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INOCENTE E ANALFABETO

BS’D

Antes da grande onde de imigração para Israel após 1948, muitos judeus marroquinos desejavam se mudar para a Terra Santa. Mas naquela época, pouquíssimas famílias conseguiram fazer aquela viagem longa e cansativa.

Antes de concluir seus preparativos para a viagem, todos os que queriam se mudar da grande comunidade judaica de Tafilalet para Êrets Yisrael iam pedir permissão ao Rabi Meir Abuhatseira (“Baba Meir” – o filho mais velho e sucessor espiritual de Baba Sali). Quando estavam com tudo quase pronto para viajar, chegavam à casa de Baba Meir para se despedir. Ficavam lá durante quatro ou cinco horas, com lágrimas jorrando como água, e com soluços que ecoavam pela casa toda. Os filhos de Rabi Meir não entendiam por que os judeus a caminho de Jerusalém estavam chorando. Quando perguntavam, os emigrantes diziam que estavam prestes a iniciar uma viagem difícil e perigosa. A família de Rabi Meir se acostumou ao fato de todos os que estavam de mudança para Israel passarem metade de um dia em sua casa, chorando.

Certo dia, chegou à casa de Rabi Meir, em Arpud, um homem que ele conhecera em outra cidade (onde morara anteriormente). O homem era muito inocente, sendo sua ingenuidade sua maior virtude, bem como sua maior limitação. Não entendia nada do que acontecia no mundo à sua volta. Tinha, porém, uma fé pura e sincera no Criador e nos tsadikim que Ele pusera neste mundo. Tinha resolvido se mudar para a Terra Santa e tinha chegado para se despedir de Rabi Meir. Lembrava-se, da época em que morava em Midelt, do costume de ir à casa de Baba Meir e chorar, antes de partir. O homem queria fazer o mesmo. Sabia que tinha muito motivo para chorar. Um mar de lágrimas começou a jorrar. E soluçou como alguém que acaba de perder um ente querido. Rabi Meir, percebendo que chorava muito mais que a média das pessoas, perguntou-lhe o motivo. O homem respondeu: “Baba Meir, o senhor me conhece há muito tempo, e sei que o senhor sabe que não sou instruído. Não reconheço nenhuma letra do alfabeto e jamais li um livro. Até agora consegui me sustentar negociando com os gentios. Mas o que o futuro me reserva? A população de Êrets Yisrael é composta de professores e eruditos. Quem vai se dar ao trabalho de olhar para um ignorante como eu? Sou tão ignorante que nem sei dizer se a página branca dentro da capa de um livro é a primeira ou a última página! Como vou conseguir ganhar a vida e o que vou fazer o dia todo?” Ele parou de falar, mas continuou a soluçar.

Rabi Meir lhe disse: “Escute! Sua inocência e ignorância vão ser justamente o que o ajudará a se virar em Êrets Yisrael. O fato de você não saber ler nem escrever vai sustentá-lo a vida inteira!”

Ao ouvir isso, os olhos do homem se iluminaram. Suas lágrimas secaram e deram lugar a um sorriso. Fez uma mesura e despediu-se de Baba Meir, feliz da vida com a berachá que recebera.

A partir daquele instante, até a hora de viajar, transmitia para todos os vizinhos sua alegria pela bênção que recebera. Depois, no navio, os demais passageiros, que temiam o futuro, perceberam sua tranquilidade. E ele lhes explicava, sorrindo: “Nada tenho a temer, pois trago na mochila a berachá do tsadik Baba Meir. Ela me dará sustento a vida inteira. “É justamente o fato de eu ser um bobo inocente e ignorante que me dará sustento.”

Os demais viajantes viam em suas palavras a comprovação de sua ingenuidade e burrice.

O homem chegou em Êrets Yisrael e fixou residência em Kfar Ata, na costa do Mediterrâneo entre Haifa e Akko. Seus filhos se destacaram, tanto nos estudos religiosos, quanto nos seculares. E se davam bem em tudo o que faziam. Um dos seus filho conseguiu emprego no “Instituto 3”, que fazia parte da “Rede de Desenvolvimento de Armas”, onde caiu nas boas graças de um dos principais engenheiros de mísseis, que o nomeou seu assistente pessoal.

Certo dia, o engenheiro comentou com seu assistente sobre um problema antigo do instituto. Diariamente eram traçados esboços de muitos projetos secretos de possíveis mísseis. Ao final do dia, como a maioria deles não seriam utilizados, esses projetos teriam de ser destruídos. Os armários dos engenheiros estavam abarrotados. E os engenheiros, já assoberbados de trabalho, não tinham tempo de lidar com aquilo.

O jovem se ofereceu para destruir os documentos, mas o engenheiro deixou muito claro que ele não tinha permissão de olhar para eles, pois eram papéis secretos.

“Meu pai é analfabeto” – disse o jovem. “Talvez seja a pessoa ideal para o cargo.”

O engenheiro não acreditou. “Será possível que exista alguém, em toda a Terra de Israel, que não saiba ler e escrever?”

O jovem respondeu: “Meu pai.”

O engenheiro não podia acreditar. Como era possível que um ignorante desses fosse o pai de um filho tão instruído? Apesar do ceticismo, passou a sugestão para os diretores da fábrica. Esses, animados, solicitaram uma investigação de segurança.

Inicialmente investigaram o background do suposto analfabeto imigrante do Marrocos. Quando ficaram certos de que ele não tinha nenhuma ligação com nenhum inimigo do país, resolveram ir visitá-lo, para ver que tipo de pessoa era.

Quando chegaram a sua casa, em Kfar Ata, encontraram-no andando na varanda, simplesmente, olhando para o nada. Conversaram um pouco com ele e viram que era simples, como seu filho dissera. Deram-lhe um jornal e ele o segurou de cabeça para baixo. Perguntaram como rezava, já que não sabia ler. Ele disse que aprendera as preces de cor, na juventude e, simplesmente, murmurava as palavras.

Os investigadores de segurança deram toda a informação a seus superiores. Percebendo que ele era a pessoa ideal para o trabalho, ofereceram-lhe o cargo de “Destruidor de Documentos Secretos” de todo o Instituto 3. Deram-lhe um escritório, onde ele ficava o dia todo rasgando e queimando. No fim do mês, ganhava um bom salário.

Ao final de trinta anos, teve de se aposentar devido à idade. Apesar da excelente aposentadoria e da ótima indenização, estava chateado. Viajou até a costa para falar com o filho de Baba Meir, Rabi David-Chai Abuhatseira, o rabino chefe de Naharia (ao norte de Akko). E lhe disse, triste: “Seu pai me prometeu trabalho para a vida toda. E agora eles deram fim ao meu emprego.”

Em menos de uma semana, os diretores do instituto o procuraram e perguntaram se ele concordaria em voltar ao trabalho, pois “não tinham conseguido encontrar ninguém qualificado para substituí-lo!”

O homem trabalhou lá ainda muitos anos, enquanto teve condições, e nada lhe faltou. Tudo o que Baba Meir dissera décadas antes se realizou.

Source: Adapted by Yerachmiel Tilles from Abir Yaakob: The Lives & Times of the Saintly Grand Rabbis of the Abichazira Dynasty (vol 2.) by Chaonch Regal…who heard the story from Rabbi David-Chai Abuhatzeira, son of Baba Meir and currently still the Chief Rabbi of Nahariya, israel.

Fonte: Adaptado por Yerachmiel Tilles de Abir Yaakob: As Vidas e Tempos dos Santos Grandes Rabinos da Dinastia Abichazira (Vol. 2) por Chaonch Regal… que escutou essa história do Rabino David-Chai Abuhatzeira, filho de Baba Meir e atualmente ainda Rabino Chefe de Nahariya, Israel.

Traduzido e adaptado de:

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=824-02

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

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CAMINHOS TORTUOSOS

BS’D

Arte by: Michele Enkin @menkin_art

Li a seguinte história desculpem, mas não me lembro onde:

Um não-judeu escreveu um livro em que relata suas viagens pelo mundo. Entre suas aventuras, conta:

Certa vez, eu andava pelas ruas de Manhattan com um amigo judeu. Fomos abordados por um jovem judeu ortodoxo, de barba e chapéu, que nos perguntou:

– Excuse-me, are you Jewish? (Com licença, vocês são judeus?)

Meu amigo judeu falou:

– Eu não sou, mas meu amigo (e apontou para mim) é.

O jovem começou a insistir para eu pôr tefilin. Eu tentei me esquivar, mas não admiti que não sou judeu, para que meu amigo não passasse por mentiroso. Após muita insistência, eu, o não-judeu, coloquei tefilin. Voltamos para casa e eu já nem me lembrava do ocorrido. Meu amigo, porém, não conseguia se perdoar. Com a cabeça entre as mãos, lamentava-se:

– Como fui fazer isso com ele? Como pude fazer com que fosse contra os próprios princípios, colocando tefilin num goy? E não conseguia se acalmar. Acabou indo procurar aqueles rapazes e o fim da história é que meu amigo acabou tornando-se religioso e hoje em dia é um daqueles que ficam na rua e perguntam: – Excuse-me, are you Jewish? – E faz com que os passantes judeus ponham tefilin.

D-us escreve direito por linhas tortas… 

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ELUL NO AR

BS’D

Quando o Miteler Rebe tinha cinco anos de idade, estudava com o melamed Reb Ber, na casa de Reb Avraham, o médico.

Certa vez, ouviu Reb Avraham se queixando:

“Já estamos em Elul e ainda nem preparei as sanguessugas!”

Na época, as sanguessugas eram utilizadas para fins medicinais, e só eram encontradas durante os meses quentes de verão.

Quando o Miteler Rebe voltava para casa, após o cheder, costumava passar o tempo na companhia dos chassidim que estavam na sala próxima ao escritório do Alter Rebe. Certo dia, viu que estavam sentados conversando quando, de repente, começaram a rir. Ao ouvi-los, o menino os repreendeu:

“Já estamos em Elul, e vocês nem prepararam ainda as sanguessugas, e ficam aí rindo!”

E saiu da sala. Os chassidim pensaram que o menino ouvira essa frase de seu pai, o Alter Rebe, e deram início a uma reflexão profunda sobre o significado dela. Chegaram à conclusão de que tal qual as sanguessugas, que são utilizadas para retirar o sangue enfermo ou superaquecido do paciente, durante o mês de Elul o indivíduo deveria dar um basta a seus desejos negativos, preparando-se para Rosh Hashaná.

Quando aquele debate chegou aos ouvidos do Alter Rebe, ele disse:

“Este é o método do Báal Shem Tov – aprender uma lição em avodat Hashem de toda e qualquer coisa material que se vê ou ouve. Quem segue esse caminho e utiliza todas as coisas materiais para servir a D-us, inculcará em si mesmo e em seus descendentes um brilho de inspiração em sua avodat Hashem.

Os chassidim contam que naquele Rosh Hashaná o chão ficou encharcado de lágrimas, do impacto das palavras do Miteler Rebe. E em Simchat Torá, os sapatos dos chassidim ficaram gastos e rasgados pelas danças que tinham sido inspiradas pala promessa do Alter Rebe.

(Sêfer Hasichot, Torat Menachem )

Adaptado de:

(Inglês)

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INFELIZ!!!

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chassid, Reb Ozer Winikorsky za’l, precisava passar pelas sete fogueiras do Guehenom, por onde tinham de passar todos os que se apresentavam para o serviço militar. Apresentou-se cinco vezes diante das autoridades de convocação, e cada vez que precisava aparecer diante do departamento médico, ficava tenso e apavorado.

Procurou o Rabi Levi Yitschak (pai do Rebe) e pediu sua bênção e orientação, para salvar-se das garras dos que conspiravam contra ele. Percebendo a aflição e o sofrimento do chassid, Rabi Levi Yitschak deu-lhe uma orientação detalhada do que deveria fazer a fim livrar-se de seus problemas. Falou-lhe o dia exato em que devia apresentar-se, a hora, e a rua por onde deveria chegar, que capítulos de Tehilim deveria dizer antes de ir, e quantas moedas deveria dar para tsedaká. Disse-lhe, inclusive, que ao chegar à porta do escritório do Serviço Militar, pensasse no Nome de D-us, e só depois se apresentasse. Deu-lhe sua bênção e sua promessa de nada de mal lhe ocorreria. Pediu-lhe também que depois voltasse a vê-lo, para contar tudo o que ocorrera.

“Quando lá cheguei” – relatou Reb Ozer – “após fazer tudo conforme a orientação do Rabi Levi Yitschak, entrei na grande sala onde havia várias mesas ordenadas. Ao lado de cada mesa estava sentado um médico, cada médico tinha sua especialidade, e sua função era examinar o candidato, única e exclusivamente na área de sua especialização. Cada médico estava encarregado de uma área da medicina, de modo que o candidato deveria passar por todos aqueles doutores, para que não pudesse enganar quanto a seu verdadeiro estado de saúde.”

“Fui cuidadosamente examinado por todos aqueles médicos, e cada um escreveu seu relatório. Quando, finalmente, cheguei ao funcionário que deveria me dar o resultado final – fiquei surpreso quando ele me olhou penalizado e perguntou: ‘O que há com você, infeliz? Cada um dos médicos encontrou uma doença!’”

“Deste modo saí de lá como inapto, e fui dispensado do Serviço Militar!” –Reb Ozer concluiu seu relato do milagre pessoal que lhe ocorreu pela berachá de Rabi Levi Yitschak.

(Do livro “Toledot Levi Yitschak”, Vol. I)

Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim

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O REBE E O SHIDUCH

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O Rabino Lebl Groner, membro do secretariado do Lubavitcher Rebe, contou a seguinte história:

Um aluno de yeshivá teve uma yechidut (audiência particular) com o Rebe. Entregou ao Rebe um tsetel (bilhete), em que escrevera diversas coisas, inclusive que ele gostaria de uma berachá (bênção) do Rebe para encontrar sua alma-gêmea. Após olhar o bilhete, o Rebe disse ao jovem que ele tinha se esquecido de assinar seu nome. “Vá lá fora e peça uma caneta emprestada. Assine seu nome e, em seguida, volte com o tsetel”, disse o Rebe.

O jovem saiu e pediu uma caneta a um homem que lá encontrou. Assinou seu bilhete e voltou ao escritório do Rebe.

Rebe abençoou o jovem para que “D-us lhe envie um shiduch assim que possível.”

Pouco depois, a pessoa que emprestara a caneta ao estudante teve uma audiência com o Rebe. Entre outras coisas, contou ao Rebe que tinha uma filha em idade de se casar e que estava pedindo ao Rebe uma berachá para encontrar um noivo adequado para ela. “O aluno de yeshivá que me pediu uma caneta emprestada me causou uma ótima impressão. Será que devo pensar nele para minha filha?” – Perguntou.

“Por que você acha que eu o mandei sair para pegar uma caneta?” – Respondeu o Rebe.

 Os dois jovens se encontraram e acabaram noivando e casando.

Desta história entendemos que não só o Rebe pode enxergar além das quatro paredes de seu escritório, ele também sabia a quem o jovem pediria uma caneta emprestada.

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

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UDEL

BS’D

Arte by Yoram Raanan

Reb Noach era um dedicado chassid do Báal Shem Tov. Embora fosse casado há muitos anos, ainda não tinha filhos. Frequentemente pedia ao Báal Shem Tov que rezasse por ele para que tivesse uma criança saudável; mas o Báal Shem Tov mudava de assunto.

Certo dia, o Báal Shem Tov chamou R. Noach e lhe disse: “Saiba que este é um momento propício. Posso rezar por você agora, para que D-us lhe dê um filho. Mas antes preciso lhe informar de que há uma condição que você precisa concordar em cumprir. Durante seus primeiros seis anos de vida, o menino não pode ficar só nem por um instante. Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, ele jamais pode ficar sozinho. Aceita isso?”

Gotas de suor surgiram na testa de R. Noach. Estava tão feliz e empolgado de que finalmente seria pai, após todos aqueles anos. Mas por outro lado, como poderia garantir que conseguiria manter a vigilância que o Báal Shem Tov estava pedindo?

Ficou em silêncio durante vários minutos, perdido em pensamentos. Finalmente, levantou os olhos, olhou diretamente para o Báal Shem Tov e exclamou: Aceito! Assumo a responsabilidade de fazer exatamente o que o senhor está dizendo. Quero tanto ter um filho, que aceito qualquer preço e qualquer condição.”

O Báal Shem Tov gostou da resposta do chassid. Prometeu-lhe que, com a ajuda de D-us, dentro de um ano ele e sua esposa seriam abençoados com um filho.

Antes que um ano se passasse, o feliz casal teve um filho. É óbvio que R. Noach não se esqueceu da condição que o Báal Shem Tov impusera, e cuidou para que houvesse supervisão constante sobre o bebê. Sua esposa, é óbvio, estava feliz de ficar com a criança todo o tempo de que dispunha. Ele também cuidava do neném uma parte do tempo. Para o pouco tempo em que eles não podiam cuidar pessoalmente da criança, contrataram uma babysitter.

Após a emoção inicial, a vida continuou na rotina durante quatro anos. Até que um dia, o circo chegou à cidade. Era um grande circo, que desfilou pelas ruas da cidade com grande alarde. E despertou a curiosidade da babysitter, que estava de plantão.

Ela resolveu ir até a rua ver que barulho era aquele. “Vou só um minutinho e volto logo.” Pensou.

E foi. Mas quando voltou para dentro de casa, poucos minutos depois, seu coração disparou. O menininho tinha desaparecido. Aonde poderia ter ido em tão breve intervalo? Em pânico, procurou na casa toda. A criança não estava lá!

O alarme espalhou-se rapidamente pela comunidade judaica, mas ninguém conseguiu achar a criança desaparecida. R. Noach sentiu que o peso do mundo inteiro se abatera sobre ele. Como num torpor, foi cambaleando pelas ruas da cidade, procurando em cada canto e em cada buraco, mas sem resultados.

Queria pedir ajuda a seu grande Rebe, mas o Báal Shem Tov já tinha falecido. Não sabia a quem pedir ajuda. No final, resolveu que iria consultar Udel, a filha do Báal Shem Tov. Talvez ela pudesse ajudar.

Udel escutou a história toda e depois disse que iria rezar no túmulo de seu sagrado pai. Só depois poderia aconselhá-lo sobre o que fazer.

Quando ela voltou do cemitério, mandou chamar R. Noach e lhe disse: “Papai disse que você deve sair da cidade para procurar. E que deve ir em direção ao sul. Não fique mais de uma noite em nenhum lugar, e onde quer que vá, pergunte aos habitantes do local sobre seu filho. E que D-us o ajude.”

Tão logo escutou suas palavras, R. Noach foi correndo para casa. Rapidamente, fez uma malinha, com seu talit e tefilin e mais uns poucos itens necessários, e partiu.

Passaram-se dias. E passou por muitas cidades e vilas. Em todas elas perguntava a várias pessoas que lá moravam se tinham visto seu filho desaparecido.

Os dias se estenderam em semanas. No final da décima semana, antes de deixar o lugar onde pernoitara na noite anterior, perguntou ao estalajadeiro judeu se ele sabia de alguma coisa sobre um menino de quatro anos perdido. Como sempre, deu-lhe uma descrição acurada.

Ao escutar os detalhes da aparência da criança desaparecida, as sobrancelhas do anfitrião se elevaram em surpresa. “Que impressionante!” Exclamou. “Sua descrição corresponde ao menininho que nosso pôrets adotou recentemente. Esse nobre, que é o proprietário de tudo por aqui, nunca teve filhos e há poucas semanas levou para casa um menino para criar como filho. Dizem os rumores que é um menino judeu. Portanto, é muito possível que seja seu filho desaparecido.”

R. Noach sentiu que seu coração parou. Era a primeira vez, em sua longa viagem que tinha tido alguma pista sobre o desaparecimento misterioso de seu filho. Com lágrimas nos olhos, pediu ao estalajadeiro que o ajudasse a recuperar seu filho único.

O estalajadeiro não sabia o que dizer. É claro que queria ajudar, mas o que poderia fazer? O pôrets dominava toda a região. Todos, até mesmo a polícia, o temiam e faziam todos os seus caprichos.

Após pensar um pouco, o estalajadeiro disse lentamente a R. Noach: “Não sei como posso ajudar mas uma coisa vou fazer: irei até a mansão do pôrets e tentarei descobrir mais detalhes sobre o menininho de lá. Talvez algo aconteça que possa ser a chave da salvação.”

O estalajadeiro cumpriu sua palavra. Esteve ausente durante várias horas. E ao voltar, fez sinal para R. Noach de que queria conversar com ele em particular. “Posso lhe assegurar de que o menino que o pôrets adotou é seu filho desaparecido. Outra coisa que lhe posso dizer é que o arcebispo de toda esta região foi convidado a realizar a cerimônia de batismo do menino, e ele chegará amanhã.” Acrescentou tristemente. “Todas as pessoas da jurisdição do pôrets estão convidadas para a cerimônia e para as festividades que haverá em seguida.”

R. Noach ficou branco. Chorando muito, implorou ao estalajadeiro: “Você tem de me ajudar a salvar meu filho! Não sei como, mas como foi você quem descobriu que ele está vivo, e seu paradeiro, deve ser que você é o enviado do Céu para libertá-lo e trazê-lo de volta para mim. Por favor, por favor, me ajude!”

O estalajadeiro ficou muito sério, tentando pensar em alguma maneira de ajudar seu hóspede desesperado. Após alguns momentos de introspecção, disse para R. Noach: “Olhe, tive uma ideia. É meio estranha, e talvez até insana. Mas não estou conseguindo pensar em nada melhor.”

Nu? O que é?” – Perguntou R. Noach.

O estalajadeiro deu de ombros. “Ouvi dizer que o arcebispo é um homem decente e bondoso. Talvez você consiga dar um jeito de encontrá-lo antes que ele chegue na casa do pôrets. Aí você conta prá ele a história toda de seu filho perdido. Ele pode ajudar. Quem sabe ele ajude? Sugiro que fique a sua espera nos arredores da cidade.”

R. Noach resolveu tentar. Levantou cedo, na manhã seguinte e foi se postar na entrada da cidade. Lá, esperou num pé e noutro, durante várias horas. Finalmente, lá na distância, conseguiu vislumbrar uma nuvem de poeira, e a luxuosa carruagem do bispo apareceu.

Quando ela se aproximou, R. Noach atirou-se ao chão para que a carruagem não passasse por ele. No último momento, o cocheiro percebeu que alguém estava deitado em seu caminho e com grande esforço, fez com que os cavalos parassem, a poucos centímetros de R. Noach.

Este levantou-se de um pulo e correu para onde o bispo estava sentado, contando-lhe a história toda com grande emoção. O bispo escutou atentamente e quando R. Noach acabou, respondeu que tentaria ajudá-lo a recuperar seu filho perdido. Disse-lhe que fosse para a entrada da propriedade do pôrets e o esperasse lá, com uma carruagem pronta para partida imediata.

R. Noach apressou-se em seguir as instruções do bispo. Enquanto isso, a casa do pôrets já estava transbordando de gente, que viera para o batismo do menino adotado. O pôrets estava no jardim, segurando a mão do menininho e esperando, ansioso, a chegada do bispo.

Quando o bispo chegou, foi direto em direção ao pôrets e começou a gritar com ele, para espanto da multidão:

“Bobo! Que imbecil você é! Acha mesmo que com este menino você achou um herdeiro e alguém para preservar seu nome após sua morte? Não entende que um menino judeu jamais, jamais lhe será fiel?”

O pôrets estava incrédulo. Como podia o bispo falar assim? E por que estava tão bravo? O pôrets ficou em silêncio, mas o bispo podia sentir que ele estava cético.

“Vou lhe provar que tudo o que eu disse é verdade. O menino já está com você há algumas semanas, certo? Você o cobriu de afeição e todos os presentes que ele poderia desejar, certo? Pois eu lhe digo: No momento em que ele avistar um judeu, alguém de seu povo, ele vai abandonar você e fugir com esse judeu. Venha. Você vai ver.”

O bispo começou a se aproximar do portão, com o pôrets a segui-lo, meio que arrastando o menino pela mão. Ao se aproximarem do portão, o bispo mandou o pôrets soltar a mão do menino. O menino avistou seu pai e saiu correndo em sua direção, pulando em seus braços.

O bispo gritou: “Fora daqui! Rápido! Jamais ouse aparecer por aqui novamente.”

R. Noach colocou o menino na carruagem e ordenou ao cocheiro que fosse embora o mais rápido possível.

Após chegar em casa com seu filho, R. Noach foi visitar a filha do Báal Shem Tov para lhe contar sobre a salvação de seu filho. Assim que ele entrou, ela falou: “Fique sabendo que Papai teve que sair de seu lugar no Paraíso para se disfarçar naquele bispo e lhe devolver seu filho.”

R. Noach também escreveu uma carta de agradecimento ao estalajadeiro. Ele respondeu que no dia seguinte o bispo chegou, desculpando-se pelo atraso. “Agora vamos batizar o menino.” O pôrets teve de chamar várias testemunhas que contaram o que acontecera no dia anterior. Enquanto o bispo afirmava que ele não tinha vindo no dia anterior, e que jamais perderia tal oportunidade…

Adaptado de:

Yerachmiel Tilles

[Traduzido e livremente adaptado por Yerachmiel Tilles (e inicialmente publicado em Kfar Chabad Magazine – Inglês) de Shemu Vitachi Nafshechem #261.

e-mail de Ascent of Safed:
info@AscentOfSafed.com

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=253-49

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O BILHETE DE LOTERIA

BS’D

O BILHETE DE LOTERIA

Esta é a história que ouvi do Rabino Yoav Akrish em um shiur:

Um chassid do Rebe Levi Yitschak de Berditchev estava em situação financeira muito difícil: era extremamente pobre e não tinha o suficiente para casar sua filha, nem mesmo para alimentar sua família. Foi ter com seu Rebe e lhe pediu uma berachá e um conselho.

Rebe Levi Yitschak de Berditchev lhe disse que a única solução que ele vislumbrava era que o yehudi comprasse um bilhete de loteria, e o abençoaria para que seu bilhete fosse o premiado.

Mas o chassid respondeu:

– Mas Rebe, o sorteio será só daqui a dois meses! Como vou sustentar minha família até lá?

– Tudo bem – respondeu o Berditchever – você terá dinheiro antes mesmo do sorteio.

O homem começou sua jornada de volta para casa e, no caminho, precisou pernoitar numa hospedaria.

Acontece que naquela hospedaria chegou também um nobre. Este foi dormir, e sonhou que no quarto vizinho ao seu estava um judeu que possuía um bilhete de loteria que ganharia o primeiro prêmio.

Não deu atenção ao sonho, virou-se para o outro lado e dormiu de novo. Mas o sonho se repetiu. Intrigado, ordenou a seus criados que averiguassem se naquela hospedaria havia um judeu e descobriram que sim, no quarto ao lado. O coração do nobre começou a bater mais rápido. Pensou: “Talvez o sonho seja verdadeiro.” Mandou acordar o judeu e arrastá-lo a sua presença. Perguntou-lhe:

– Por acaso, você tem um bilhete de loteria?

– Sim, comprei hoje mesmo.

O nobre percebeu que aquela seria sua sorte grande, que o sonho era verdadeiro. E disse:

– Escute judeu: eu também tenho um bilhete de loteria. Como isso é uma questão de sorte, o que lhe importa? Vamos trocar de bilhetes e eu lhe dou dez rublos pela troca. Não é pouco dinheiro.

O judeu respondeu:

– Sinto muito, gostaria muito de ajudar, mas o bilhete não está à venda.

– Não está à venda? Sabe de uma coisa? Vou lhe dar cem rublos! Vai receber cem rublos pela troca!

– Desculpe, mas o bilhete não está à venda.

O nobre foi aumentando a oferta até que chegou a mil rublos!

– Sinto muito, mas o bilhete não está à venda.

O nobre ficou nervoso. Falou:

– Vocês, judeus são muito teimosos. Não entendem quando se fala com vocês.

E mandou seus servos pegarem o bilhete do judeu à força.

Depois disse:

– Olha, não sou ladrão. É verdade que peguei à força seu bilhete, mas é porque você simplesmente não entende quando se fala com você. Portanto, vou lhe dar meu bilhete, e os mil rublos que eu tinha prometido. E vá em paz.

O chassid ficou muito chateado mas, afinal de contas estava com mil rublos. Voltou para casa e casou sua filha em grande estilo. E comprou roupas e comida.

Quando chegou o dia do sorteio, apesar de não ter esperanças, deu uma olhadinha no número sorteado, só por curiosidade e… viu que o número sorteado foi justamente o do bilhete que era o que tinha sido do nobre que fez aquela troca contra sua vontade.

Ficou muito feliz e foi novamente a Berditchev contar a seu Rebe todo o acontecido e perguntou:

Rebe, por que tive de passar por tudo isso? Eu não podia estar com o bilhete premiado desde o começo, e encontrar os mil rublos na rua? Por que tive de passar por toda essa angústia?

Rebe Levi Yitschak lhe perguntou:

– “Como você se sentiu quando lhe tiraram, à força, o bilhete?

– Péssimo! Senti que estavam me tirando a berachá.

E quando descobriu que o bilhete trocado foi justamente o que ganhou, como se sentiu sobre aquele momento?

– Que aquele foi o melhor momento de minha vida!

– Era isso o que eu queria que você entendesse: que o que pareceu terrível, na verdade foi o momento em que você recebeu a berachá.

Muitas vezes passamos por situações difíceis que, com o passar do tempo percebemos que foram momentos de grande bênção para nós.

Saiba que o sucesso na vida não é ganhar na loteria e sim, entender que o que recebemos é o que há de melhor para nós. Mesmo que leve um tempo para que a gente perceba. Tudo é para o bem! Ninguém tira nada de nós.

Baseado em:

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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O KADISH GERAL

BS’D

Pressburg era uma das cidades mais importantes do Império Austro-Húngaro, e sua yeshivá era uma das maiores e mais respeitadas de toda a Europa. Nos meados do Século XIX, lá viveu um rico mercador, que tinha uma grande loja no centro da cidade. Era respeitado e ativo na comunidade judaica, e era também conhecido por sua generosidade. Tinha um costume notável. Diariamente calculava os rendimentos de seu negócio, via qual tinha sido o lucro e disso separava 10% como dízimo, que entregava diariamente para a yeshivá.

Tragicamente, esse homem excepcional adoeceu de repente, e faleceu relativamente jovem, deixando uma viúva e cinco filhas jovens. Sua esposa era inteligente e ativa. Sempre ajudara o marido no negócio, que conhecia bem. Depois de seu falecimento, assumiu o controle e manteve seu sucesso. Também teve o cuidado de continuar o jeito generoso do marido e, diariamente, entregava o dízimo dos lucros ao Rosh Yeshivá, o ilustre Ktav Sofer.

Logo após o falecimento do marido, como não tinha filhos, pediu ao Rosh Yeshivá para organizar para que estudiosos da Torá dissessem o Kadish, a prece dos enlutados, pela a alma de seu marido, durante todos os onze meses, e também anualmente no yahrzeit. Também pediu que um segundo Kadish fosse dito diariamente, tendo em mente todas as almas que não tinham ninguém dizendo Kadish por elas.

Isso continuou durante cerca de dez anos. Às vezes os 10% chegavam a centenas de kroner por dia. Mas por mais que fossem, ela sempre perguntava se a yeshivá estava cumprindo sua parte do acordo.

Mas a roda virou. Em vez de lucros diários, começaram os prejuízos. Mesmo assim, a viúva seguia seu cronograma de aparecer diariamente na yeshivá, só que informava ao Rosh Yeshivah que hoje, infelizmente, nada tinha para dar. Mesmo assim, continuava perguntando se ainda estavam dizendo os Kadishim, embora ela já não pudesse contribuir financeiramente. Garantiam-lhe que, obviamente estavam, e que ela não se preocupasse.

Dia após dia, a situação foi piorando, até que ela teve de começar a vender algumas de suas joias e outros objetos de valor para poder pôr comida na mesa para suas filhas. Ninguém sabia de sua situação, exceto os estudantes mais velhos e os funcionários da yeshivá, que sabiam que seu negócio estava praticamente falido.

Certo dia, um casamenteiro foi à sua casa e, após algumas gentilezas, disse: “Minha cara senhora, suas filhas cresceram, e são muito bonitas. Talvez, devido a seu grande envolvimento nos negócios, a senhora não tenha percebido que já estão na hora de casar. Estou seguro de que posso encontrar muitos alunos de Yeshivá extraordinários que estariam interessados por elas, e a senhora poderia escolher. Basta me dizer quanto pretende dar de dote para cada uma.”

Sabiamente, ela resolveu não lhe revelar sua verdadeira situação. Em vez disso, falou apenas que pensaria no assunto e voltaria a falar com ele sobre sua oferta. Ele foi embora e ela caiu no choro.

Em seguida, vestiu-se e correu para a yeshivá. Desbafou para o Rosh Yeshivá. Chorando, disse: “Não entendo como minha situação piorou tanto.” Voltou a perguntar se os kadishim ainda estavam sendo ditos, e ele lhe assegurou que estavam.

De repente, a porta se abriu. Um senhor distinto entrou, voltou-se para a viúva, e lhe perguntou por que estava chorando. Disse-lhe que sabia de sua situação e estava disposto a ajudar. E pediu ao Rosh Yeshivá para que fossem para seu escritório e que dois estudantes da yeshivá se juntassem a eles. O Rosh Yshivá concordou e chamou dois dos seus cinco grandes discípulos daquele ano: seu filho, Rabi Shimon Sofer e Rabi Yossef Chaim Sonnenfeld.

Quando todos estavam reunidos, o visitante misterioso disse: “Sei que você tem cinco filhas em idade de casar. Vamos fazer as contas. Cada uma precisa de mil kroner para dote e mais outros mil kroner para as despesas do casamento e para comprar móveis e montar uma casa. De modo que são dois mil para cada uma, ou dez mil no total. Além disso, para levantar novamente seu negócio, vai precisar de mais outros dez mil kroner. Isso dá um total de vinte mil kroner.

“Tudo bem,” disse, “vou fazer um cheque.” Tirou um talão de cheques e destacou um. Escreveu nele o nome da mulher, fez um cheque de vinte mil kroner e assinou! Mas antes de lhe dar, pediu aos dois jovens estudantes que assinassem no verso, como testemunhas da transação. Também lhes pediu que pegassem seus cadernos pessoais para que ele assinasse em cada um deles, caso a assinatura do cheque fosse questionada. Voltando-se, em seguida, novamente para a mulher, disse-lhe que deveria levar o cheque ao banco do governo, quando abrisse, às nove horas, e que eles descontariam o cheque. Em seguida, foi embora, tão de repente quanto tinha chegado.

Todos os presentes estavam chocados, ainda sem acreditar no que acontecera. Foi como se estivessem num sonho. Foi quando um dos rabinos de repente falou: “Um homem assim poderia, realmente, ajudar a yeshivá. Vamos falar com ele.” Os dois saíram correndo atrás dele, mas não conseguiram encontrá-lo, nem ninguém que o tivesse visto.

Às nove, na manhã seguinte, a viúva estava no banco. O guarda que estava na porta a mandou falar com um dos caixas, a quem ela mostrou o cheque. Ele procurou nos registros e lhe disse que a conta tinha fundos para cobrir o cheque, mas uma quantia tão elevada necessitava da autorização do diretor. Pediu que ela esperasse e foi até a administração. Lá, mostrou o cheque a o diretor do banco que, ao vê-lo, desmaiou!

Foi o maior pandemônio. Foi a maior correria. Chegou a polícia e, após questionar alguns funcionários, prenderam a mulher numa sala de segurança aguardando investigação adicional.

O médico que foi chamado fez com que o diretor do banco recuperasse os sentidos rapidamente. Assim que recuperou a consciência, o diretor pediu para que a portadora do cheque fosse levada até ele. Quando lhe disseram que a segurança a prendera, disse que precisava ir até ela e que prender uma mulher tão justa não passara de engano. Foi logo a seu encontro e, após desculpar-se, a convidou a acompanhá-lo até seu escritório.

“Diga-me, por gentileza, como conseguiu este cheque?”

Ela lhe relatou suas dificuldades e a aparição repentina de seu benfeitor desconhecido. Explicou sobre seu falecido marido e sua prática diária de maasser, e dos kadishim que ela tinha organizado, através da yeshivá, para ele e para as almas que não tinham ninguém para dizer Kadish por elas.

Ele lhe perguntou se ela reconheceria seu benfeitor pessoalmente ou em foto. Ela disse que sim. E acrescentou que dois rabinos da yeshivá tinham sido testemunhas oficiais do acontecimento e que suas assinaturas estavam no verso do cheque, e que o homem também tinha assinado em seus cadernos pessoais. O diretor ficou empolgado ao ouvir isso e, ao ver as assinaturas, entrou em contato com a yeshivá para pedir que o Rabino Sonnenfeld e o Rabino Shimon Sofer fossem até seu escritório.

Quando eles chegaram, confirmaram o que a mulher tinha relatado. O diretor do banco disse-lhes, então que ele próprio descontaria o cheque, pois a conta bancária pertencia a sua família, mas que sua esposa também tinha que endossá-lo. Mandou chamar a esposa, pedindo-lhe que viesse rápido, porque havia pessoas esperando; mas que primeiro deveria juntar todas as fotos da família que tinha em casa, e trazê-las.

Embora o diretor do banco fosse judeu, sua esposa não era. Quando ela chegou, ele pediu que a viúva e os dois rabinos esperassem em outra sala. Contou à esposa o que estava acontecendo e disse que eles deveriam ver se a mulher conseguiria identificar nas fotos, o homem que assinou o cheque. A esposa afirmou que se tudo aquilo fosse verdade, ela se converteria ao judaísmo.

O diretor, então, espalhou todas as fotos sobre sua mesa. Pediu a cada um dos três que entrasse separadamente e visse se o homem que deu o cheque aparecia em alguma das fotos. Cada um dos três identificou a mesma pessoa, sem vacilar.

O diretor do banco pediu que todos entrassem. “Sabem quem é esse homem que deu o cheque?” – Perguntou. “É meu pai, que foi o diretor deste banco antes de mim… Mas ele faleceu há dez anos! Confesso que jamais falei Kadish  por ele. Ontem à noite, ele me apareceu em sonho. Disse que tinha sido salvo do Guehinom (purgatório) pelos Kadishim que ela arranjou para que os estudantes da yeshivá dissessem pelas almas por quem não estavam falando Kadish, e agora, que ela estava em apuros, tínhamos que ajudá-la. Disse que lhe daria um cheque de vinte mil kroner, e se eu não o descontasse, ele me estrangularia enquanto eu dormisse. Acordei assustado. De manhã, contei o sonho a minha esposa, e ela também ficou perturbada. Quando vi o cheque, desmaiei. Soube, então, que o sonho era verdadeiro. Pagarei os vinte mil que meu pai prometeu, pois é muito merecido. Mas além disso, acrescentarei outros vinte mil por minha conta, porque você cumpriu uma obrigação que era minha e ajudou a alma de meu pai com os Kadishim que organizou.”

Voltou-se, novamente para os três. “Muito me arrependo de meu afastamento do judaísmo. Vejo agora que nosso D-us é o único, verdadeiro D-us, e Ele dá a todos sua justa recompensa. De agora em diante, vou seguir Seus mandamentos, conforme revelados em nossa Torá. Minha esposa também confirmou sua promessa de se converter e viver de acordo com a Lei Judaica. Por favor, nos orientem, para que possamos entender o que precisamos fazer.”

Falou para o caixa dar à mulher quarenta mil Kroner. A primeira coisa que ela fez foi dar dez por cento para a yeshivá. Logo depois, seu negócio recomeçou a prosperar, e suas cinco filhas casaram muito bem, com jovens eruditos da Torá, tementes a D-us.

[Traduzido e adaptado do Hebraico por Yrachmiel Tilles, de Otsar Hamaasiyot, Vol. I, Págs. 42-47, em nome do Rabino Y. Shapira de Jerusalém, que a escutou do próprio Rabino Sonnenfeld.]

http://ascentofsafed.com

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=145-45

(Inglês)

Leilui Nishmat:

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Miriam bat Yaakov

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Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

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DAVID MÊLECH YISRAEL

BS’D

Certa vez, um nobre polonês estava passando por um “shteitl” judaico, e viu judeus que estavam rezando na rua. “O que será que esses judeus estão gritando do lado de fora da sinagoga, numa noite fria de inverno?” – pensou. Pediu a seu cocheiro que parasse sua carruagem de quatro cavalos, e chamasse o líder do grupo.

“O que vocês estavam gritando?” – Perguntou.

“Que David, Rei de Israel, vive e perdura!” – Respondeu o judeu.

“O quê?” – Perguntou o nobre. “Não está escrito nas Escrituras: ‘E David repousou com seus ancestrais, e foi enterrado na cidade de David?’ (Reis I, 2:10)

O que se responde a um nobre polonês que te joga as Escrituras na cara?

Contudo, todos os Sidurim (livros de reza), trazem esta prece:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

(David , Rei de Israel, vive e perdura)”

Este conceito, portanto, além de estar na Halachá e nas fontes clássicas da Torá, foi incorporado nas preces ditas por todos os judeus até hoje! É importante notar que essas palavras são conhecidas pelos judeus de todas as origens – praticamente todos os judeus do mundo já ouviram as palavras:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam”!

Adaptado do livro (inglês):

“Countdown to Moshiach”

do Rabino Shmuel Butman

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O MELHOR MERGULHO

BS’D

O seder da tevilá (a ordem da imersão):

O Rebe Tsêmach Tsêdek disse para sua nora, a Rabanit Rivka, esposa do Rebe Maharash, que a principal maneira de fazer a imersãono mikve é estirada, deitada e colocando a cabeça próximo ao degrau inferior.

(Likutei Sipurim, pág. 131)

Do livro: Otsar Sipurei Chabad, Vol. XVII, pág. 236

(Agradecimentos especiais ao R. Shamai Ende).

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