Certa vez, sugeriram ao tsadik de Gur, autor de “Chidushei Hari’m”, um shiduch para um de seus descendentes, e ele concordou com o shiduch. E sua esposa, a rabanit, disse-lhe que após pesquisar, ficou sabendo que os mechutanim (consogros) não estavam à sua altura, e ficou sabendo de outros defeitos no shiduch proposto. Disse-lhe seu marido o Ri’m:
Não é bom saber tudo. Vou lhe contar uma história:
Certo melamed (professor de crianças) tsadik, encontrava-se numa aldeia, e toda noite saía de seu quarto ficava fora de casa durante algumas horas. Curioso, seu patrão insistiu com o melamed para que lhe dissesse o que ficava fazendo lá fora. Tanto insistiu, que o melamed viu-se obrigado a contar-lhe que ocupava-se com a conversa das aves. O patrão pediu-lhe que lhe ensinasse a entender a língua das aves. E o melamed respondeu que isso era algo muito difícil, que demandava mortificações, como rolar-se na neve e coisas assim. O patrão falou que faria tudo o que ele mandasse, pois tinha muita vontade de saber isso. O melamed não conseguiu se livrar dele, e depois que o patrão fez tudo o que ele disse, ensinou-lhe a linguagem das aves. Depois disso, o melamed viajou para outro lugar.
E o patrão viajou, certa vez, a negócios para um lugar distante, e no caminho pernoitou em uma estalagem. No meio da noite ouviu as aves dizerem que haveria um grande prejuízo em sua casa. Regressou imediatamente e conseguiu salvar sua riqueza. E, várias vezes conseguiu evitar perdas e danos através da conversa das aves. Depois, soube pelas aves que morreria em breve. E ficou profundamente angustiado por não poder evitar a própria morte. De repente, encontrou seu melamed em certa cidade, e relatou-lhe todo o ocorrido. Disse-lhe o melamed: “Por que você insistiu tanto para que eu lhe ensinasse a língua das aves? E para que você precisava saber tanto? Se você não soubesse dos prejuízos que teria, a angústia e os prejuízos expiariam sua morte, e você ficaria vivo. Mas através de seu conhecimento, conseguiu salvar seus bens, mas perdeu a vida. E concluiu o tsadik para sua esposa: “Daí você vê que nem tudo é preciso saber…”
(“Sipurei Chassidim”, Moadim, R. Zevin)
(Hebraico)
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
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Miriam bat Yaakov
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Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
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Pinchas ben Moshê
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Yaakov ben Eliyáhu
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Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Nos primeiros anos da liderança do Alter Rebe, ele costumava transmitir seus ensinamentos em ditos curtos e homiléticos.
Um desses “discursos curtos” baseava-se no texto Talmúdico: “Todos os portadores de coleiras saem com a coleira e são puxados pela coleira.”
O Talmud está discutindo as leis do Shabat, quando é proibido a um judeu deixar seu animal carregar qualquer coisa de um domínio privado para um domínio público; porém, é permitido deixar o animal sair com sua coleira em volta do pescoço, e até mesmo puxá-lo pela coleira. Mas a palavra que o Talmud utiliza para “coleira”, “shir”, também significa “música”.
Portanto o Rebe Shneur Zalman interpreta as palavras do Talmud da seguinte maneira: “Os mestres da música – as almas e os anjos – saem cantando e são atraídos pela música. Eles “saem” ansiando por D-us e são puxados de volta para sua própria existência para cumprir o propósito de sua criação – por meio do canto e da melodia.”
Esse ensinamento do Rebe Shneur Zalman, que se espalhou rapidamente entre seus seguidores em toda a Rússia Branca e Lituânia, provocou uma reação muito forte de seus oponentes, que acusavam os Chassidim de ter, mais uma vez, utilizado um jogo de palavras homilético e uma total deturpação da sagrada Torá para fundamentar inovações na tradição judaica. O Talmud, diziam eles, está se referindo a coleiras usadas por animais e não ao canto e música de almas e anjos!
As palavras do Rebe Shneur Zalman causaram um tumulto especial na cidade de Shklov. Shklov era uma cidade repleta de eruditos da Torá e uma fortaleza da oposição ao Chassidismo. Havia Chassidim em Shklov, mas eram uma diminuta minoria e muito perseguida, e aquela controvérsia recente inflamara o ardor de seus caluniadores.
Embora os Chassidim de Shklov não duvidassem das palavras do Rebe, ficaram constrangidos de se defender diante da chuva de insultos e zombarias que sua declaração recente suscitara.
Pouco tempo depois, o Rebe Shneur Zalman passou por Shklov em uma de suas viagens. Entre os que visitaram o Rebe em seu alojamento, estavam muitos dos maiores eruditos da cidade, que lhe expuseram perguntas e dificuldades que haviam acumulado durante os estudos. Pois até mesmo os maiores opositores do Rebe reconheciam sua genialidade e grandeza na Torá. O Rebe escutou atentamente todas as perguntas que lhe fizeram, mas não respondeu a nenhuma delas. Contudo, quando os eruditos de Shklov o convidaram para dar uma palestra na sala de estudos, o Rebe aceitou o convite.
Quando o Alter Rebe subiu ao pódio na sala de estudos principal de Shklov, o grande salão estava lotado. Praticamente todos os eruditos da cidade estavam lá. Alguns foram para ouvir o Rebe falar, mas a maioria estava interessada na oportunidade que teriam de fazer perguntas no final da palestra. Todos tinham ouvido sobre o estranho comportamento do Rebe, que respondera a todas as perguntas que lhe fizeram com silêncio. Muitos esperavam humilhar o líder Chassídico, demonstrando publicamente sua inabilidade de responder a suas perguntas.
No fundo, obviamente, pairava a recente controvérsia sobre a interpretação não convencional do Rebe sobre o texto Talmúdico a respeito das coleiras dos animais no Shabat.
O Alter Rebe começou a falar. “Todos os de shir saem com shir e são puxados por shir. Os mestres da música”, explicou o Rebe, “as almas e os anjos, todos saem em canto e são puxados por canto. Sua ânsia por D-us,e sua volta para cumprir o propósito de sua criação, acontecem por meio do canto e da melodia.” E o Rebe começou a cantar.
A sala ficou em total silêncio enquanto a voz melodiosa do Rebe envolvia os eruditos de Shklov. Todos foram conquistados pela melodia, uma melodia de nostalgia e determinação, subida e retorno. Quando o Rebe estava cantando, todos os homens da sala sentiram-se transportados da sala lotada para os mais íntimos recantos de sua própria mente, onde a pessoa fica sozinha com a confusão de seus pensamentos, sozinha com suas perguntas e dúvidas. Só que a confusão foi se dissipando gradualmente, as dúvidas foram sendo resolvidas. E quando o Rebe acabou de cantar, todas as dúvidas da sala tinham sido respondidas.
Entre os presentes na sala de estudos de Shklov naquele dia estava um dos maiores prodígios da cidade. Rabi Yossef Kolbo. Muitos anos depois, Rabi Yossef contou sua experiência ao ChassidRabi Avraham Sheines. “Entrei na sala de estudos, naquele dia, com quatro perguntas muito difíceis. Perguntas que eu expusera aos maiores sábios de Vilna e Slutzk, sem obter respostas. Quando o Rebe começou a cantar, os nós de minha mente começaram a se desembaraçar, os conceitos começaram a se cristalizar e cair no lugar. Uma a uma, todas as minhas dúvidas desapareceram. Quando o Rebe acabou de cantar, estava tudo claro. Senti-me como um recém-nascido olhando o mundo pela primeira vez.
“Naquele dia tornei-me Chassid”, concluiu Rabi Yossef.
Um aluno de yeshivá, viu, certa vez, a Rebetsin Chaya Mushka Schneerson, esposa do Rebe de Lubavitch, levando sacolas. O rapaz pegou as sacolas e as levou para a casa da Rebetsin.
Quando ele lá chegou, a Rebetsin tentou lhe dar uma barra de chocolate.
Ele disse: “Cresci num lar chassídico e me ensinaram que se deve fazer uma mitsvá de modo completo, sem receber recompensa.”
A Rebetsin respondeu: “Eu também cresci num lar chassídico e me ensinaram que quando alguém nos dá algo, devemos aceitar, especialmente chocolate!”
Uma conhecida de minha esposa estava se mudando para outro apartamento. Procurou minha esposa e lhe pediu ajuda para escrever uma carta para o Rebe, pedindo-lhe uma berachá para a mudança. Como ela não sabia nem yidish nem hebraico, pediu a minha esposa para escrever a carta.
“Escreva a carta em inglês”, disse-lhe minha esposa. “O Rebe entende inglês.”
A mulher escreveu a carta e, em seguida a colocou num volume de Igrot Kôdesh que ela tinha retirado de nossa estante.
Minha esposa abriu o livro na página onde a carta havia sido colocada aleatoriamente, e traduziu a carta que havia naquela página.
Era uma carta para um casal que estava se mudando para um novo apartamento, abençoando-os para que tudo o que fosse relacionado com a mudança tivesse sucesso.
A mulher ficou satisfeita com a bênção, mas minha esposa notou que o livro que ela tinha retirado da estante era uma coletânea de cartas do Rebe Anterior, sogro do Rebe.
“É óbvio que o Rebe Anterior era um tsadik e um Rebe, mas eu ficaria mais segura tendo uma bênção do nosso Rebe, também”, disse a mulher.
Minha esposa lhe mostrou onde estavam os volumes de Igrot Kôdesh do Rebe, em outra prateleira.
A mulher escolheu um volume daquela prateleira e pôs sua carta aleatoriamente naquele livro. Entregou-o a minha esposa, e lhe pediu para traduzir a carta que estava naquela página.
Minha esposa leu:
“Estou surpreso que você está me consultando sobre um assunto que meu sogro já respondeu…”
O Rebe é o sétimo, a partir do Alter Rebe. E todos os sétimos são queridos. Nós, que pertencemos à sétima geração temos a grande responsabilidade de ajudar a trazer a Shechiná para este mundo, com a revelação de Mashiach agora, now!
Baseado em Bati Legani
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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
A filha de um chassid do Alter Rebe já era uma moça, mas seu pobre pai não tinha os meios para poder casá-la. Seus amigos sugeriram que, já que era inverno, ele deveria aventurar-se no negócio de bebidas alcoólicas. Disseram-lhe para comprar grande quantidade de vodka de uma destilaria local, transportar para uma das grandes feiras numa cidade grande e, com a ajuda de D-us, lá vender com bom lucro.
O homem resolveu seguir o conselho de seus amigos. Fez um vultoso empréstimo, comprou um barril de vodka e alugou um cavalo e uma carroça para transportar a mercadoria para a cidade.
Finalmente chegou a seu destino. Imediatamente foi para o local da feira para começar a vender o quanto antes. Pegou o barril para tirá-lo da carroça mas… oy vey, o barril estava leve demais! Percebeu, então, uma rachadura no fundo, e sentiu o cheiro forte do álcool, que ensopara a madeira da carroça. O barril estava totalmente vazio. Todo o conteúdo se esvaíra durante a longa viagem!
Profundamente infeliz, recolocou o barril vazio na carroça. Resolveu ir a Liozna, ao Rebe. Quando foi por ele recebido, relatou-lhe sua triste história. Mas ao contar, tomou maior consciência de seu prejuízo e desmaiou.
O ajudante do Rebe conseguiu fazê-lo voltar a si, mas, quando o pobre chassid recobrou a consciência o suficiente para lembrar-se de onde estava e por quê, desmaiou novamente.
Desta vez, assim que ele reabriu os olhos, o Rebe lhe disse: “Pode voltar para casa agora; D-us o fará prosperar.”
As palavras animadoras do Rebe acalmaram um pouco o chassid. Alguns minutos depois conseguiu subir na carroça e começar sua viagem de volta para casa. Acontece que quando chegou em casa e começou a pensar em sua situação, foi ficando nervoso e estressado. Perdera todo o investimento que fizera, não sabia como pagaria os empréstimos e, o pior, é que perdera a última chance de poder ajudar sua filha a casar-se.
Começou a chorar amargamente.
Tentou se controlar. Mas antes de conseguir parar de chorar, sua esposa entrou correndo em casa, na maior alegria. “Encontrei um tesouro! Achei ouro!” Gritava ela.
“Que história é essa?” – Perguntou ele.
Quando ela se acalmou um pouco, conseguiu responder. Contou que foi tirar o barril da carroça para guardá-lo. E lhe pareceu ter escutado um barulhinho, de modo que foi olhar o que havia lá dentro.
Achou uma trouxinha lá no fundo. Tirou-a e a abriu. Estava cheia de moedas de ouro. Uma fortuna! Muito mais que o necessário para pagar as dívidas e casar todos os seus filhos (cada um na hora certa, é óbvio).
O que acontecera? No caminho de Liozna para casa, estava muito frio. Quando chegou à margem do rio, em vez de subir na ponte, resolveu poupar tempo indo sobre a superfície congelada do rio. Enquanto isso, um nobre russo passou em sua carruagem sobre a ponte e, ao que parece, o pacote de riqueza instantânea caíra da carruagem do nobre diretamente dentro do barril.
Quando contaram o fato ao Alter Rebe, ele disse: “Não pensem que fiz um milagre, nem mesmo que tive Ruach Hakôdesh quando lhe disse que D-us o faria prosperar. Foi simples lógica. Sabemos que D-us, Todo Poderoso, não exige de ninguém nada além de sua capacidade. Quando vi que aquele judeu não podia aguentar a desgraça que lhe ocorrera, eu sabia que, com certeza, D-us estava providenciando sua salvação.”
Tradizido para o inglês e adaptado por Yrachmiel Tilles de “Peninei HaKeser” Vol II.
“Este é Meu nome para sempre – não sou chamado do jeito que sou escrito” (Pessachim 50.)
Em um encontro de Chassidim, o Rebe Rashab contou como foi que o famoso Chassid, R. Meir Refael’s que era o parnas chodesh (líder da comunidade judaica) de Vilna, tornou-se um chassid ardoroso do Alter Rebe, autor do Tanya. E isso foi durante o conflito contra os chassidim, que estava sendo comandado, principalmente, da cidade de Vilna.
Os motivos foram dois. Duas histórias.
Era uma vez um Chassid, cujo genro abandonara a esposa (filha do Chassid) e a deixara aguná. Fazia três anos que fugira de casa e a família ignorava por completo seu paradeiro. O Chassid e sua filha foram ter com o Alter Rebe, a quem contaram sua aflição e lhe pediram conselho e berachá. O Alter Rebe lhes aconselhou que fossem a Vilna e pedissem ao parnas chodesh que encontrasse o marido que abandonara a esposa.
É óbvio que os Chassidim confiavam totalmente nas palavras de seu Rebe. Os amigos e conhecidos daquela família coletaram dinheiro entre eles e conseguiram o necessário para a viagem da mulher à distante Vilna. E lhes disseram que fosse direto à casa do líder da comunidade e dele exigisse que encontrasse seu marido. Além disso, disseram-lhe que mesmo se a expulsassem da casa, humilhassem-na e lhe chamassem nomes, ou até mesmo se batessem nela, aguentasse tudo e não deixasse o parnas chodesh em paz, enquanto não encontrasse o marido, pois, uma vez que tinha sido isso o que o Rebe dissera, sem sombra de dúvida o encontraria.
E foi o que fez a mulher. Depois de uma viagem longa e exaustiva, chegou a Vilna e foi direto para a casa do gvir, R. Meir Refael’s. R. Meir estava no shul, e a aguná contou tudo à esposa do gvir. Esta, obviamente, achou tudo aquilo ridículo. De onde seu marido ia saber do paradeiro de um avrech que três anos antes fugira da esposa numa cidadezinha tão distante de Vilna? Quando R. Meir voltou do shul, sua esposa lhe contou que não era à toa que perseguiam o “kat” e suas ações, pois suas artimanhas eram inimagináveis: mandaram uma pobre mulher de uma cidadezinha distante até aqui, para que a gente encontre seu marido. A aguná dirigiu-se a R. Meir e lhe disse que não iria embora enquanto não conseguisse seu objetivo: seu marido. R. Meir e sua família a repreenderam, explicaram-lhe como aquilo era ridículo – mas seus argumentos de nada adiantaram. Percebendo que não se livraria dela, R. Meir lhe disse: “Seu marido não vai ser encontrado em um dia, vá, portanto, para o hekdesh (hospedaria da comunidade para pobres e sem teto) e fique por lá. Depois vamos ver como vão se desenrolar os acontecimentos. Foi o que fez a mulher. Só que não deixou R. Meir em paz. Todo dia o procurava, chorava e gritava: cadê meu marido?
R. Meir contou a história na sinagoga, lançando lenha à fogueira da machloket contra o “kat” e suas artimanhas, e a história da aguná era assunto muito comentado na cidade.
Passaram-se alguns dias, e R. Meir foi chamado à delegacia. De vez em quando passavam por Vilna grupos de prisioneiros “indocumentados”, que não possuíam documento de identificação. E costumavam chamar R. Meir Refael’s para identificar os que ele conhecia, e eles eram soltos. E foi o que aconteceu daquela vez. Quando os prisioneiros começaram a falar seu nome e sua cidade de origem, um deles mencionou aquela cidadezinha da aguná. Foi como se um raio tivesse atingido R. Meir. Pediu que esperassem na delegacia, que logo estaria de volta, e foi correndo para casa. Mandou chamar a aguná, pediu-lhe que lhe desse sinais de identificação do marido, e eles batiam exatamente com aquele prisioneiro. R. Meir voltou à delegacia com a aguná, e ela reconheceu o marido. R. Meir conseguiu libertar o homem, foram até o Rabino, e o homem deu guet à mulher.
Naquele dia, algo mudou no modo como R. Meir Refael’s via o “kat”. Ao que parece, as coisas não são como falam aqui em Vilna. Mesmo assim, ainda não chegara a uma decisão. Talvez aquilo não passasse de coincidência. R. Meir resolveu não relatar o fato a ninguém e esperar. Talvez, com o passar do tempo, o assunto dos Chassidim e o Rav deles fosse esclarecido.
Algum tempo depois, um homem pobre, dos arredores de Vilna, grande erudito e chassid, estava indo a pé para Liozna. Quando passou por Vilna, entrou na sinagoga, tirou da estante uma Guemará, e se sentou para estudar. Era quinta-feira de tardezinha. O caminhante resolveu passar o Shabat em Vilna. O shamash percebeu que aquele viajante não era um pobre comum. Não pediu esmolas, comeu pão seco que trouxera em sua mochila com um pedaço de dag-maluach, e voltou aos estudos. Estudou Torá a noite inteira. Na sexta-feira de manhã, o shamash perguntou ao visitante onde passaria o Shabat. Ele respondeu que ficaria na sinagoga. Disse-lhe o shamash:
– Baruch Hashem temos muitos gvirim que cumprem a mitsvá de hachnassat orchim com todo o coração, especialmente quando o hóspede é um erudito. Por que, então, o senhor não cumpre a mitsvá de oneg-Shabat e quer ficar aqui na sinagoga e comer pão seco com dag-maluach?
O visitante respondeu que não queria ir na casa de ninguém para Shabat. Que tinha tudo de que precisava.
O shamash contou aquilo para certo gvir erudito, que fazia questão de ter convidado em sua mesa, no Shabat. Quando o gvir soube que o visitante era um erudito e que recusava o convite, pediu ao rabino da sinagoga que fosse junto com ele convencer o visitante a ir passar o Shabat em sua casa. O Rav e o gvir insistiram muito, até que o visitante concordou em ir, com a condição que não dormiria lá. Dormir, ele queria justamente na sinagoga.
Na refeição da sexta-feira de noite, o gvir conversou muito com seu hóspede sobre assuntos de Torá e viu que ele era um grande homem, curtindo muito sua companhia, feliz por D-us lhe ter enviado tamanho talmid-chacham. Antes de Birkat Hamazon, o gvir deu um suspiro profundo, mas nada falou. O visitante espantou-se, mas nada perguntou. Após a refeição, o hóspede foi para a sinagoga e voltou a seus estudos. No dia seguinte, no almoço, o gvir e o convidado discutiram Torá novamente e, antes de BirkatHamazon,o gvir suspirou novamente. E aquilo repetiu-se na seudá shlishit e também na Melavê Malka do sábado à noite. O convidado não pode mais se conter e perguntou o motivo do suspiro.
O gvir lhe contou que estava em grande apuro. Ele e seu sócio foram acusados falsamente e levados a julgamento. E ambos foram condenados a três anos de exílio na Sibéria. Recorreram ao Tribunal Regional, onde o veredicto foi confirmado. Agora, o assunto estava para ser deliberado em Petersburg, e só D-us sabia quais seriam os resultados. Ao ouvir isso, disse o hóspede ao gvir:
– Tenho algo confidencial a lhe dizer. Poderíamos ir para uma sala onde pudéssemos conversar com privacidade?
Entraram na sala e fecharam a porta, e o hóspede falou para o gvir:
– Meu conselho é que viaje imediatamente para Liozna, para pedir um conselho e uma berachá ao Rebe. Sou discípulo do Rebe, e estou a caminho de Liozna. Sem dúvida encontrará lá sua salvação.
Disse o gvir:
– Para uma coisa dessas preciso consultar meu sócio. Vou mandar chamá-lo agorinha e vamos discutir o assunto.
O gvir mandou chamar o sócio e lhe contou o que o hóspede lhe dissera. Disse o sócio:
– Receio que além de não encontrar salvação lá, ainda vamos nos meter em encrenca aqui. Pois quando aqui na cidade ficarem sabendo que fomos fisgados pelo “kat”vão nos perseguir até acabarem conosco.
Os sócios discutiram o assunto entre si, e resolveram ir consultar R. Meir Refael’s, que era amigo deles, e lhe pedir conselho.
Chegaram à casa de R. Meir Refael’s e o fizeram jurar, antecipadamente, que o assunto que lhes contariam era estritamente confidencial, independente do conselho que lhes desse. R. Meir prometeu guardar segredo, e eles lhe contaram tudo. E R. Meir, que ainda estava impressionado com o caso da aguná, lhes respondeu de imediato:
– Concordo que viajem a Liozna.
Os sócios não vacilaram e logo atrelaram a carruagem. Levaram também o visitante e foram direto para Liozna.
Quando lá chegaram, contaram ao Rebe todo o problema. E o Rebe lhes disse:
– Vocês são judeus eruditos, digam-me, por favor, o significado do dito (Berachot 58:1): “O reino da Terra é semelhante ao reino do Céu.” Em que se parecem?
Os sócios ficaram calados.
E o Rebe falou:
– Vou lhes dizer o significado. Na Guemara (Pessachim 50:1) consta: “Este é Meu nome para sempre – não sou chamado do jeito que sou escrito; sou escrito pelo nome Yud Hei, e sou chamdo pelo nome Alef Dalet.Hakadosh Baruch Hu não é chamado pelo nome. No reino da Terra também é assim. O czar tem seu nome próprio, mas é proibido chamá-lo pelo nome próprio, só pelo nome de “czar”.
E despediu-se deles, sem que tivesse falado nada sobre o assunto que os preocupava.
Os sócios saíram do escritório do Rebe totalmente decepcionados com o Rebe e com o “kat” e também com aquele visitante. Atrelaram a carruagem e voltaram para Vilna. Foram ter com R. Meir Refael’s e lhe disseram que o Rav do “kat” era muito estranho. Não falava coisa com coisa. Pergunta-se uma coisa e ele responde com algo que não tem nada a ver. R. Meir, ao ouvir aquilo, chegou à conclusão que não passava de confuso e enrolão, e achou que o caso da aguná não passara de coincidência.
Alguns meses depois, chegou a hora do julgamento do recurso, em Petersburg, no Senado. Os sócios viajaram à capital, e consultaram vários advogados que não lhes deram muita esperança. Um dos advogados, porém, sugeriu-lhes que tentassem sensibilizar o Ministro da Justiça e implorar sua piedade. Quem sabe se apiedasse deles. Após pesquisas e buscas, descobriram que o Ministro da Justiça fazia uma caminhada diária em um dos parques da cidade. Procuraram o guarda do parque e o subornaram com um belo presente para que lhes permitisse entrar no parque antes que o Ministro chegasse e que, quando ele chegasse, lhes fizesse um sinal, para que pudessem dele se aproximar e fazer sua solicitação.
Acontece que no dia em que o guarda os deixou entrar no parque, o Ministro da Justiça adoeceu e não saiu para seu passeio rotineiro. Só o Ministro da Cultura foi caminhar. O guarda ia ao lado do Ministro para auxilia-lo e, para evitar que os judeus achassem que aquele era o Ministro da Justiça, fez-lhes gestos, com as mãos dizendo que ele não era a pessoa que estavam procurando. Os judeus não entenderam seus gestos e pensaram que ele estava lhes comunicando que se aproximassem para fazer o apelo. Os judeus caíram aos pés do Ministro, contaram-lhe seu problema, e pediram sua ajuda. Ao que o Ministro respondeu:
– Os senhores se confundiram. Este assunto é da alçada do Ministro da Justiça, e sou o Ministro da Cultura.
Os judeus saíram do parque decepcionados. Alguns instantes depois, o Ministro falou para o guarda:
– Corra e traga de volta aqueles dois judeus.
O guarda se assustou. Talvez os estivesse chamando porque tinham entrado no parque sem permissão. Mas, por falta de opção, correu atrás deles e lhes transmitiu a ordem do Ministro, para que voltassem imediatamente ao parque. Eles também se assustaram. Voltaram amedrontados e se postaram diante do Ministro. Este lhes disse:
– Percebo que vocês são judeus eruditos. O Czar me fez uma pergunta recentemente, e se souberem respondê-la de modo que me agrade, darei a resposta ao Czar em nome de vocês e também lhe pedirei que ele anule o julgamento no Senado. A pergunta é a seguinte: No Talmud de vocês tem um dito: “O reino da Terra é semelhante ao reino do Céu.” O Czar não está conseguindo entender a semelhança entre os dois. Perguntou-me, e eu também não sei responder. Será que vocês sabem a resposta?
Ao ouvir a pergunta, o coração dos judeus sentiu temor e alívio, e naquele momento entenderam a intenção das palavras do Rav de Liozna quando o visitaram. Deram ao Ministro a resposta que escutaram do Rebe, e o Ministro gostou muito da solução. Prometeu-lhes que interviria junto ao Czar para que este desse ordens para que o julgamento fosse anulado.
E foi o que aconteceu. O Ministro contou ao Czar que encontrara no parque dois judeus, que pareciam eruditos, fez-lhes a pergunta do Czar e eles lhe deram a resposta correta. O Czar também gostou da resposta. E o Ministro contou ao Czar que aqueles judeus estavam em apuros, e que só ele, o Czar, poderia ajudá-los. Contou-lhe o problema e o Czar deu ordens para que o Senado anulasse o julgamento.
Os sócios voltaram para Vilna em grande júbilo. E quando lá chegaram, foram direto contar a R. Meir Refael’s todo o acontecido.
R. Meir Refael’s foi logo para Liozna, e tornou-se um Chassid importante e dedicado do Alter Rebe.
Adaptado do livro: “Sipurei Chassidim – Torá”
Do Rav Shlomo Yossef Zevin
Págs. 155-160
(Hebraico)
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
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Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Certa vez, um chassid viajou ao Rebe Dov Ber (conhecido como o Miteler Rebe) com um problema terrível. Alugava uma estalagem do pôrets (senhor feudal) e estava para ser despejado, por não ter conseguido pagar o que devia. O judeu corria perigo de perder a casa e o sustento.
O chassid entrou no escritório do Rebe para uma audiência particular. Relatou seu problema e pediu que o Rebe escrevesse uma carta para um empresário abastado chamado Moshê M., que era amigo do pôrets, e poderia intervir.
O Rebe escreveu a carta, mas quando o chassid saiu da sala do Rebe e a leu, viu que estava endereçada para outro Moshê: Moshê A., que era tão pobre quanto ele próprio. Pensou que o Rebe tivesse se enganado.
Em seu desespero, tentou voltar à sala do Rebe. O gabai, porém, explicou-lhe que havia muitas pessoas na fila e demoraria muito para ele conseguir entrar novamente.
O chassid, em sua grande aflição, falou que o assunto era urgente e acrescentou: “É rápido, o Rebe só vai precisar mudar umas palavrinhas. É que ele fez a carta para a pessoa errada.”
O filho do Rebe, que estava por perto, ouviu a conversa e comentou:
“Um Rebe não erra.”
O chassid, então, resolveu procurar Moshê A. e lhe entregar a carta do Miteler Rebe.
Moshê A. explicou ao chassid que ele não tinha nada a ver com o pôrets. Mas o chassid, agora certo de que o Rebe sabia o que estava fazendo, insistiu. Finalmente, Moshê A. concordou em ir visitar o pôrets no dia seguinte.
No meio da noite, bateram à porta de Moshê A. E para surpresa sua, era o pôrets em pessoa, ensopado e tremendo de frio. Moshê o recebeu, deu-lhe roupas secas, alimentou-o e lhe deu de beber. Quando se sentiu melhor, o nobre contou que estava caçando na floresta quando foi pego, de surpresa, por uma tempestade. Bateu na primeira casa que encontrou ao sair da floresta, e estava muito grato a Moshê.
Na manhã seguinte, quando o pôrets estava prestes a voltar para seu palácio, insistiu em retribuir a Moshê todo o bem que lhe fizera. Moshê, então, contou-lhe sobre o problema do chassid e pediu que reconsiderasse seu caso.
O nobre prometeu renovar seu contrato e perdoar a dívida. E acrescentou:
“Você está com sorte por ter falado comigo hoje sobre o assunto. Eu ia alugar a estalagem para outra pessoa: um parente de meu grande amigo Moshê M.
Imaginem só o que teria acontecido se o Rebe tivesse endereçado a carta para o Moshê “certo”!
Dois dos mais próximos chassidim do Rebe Rashab: R. Yitschak Yoel Rafalovitch e R. Shmuel Gurary, estavam tomando chá no vestíbulo diante do escritório do Rebe.
Enquanto discutiam assuntos de Torá e Chassidut, começaram a debater sobre se, chegando a hora de rezar Minchá e a pessoa deseja tomar um copo de chá: se tem obrigação de rezar Minchá primeiro ou se é permitido beber o chá primeiro, e só depois rezar Minchá.
De repente, o Rebe saiu de seu escritório. Eles contaram ao Rebe sobre sua discussão, ao que o Rebe comentou:
“Se a pessoa quer tomar chá com paz de espírito, deve rezar Minchá primeiro. Mas se quiser rezar Minchá com paz de espírito, nesse caso tudo bem tomar um copo de chá antes!”
Muitos anos atrás, no ano de 5547 (1786), o inverno chegou muito cedo. Em Sucot já estava inusitadamente frio, e já começara a nevar. Por conseguinte, a maioria dos chassidim que chegaram a Liozna para Shemini Atsêret e Simchat Torá estavam com os dedos das mãos e dos pés congelados, e muitos pegaram uma gripe muito forte. Quando o Rabi Schneur Zalman foi informado da terrível situação, ficou pensativo durante algum tempo e, em seguida, declarou: “Sobre a Torá consta, ‘é uma lei de fogo para eles’. Hoje é Simchat Torá! Todos devem ser trazidos para as hakafot, e que ‘o fogo consuma o fogo’ – o fogo de Simchat Torá consumirá o fogo da febre.”
Antes das hakafot, Reb Pinchas Roizes de Shklov foi enviado a todas as hospedarias da cidade para convidar os visitantes, muitos dos quais estavam com febre altíssima. Quando os chassidim doentes e seus familiares ouviram as palavras animadoras, ficaram felicíssimos. Com fé completa, saíram na noite tempestuosa e se dirigiram à sinagoga, enfrentando o granizo, as chuvas torrenciais e os ventos bravios. Alguns, debilitados a ponto de não poder andar, tiveram de ser carregados, apesar do perigo mortal.
A sinagoga, abarrotada de pessoas, era de dar pena. Ouviam-se tosses e gemidos por todos os lados, e o calor era insuportável. Alguns dos visitantes estavam tão fracos, que não podiam nem sentar-se nos bancos, tiveram de ser encostados contra as paredes.
Todos os anos em Shemini Atsêret, o Rebe rezava as preces noturnas e liderava suas próprias hakafot com um minyan particular. Em seguida, ia fazer o kidush na sucá , e depois dirigia-se à grande sinagoga no pátio, para as hakafot. Esse ano, porém, algo inusitado ocorreu. Ao entrar na sucá, o Rebe chamou três chassidim idosos, um dos quais era um Kohen, o segundo, um Levi e o terceiro um Yisrael. “Vocês formam um tribunal rabínico de três membros”, disse-lhes o Rebe, “e deverão agora escutar meu kidush. Respondam ‘amen’ para cada uma das minhas bênçãos, com a intenção de que essa aprovação valha para todas as idéias espirituais e invocações que terei em mente.”
A pedido do Rebe, vários recipientes grandes com vinho foram levados para fora da sucá. Após fazer o kidush,ele verteu o vinho que lhe sobrara no copo em um dos recipientes e nomeou os três membros de seu tribunal rabínico para serem os ‘emissários da cura’. Foram orientados para que misturassem o vinho com o vinho dos outros recipientes, e o distribuíssem entre os doentes, que o beberiam e ficariam totalmente curados. O Rebe também lhes pediu que subissem à ala das mulheres e servissem vinho para aquelas que não tinham sido abençoadas com filhos ou que tinham tido abortos.
A notícia sobre o vinho do Rebe espalhou-se com a rapidez de um raio, e a sinagoga fervilhava de emoção. Quando os três chassidim idosos entraram na grande sinagoga com o vinho, um silêncio abafado caiu sobre todos os presentes. Os três subiram ao púlpito, e Reb Yaakov de Semilian, o Yisrael do tribunal rabínico, repetiu em voz alta as instruções do Rebe, letra por letra. Ao concluir, disse que gostaria de acrescentar algumas palavras de cunho próprio, que tinham pertinência especial à situação:
“Há uma tradição aceita, transmitida entre os chassidim, de geração em geração, que para que a bênção de um tsadik se realize, duas condições têm de ser cumpridas: primeiro, a pessoa abençoada deve acreditar na bênção com fé simples, sem especulações externas; segundo, deve dedicar-se ao Rebe que dá a bênção, obedecendo a suas orientações a respeito de Serviço Divino, estudo da Torá e comportamento ético.”
O vinho foi, em seguida, distribuído ordenadamente, com a ajuda de vários rapazes robustos, escolhidos para essa tarefa. Depois que todos receberam o vinho, o Rebe entrou na sinagoga e as hakafot tiveram início.
No dia seguinte, todos falavam do milagre. De fato, Avraham, o médico, afirmou que para muitos dos pacientes idosos o fenômeno fora uma verdadeira ressurreição dos mortos. Sustentou que, do ponto de vista médico, não havia a menor esperança para eles, e sua recuperação dera-se, sem dúvida, graças a intervenção sobrenatural.
(Do livro “Once Upon a Chassid”, Michoel Green, Editora Kehot, Vaad L’hafatsat Sichot)
Com permissão do “Likrat Shabat” daYeshivá Tomchei Tmimim.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Frequentemente o Rebe conclui suas respostas com as palavras “azkir al hatsion” (mencionarei no tzion). Em muitos casos, esta é a resposta concisa.
Hatsion é o local de repouso do Rebe anterior, o Rebe Rayats, no cemitério localizado em Queens. Onde o Rebe passava horas rezando e lendo as inúmeras cartas a ele enviadas de todos os cantos do mundo. Há pessoas que, por falta de conhecimento, esperavam receber respostas “mais essenciais”.
Certa vez, o Rabino Shneur Zalman Duchman escreveu ao Rebe pedindo uma berachá para um jovem casal que não tinha filhos. O Rebe respondeu: “azkir al hatsion”, mas o Rabino Shneur Zalman não se deu por satisfeito e voltou a escrever para o Rebe, pedindo-lhe que prometesse ao casal que eles teriam descendência. O Rebe tornou a responder: “azkir al hatsion”.
Passou-se um ano e, certo dia, quando o Rebe estava saindo de sua residência, o Rabino Shneur Zalman estava passando pela President Street. O Rebe fez-lhe sinal para que se aproximasse e disse: “Você soube que aquele casal teve um filho? Nu, parece que “azkir al hatsion” tem significado…”
Do livro:
“Doresh Tov Lechol Amô”
Págs: 86-87
(Hebraico)
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
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