A MALDIÇÃO VIGOROSA

BS’D

“…Quem te amaldiçoar Eu amaldiçoarei…”

(Bereshit 12:3)

Havia um mitnagued  na cidade de Pinsk que estava estudando o livro Zôhar, e não entendeu um assunto. Após alguma hesitação, resolveu ir ter com o Rav Shlomo de Karlin para dirimir a duvida.

Rav Shlomo lhe disse:

“Como você é um mitnagued, só vou lhe explicar o texto do Zôhar  se você amaldiçoar, em meu nome, o Gaon de Vilna, exatamente como eu lhe disser.”

O mitnagued se assustou e foi embora decepcionado.

O mitnagued  tentou, de novo, entender as palavras do Zôhar, mas não conseguiu. Finalmente, resolver ir ter com o Rav Shlomo e fazer o que ele estava pedindo pois, afinal de contas, o que poderia fazer sua maldição, principalmente por não estar com essa intenção.

Quando se encontrou com o Rav Shlomo e lhe disse que concordava com sua condição. Disse-lhe o Rav Shlomo:

“Amaldiçoe-o em meu nome para que ele tenha descendentes chassidim.

O mitnagued  ficou espantado com aquela klalá nimretset (maldição vigorosa), abriu a boca e, com grande alegria, pronunciou sua maldição.

E a “maldição” se cumpriu: dois chassidim  famosos do Tsemach Tsêdek, eram netos do Gaon de Vilna.

Adaptado do livro: Sipurei Chassidim

Do Rav. Shlomo Yossef Zevin – Torá

Pag. 45

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

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REMUNERAÇÃO JUSTA

BS’D

Arte by Yoram Raanan

Carta do Rebe:

Erev Rosh Chôdesh Shevat, 5743

Inicialmente, em nome da Sra. Schneerson, bem como em meu próprio nome, quero transmitir nosso agradecimento sincero por seu cuidado gentil e atencioso, relacionado ao episódio recente que aconteceu com a Sra. Schneerson. [Obrigado] por ter atendido imediatamente e por sua consulta domiciliar em hora inconveniente, etc., [e] tudo isso além de lhe ter proporcionado cuidado e tratamento especializados e habilidosos.

Certamente não preciso lhe enfatizar o quão é importante para o paciente que o médico demonstre interesse e atenção pessoais, especialmente por ser isso um aspecto importante no processo de cura.

Acrescentamos nossos agradecimentos antecipados por sua assistência e seu interesse contínuos.

Espero e rezo para que D-us, que “cura toda carne e realiza maravilhas”, o abençoe com sucesso, em relação a todos os seus pacientes, inclusive esta.

Escutei um pensamento de meu sogro, que a memória de um tsadik seja para uma bêncão – pensamento este que vem de nossa Torá, que é chamada de Torá de Vida (pois nos serve de guia e fonte de vida) – que para garantir o sucesso de um tratamento médico, a remuneração dos serviços dos doutores deve estar de acordo com sua reputação médica.

Na verdade, esse princípio se aplica a todas as profissões e serviços, inclusive serviços comunitários. É óbvio que meu sogro colocava isso em prática e pretendo fazer o mesmo.

Portanto, tomei a liberdade de incluir um cheque, embora eu não esteja certo de que esse seja o pagamento adequado. Estou certo, porém, de que se essa quantia não for suficiente, você fará com que sua secretária entre em contato com meu secretário para que eu possa retificar o assunto. Acompanhando o pagamento vem a bênção tradicional judaica, “use com saúde”.

Um dos motivos principais para o princípio acima é o fato de a Torá saber que um médico, ou alguém com outra ocupação, tem responsabilidades financeiras para com sua família e comunidade, etc., responsabilidades que ele só pode cumprir se for remunerado adequadamente por seus serviços.

Portanto, se o receptor dos serviços não compensar satisfatoriamente o fornecedor do serviço, pode surgir um pensamento na mente do médico (por mais fugaz que seja) de que ele poderia retardar o atendimento desse indivíduo, favorecendo alguém que lhe paga a quantia esperada.

Consequentemente, a Torá tenta remover até mesmo a possibilidade de tal pensamento. Portanto, qualquer que seja a ocupação que a Providência tenha em mente para um indivíduo realizar em benefício do próximo, ela será sempre levada a cabo com dedicação total.

Mais uma vez, meu muito obrigado. Com respeito e cumprimentos pessoais.

P.S. Após esta carta ter sido escrita, sua fatura oficial foi recebida. Tenha a gentileza de aceitar um cheque que segue anexo. Porém, como enfatizei, este é um pagamento formal, ao passo que minha carta e o [outro] pagamento incluso são a título pessoal, sendo um gesto muito mais profundo e pessoal do que o relacionamento formal entre médico e paciente.

De: “Healthy in Body, Mind and Soul” compilado por Rabino Sholom B. Wineberg, publicado por Sichos in English.

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5769/1043.htm#caption5

(Inglês)

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“TEU DESEJO …”

Arte by Michoel Muchnik

BS’D

“… será para teu marido…”

Certa vez, um judeu procurou o Rebe Tsêmach Tsêdek, dizendo que sua esposa o atormentava e mandava nele.

Rebe respondeu:

– Realmente, há um versículo na Torá que diz: “Tu desejarás teu marido e ele te dominará.” Fique sabendo que se “ela desejar seu marido” então – “ele a dominará”. Caso contrário, será o contrário…

(Adaptado de

“Lêket Lakalá Velamadrichá”, pág. 184)

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ACREDITAR E DEDICAR-SE

Muitos anos atrás, no ano de 5547 (1786), o inverno chegou muito cedo. Em Sucot  já estava inusitadamente frio, e já começara a nevar. Por conseguinte, a maioria dos chassidim que chegaram a Liozna para Shemini Atsêret  Simchat Torá estavam com os dedos das mãos e dos pés congelados, e muitos pegaram uma gripe muito forte. Quando o Rabi Schneur Zalman foi informado da terrível situação, ficou pensativo durante algum tempo e, em seguida, declarou: “Sobre a Torá consta, ‘é uma lei de fogo para eles’. Hoje é Simchat Torá! Todos devem ser trazidos para as hakafot, e que ‘o fogo consuma o fogo’ – o fogo de Simchat Torá consumirá o fogo da febre.”

         Antes das hakafotReb Pinchas Roizes de Shklov foi enviado a todas as hospedarias da cidade para convidar os visitantes, muitos dos quais estavam com febre altíssima. Quando os chassidim doentes e seus familiares ouviram as palavras animadoras, ficaram felicíssimos. Com fé completa, saíram na noite tempestuosa e se dirigiram à sinagoga, enfrentando o granizo, as chuvas torrenciais e os ventos bravios. Alguns, debilitados a ponto de não poder andar, tiveram de ser carregados, apesar do perigo mortal.

         A sinagoga, abarrotada de pessoas, era de dar pena. Ouviam-se tosses e gemidos por todos os lados, e o calor era insuportável. Alguns dos visitantes estavam tão fracos, que não podiam nem sentar-se nos bancos, tiveram de ser encostados contra as paredes.

         Todos os anos em Shemini Atsêret, o Rebe rezava as preces noturnas e liderava suas próprias hakafot com um minyan particular. Em seguida, ia fazer o kidush na sucá , e depois dirigia-se à grande sinagoga no pátio, para as hakafot. Esse ano, porém, algo inusitado ocorreu. Ao entrar na sucá, o Rebe chamou três chassidim idosos, um dos quais era um Kohen, o segundo, um Levi e o terceiro um Yisrael. “Vocês formam um tribunal rabínico de três membros”, disse-lhes o Rebe, “e deverão agora escutar meu kidush. Respondam ‘amen’ para cada uma das minhas bênçãos, com a intenção de que essa aprovação valha para todas as idéias espirituais e invocações que terei em mente.”

         A pedido do Rebe, vários recipientes grandes com vinho foram levados para fora da sucá. Após fazer o kidush,ele verteu o vinho que lhe sobrara no copo em um dos recipientes e nomeou os três membros de seu tribunal rabínico para serem os ‘emissários da cura’. Foram orientados para que misturassem o vinho com o vinho dos outros recipientes, e o distribuíssem entre os doentes, que o beberiam e ficariam totalmente curados. O Rebe também lhes pediu que subissem à ala das mulheres e servissem vinho para aquelas que não tinham sido abençoadas com filhos ou que tinham tido abortos.

         A notícia sobre o vinho do Rebe espalhou-se com a rapidez de um raio, e a sinagoga fervilhava de emoção. Quando os três chassidim idosos entraram na grande sinagoga com o vinho, um silêncio abafado caiu sobre todos os presentes. Os três subiram ao púlpito, e Reb Yaakov de Semilian, o Yisrael do tribunal rabínico, repetiu em voz alta as instruções do Rebe, letra por letra. Ao concluir, disse que gostaria de acrescentar algumas palavras de cunho próprio, que tinham pertinência especial à situação:

         “Há uma tradição aceita, transmitida entre os chassidim, de geração em geração, que para que a bênção de um tsadik se realize, duas condições têm de ser cumpridas: primeiro, a pessoa abençoada deve acreditar na bênção com fé simples, sem especulações externas; segundo, deve dedicar-se ao Rebe que dá a bênção, obedecendo a suas orientações a respeito de Serviço Divino, estudo da Torá e comportamento ético.”

         O vinho foi, em seguida, distribuído ordenadamente, com a ajuda de vários rapazes robustos, escolhidos para essa tarefa. Depois que todos receberam o vinho, o Rebe entrou na sinagoga e as hakafot tiveram início.

         No dia seguinte, todos falavam do milagre. De fato, Avraham, o médico, afirmou que para muitos dos pacientes idosos o fenômeno fora uma verdadeira ressurreição dos mortos. Sustentou que, do ponto de vista médico, não havia a menor esperança para eles, e sua recuperação dera-se, sem dúvida, graças a intervenção sobrenatural.

(Do livro “Once Upon a Chassid”, Michoel Green, Editora Kehot, Vaad L’hafatsat Sichot)

Com permissão do “Likrat Shabat” daYeshivá Tomchei Tmimim.

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OS USHPIZIN

OS USHPIZIN

Quando o povo judeu sai de casa e entra na Sucá para cumprir a mitsvá de D-us, adquire o mérito do receber a Presença Divina e todos os sete pastores fieis  descem do Jardim do Eden, e vão para a sucá, como convidados.

(Zohar)

Traduzido e adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5770/1090.htm#caption8

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CONEXÃO FUNDAMENTAL

BS’D

Arte by Yoram Raanan

Em Yom Kipur um judeu jejua. Sabe que não vai ser atingido por um raio se comer, mas não está nem aí para recompensa e castigo. Não come porque entende que é isso que D-us quer. Sabe que um judeu não come em Yom Kipur.

Um dia antes, pode não ter se sentido assim. Pode ter deixado de cumprir uma mitsvá ou outra. Mas em Yom Kipur, sente que tem de fazer o que um judeu deve fazer.

Por que? Porque há algo de especial nesse dia. Nossos Sábios explicam essa ideia utilizando a guematria (a numerologia da Torá). A palavra em hebraico para o perverso Satan tem o valor numérico de 364. Durante 364 dias no ano, o Satan tem o poder de tentar o judeu. Em um dia, em Yom Kipur, não tem poder algum. Um judeu, simplesmente, não está interessado no que ele tem para oferecer. Yom Kipur é um dia para ser judeu.

O que acontecia em Yom Kipur? O Kohen Gadol entrava no Kôdesh Hakdoshim e ficava sozinho com D-us. Nenhum ser humano ou ente espiritual podia se intrometer em sua ligação com Ele.

Anualmente, essa sequência é repetida em nosso coração. A essência da alma judaica é uma com a essência de D-us. Esta ligação é constante, não é produto de nossos esforços. Consequentemente, nem nossos pensamentos nem nossos atos podem enfraquecê-la. Nesse nível de conexão fundamental, não há existência além da Divindade. Não existe  possibilidade de separação d’Ele.

Essa conexão existe acima do tempo. Mas dentro do tempo, é revelada em Yom Kipur. Nesse dia, cada um de nós entra no “Kôdesh Hakdoshim” e passa um tempo “sozinho com D-us”.

Esta é a base da Neilá, as últimas orações de Yom Kipur. Neilá significa “fechamento”. Geralmente esse nome é interpretado com o fechamento dos portões do Céu, sobrando, apenas alguns instantes em que nossas preces podem entrar. O pensamento Chassídico, porém, o interpreta como as portas sendo fechadas atrás de nós. Cada um de nós é “trancado dentro”, sozinho com D-us.

Nesse nível de ligação essencial, não há existência além de D-us, não existe possibilidade de a alma ser afetada por pecado.

A revelação desse nível de conexão remove todas as manchas causadas por pecado. Essa limpeza, tipo, é um processo natural, pois a revelação de nossa ligação íntima com D-us renova nossa conexão com Ele em todos os níveis.

É esse o significado do dito de nossos Sábios que “a essência do dia expia”. Em Yom Kipur, a ligação essencial com D-us é revelada, e no processo, cada elemento de nosso potencial espiritual é revitalizado.

Isso também afeta nossa vida na esfera material, nos concedendo bênção, para um ano bom e doce em todos os nossos interesses.

Adaptado por R. Eli Touger das obras do Rebe de Lubavitch.

Traduzido de:  http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5765/838.htm#caption2

(Inglês)

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Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

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Efraim Shlomo ben Motl Halevi

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Yaakov ben Eliyáhu

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INOCENTE E ANALFABETO

BS’D

Antes da grande onde de imigração para Israel após 1948, muitos judeus marroquinos desejavam se mudar para a Terra Santa. Mas naquela época, pouquíssimas famílias conseguiram fazer aquela viagem longa e cansativa.

Antes de concluir seus preparativos para a viagem, todos os que queriam se mudar da grande comunidade judaica de Tafilalet para Êrets Yisrael iam pedir permissão ao Rabi Meir Abuhatseira (“Baba Meir” – o filho mais velho e sucessor espiritual de Baba Sali). Quando estavam com tudo quase pronto para viajar, chegavam à casa de Baba Meir para se despedir. Ficavam lá durante quatro ou cinco horas, com lágrimas jorrando como água, e com soluços que ecoavam pela casa toda. Os filhos de Rabi Meir não entendiam por que os judeus a caminho de Jerusalém estavam chorando. Quando perguntavam, os emigrantes diziam que estavam prestes a iniciar uma viagem difícil e perigosa. A família de Rabi Meir se acostumou ao fato de todos os que estavam de mudança para Israel passarem metade de um dia em sua casa, chorando.

Certo dia, chegou à casa de Rabi Meir, em Arpud, um homem que ele conhecera em outra cidade (onde morara anteriormente). O homem era muito inocente, sendo sua ingenuidade sua maior virtude, bem como sua maior limitação. Não entendia nada do que acontecia no mundo à sua volta. Tinha, porém, uma fé pura e sincera no Criador e nos tsadikim que Ele pusera neste mundo. Tinha resolvido se mudar para a Terra Santa e tinha chegado para se despedir de Rabi Meir. Lembrava-se, da época em que morava em Midelt, do costume de ir à casa de Baba Meir e chorar, antes de partir. O homem queria fazer o mesmo. Sabia que tinha muito motivo para chorar. Um mar de lágrimas começou a jorrar. E soluçou como alguém que acaba de perder um ente querido. Rabi Meir, percebendo que chorava muito mais que a média das pessoas, perguntou-lhe o motivo. O homem respondeu: “Baba Meir, o senhor me conhece há muito tempo, e sei que o senhor sabe que não sou instruído. Não reconheço nenhuma letra do alfabeto e jamais li um livro. Até agora consegui me sustentar negociando com os gentios. Mas o que o futuro me reserva? A população de Êrets Yisrael é composta de professores e eruditos. Quem vai se dar ao trabalho de olhar para um ignorante como eu? Sou tão ignorante que nem sei dizer se a página branca dentro da capa de um livro é a primeira ou a última página! Como vou conseguir ganhar a vida e o que vou fazer o dia todo?” Ele parou de falar, mas continuou a soluçar.

Rabi Meir lhe disse: “Escute! Sua inocência e ignorância vão ser justamente o que o ajudará a se virar em Êrets Yisrael. O fato de você não saber ler nem escrever vai sustentá-lo a vida inteira!”

Ao ouvir isso, os olhos do homem se iluminaram. Suas lágrimas secaram e deram lugar a um sorriso. Fez uma mesura e despediu-se de Baba Meir, feliz da vida com a berachá que recebera.

A partir daquele instante, até a hora de viajar, transmitia para todos os vizinhos sua alegria pela bênção que recebera. Depois, no navio, os demais passageiros, que temiam o futuro, perceberam sua tranquilidade. E ele lhes explicava, sorrindo: “Nada tenho a temer, pois trago na mochila a berachá do tsadik Baba Meir. Ela me dará sustento a vida inteira. “É justamente o fato de eu ser um bobo inocente e ignorante que me dará sustento.”

Os demais viajantes viam em suas palavras a comprovação de sua ingenuidade e burrice.

O homem chegou em Êrets Yisrael e fixou residência em Kfar Ata, na costa do Mediterrâneo entre Haifa e Akko. Seus filhos se destacaram, tanto nos estudos religiosos, quanto nos seculares. E se davam bem em tudo o que faziam. Um dos seus filho conseguiu emprego no “Instituto 3”, que fazia parte da “Rede de Desenvolvimento de Armas”, onde caiu nas boas graças de um dos principais engenheiros de mísseis, que o nomeou seu assistente pessoal.

Certo dia, o engenheiro comentou com seu assistente sobre um problema antigo do instituto. Diariamente eram traçados esboços de muitos projetos secretos de possíveis mísseis. Ao final do dia, como a maioria deles não seriam utilizados, esses projetos teriam de ser destruídos. Os armários dos engenheiros estavam abarrotados. E os engenheiros, já assoberbados de trabalho, não tinham tempo de lidar com aquilo.

O jovem se ofereceu para destruir os documentos, mas o engenheiro deixou muito claro que ele não tinha permissão de olhar para eles, pois eram papéis secretos.

“Meu pai é analfabeto” – disse o jovem. “Talvez seja a pessoa ideal para o cargo.”

O engenheiro não acreditou. “Será possível que exista alguém, em toda a Terra de Israel, que não saiba ler e escrever?”

O jovem respondeu: “Meu pai.”

O engenheiro não podia acreditar. Como era possível que um ignorante desses fosse o pai de um filho tão instruído? Apesar do ceticismo, passou a sugestão para os diretores da fábrica. Esses, animados, solicitaram uma investigação de segurança.

Inicialmente investigaram o background do suposto analfabeto imigrante do Marrocos. Quando ficaram certos de que ele não tinha nenhuma ligação com nenhum inimigo do país, resolveram ir visitá-lo, para ver que tipo de pessoa era.

Quando chegaram a sua casa, em Kfar Ata, encontraram-no andando na varanda, simplesmente, olhando para o nada. Conversaram um pouco com ele e viram que era simples, como seu filho dissera. Deram-lhe um jornal e ele o segurou de cabeça para baixo. Perguntaram como rezava, já que não sabia ler. Ele disse que aprendera as preces de cor, na juventude e, simplesmente, murmurava as palavras.

Os investigadores de segurança deram toda a informação a seus superiores. Percebendo que ele era a pessoa ideal para o trabalho, ofereceram-lhe o cargo de “Destruidor de Documentos Secretos” de todo o Instituto 3. Deram-lhe um escritório, onde ele ficava o dia todo rasgando e queimando. No fim do mês, ganhava um bom salário.

Ao final de trinta anos, teve de se aposentar devido à idade. Apesar da excelente aposentadoria e da ótima indenização, estava chateado. Viajou até a costa para falar com o filho de Baba Meir, Rabi David-Chai Abuhatseira, o rabino chefe de Naharia (ao norte de Akko). E lhe disse, triste: “Seu pai me prometeu trabalho para a vida toda. E agora eles deram fim ao meu emprego.”

Em menos de uma semana, os diretores do instituto o procuraram e perguntaram se ele concordaria em voltar ao trabalho, pois “não tinham conseguido encontrar ninguém qualificado para substituí-lo!”

O homem trabalhou lá ainda muitos anos, enquanto teve condições, e nada lhe faltou. Tudo o que Baba Meir dissera décadas antes se realizou.

Source: Adapted by Yerachmiel Tilles from Abir Yaakob: The Lives & Times of the Saintly Grand Rabbis of the Abichazira Dynasty (vol 2.) by Chaonch Regal…who heard the story from Rabbi David-Chai Abuhatzeira, son of Baba Meir and currently still the Chief Rabbi of Nahariya, israel.

Fonte: Adaptado por Yerachmiel Tilles de Abir Yaakob: As Vidas e Tempos dos Santos Grandes Rabinos da Dinastia Abichazira (Vol. 2) por Chaonch Regal… que escutou essa história do Rabino David-Chai Abuhatzeira, filho de Baba Meir e atualmente ainda Rabino Chefe de Nahariya, Israel.

Traduzido e adaptado de:

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=824-02

(Inglês)

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É SIMPLES

BS’D

Consta no Talmud que quem pensa em Teshuvá torna-se um tsadik gamur, independente do que ele era um instante antes disso. Ou seja, a teshuvá é como recalcular a rota do Waze. Mudar de direção.

Baseado em:

mymaor.org

+1718-687-8900 (BrightenmyDayRebe – whatsapp daily video)

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Ki Tavô – Chai Elul

BS’D

Arte by Michele Enkin @menkin_art

Chai Elul, aniversário das duas grandes luminárias, o Báal Shem Tov e o Alter Rebe, sempre cai perto do Shabat Parashat Ki Tavô (ou no próprio Shabat). São conhecidas as palavras do Shelá que todas as festas estão aludidas nas parashiot da semana em que caem. Há, portanto, uma ligação entre Chai Elul Parashat Ki Tavô.

A palavra ‘tavô’ significa entrar inteiramente. Como dizem nossos Sábios: “Entrar parcialmente não é entrar.” Esta é a lei para a imersão de um utensílio no mikvê, de que foi dito: “Será introduzido (iuvá) na água … e será purificado.” Daí se aprende que uma pessoa também tem de imergir totalmente na água. Se um fio de cabelo ficar boiando, a pessoa não ficou pura.

“E quando entrares na terra que Hashem teu D-us te dá… e a herdares e te fixares nela.” Entrar na terra é só quando entrar definitiva e inteiramente, após herdá-la e assentar-se nela.

Torá da Chassidut, revelada pelo Báal Shem Tov e pelo Alter Rebe, é o “tavô” – a entrada no Serviço Divino. Cumprir a Torá e as mitsvot de maneira penetrante – imersão completa no Serviço Divino, realizando-o com perfeição. Nem mesmo um detalhe pode ficar sem Torá mitsvot.

Do mesmo modo que na entrada em Êrets Yisrael há dois assuntos: entrar na terra, de modo geral – “tavô”, e os detalhes – “herdá-la e assentar-se nela”, em Chai Elul há também esses dois aspectos: a chassidut geral, fundada pelo Báal Shem Tov e a chassidut Chabad, fundada pelo Alter Rebe. O Báal Shem Tov mostrou como precisamos servir a D-us de modo geral – “tavô”. O Alter Rebe mostrou como cada um de nós pode ser alguém que serve a D-us, como chegar a um Serviço Divino de fato, nos detalhes – “herdar e assentar-se nela”.

A revelação dos ensinamentos da chassidut é uma preparação para a chegada de Mashiach. Quando o Báal Shem Tov perguntou a Mashiach: “Quando o senhor vai chegar?” Mashiach respondeu: “Quando tuas fontes se espalharem para fora.” – Quando os ensinamentos da chassidut, a parte íntima da Torá, forem divulgados em todo o mundo e chegar a todos.

Consta nos livros de kabalá que até a chegada de Mashiach, todas as revelações do mundo são superficiais. Portanto um judeu pode cumprir Torá mitsvot de modo que ele e a Torá sejam duas coisas separadas.

chassidut exige que o judeu revele seu íntimo, a chassidut mostra a todo judeu como relevar seu interior.  Todo judeu é, sem exceção, no íntimo, unificado com a Torá e as mitsvot, é esta sua vitalidade. Do mesmo modo que é impossível separar a vitalidade de um ser humano, é impossível separar um judeu da Torá e das mitsvot. chassidut revela o verdadeiro interior de um judeu.

Portanto, o estudo da chassidut é um preparativo para a chegada de Mashiach, quando tudo se revelará tal como é, no íntimo.

(Adaptado de “Likutê Sichot”, Vol. 19, págs. 244-249)

Baseado em “Maayan Chai”, Vol.10, págs.102-104.

Ketivá Vechatimá Tová!

Shaná Tová Umetuká!

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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CAMINHOS TORTUOSOS

BS’D

Arte by: Michele Enkin @menkin_art

Li a seguinte história desculpem, mas não me lembro onde:

Um não-judeu escreveu um livro em que relata suas viagens pelo mundo. Entre suas aventuras, conta:

Certa vez, eu andava pelas ruas de Manhattan com um amigo judeu. Fomos abordados por um jovem judeu ortodoxo, de barba e chapéu, que nos perguntou:

– Excuse-me, are you Jewish? (Com licença, vocês são judeus?)

Meu amigo judeu falou:

– Eu não sou, mas meu amigo (e apontou para mim) é.

O jovem começou a insistir para eu pôr tefilin. Eu tentei me esquivar, mas não admiti que não sou judeu, para que meu amigo não passasse por mentiroso. Após muita insistência, eu, o não-judeu, coloquei tefilin. Voltamos para casa e eu já nem me lembrava do ocorrido. Meu amigo, porém, não conseguia se perdoar. Com a cabeça entre as mãos, lamentava-se:

– Como fui fazer isso com ele? Como pude fazer com que fosse contra os próprios princípios, colocando tefilin num goy? E não conseguia se acalmar. Acabou indo procurar aqueles rapazes e o fim da história é que meu amigo acabou tornando-se religioso e hoje em dia é um daqueles que ficam na rua e perguntam: – Excuse-me, are you Jewish? – E faz com que os passantes judeus ponham tefilin.

D-us escreve direito por linhas tortas… 

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

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