O Rabino Yitschak Wineberg, sheliach do Rebe em Vancouver, Canadá, relatou o seguinte:
Em 1987, minha mãe veio de Nova York para visitar minha família em Vancouver, e quando estava conosco, teve um ataque cardíaco. Depois que ela foi hospitalizada, meu pai telefonou para o escritório do Rebepedindo uma berachá, mas a resposta que recebeu foi que o Rebe tinha dito: “Já a abençoei com uma vida longa.” (Depois eu soube que o Rebe estava se referindo a 1965, quando ele tinha dado a ela aquela bênção.)
Minha mãe faleceu três dias depois. Ela tinha apenas sessenta e sete anos.
Ficamos arrasados e não estávamos entendendo o que a mensagem do Rebe tinha a ver com o que acontecera. Mas quando saí para comprar algo, me encontrei com o cirurgião que operara minha mãe. Começamos a conversar e ele disse: “Sua mãe teve uma vida longa.”
“Como pode falar uma coisa dessas?” – Respondi. – “Ela só tinha sessenta e sete anos!”
“Sim”, disse ele, “mas quando ela estava no hospital, descobri que ela tinha um defeito no coração. As pessoas que têm esse defeito, geralmente, não passam dos quarenta ou, no máximo, cinqüenta. Principalmente mulheres, que têm filhos. Muitas morrem no parto ou pouco depois. Portanto, sua mãe, realmente teve uma vida longa.”
Imediatamente telefonei para meu pai. Quando ele ouviu isso, ficou muito emocionado. “Agora entendo o que o Rebe quis dizer!” – Disse.
Minha mãe tinha quarenta e dois anos quando teve minha irmã, sua criança mais nova. O Rebe lhe deu aquela berachá para uma longa vida três anos depois. E ela viveu mais vinte e dois anos depois disso!
Já percebeu como tratamos a Torá? Jamais a deixamos aberta, por aí. É guardada debaixo de várias camadas. Dentro da sinagoga, na Arca, atrás de uma cortina, envolta em um manto, bem segura por um cinto. Só é retirada quando vai ser utilizada para seu objetivo sagrado: a leitura durante os serviços religiosos. Nesses momentos especiais abrimos, carinhosamente, a cortina, em seguida as portas da Arca e retiramos a Torá. Nós a descobrimos e desamarramos. Assim que acabamos nós a envolvemos de novo e a guardamos.
Por que fazemos tudo isso? Para que se dar a tanto trabalho para esconder a Torá?
Pelo fato de a Torá ser o mais sagrado dos objetos, por ser tão sagrada, especial e preciosa, jamais a deixamos exposta desnecessariamente. Nós a mantemos envolta porque não queremos tratá-la com desprezo, para não subtrair de sua santidade.
O mesmo acontece com nosso corpo, que é uma criação de D-us. É a sagrada morada da alma. Mantemos o respeito pelo corpo, mantendo-o coberto. Não por ser ele vergonhoso, mas por ser tão belo e precioso.
O recato aplica-se aos homens e, principalmente, às mulheres pois seu corpo possui uma beleza e um poder que estão acima do masculino. Os Kabalistas ensinam que o corpo da mulher tem uma beleza mais profunda por originar-se de um lugar mais elevado. Por isso deve ser mantido discretamente coberto.
É por isso que as mulheres judias andam tão cobertas, vestidas com recato. Não para esconder algo feio e sim, para valorizar algo precioso.
Este ano, 5781, o jejum de 10 de Tevet cai na sexta-feira 25 de dezembro.
Este jejum marca o início do cerco à cidade de Jerusalém, no ano 3336 da Criação do Universo (425 AEV), pelas tropas do imperador da Babilônia, Nebuchadnezar (Nabocodonosor).
Este jejum é da aurora ao anoitecer.
Como este jejum cai, este ano (5781 – 2020), numa sexta-feira, só podemos comer após o Kidush.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac bem Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid bem Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Há uma divergência entre Beit Shamai e Beit Hilel quanto à ordem do acendimento das velas de Chanuká. A Escola deShamai diz: “No primeiro dia acende oito, daí por diante vai diminuindo.” Ou seja, na primeira noite de Chanuká, acende-se oito velas, na segunda noite, sete, e assim por diante, até que, na oitava noite, se acende uma vela. A Escola deHilel diz: “No primeiro dia acende uma, daí por diante vai acrescentando.” Ou seja, na primeira noite acende-se uma vela, na segunda noite, duas velas, e assim por diante, até que na oitava noite acende-se oito velas – e a Halachá é conforme Beit Hilel.
O acendimento das velas de Chanuká simboliza a expulsão da escuridão e a difusão da luz. As velas de Chanuká representam o cumprimento das mitsvot, e por meio das mitsvot, banimos a escuridão e espalhamos a luz. O banimento da escuridão é realizado por meio das mitsvot negativas (mitsvot lô taassê = de não fazer), cujo objetivo é “afastar-se do mal”. A difusão da luz é feita por meio das mitsvot positivas (mitsvot assê – de fazer), que têm como objetivo “fazer o bem”. Por exemplo: Quando vemos um alimento e não sabemos se é kasher, é necessário se afastar dele, controlar-se e não comê-lo, até verificar sua kashrut – “afastar-se do mal”. Contudo, devemos dar tsedaká e praticar boas ações – “fazer o bem”.
Todo judeu tem a obrigação de cumprir ambos os tipos de mitsvot – as negativas (de não fazer) e as positivas (de fazer) – “afastar-se do mal e fazer o bem”. Há judeus que dão mais ênfase às mitsvot negativas – “afastar-se do mal”; eles capricham em afastar-se, sempre, de tudo o que é desaconselhável e, deste modo, têm muito cuidado em guardar-se de tudo o que é mau. Por outro lado, há judeus que dão mais ênfase às mitsvot positivas (de fazer) – “fazer o bem”. Capricham em sempre fazer mais uma boa ação e, deste modo, acrescentam sempre bons atos.
A Escola de Shamai realçava as mitsvot lô taassê – “afastar-se do mal”; a Escola de Hilel, porém, enfatizava as mitsvot assê– “fazer o bem”.
Agora podemos entender a diferença na maneira de acender as velas de Chanuká. As velas de Chanuká simbolizam o cumprimento das mitsvot e a ordem do acendimento simboliza a maneira do cumprimento das mitsvot.
No Serviço Divino de “afastar-se do mal” é necessário, inicialmente, forças da alma muito poderosas e, posteriormente, dá para investir menos esforço. Por exemplo, quando o coração deseja algo negativo – a maior dificuldade é o movimento inicial de desligar-se daquilo. Inicialmente, é necessário investir muito esforço para se afastar do mal. Posteriormente, com o passar do tempo, o desejo pelo proibido vai se enfraquecendo e é dá para se investir um esforço menor.
Por isso, Beit Shamai é de opinião que se começa com “oito velas” e se conclui com “uma vela”.
No Serviço Divino de “fazer o bem”, porém, pode-se, no início, investir pouco esforço – um único ato positivo; posteriormente, porém, aumenta a vontade de fazer boas ações, e vai-se acrescentando mais e mais bons atos.
É por isso que Beit Hilel é de opinião que se começa com “uma vela” e se conclui com “oito velas”.
A Halachá (Lei Judaica) é conforme a Escola de Hilel. Disso aprendemos que o principal do Serviço Divino é “fazer o bem” – e acrescentar cada vez mais boas ações. E deste modo, as coisas negativas são anuladas, automaticamente – cada vez mais a luz vai aumentando!
(Adaptado de “Likutê Sichot”, Vol. XXV, para as crianças de “Tsivot Hashem”, págs. 396-397)
Baseado em “Maayan Chai” (hebraico), Vol.I, págs. 123-125.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac bem Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid bem Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
“Sinto-me pequeno diante de todas as bondades e toda a verdade que Tu fizeste para com Teu servo.”
(Bereshit 32:11)
Quanto mais benevolência D-us demonstrava a Yaakov, mais ele se sentia humilde e pequeno. Quando D-us dá Sua bondade a uma pessoa, isso indica uma proximidade especial entre esse indivíduo e D-us. Portanto, quanto mais próximo o relacionamento de alguém com D-us, mais humilde e modesto deve ficar.
O Rabino Yistchak Wineberg é diretor do Chabad de British Columbia, Vancouver, Canadá, há mais de quatro décadas.
Relatou o seguinte para My Encounter, da JEM em novembro de 2018:
Como emissário de Chabad em Vancouver, eu costumava visitar semanalmente uma empresa de eletrônica que pertencia a dois amigos e colaboradores – Carl Stein e Ben Tessler – estudava Torá com eles e frequentemente falávamos sobre o Rebe e o poder de suas berachot.
Eles tinham um advogado, um judeu chamado Brian Kershaw. Certo dia, em 1976 ou 77, Brian me perguntou: “O Rebe também abençoa não-judeus?”
“Claro”, respondi.
“Minha esposa está doente”, disse ele. “E eu gostaria que o senhor pedisse ao Rebe uma bênção para que ela se cure.”
Escrevi uma carta para o Rebe, dando o nome dela, e o nome de seu pai, como é o costume quando se pede uma bênção para um não-judeu. (Quando se pede uma bênção para um judeu se dá o nome da mãe, pois de acordo com a lei judaica, a identidade da pessoa é determinada pela mãe).
Uma semana ou dez dias depois, quando a carta chegou a Nova York – isso foi antes das máquinas de fax – o secretário do Rebe, Rabino Binyomin Klein, me telefonou dizendo que o Rebe queria saber o nome da mãe dela.
“Mas ela não é judia”, respondi.
“Eu sei”, disse o Rabino Klein, “mas o Rebe pediu o nome da mãe dela.”
Telefonei para Brian, e ele me disse que o nome de sua sogra era Ana. Mas ficou tão confuso quanto eu pelo pedido do Rebe e comentou o assunto com sua esposa. Ela acabou telefonando para sua mãe, que morava na França, e lhe perguntou: “Você tem outro nome, além de Ana?”
“Por que está perguntando?” A mãe quis saber.
Quando ela ouviu sobre o pedido do Rebe, ficou muito quieta. E em seguida falou: “Ele deve ser um homem muito santo.”
E confessou à filha que nascera de pais judeus e que, quando criança, durante a Segunda Guerra Mundial, foi escondida num mosteiro. Quando a guerra acabou, não retornou a suas raízes judaicas, mas acabou se casando com um francês católico e vivendo a vida como católica.
“Meu verdadeiro nome é Chana”, disse à filha. “Sou judia, bem como você.”
O Rebe sabia da verdade –que Brian era casado com uma mulher judia.