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O BILHETE DE LOTERIA

BS’D

O BILHETE DE LOTERIA

Esta é a história que ouvi do Rabino Yoav Akrish em um shiur:

Um chassid do Rebe Levi Yitschak de Berditchev estava em situação financeira muito difícil: era extremamente pobre e não tinha o suficiente para casar sua filha, nem mesmo para alimentar sua família. Foi ter com seu Rebe e lhe pediu uma berachá e um conselho.

Rebe Levi Yitschak de Berditchev lhe disse que a única solução que ele vislumbrava era que o yehudi comprasse um bilhete de loteria, e o abençoaria para que seu bilhete fosse o premiado.

Mas o chassid respondeu:

– Mas Rebe, o sorteio será só daqui a dois meses! Como vou sustentar minha família até lá?

– Tudo bem – respondeu o Berditchever – você terá dinheiro antes mesmo do sorteio.

O homem começou sua jornada de volta para casa e, no caminho, precisou pernoitar numa hospedaria.

Acontece que naquela hospedaria chegou também um nobre. Este foi dormir, e sonhou que no quarto vizinho ao seu estava um judeu que possuía um bilhete de loteria que ganharia o primeiro prêmio.

Não deu atenção ao sonho, virou-se para o outro lado e dormiu de novo. Mas o sonho se repetiu. Intrigado, ordenou a seus criados que averiguassem se naquela hospedaria havia um judeu e descobriram que sim, no quarto ao lado. O coração do nobre começou a bater mais rápido. Pensou: “Talvez o sonho seja verdadeiro.” Mandou acordar o judeu e arrastá-lo a sua presença. Perguntou-lhe:

– Por acaso, você tem um bilhete de loteria?

– Sim, comprei hoje mesmo.

O nobre percebeu que aquela seria sua sorte grande, que o sonho era verdadeiro. E disse:

– Escute judeu: eu também tenho um bilhete de loteria. Como isso é uma questão de sorte, o que lhe importa? Vamos trocar de bilhetes e eu lhe dou dez rublos pela troca. Não é pouco dinheiro.

O judeu respondeu:

– Sinto muito, gostaria muito de ajudar, mas o bilhete não está à venda.

– Não está à venda? Sabe de uma coisa? Vou lhe dar cem rublos! Vai receber cem rublos pela troca!

– Desculpe, mas o bilhete não está à venda.

O nobre foi aumentando a oferta até que chegou a mil rublos!

– Sinto muito, mas o bilhete não está à venda.

O nobre ficou nervoso. Falou:

– Vocês, judeus são muito teimosos. Não entendem quando se fala com vocês.

E mandou seus servos pegarem o bilhete do judeu à força.

Depois disse:

– Olha, não sou ladrão. É verdade que peguei à força seu bilhete, mas é porque você simplesmente não entende quando se fala com você. Portanto, vou lhe dar meu bilhete, e os mil rublos que eu tinha prometido. E vá em paz.

O chassid ficou muito chateado mas, afinal de contas estava com mil rublos. Voltou para casa e casou sua filha em grande estilo. E comprou roupas e comida.

Quando chegou o dia do sorteio, apesar de não ter esperanças, deu uma olhadinha no número sorteado, só por curiosidade e… viu que o número sorteado foi justamente o do bilhete que era o que tinha sido do nobre que fez aquela troca contra sua vontade.

Ficou muito feliz e foi novamente a Berditchev contar a seu Rebe todo o acontecido e perguntou:

Rebe, por que tive de passar por tudo isso? Eu não podia estar com o bilhete premiado desde o começo, e encontrar os mil rublos na rua? Por que tive de passar por toda essa angústia?

Rebe Levi Yitschak lhe perguntou:

– “Como você se sentiu quando lhe tiraram, à força, o bilhete?

– Péssimo! Senti que estavam me tirando a berachá.

E quando descobriu que o bilhete trocado foi justamente o que ganhou, como se sentiu sobre aquele momento?

– Que aquele foi o melhor momento de minha vida!

– Era isso o que eu queria que você entendesse: que o que pareceu terrível, na verdade foi o momento em que você recebeu a berachá.

Muitas vezes passamos por situações difíceis que, com o passar do tempo percebemos que foram momentos de grande bênção para nós.

Saiba que o sucesso na vida não é ganhar na loteria e sim, entender que o que recebemos é o que há de melhor para nós. Mesmo que leve um tempo para que a gente perceba. Tudo é para o bem! Ninguém tira nada de nós.

Baseado em:

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

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Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

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O KADISH GERAL

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Pressburg era uma das cidades mais importantes do Império Austro-Húngaro, e sua yeshivá era uma das maiores e mais respeitadas de toda a Europa. Nos meados do Século XIX, lá viveu um rico mercador, que tinha uma grande loja no centro da cidade. Era respeitado e ativo na comunidade judaica, e era também conhecido por sua generosidade. Tinha um costume notável. Diariamente calculava os rendimentos de seu negócio, via qual tinha sido o lucro e disso separava 10% como dízimo, que entregava diariamente para a yeshivá.

Tragicamente, esse homem excepcional adoeceu de repente, e faleceu relativamente jovem, deixando uma viúva e cinco filhas jovens. Sua esposa era inteligente e ativa. Sempre ajudara o marido no negócio, que conhecia bem. Depois de seu falecimento, assumiu o controle e manteve seu sucesso. Também teve o cuidado de continuar o jeito generoso do marido e, diariamente, entregava o dízimo dos lucros ao Rosh Yeshivá, o ilustre Ktav Sofer.

Logo após o falecimento do marido, como não tinha filhos, pediu ao Rosh Yeshivá para organizar para que estudiosos da Torá dissessem o Kadish, a prece dos enlutados, pela a alma de seu marido, durante todos os onze meses, e também anualmente no yahrzeit. Também pediu que um segundo Kadish fosse dito diariamente, tendo em mente todas as almas que não tinham ninguém dizendo Kadish por elas.

Isso continuou durante cerca de dez anos. Às vezes os 10% chegavam a centenas de kroner por dia. Mas por mais que fossem, ela sempre perguntava se a yeshivá estava cumprindo sua parte do acordo.

Mas a roda virou. Em vez de lucros diários, começaram os prejuízos. Mesmo assim, a viúva seguia seu cronograma de aparecer diariamente na yeshivá, só que informava ao Rosh Yeshivah que hoje, infelizmente, nada tinha para dar. Mesmo assim, continuava perguntando se ainda estavam dizendo os Kadishim, embora ela já não pudesse contribuir financeiramente. Garantiam-lhe que, obviamente estavam, e que ela não se preocupasse.

Dia após dia, a situação foi piorando, até que ela teve de começar a vender algumas de suas joias e outros objetos de valor para poder pôr comida na mesa para suas filhas. Ninguém sabia de sua situação, exceto os estudantes mais velhos e os funcionários da yeshivá, que sabiam que seu negócio estava praticamente falido.

Certo dia, um casamenteiro foi à sua casa e, após algumas gentilezas, disse: “Minha cara senhora, suas filhas cresceram, e são muito bonitas. Talvez, devido a seu grande envolvimento nos negócios, a senhora não tenha percebido que já estão na hora de casar. Estou seguro de que posso encontrar muitos alunos de Yeshivá extraordinários que estariam interessados por elas, e a senhora poderia escolher. Basta me dizer quanto pretende dar de dote para cada uma.”

Sabiamente, ela resolveu não lhe revelar sua verdadeira situação. Em vez disso, falou apenas que pensaria no assunto e voltaria a falar com ele sobre sua oferta. Ele foi embora e ela caiu no choro.

Em seguida, vestiu-se e correu para a yeshivá. Desbafou para o Rosh Yeshivá. Chorando, disse: “Não entendo como minha situação piorou tanto.” Voltou a perguntar se os kadishim ainda estavam sendo ditos, e ele lhe assegurou que estavam.

De repente, a porta se abriu. Um senhor distinto entrou, voltou-se para a viúva, e lhe perguntou por que estava chorando. Disse-lhe que sabia de sua situação e estava disposto a ajudar. E pediu ao Rosh Yeshivá para que fossem para seu escritório e que dois estudantes da yeshivá se juntassem a eles. O Rosh Yshivá concordou e chamou dois dos seus cinco grandes discípulos daquele ano: seu filho, Rabi Shimon Sofer e Rabi Yossef Chaim Sonnenfeld.

Quando todos estavam reunidos, o visitante misterioso disse: “Sei que você tem cinco filhas em idade de casar. Vamos fazer as contas. Cada uma precisa de mil kroner para dote e mais outros mil kroner para as despesas do casamento e para comprar móveis e montar uma casa. De modo que são dois mil para cada uma, ou dez mil no total. Além disso, para levantar novamente seu negócio, vai precisar de mais outros dez mil kroner. Isso dá um total de vinte mil kroner.

“Tudo bem,” disse, “vou fazer um cheque.” Tirou um talão de cheques e destacou um. Escreveu nele o nome da mulher, fez um cheque de vinte mil kroner e assinou! Mas antes de lhe dar, pediu aos dois jovens estudantes que assinassem no verso, como testemunhas da transação. Também lhes pediu que pegassem seus cadernos pessoais para que ele assinasse em cada um deles, caso a assinatura do cheque fosse questionada. Voltando-se, em seguida, novamente para a mulher, disse-lhe que deveria levar o cheque ao banco do governo, quando abrisse, às nove horas, e que eles descontariam o cheque. Em seguida, foi embora, tão de repente quanto tinha chegado.

Todos os presentes estavam chocados, ainda sem acreditar no que acontecera. Foi como se estivessem num sonho. Foi quando um dos rabinos de repente falou: “Um homem assim poderia, realmente, ajudar a yeshivá. Vamos falar com ele.” Os dois saíram correndo atrás dele, mas não conseguiram encontrá-lo, nem ninguém que o tivesse visto.

Às nove, na manhã seguinte, a viúva estava no banco. O guarda que estava na porta a mandou falar com um dos caixas, a quem ela mostrou o cheque. Ele procurou nos registros e lhe disse que a conta tinha fundos para cobrir o cheque, mas uma quantia tão elevada necessitava da autorização do diretor. Pediu que ela esperasse e foi até a administração. Lá, mostrou o cheque a o diretor do banco que, ao vê-lo, desmaiou!

Foi o maior pandemônio. Foi a maior correria. Chegou a polícia e, após questionar alguns funcionários, prenderam a mulher numa sala de segurança aguardando investigação adicional.

O médico que foi chamado fez com que o diretor do banco recuperasse os sentidos rapidamente. Assim que recuperou a consciência, o diretor pediu para que a portadora do cheque fosse levada até ele. Quando lhe disseram que a segurança a prendera, disse que precisava ir até ela e que prender uma mulher tão justa não passara de engano. Foi logo a seu encontro e, após desculpar-se, a convidou a acompanhá-lo até seu escritório.

“Diga-me, por gentileza, como conseguiu este cheque?”

Ela lhe relatou suas dificuldades e a aparição repentina de seu benfeitor desconhecido. Explicou sobre seu falecido marido e sua prática diária de maasser, e dos kadishim que ela tinha organizado, através da yeshivá, para ele e para as almas que não tinham ninguém para dizer Kadish por elas.

Ele lhe perguntou se ela reconheceria seu benfeitor pessoalmente ou em foto. Ela disse que sim. E acrescentou que dois rabinos da yeshivá tinham sido testemunhas oficiais do acontecimento e que suas assinaturas estavam no verso do cheque, e que o homem também tinha assinado em seus cadernos pessoais. O diretor ficou empolgado ao ouvir isso e, ao ver as assinaturas, entrou em contato com a yeshivá para pedir que o Rabino Sonnenfeld e o Rabino Shimon Sofer fossem até seu escritório.

Quando eles chegaram, confirmaram o que a mulher tinha relatado. O diretor do banco disse-lhes, então que ele próprio descontaria o cheque, pois a conta bancária pertencia a sua família, mas que sua esposa também tinha que endossá-lo. Mandou chamar a esposa, pedindo-lhe que viesse rápido, porque havia pessoas esperando; mas que primeiro deveria juntar todas as fotos da família que tinha em casa, e trazê-las.

Embora o diretor do banco fosse judeu, sua esposa não era. Quando ela chegou, ele pediu que a viúva e os dois rabinos esperassem em outra sala. Contou à esposa o que estava acontecendo e disse que eles deveriam ver se a mulher conseguiria identificar nas fotos, o homem que assinou o cheque. A esposa afirmou que se tudo aquilo fosse verdade, ela se converteria ao judaísmo.

O diretor, então, espalhou todas as fotos sobre sua mesa. Pediu a cada um dos três que entrasse separadamente e visse se o homem que deu o cheque aparecia em alguma das fotos. Cada um dos três identificou a mesma pessoa, sem vacilar.

O diretor do banco pediu que todos entrassem. “Sabem quem é esse homem que deu o cheque?” – Perguntou. “É meu pai, que foi o diretor deste banco antes de mim… Mas ele faleceu há dez anos! Confesso que jamais falei Kadish  por ele. Ontem à noite, ele me apareceu em sonho. Disse que tinha sido salvo do Guehinom (purgatório) pelos Kadishim que ela arranjou para que os estudantes da yeshivá dissessem pelas almas por quem não estavam falando Kadish, e agora, que ela estava em apuros, tínhamos que ajudá-la. Disse que lhe daria um cheque de vinte mil kroner, e se eu não o descontasse, ele me estrangularia enquanto eu dormisse. Acordei assustado. De manhã, contei o sonho a minha esposa, e ela também ficou perturbada. Quando vi o cheque, desmaiei. Soube, então, que o sonho era verdadeiro. Pagarei os vinte mil que meu pai prometeu, pois é muito merecido. Mas além disso, acrescentarei outros vinte mil por minha conta, porque você cumpriu uma obrigação que era minha e ajudou a alma de meu pai com os Kadishim que organizou.”

Voltou-se, novamente para os três. “Muito me arrependo de meu afastamento do judaísmo. Vejo agora que nosso D-us é o único, verdadeiro D-us, e Ele dá a todos sua justa recompensa. De agora em diante, vou seguir Seus mandamentos, conforme revelados em nossa Torá. Minha esposa também confirmou sua promessa de se converter e viver de acordo com a Lei Judaica. Por favor, nos orientem, para que possamos entender o que precisamos fazer.”

Falou para o caixa dar à mulher quarenta mil Kroner. A primeira coisa que ela fez foi dar dez por cento para a yeshivá. Logo depois, seu negócio recomeçou a prosperar, e suas cinco filhas casaram muito bem, com jovens eruditos da Torá, tementes a D-us.

[Traduzido e adaptado do Hebraico por Yrachmiel Tilles, de Otsar Hamaasiyot, Vol. I, Págs. 42-47, em nome do Rabino Y. Shapira de Jerusalém, que a escutou do próprio Rabino Sonnenfeld.]

http://ascentofsafed.com

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(Inglês)

Leilui Nishmat:

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DAVID MÊLECH YISRAEL

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Certa vez, um nobre polonês estava passando por um “shteitl” judaico, e viu judeus que estavam rezando na rua. “O que será que esses judeus estão gritando do lado de fora da sinagoga, numa noite fria de inverno?” – pensou. Pediu a seu cocheiro que parasse sua carruagem de quatro cavalos, e chamasse o líder do grupo.

“O que vocês estavam gritando?” – Perguntou.

“Que David, Rei de Israel, vive e perdura!” – Respondeu o judeu.

“O quê?” – Perguntou o nobre. “Não está escrito nas Escrituras: ‘E David repousou com seus ancestrais, e foi enterrado na cidade de David?’ (Reis I, 2:10)

O que se responde a um nobre polonês que te joga as Escrituras na cara?

Contudo, todos os Sidurim (livros de reza), trazem esta prece:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

(David , Rei de Israel, vive e perdura)”

Este conceito, portanto, além de estar na Halachá e nas fontes clássicas da Torá, foi incorporado nas preces ditas por todos os judeus até hoje! É importante notar que essas palavras são conhecidas pelos judeus de todas as origens – praticamente todos os judeus do mundo já ouviram as palavras:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam”!

Adaptado do livro (inglês):

“Countdown to Moshiach”

do Rabino Shmuel Butman

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O MELHOR MERGULHO

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O seder da tevilá (a ordem da imersão):

O Rebe Tsêmach Tsêdek disse para sua nora, a Rabanit Rivka, esposa do Rebe Maharash, que a principal maneira de fazer a imersãono mikve é estirada, deitada e colocando a cabeça próximo ao degrau inferior.

(Likutei Sipurim, pág. 131)

Do livro: Otsar Sipurei Chabad, Vol. XVII, pág. 236

(Agradecimentos especiais ao R. Shamai Ende).

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QUER OU PRECISA?

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O QUE SE QUER – NÃO É PRECISO FAZER

Rabi Nachum de Rodomisel contou:

Na época do Tsêmach Tsêdek, um de seus netos, um menino pequeno, segurava uma maçã e chorava.

Os chassidim lhe perguntaram por que estava chorando. Ao que ele respondeu:

– Porque quero comer maçã.

Disseram os chassidim:

– Coma, então! Você está com uma maçã na mão.

O menino respondeu:

– Vovô, o Rebe Tsêmach Tsêdek, disse:

 ‘O QUE QUEREMOS NÃO PRECISAMOS FAZER.’

Moral da história: não precisamos fazer tudo o que dá vontade….

Adaptado do livro:

Otsar Sipurei Chabad”, Vol. XVII, pág. 246

(Hebraico)

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TRÊS RUBLOS POR UMA INCOMPATIBILIDADE

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Já era quinta-feira, e Yakel ainda não tinha um tostão para as despesas do Shabat. Estava disposto a aceitar qualquer trabalho para conseguir pelo menos dinheiro para vinho e chalot. Quando veio a sexta-feira e ele ainda estava sem trabalho, apesar de muito tentar, sua esposa teve uma ideia.

“Sabe, Yankel, há um grande rabino em nossa cidade que está precisando de um shiduch para um de seus filhos. Ouvi dizer que ele dá três rublos para qualquer pessoa que tenha uma proposta decente. Tenho certeza de que podemos pensar em alguém adequado. Aí você dá a sugestão para o rabino e, pelo menos, teremos três rublos com que honrar o Shabat.

Por não ver alternativa, Yankel deu tratos à bola e acabou tendo uma ideia interessante. Correu à casa do rabino e sugeriu o casamento.

Os olhos do rabino se iluminaram. “Este shiduch é digno de consideração”, disse. “Venha após o Shabat e lhe direi se quero ir atrás.”

O coitado do Yankel ficou arrasado. Apesar de envergonhado, não conseguiu conter a decepção. “Mas… não vou ganhar os três rublos como pagamento pela sugestão?” Gaguejou.

“Meu bom homem”, respondeu o rabino. “Minha resposta depende da solução de dois textos contraditórios no Talmud. Em um deles, nossos Sábios dizem (Talmud Sotá 2 a) que quarenta dias antes da concepção de uma criança, a Corte Celestial anuncia: ‘A filha de Fulano se casará com o filho de Sicrano.’ Por outro lado, mais adiante na mesma página também afirmam: ‘Encontrar a alma gêmea é tão difícil quanto a abertura do Mar Vermelho.’ Essa afirmação é problemática. Se o casamento já tinha sido anunciado, qual é a grande dificuldade?

“A dificuldade vem das más interpretações feitas pelos anjos que têm a função de juntar o casal. Infelizmente, há muitos anjos defeituosos. Foram criados a partir de mitsvot  cumpridas indevidamente, bênçãos pronunciadas sem o devido cuidado e preces desprovidas de pensamento concentrado. Esses anjos imperfeitos saem surdos, mudos ou mancos. Por isso não podem transmitir direito o nome do verdadeiro par de uma pessoa.

“Consequentemente, casamenteiros aparecem com muitas sugestões. As diversas ideias que eles têm são os nomes mal interpretados pelos anjos aleijados. Quando essas sugestões me são apresentadas, sinto que não são a alma gêmea. Contudo, sinto-me obrigado a pagar esses rublos pelo esforço e a boa vontade.

“Sua sugestão, porém, parece ser a correta, anunciada no Céu. Depois do Shabat, discutiremos como proceder com esse shiduch e você ganhará bons honorários pelo seu esforço – muito mais do que três rublos.”

[Lightly edited by Yrachmiel Tilles from “From My Father’s Shabbos Table” (pp. 110-111), Eliyahu Touger’s excellent selection and translation from the first two volumes of Rabbi Yehuda Chitrik’s 4-volume series, Reshimat Devorim.]

Adaptado de:

Ascent of Safed

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(Inglês)

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A PARADA DO BESH’T

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Duas semanas antes de Rosh Hashaná de 1734, em seu trigésimo sexto aniversário, Rabi Yisrael Báal Shem Tov foi revelado como o mais sagrado homem do planeta e líder do movimento Chassídico,que ainda estava em seus primórdios.

Antes disso, fazia de tudo para esconder suas qualidades especiais. Vestia-se, falava e se comportava como qualquer judeu ignorante e pobre da Ucrânia.

Para sustentar-se, labutava como simples trabalhador. Suas preces intensas, sua meditação, seu profundo estudo da Torá eram feitos em segredo. Ao conversar com outros judeus, costumava inspirá-los com ensinamentos e histórias do Midrash e Talmud que acentuavam o valor de servir a D-us com simplicidade, mas com sinceridade. Empenhava-se para neles estimular um amor por D-us, pela Torá e por todo o povo judeu. Mas o fazia numa linguagem de gente simples. Ninguém suspeitava de que fosse mais do que aparentava. Apenas sua esposa sabia quem ele realmente era.

Por vezes acontecia de ter de utilizar seus poderes extraordinários para salvar judeus, e até mesmo comunidades inteiras, de perigo. Quando assim fazia, tão logo se esgotasse a necessidade, mudava-se para um lugar distante, onde ninguém o conhecia. Uma dessas ocasiões aconteceu em Lag BaOmer.

Naquela época, as comunidades do Leste Europeu sofriam ataques frequentes de bandos de cossacos violentos e outros antissemitas grosseiros. Eles espancavam e até matavam os homens judeus, estupravam as mulheres e saqueavam e destruíam todos os bens dos judeus que viessem a cair em suas mãos.

Certa vez, os  habitantes da cidade onde o Báal Shem Tov estava morando ficaram sabendo que um bando desses cruéis saqueadores estava se aproximando. Toda a comunidade judaica resolveu abandonar seus lares e se esconder nas montanhas durante alguns dias, até que os cossacos invasores se acalmassem e partissem. O Báal Shem Tov os acompanhou. As pessoas se abrigaram em cavernas.

Lá de seu esconderijo, viram o bando de cossacos chegando. Não encontrando judeus para atacar, lançaram toda sua ira e frustração nos bens dos judeus. Invadiram o depósito de vinho, embebedaram-se, arrebentaram o restante dos barris e atearam fogo ao prédio. Os judeus, que viam tudo à distância, tremiam de medo que os cruéis cossacos resolvessem procura-los nas colinas e os descobrissem.

Passaram-se alguns dias. Os invasores empilharam tudo o que saquearam das casas e lojas dos judeus. Os judeus ainda estavam com medo de ser descobertos quando, assustados, viram aquele discreto ‘Yisroelik’ juntando grupos de crianças fora das cavernas, em plena luz do dia!

Protestaram, ao que o Báal Shem Tov explicou que aquele era o dia sagrado de Lag BaOmer, um dia de ir para os campos e comemorar, com alegria, o dia de Rabi Shimon bar Yochai.

Assegurou-lhes de que não havia perigo e que o mérito de celebrar Lag BaOmer ajudaria a proteger e salvar toda a comunidade.

Seu entusiasmo e convicção influenciaram os pais, de modo que lhes deram permissão. O Báal Shem Tov foi de caverna em caverna e reuniu quase todas as crianças.

Muitos adultos ainda estavam ponderando sobre o espantoso acontecimento quando o Báal Shem Tov deu início a sua mini parada. As crianças marchavam, cantando alegremente, seguindo seu novo líder carismático.

A princípio, estavam um pouco receosas e cantavam aos cochichos, mas em pouco tempo, seu medo dissipou-se, fazendo com que aumentassem o volume, cantando as melodias contagiantes do dia, honrando Rabi Shimon Bar Yochai.

Os pais observavam os filhos com um misto de carinho e ansiedade. Mas sua atenção logo se voltou para o Báal Shem Tov. Era como se ele fosse uma pessoa que jamais tinham visto, seu rosto iluminado em Divino êxtase, dançando na roda das crianças. O simples Yisroelik que eles tinham conhecido transformara-se, diante de seus olhos, no mais sagrado dos homens. Sua voz, junto com a das crianças puras e inocentes, cantava como os anjos do Céu.

A parada e os cantos prolongaram-se durante bastante tempo. Depois, o Báal Shem Tov levou as crianças até um pequeno planalto, fez com que sentassem na grama e distribuiu para todas guloseimas que levara. Fez com que cada criança falasse alto e corretamente a bênção para o alimento que recebera. Em seguida, depois que acabaram de comer, contou-lhes histórias fascinantes do Talmud e do Midrash sobre Rabi Shimon bar Yochai e Rabi Akiva. As crianças ouviam, encantadas. Sentiam o grande amor que o Báal Shem Tov tinha por cada uma delas e retribuíam com grande afeto.

Os pais e demais adultos da vila ainda estavam muito preocupados. Como podia Yisroelik ficar tanto tempo ao ar livre com seus filhos? Olhavam alternadamente da vila abaixo para as fileiras de crianças sentadas diante do Báal Shem Tov. Sussurravam preces para que tudo acabasse bem e todos ficassem sãos e salvos.

De repente, viram que o bando de cossacos saiu correndo em todas as direções. Fugiram tão de repente que nem levaram nada do que tinham juntado.

Inicialmente, os judeus ficaram com medo de que os invasores enlouquecidos estivessem a sua procura, mas a velocidade com que desapareceram logo acalmou seus temores. O perigo passara!

Acabaram entendendo o que acontecera. Os bandidos souberam – ou pensaram – que um batalhão de soldados estava vindo em sua direção. Apavorados, fugiram abandonando tudo o que poderia atrapalhar sua fuga.

Os judeus voltaram rapidamente para casa, espantados com o milagre que acontecera. Tinham certeza de que o milagre ocorrera em mérito da alegre comemoração das crianças com o tsadik, anteriormente oculto, o Báal Shem Tov  (que já tinha se mudado para outro lugar!) em honra ao grande sábio Rabi Shimon bar Yochai, em seu dia de júbilo, Lag BaOmer.

[Traduzido para o inglês e adaptado por Yrachmiel Tilles, de Sichat Hashavua 176.]

Traduzido e adaptado de:

http://ascentofsafed.com/

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=186-33

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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CAUSA E EFEITO

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

No dia 2 de Iyar  (tiferet shebetiferet) de 5694, nasceu em Lubavitch, o filho temporão do Rebe Tsemach Tsêdek, chamado Shmuel, o Rebe Maharash.

Certa vez, o Rebe Maharash (Rabi Shmuel, o quarto Rebe de Chabad) viajou a Paris. E com ele viajaram os gabaim R. Levik e R. Pinchas Leib. E os chassidim Rabi M. Monezson e Reb Yeshaya Berlin também foram. Quando lá chegaram, Reb Y. Berlin perguntou a seu tio, o Rebe Maharash para onde deviam ir. E o Rebe respondeu que deveriam ir para o Hotel Alexander, um dos mais luxuosos de Paris, frequentado pela nobreza. E acrescentou:

“Como você não sabe falar francês, deixe que eu falo.”

Quando chegaram ao hotel, o Rebe pediu vários quartos, e lhe disseram que havia quartos disponíveis por 200 francos a diária. O Rebe perguntou se havia quartos melhores, e se estavam no mesmo andar dos salões de jogos.

Responderam que havia tais quartos disponíveis, mas o preço era altíssimo. O Rebe pegou três quartos, apesar do preço: um para si, um para R. Levik e outro para R. Pinchas Leib. R. Yeshaya Berlin e R. Monezson ficaram em outro hotel, menos dispendioso.

Após algumas horas no hotel, o Rebe foi ao salão de jogos, onde jogavam dados. Sentou-se perto de um jovem que estava jogando e que, de vez em quando sorvia vinho. O Rebe pôs a mão sobre o ombro do rapaz e disse:

“Jovem, yáyin nessech (vinho não-kasher) é proibido beber.”

E repetiu:

Yáyin nessech embota a mente e o coração – seja um bom judeu. Boa noite.”

Em seguida o Rebe voltou para seu quarto muito emocionado. R. Y. Berlin disse que jamais vira seu tio tão impactado.

Naquele hotel, quando alguém queria ir de um andar a outro (ainda não existiam elevadores) havia cadeiras especiais em que os hospedes sentavam e eram carregados. Devido a seu estado emocional, o Rebe sentou-se em uma daquelas cadeiras e, quando pegaram a cadeira para levá-lo pelas escadas, lembrou-se de que seu quarto era naquele andar mesmo. Desculpou-se e voltou para seu quarto.

Algumas horas depois, o jovem perguntou onde estava o homem que tinha falado com ele, entrou no quarto do Rebe e lá ficou durante bastante tempo. No dia seguinte o Rebe deixou Paris.

Rebe explicou, depois, que há várias gerações não houvera uma alma tão pura, só que estava nas profundezas das klipot (do mal).

O jovem tornou-se báal teshuvá e o patriarca da família K. da França – uma família religiosa e temente a D-us.

Adaptado de:

“Sipurei Chabad”, R. Avraham Chanoch Glitsenstein,

Vol. VIII, págs. 44-45

(Hebraico)

Em homenagem ao Yom Huledet de Yisrael Arieh Leib ben Chaia

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

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O SEDER DO BÊBADO

BS’D

O SEDER DO BÊBADO

Quando Rabi Levi Yitschak de Berditchev concluiu seu Seder, ouviu uma voz celestial dizendo-lhe que, naquele ano, “Moishele, o carregador de água de Berditchev, cumpriu a mitsvá de contar a seus filhos sobre o Êxodo melhor ainda do que você, e D-us curtiu a narrativa de Moishele mais que a de qualquer outra pessoa.”

No dia seguinte, depois da reza, o Rebe pediu a alguns de seus alunos que pedissem a Moishele que fosse ver o Rebe. Quando Moishele chegou, começou a chorar, dizendo: “Rebe, nunca mais vou fazer isso. Sinto muito. Não sei o que deu em mim.” O pobre homem estava arrasado.

O Rebe respondeu mansamente: “Ouça, não se preocupe. Só me conte o que você fez ontem à noite.”

Ora, Moishele era, no íntimo, um homem bom e inocente, temente a D-us e de coração puro. Mas tivera uma vida difícil. Ficou órfão muito cedo, e sempre fora paupérrimo. Infelizmente, caíra na tentação do álcool para poder suportar seus sofrimentos.

O “problema” é que em Pessach não se pode beber vodka. De modo que Moishele teve uma grande ideia: viraria a noite anterior a Pessach e beberia uma quantidade de vodka que o deixaria “numa boa” durante oito dias seguidos, toda a festa de Pessach.

E foi o que Moishe fez: quando chegou a noite antes de Pessach, bebeu e bebeu, até o último minuto em que se tem de parar de comer chamets na manhã anterior a Pessach. Quando deu 9:20, bebeu um último “Le chaim” e pronto. Encerrou a bebedeira.

Chegou a noite do Seder. Sua esposa foi acordá-lo e disse: “Moishele, não é justo. Toda casa judaica tem um Seder. Temos filhos pequenos, e somos os únicos que não temos Seder.

Moishele olhou para o Rebe de Berditchev e continuou sua história: “Naquela hora me arrependi de ter bebido tanto na noite anterior! Como me arrependi! Teria feito qualquer coisa para não estar bêbado. Mas o que eu podia fazer? Pedi para minha esposa me acordar uma hora depois. Ela me acordou de hora em hora, e depois a cada meia hora. Depois, ele me disse: “Moishe, daqui a vinte minutos a noite do Seder acaba. E as crianças já estão dormindo. Que vergonha. Você é um péssimo pai e um péssimo marido!

“Fiquei arrasado!” Moishele disse ao Rebe. “Não tenho palavras para expressar o amor que sinto por meus filhos, e nem mesmo lhes dei um Seder. Percebi quão baixo tinha caído, que sou um péssimo pai alcoólatra . Com minhas últimas forças, levantei-me da cama e me sentei na mesa do Seder. Disse para minha esposa: “Por favor chame nossos queridos filhos.”

“Ela chamou as crianças e eu lhes disse: ‘Por favor, sentem aqui pertinho de mim, preciso conversar com vocês.

‘Quero que vocês saibam que sinto muito por ter bebido e por ser alcoólatra. Mas agora ainda é a noite do Seder e vou lhes contar, em poucas palavras, a história de Pessach.’”

Moishele disse para o Rebe: “Mal sei ler hebraico, e ainda estava bêbado, mas fiz o melhor que pude. Eu disse: ‘Crianças, quero que vocês saibam que D-us criou o Céu e a Terra em sete dias. Depois, Adam e Chava comeram da Árvore e foram expulsos do Paraíso. Desde então, tudo foi por água abaixo: houve um dilúvio, uma Torre de Babel’ – isso era tudo o que eu sabia. Então continuei. ‘Depois vieram Avraham e Sara, Yitschak e Rivka, Yaakov e Rachel e Léa e seus doze filhos sagrados. Depois o Faraó nos escravizou, e hoje de noite, D-us nos tirou do Egito.

“‘Agora também estamos no exílio. E quero que vocês saibam, queridos filhos, que o mesmo D-us que nos tirou do Egito ainda está vivo e presente e, muito em breve vai nos libertar deste exílio também..’”

“Aí olhei para cima e disse: ‘Pai do Céu, muito obrigado por nos ter tirado do Egito. E lhe imploro, querido Pai, por favor, nos tire deste exílio atual muito, muito em breve!’

Rebe, sinto muito. Não pude dizer mais nada pois eu ainda estava bêbado. Peguei a Matsá, o Maror e o Charosset que estavam sobre a mesa e os comi. Depois, enchi quatro copos de vinho e os bebi, um após o outro, me virei e adormeci novamente.”

O tsadik, Rebe Levi Yitschak de Berditchev estava chorando amargamente. Disse a seus alunos: “Vocês escutaram isso? Eu queria uma vez na vida conseguir comunicar o espírito do judaísmo a meus filhos do jeito que Moishele fez. Queria uma vez na vida conversar com D-us do jeito que Moishele conversou ontem à noite.”

Source: Adapted by Yerachmiel Tilles from an emailing of Rabbi Y. Y. Jacobson (//The Yeshiva.net), who is an internationally acclaimed educator and lecturer in great demand, and an annual summer guest teacher at Ascent here in Tsfat.

Traduzido e adaptado de:

http://ascentofsafed.com/Stories/Stories/5774/855-33.html

http://ascentofsafed.com/

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

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QUEM É COMO TEU POVO: ISRAEL?”

BS’D

Certo ano, pouco antes do primeiro Sêder de Pêssach, Rebe Levi Yitschak de Berditchev foi para a cidade, com vários de seus alunos.

Bateu na porta de uma loja e pediu para comprar cigarros. O comerciante respondeu:

– “Não tenho. Não sabem que são ilegais?”

Rebe Levi Yitschak insistiu e o dono da loja acabou aparecendo com os cigarros e estava disposto a vendê-los.

Em seguida, Rebe Levi Yitschak abordou um homem que caminhava na rua e lhe perguntou se tinha um cigarro.

– “Não sabe que são proibidos? Posso ser preso por possuí-los!”

Mas após alguma insistência, ofereceu um cigarro ao  Berditchever.

Em seguida, Rebe Levi Yitschak mandou seu atendente a uma casa judaica, e perguntar se teriam um pedacinho de pão.

– “D-us me livre!” – Foi a resposta. E por não saber o motivo do pedido, continuou explicando: “Em Pêssach somos proibidos de ter pão ou chamets em casa.”

O atendente foi a várias casas e a resposta era sempre a mesma.

Quando o atendente voltou de mãos vazias para seu Rebe, Rebe Levi Yitschak levantou as mãos para o céu e exclamou:

– “Mestre do Universo! O Czar proíbe a importação desses cigarros. Tem soldados e policiais para impor o cumprimento dessa lei. Contudo, qualquer um pode obtê-los, pois foram contrabandeados de algum modo através da fronteira. Há três mil anos Você ordenou a Seus filhos que não tivessem pão em casa em Pêssach. Você não tem nem soldados nem policiais, mas mesmo assim não há nenhum farelinho de pão em toda Berditchev, de tanto que Seus filhos O amam!

Mi keamchah Yisrael? – Quem é como Teu povo: Israel?!”

Adaptado de:

https://www.sie.org/templates/sie/article_cdo/aid/2470335/jewish/Pesach.htm

https://www.chabad.org/holidays/passover/pesach_cdo/aid/663604/jewish/Minister-for-the-Defense.htm

(Inglês)

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Eliyahu ben Aba

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

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Eliyáhu ben Yaakov

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Miriam bat David

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