Archive for Devar Malchut

Moshê traduziu a Torá para 70 línguas

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“Na margem (oriental) do Jordão, na terra de Moav, Moshê começou a explicar a Torá”, lemos em Parashat Devarim. Rashi, o grande comentarista da Torá, explica que, logo antes de o povo judeu entrar na Terra de Israel, Moshê “traduziu toda a Torá para os setenta idiomas da humanidade, de modo que cada nação pudesse entendê-la.”

Nossa geração foi comparada à geração dos judeus que saíram do Egito e entraram na Terra Prometida. Tal qual eles, nós também teremos o mérito de entrar na Terra de Israel mas, diferente daquela geração, nosso retorno será duradouro e permanente, pois será conseqüência da Redenção Final.

Além disso, nossa geração tem um mérito adicional no campo da tradução e elucidação da Torá. Moshê traduziu apenas a parte revelada da Torá para os povos do mundo, ao passo que hoje em dia, há traduções para muitos idiomas de uma imensa quantidade de obras de chassidut (o significado esotérico, profundo da Torá). Essas traduções tornam os mais profundos conceitos da Torá acessíveis às pessoas do mundo inteiro, até mesmo a quem jamais teve a oportunidade de estudar a língua sagrada.

Esta etapa do plano Divino para a disseminação do conhecimento da Torá é positiva, tanto para os judeus quanto para os não-judeus. Para o mundo não-judaico, esse estudo serve como preparação necessária para a Era Messiânica, quando todas as nações reconhecerão a posição singular do povo judeu e acreditarão no verdadeiro Criador Único do Universo. A filosofia chassídica, que explica os princípios da verdadeira fé em D-us, prepara o mundo, em geral, para a revelação de Divindade que se dará com a chegada de Mashiach.

O fato de fontes autênticas de Torá estarem acessíveis em muitas línguas também é de grande benefício para o povo judeu que, obviamente também tem a obrigação de se preparar para a Era Messiânica. Não temos tempo para esperar até que cada judeu se torne fluente em hebraico, pois estamos quase na Era Messiânica. Portanto, cada judeu tem a obrigação de estudar o significado profundo da Torá, no idioma que lhe seja mais conveniente, como preparo necessário para a chegada de Mashiach.  

De um pronunciamento do Rebe, Parashat Tavô, 5746

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

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O Pedido de Reuven e Gad

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Em Parashat Matot há um pedido aparentemente estranho das tribos de Reuven e Gad. Alegando possuir muitos rebanhos, os descendentes de Reuven e Gad pediram a Moshê que lhes desse sua porção da Terra de Israel do outro lado do Jordão.

Mais espantoso ainda é o fato de Moshê ter concordado, pois esse território não fazia parte da Terra de Canaan, que ficava ao oeste do Rio Jordão.

Para entender isso, precisamos voltar à primeira promessa de D-us a Avraham: “Para tua semente darei esta terra… a [terra de] Keni, Knizi e Kadmoni…” D-us enumerou um total de dez povos onde o povo judeu, um dia habitaria.

Sete dessas nações foram derrotadas pelos filhos de Israel quando saíram do Egito, as outras três serão conquistadas pelo povo judeu na Era Messiânica.

A verdadeira intenção por trás do pedido de Reuven e Gad era para apressar este processo. O terreno onde fixaram residência fazia parte do território das três nações que ainda deveriam ser conquistadas.

Foi por isso que Moshê concordou com seu pedido, pois considerou uma “preparação” para o completo assentamento da Terra de Israel que acontecerá na Era Messiânica.

De fato, as ações das tribos de Reuven e Gad acrescentaram uma nova dimensão à primeira conquista da terra, aproximando assim a conquista definitiva de toda a Terra de Israel na Era da Redenção.

Adaptado de um pronunciamento do Rebe de Lubavitch

Baseado em:

http://lchaimweekly.org/  (inglês)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

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Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

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Meus Atos Importam?

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Para que a Redenção ocorra, de fato, e que este mundo se revele como sendo a morada de D-us, onde Sua essência é expressa, é preciso mais ação.

Cada um tem de fazer sua parte neste esforço, conforme refletido na afirmação de Maimônides de que a pessoa deve se considerar como perfeitamente equilibrada entre o bem e o mal, e deve enxergar o Universo igualmente equilibrado entre o bem e o mal, e com uma boa ação pode gerar a salvação para si mesmo e para o mundo inteiro.

(O Rebe de Lubavitch no aniversário da chegada do Rebe Anterior à America, 9 de Adar de 5751 – 1991)

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

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Para refuá shleimá bekarov de :

Chaia Mushka bat Margalit Sima Rachel

 

 

 

 

 

 

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Para Entender o Rambam

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Parashat Chukat inicia com as leis da vaca vermelha, com que uma pessoa se purificava de impureza espiritual.

O Rambam (Maimônides), em seu sumário dessas leis, inclui uma interessante observação histórica sobre essa prática:

“Houve, até agora, nove vacas vermelhas desde que esta mitsvá foi dada até a destruição do Segundo Templo Sagrado.

“A primeira foi preparada por Moshê, a segunda, por Ezra, o Escriba, e mais sete entre a época de Ezra e a destruição. A décima vaca vermelha será preparada pelo Rei Mashiach, que seja rapidamente revelado, Amen, que esta seja Tua vontade.”

Essas últimas palavras parecem fora de contexto. Por que Maimônides inclui uma prece pela revelação de Mashiach numa obra legal? Maimônides era muito preciso no uso das palavras.

De fato, deduz-se muitas implicações práticas a partir da linguagem por ele escolhida. Por que, então, ele incluiu essa súplica na discussão dessas leis?

Se sua intenção fosse ensinar a importância de rezar pela vinda de Mashiach, teria incluído essa prece nas leis de Mashiach, e não num capítulo em que Mashiach é mencionado apenas de passagem.

A inclusão dessas palavras após uma breve referência a Mashiach enfatiza, de certo modo, que o assunto da Redenção deve evocar um anseio tão profundo em todo e qualquer judeu, que faz com que ele peça, do fundo do coração: “Que ele seja revelado rapidamente, Amen, que esta seja Tua vontade!”

Sobre a crença em Mashiach, Maimônides escreve: “Quem não acredita nele, nem espera sua chegada… nega… a Torá e Moshê nosso mestre.”

Não basta acreditar que Mashiach vai acabar chegando. Um judeu tem a obrigação de esperar sua chegada o dia inteiro, todos os dias.

Do mesmo modo que a crença em Mashiach é constante, a obrigação de esperar alegremente sua chegada também é um mandamento contínuo. Um judeu deve sempre sentir-se como se Mashiach fosse chegar a qualquer momento, pois esta é a realidade.

Este anseio por Mashiach origina-se de nossa percepção de que um judeu só pode concluir sua missão pessoal na Redenção Final, quando o mundo inteiro atingirá a perfeição. Até lá, nos encontramos em estado de deficiência espiritual.

Portanto, a lição que devemos aprender da escolha de palavras de Maimônides é que quando um judeu espera Mashiach da maneira correta, a simples menção do assunto deve causar uma emoção e um anseio tão fortes a ponto de ele exclamar espontaneamente: “Que ele seja rapidamente revelado, Amen, que esta seja Tua vontade.”

Adaptado de “Likutê Sichot, Vol. 28.

Baseado em:  http://lchaimweekly.org/

Agradecimentos especiais a Minúcia (Mina) Kreimer

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Efraim Kopl ben Eliyáhu

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Yaakov ben Eliyáhu

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Para refuá shleimá bekarov de :

Chaia Mushka bat Margalit Sima Rachel

 

 

 

 

 

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Como se combate terrorismo?

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Parte de um discurso do Rebe – (em 1969)

Quando se sabe que alguém está tentando matar você, a solução não é esperar que todas as outras nações – os 119 representantes na ONU – façam uma votação e decidam se você tem o direito de retaliar, e só depois disso convocar uma reunião do Ministério para ver se ele concorda com os 119 representantes. Esta não é a maneira de lidar com alguém que veio para matar você. A única coisa que precisamos fazer é nos certificar de que ele está, de fato, tentando matar você.

Como podemos saber isso?

Isso é semelhante aos antigos egípcios, alguns dos quais eram tementes a D-us. Alguns desses representantes podem até sair para rezar todo domingo, e dizem que aprenderam que “quando alguém te bate numa face, deve-se oferecer a outra”. Mas isso se refere apenas aos judeus, não a eles. Eles dizem: “Vocês querem retaliar, querem desforra? Onde está seu senso de justiça e moralidade? Como vocês podem fazer uma coisa dessas? Primeiro, levem o caso diante da ONU, e ela vai decidir a posição legal do atacante, e depois vai mandar vocês seguirem suas instruções…”

A Torá nos ensina:

“Não! Não é assim.” Além de essa abordagem ser errada para os judeus, acaba sendo prejudicial para os próprios atacantes. Quando o inimigo está tentando matá-lo, e sua reação é apresentar uma queixa: “Desculpe-me Sr. Cossaco, como você está a fim de matar judeus, fique sabendo que isso viola o estatuto da ONU. Então, você tem de, primeiro, convocar uma reunião e pedir permissão… A verdade é que ontem você atacou sem permissão, portanto já foi… mas você pode mudar seu comportamento de agora por diante!”

As conseqüências disso são inevitáveis: eles não vão parar nos judeus. Uma vez que levaram avante seus ataques a judeus, atacarão não-judeus também. Vão acionar o alarme quando isso acontecer? Por que não protestaram quando estavam atacando os judeus?

“Quando alguém vem matar você” não é hora para debates. Ele tem de ver que você “levanta cedo para matá-lo”. O Midrash não está dizendo que você tem de matá-lo, de fato. Não vai se chegar a tal situação. Quando ele vir que você madrugou com uma demonstração de força, e que se ele tentar atacar, você está preparado para atacar primeiro, ele não vai nem tentar. Essa é a única abordagem que eles respeitarão.

Você pode apresentar queixas, mandar representantes, pode falar sem parar… Todos esses métodos foram tentados e isso custou muitas vidas. E de nada adiantou. Pelo contrário, só piorou a situação. Eles vêem que podem atacar uma vez, duas, três, quatro vezes, e uma quinta vez, e nada acontece. Mas quando você “acorda cedo para matá-lo”, só precisa madrugar e ficar de prontidão. E de fato, isso é para o bem do inimigo, também.

Vide vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=IWOACDZHwwk

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“O meu e o de vocês pertence a ela”

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Tiberias

Dos dias de Sefirat Haomer podemos aprender um ensinamento impressionante sobre o poder das mulheres judias:

Rabi Akiva tinha 24.000 alunos, e todos morreram durante um curto espaço de tempo, durante a contagem do Ômer, até Lag Baomer, que foi quando a epidemia acabou. Após Lag Baomer, Rabi Akiva começou a ensinar Torá a outros alunos. Portanto, os dias da Sefirá estão ligados ao nome de Rabi Akiva.

Uma das muitas qualidades de Rabi Akiva foi ter tido alunos que transformaram um mundo desolado num mundo digno de ser uma morada para o Criador nos mundos inferiores; um mundo sobre o qual D-us falou: “Vim para Meu jardim”, um mundo onde D-us pode se revelar e onde Ele pode Se deleitar como alguém que passeia no jardim.

Dizem nossos Sábios que antes de ter começado a estudar Torá, Rabi Akiva era pastor do rebanho de Calba Savua, um dos milionários de Jerusalém. Rachel, filha de Calba Savua, viu Rabi Akiva e percebeu que ele era modesto, e muito elevado. Disse-lhe: “Se eu me casar com você, você vai estudar Torá na Casa de Estudos?” Ele respondeu: “Sim.” Rachel casou-se com ele discretamente e o enviou para estudar Torá. Quando o pai dela soube, expulsou-a de casa e proibiu que ela usufruísse de seus bens. Rabi Akiva saiu de casa e durante doze anos estudou no Beit Hamidrash. Voltou com 12.000 alunos. Quando chegou em casa, ouviu que um ancião dizia a sua esposa: “Você parece uma viúva de marido vivo.” Ela respondeu: “Acho que ele deveria estudar mais doze anos.” Rabi Akiva entendeu que ela estava lhe dando permissão, e voltou. Estudou mais doze anos e voltou com 24.000 alunos. Quando sua esposa soube que ele estava voltando, saiu a seu encontro. As vizinhas lhe disseram: “Peça emprestado um vestido.” Ao que ela respondeu: “Um tsadik conhece a alma de seu animal.” Quando ela se encontrou com ele, abaixou-se e beijou seus pés. Os alunos a empurraram, mas Rabi Akiva falou: “Deixem-na, pois meu (conhecimento de Torá) e o de vocês pertence a ela.”

Rabi Akiva formou alunos que ergueram o mundo, mas apesar da grandeza de sua alma e de sua grande capacidade, reconhecia que “o meu e o de vocês pertence a ela”. Foi Rachel, sua esposa, quem o incentivara a estudar Torá, e foi por seu mérito que ele teve alunos que iluminaram o mundo inteiro, para todas as gerações.

Há mais uma lição que se pode tirar disso: além de ter a habilidade para educar seus filhinhos, a mulher tem a capacidade de fazer com que a casa inteira seja como um lar judaico deve ser. Ela tem a força para incentivar e estimular o marido e toda a família para que revelem as forças sagradas que estão ocultas em sua alma divina, graças a seu carinho e seu temor a D-us. Como Hakadosh Baruch Hu lhe deu essas aptidões, ela tem a missão sagrada de utilizá-las.

Adaptado do livro:

El Nshei Ubnot Yisrael

(Hebraico)

Págs.: 341-342

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Yaakov ben Eliyáhu

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“[Se] ficou todo branco, está puro”

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Em Parashat Metsorá uma das leis referentes ao mal bíblico da tsaráat parece um tanto estranha.

Se alguém tivesse uma erupção clara na pele, ou um pêlo branco em alguma parte do corpo, era sinal da doença, e ele era declarado “impuro” pelo Cohen. Se, porém, a “lepra” cobrisse todo o seu corpo, era declarado puro. “[Se] ficou todo branco, está puro”, repete a Torá.

Como pode ser que se a “lepra” estiver limitada a uma área, a pessoa está impura, mas quando se espalhar pelo corpo inteiro está pura? Há duas explicações possíveis:

O único motivo para ser considerada pura é que é esta a vontade de D-us. De acordo com a lógica, uma pessoa cuja “lepra” cobre todo o seu corpo deveria estar impura. D-us, porém, decretou que ela está pura.

A própria lei é lógica. Quando a lepra aparece apenas em uma parte da pele da pessoa, é óbvio que ela está sofrendo de uma doença. Se cobrir toda a superfície de sua pele, mostra que aquela é sua constituição e sua natureza, e não é sintoma de uma doença.

O Talmud cita esta lei relacionando-a ao conceito da redenção, utilizando a “lepra” como metáfora para o pecado. “O descendente de David só chegará quando toda a autoridade se tornar herética”, isto é, quando a iniqüidade for sancionada oficialmente e estiver espalhada pelo mundo todo.

Agora, fazemos a mesma pergunta que foi feita a respeito da lepra: se o mundo inteiro estiver envolto em trevas, como será possível que a luz da Redenção penetre? Será que a Redenção acontecerá, justamente, quando o mal for tão intenso que se apodere do mundo inteiro?

Novamente temos duas explicações para resolver nosso dilema:

Não há lógica. Mashiach só chegará quando D-us assim decretar. Portanto, virá sem ter nada a ver com a situação do mundo. Um D-us eterno e todo poderoso pode trazer Mashiach apesar de toda a degradação do mundo.

A propagação do mal através do planeta demonstra que algo incomum está acontecendo. Se não fosse assim, alguns bolsões de moralidade teriam restado. A supremacia absoluta do mal mostra que todas as forças negativas foram exteriorizadas, tendo sido totalmente derrotadas por dentro.

De modo que o fenômeno de “toda a autoridade se tornar herética”, é parte do processo de purificação do Universo, um processo de separação entre o bem e o mal, que acabará culminando com a revelação de Mashiach, quando o mundo estará suficientemente preparado para a luz da Redenção.

Adaptado de: Likutê Sichot, Vol. 32.

Baseado em: http://lchaimweekly.org/lchaim/5775/1368.htm#caption2

(Inglês)

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Yachats

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Um dos passos do Sêder de Pêssach é Yachats (quebrar a matsá do meio).

Quando fazemos Yachats, surgem duas “identidades” radicalmente diversas de Matsá.

Uma das metades da Matsá, o pedaço menor, torna-se o “pão de pobre”. O pedaço maior (Aficoman), por outro lado, simboliza o cordeiro Pascal, que era comido numa atitude de majestade e realeza.

O pedaço menor permanece sobre a mesa; mas o pedaço maior tem de ser escondido.

O pedaço menor é uma Matsá do “exílio”, sobre a qual lamentamos a escravidão de nossos antepassados no Egito; o pedaço maior é uma Matsá da “redenção”, com que ansiamos pelo dia em que voltaremos a comer o cordeiro Pascal.

O pedaço menor nos lembra do Êxodo do Egito, cujos efeitos acabaram sendo revertidos, com outros exílios que o seguiram; o pedaço maior é uma alusão à futura redenção, cujos efeitos serão permanentes e eternos.

Surge, portanto, uma indagação: como é que uma única Matsá pode conter uma personalidade tão dividida? Após ser quebrada em duas, vemos que a Matsá do meio combinava dois temas totalmente diversos. Como puderam coexistir numa única bolacha?

Yisrael Báal Shem Tov, fundador do movimento Chassídico, que reviveu o misticismo, a alegria e a veneração sincera a D-us como ponto focal do judaísmo, às vezes assinava como “Yisrael de Okop”. Okop não é o nome de uma cidade – de fato, o Báal Shem Tov era originário da cidade de Tlost, na Galícia. Okop significa “fenda” em polonês.

Em sua origem, Tlost fora uma cidade murada. Em algum ponto da história, porém, as muralhas foram destruídas, deixando muitas fendas. Os pais do Báal Shem Tov eram tão pobres que não tinham nem uma casinha modesta para morar. Procuraram abrigo, portanto, em uma daquelas fendas. E foi lá que o Báal Shem Tov nasceu – daí sua assinatura: “Yisrael da fenda”.

O Báal Shem Tov não foi o Mashiach. Mas temos a promessa de que o reviver místico por ele iniciado acabará sendo responsável por trazer a Era Messiânica (Keter Shem Tov). Quando o Rebe Shalom Dov Ber de Lubavitch contou essa história, concluiu: “Das fendas do Báal Shem Tov adquirimos forças para sair de todas as demais fendas, pois a influência do Báal Shem Tov é inabalável.”

Que ironia impressionante! A influência imensa do Báal Shem Tov, que acabará sendo responsável pela utopia mundial do futuro, teve um início tão lastimável! E toda a humanidade terá, um dia, riqueza e abundância material graças a uma pessoa que viveu numa fenda!

Mas este é o ponto, exatamente. Como disse o Salmista: “Do aperto clamei a D-us; D-us me atendeu com magnitude.” (Tehilim 118:5). A imensa amplitude só pode vir depois de termos passado pelo tremendo aperto.

E é essa a dinâmica que a Matsá do meio simboliza. A pobreza e a redenção surgem de uma única Matsá para nos ensinar que o trágico e a ventura são subsequentes.

Portanto, se você olhar em volta e vir um mundo fragmentado, sem que se aviste solução, não se desespere. A verdade é que Mashiach está logo ali, na esquina, e logo vai surgir de nossas fendas, com a ajuda de “Yisrael de Okop”.

(Baseado na Sichá do Rebe na segunda noite de Pessach de 5720)

Adaptado de: “The Kol Menachem Haggadah” (Inglês),

Págs. 40-42)

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A Prioridade da Sexta-feira

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Se quiser  receber um vídeo (curto) do Rebe – todos os dias, menos Shabat e Yom Tov, é só entrar em contato com o Whatsapp acima.^

 

Diz o Rebe:

Como todo judeu sabe – e obviamente a dona de casa judia está ciente disto – a principal ocupação e o principal esforço da sexta-feira (e sua diferença dos demais dias da semana) é como fazer os preparativos para o Shabat.

Qual a diferença entre o Shabat e a sexta-feira, quinta-feira e todos os demais dias da semana? É que o Shabat é um dia sagrado: Shabat Kôdesh.

Portanto, entende-se que se o dia é um dia sagrado, todos os conceitos do dia estão também repletos de uma santidade especial. É por isso que antes da refeição do Shabat fazemos o Kidush. Pois a palavra Kidush significa santidade, e fazendo o Kidush antes da refeição, santificamos a própria refeição. Além da berachá que se costuma fazer antes de ingerir qualquer alimento, temos uma santidade adicional no Shabat ao iniciarmos com o Kidush. E como mencionado, o Kidush está ligado com a refeição que o segue.

Aparentemente, comemos alimentos semelhantes aos que comemos nos dias de semana, mas para o Shabat, a dona de casa se esforça para fazer pratos especiais para que nos próprios alimentos, na comida judaica – perceba-se que é uma refeição especial. E por que é especial? Porque tem ligação com um dia sagrado.

Adaptado de um vídeo de:

myMaor.org

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Amor e não Repreensão

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Quando se escreve uma carta durante o mês de Elul é costume judaico desejar que o destinatário seja inscrito e selado para um ano bom e doce. Alguns começam a abençoar o próximo desta maneira ainda a partir do dia 15 do mês de Av. E isto mesmo se a carta tratar de outros assuntos que não têm nada a ver com este.

A Torá nos ensina que todos os que abençoam são abençoados e que se deve evitar o oposto, principalmente no mês de Elul, deve-se ter o cuidado de usar apenas palavras de bênção. Obtemos assim da Torá o conselho, bem como a força para modificar o passado.

Devemos acabar com essa prática de criticar judeus e Elul deve ser uma época em que cada judeu abençoa cada judeu (e todos os judeus) com o bem revelado e perceptível. E essas bênçãos devem ser expressadas verbalmente

Baseado nas palavras do Rebe.

Se quiser receber vídeos da JEM no WhatsApp com conselhos do Rebe aos pais – “Parenting – The Rebbe’s Advice” é fácil:

  1. Acrescente o número +17187746000 aos contatos de seu telefone.
  2. Mande uma mensagem de WhatsApp com a palavra “Subscribe” e o idioma de sua escolha (English, Hebrew, French or Spanish).

Leilui Nishmat:

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