamá. A verdadeira elevação de ambas – a luz da alma e a essência da alma – depende do trabalho prático justamente aqui embaixo, e é necessário cuidar para que nenhum dos dois, ‘você e a casa de seu pai’, não perca o grande mérito de ser o mensageiro de D-us para fazer uma bondade para um judeu.

Adaptado de:

“Sipurei Chassidim”, Moadim, págs. 255-256.

R. Shlomo Yossef Zevin

(Hebraico)

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

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Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

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“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

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Miriam bat Yaakov

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 “E façam uma arca de madeira de acácia…”

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

BS’D

 “E façam uma arca de madeira de acácia…”

(Shemot  25:10)

A arca não ocupava espaço. (Yomá 21A)

Na época do Maguid de Mezeritch, vivia em Mezeritch um pai de família que era rico e erudito. Durante toda a vida dedicara-se ao estudo da Torá e às preces. Sua esposa era quem cuidava da loja que eles possuíam. Ele só ia à loja durante duas horas por dia. O resto dia ficava na casa de estudos. Era um mitnagued,e jamais se dera ao trabalho de ir ver o Maguid.

Certa sexta-feira foi, bem cedinho de manhã, ao Beit Hamidrash, e lá encontrou alguns jovens pais de família que não eram moradores da cidade. Eles estavam lá sentados, estudando. O homem lhes perguntou: “De onde são vocês e o que vieram fazer aqui?” Responderam-lhe que tinham vindo para ver o Rebe. O homem mudou de ideia: “Ora, pessoas vêm de longe para ver o Maguid, e eu, que moro aqui, ainda não o vi nenhuma vez! É óbvio que não vou desperdiçar meu tempo de estudo de Torá, mas vou deixar de ir à loja uma vez e irei vê-lo.”

Quando chegou ao Maguid ficou tão impressionado com o brilho da Shechiná e o esplendor sagrado que pairava sobre sua face, que passou também a abrir mão de suas aulas de Torá a fim de abrigar-se à sombra do Maguid, e a ele ligou-se como um dos chassidim.

Mas a roda do sucesso virou para ele, desde então, e seus negócios começaram a descer e descer até que chegaram lá embaixo. O homem não conseguiu se conter e perguntou a seu mestre, o Maguid: “Por que depois que me aproximei do sagrado minha situação desmoronou?”

Respondeu-lhe o Maguid:

– Ora, você é estudioso e, obviamente, conhece o dito de nossos Sábios, de abençoada memória (Baba Batra 25, 2): “Quem quer ficar sábio, volta-se para o sul, e quem quer enriquecer, para o norte, pois a Mesa fica localizada no norte, e a Menorá, no sul”. O que deve fazer quem deseja ser tanto sábio quanto rico, uma vez que a distância entre o norte e o sul é imensa?

O homem não respondeu.

Disse-lhe o Maguid:

– Se a pessoa se considera insignificante, torna-se espiritual, e o espiritual não ocupa espaço, podendo, portanto, estar tanto lá como cá.

Essas palavras penetraram nas profundezas do coração do homem, e desde então, tornou-se humilde, e seu sucesso voltou.

Do livro: Sipurei Chassidim – Torá

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

(Hebraico)

Págs. 232-233

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

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“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

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Eliyahu ben Aba

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Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

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O BÁAL SHEM TOV E A AGUNÁ

BS’D

Arte by Yoram Raanan

“… e suas esposas serão viúvas…”

(Shemot 22:23)

E suas esposas serão viúvas – atadas como viúvas de marido vivo, de cuja morte não houve testemunhas, e estarão proibidas de se casar novamente, ou seja, agunot.

(Rashi)

Um chassid, que era shochet em Odessa, viajou, certa vez, com sua esposa a um local onde havia fontes de águas medicinais. No caminho, pararam num hotel numa aldeia, e viram que a dona do hotel era muito idosa, e no hotel também moravam seus filhos e netos, que também eram bem idosos. E espantaram-se.

A velhinha, percebendo que o hóspede era um chassid, contou-lhe sua história, dizendo:

“Quando eu tinha 25 anos, fiquei aguná. O Báal Shem Tov ainda era vivo, na época.  Eu queria muito viajar até ele, para que me ajudasse em minha aflição. E com muito esforço consegui chegar até ele. Contei-lhe que tinha ficado aguná. Meu marido tinha desaparecido e eu não sabia onde ele estava, e eu tinha dele um filho pequeno.

“O Báal Shem Tovo apoiou a cabeça em suas mãos. Em seguida, levantou a cabeça e me disse, muito triste:

“ ‘Minha filha, não posso ajuda-la: seu marido morreu, e não há nenhuma testemunha do fato. Terá, portanto, de ficar aguná pro resto da vida.’

“Em seguida acrescentou:

“ ‘Minha filha, se me garantir que será uma mulher direita (ksherá) a vida inteira, vou abençoá-la para que veja muitas gerações deste filho, e você também será rica.’

“Garanti para ele e, veja, agora tenho 105 anos de idade, e 5 gerações de descendentes estão aqui comigo.”

Do livro: “Sipurei ChassidimTorá

Rabino Shlomo Yossef Zevin

Págs. 221-222

(Hebraico)

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“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

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Eliyahu ben Aba

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Arie Leib ben Yaakov

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Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

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