Sefirat Haômer

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 A mitsvá de Sefirat Haômer, de contar a partir da segunda noite de Pêssach 49 dias: sete semanas completas assemelha-se à mitsvá de contar sete dias “limpos” desde o final da menstruação até a noite da tevilá (imersão) no mikvê. Ambas as contagens são processos de purificação. A da mulher casada é um preparo para o mikve, ao passo que a contagem do Ômer precede a enorme revelação da Outorga da Torá.

A mulher só sai do estado de impureza ao concluir a contagem dos “sete limpos” e imergir num mikvê. Só então pode voltar a reunir-se com seu marido e “ser uma só carne”.

O mesmo ocorre com a contagem do Ômer. Durante os 49 dias da Sefirá o Serviço Divino é anular os assuntos indesejáveis, “afastar-se do mal”. Só após completar a contagem e a purificação vem o assunto de “fazer o bem” – a Outorga da Torá.

(Do livro “El Neshei Ubnot Yisrael” –

A mulher, a mãe e a moça judias

segundo o Rebe de Lubavitch.

Editor: Rav Zusha Wolf)

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Pão de Queijo para Pêssach

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Ingredientes:’

1 kg de polvilho azedo

4 colheres de chá de sal (ou a gosto)

½ litro de água

170 ml de óleo

4 ovos (se o queijo for mais seco, acrescente mais ovos)

1 kg de queijo ralado (uso prato ou mussarela)

 

Modo de fazer:

Misture o polvilho com o sal.

Ferva a água junto com o óleo e em seguida verta sobre o polvilho, mexendo bem, para formar um “grude”.

Deixe esfriar um pouco, acrescente os ovos e o queijo, misture e forme bolinhas. Asse e bom apetite!

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O que é liberdade?

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O assunto principal de Pêssach é a liberdade – a libertação dos judeus dos opressores egípcios. A comemoração desta liberdade é de tal importância no judaísmo, que devemos vivenciar o Êxodo diariamente: “Em cada geração a pessoa deve considerar-se como se ela própria tivesse saído do Egito.” Mas que tipo de liberdade, exatamente, os judeus adquiriram quando saíram do Egito? Não retiramos o jugo do faraó apenas para substituí-lo por um jugo maior ainda? “Quando tirares o povo do Egito, ele deverá servir a D-us”, ouviu Moshê. D-us retirou todo o povo judeu da escravidão do Egito, apenas para que se tornasse submisso a Ele! Cumprir a Torá e seus 613 mandamentos é, de fato, um pesado jugo. Não é contraditório afirmar que os judeus foram libertos do cativeiro se, em seguida, encontraram-se sob um novo tipo de servidão? O conceito de liberdade é relativo, depende de muitos fatores. O que é liberdade para uma planta é bem diferente da liberdade necessária para um animal ou um ser humano. Uma árvore necessita de bom solo, muita chuva, ar e sol para florescer. Mas essas condições seriam o oposto de uma existência livre para um animal, que não está enraizado ao solo, e precisa de liberdade de movimentos, além de alimento e água. Quando subimos a escada de criação, percebemos que a liberdade que é suficiente para um animal, não é liberdade para um ser humano. Se satisfizéssemos a todas as necessidades físicas de uma pessoa, mas não permitíssemos que seu intelecto se satisfizesse, seria uma terrível privação. A liberdade, para o Homem, abrange o reconhecimento de que ele tem a necessidade de preencher seus anseios intelectuais, desenvolver todo o seu potencial, como ser humano. E mais, até mesmo a realização intelectual não é verdadeira liberdade para um judeu. Sua alma judia também tem de ser levada em consideração, essa “verdadeira partícula Divina” que é herança de cada membro da nação judaica. Mesmo quando sua alma está revestida num corpo físico, mantém sua conexão íntima com sua fonte Divina. Um judeu só pode encontrar a verdadeira liberdade e realização quando sua alma tem a oportunidade de fortalecer essa ligação com D-us, através da Torá e seus mandamentos. É por isso que nossos Sábios disseram: “Uma pessoa realmente liberada é quem se ocupa com o estudo da Torá.” Para um judeu, a Torá é vital, como a água para o peixe. A Torá não é um peso, é nossa própria vida. Tal como um peixe só pode viver na água, a Tora é o único habitat adequado para o judeu. Portanto, liberdade é o que possibilita a cada organismo do Universo atingir seu potencial pleno. Para um judeu, cuja alma é sua verdadeira essência, a verdadeira liberdade é a que lhe possibilita aproximar-se cada vez mais de D-us – estudar Torá e cumprir mitsvot (mandamentos).

Adaptado das obras do Rebe de Lubavitch.

(Traduzido de “L´Chaim Weekly”, www.lchaimweekly.org)

Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim.

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Bolo de Pêssach

 

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É uma receita que aprendi com minha sogra, que o fazia com farinha de matsá. Faço-o com farinha de mandioca em flocos, só que antes a trituro no liquidificador até ficar bem fininha. A propósito, praticamente todas as receitas de farinha de matsá podem ser feitas com a farinha de mandioca. Ninguém nem percebe a diferença.  Publico-a para elevação da alma de Miriam bat David, minha sogra, que chamava este bolo de “cúvelo” que não sei em que língua é, mas suponho que signifique pão-de-ló.

 

Ingredientes:

Para cada ovo, uma colher de sopa rasa de farinha de mandioca e uma colher de sopa cheia de açúcar.

 

Modo de Fazer:

Bata as gemas com o açúcar e a farinha de mandioca até tornarem-se um creme bem clarinho. À parte, bata as claras em neve e as misture levemente ao creme das gemas.

 

Asse em forma untada e polvilhada com farinha de mandioca, até que um palito saia limpo.

 

Pode variar acrescentando cacau ou, se quiser, em vez de açúcar, ponha sal a gosto: torna-se um “keizel” (bolo salgado) delicioso que substitui o pão.

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Pudim Parve Delicioso

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Ingredientes para o Pudim:

2 vidrinhos de leite de coco

1 vidrinho (do leite de coco) com água

5 ovos

1 pitada de sal

1 copo faltando um dedo de açúcar

1 colher de café de baunilha

1 colher de sopa de amido de milho

 

Para o caramelo: 

¾ de copo de açúcar,

¾ de copo de água

sumo de ½ limão

 

Modo de Fazer:

Numa forma de buraco, faça o caramelo e o espalhe na forma.

Bata no liquidificador todos os ingredientes do pudim.

Asse no forno, em banho-maria.

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Reb Gavriel Nossê-Chen

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Relata o Rebe de Lubavitch:

 

Contarei, resumidamente, a famosa história sobre um dos primeiros chassidim do Alter Rebe: Reb Gavriel Nossê-Chen e sua esposa, Chana Rivka.

Reb Gavriel era um dos judeus mais ilustres de Vitebsk. Vinte anos após seu casamento, ele e sua esposa ainda não tinham filhos. Depois, devido a perseguições contínuas, empobreceu. Ficou muito chateado, portanto, quando lhe chegou um apelo do Alter Rebe para que participasse de um caso de Pidyon Shevuyim (resgate de prisioneiros)com uma contribuição considerável, como costumava fazer no passado, mas que agora estava além de suas posses. Quando sua esposa soube do dilema do marido, vendeu suas jóias e conseguiu o dinheiro necessário. Depois, esfregou e poliu as moedas até que brilharam intensamente e, com uma prece no coração para que o Mazal (sorte) deles também brilhasse, embrulhou as moedas numa trouxinha que entregou ao marido para que levasse para o Alter Rebe.

Quando Reb Gavriel chegou diante do Alter Rebe em Liozna, pôs a trouxinha com o dinheiro sobre a mesa. O Alter Rebe disse-lhe que a abrisse. As moedas apareceram brilhando intensamente.

O Alter Rebe concentrou-se em seus pensamentos e disse em seguida: “De todo o ouro, prata e cobre que os judeus doaram para o Mishkan (Santuário), nada brilhava mais que o Lavabo e seu Pedestal (que foram feitos com os espelhos de cobre doados pelas mulheres judias com desprendimento e alegria). Diga-me, onde conseguiu essas moedas?”

Reb Gavriel teve de revelar ao Rebe o estado de seus negócios e como sua esposa, Chana Rivka bat Beila, tinha conseguido o dinheiro.

O Alter Rebe pôs a cabeça sobre as mãos e ficou em Dveikut (profunda ligação com D’us) durante algum tempo. Em seguida, levantou a cabeça e concedeu a Reb Gavriel e sua esposa a bênção de filhos, vida longa, riquezas e uma graça extraordinária. Disse a Reb Gavriel que fechasse seu negócio em Vitebsk e começasse a negociar com pedras preciosas e diamantes.

A bênção do Alter Rebe cumpriu-se. Reb Gavriel Nossê-Chen (“de quem todos gostam”) tornou-se muito rico. Ele e sua esposa foram, também, abençoados com filhos e filhas. Viveu até a idade de 110 anos, e sua esposa viveu mais dois anos após o falecimento do marido.

(“Letters by the Lubavitcher Rebe Shlita, Rabbi M.M. Schneerson to N’shei uBnot Chabad, 1956-1980)

 

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Sorvete Parve Facílimo

 

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Ingredientes:

5 ovos

3 colheres de sopa de gordura vegetal

1 vidrinho de leite de coco

1 colher de chá de baunilha

¾ copo de açúcar (ou a gosto)

 

Modo de fazer:

Bater tudo no liquidificador durante 5 minutos.

 

Variações:

Pode acrescentar chocolate em pó ou café solúvel, ou pedacinhos de chocolate ou frutas.

Tire do congelador um pouco antes de servir, pois ele fica bem durinho.

 

Obs:

Quem me deu essa receita foi D. Rivka Begun, que tenha vida longa e refuá shleimá.

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Proteção para os Filhos

 

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 Usar peruca é uma segulá para filhos e netos, parnassá (sustento) e saúde, conforme consta no sagrado livro do “Zôhar”, que quando a mulher judia casada cobre o cabelo, isso ajuda para “bani, chayi umezoni = filhos, vida e sustento.

(“El Neshei Ubnot Yisrael”- A mulher, a mãe e a moça judias de acordo com a visão do Rebe de Lubavitch)

 

 Desculpem, mas também desta vez, procurei, mas não voltei a encontrar a história abaixo, mas sei que a li num livro confiável. D. Esther za’l também a contou em uma de suas aulas.

 

Houve uma época em que o governo russo proibiu as mulheres judias de usarem  um tipo de chapéu, que elas usavam naquela época para cobrir os cabelos. Algumas não resistiram, enquanto outras, apesar do perigo, continuaram seguindo o costume e a mitsvá que obriga as mulheres judias casadas a manter os cabelos cobertos. Vinte anos depois, houve uma ampla convocação de rapazes judeus para o exército. Dentre as mulheres que permaneceram firmes e não descobriram o cabelo, nenhum de seus filhos foi levado para o exército. Quanto às outras, passaram por sofrimentos indescritíveis…

* * *

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Atrás da Porta

 

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A história abaixo apareceu no jornal “Dos Yiddishe Vort” nos anos 60 e aconteceu nos meados da década de 30.

Dorothy Schiff, editora do “Washington Post” e posteriormente do “New York Post” era uma mulher judia muito rica e influente. Entre os amigos da Sra. Schiff estava o Dr. Jacob Smithline, médico especialista em coração e pulmões, que era muito próximo ao Lubavitcher Rebe Anterior, Rabi Yossef Yitschak Schneersohn, o Rebe Rayats. De fato, há muitas cartas do Rebe Anterior para o Dr. Smithline nos volumes de cartas publicadas do Rebe Anterior.

 Em uma dessas cartas ao Dr, Smithline, o Rebe Anterior pediu ao médico para fazer os maiores esforços a fim de divulgar a mensagem de taharat hamishpachá – as leis de pureza familiar.

O Dr. Smithline incumbiu-se dessa missão do Rebe Anterior e aproveitava todas as oportunidades para escrever e falar em público sobre o assunto. Também publicou folhetos em inglês, explicando, em detalhes, as leis dessa mitsvá e enviou muitas cópias ao Rebe Anterior, em Riga, a pedido do Rebe. Sempre que o Dr. Smithline falava a grupos de mulheres sobre assuntos de medicina, dava um jeito de “contrabandear” o assunto de taharat hamishpachá.

Em certa ocasião, o Dr. Smithline perguntou a Dorothy Schiff se ela gostaria de receber em sua casa um grupo de amigas, todas elas abastadas e influentes, a maior parte delas, judias – para que ele falasse sobre “assuntos de mulher”. A Sra. Schiff concordou e o Dr. Smithline foi o palestrante convidado.

Iniciou a noite com uma discussão sobre os avanços da medicina em assuntos femininos e em seguida falou sobre taharat hamishpachá. O médico abriu espaço para perguntas e houve uma animada discussão. Passaram-se alguns minutos e a Sra. Schiff pediu ao médico e às convidadas que a seguissem a outra parte da casa, pois ela tinha algo que gostaria de mostrar.  

A Sra. Schiff levou os convidados através da casa, até um andar inferior. Parou diante de uma linda porta de madeira. Quando a Sra. Schiff abriu a porta, o Dr. Smithline ofegou. Para grande espanto de todos, atrás daquela porta havia um mikvê kasher (um mikvê é uma piscina construída de maneira especial, essencial ao cumprimento das leis de taharat hamishpachá).

A Sra. Schiff relatou como chegou a ter o mikvê particular, em casa. Seu pai, Jacob Schiff, era um sustentáculo da comunidade judaica americana. Ajudou incansavelmente aos judeus russos, principalmente durante a Primeira Guerra Mundial. Durante a vida, o Sr. Schiff fez tudo o que esteve ao seu alcance para preservar o judaísmo nos Estados Unidos, embora não fosse estritamente ortodoxo. Jamais pensou que o cumprimento da Torá e das mitsvot floresceria, devido ao clima que havia durante sua vida. Via apenas o declínio do judaísmo aqui, que D-us nos livre.

Desejava muito que seus filhos permanecessem comprometidos com o judaísmo. Incentivou, portanto, as três filhas a cumprir a mitsvá de taharat hamishpachá. Para isso ajudou cada uma delas a construir seu próprio mikvê em casa.

Dorothy Schiff concluiu dizendo que foi assim que chegou a possuir esse lindo mikvê em casa e cumpria as leis de taharat hamishpachá.

(Traduzido de L’Chaim Weekly, www.lchaimweekly.org)

Reimpresso com permissão do

“Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim

 

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A Essência da Torá – Para as Mulheres………… BS’D

 

Homenagem ao aniversário de falecimento da Rebetsin Chaya Mushka, esposa do Rebe de Lubavitch, 22 de Shevat

 

“Assim dirás à casa de Yaakov e anunciarás aos filhos de Yisrael.”

(Shemot XIX, 3)

Antes da Outorga da Torá, no Monte Sinai, D-us falou a Moshê Rabênu: “Assim dirás à casa de Yaakov e anunciarás aos filhos de Yisrael.” Quem é bet Yaakov (a casa de Yaakov)? Consta no Midrash: “São as mulheres.” E o Midrash explica que na ordem para os homens, a palavra usada foi “tagueid” – uma linguagem severa, no comando para as mulheres, porém, consta “tomar” – um linguajar brando.

Essa não é a única diferença entre as maneiras de transmitir as ordens Divinas aos homens e às mulheres. Na Mechilta é enfatizada mais uma diferença: Moshê foi instruído para transmitir às mulheres “apenas roshê devarim (os fundamentos)”. Aos homens, porém, deveria comunicar “dikdukê devarim (os detalhes)”, ou seja todos os detalhes e pormenores.

As Bases e as Normas

À primeira vista, parece haver, aqui, um desprezo pelas mulheres – fala-se para elas as palavras da Torá em uma linguagem branda, além de lhes transmitir apenas assuntos fáceis e resumidos, assumindo-se que elas possuem inteligência limitada e que lhes será difícil entender e assimilar todos os detalhes da Torá.

Ao atentar às palavras da Mechilta, porém, surge uma abordagem totalmente diversa. “Roshê devarim” não significa assuntos fáceis e sim, as bases e as normas. Ou seja, D-us ordenou a Moshê Rabênu transmitir às mulheres os fundamentos e as bases da Torá, de onde se originam todos os pormenores das halachot (leis), que foram detalhadas para os homens.

O Mérito das Mulheres

Os fundamentos e as bases são a essência da Torá. Foi essa, também, a ordem da revelação dos Dez Mandamentos – inicialmente foram pronunciados os dois primeiros Mandamentos, “Anochi (Eu sou)” e “Lô ihiê lechá (Não terás)”, que são “os fundamentos de toda a Torá”, uma vez que “Anochi” contém todas as 248 mitsvot positivas, e “Lô ihiê lechá” contém todas as 365 mitsvot negativas. Vemos, portanto, que os fundamentos incluem a essência e o âmago de toda a Torá.

As mulheres receberam a essência da Torá, por lhes ter sido transmitidas as bases e fundamentos da Torá. Os homens, porém, receberam os detalhes e pormenores, que são de um nível inferior. Vemos daí que essas palavras enfatizam, justamente, a vantagem das mulheres.

A Fé Ilumina

O motivo disso é que nas mulheres brilha a fé simples e o temor a D-us de uma forma mais revelada. D-us criou as mulheres de tal forma que o intelecto não domina sua personalidade e, obviamente, não atinge nem enfraquece a força da fé sincera que possuem. Estão, portanto, mais ligadas à essência da Torá, e por isso a pertinência ao povo judeu é determinada, justamente pela mãe, e não pelo pai (quem é filho de mãe judia – é judeu, e quem tem mãe não-judia, mesmo se tiver o pai judeu – não é judeu).

Tal qualidade das mulheres também está ligada à Redenção: Do mesmo modo que o povo judeu foi redimido do Egito pelo mérito das mulheres justas daquela geração, de acordo com nossos Sábios, igualmente “como nos dias de tua saída do Egito, lhe mostrarei maravilhas” – a futura Redenção  também ocorrerá pelo mérito das mulheres justas (nashim tsidkaniot), e teremos o mérito de aprender a Torá de Mashiach, que revelará para todos nós a “a grande regra” da Torá –o âmago da parte íntima da Torá, imediatamente mamash (mesmo).

Baseado em Likutê Sichot, Vol.XXXI, pág. 93.

(Traduzido de “Shulchan Shabat”, Shemot)

 

(Reimpresso com permissão do

“Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim

Parashat Yitrô 5764)

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