Mashiach em Parashat Balak

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A profecia de Bil’am, que está em Parashat Balak, fala do Fim dos Dias – a Era Messiânica. Com base nos versículos da profecia de Bil’am, o Rambam (Maimônides) determina que uma pessoa que não acredita na chegada de Mashiach nega toda a Torá. Acreditar em Mashiach e participar ativamente de sua chegada é um princípio fundamental do judaísmo, e é tarefa de todos os judeus.

Bil’am profetizou sobre dois reis ungidos. O primeiro foi o Rei David, que salvou o povo judeu de seus inimigos; o segundo é Mashiach, um descendente do Rei David que redimirá o povo judeu de seu exílio atual. Alguns dos versículos da profecia de Bil’am referem-se ao Rei David, ao passo que outros, referem-se ao Rei Mashiach.

É importante notar que tanto o Rei David quanto o Rei Mashiach são chamados de Mashiach, que significa “o ungido”.

Saber da existência de um Mashiach anterior fortalece ainda mais nossa crença na chegada do Mashiach final.

Nossa fé é reforçada pelo fato de a profecia de Bil’am ter sido dita sobre ambos os Meshichim. Pois do mesmo modo que a primeira parte da profecia foi realizada em sua totalidade, podemos ter certeza de que a segunda parte acabará sendo cumprida, e Mashiach trará a Era Messiânica.

Sobre o Rei David, Bil’am declarou: (Bamidbar 24:17) “Uma estrela sairá de Yaakov”. Sobre Mashiach, previu: “e um cetro surgirá de Yisrael”. Tanto Yisrael quanto Yaakov são nomes do povo judeu. Yaakov tem relação com a palavra calcanhar, em hebraico, ekev; Yisrael vem de serará, que significa autoridade e governo.

Nisso vemos a superioridade de Mashiach sobre o Rei David, pois o nome Yisrael expressa uma característica mais nobre que o nome Yaakov. De fato, na Era Messiânica os judeus serão conhecidos por “Yisrael”.

Sobre o Rei David, Bil’am falou: “Ele derrotará os príncipes de Moav”. O Rei David subjugou o povo moabita e reinou sobre ele. Mashiach, porém, reinará sobre todos os povos do mundo, como está escrito: “e destruirá todos os descendentes de Shet”. Na Era Messiânica o povo judeu predominará sobre todos os outros povos.

Bil’am continuou: “Seir também será uma herança”. Uma herança é algo que passa de uma pessoa para outra, sem conflito e sem necessidade de se travar guerra. 

Do mesmo modo, na Era Messiânica, os povos gentios ajudarão o povo judeu com a maior boa vontade e desejarão servir ao D-us Único, como escreve o Rambam: “[Mashiach] aperfeiçoará o mundo inteiro para que sirva a D-us junto… E chame o Nome de D-us em harmonia.”

Adaptado para Maayan Chai de Likutê Sichot Vol. 18

Baseado em:

http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

 

 

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David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

 

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Certa vez, um nobre polonês estava passando por um “shteitl” judaico, e viu judeus que estavam rezando na rua. “O que será que esses judeus estão gritando do lado de fora da sinagoga, numa noite fria de inverno?” – pensou. Pediu a seu cocheiro que parasse sua carruagem de quatro cavalos, e chamasse o líder do grupo.

“O que vocês estavam gritando?” – Perguntou.

“Que David, Rei de Israel, vive e perdura!” – Respondeu o judeu.

“O quê?” – Perguntou o nobre. “Não está escrito nas Escrituras: ‘E David repousou com seus ancestrais, e foi enterrado na cidade de David?’ (Reis I, 2:10)

O que se responde a um nobre polonês que te joga as Escrituras na cara?

Contudo, todos os Sidurim (livros de reza), trazem essa prece:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

(David , Rei de Israel, vive e perdura)”

Este conceito, portanto, além de estar na Halachá e nas fontes clássicas da Torá, foi incorporado nas preces ditas por todos os judeus até hoje! É importante notar que essas palavras são conhecidas pelos judeus de todas as origens – praticamente todos os judeus do mundo já ouviram as palavras:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam”!

Adaptado do livro (inglês):

“Countdown to Moshiach”

do Rabino Shmuel Butman

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi Halevi

Shemuel ben Aba

 

 

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Acima da Compreensão Humana

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Rabi Yanai disse: “Não podemos entender nem a tranquilidade dos perversos nem os sofrimentos dos justos.” (Pirkei Avot 4:15)

Um dos alunos do Maguid de Mezritch perguntou-lhe como era possível aceitar o sofrimento com alegria. O Maguid o enviou a seu discípulo, Reb Zushya de Anapoli. Reb Zushya era pobre, sofria dificuldades físicas e passava por vários tipos de privações. Contudo, irradiava felicidade. Quando o aluno lhe disse o objetivo de sua viagem ele respondeu: “Não sei por que o Maguid o enviou a mim, jamais sofri nenhuma adversidade na vida.” Ignorar, no sentido positivo, é a chave. Quando a pessoa faz um compromisso com a Divindade, que não está limitado pela compreensão, consegue perceber que tudo o que D-us lhe dá é bom.

(Likutê Sichot, Vol. 4)

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Pinchas ben Moshê

Zeev ben Feigue

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O Erro dos Espiões

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Moshê Rabênu mandou os espiões percorrerem o país, e falou para que verificassem duas coisas principais: a) o povo que mora lá, “se é forte ou fraco”, b) a terra, em si, “se é boa ou má”.

Quando os espiões voltaram de sua missão, contaram sobre esses dois assuntos. Primeiro, contaram sobre a terra: “e fomos à terra aonde o senhor nos enviou, e dela emana leite e mel, e este é seu fruto”. Em seguida, contaram sobre o povo: “porém o povo é forte… e as cidades são muito fortificadas e grandes…”

Imediatamente, Calev fez calar o povo. Por que Calev calou os espiões? Afinal de contas, tinham cumprido sua missão com exatidão. Moshê lhes ordenara verificar o povo e a terra, e foi sobre isso que relataram.

O pecado dos espiões, porém, foi ter modificado a ordem. Moshê perguntou primeiro sobre a guerra e a conquista – sobre o povo. Pois o principal é o trabalho e o esforço da guerra. Só depois perguntou sobre a terra, em si – que é a recompensa e o lucro que vem após o esforço, a guerra e a conquista.

Os espiões, porém, responderam inicialmente sobre a boa terra e seus frutos. Falaram primeiro sobre a recompensa, pois para eles, isso era o principal. Seu trabalho era, apenas, com o objetivo de receber o ganho que seria resultado do trabalho. Quando Calev percebeu isso, calou-os.

Calev sabia que quando se trabalha apenas com o objetivo de obter lucros, começa-se a fazer cálculos de custo/benefício. Deste modo pode-se chegar à conclusão de que o trabalho é tão difícil, que nem dá para ser realizado.

Como o objetivo principal dos espiões era a recompensa, e foi no que focaram inicialmente; equivocaram-se, e não se comportaram exatamente como Moshê mandara, modificaram a ordem.

Há uma extensão de Moshê em cada geração. O Rebe é o Moshê Rabênu da geração. Da história dos espiões devemos aprender que não devemos mudar nada das palavras do Rebe, nem mesmo a ordem! Quando se começa por uma mudança pequena, pode-se chegar a um grave erro, como o pecado dos espiões.

Os espiões eram “líderes da congregação, pessoas importantes”, e se isso aconteceu com eles, se chegaram a pecar devido a uma pequena modificação, quanto mais pessoas simples como nós. Devemos, portanto, cumprir com exatidão todas as orientações do Rebe.

Adaptado em “Lilutê Sichot”, Vol. IV, págs. 1313-1314

Baseado em Maayan Chai, Vol.IX, págs. 44-46

Leilui nishmat

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shmuel ben Aba

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Iluminar

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Parashat Behaalotechá principia com as palavras: “Quando acenderes as velas”.

Aharon, o sumo sacerdote, tinha a obrigação de acender a menorá no Santuário diariamente. A menorá tinha de estar sempre acesa, como consta na Torá, “para que uma luz brilhe perpetuamente”.

Do mesmo modo que Aharon acendia a menorá no Santuário, cada judeu deve iluminar sua casa e suas redondezas com a sagrada luz da Torá.

Aharon era um kohen, mas também o é cada membro do povo judeu, como está escrito: “Sereis para Mim um reino de sacerdotes”. A outorga da Tora no Monte Sinai transformou cada judeu num “kohen”.

A menorá ficava no Santurário (e posteriormente no Bet Hamikdash em Jerusalém). Do mesmo modo, cada lar judeu é um “Santurário” para D-us. O versículo “habitarei no meio deles” significa que D-us mora dentro de cada judeu. Portando, cada lar judeu é uma moradia para a Divina Presença.

A luz que Aharon acendia era “perpétua”, e é assim que deve ser a luz de cada casa judaica: deve brilhar sempre. A luz de santidade da Torá tem de arder noite e dia, e preencher todos os cantos da residência judaica.

Todos os judeus, principalmente as crianças, têm o poder de dotar a casa de santidade. Como isso é feito? Expressando uma consciência de D-us em cada momento do dia.

Tão logo um judeu acorda de manhã ele diz: “Modê Ani” (Te agradeço); ao comer, diz as bênçãos apropriadas antes e depois. Durante o dia, comporta-se de acordo com as leis da Torá, e de noite, fala “Shemá Yisrael” antes de dormir.

A Torá e suas mitsvot são comparadas a luz: “Uma mitsvá é uma vela, e a Torá é luz.” De fato, a Torá e seus mandamentos são o meio através de que um judeu pode iluminar o “Santuário” de sua casa.

Acender a menorá também tem ligação com a Redenção Final com Mashiach:

A menorá que ficava no Santuário e no Bet Hamikdash tinha sete luzes, como consta: “As sete velas darão luz.”

Quando Mashiach chegar, os judeus que estão dispersos pelo mundo retornarão para Israel em sete caminhos, como está escrito no livro de Yishayáhu: “E [D-us] terá Sua mão sobre o rio… e o baterá em sete córregos.”

Assim, espalhar a luz da Torá e das mitsvot em nossa própria casa serve para apressar a vinda de Mashiach, com a Redenção Final, que seja agora.

Adaptado de “Licutê Sichot”, Vol. 23.

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

(Inglês)

Leilui nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shmuel ben Aba

Zeev ben Feigue

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sefirat HaÔmer, Mulheres e Chinuch

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Uma carta do Rebe para a 21ª. Convenção Anual do Conselho Nacional Americano de Neshei uBnot Chabad

Brooklyn, N.Y.

Que D-us abençoe todas vocês!

Recentemente tem-se chamado a atenção para o assunto de chinuch (educação de Torá das crianças), e ligado a isso, o talento, o mérito e as responsabilidades especiais que foram dadas às mulheres nessa área vital.

Visto que a Convenção está acontecendo nos dias da Contagem do Ômer, também há ligação, no tempo, entre as mulheres e chinuch.

Os dias da Sefirá (contagem) ligam a Festa do Êxodo (nossa libertação do Egito) à Festa de Matan Torá (a Outorga da Torá no Sinai). Isso enfatiza o fato de que o objetivo da libertação do cativeiro no Egito foi receber a Torá. Como, de fato, D-us tinha dito a Moshê Rabênu, desde o início, que quando ele liderasse o povo para sair do Egito, os israelitas “serviriam a D-us (receberiam a Torá) nesta montanha.” Ao mesmo tempo, isso também enfatiza que só podemos obter liberação verdadeira através da Torá.

Nesses dois acontecimentos – a libertação do Egito e o recebimento da Torá – as mulheres judias tiveram um papel fundamental, como dizem nossos Sábios que foi pelo mérito das boas mulheres judias que fomos libertos do Egito; e antes mesmo de a Torá ser outorgada, e antes que pudéssemos recebê-la, as mulheres (“a Casa de Yaakov”) tiveram que ser abordadas primeiro, e só depois, os homens (“os Filhos de Israel”).

O significado de Torá (“ensinamento”) é que ela ensina ao judeu como se comportar em sua vida diária, desde a mais tenra infância e durante toda a vida. É justamente disso que trata o chinuch.

E exatamente como naquela época no Egito, que foi em grande parte por mérito das mulheres, esposas, mães e filhas judias que uma nova geração foi criada, que se elevou ao nível espiritual mais alto para receber a Torá com naassê venishmá (aceitação incondicional de primeiro fazer e depois compreender), assim é em todas as épocas, e principalmente na atualidade, quando as mulheres, esposas, mães e filhas judias têm um papel especial na educação das crianças, seus próprios filhos, bem como outras crianças na sua vizinhança.

Estou, portanto, confiante de que a Convenção aproveitará ao máximo a oportunidade de ocupar-se com o assunto de Chinuch e dos métodos e meios de fortalecer e promover uma educação fiel à Torá tanto em qualidade quanto em quantidade, ajudando a levar o que há de melhor em Chinuch de Torá para o maior número de crianças. Isso deve refletir-se numa ligação maior e numa dedicação maior à Torá, que é Torat Chayim (uma Torá de Vida), e suas mitsvot – que são a própria vida de nosso povo judeu.

Que D-us dê Suas benções para que a Convenção realize todas as suas expectativas e mais, tanto material quanto espiritualmente.

Com bênçãos de Hatslachá (sucesso) e boas notícias.

(Assinado: Menachem Schneerson)

Do livro: “Letters by the Lubavitcher Rebbe Slita

Rabbi M. M. Schneerson

To N’shei uBnot Chabad

1956-1980”

Págs. 48-49

(Inglês)

 

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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A Torá no Deserto

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A Torá foi outorgada no deserto. E não é conicidência que Parashat Bemidbar (No Deserto)é lida antes da festa da outorga da Torá – Shavuot.

O que podemos aprender do fato de a Torá ter sido outorgada justamente no deserto?

A – Um deserto é um terreno sem dono, que pertence a todos por igual. Não é propriedade privada, como uma casa ou um jardim.

A Torá não pertence a um indivíduo. Pertence a todos por igual. A Torá é uma herança de todos os judeus, e todo judeu precisa e pode estudá-la.

B – No deserto só tem pó, terra e areia, não tem vegetação nem habitantes.

É como se estivesse nos dizendo:

Para receber a Torá é preciso ser como o pó, humilde, e não orgulhoso. Como disseram nossos Sábios: “Quem cumpre a Torá? Quem se considera um deserto.”

C – No deserto, não se encontram as necessidades básicas do ser humano, como água, alimento e vestimentas. Não há água – não chove. Não há comida – nada cresce lá. Nem mesmo roupas há no deserto para comprar.

Quando o povo judeu estava no deserto, confiou em tsadikim (justos), por cujo mérito Hashem lhe proveu essas necessidades básicas. Pelo mérito de Miriam – Hashem deu água ao povo judeu. Pelo mérito de Moshê – Hashem lhe deu alimento. Pelo mérito de Aharon – Hashem lhe deu as nuvens de glória, que passavam as roupas, que cresciam à medida que as pessoas iam crescendo.

Foi justamente num lugar assim que a Torá foi outorgada.

Para nos dizer que –

Devemos estudar Torá sem pensar primeiro em comida, água ou roupas. Nossa função é estudar Torá e cumprir mitsvot, e confiar em D-us que nos proverá dessas necessidades.

D – O deserto é um lugar de perigos, onde há animais ferozes, cobras e escorpiões. E foi justamente lá que a Torá foi outorgada.

Para nos dizer –

Um judeu que se encontra na galut  (exílio) – encontra-se em perigo. A cobra – o yêtser hará  (a má inclinação) – quer prejudicá-lo, fazê-lo tropeçar e pecar.

É justamente nessa situação que deve-se estar ligados com a Torá, estudá-la e cumprir suas mitsvot.

Adaptado de “Likutê Torá”, Vol. II, págs. 308-309

“Hitvaaduiot – 5745”, págs. 2113-2115 e 2135-2136

Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IV, págs. 1-3

(hebraico)

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

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A Chave do Sucesso

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Quando o povo judeu saiu do Egito, Hashem ordenou que ao entrar na Terra de Israel, a terra deveria ser trabalhada durante seis anos e no sétimo ano deveria ser deixada de pousio. “A terra deverá, então, guardar um Shabat para D-us.” Este mandamento, é a mitsvá de shemitá (o ano sabático).

É interessante notar que na Torá a sequência dos anos vem na ordem inversa. Primeiro, o ano de shemitá é mencionado: “E a terra guardará um Shabat”, em seguida vêm os seis anos que o precedem: “Seis anos semearás teu campo.” O motivo da sequência invertida é a influência significativa que o ano sabático exerce sobre os primeiros seis. A verdade é que o ano de shemitá é a fonte de força de onde os outros anos adquirem sua vitalidade. Do mesmo modo, é do sagrado Shabat que adquirimos a capacidade para trabalhar durante os seis dias de trabalho da semana. O dia do Shabat exerce uma influência poderosa sobre os dias que o precedem.

Algumas pessoas acham difícil de entender como um judeu pode viver de acordo com a Torá num dia de semana normal. Como pode levar a vida com tantas restrições e mandamentos? O mundo inteiro à sua volta está cheio de não-judeus, para quem a Torá é um conceito estranho. Além do mais, a cultura dominante em que está imerso parece funcionar de acordo com princípios totalmente diversos. Como se pode esperar de um judeu que ele possa competir de modo realista com o mundo como um todo e aguente toda a pressão?

A resposta está em Parashat Behar. Os seis dias de semana começam com o conhecimento de que o sétimo dia é santificado, “um Shabat  para D-us”. A santidade do Shabat nos dá forças para superar todas as dificuldades e nos possibilita viver estritamente de acordo com os mandamentos da Torá. A verdade é que só somos bem sucedidos quando vivemos a vida de acordo com a Torá.

De modo semelhante, o ano sagrado de shemitá influencia os primeiros seis anos do ciclo, quando trabalhamos a terra. O judeu pode enfrentar o mundo como um todo por adquirir forças do sétimo ano – e justamente por meio de cumprir mitsvot.

Adaptado de Likutê Sichot, Vol. II.

Adaptado de  http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

 

 

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Rebes e Chassidim

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No ano 5658, disse o Rebe Rashab, nishmatô Êden:

Mesmo se procurarem em todos os países, não encontrarão a ahavat Yisrael (o amor) que sentem os rebes pelos judeus, nem a missirut nêfesh que os rebes têm pelos chassidim.

[Sêfer HaSichot 5705, págs. 94-95]

Otsar Siputei Chabad, Vol.X, pág.101

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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Ricos e Pobres

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Certa vez, perguntaram ao Rebe Maharash: “Por que quando um pobre entra para yechidut (audiência particular) com o senhor, fica alguns minutos e sai logo, ao passo que  um rico fica na yechidut no mínimo meia hora?”

O Rebe Maharash respondeu:

“Quando um pobre entra para yechidut, logo conta qual é sua situação: que não tem parnassá (sustento), e eu o abençôo para que Hashem o ajude com sustento em abundância. Um rico, porém, quando entra para yechidut, começa dizendo que é rico e que tem vários negócios, e só depois de muita averiguação, descobre-se que ele tem muitas dívidas, maiores que o valor de todos os seus negócios, e que ele é, de fato, muito pobre. E até eu descobrir que ele não é rico demora no mínimo meia hora.

“Otsar Sipurei Chabad”, Vol.XVIII, págs. 127-128.

(hebraico)

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

 

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