David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

 

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Certa vez, um nobre polonês estava passando por um “shteitl” judaico, e viu judeus que estavam rezando na rua. “O que será que esses judeus estão gritando do lado de fora da sinagoga, numa noite fria de inverno?” – pensou. Pediu a seu cocheiro que parasse sua carruagem de quatro cavalos, e chamasse o líder do grupo.

“O que vocês estavam gritando?” – Perguntou.

“Que David, Rei de Israel, vive e perdura!” – Respondeu o judeu.

“O quê?” – Perguntou o nobre. “Não está escrito nas Escrituras: ‘E David repousou com seus ancestrais, e foi enterrado na cidade de David?’ (Reis I, 2:10)

O que se responde a um nobre polonês que te joga as Escrituras na cara?

Contudo, todos os Sidurim (livros de reza), trazem essa prece:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

(David , Rei de Israel, vive e perdura)”

Este conceito, portanto, além de estar na Halachá e nas fontes clássicas da Torá, foi incorporado nas preces ditas por todos os judeus até hoje! É importante notar que essas palavras são conhecidas pelos judeus de todas as origens – praticamente todos os judeus do mundo já ouviram as palavras:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam”!

Adaptado do livro (inglês):

“Countdown to Moshiach”

do Rabino Shmuel Butman

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi Halevi

Shemuel ben Aba

 

 

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Acima da Compreensão Humana

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Rabi Yanai disse: “Não podemos entender nem a tranquilidade dos perversos nem os sofrimentos dos justos.” (Pirkei Avot 4:15)

Um dos alunos do Maguid de Mezritch perguntou-lhe como era possível aceitar o sofrimento com alegria. O Maguid o enviou a seu discípulo, Reb Zushya de Anapoli. Reb Zushya era pobre, sofria dificuldades físicas e passava por vários tipos de privações. Contudo, irradiava felicidade. Quando o aluno lhe disse o objetivo de sua viagem ele respondeu: “Não sei por que o Maguid o enviou a mim, jamais sofri nenhuma adversidade na vida.” Ignorar, no sentido positivo, é a chave. Quando a pessoa faz um compromisso com a Divindade, que não está limitado pela compreensão, consegue perceber que tudo o que D-us lhe dá é bom.

(Likutê Sichot, Vol. 4)

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Pinchas ben Moshê

Zeev ben Feigue

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O Erro dos Espiões

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Moshê Rabênu mandou os espiões percorrerem o país, e falou para que verificassem duas coisas principais: a) o povo que mora lá, “se é forte ou fraco”, b) a terra, em si, “se é boa ou má”.

Quando os espiões voltaram de sua missão, contaram sobre esses dois assuntos. Primeiro, contaram sobre a terra: “e fomos à terra aonde o senhor nos enviou, e dela emana leite e mel, e este é seu fruto”. Em seguida, contaram sobre o povo: “porém o povo é forte… e as cidades são muito fortificadas e grandes…”

Imediatamente, Calev fez calar o povo. Por que Calev calou os espiões? Afinal de contas, tinham cumprido sua missão com exatidão. Moshê lhes ordenara verificar o povo e a terra, e foi sobre isso que relataram.

O pecado dos espiões, porém, foi ter modificado a ordem. Moshê perguntou primeiro sobre a guerra e a conquista – sobre o povo. Pois o principal é o trabalho e o esforço da guerra. Só depois perguntou sobre a terra, em si – que é a recompensa e o lucro que vem após o esforço, a guerra e a conquista.

Os espiões, porém, responderam inicialmente sobre a boa terra e seus frutos. Falaram primeiro sobre a recompensa, pois para eles, isso era o principal. Seu trabalho era, apenas, com o objetivo de receber o ganho que seria resultado do trabalho. Quando Calev percebeu isso, calou-os.

Calev sabia que quando se trabalha apenas com o objetivo de obter lucros, começa-se a fazer cálculos de custo/benefício. Deste modo pode-se chegar à conclusão de que o trabalho é tão difícil, que nem dá para ser realizado.

Como o objetivo principal dos espiões era a recompensa, e foi no que focaram inicialmente; equivocaram-se, e não se comportaram exatamente como Moshê mandara, modificaram a ordem.

Há uma extensão de Moshê em cada geração. O Rebe é o Moshê Rabênu da geração. Da história dos espiões devemos aprender que não devemos mudar nada das palavras do Rebe, nem mesmo a ordem! Quando se começa por uma mudança pequena, pode-se chegar a um grave erro, como o pecado dos espiões.

Os espiões eram “líderes da congregação, pessoas importantes”, e se isso aconteceu com eles, se chegaram a pecar devido a uma pequena modificação, quanto mais pessoas simples como nós. Devemos, portanto, cumprir com exatidão todas as orientações do Rebe.

Adaptado em “Lilutê Sichot”, Vol. IV, págs. 1313-1314

Baseado em Maayan Chai, Vol.IX, págs. 44-46

Leilui nishmat

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shmuel ben Aba

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Iluminar

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Parashat Behaalotechá principia com as palavras: “Quando acenderes as velas”.

Aharon, o sumo sacerdote, tinha a obrigação de acender a menorá no Santuário diariamente. A menorá tinha de estar sempre acesa, como consta na Torá, “para que uma luz brilhe perpetuamente”.

Do mesmo modo que Aharon acendia a menorá no Santuário, cada judeu deve iluminar sua casa e suas redondezas com a sagrada luz da Torá.

Aharon era um kohen, mas também o é cada membro do povo judeu, como está escrito: “Sereis para Mim um reino de sacerdotes”. A outorga da Tora no Monte Sinai transformou cada judeu num “kohen”.

A menorá ficava no Santurário (e posteriormente no Bet Hamikdash em Jerusalém). Do mesmo modo, cada lar judeu é um “Santurário” para D-us. O versículo “habitarei no meio deles” significa que D-us mora dentro de cada judeu. Portando, cada lar judeu é uma moradia para a Divina Presença.

A luz que Aharon acendia era “perpétua”, e é assim que deve ser a luz de cada casa judaica: deve brilhar sempre. A luz de santidade da Torá tem de arder noite e dia, e preencher todos os cantos da residência judaica.

Todos os judeus, principalmente as crianças, têm o poder de dotar a casa de santidade. Como isso é feito? Expressando uma consciência de D-us em cada momento do dia.

Tão logo um judeu acorda de manhã ele diz: “Modê Ani” (Te agradeço); ao comer, diz as bênçãos apropriadas antes e depois. Durante o dia, comporta-se de acordo com as leis da Torá, e de noite, fala “Shemá Yisrael” antes de dormir.

A Torá e suas mitsvot são comparadas a luz: “Uma mitsvá é uma vela, e a Torá é luz.” De fato, a Torá e seus mandamentos são o meio através de que um judeu pode iluminar o “Santuário” de sua casa.

Acender a menorá também tem ligação com a Redenção Final com Mashiach:

A menorá que ficava no Santuário e no Bet Hamikdash tinha sete luzes, como consta: “As sete velas darão luz.”

Quando Mashiach chegar, os judeus que estão dispersos pelo mundo retornarão para Israel em sete caminhos, como está escrito no livro de Yishayáhu: “E [D-us] terá Sua mão sobre o rio… e o baterá em sete córregos.”

Assim, espalhar a luz da Torá e das mitsvot em nossa própria casa serve para apressar a vinda de Mashiach, com a Redenção Final, que seja agora.

Adaptado de “Licutê Sichot”, Vol. 23.

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

(Inglês)

Leilui nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shmuel ben Aba

Zeev ben Feigue

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sefirat HaÔmer, Mulheres e Chinuch

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Uma carta do Rebe para a 21ª. Convenção Anual do Conselho Nacional Americano de Neshei uBnot Chabad

Brooklyn, N.Y.

Que D-us abençoe todas vocês!

Recentemente tem-se chamado a atenção para o assunto de chinuch (educação de Torá das crianças), e ligado a isso, o talento, o mérito e as responsabilidades especiais que foram dadas às mulheres nessa área vital.

Visto que a Convenção está acontecendo nos dias da Contagem do Ômer, também há ligação, no tempo, entre as mulheres e chinuch.

Os dias da Sefirá (contagem) ligam a Festa do Êxodo (nossa libertação do Egito) à Festa de Matan Torá (a Outorga da Torá no Sinai). Isso enfatiza o fato de que o objetivo da libertação do cativeiro no Egito foi receber a Torá. Como, de fato, D-us tinha dito a Moshê Rabênu, desde o início, que quando ele liderasse o povo para sair do Egito, os israelitas “serviriam a D-us (receberiam a Torá) nesta montanha.” Ao mesmo tempo, isso também enfatiza que só podemos obter liberação verdadeira através da Torá.

Nesses dois acontecimentos – a libertação do Egito e o recebimento da Torá – as mulheres judias tiveram um papel fundamental, como dizem nossos Sábios que foi pelo mérito das boas mulheres judias que fomos libertos do Egito; e antes mesmo de a Torá ser outorgada, e antes que pudéssemos recebê-la, as mulheres (“a Casa de Yaakov”) tiveram que ser abordadas primeiro, e só depois, os homens (“os Filhos de Israel”).

O significado de Torá (“ensinamento”) é que ela ensina ao judeu como se comportar em sua vida diária, desde a mais tenra infância e durante toda a vida. É justamente disso que trata o chinuch.

E exatamente como naquela época no Egito, que foi em grande parte por mérito das mulheres, esposas, mães e filhas judias que uma nova geração foi criada, que se elevou ao nível espiritual mais alto para receber a Torá com naassê venishmá (aceitação incondicional de primeiro fazer e depois compreender), assim é em todas as épocas, e principalmente na atualidade, quando as mulheres, esposas, mães e filhas judias têm um papel especial na educação das crianças, seus próprios filhos, bem como outras crianças na sua vizinhança.

Estou, portanto, confiante de que a Convenção aproveitará ao máximo a oportunidade de ocupar-se com o assunto de Chinuch e dos métodos e meios de fortalecer e promover uma educação fiel à Torá tanto em qualidade quanto em quantidade, ajudando a levar o que há de melhor em Chinuch de Torá para o maior número de crianças. Isso deve refletir-se numa ligação maior e numa dedicação maior à Torá, que é Torat Chayim (uma Torá de Vida), e suas mitsvot – que são a própria vida de nosso povo judeu.

Que D-us dê Suas benções para que a Convenção realize todas as suas expectativas e mais, tanto material quanto espiritualmente.

Com bênçãos de Hatslachá (sucesso) e boas notícias.

(Assinado: Menachem Schneerson)

Do livro: “Letters by the Lubavitcher Rebbe Slita

Rabbi M. M. Schneerson

To N’shei uBnot Chabad

1956-1980”

Págs. 48-49

(Inglês)

 

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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A Torá no Deserto

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A Torá foi outorgada no deserto. E não é conicidência que Parashat Bemidbar (No Deserto)é lida antes da festa da outorga da Torá Shavuot.

O que podemos aprender do fato de a Torá ter sido outorgada justamente no deserto?

A – Um deserto é um terreno sem dono, que pertence a todos por igual. Não é propriedade privada, como uma casa ou um jardim.

A Torá não pertence a um indivíduo. Pertence a todos por igual. A Torá é uma herança de todos os judeus, e todo judeu precisa e pode estudá-la.

B – No deserto só tem pó, terra e areia, não tem vegetação nem habitantes.

É como se estivesse nos dizendo:

Para receber a Torá é preciso ser como o pó, humilde, e não orgulhoso. Como disseram nossos Sábios: “Quem cumpre a Torá? Quem se considera um deserto.”

C – No deserto, não se encontram as necessidades básicas do ser humano, como água, alimento e vestimentas. Não há água – não chove. Não há comida – nada cresce lá. Nem mesmo roupas há no deserto para comprar.

Quando o povo judeu estava no deserto, confiou em tsadikim (justos), por cujo mérito Hashem lhe proveu essas necessidades básicas. Pelo mérito de Miriam – Hashem deu água ao povo judeu. Pelo mérito de Moshê – Hashem lhe deu alimento. Pelo mérito de Aharon – Hashem lhe deu as nuvens de glória, que passavam as roupas, que cresciam à medida que as pessoas iam crescendo.

Foi justamente num lugar assim que a Torá foi outorgada.

Para nos dizer que –

Devemos estudar Torá sem pensar primeiro em comida, água ou roupas. Nossa função é estudar Torá e cumprir mitsvot, e confiar em D-us que nos proverá dessas necessidades.

D – O deserto é um lugar de perigos, onde há animais ferozes, cobras e escorpiões. E foi justamente lá que a Torá foi outorgada.

Para nos dizer –

Um judeu que se encontra na galut  (exílio) – encontra-se em perigo. A cobra – o yêtser hará  (a má inclinação) – quer prejudicá-lo, fazê-lo tropeçar e pecar.

É justamente nessa situação que deve-se estar ligados com a Torá, estudá-la e cumprir suas mitsvot.

Adaptado de “Likutê Torá”, Vol. II, págs. 308-309

“Hitvaaduiot – 5745”, págs. 2113-2115 e 2135-2136

Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IV, págs. 1-3

(hebraico)

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

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A Chave do Sucesso

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Quando o povo judeu saiu do Egito, Hashem ordenou que ao entrar na Terra de Israel, a terra deveria ser trabalhada durante seis anos e no sétimo ano deveria ser deixada de pousio. “A terra deverá, então, guardar um Shabat para D-us.” Este mandamento, é a mitsvá de shemitá (o ano sabático).

É interessante notar que na Torá a sequência dos anos vem na ordem inversa. Primeiro, o ano de shemitá é mencionado: “E a terra guardará um Shabat”, em seguida vêm os seis anos que o precedem: “Seis anos semearás teu campo.” O motivo da sequência invertida é a influência significativa que o ano sabático exerce sobre os primeiros seis. A verdade é que o ano de shemitá é a fonte de força de onde os outros anos adquirem sua vitalidade. Do mesmo modo, é do sagrado Shabat que adquirimos a capacidade para trabalhar durante os seis dias de trabalho da semana. O dia do Shabat exerce uma influência poderosa sobre os dias que o precedem.

Algumas pessoas acham difícil de entender como um judeu pode viver de acordo com a Torá num dia de semana normal. Como pode levar a vida com tantas restrições e mandamentos? O mundo inteiro à sua volta está cheio de não-judeus, para quem a Torá é um conceito estranho. Além do mais, a cultura dominante em que está imerso parece funcionar de acordo com princípios totalmente diversos. Como se pode esperar de um judeu que ele possa competir de modo realista com o mundo como um todo e aguente toda a pressão?

A resposta está em Parashat Behar. Os seis dias de semana começam com o conhecimento de que o sétimo dia é santificado, “um Shabat  para D-us”. A santidade do Shabat nos dá forças para superar todas as dificuldades e nos possibilita viver estritamente de acordo com os mandamentos da Torá. A verdade é que só somos bem sucedidos quando vivemos a vida de acordo com a Torá.

De modo semelhante, o ano sagrado de shemitá influencia os primeiros seis anos do ciclo, quando trabalhamos a terra. O judeu pode enfrentar o mundo como um todo por adquirir forças do sétimo ano – e justamente por meio de cumprir mitsvot.

Adaptado de Likutê Sichot, Vol. II.

Adaptado de  http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

 

 

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Rebes e Chassidim

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No ano 5658, disse o Rebe Rashab, nishmatô Êden:

Mesmo se procurarem em todos os países, não encontrarão a ahavat Yisrael (o amor) que sentem os rebes pelos judeus, nem a missirut nêfesh que os rebes têm pelos chassidim.

[Sêfer HaSichot 5705, págs. 94-95]

Otsar Siputei Chabad, Vol.X, pág.101

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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Ricos e Pobres

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Certa vez, perguntaram ao Rebe Maharash: “Por que quando um pobre entra para yechidut (audiência particular) com o senhor, fica alguns minutos e sai logo, ao passo que  um rico fica na yechidut no mínimo meia hora?”

O Rebe Maharash respondeu:

“Quando um pobre entra para yechidut, logo conta qual é sua situação: que não tem parnassá (sustento), e eu o abençôo para que Hashem o ajude com sustento em abundância. Um rico, porém, quando entra para yechidut, começa dizendo que é rico e que tem vários negócios, e só depois de muita averiguação, descobre-se que ele tem muitas dívidas, maiores que o valor de todos os seus negócios, e que ele é, de fato, muito pobre. E até eu descobrir que ele não é rico demora no mínimo meia hora.

“Otsar Sipurei Chabad”, Vol.XVIII, págs. 127-128.

(hebraico)

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

 

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Escravidão

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“Os Egípcios escravizaram os judeus com trabalho opressivo.”

O equivalente atual de “trabalho opressivo”, se seguirmos a definição do Rambam,é a obsessão que algumas pessoas têm por fazer dinheiro. É óbvio que busca da riqueza pode se tornar “uma tarefa sem fim”, que consome todo o tempo e não deixa espaço para outras atividades. Mas por que haveria de ser considerada uma “tarefa inútil”? Sem dúvida há lucros reais quando se investe mais tempo e mais energia para ganhar dinheiro.

A verdade, porém, é que nós, judeus, acreditamos que nossa renda para o ano em curso já foi decretada por D-us em Rosh Hashaná (o primeiro dia do ano). É óbvio que só com “o suor da testa comerás pão” (Bereshit 3:19), e é preciso muito esforço para poder descontar nosso “cheque” celestial. Mas na verdade, todo o empreendedorismo do mundo não vai ajudar a pessoa a ganhar nem um centavo a mais do que lhe tinha sido decretado para este ano.

Portanto, é inútil trabalhar demais. Não vai torná-lo mais rico.

Qual é a quantidade sensata de trabalho?

Muito simples. Primeiro, a pessoa tem de cumprir suas obrigações básicas. É lógico que tem de cuidar da saúde, o que significa comer e dormir o suficiente e seguir as orientações médicas. Também há as obrigações para com a família: investir tempo cuidando dos filhos e dando apoio à esposa. E, obviamente, há as obrigações religiosas: as preces diárias, estudar Torá regularmente, cumprir o Shabat e guardar as festas, etc.

Do tempo que sobra, pode-se dedicar quanto quiser para ganhar a vida, mas não mais do que isso. Roubar tempo de seus deveres indispensáveis para ganhar mais dinheiro é simplesmente inútil, pois você jamais ganhará mais do que D-us reservou para você e D-us não espera que você boicote as obrigações familiares e religiosas para obter ganho financeiro.

Portanto, feche sua loja em horário normal! Não passe as noites no escritório negando a atenção que sua família merece. Do seu horário apertado, reserve um tempo para rezar e estudar Torá. E não deixe de cuidar da saúde.

Já não estamos no Egito. O trabalho esmagador já acabou. Fazendo isso, sua carteira não sofrerá pois, afinal de contas, em Pessach comemoramos nossa liberdade.

(Baseado em Likutê Sichot, Vol. 3, pág. 848ff)

Adaptado de “The Kol Menachem Haggadah”

págs. 93-94.

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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