A história abaixo foi relatada pelo Rabino Zalman Notik, da Yeshivá Torat Emet, em Yerushaláyim:
Um grupo de alunos da Yeshivá cumpria seu programa rotineiro das tardes de sexta-feira: incentivar meninos e homens judeus a pôr tefilin. Os estudantes encontraram um grupo de novos imigrantes, provenientes da União Soviética. Quando os alunos estavam ensinando os rapazes e homens a colocar tefilin, um velho judeu nascido na Rússia aproximou-se, emocionado, e perguntou: “Vocês são de Lubavitch? Tenho uma história para lhes contar!”.
“Quando eu era jovem, lá na Rússia, costumava frequentar as reuniões secretas (farbrenguens) dos Lubavitchers. Também costumava rezar com eles e ir a suas aulas. Em um farbrenguen que jamais esquecerei, o assunto principal era o desejo de se reunir com o Rebe (Rabino Yossef Yitschak, o Rebe anterior, sexto Rebe da dinastia Chabad). Cantamos: ‘Que D-us nos dê boa saúde e vida, e que possamos nos reunir a nosso Rebe.’ Nosso desejo intenso de estar com o Rebe era quase palpável, e crescia de minuto a minuto.
“No meio do farbrenguen, alguns chassidim levantaram-se, de repente, e resolveram ‘agir’. Pegaram algumas cadeiras, viraram-nas de cabeça para baixo e as arrumaram em fila, formando um trenzinho. Imaginem só, um bando de marmanjos comportando-se como criancinhas do jardim da infância, sentados em cadeiras viradas e fazendo de conta que estavam indo para o Rebe!
“Quase todos os outros, inclusive eu, ficaram de lado, olhando. Ríamos deles dizendo que tinham pirado. Que ridículo… besteira de criança!
“Mas, sabem, dentro de pouco tempo, todos os chassidim que viajaram no ‘trem’ receberam permissão para deixar a Rússia, e realmente foram ao Rebe; ao passo que o restante de nós, os ‘normais’, ficamos para trás. Como vocês podem ver, a maioria de nós não teve forças para manter a observância da Torá e das mitsivot, e só agora estamos começando a recuperar…”
Bernard Hillstein (o nome foi mudado) finalmente admitira que já não podia viver sozinho e teria de ir para uma casa geriátrica.
Sempre gostara de clima ameno.
De modo que, quando Bernie encontrou um “lar de velhos” no sul da Flórida, que tinha uma sinagoga e era totalmente ShomerShabat, logo assinou o contrato.
Percebeu as letras miúdas só após ter pago o sinal e ter “desalugado” seu apartamento em New Jersey.
Ethel, com quem fora casado durante 56 anos, falecera há seis anos. Foi quando os médicos de Bernie o aconselharam a receber Oakley em sua casa.
Bernie adquiriu Oakley, um pastor alemão, cão-guia de serviço, para ajudá-lo a se virar sizinho.
Há seis anos Oakley era o companheiro constante de Bernie.
Sem Oakley, Bernie não sabe como teria sobrevivido à Covid.
Ele e Ethel não tiveram filhos e sua visão estava falhando. Sem Oakley no apartamento Bernie teria sofrido a maior das tristezas: solidão completa.
Como dá para imaginar, Bernie ficou preocupado quando viu, nas letras miúdas, que aquela residência para idosos não permitia animais de estimação, nem mesmo os de serviço.
Imediatamente Bernie veio ao meu escritório e me pediu para conseguir alguma exceção ou dispensa na proibição dos “pets”.
Bernie não conseguia se imaginar vivendo sem seu querido Oakley.
Escutei Bernie e telefonei para o “lar”.
O diretor me ouviu calma e educadamente, porém foi firme, explicando que a cláusula da proibição dos “pets” significava: nada de “pets”. Ponto final. Não havia dispensa nem exceções.
Telefonei para o rabino, capelão do lugar, e ele também, explicou que estava de mãos atadas. Não tinha influência nem autoridade para permitir que Bernie levasse Oakley para lá. Bernie estava à beira do desespero. Já tinha se desligado do apartamento de New Jersey e já pagara o sinal para a Flórida.
O pensamento de abandonar Oakley, o que significava viver só, lhe parecia uma sentença de morte.
Dei mais telefonemas e, finalmente, o diretor da casa geriátrica, já irritado, disse: “Essas são as regras. Se quiser, ligue para o Sr. Hertzler. Ele é o dono, e só ele pode lhe dar permissão. Porém, ele e um chassidishe yid bem idoso. Duvido muito que esteja interessado em ter um cão em sua propriedade.”
As coisas foram arranjadas como só Hashem pode fazer. O Sr. Hertzler, que raramente saía da Flórida, estaria em Nova York para uma festa de família. E consegui marcar um encontro com ele para a noite daquele domingo.
Quando cheguei na casa onde ele estava hospedado, em Boro Park, não tinha grandes esperanças de sucesso.
O Sr. Hertzler, que se sentia melhor falando em Yidish do que em inglês, era um judeu chassídico. Quando lhe apertei a mão, não pude deixar de perceber os números azuis em seu antebraço.
Percebi que seria uma missão inútil, pois que sobrevivente do Holocausto de 95 anos permitiria que um pastor alemão fosse hóspede em sua propriedade?
Com tudo isso, depois de ter dado tantos telefonemas para marcar esse encontro e ter viajado de Passaic até Brooklyn, eu tinha de fazer meu apelo. E se (ou mais provavelmente, quando) ele dissesse não, eu saberia que tinha feito tudo o que estava ao meu alcance.
O Sr. Hertzler foi extremamente hospitaleiro, ofereceu-me um delicioso kokush (rocambole) e chá forte e doce.
Depois de conversar um pouco sobre meu shul, fui direto ao ponto, e expliquei a situação e por que Bernie precisava de Oakley. Enfatizei que Oakley era tudo o que Bernie tinha na vida e a grande mitsvá que seria permitir que Oakley morasse com ele.
O Sr. Hertzler escutou pacientemente e em seguida respondeu citando um passuk, “Lo Yecherats Kelev Leshonô” (“Mas para todos os filhos de Israel, nenhum cão aguçará sua língua.” – Shemot 11:7).
Pensei que, talvez, o Sr. Hertzler não estivesse prestando atenção ao que eu dissera.
Repeti meu pedido, e ele repetiu o passuk.
Em seguida, ele olhou para mim e disse, com um sorriso.
“Esperei você durante setenta e oito anos. É óbvio que seu amigo pode levar o cachorro. De fato, eu mesmo pagarei por tudo de que o cachorro precisar.”
O Sr. Hertzler deve ter percebido minha confusão, e explicou:
“Em 1945, lá pro final da guerra, os nazistas estavam evacuando o lager (campo de concentração). Como eu sabia que os Russos deveriam chegar em poucos dias, resolvi me esconder debaixo das barracas, agachado. Os nazistas pegaram seus pastores alemães para encontrar todo e qualquer judeu, pelo faro. Sempre que um cachorro farejava um judeu, começava a latir. Quando o nazista e seu cão se aproximaram de meu esconderijo, rezei, repetidamente, com todo o coração: “Ulechol Benei Yisrael Lo Yechratz Kêlev Leshono.”
Para meu espanto, o cachorro passou bem perto de mim. Dava para sentir seu hálito. Contudo, o cão não fez o menor ruído, e seguiu adiante.
Foi quando fiz uma promessa a Hashem.
Do mesmo modo que Hashem recompensou os cães por não terem latido no Êxodo, eu também retribuiria a um pastor alemão por não ter latido na hora de minha própria YetsiatMitsrayim.
Finalmente, chegou o dia que tanto esperei.
“Diga a seu amigo que ele e Oakley serão meus hóspedes de honra.”
Fiquei mudo de espanto.
O Sr. Hertzler colocou mais um pedaço de kokush no meu prato e disse alegremente: “Você pensou que estava vindo me pedir um favor. Mas na verdade, é o oposto: Hashem o mandou aqui para que eu pudesse pagar minha dívida de setenta e oito anos. Por favor, vamos fazer juntos um lechaim para agradecer a Hashem por sua bondade.”
“Se não agora, quando?” – Hilel
(Ron Yitschak Eisenman –
Rav da Congregation Ahavat Israel –
Passaic, NJ)
(Recebi por WhatsApp)
“Vocês deverão ser pessoas santas para Mim. Não comam carne dilacerada no campo; atirem-na aos cães”
(Shemot 22:30)
D-us não fica devendo nada a ninguém.
No relato de Êxodo consta:
“Mas para todos os filhos de Israel, nenhum cão aguçará sua língua.” (Shemot 11:7).
Disse o Santo, Bendito Seja:
“Dêem a ele sua recompensa.” (Mechilta)
Rashi
Leilui Nishmat:
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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
O Rebe Maharash (Rabi Shemuel, o quinto Rebe de Chabad-Lubavitch) examinou cuidadosamente o chassid que acabara de entrar em seu escritório para uma audiência particular. “Diga-me,” perguntou, “você reserva tempo para estudar Torá com outras pessoas?”
O chassid mexeu-se desconfortável. Era um prateiro talentoso e relojoeiro habilidoso. Fizera uma viagem de muitos dias, vindo de sua cidade, Vladimir, para se encontrar com o Rebe, e essa audiência particular era, definitivamente, a culminação da visita.
Não, explicou, não tinha marcado nenhuma aula com outros, mas não tinha culpa. Acabara de se mudar para Vladimir, e a população judaica de lá era composta de pessoas grosseiras, embora não tivessem culpa de ser assim. Eram descendentes dos Cantonistas – os meninos judeus que tinham sido brutalmente raptados de seus infelizes pais para serem obrigados a servir no exército do Czar, acabando por se esquecer das leis e rituais sagrados de sua infância.
Havia apenas dois aldeões que podiam ser chazanim (cantores litúrgicos), o chassid era o único da comunidade que era instruído o bastante para ler na Torá, e era seu dever sagrado preparar a porção semanal. Isso, além de seu próprio horário de estudo e negócios. De modo que, disse o chassid, não lhe sobrava tempo para ensinar a outras pessoas.
“Não estou entendendo”, disse o Rebe Maharash com desaprovação. “Por que você acha que saiu de onde morava, Polotsk – cidade famosa por sua religiosidade – e se mudou para Vladimir, um deserto vazio de Torá e cumprimento das mitsvot (mandamentos)?”
O chassid concordou. Polotsk fora uma cidade ideal para se viver, habitada por pessoas muito religiosas que lotavam as sinagogas do amanhecer ao anoitecer, e cujas famosas yeshivot eram de altíssimo nível de educação religiosa. Mas o que ele podia fazer? Seus negócios tinham degringolado a tal ponto que ele mal conseguia sobreviver lá em Polotsk. Além disso, tinha pedido e recebido o consentimento e a berachá do Rebe para se mudar para Vladimir. A bênção tinha se realizado por completo, com seu negócio tendo um sucesso muito maior que os seus sonhos mais desvairados.
“Você está enganado”, disse o Rebe Maharash, “pensando que foi enviado para lá por motivos econômicos. Quem acredita em D-us e na Providência Divina pode, e deve, entender que D-us não tira uma família temente a D-us de um lugar de Torá para um ambiente não religioso por motivos materiais. Essa noção vem de sua incompreensão de seu objetivo. Na verdade, seu objetivo não é trabalhar com prata e relógios, e sim, divulgar a Torá de D-us e seus mandamentos onde for possível. Sua mudança para Vladimir foi Divinamente planejada para que você possa ensinar e inspirar as massas, tanto o soldado culto quanto os filhos ignorantes dos Cantonistas.
O Rebe Maharash continuou: “Você se esqueceu do ensinamento do Báal Shem Tov de que uma alma desce para esse mundo físico durante setenta ou oitenta anos para fazer um favor material, e principalmente espiritual, a outro judeu? Quem acha que seus passos são predestinados de acordo com suas necessidades materiais não tem fé suficiente. Será que a mesma bênção Divina não pode estar tanto em Polotsk quanto em Vladimir? Minha bênção para seu sucesso material visava acompanhar seus próprios esforços em divulgar o judaísmo. Sem isso, de nada adiantará minha bênção.”
O Rebe anterior, que registrou essa história numa carta a um de seus seguidores, escreveu: “não leia esta história como se não passasse de mais uma historinha, que entra por um ouvido e sai pelo outro. E sim, deixe que as palavras do Rebe Maharash penetrem no âmago de seu coração, e que cada pessoa se pergunte: o que estou fazendo para cumprir a missão Divina que me foi confiada, no lugar que me foi destinado por D-us?!”
Em tempos idos, os judeus da Alemanha eram famosos por terem uma estrutura comunitária e social muito organizada. Ser escolhido para algum cargo em uma dessas comunidades era um posto de honra, e tinha de passar pela aprovação de diversos comitês. Uma vez escolhido, o candidato passava a gozar de uma influência considerável na vida comunitária.
O processo de seleção dos líderes religiosos era igualmente rigoroso. Ser rabino de uma comunidade judaica alemã era uma posição de prestígio, e havia muita competição.
Rabi Refael Cohen, o rav de Pinsk, era uma das maiores autoridades religiosas de sua geração. Aos dez anos fora aceito na famosa yeshivá Sheagat Ariê, e aos dezenove, já a liderava. Antes de Pinsk, fora rav em Posna e Minsk. Não foi surpresa, portanto, ter sido convidado a ser o rabino de Hamburgo, uma das maiores comunidades judaicas da Alemanha. O rabino partiu para Hamburgo, a fim de se encontrar com seus líderes e iniciar o processo oficial de nomeação.
Na época, os ventos do Iluminismo (Haskalá) já tinham começado a soprar na Alemanha. O objetivo declarado de seus defensores era “modernizar” o judaísmo, conservando suas tradições milenares. Na prática, porém, seu desígnio oculto era remover todas as barreiras que separavam o judeu do não-judeu até a assimilação do povo judeu na família das nações. Rabi Refael, nativo da conservadora Lituânia, jamais encontrara nenhum dos maskilim, como eram chamados, e esse conceito lhe era estranho.
Moisés Mendelssohn era um dos maiores defensores do Iluminismo na época, em Berlin. Para muitos judeus, era um visionário, cujas opiniões e ideologia muito os influenciavam. Dentre os que o viam assim estavam vários dos líderes comunitários de Hamburgo, que eram responsáveis pela escolha do rabino. Seu candidato ideal deveria possuir bons conhecimentos de Torá, mas também deveria ser “progressista” o suficiente para acompanhar os modismos e as tendências da época.
Quando Rabi Refael compareceu diante do comitê de seleção, este ficou profundamente impressionado diante de seu conhecimento e sabedoria óbvios. Suas opiniões e crenças pessoais, porém, permaneceram desconhecidas. A comissão decidiu que a melhor pessoa para julgar o caráter de Rabi Refael seria o próprio Moisés Mendelssohn.
Só disseram a Rabi Refael que se ele quisesse concluir o processo de seleção o mais rápido possível, deveria viajar a Berlin, para se encontrar com “o maior pensador judeu de todos os tempos”, Rabi Moisés Mendelssohn. Se obtivesse sua recomendação, o posto de rabino seria dele.
Rabi Refael, em sua ingenuidade, pensou que ia se encontrar com um sábio da Torá, e partiu rumo a Berlin. Enquanto isso, a comissão enviou uma carta urgente para Moisés Mendelssohn explicando a situação e lhe pedindo para avaliar a fibra moral do rabino lituano. Será que estava qualificado para ser o rabino da comunidade “progressista” de Hamburgo?
Rabi Refael entrou na casa de Moisés Mendelssohn e encontrou o “sábio da Torá” sentado à sua mesa, com a cabeça descoberta, folheando uma Bíblia hebraica. Ficou tão espantado que perdeu a fala, durante alguns instantes. Além do choque, achou que também tinha sido deliberadamente enganado e ludibriado.
Quando Mendelssohn levantou a cabeça e cumprimentou seu visitante com “Shalom”, Rabi Refael respondeu com uma citação de Isaías: “‘Não há paz, diz D-us.’ Como puderam me mandar a um herege?”- Bradou. “Prefiro ter que pedir esmolas a obter recomendação de uma pessoa que estuda a sagrada Torá com a cabeça descoberta!” Dizendo isso, deu meia-volta e saiu.
Antes de ele chegar de volta a Hamburgo, porém, chegou uma carta de Moisés Mendelssohn notificando à comissão suas conclusões. “Não tive tempo de avaliar o caráter do rabino lituano” – escreveu. “Pois assim que ele me viu, me chamou de herege e saiu fazendo muito barulho. Por quê? Porque minha cabeça estava descoberta enquanto eu estava olhando uma Bíblia. Recusou-se a aceitar minha recomendação e disse que preferia mendigar a necessitar de minha aprovação.”
Os membros da comissão pensaram que Mendelssohn estava dizendo que Rabi Refael não estava qualificado para a posição. Mas não! O final da carta continha uma surpresa: “Portanto, recomendo que os senhores o nomeiem como rav, pois ele é um homem sincero. Tenho certeza de que uma pessoa assim será sempre imparcial, até mesmo se uma espada estiver suspensa sobre seu pescoço…”
No fim, Rabi Refael foi nomeado rav de Hamburgo, e serviu nessa função durante muitos anos. Durante toda a vida continuou sendo um ferrenho opositor ao Iluminismo e ao próprio Mendelssohn, com cuja recomendação obtivera o emprego.
Certa vez, um grande erudito dos Mitnagdim foi visitar o Rabi Mordechai de Lachvich, e lhe perguntou:
– Por que quando um jovem pai de família dos Mitnagdim estuda no Beit Hamidrash tem boas maneiras, e quando ele se junta à comunidade dos Chassidim imediatamente se torna impertinente?
Ao que o tsadik respondeu:
– Você não sabe que o Yetser Hará é velho e estudioso? Velho – pois o Rei Shelomô já o chamou de “rei velho e bobo”, estudioso – pois ele estuda junto com todos os que estudam. Esse velho e estudioso quando se aproxima de um jovem pai de família e começa a tentar convencê-lo a seguir seu mau conselho, se o rapaz é tímido e bem educado, não consegue ter a ousadia de ir contra o Yêtser Hará, e mandá-lo embora. É por isso que os Chassidim precisam ser atrevidos…
Do livro:
“Sipurei Chassidim”, Moadim
Do Rav Shelomô Yossef Zevin
Pág. 156
(Hebraico)
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
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Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
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Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
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Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
A mulher que teve sucesso em virtude da berachá do Tsêmach Tsêdek.
Um chassid esteve, certa vez, com o Tsêmach Tsêdek. Com o chassid estava sua filhinha, que na época tinha uns três ou quatro anos de idade.
Enquantoconversava com o pai da menina, o Rebe estava de chinelos. Pôs uma perna sobre a outra, de modo que a perna que estava por cima estava descalça.
A menina engatinhou por debaixo da mesa do Rebe Tsêmach Tsêdek e tocou, de leve, com os dedos, na sola do pé dele e lhe fez cócegas.
O Tsêmach Tsêdek começou a rir.
O pai da menina percebeu o que estava acontecendo e ficou muito alarmado.
Quando o Rebe viu que o pai estava alarmado, disse-lhe:
– Não se preocupe. Diga-me, como é o nome dela:
E o pai respondeu:
– Bracha.
Disse o Rebe Tsêmach Tsêdek:
– Berachá vehatslachá al roshá.
(Bênção e sucesso sobre sua cabeça.)
E desde então ela teve sucesso em tudo o que fazia. Também seu filho, Yaakov Rifkin, fazia tudo seguindo suas orientações. E todas as dúvidas que tinha sobre como agir em todos os assuntos pedia conselho a sua mãe, e, de fato, sempre dava certo.
(“Shmuot veSipurim” Vol I, págs. 63-64)
Do livro: “Otsar Sipurei Chabad”, Vol. XVII
Do Rav. Avraham Chanoch Glitsenstein
Págs. 209-210
(Hebraico)
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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
O Rabino Yistchak Wineberg é diretor do Chabad de British Columbia, Vancouver, Canadá, há mais de quatro décadas.
Relatou o seguinte para My Encounter, da JEM em novembro de 2018:
Como emissário de Chabad em Vancouver, eu costumava visitar semanalmente uma empresa de eletrônica que pertencia a dois amigos e colaboradores – Carl Stein e Ben Tessler – estudava Torá com eles e frequentemente falávamos sobre o Rebe e o poder de suas berachot.
Eles tinham um advogado, um judeu chamado Brian Kershaw. Certo dia, em 1976 ou 77, Brian me perguntou: “O Rebe também abençoa não-judeus?”
“Claro”, respondi.
“Minha esposa está doente”, disse ele. “E eu gostaria que o senhor pedisse ao Rebe uma bênção para que ela se cure.”
Escrevi uma carta para o Rebe, dando o nome dela, e o nome de seu pai, como é o costume quando se pede uma bênção para um não-judeu. (Quando se pede uma bênção para um judeu se dá o nome da mãe, pois de acordo com a lei judaica, a identidade da pessoa é determinada pela mãe).
Uma semana ou dez dias depois, quando a carta chegou a Nova York – isso foi antes das máquinas de fax – o secretário do Rebe, Rabino Binyomin Klein, me telefonou dizendo que o Rebe queria saber o nome da mãe dela.
“Mas ela não é judia”, respondi.
“Eu sei”, disse o Rabino Klein, “mas o Rebe pediu o nome da mãe dela.”
Telefonei para Brian, e ele me disse que o nome de sua sogra era Ana. Mas ficou tão confuso quanto eu pelo pedido do Rebe e comentou o assunto com sua esposa. Ela acabou telefonando para sua mãe, que morava na França, e lhe perguntou: “Você tem outro nome, além de Ana?”
“Por que está perguntando?” A mãe quis saber.
Quando ela ouviu sobre o pedido do Rebe, ficou muito quieta. E em seguida falou: “Ele deve ser um homem muito santo.”
E confessou à filha que nascera de pais judeus e que, quando criança, durante a Segunda Guerra Mundial, foi escondida num mosteiro. Quando a guerra acabou, não retornou a suas raízes judaicas, mas acabou se casando com um francês católico e vivendo a vida como católica.
“Meu verdadeiro nome é Chana”, disse à filha. “Sou judia, bem como você.”
O Rebe sabia da verdade – que Brian era casado com uma mulher judia.
Desculpem, realmente evito escrever histórias de memória, pois o Rebe diz que uma história é algo muito sério e delicado, e deve ser relatada com exatidão. Mas não estou mais encontrando a fonte. Não consigo me lembrar em que livro a li. Mas acho que tem uma lição muito importante para cada mãe judia. A história é mais ou menos assim
Certa vez, perguntaram a um dos irmãos do Alter Rebe que mérito tiveram seus pais para terem filhos assim, tão especiais. [O Alter (velho) Rebe é o Rav Shneur Zalman de Liadi, primeiro rebe de Chabad, autor do Tanya e do Shulchan Aruch. Ele e seus três irmãos eram todos rabinos muito importantes.] Ao que ele respondeu:
“Tudo por mérito de Mamãe.”
[Vale salientar que o pai deles, Rav Baruch era um grande tsakik, um grande sábio, descendente do Rei David e do Rei Shelomô. Sobre ele conta o Rebe Rayats (R. Yossef Yitschak Schneerson), o Rebe anterior, em suas memórias.]
E o irmão do Alter Rebe continuou:
“Para que se tenha uma idéia da importância que Mamãe, nossa mestra, dava à educação judaica de seus filhos, vou relatar um fato: Papai viajou, certa vez, e ao voltar trouxe para sua esposa, um casaco de inverno muito chique e muito caro. Poucos dias depois, Mamãe percebeu que nosso professor estava meio desanimado enquanto nos dava aula. Chamou-o de lado e perguntou o que estava havendo. Ele respondeu que desde que Rav Baruch presenteara a rebetsin com aquele casaco, sua própria esposa (do melamed) não parara de atormentá-lo por ele também não lhe dar um presente assim. Mamãe não pensou duas vezes. Imediatamente, foi até o armário, pegou o casaco e o entregou ao melamed, dizendo: “Leve o casaco para sua esposa. Para mim, o que importa é que você estude com meus filhos com entusiasmo!”
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Havia um mitnagued na cidade de Pinsk que estava estudando o livro Zôhar, e não entendeu um assunto. Após alguma hesitação, resolveu ir ter com o Rav Shlomo de Karlin para dirimir a duvida.
Rav Shlomo lhe disse:
“Como você é um mitnagued, só vou lhe explicar o texto do Zôhar se você amaldiçoar, em meu nome, o Gaon de Vilna, exatamente como eu lhe disser.”
O mitnagued se assustou e foi embora decepcionado.
O mitnagued tentou, de novo, entender as palavras do Zôhar, mas não conseguiu. Finalmente, resolver ir ter com o Rav Shlomo e fazer o que ele estava pedindo pois, afinal de contas, o que poderia fazer sua maldição, principalmente por não estar com essa intenção.
Quando se encontrou com o Rav Shlomo e lhe disse que concordava com sua condição. Disse-lhe o Rav Shlomo:
“Amaldiçoe-o em meu nome para que ele tenha descendentes chassidim.”
O mitnagued ficou espantado com aquela klalá nimretset (maldição vigorosa), abriu a boca e, com grande alegria, pronunciou sua maldição.
E a “maldição” se cumpriu: dois chassidim famosos do Tsemach Tsêdek, eram netos do Gaon de Vilna.
Adaptado do livro: Sipurei Chassidim
Do Rav. Shlomo Yossef Zevin – Torá
Pag. 45
(Hebraico)
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Muitos anos atrás, no ano de 5547 (1786), o inverno chegou muito cedo. Em Sucot já estava inusitadamente frio, e já começara a nevar. Por conseguinte, a maioria dos chassidim que chegaram a Liozna para Shemini Atsêret e Simchat Torá estavam com os dedos das mãos e dos pés congelados, e muitos pegaram uma gripe muito forte. Quando o Rabi Schneur Zalman foi informado da terrível situação, ficou pensativo durante algum tempo e, em seguida, declarou: “Sobre a Torá consta, ‘é uma lei de fogo para eles’. Hoje é Simchat Torá! Todos devem ser trazidos para as hakafot, e que ‘o fogo consuma o fogo’ – o fogo de Simchat Torá consumirá o fogo da febre.”
Antes das hakafot, Reb Pinchas Roizes de Shklov foi enviado a todas as hospedarias da cidade para convidar os visitantes, muitos dos quais estavam com febre altíssima. Quando os chassidim doentes e seus familiares ouviram as palavras animadoras, ficaram felicíssimos. Com fé completa, saíram na noite tempestuosa e se dirigiram à sinagoga, enfrentando o granizo, as chuvas torrenciais e os ventos bravios. Alguns, debilitados a ponto de não poder andar, tiveram de ser carregados, apesar do perigo mortal.
A sinagoga, abarrotada de pessoas, era de dar pena. Ouviam-se tosses e gemidos por todos os lados, e o calor era insuportável. Alguns dos visitantes estavam tão fracos, que não podiam nem sentar-se nos bancos, tiveram de ser encostados contra as paredes.
Todos os anos em Shemini Atsêret, o Rebe rezava as preces noturnas e liderava suas próprias hakafot com um minyan particular. Em seguida, ia fazer o kidush na sucá , e depois dirigia-se à grande sinagoga no pátio, para as hakafot. Esse ano, porém, algo inusitado ocorreu. Ao entrar na sucá, o Rebe chamou três chassidim idosos, um dos quais era um Kohen, o segundo, um Levi e o terceiro um Yisrael. “Vocês formam um tribunal rabínico de três membros”, disse-lhes o Rebe, “e deverão agora escutar meu kidush. Respondam ‘amen’ para cada uma das minhas bênçãos, com a intenção de que essa aprovação valha para todas as idéias espirituais e invocações que terei em mente.”
A pedido do Rebe, vários recipientes grandes com vinho foram levados para fora da sucá. Após fazer o kidush,ele verteu o vinho que lhe sobrara no copo em um dos recipientes e nomeou os três membros de seu tribunal rabínico para serem os ‘emissários da cura’. Foram orientados para que misturassem o vinho com o vinho dos outros recipientes, e o distribuíssem entre os doentes, que o beberiam e ficariam totalmente curados. O Rebe também lhes pediu que subissem à ala das mulheres e servissem vinho para aquelas que não tinham sido abençoadas com filhos ou que tinham tido abortos.
A notícia sobre o vinho do Rebe espalhou-se com a rapidez de um raio, e a sinagoga fervilhava de emoção. Quando os três chassidim idosos entraram na grande sinagoga com o vinho, um silêncio abafado caiu sobre todos os presentes. Os três subiram ao púlpito, e Reb Yaakov de Semilian, o Yisrael do tribunal rabínico, repetiu em voz alta as instruções do Rebe, letra por letra. Ao concluir, disse que gostaria de acrescentar algumas palavras de cunho próprio, que tinham pertinência especial à situação:
“Há uma tradição aceita, transmitida entre os chassidim, de geração em geração, que para que a bênção de um tsadik se realize, duas condições têm de ser cumpridas: primeiro, a pessoa abençoada deve acreditar na bênção com fé simples, sem especulações externas; segundo, deve dedicar-se ao Rebe que dá a bênção, obedecendo a suas orientações a respeito de Serviço Divino, estudo da Torá e comportamento ético.”
O vinho foi, em seguida, distribuído ordenadamente, com a ajuda de vários rapazes robustos, escolhidos para essa tarefa. Depois que todos receberam o vinho, o Rebe entrou na sinagoga e as hakafot tiveram início.
No dia seguinte, todos falavam do milagre. De fato, Avraham, o médico, afirmou que para muitos dos pacientes idosos o fenômeno fora uma verdadeira ressurreição dos mortos. Sustentou que, do ponto de vista médico, não havia a menor esperança para eles, e sua recuperação dera-se, sem dúvida, graças a intervenção sobrenatural.
(Do livro “Once Upon a Chassid”, Michoel Green, Editora Kehot, Vaad L’hafatsat Sichot)
Com permissão do “Likrat Shabat” daYeshivá Tomchei Tmimim.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D