Carta do Rebe para Rosh Hashaná

BS’D

download

Dias de Selichot, 5715 (1954)

Na véspera de Rosh Hashaná transmito a todos os meus irmãos, cada judeu e cada judia, a consagrada saudação de “Shaná tová umetuká” – um ano bom e doce.

Nossa Torá ordenou que a comemoração de Rosh Hashaná, o início no ano, fosse no aniversário da Criação, mas não em seu primeiro dia, e sim no sexto dia da Criação, o dia em que foi criado o Homem.

A importância desse dia e desse acontecimento não está no fato de uma nova criatura ter sido acrescentada à Criação, uma criatura que está um patamar acima do restante do reino animal, do mesmo modo que o animal é superior ao vegetal e o vegetal ao mineral.

Sua importância está no fato de que a nova criatura – o Homem – era diferente, em sua essência, das demais.

Pois foi o Homem que reconheceu o Criador na Criação (e através dela) e, além disso, causou uma elevação em toda a Criação para esse reconhecimento e, portanto, para o cumprimento de seu desígnio e propósito Divinos. E o reconhecimento do criador (e a gratidão a Ele) é o maior objetivo da Criação.

Um dos aspectos principais que distinguem o Homem das demais criaturas é a dádiva Divina do livre arbítrio.

O ser humano pode utilizar esse presente de D-us em dois sentidos totalmente opostos. Pode, que D-us nos livre, escolher um caminho que leva à autodestruição e à destruição de tudo o que há à sua volta ou pode escolher o modo correto de viver, que pode elevá-lo, juntamente com toda a Criação ao mais alto nível de perfeição.

E para nos ajudar a reconhecer e optar pelo caminho certo recebemos a Torá, que é Divina e eterna, e, portanto, seus ensinamentos são válidos em todas as épocas e em todos os lugares.

_ _ _

É impossível um ser humano conseguir fazer essa escolha sem ajuda, com seu intelecto, apenas, pois o intelecto humano é limitado. O intelecto pode servir apenas para descobrir e gerar a intuição e a fé interiores nas coisas que estão além e acima do intelecto; a fé e a intuição que são a herança de todo e qualquer judeu, e com elas iluminar todo o seu ser, guiando-o em sua vida diária para que seja inspirada pela Torá e pelas Mitsvot (mandamentos).

– – –

Em Rosh Hashaná o Homem está diante do Julgamento Divino, mas também diante de seu próprio julgamento.

O veredicto de seu próprio julgamento, quanto ao futuro, tem de ser: que ele assuma cumprir seu dever, ou seja, trabalhar para a realização – em si mesmo e em seu ambiente – da convocação:

“Venham, vamos rezar, curvar-nos e nos ajoelhar diante de D-us nosso Criador”, uma convocação para uma submissão absoluta a D-us foi pronunciada pelo primeiro homem, Adam, no dia de sua criação, no primeiro Rosh Hashaná.

Pode-se chegar a isso única e exclusivamente através de uma vida inspirada e guiada pela Torá.

E (o veredicto de seu próprio julgamento, quanto ao futuro, tem de ser) também de que ele precisa, de uma vez por todas, abandonar o caminho inverso, que só leva à destruição e à ruína.

– – –

Ninguém deve pensar: quem sou eu para ter tamanho poder para construir ou destruir?

Pois vimos, infelizmente, o que até mesmo uma minúscula quantidade de matéria pode fazer em termos de destruição, espalhando energia atômica. Se tanta força está contida numa pequena quantidade de matéria – para a destruição – negando o desígnio e o propósito da Criação, muito maior é o poder criativo de que cada indivíduo é dotado para trabalhar em harmonia com o propósito Divino. Pois neste caso, a Providência dá, também, habilidades e oportunidades especiais para atingir o propósito para que fomos criados: a realização de um mundo em que:

“Cada criatura reconhecerá que Tu a criaste, e cada alma que respira declarará: ‘D-us, o D-us de Israel, é Rei e seu reinado é supremo sobre tudo o que existe.’”

Com bênção de Ketivá vechatimá tová (uma boa inscrição e uma boa assinatura)

Baseado em:   http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

 

 

 

Leave a comment »

O Estalajadeiro e o Rebe

BS’D

s_nf_91455_140052

O Alter Rebe (Rabi Shneur Zalman de Liadi, fundador do chassidismo Chabad) esperava que todos os membros de sua família fossem econômicos em seus gastos. “Como minha família é sustentada pela comunidade, e nossos Sábios ensinam que a Torá desaprova o desperdício de dinheiro que pertence aos judeus, devemos viver com parcimônia”, explicava.

Certa vez, quando um de seus netos foi visitá-lo usando um cinto caro, o Alter Rebe lhe perguntou: “Você é rico a ponto de poder usar um cinto tão caro?”

O neto ficou em silêncio e o Alter Rebe continuou a questioná-lo a respeito de assuntos financeiros. “Diga-me, quanto dinheiro recebeu  de dote?”

“Dois mil rublos”, respondeu o neto.

“Quais são seus planos para este dinheiro?” – Perguntou o Alter Rebe.

“Pretendo entregá-lo a um comerciante de sucesso. Assim poderei ganhar alguma coisa.”

“Talvez”, retorquiu o Alter Rebe, “ele nem lhe devolva seu capital nem lucros?”

“Impossível” – argumentou o neto. “Este comerciante é muito rico e de confiança.”

“Que diferença faz se ele é rico agora?” Argumentou o Alter Rebe. “A roda da fortuna gira. E ele pode empobrecer.”

“O que o senhor sugere que eu faça com meu dinheiro?” Perguntou o neto, hesitante.

“Meu conselho” – disse o Alter Rebe gravemente – “é que você ponha todo o dinheiro nesta caixa.” E apontou para a uma caixinha de caridade.

O neto pensou que o avô estivesse brincando. Dois mil rublos eram muito dinheiro. Ele não achava que seu avô fosse de brincar com assuntos desses, mas mesmo assim…

“Estou falando sério. Sugiro que dê todo o dinheiro para caridade. Deste modo, tanto o ‘capital’ quanto os ‘juros’, permanecerão intactos. Receio que se você investir com algum comerciante rico acabe perdendo ambos.”

O neto ouviu o que o Rebe disse, mas mesmo assim resolveu investir seu dinheiro com um homem de negócios que era rico, de confiança e, além disso, um erudito. Alguns meses depois, porém, um incêndio destruiu tudo o que o negociante possuía e ele ficou reduzido à miséria.

Quando o Rebe perguntou ao neto, depois, qual o resultado do investimento, o jovem contou a desgraça que se abatera sobre o homem de negócios.

“Por que você não escutou meu conselho e depositou o dinheiro nesta caixinha de caridade?” – Repreendeu o Rebe. “Se você tivesse feito isso, o capital e os juros teriam ficado intactos. Por que meus chassidim não confiam no conselho de seu Rebe? Vou lhe contar uma história sobre a fé simples das pessoas de Volhynia.”

“Certa vez, num inverno extremamente frio, eu estava voltando para casa de uma visita ao meu Rebe, o Maguid de Mezritch. Eu estava quase congelado quando cheguei à estalagem de um judeu.

“‘Há quanto tempo mora aqui?’ – Perguntei ao estalajadeiro idoso.

“‘Há quase cinqüenta anos,’ – respondeu.

“‘E há outros judeus por aqui? Você tem um minyan com quem rezar? Pessoas com quem comemorar as Grandes Festas?’

“‘Só nas Grandes Festas vou a uma vila aqui perto para rezar com uma congregação.’

“‘Por que você não mora nessa vila para poder ficar junto de outros judeus?’ – Perguntei.

“‘Como vou me sustentar?’ – Ele me perguntou.

“‘Se D-us pode achar sustento para cem famílias, não acha que pode fazê-lo para mais uma?’ – Perguntei-lhe.

“Eu também lhe disse que eu sou discípulo do Maguid de Mezritch.

“Ele saiu da sala no mesmo instante. Meia hora depois, vi algumas carroças estacionadas na frente da estalagem, abarrotadas de mobília e objetos de casa. Vi o estalajadeiro perto das carroças e perguntei o que estava havendo.

“‘Vou me mudar para aquela cidadezinha’, respondeu simplesmente o estalajadeiro.

“Viu que fé poderosa o velhinho tinha no meu Rebe?” O Alter Rebe desafiou seu neto. “Eu só mencionei que era discípulo do Maguid de Mezritch e ele largou tudo imediatamente, inclusive sua casa e seu sustento de 50 anos. E ele não era nem um chassid. E você me ouviu falar duas vezes que devia colocar o dinheiro na caixinha de tsedaká, e mesmo assim não me obedeceu.

Baseado em:   http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

                          Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

 

 

 

 

 

 

Leave a comment »

Nada de Preocupações

BS’D

images

“Quando saíres à guerra contra teus inimigos e o Eterno, teu D-us, os entregar em tuas mãos, e deles levares cativos” (Devarim 21:10)

Além de D-us nos estar assegurando de que seremos vitoriosos sobre nossos inimigos, está nos prometendo que os espólios saqueados pelas nações serão totalmente restaurados ao povo judeu. De acordo com Maimônides (o Rambam), uma das primeiras coisas que Mashiach fará é “travar as guerras de D-us e prevalecer”. Tudo o que foi roubado injustamente dos judeus durante o exílio será devolvido, principalmente o principal alvo de seu ódio, o Templo Sagrado, que foi duas vezes destruído. Quando Mashiach chegar e reconstruir o Bet Hamikdash, ele será finalmente redimido do cativeiro das nações onde esteve durante quase dois mil anos.

(O Rebe, Parashat Tetsê 5750)

Baseado em:   http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

                          Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

Leave a comment »

O Maguid de Mezritch e o Rico

BS’D

images
“E comerás e ficarás satisfeito…” (Devarim 8:10)

Certa vez, o Maguid de Mezritch perguntou a um homem rico o que ele comia diariamente. “Pão e sal, Rebe, como um pobre”, foi sua resposta. O Maguid o repreendeu e lhe disse para comer carne e beber vinho todos os dias, como os ricos costumam fazer. Mais tarde, quando os discípulos do Maguid lhe pediram uma explicação, ele disse: “Se um homem abastado comer carne e beber vinho todo dia, perceberá que um pobre precisa, no mínino, de pão e sal. Mas se ele só comer pão e sal, achará que seu vizinho pobre pode passar com pedras!”

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/
(inglês)
Leilui Nishmat:
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Efraim ben Motl Halevi
Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Leave a comment »

O que é democracia?

BS’D

84449_9_8982_2165513956

“E as ensinarás a teus filhos…”

(Devarim 6:7)

É dever dos educadores judeus remover da criança qualquer vestígio de complexo de inferioridade quanto a seu judaísmo num ambiente predominantemente não-judaico, até que ela entenda que democracia e liberdade não são caldeirões de assimilação, muito pelo contrário; oferecem a cada um o privilégio de ter seu lugar, utilizar seus direitos e viver de acordo com sua religião, sem concessões. E proporcionam ao judeu a oportunidade de cumprir o destino de sua vida.

(Sichot Kôdesh)

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

(inglês)

nf_1679_44565

nf_8175_71320

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

 

 

Leave a comment »

O Arizal sobre Tishá BeAv e Mashiach

BS’D

ShowImage

Nossos Sábios (Talmud Yerushalmi Berachot 2:4) dizem que Mashiach “nasceu” em Tishá BeAv. Isto se repete a cada ano em Tishá BeAv. A prece de Nachem (‘Console…’) é dita no Shemoneh Esrê de Tishá BeAv na reza da tarde porque a tarde é a hora do nascimento de Mashiach, cujo nome é Menachem, que significa ‘aquele que consola’.

(Kitvei Há’Arizal)

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile bat Refael

Aba (Abel) ben Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

Leave a comment »

As Viagens da Vida

 

 

 

BS’D

download

Diz o Báal Shem Tov que todo judeu passa, durante a vida, pelas 42 viagens relatadas em Parashat Mass’ê. Seu nascimento é o Êxodo, e todas as demais viagens são o relato de sua vida, até chegar à terra superior de vida.

Dentre as viagens, vemos também algumas que foram o contrário da vontade de Hashem. Se todas as viagens estão na vida de cada um, como pode a vida de cada um conter, também, assuntos indesejáveis, pecados?

A resposta é que todas as viagens são, na essência, santidade. Mas foi conferido ao ser humano o livre arbítrio. Foram as ações dos judeus que trouxeram conseqüências negativas. Se tivessem feito as escolhas certas, ‘e escolherás a vida’, todas as viagens teriam sido elevações em santidade!

Por exemplo, a viagem a ‘Kivrot Hataavá’ onde foram enterrados os desejosos. À primeira vista, essa viagem descreve um pecado do povo judeu, uma viagem negativa. No fundo, porém, ‘Kivrot Hataavá = túmulos do desejo’ é uma característica positiva da santidade. É um nível elevado onde não há lugar para desejos. Além de não existir desejos, de fato, o desejo não tem, absolutamente, nada a ver com esse nível. Apesar de terem pecado lá, conforme relatado na Torá; e a conseqüência não ter sido uma elevação na santidade, e sim o oposto.

Cada judeu sabe o que passou na vida até agora, que viagens foram aproveitadas para o bem, e quais o contrário. Mas de agora em adiante, deve se preparar para as próximas viagens da vida. Cada um tem livre arbítrio, e Hashem ordenou que aproveitássemos todas as viagens para o bem, para coisas positivas, para subir em santidade.

Parashat Mass’ê é sempre lida no período de Bein Hametsarim (entre os apertos). Não fosse a intromissão do ‘leumat zê’ (o oposto da santidade e da pureza), seria possível aproveitar os assuntos que causaram a destruição do Bet Hamikdash, e tiveram como consequência a situação de ‘entre os apertos’, para o trabalho elevado da santidade.

Apesar da intromissão do ‘leumat zê’, por meio da teshuvá os pecados transformam-se em méritos. E através da teshuvá seremos redimidos imediatamente, com a Redenção completa, e esses dias se transformarão em júbilo e alegria. Através dos apertos (Bein Hametsarim) chegaremos a uma ‘herança sem limites’ (nachalá beli metsarim), que será revelada muito em breve por nosso justo Mashiach.

Adaptado de “Likutê Sichot”, Vol. IV, Pág. 1083.

Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IX, págs. 116-118.

(hebraico)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile bat Refael

Aba ben Eliyáhu

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

Leave a comment »

Impressionante!

BS’D

images (1)

Conta Parashat Matot que após a vitória dos judeus sobre Midian D-us ordenou a Moshê: “Calcule o despojo total do povo e animais capturados… E divida os despojos igualmente entre os soldados que foram para a guerra e (o restante) da congregação inteira… e tomará um tributo para D-us dos soldados que foram para a guerra… (pegue) um dentre cada quinhentos… e dê a El’azar, o sacerdote… e da metade que pertence aos filhos de Israel tire um em cada cinqüenta… e dê aos levitas…” (Bamidbar 31:26 a 31:30)

D-us orientou como, exatamente, dividir todos os despojos da guerra, metade para os que participaram da luta e metade para o restante do povo. E a Torá também dá as coordenadas exatas de como separar de cada uma daquelas metades – um de cada 500 e um de cada 50 – para os kohanim e leviim.

Após a ordem, diz o versículo: “E Moshê e El’azar, o kohen, fizeram como D-us ordenou a Moshê.” (Bamidbar 31:31)

Mas a Torá não se limita a declarar que Moshê e El’azar cumpriram a ordem. Os versículos seguintes trazem todos os números em detalhes. Quanto foi o despojo, quanto era cada metade e quanto é um de 500 da metade.

Por que a Torá se prolonga tanto em todos esses detalhes? Por que precisamos saber de todos os números exatos? A Torá poderia contar, simplesmente, que a ordem foi cumprida, ou escrever a quantidade dos despojos, de onde poderíamos deduzir quanto é a metade e todas as outras contas.

A ordem da Torá foi dividir os despojos ao meio e pegar um de cada 500 de uma das metades. A Torá não fala o que deveria ser feito com o resto. Afinal de contas, nem todos os números são divisíveis por 500. 

Mas na continuação da descrição detalhada dos versículos vemos que todos os números que foram divididos nos despojos davam resultados exatos na divisão. Temos que admitir que isso é algo extremamente raro!

Trata-se de uma grande quantidade, e a divisão se deu exatamente como constava na determinação da Torá. Divisões exatas, de resto igual a zero. Para quê? Para que os judeus pudessem cumprir a ordem de D-us com exatidão.

Disso vemos a importância que tem o cumprimento das mitsvot pelos judeus, e como as mitsvot são queridas para D-us. Para que os judeus pudessem cumprir a mitsvá com perfeição, ocorreu algo raríssimo, e os números se adequaram com exatidão!

Para que as quantidades dos despojos fossem divisíveis com exatidão, D-us encaminhou muitas coisas: o comércio dos midianim, a mortalidade de seus animais e demais detalhes, para que no momento da vitória as quantidades fossem exatas. E até o final da partilha não morreu nenhum animal!

Quando um judeu se encontra em dificuldades, quando há coisas que o perturbam no cumprimento das mitsvot, quando há obstáculos e impedimentos e o cumprimento das mitsvot lhe parece impossível, um judeu não pode se impressionar nem se abalar! Precisa confiar em D-us, que o ajudará a cumprir as mitsvot com exatidão. D-us encaminha as coisas para que o judeu possa cumprir a vontade d’Ele com perfeição.

Adaptado de “Likutê Sichot”, Vol. XIII, págs. 110-113

Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IV, págs. 132-134

(hebraico)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile bat Refael

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

 

 

Leave a comment »

Minha Mitsvá

BS’D

10M

Em Parashat Pinechas consta o processo pelo qual cada tribo obteve seu legado na Terra de Israel. Esse processo foi através de um sorteio. A partilha deu-se sem maiores explicações, de um jeito acima da lógica humana.

Tudo o que existe no mundo material origina-se de assuntos espirituais. Do mesmo modo que o processo concreto de partilha se deu por meio de um sorteio, o serviço espiritual de cada judeu também é distribuído por um sorteio.

Todos os judeus precisam cumprir  todas as mitsvot. Porém, cada judeu tem assuntos específicos que lhe pertencem de modo especial.

Sabe-se de tanaím e amoraím que eram particularmente cuidadosos com certas mitsvot, embora aqueles tsadikim cumprissem todas as mitsvot com capricho. Por quê? Por ser uma mitsvá que lhes pertencia individualmente.

Qual é o tópico que pertence a cada um? – Não é algo que possamos entender, e nem sempre a pessoa percebe, intelectualmente, que tem uma ligação especial com tal assunto. Está acima da compreensão humana – como um sorteio! Mas é sua tarefa cuidar justamente desse assunto de modo especial.

Quando o indivíduo nota que certa mitsvá vem para ele com muita dificuldade, quando surgem, de repente, obstáculos, e muitas coisas lhe atrapalham o cumprimento de tal mitsivá, isso demonstra que é justamente essa mitsvá que lhe pertence, que esse é seu assunto particular e especial.

O próprio fato de haver dificuldades prova que se trata de um assunto muito importante para aquele indivíduo. E por isso o yêtser hará (a má inclinação) faz de tudo para impedi-lo de cumprir justamente essa mistvá.

Quando percebemos que algo é difícil demais para nós, que precisamos nos esforçar mais do que todo mundo, não podemos negligenciar o assunto. Pelo contrário: temos de nos esforçar justamente nisso, mais que em outras coisas. Pois é o assunto específico de nossa alma, é o assunto que recebemos por sorteio.

E quando conseguirmos realizar a nossa incumbência particular, teremos sucesso em todos os demais assuntos também.

Adaptado de “Likutê Sichot”, Vol. II, págs. 346-348

Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IV, págs. 120-122

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

 

 

Leave a comment »

Mashiach em Parashat Balak

BS’D

images

A profecia de Bil’am, que está em Parashat Balak, fala do Fim dos Dias – a Era Messiânica. Com base nos versículos da profecia de Bil’am, o Rambam (Maimônides) determina que uma pessoa que não acredita na chegada de Mashiach nega toda a Torá. Acreditar em Mashiach e participar ativamente de sua chegada é um princípio fundamental do judaísmo, e é tarefa de todos os judeus.

Bil’am profetizou sobre dois reis ungidos. O primeiro foi o Rei David, que salvou o povo judeu de seus inimigos; o segundo é Mashiach, um descendente do Rei David que redimirá o povo judeu de seu exílio atual. Alguns dos versículos da profecia de Bil’am referem-se ao Rei David, ao passo que outros, referem-se ao Rei Mashiach.

É importante notar que tanto o Rei David quanto o Rei Mashiach são chamados de Mashiach, que significa “o ungido”.

Saber da existência de um Mashiach anterior fortalece ainda mais nossa crença na chegada do Mashiach final.

Nossa fé é reforçada pelo fato de a profecia de Bil’am ter sido dita sobre ambos os Meshichim. Pois do mesmo modo que a primeira parte da profecia foi realizada em sua totalidade, podemos ter certeza de que a segunda parte acabará sendo cumprida, e Mashiach trará a Era Messiânica.

Sobre o Rei David, Bil’am declarou: (Bamidbar 24:17) “Uma estrela sairá de Yaakov”. Sobre Mashiach, previu: “e um cetro surgirá de Yisrael”. Tanto Yisrael quanto Yaakov são nomes do povo judeu. Yaakov tem relação com a palavra calcanhar, em hebraico, ekev; Yisrael vem de serará, que significa autoridade e governo.

Nisso vemos a superioridade de Mashiach sobre o Rei David, pois o nome Yisrael expressa uma característica mais nobre que o nome Yaakov. De fato, na Era Messiânica os judeus serão conhecidos por “Yisrael”.

Sobre o Rei David, Bil’am falou: “Ele derrotará os príncipes de Moav”. O Rei David subjugou o povo moabita e reinou sobre ele. Mashiach, porém, reinará sobre todos os povos do mundo, como está escrito: “e destruirá todos os descendentes de Shet”. Na Era Messiânica o povo judeu predominará sobre todos os outros povos.

Bil’am continuou: “Seir também será uma herança”. Uma herança é algo que passa de uma pessoa para outra, sem conflito e sem necessidade de se travar guerra. 

Do mesmo modo, na Era Messiânica, os povos gentios ajudarão o povo judeu com a maior boa vontade e desejarão servir ao D-us Único, como escreve o Rambam: “[Mashiach] aperfeiçoará o mundo inteiro para que sirva a D-us junto… E chame o Nome de D-us em harmonia.”

Adaptado para Maayan Chai de Likutê Sichot Vol. 18

Baseado em:

http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

 

 

Leave a comment »