Archive for história

A REVELAÇÃO

BS’D

Foto by Pinchas Margolis

O Rabino Yistchak Wineberg é diretor do Chabad de British Columbia, Vancouver, Canadá, há mais de quatro décadas.

Relatou o seguinte para My Encounter, da JEM em novembro de 2018:

Como emissário de Chabad em Vancouver, eu costumava visitar semanalmente uma empresa de eletrônica que pertencia a dois amigos e colaboradores – Carl Stein e Ben Tessler – estudava Torá com eles e frequentemente falávamos sobre o Rebe e o poder de suas berachot.

Eles tinham um advogado, um judeu chamado Brian Kershaw. Certo dia, em 1976 ou 77, Brian me perguntou: “O Rebe também abençoa não-judeus?”

“Claro”, respondi.

“Minha esposa está doente”, disse ele. “E eu gostaria que o senhor pedisse ao Rebe uma bênção para que ela se cure.”

Escrevi uma carta para o Rebe, dando o nome dela, e o nome de seu pai, como é o costume quando se pede uma bênção para um não-judeu. (Quando se pede uma bênção para um judeu se dá o nome da mãe, pois de acordo com a lei judaica, a identidade da pessoa é determinada pela mãe).

Uma semana ou dez dias depois, quando a carta chegou a Nova York – isso foi antes das máquinas de fax – o secretário do Rebe, Rabino Binyomin Klein, me telefonou dizendo que o Rebe queria saber o nome da mãe dela.

“Mas ela não é judia”, respondi.

“Eu sei”, disse o Rabino Klein, “mas o Rebe pediu o nome da mãe dela.”

Telefonei para Brian, e ele me disse que o nome de sua sogra era Ana. Mas ficou tão confuso quanto eu pelo pedido do Rebe e comentou o assunto com sua esposa. Ela acabou telefonando para sua mãe, que morava na França, e lhe perguntou: “Você tem outro nome, além de Ana?”

“Por que está perguntando?” A mãe quis saber.

Quando ela ouviu sobre o pedido do Rebe, ficou muito quieta. E em seguida falou: “Ele deve ser um homem muito santo.”

E confessou à filha que nascera de pais judeus e que, quando criança, durante a Segunda Guerra Mundial, foi escondida num mosteiro. Quando a guerra acabou, não retornou a suas raízes judaicas, mas acabou se casando com um francês católico e vivendo a vida como católica.

“Meu verdadeiro nome é Chana”, disse à filha. “Sou judia, bem como você.”

Rebe sabia da verdade – que Brian era casado com uma mulher judia.

Adaptado de:

“My Real Name is Chana”

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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QUESTÃO DE PRIORIDADE

BS’D

Foto by Pinchas Margolis

Desculpem, realmente evito escrever histórias de memória, pois o Rebe diz que uma história é algo muito sério e delicado, e deve ser relatada com exatidão. Mas não estou mais encontrando a fonte. Não consigo me lembrar em que livro a li. Mas acho que tem uma lição muito importante para cada mãe judia.  A história é mais ou menos assim

Certa vez, perguntaram a um dos irmãos do Alter Rebe que mérito tiveram seus pais para terem filhos assim, tão especiais. [O Alter (velho) Rebe é o Rav Shneur Zalman de Liadi, primeiro rebe de Chabad, autor do Tanya e do Shulchan Aruch. Ele e seus três irmãos eram todos rabinos muito importantes.]  Ao que ele respondeu:

“Tudo por mérito de Mamãe.”

[Vale salientar que o pai deles, Rav Baruch era um grande tsakik, um grande sábio, descendente do Rei David e do Rei Shelomô. Sobre ele conta o Rebe Rayats (R. Yossef Yitschak Schneerson), o Rebe anterior, em suas memórias.]

E o irmão do Alter Rebe continuou:

“Para que se tenha uma idéia da importância que Mamãe, nossa mestra, dava à educação judaica de seus filhos, vou relatar um fato:  Papai viajou, certa vez, e ao voltar trouxe para sua esposa, um casaco de inverno muito chique e muito caro. Poucos dias depois, Mamãe percebeu que nosso professor  estava meio desanimado enquanto nos dava aula. Chamou-o de lado e perguntou o que estava havendo. Ele respondeu que desde que  Rav Baruch presenteara a rebetsin com aquele casaco, sua própria esposa (do melamed) não parara de atormentá-lo por ele também não lhe dar um presente assim. Mamãe não pensou duas vezes. Imediatamente, foi até o armário, pegou o casaco e o entregou ao melamed, dizendo: “Leve o casaco para sua esposa. Para mim, o que importa é que você estude com meus filhos com entusiasmo!”

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

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A MALDIÇÃO VIGOROSA

BS’D

“…Quem te amaldiçoar Eu amaldiçoarei…”

(Bereshit 12:3)

Havia um mitnagued  na cidade de Pinsk que estava estudando o livro Zôhar, e não entendeu um assunto. Após alguma hesitação, resolveu ir ter com o Rav Shlomo de Karlin para dirimir a duvida.

Rav Shlomo lhe disse:

“Como você é um mitnagued, só vou lhe explicar o texto do Zôhar  se você amaldiçoar, em meu nome, o Gaon de Vilna, exatamente como eu lhe disser.”

O mitnagued se assustou e foi embora decepcionado.

O mitnagued  tentou, de novo, entender as palavras do Zôhar, mas não conseguiu. Finalmente, resolver ir ter com o Rav Shlomo e fazer o que ele estava pedindo pois, afinal de contas, o que poderia fazer sua maldição, principalmente por não estar com essa intenção.

Quando se encontrou com o Rav Shlomo e lhe disse que concordava com sua condição. Disse-lhe o Rav Shlomo:

“Amaldiçoe-o em meu nome para que ele tenha descendentes chassidim.

O mitnagued  ficou espantado com aquela klalá nimretset (maldição vigorosa), abriu a boca e, com grande alegria, pronunciou sua maldição.

E a “maldição” se cumpriu: dois chassidim  famosos do Tsemach Tsêdek, eram netos do Gaon de Vilna.

Adaptado do livro: Sipurei Chassidim

Do Rav. Shlomo Yossef Zevin – Torá

Pag. 45

(Hebraico)

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Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

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ACREDITAR E DEDICAR-SE

Muitos anos atrás, no ano de 5547 (1786), o inverno chegou muito cedo. Em Sucot  já estava inusitadamente frio, e já começara a nevar. Por conseguinte, a maioria dos chassidim que chegaram a Liozna para Shemini Atsêret  Simchat Torá estavam com os dedos das mãos e dos pés congelados, e muitos pegaram uma gripe muito forte. Quando o Rabi Schneur Zalman foi informado da terrível situação, ficou pensativo durante algum tempo e, em seguida, declarou: “Sobre a Torá consta, ‘é uma lei de fogo para eles’. Hoje é Simchat Torá! Todos devem ser trazidos para as hakafot, e que ‘o fogo consuma o fogo’ – o fogo de Simchat Torá consumirá o fogo da febre.”

         Antes das hakafotReb Pinchas Roizes de Shklov foi enviado a todas as hospedarias da cidade para convidar os visitantes, muitos dos quais estavam com febre altíssima. Quando os chassidim doentes e seus familiares ouviram as palavras animadoras, ficaram felicíssimos. Com fé completa, saíram na noite tempestuosa e se dirigiram à sinagoga, enfrentando o granizo, as chuvas torrenciais e os ventos bravios. Alguns, debilitados a ponto de não poder andar, tiveram de ser carregados, apesar do perigo mortal.

         A sinagoga, abarrotada de pessoas, era de dar pena. Ouviam-se tosses e gemidos por todos os lados, e o calor era insuportável. Alguns dos visitantes estavam tão fracos, que não podiam nem sentar-se nos bancos, tiveram de ser encostados contra as paredes.

         Todos os anos em Shemini Atsêret, o Rebe rezava as preces noturnas e liderava suas próprias hakafot com um minyan particular. Em seguida, ia fazer o kidush na sucá , e depois dirigia-se à grande sinagoga no pátio, para as hakafot. Esse ano, porém, algo inusitado ocorreu. Ao entrar na sucá, o Rebe chamou três chassidim idosos, um dos quais era um Kohen, o segundo, um Levi e o terceiro um Yisrael. “Vocês formam um tribunal rabínico de três membros”, disse-lhes o Rebe, “e deverão agora escutar meu kidush. Respondam ‘amen’ para cada uma das minhas bênçãos, com a intenção de que essa aprovação valha para todas as idéias espirituais e invocações que terei em mente.”

         A pedido do Rebe, vários recipientes grandes com vinho foram levados para fora da sucá. Após fazer o kidush,ele verteu o vinho que lhe sobrara no copo em um dos recipientes e nomeou os três membros de seu tribunal rabínico para serem os ‘emissários da cura’. Foram orientados para que misturassem o vinho com o vinho dos outros recipientes, e o distribuíssem entre os doentes, que o beberiam e ficariam totalmente curados. O Rebe também lhes pediu que subissem à ala das mulheres e servissem vinho para aquelas que não tinham sido abençoadas com filhos ou que tinham tido abortos.

         A notícia sobre o vinho do Rebe espalhou-se com a rapidez de um raio, e a sinagoga fervilhava de emoção. Quando os três chassidim idosos entraram na grande sinagoga com o vinho, um silêncio abafado caiu sobre todos os presentes. Os três subiram ao púlpito, e Reb Yaakov de Semilian, o Yisrael do tribunal rabínico, repetiu em voz alta as instruções do Rebe, letra por letra. Ao concluir, disse que gostaria de acrescentar algumas palavras de cunho próprio, que tinham pertinência especial à situação:

         “Há uma tradição aceita, transmitida entre os chassidim, de geração em geração, que para que a bênção de um tsadik se realize, duas condições têm de ser cumpridas: primeiro, a pessoa abençoada deve acreditar na bênção com fé simples, sem especulações externas; segundo, deve dedicar-se ao Rebe que dá a bênção, obedecendo a suas orientações a respeito de Serviço Divino, estudo da Torá e comportamento ético.”

         O vinho foi, em seguida, distribuído ordenadamente, com a ajuda de vários rapazes robustos, escolhidos para essa tarefa. Depois que todos receberam o vinho, o Rebe entrou na sinagoga e as hakafot tiveram início.

         No dia seguinte, todos falavam do milagre. De fato, Avraham, o médico, afirmou que para muitos dos pacientes idosos o fenômeno fora uma verdadeira ressurreição dos mortos. Sustentou que, do ponto de vista médico, não havia a menor esperança para eles, e sua recuperação dera-se, sem dúvida, graças a intervenção sobrenatural.

(Do livro “Once Upon a Chassid”, Michoel Green, Editora Kehot, Vaad L’hafatsat Sichot)

Com permissão do “Likrat Shabat” daYeshivá Tomchei Tmimim.

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INOCENTE E ANALFABETO

BS’D

Antes da grande onde de imigração para Israel após 1948, muitos judeus marroquinos desejavam se mudar para a Terra Santa. Mas naquela época, pouquíssimas famílias conseguiram fazer aquela viagem longa e cansativa.

Antes de concluir seus preparativos para a viagem, todos os que queriam se mudar da grande comunidade judaica de Tafilalet para Êrets Yisrael iam pedir permissão ao Rabi Meir Abuhatseira (“Baba Meir” – o filho mais velho e sucessor espiritual de Baba Sali). Quando estavam com tudo quase pronto para viajar, chegavam à casa de Baba Meir para se despedir. Ficavam lá durante quatro ou cinco horas, com lágrimas jorrando como água, e com soluços que ecoavam pela casa toda. Os filhos de Rabi Meir não entendiam por que os judeus a caminho de Jerusalém estavam chorando. Quando perguntavam, os emigrantes diziam que estavam prestes a iniciar uma viagem difícil e perigosa. A família de Rabi Meir se acostumou ao fato de todos os que estavam de mudança para Israel passarem metade de um dia em sua casa, chorando.

Certo dia, chegou à casa de Rabi Meir, em Arpud, um homem que ele conhecera em outra cidade (onde morara anteriormente). O homem era muito inocente, sendo sua ingenuidade sua maior virtude, bem como sua maior limitação. Não entendia nada do que acontecia no mundo à sua volta. Tinha, porém, uma fé pura e sincera no Criador e nos tsadikim que Ele pusera neste mundo. Tinha resolvido se mudar para a Terra Santa e tinha chegado para se despedir de Rabi Meir. Lembrava-se, da época em que morava em Midelt, do costume de ir à casa de Baba Meir e chorar, antes de partir. O homem queria fazer o mesmo. Sabia que tinha muito motivo para chorar. Um mar de lágrimas começou a jorrar. E soluçou como alguém que acaba de perder um ente querido. Rabi Meir, percebendo que chorava muito mais que a média das pessoas, perguntou-lhe o motivo. O homem respondeu: “Baba Meir, o senhor me conhece há muito tempo, e sei que o senhor sabe que não sou instruído. Não reconheço nenhuma letra do alfabeto e jamais li um livro. Até agora consegui me sustentar negociando com os gentios. Mas o que o futuro me reserva? A população de Êrets Yisrael é composta de professores e eruditos. Quem vai se dar ao trabalho de olhar para um ignorante como eu? Sou tão ignorante que nem sei dizer se a página branca dentro da capa de um livro é a primeira ou a última página! Como vou conseguir ganhar a vida e o que vou fazer o dia todo?” Ele parou de falar, mas continuou a soluçar.

Rabi Meir lhe disse: “Escute! Sua inocência e ignorância vão ser justamente o que o ajudará a se virar em Êrets Yisrael. O fato de você não saber ler nem escrever vai sustentá-lo a vida inteira!”

Ao ouvir isso, os olhos do homem se iluminaram. Suas lágrimas secaram e deram lugar a um sorriso. Fez uma mesura e despediu-se de Baba Meir, feliz da vida com a berachá que recebera.

A partir daquele instante, até a hora de viajar, transmitia para todos os vizinhos sua alegria pela bênção que recebera. Depois, no navio, os demais passageiros, que temiam o futuro, perceberam sua tranquilidade. E ele lhes explicava, sorrindo: “Nada tenho a temer, pois trago na mochila a berachá do tsadik Baba Meir. Ela me dará sustento a vida inteira. “É justamente o fato de eu ser um bobo inocente e ignorante que me dará sustento.”

Os demais viajantes viam em suas palavras a comprovação de sua ingenuidade e burrice.

O homem chegou em Êrets Yisrael e fixou residência em Kfar Ata, na costa do Mediterrâneo entre Haifa e Akko. Seus filhos se destacaram, tanto nos estudos religiosos, quanto nos seculares. E se davam bem em tudo o que faziam. Um dos seus filho conseguiu emprego no “Instituto 3”, que fazia parte da “Rede de Desenvolvimento de Armas”, onde caiu nas boas graças de um dos principais engenheiros de mísseis, que o nomeou seu assistente pessoal.

Certo dia, o engenheiro comentou com seu assistente sobre um problema antigo do instituto. Diariamente eram traçados esboços de muitos projetos secretos de possíveis mísseis. Ao final do dia, como a maioria deles não seriam utilizados, esses projetos teriam de ser destruídos. Os armários dos engenheiros estavam abarrotados. E os engenheiros, já assoberbados de trabalho, não tinham tempo de lidar com aquilo.

O jovem se ofereceu para destruir os documentos, mas o engenheiro deixou muito claro que ele não tinha permissão de olhar para eles, pois eram papéis secretos.

“Meu pai é analfabeto” – disse o jovem. “Talvez seja a pessoa ideal para o cargo.”

O engenheiro não acreditou. “Será possível que exista alguém, em toda a Terra de Israel, que não saiba ler e escrever?”

O jovem respondeu: “Meu pai.”

O engenheiro não podia acreditar. Como era possível que um ignorante desses fosse o pai de um filho tão instruído? Apesar do ceticismo, passou a sugestão para os diretores da fábrica. Esses, animados, solicitaram uma investigação de segurança.

Inicialmente investigaram o background do suposto analfabeto imigrante do Marrocos. Quando ficaram certos de que ele não tinha nenhuma ligação com nenhum inimigo do país, resolveram ir visitá-lo, para ver que tipo de pessoa era.

Quando chegaram a sua casa, em Kfar Ata, encontraram-no andando na varanda, simplesmente, olhando para o nada. Conversaram um pouco com ele e viram que era simples, como seu filho dissera. Deram-lhe um jornal e ele o segurou de cabeça para baixo. Perguntaram como rezava, já que não sabia ler. Ele disse que aprendera as preces de cor, na juventude e, simplesmente, murmurava as palavras.

Os investigadores de segurança deram toda a informação a seus superiores. Percebendo que ele era a pessoa ideal para o trabalho, ofereceram-lhe o cargo de “Destruidor de Documentos Secretos” de todo o Instituto 3. Deram-lhe um escritório, onde ele ficava o dia todo rasgando e queimando. No fim do mês, ganhava um bom salário.

Ao final de trinta anos, teve de se aposentar devido à idade. Apesar da excelente aposentadoria e da ótima indenização, estava chateado. Viajou até a costa para falar com o filho de Baba Meir, Rabi David-Chai Abuhatseira, o rabino chefe de Naharia (ao norte de Akko). E lhe disse, triste: “Seu pai me prometeu trabalho para a vida toda. E agora eles deram fim ao meu emprego.”

Em menos de uma semana, os diretores do instituto o procuraram e perguntaram se ele concordaria em voltar ao trabalho, pois “não tinham conseguido encontrar ninguém qualificado para substituí-lo!”

O homem trabalhou lá ainda muitos anos, enquanto teve condições, e nada lhe faltou. Tudo o que Baba Meir dissera décadas antes se realizou.

Source: Adapted by Yerachmiel Tilles from Abir Yaakob: The Lives & Times of the Saintly Grand Rabbis of the Abichazira Dynasty (vol 2.) by Chaonch Regal…who heard the story from Rabbi David-Chai Abuhatzeira, son of Baba Meir and currently still the Chief Rabbi of Nahariya, israel.

Fonte: Adaptado por Yerachmiel Tilles de Abir Yaakob: As Vidas e Tempos dos Santos Grandes Rabinos da Dinastia Abichazira (Vol. 2) por Chaonch Regal… que escutou essa história do Rabino David-Chai Abuhatzeira, filho de Baba Meir e atualmente ainda Rabino Chefe de Nahariya, Israel.

Traduzido e adaptado de:

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=824-02

(Inglês)

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CAMINHOS TORTUOSOS

BS’D

Arte by: Michele Enkin @menkin_art

Li a seguinte história desculpem, mas não me lembro onde:

Um não-judeu escreveu um livro em que relata suas viagens pelo mundo. Entre suas aventuras, conta:

Certa vez, eu andava pelas ruas de Manhattan com um amigo judeu. Fomos abordados por um jovem judeu ortodoxo, de barba e chapéu, que nos perguntou:

– Excuse-me, are you Jewish? (Com licença, vocês são judeus?)

Meu amigo judeu falou:

– Eu não sou, mas meu amigo (e apontou para mim) é.

O jovem começou a insistir para eu pôr tefilin. Eu tentei me esquivar, mas não admiti que não sou judeu, para que meu amigo não passasse por mentiroso. Após muita insistência, eu, o não-judeu, coloquei tefilin. Voltamos para casa e eu já nem me lembrava do ocorrido. Meu amigo, porém, não conseguia se perdoar. Com a cabeça entre as mãos, lamentava-se:

– Como fui fazer isso com ele? Como pude fazer com que fosse contra os próprios princípios, colocando tefilin num goy? E não conseguia se acalmar. Acabou indo procurar aqueles rapazes e o fim da história é que meu amigo acabou tornando-se religioso e hoje em dia é um daqueles que ficam na rua e perguntam: – Excuse-me, are you Jewish? – E faz com que os passantes judeus ponham tefilin.

D-us escreve direito por linhas tortas… 

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ELUL NO AR

BS’D

Quando o Miteler Rebe tinha cinco anos de idade, estudava com o melamed Reb Ber, na casa de Reb Avraham, o médico.

Certa vez, ouviu Reb Avraham se queixando:

“Já estamos em Elul e ainda nem preparei as sanguessugas!”

Na época, as sanguessugas eram utilizadas para fins medicinais, e só eram encontradas durante os meses quentes de verão.

Quando o Miteler Rebe voltava para casa, após o cheder, costumava passar o tempo na companhia dos chassidim que estavam na sala próxima ao escritório do Alter Rebe. Certo dia, viu que estavam sentados conversando quando, de repente, começaram a rir. Ao ouvi-los, o menino os repreendeu:

“Já estamos em Elul, e vocês nem prepararam ainda as sanguessugas, e ficam aí rindo!”

E saiu da sala. Os chassidim pensaram que o menino ouvira essa frase de seu pai, o Alter Rebe, e deram início a uma reflexão profunda sobre o significado dela. Chegaram à conclusão de que tal qual as sanguessugas, que são utilizadas para retirar o sangue enfermo ou superaquecido do paciente, durante o mês de Elul o indivíduo deveria dar um basta a seus desejos negativos, preparando-se para Rosh Hashaná.

Quando aquele debate chegou aos ouvidos do Alter Rebe, ele disse:

“Este é o método do Báal Shem Tov – aprender uma lição em avodat Hashem de toda e qualquer coisa material que se vê ou ouve. Quem segue esse caminho e utiliza todas as coisas materiais para servir a D-us, inculcará em si mesmo e em seus descendentes um brilho de inspiração em sua avodat Hashem.

Os chassidim contam que naquele Rosh Hashaná o chão ficou encharcado de lágrimas, do impacto das palavras do Miteler Rebe. E em Simchat Torá, os sapatos dos chassidim ficaram gastos e rasgados pelas danças que tinham sido inspiradas pala promessa do Alter Rebe.

(Sêfer Hasichot, Torat Menachem )

Adaptado de:

(Inglês)

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INFELIZ!!!

BS’D

chassid, Reb Ozer Winikorsky za’l, precisava passar pelas sete fogueiras do Guehenom, por onde tinham de passar todos os que se apresentavam para o serviço militar. Apresentou-se cinco vezes diante das autoridades de convocação, e cada vez que precisava aparecer diante do departamento médico, ficava tenso e apavorado.

Procurou o Rabi Levi Yitschak (pai do Rebe) e pediu sua bênção e orientação, para salvar-se das garras dos que conspiravam contra ele. Percebendo a aflição e o sofrimento do chassid, Rabi Levi Yitschak deu-lhe uma orientação detalhada do que deveria fazer a fim livrar-se de seus problemas. Falou-lhe o dia exato em que devia apresentar-se, a hora, e a rua por onde deveria chegar, que capítulos de Tehilim deveria dizer antes de ir, e quantas moedas deveria dar para tsedaká. Disse-lhe, inclusive, que ao chegar à porta do escritório do Serviço Militar, pensasse no Nome de D-us, e só depois se apresentasse. Deu-lhe sua bênção e sua promessa de nada de mal lhe ocorreria. Pediu-lhe também que depois voltasse a vê-lo, para contar tudo o que ocorrera.

“Quando lá cheguei” – relatou Reb Ozer – “após fazer tudo conforme a orientação do Rabi Levi Yitschak, entrei na grande sala onde havia várias mesas ordenadas. Ao lado de cada mesa estava sentado um médico, cada médico tinha sua especialidade, e sua função era examinar o candidato, única e exclusivamente na área de sua especialização. Cada médico estava encarregado de uma área da medicina, de modo que o candidato deveria passar por todos aqueles doutores, para que não pudesse enganar quanto a seu verdadeiro estado de saúde.”

“Fui cuidadosamente examinado por todos aqueles médicos, e cada um escreveu seu relatório. Quando, finalmente, cheguei ao funcionário que deveria me dar o resultado final – fiquei surpreso quando ele me olhou penalizado e perguntou: ‘O que há com você, infeliz? Cada um dos médicos encontrou uma doença!’”

“Deste modo saí de lá como inapto, e fui dispensado do Serviço Militar!” –Reb Ozer concluiu seu relato do milagre pessoal que lhe ocorreu pela berachá de Rabi Levi Yitschak.

(Do livro “Toledot Levi Yitschak”, Vol. I)

Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim

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Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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O REBE E O SHIDUCH

BS’D

O Rabino Lebl Groner, membro do secretariado do Lubavitcher Rebe, contou a seguinte história:

Um aluno de yeshivá teve uma yechidut (audiência particular) com o Rebe. Entregou ao Rebe um tsetel (bilhete), em que escrevera diversas coisas, inclusive que ele gostaria de uma berachá (bênção) do Rebe para encontrar sua alma-gêmea. Após olhar o bilhete, o Rebe disse ao jovem que ele tinha se esquecido de assinar seu nome. “Vá lá fora e peça uma caneta emprestada. Assine seu nome e, em seguida, volte com o tsetel”, disse o Rebe.

O jovem saiu e pediu uma caneta a um homem que lá encontrou. Assinou seu bilhete e voltou ao escritório do Rebe.

Rebe abençoou o jovem para que “D-us lhe envie um shiduch assim que possível.”

Pouco depois, a pessoa que emprestara a caneta ao estudante teve uma audiência com o Rebe. Entre outras coisas, contou ao Rebe que tinha uma filha em idade de se casar e que estava pedindo ao Rebe uma berachá para encontrar um noivo adequado para ela. “O aluno de yeshivá que me pediu uma caneta emprestada me causou uma ótima impressão. Será que devo pensar nele para minha filha?” – Perguntou.

“Por que você acha que eu o mandei sair para pegar uma caneta?” – Respondeu o Rebe.

 Os dois jovens se encontraram e acabaram noivando e casando.

Desta história entendemos que não só o Rebe pode enxergar além das quatro paredes de seu escritório, ele também sabia a quem o jovem pediria uma caneta emprestada.

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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UDEL

BS’D

Arte by Yoram Raanan

Reb Noach era um dedicado chassid do Báal Shem Tov. Embora fosse casado há muitos anos, ainda não tinha filhos. Frequentemente pedia ao Báal Shem Tov que rezasse por ele para que tivesse uma criança saudável; mas o Báal Shem Tov mudava de assunto.

Certo dia, o Báal Shem Tov chamou R. Noach e lhe disse: “Saiba que este é um momento propício. Posso rezar por você agora, para que D-us lhe dê um filho. Mas antes preciso lhe informar de que há uma condição que você precisa concordar em cumprir. Durante seus primeiros seis anos de vida, o menino não pode ficar só nem por um instante. Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, ele jamais pode ficar sozinho. Aceita isso?”

Gotas de suor surgiram na testa de R. Noach. Estava tão feliz e empolgado de que finalmente seria pai, após todos aqueles anos. Mas por outro lado, como poderia garantir que conseguiria manter a vigilância que o Báal Shem Tov estava pedindo?

Ficou em silêncio durante vários minutos, perdido em pensamentos. Finalmente, levantou os olhos, olhou diretamente para o Báal Shem Tov e exclamou: Aceito! Assumo a responsabilidade de fazer exatamente o que o senhor está dizendo. Quero tanto ter um filho, que aceito qualquer preço e qualquer condição.”

O Báal Shem Tov gostou da resposta do chassid. Prometeu-lhe que, com a ajuda de D-us, dentro de um ano ele e sua esposa seriam abençoados com um filho.

Antes que um ano se passasse, o feliz casal teve um filho. É óbvio que R. Noach não se esqueceu da condição que o Báal Shem Tov impusera, e cuidou para que houvesse supervisão constante sobre o bebê. Sua esposa, é óbvio, estava feliz de ficar com a criança todo o tempo de que dispunha. Ele também cuidava do neném uma parte do tempo. Para o pouco tempo em que eles não podiam cuidar pessoalmente da criança, contrataram uma babysitter.

Após a emoção inicial, a vida continuou na rotina durante quatro anos. Até que um dia, o circo chegou à cidade. Era um grande circo, que desfilou pelas ruas da cidade com grande alarde. E despertou a curiosidade da babysitter, que estava de plantão.

Ela resolveu ir até a rua ver que barulho era aquele. “Vou só um minutinho e volto logo.” Pensou.

E foi. Mas quando voltou para dentro de casa, poucos minutos depois, seu coração disparou. O menininho tinha desaparecido. Aonde poderia ter ido em tão breve intervalo? Em pânico, procurou na casa toda. A criança não estava lá!

O alarme espalhou-se rapidamente pela comunidade judaica, mas ninguém conseguiu achar a criança desaparecida. R. Noach sentiu que o peso do mundo inteiro se abatera sobre ele. Como num torpor, foi cambaleando pelas ruas da cidade, procurando em cada canto e em cada buraco, mas sem resultados.

Queria pedir ajuda a seu grande Rebe, mas o Báal Shem Tov já tinha falecido. Não sabia a quem pedir ajuda. No final, resolveu que iria consultar Udel, a filha do Báal Shem Tov. Talvez ela pudesse ajudar.

Udel escutou a história toda e depois disse que iria rezar no túmulo de seu sagrado pai. Só depois poderia aconselhá-lo sobre o que fazer.

Quando ela voltou do cemitério, mandou chamar R. Noach e lhe disse: “Papai disse que você deve sair da cidade para procurar. E que deve ir em direção ao sul. Não fique mais de uma noite em nenhum lugar, e onde quer que vá, pergunte aos habitantes do local sobre seu filho. E que D-us o ajude.”

Tão logo escutou suas palavras, R. Noach foi correndo para casa. Rapidamente, fez uma malinha, com seu talit e tefilin e mais uns poucos itens necessários, e partiu.

Passaram-se dias. E passou por muitas cidades e vilas. Em todas elas perguntava a várias pessoas que lá moravam se tinham visto seu filho desaparecido.

Os dias se estenderam em semanas. No final da décima semana, antes de deixar o lugar onde pernoitara na noite anterior, perguntou ao estalajadeiro judeu se ele sabia de alguma coisa sobre um menino de quatro anos perdido. Como sempre, deu-lhe uma descrição acurada.

Ao escutar os detalhes da aparência da criança desaparecida, as sobrancelhas do anfitrião se elevaram em surpresa. “Que impressionante!” Exclamou. “Sua descrição corresponde ao menininho que nosso pôrets adotou recentemente. Esse nobre, que é o proprietário de tudo por aqui, nunca teve filhos e há poucas semanas levou para casa um menino para criar como filho. Dizem os rumores que é um menino judeu. Portanto, é muito possível que seja seu filho desaparecido.”

R. Noach sentiu que seu coração parou. Era a primeira vez, em sua longa viagem que tinha tido alguma pista sobre o desaparecimento misterioso de seu filho. Com lágrimas nos olhos, pediu ao estalajadeiro que o ajudasse a recuperar seu filho único.

O estalajadeiro não sabia o que dizer. É claro que queria ajudar, mas o que poderia fazer? O pôrets dominava toda a região. Todos, até mesmo a polícia, o temiam e faziam todos os seus caprichos.

Após pensar um pouco, o estalajadeiro disse lentamente a R. Noach: “Não sei como posso ajudar mas uma coisa vou fazer: irei até a mansão do pôrets e tentarei descobrir mais detalhes sobre o menininho de lá. Talvez algo aconteça que possa ser a chave da salvação.”

O estalajadeiro cumpriu sua palavra. Esteve ausente durante várias horas. E ao voltar, fez sinal para R. Noach de que queria conversar com ele em particular. “Posso lhe assegurar de que o menino que o pôrets adotou é seu filho desaparecido. Outra coisa que lhe posso dizer é que o arcebispo de toda esta região foi convidado a realizar a cerimônia de batismo do menino, e ele chegará amanhã.” Acrescentou tristemente. “Todas as pessoas da jurisdição do pôrets estão convidadas para a cerimônia e para as festividades que haverá em seguida.”

R. Noach ficou branco. Chorando muito, implorou ao estalajadeiro: “Você tem de me ajudar a salvar meu filho! Não sei como, mas como foi você quem descobriu que ele está vivo, e seu paradeiro, deve ser que você é o enviado do Céu para libertá-lo e trazê-lo de volta para mim. Por favor, por favor, me ajude!”

O estalajadeiro ficou muito sério, tentando pensar em alguma maneira de ajudar seu hóspede desesperado. Após alguns momentos de introspecção, disse para R. Noach: “Olhe, tive uma ideia. É meio estranha, e talvez até insana. Mas não estou conseguindo pensar em nada melhor.”

Nu? O que é?” – Perguntou R. Noach.

O estalajadeiro deu de ombros. “Ouvi dizer que o arcebispo é um homem decente e bondoso. Talvez você consiga dar um jeito de encontrá-lo antes que ele chegue na casa do pôrets. Aí você conta prá ele a história toda de seu filho perdido. Ele pode ajudar. Quem sabe ele ajude? Sugiro que fique a sua espera nos arredores da cidade.”

R. Noach resolveu tentar. Levantou cedo, na manhã seguinte e foi se postar na entrada da cidade. Lá, esperou num pé e noutro, durante várias horas. Finalmente, lá na distância, conseguiu vislumbrar uma nuvem de poeira, e a luxuosa carruagem do bispo apareceu.

Quando ela se aproximou, R. Noach atirou-se ao chão para que a carruagem não passasse por ele. No último momento, o cocheiro percebeu que alguém estava deitado em seu caminho e com grande esforço, fez com que os cavalos parassem, a poucos centímetros de R. Noach.

Este levantou-se de um pulo e correu para onde o bispo estava sentado, contando-lhe a história toda com grande emoção. O bispo escutou atentamente e quando R. Noach acabou, respondeu que tentaria ajudá-lo a recuperar seu filho perdido. Disse-lhe que fosse para a entrada da propriedade do pôrets e o esperasse lá, com uma carruagem pronta para partida imediata.

R. Noach apressou-se em seguir as instruções do bispo. Enquanto isso, a casa do pôrets já estava transbordando de gente, que viera para o batismo do menino adotado. O pôrets estava no jardim, segurando a mão do menininho e esperando, ansioso, a chegada do bispo.

Quando o bispo chegou, foi direto em direção ao pôrets e começou a gritar com ele, para espanto da multidão:

“Bobo! Que imbecil você é! Acha mesmo que com este menino você achou um herdeiro e alguém para preservar seu nome após sua morte? Não entende que um menino judeu jamais, jamais lhe será fiel?”

O pôrets estava incrédulo. Como podia o bispo falar assim? E por que estava tão bravo? O pôrets ficou em silêncio, mas o bispo podia sentir que ele estava cético.

“Vou lhe provar que tudo o que eu disse é verdade. O menino já está com você há algumas semanas, certo? Você o cobriu de afeição e todos os presentes que ele poderia desejar, certo? Pois eu lhe digo: No momento em que ele avistar um judeu, alguém de seu povo, ele vai abandonar você e fugir com esse judeu. Venha. Você vai ver.”

O bispo começou a se aproximar do portão, com o pôrets a segui-lo, meio que arrastando o menino pela mão. Ao se aproximarem do portão, o bispo mandou o pôrets soltar a mão do menino. O menino avistou seu pai e saiu correndo em sua direção, pulando em seus braços.

O bispo gritou: “Fora daqui! Rápido! Jamais ouse aparecer por aqui novamente.”

R. Noach colocou o menino na carruagem e ordenou ao cocheiro que fosse embora o mais rápido possível.

Após chegar em casa com seu filho, R. Noach foi visitar a filha do Báal Shem Tov para lhe contar sobre a salvação de seu filho. Assim que ele entrou, ela falou: “Fique sabendo que Papai teve que sair de seu lugar no Paraíso para se disfarçar naquele bispo e lhe devolver seu filho.”

R. Noach também escreveu uma carta de agradecimento ao estalajadeiro. Ele respondeu que no dia seguinte o bispo chegou, desculpando-se pelo atraso. “Agora vamos batizar o menino.” O pôrets teve de chamar várias testemunhas que contaram o que acontecera no dia anterior. Enquanto o bispo afirmava que ele não tinha vindo no dia anterior, e que jamais perderia tal oportunidade…

Adaptado de:

Yerachmiel Tilles

[Traduzido e livremente adaptado por Yerachmiel Tilles (e inicialmente publicado em Kfar Chabad Magazine – Inglês) de Shemu Vitachi Nafshechem #261.

e-mail de Ascent of Safed:
info@AscentOfSafed.com

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=253-49

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

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Libe bat Tzipora

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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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