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A EPIDEMIA E A BERACHÁ

BS’D

No ano de 5628, houve uma epidemia de cólera em várias regiões. A cidade de Kremenchug enviou um shaliach especialao tsadik, Rabi Aharon de Tchernobil para o Shabat Parashat Reê. O shaliach levou consigo um pidyon, em nome da comunidade, pedindo compaixão, para que a doença cessasse.

Na noite de Shabat, durante a refeição, disse o tsadik:

– O sagrado “Or Hachayim” diz que Moshê Rabeinu falou para o povo judeu “Reê Anochi” (Devarim 11:26) olhem para mim e terão berachá, não posso dizer isso, mas digo: “Vehaklalá im ló (e a maldição se não)” (Devarim 11:28). Quando Tu, Ribonô shel Olam, não lhes deres maldição, serei fiador de que “obedecerão as mitsvot de Hashem”.

E acrescentou:

– Olha, infelizmente, já deste maldição, e qual foram as consequências? Nos “nove dias” eu mesmo escrevi que comessem carne, e em Tishá Beav escrevi para todos os judeus que não jejuassem. Portanto, é melhor, Ribonô shel Olam, Vehaklalá im ló” e verás com certeza que obedecerão as mitsvot de Hashem. Hashem, abençoado seja, protegerá todo o povo de Israel, e especialmente a cidade de Kremenchug, de doença e de toda e qualquer desgraça, e que mereçamos a Gueulá Shleimá.

Adaptado de:

Sipurei Chassidim”, Moadim

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Págs.376-377

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

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CASAMENTO DESFEITO NO CÉU

BS’D

Alguns casamentos são feitos no Céu, outros são desfeitos no Céu.

O Rabino Binyomin Zilberstrom relatou o seguinte:

Esta história aconteceu aproximadamente em 2004 ou 2005. Telefonei para um judeu que eu conhecia, perguntei-lhe: “Como vai você? Como está a família?”

Eu sabia que ele tinha uma questão familiar complicada: infelizmente, estava casado com uma mulher não-judia. Ele era um judeu que dava tsedaká, tinha uma fé simples e verdadeira. Levava tudo a sério. Recentemente começara a pôr Tefilin. Não sei se todos os dias. Hoje, é possível que coloque Tefilin diariamente, mas na época não sei se diariamente. Em todo caso, era um judeu que tinha entusiasmo em cumprir uma mitsvá.

Naquela conversa telefônica, ele me disse:

“Quero lhe pedir que peça ao Lubavitcher Rebe uma berachá para mim: para que eu tenha sucesso nos negócios.”

Respondi:

“Assim que eu desligar o telefone, vou sentar e escrever uma carta para o Rebe, pedindo uma berachá para você.”

Enviei para o Rebe, em seguida coloquei a carta no Igrot Kôdesh. Quando abri o Igrot Kôdesh, me espantei ao ver uma carta curta, mas muito, muito forte.

“Assustei-me ao escutar sobre alguém que mora com uma mulher não-judia. Tente se encontrar com ele assim que possível, e diga-lhe que vivendo com uma mulher não-judia ele está trazendo uma calamidade sobre si e também sobre a mulher que não é judia.”

Quando li isso, perguntei a meu amigo, o Rabino Havlin, o que eu deveria fazer: deveria telefonar-lhe?

Ele me disse que aquele não era um assunto a ser discutido por telefone. É preciso viajar e lhe dizer isso. Surgiu a ideia de perguntar ao Rabino Mordechai Eliyahu, de abençoada memória, que na época era o Rabino-Chefe, e morava em Yerushalayim. O Rebe o respeitava muito, de diversas maneiras. “Vale a pena se encontrar com ele e pedir sua opinião.”

Fui me encontrar com ele, e levei comigo este volume de Igrot Kôdesh. Contei-lhe toda a história. E ele me disse:

“Esta é uma shlichut divina, do Céu. Você precisa ir até ele, e lhe transmitir as palavras do Rebe. E quando você lhe transmitir as palavras do Rebe, peça-lhe que fique de pé. Como consta no Tanach a respeito de Ehud e a respeito de Yechezkel. ‘Fique de pé.’”

Obviamente não foi fácil telefonar para ele. Mas liguei, e lhe disse que queria me encontrar com ele. Ele me perguntou qual era o assunto. Eu lhe disse: “Tenho uma shlichut do Rebe.” Ele me disse: “Não dá para falar por telefone?” Respondi que não. “Precisamos nos encontrar.” “Tem certeza?” – Perguntou.

Respondi: “Sim. Vamos marcar.”

Marcamos ao meio dia e meia, poucos dias depois.

Quando cheguei ao seu escritório, nos cumprimentamos muito calorosamente com Shalom Aleichem.

Ele me perguntou se deveria colocar Tefilin. Respondi: “Claro!” De modo que o ajudei a pôr Tefilin. Quando ele acabou de colocar Tefilin e acabou de rezar Shemá Yisrael, perguntou se deveria ficar com os Tefilin ou retirá-los. Naquele momento pensei: “Estou prestes a lhe transmitir uma mensagem nada fácil de receber. De modo que lhe disse: “Sim, fique de pé, com os Tefilin.” Ele ficou de pé, com os Tefilin.

Eu tinha preparado uma tradução em inglês, e lhe disse: vou ler para você uma tradução no inglês, palavra por palavra, do que o Rebe está lhe dizendo.

Obviamente não olhei para ele enquanto lia que ele deveria modificar sua vida e se separar da mulher não-judia. Quando acabei de ler, percebi que ele estava muito pálido. É óbvio: receber uma mensagem dessas…

Ele me disse: “Gostaria de me sentar com você em um dos restaurantes kasher e conversar.” Conversamos durante cerca de duas horas. Ele me disse: “Acho que o Rebe tem razão a respeito de tudo isso. A verdade é que eu também não estou satisfeito com ela. Talvez algum dia eu faça isso.”

Voltei para Israel e, pouco tempo depois, ele me disse que tinha se separado. O que houve? O Rebe  resolveu o assunto. O que aconteceu foi que ela processou o judeu. E disse para o juiz que queria se separar dele. Mostrou ao juiz uma foto do Rebe e disse: “Sei que ele tem ligações com este homem – o Rebe – e por causa disso não quero ficar com ele.”

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

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Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

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TRASNCENDENDO O CONFLITO

BS’D

O Rabino Menachem Porush era representante do Agudat Yisrael no primeiro Knesset em 1948. Permaneceu no posto durante quase 35 anos, durante dez Knessets. Um mês antes de falecer, em fevereiro de 2010, aos 93 anos de idade, relatou, numa entrevista, o seguinte acontecimento, que ocorreu durante o primeiro mandato do Knesset.

Logo após o estabelecimento do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, as disputas entre as diversas facções judaicas se intensificaram. Uma delas era particularmente acirrada: o estado decretara que a educação seria compulsória até certa idade e se negava a reconhecer que as escolas primárias ashkenazi-charedi na língua yidish atendiam a essa exigência, alegando que a carga horária de matérias seculares, como matemática, inglês, história e geografia era insuficiente. Os administradores das escolas religiosas afirmavam que seus alunos aprendiam o programa necessário dessas matérias em menos tempo.

As discussões presenciais, conversas telefônicas e correspondências escritas foram se tornando mais acaloradas por ambos os lados. Ninguém queria ceder.

Quando as coisas estavam nesse pé, o Rabino Porush estava de partida para uma visita aos Estados Unidos. Pouco antes de partir, recebeu um telefonema particular de outro  jerusalemita, o Rabino Yitschak-Zev (“Velvyl”) Soloveitchik, Rosh Yeshiva de Brisk.

– “Rabino Porush, como o senhor está sabendo, essa polêmica sobre as escolas pode chegar a dividir o país. Quando estiver em Nova York, precisa ir visitar o Lubavitcher Rebe  [Rabi Yossef Yitschak Schneersohn – o Rebe anterior].”

– “O Brisker Rav quer que eu vá ter com o Lubavitcher Rebe em seu nome?” Interrompi espantado. [Brisk é uma das mais importantes yeshivot dos judeus lituanos, que são considerados opositores ao método dos Chassidim, especialmente chassidim Lubavitch].

– “Sim! Vá visitá-lo e diga-lhe que ele tem de mandar Shazar legalizar nossas escolas de língua yidish.

Na época, explicou o Rabino Purush, Zalman Shazar era o Ministro da Educação. E como ele vinha de uma família Lubavitch da Rússia, o Brisker Rav tinha esperanças de que, embora Shazar já não vivesse no modo de vida chassídico, o Lubavitcher Rebe ainda pudesse ter influência sobre ele.

De modo que, quando o Rabino Porush chegou a Nova York, marcou um encontro com o Rebe Rayats de Lubavitch. O secretário do Rebe acompanhou o visitante politicamente importante até o escritório do Rebe, e disse: “Este é o Rabino Porush, de Israel.”

Embora na época, o Rebe Rayats tivesse dificuldades para falar, resultado indireto da tortura que sofrera nas mãos dos guardas e interrogadores da prisão comunista, respondeu de modo claro e preciso:

“Para Porush há muitos peirushim (significados). Pode significar Purush de Agudat Yisrael, Purush do Partido Nacional Religioso, ou Porush de Naturei Karta. Que tipo de Purush é você?”

Obviamente, o Rabino Porush poderia ter respondido, simplesmente que era de Agudat Yisrael, mas preferiu uma resposta mais íntima: “Sou o filho do Porush que foi a primeira pessoa a visitar o Rebe em Riga.” [Capital da Letônia, primeira parada do Rebe Rayats ao ser deportado da Rússia em 1927].

“Neste caso”, disse o Rebe com um largo sorriso, “Shalom Aleichem. Bem vindo.”

O Rabino Porush explicou a missão que o Brisker Rav lhe confiara. O Rebe Rayats ficou visivelmente espantado. “O Brisker Rav o mandou a mim? A mim? Foi mesmo?” E o Rabino Porush respondeu todas as vezes com sim ou com um aceno de cabeça.

O Rebe concentrou-se em seus pensamentos durante alguns minutos. “Bem, então, quando voltar para Êrets Yisrael, por favor, procure o Senhor Shazar  e lhe diga que ele deve atender ao pedido do Brisker Rav. Diga-lhe também que eu disse que o Senhor Shneur Zalman Shazar-Rubashov não deve envergonhar a família Lubavitch Shazar-Rubashov da Rússia. E o Todo Poderoso o abençoará.”

Quando regressou a Jerusalém, o Rabino Porush foi, logo no dia seguinte, para o Knesset, que na época era em Tel Aviv, para falar com Shazar. Quando o encontrou, David Ben-Gurion, o Primeiro Ministro, estava no outro lado da sala.

Quando o Rabino Purush acabou de dizer a Shazar o que o Rebe Rayats tinha lhe dito para dizer, Shazar, empolgado, chamou Ben-Gurion. “Escute isto! Porush nos trouxe uma mensagem do Lubavitch Rebe, do Brooklyn.”

“É mesmo?!” – Exclamou Ben-Gurion, aproximando-se rapidamente. “Você viu o Lubavitch Rebe? Esteve em sua corte? Ele mandou mesmo um pedido para Shazar aqui?”

E o Rabino Porush concluiu suas reminiscências de mais de 60 anos antes: “E aquele foi o fim do conflito.” O Ministro da Educação, Shazar, com a aprovação tácita do Primeiro Ministro Ben-Gurion, rapidamente reconheceu todas as escolas charedi e yeshivot do país. As brigas e divergências acabaram!” Tudo em virtude do tremendo respeito que tinham pelo Lubavitcher Rebe anterior.”

Source: Transcribed and adapted and changed to third-person perspective by Yerachmiel Tilles from the JEM (Jewish Educational Media) weekly “Living Torah” video, which was distributed for the week of Yud-Beit Tammuz, 2009 (2010?), the anniversary of the miraculous liberation in 1927 of the Rebbe Rayatz at age 47. (To the best of my knowledge, JEM has not [yet] published its own transcript of its interview with Rabbi Porush.)

Adaptado de:

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=656-41

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PRIORIDADES

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[“…ele chegou a Chevron…”]

(Bamidbar 13:22)

[Calev foi lá para rezar nos túmulos dos Patriarcas – Rashi.]

Um jovem e honesto negociante precisou, certa vez viajar de sua cidade, Vilkomir, para comprar estoque de tabaco em Niezhin. Embora não fosse um chassid, era muito amigo do famoso chassid, Reb Yaakov Kaidaner. De modo que, antes de partir, visitou Reb Yaakov, que lhe disse:

“Meu amigo, embora você não pertença à comunidade chassídica, gostaria de lhe pedir para visitar o túmulo de um tsadik  ilustre, que está enterrado em Niezhin: Rebe Dov Ber de Lubavitch, filho do Rebe Shneur Zalman de Liadi.”

O jovem deu sua palavra, despediu-se, e partiu numa viagem que deveria durar seis meses, pois naquela época ainda não havia nenhum trem que percorresse toda a distância de Vilkomir, na Lituânia até Niezhin, na Rússia Branca.

Enquanto ele estava distante, tentando fazer negócios, sua esposa adoeceu tão gravemente, que os médicos já tinham até perdido as esperanças de conseguir salvá-la. Certa noite, ela perdeu a consciência e, embora três especialistas estivessem à sua cabeceira a noite inteira, nada puderam fazer para ajudá-la. Até que, às dez da manhã, sua enfermidade abrandou, e ela começou a recuperar as forças. Dentro de um mês, sem ajuda nem de médicos nem de remédios, estava totalmente recuperada. Seus amigos estavam espantados, mas os médicos estavam mais surpresos ainda.

Quando, finalmente, o marido voltou, mal pôs a cara na porta, e saiu correndo para a casa de seu amigo, Reb Yaakov, sem nem ao menos tirar o casacão.

“Eu lhe pergunto” – disse Reb Yaakov – “é assim que se faz? Esteve mais de meio ano fora de casa, e não ficou lá nem um pouquinho, para alegrar o coração de sua esposa e filhinhos. Saiu logo correndo para me cumprimentar. Deve haver algo por trás de seu comportamento, algo extraordinário.”

“De fato” – disse – “algo extraordinário e maravilhoso me trouxe aqui. Veja: meus negócios lá furaram e, além de perder tudo o que eu tinha, fiquei endividado, devido a todo tipo de acontecimentos infelizes no caminho. Prá piorar as coisas, durante todo o tempo, estive apreensivo: tinha a sensação de que minha esposa estava gravemente doente. Quando cheguei a Niezhin, lembrei-me da promessa que tinha feito a você. Fui para o mikvê de lá para imergir, em preparação para visitar o sagrado lugar de repouso do tsadik. Embora em todo o meu caminho até lá minhas roupas quentes tivessem me guardado do frio intenso, assim que me aproximei de onde ele se encontrava, fui tomado por um medo terrível, que jamais sentira antes. Fiquei de cabelo em pé e, apesar das roupas quentes, tremia descontroladamente. Pensei até em sair correndo daquele lugar medonho, mas refleti: ‘Nada de mal vai me acontecer em virtude do tsadik que está aqui. Por que deveria eu fugir da presença do tsadik?  

“Comecei, então, a ler as citações do Zôhar, e os capítulos dos Salmos, e outros trechos de Maavar Yabok, que estão inscritos num cartaz na parede que circunda o túmulo. E ao ler, chorei rios de lágrimas. Em seguida, escrevi dois bilhetes de “redenção de alma” contendo meu pedido especial – um, continha uma prece pelo bem estar de toda minha família e a outra, era para minha esposa, em particular, pois meu coração estava inquieto. No instante em que coloquei os dois bilhetes sobre o túmulo, fui possuído de uma alegria tremenda, que jamais sentira antes. Era como imagino que seja o sabor do Jardim do Êden. Era uma felicidade tão grande que só duas horas depois consegui sair de lá, alegre e em paz.

“Aquela alegria me acompanhou durante todo o caminho de volta para Vilkomir e, quando cheguei, soube de toda a história de tudo o que minha esposa passou, inclusive o que aconteceu naquela noite muito, muito longa, que só acabou às dez da manhã. Perguntei em que data foi. E soube que foi no mesmo dia em que eu, às dez horas da manhã, coloquei os bilhetinhos sobre o local de repouso do tsadik. Portanto, não precisa se admirar por eu ter vindo correndo lhe contar sobre os caminhos maravilhosos do Céu, antes mesmo de tirar o sobretudo.

“Só tenho uma coisa a acrescentar. Se seus Rebes são tão vivos e resplandecentes após terem partido deste mundo, devem ter sido maiores ainda durante a vida.”

“Não é bem assim” – respondeu Reb Yaakov. – “Pois nossos Sábios ensinaram: ‘Tsadikim são maiores após a morte do que em vida.’”

[From A Treasury of Chassidic Tales (Artscroll), as translated by the incomparable Uri Kaploun.]

Baseado em:

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=191-38

R. Yerachmiel Tilles

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JUDEUS, SEM ROTULAÇÃO

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Shmuel Blizinsky contou o seguinte:

Quando servi no Exército da Defesa de Israel, fui um dos 12, apenas, recrutas cumpridores da Torá, na Brigada Givati, que na época tinha uns três mil soldados.

Tínhamos alimentação kasher – porque de acordo com a lei israelense, toda a comida nas instituições nacionais tem de ser kasher – mas não tínhamos nada além disso. Não tínhamos uma sinagoga onde rezar (hoje em dia há uma em cada base), nem um Rolo de Torá de onde ler. Mas tentávamos nos virar do jeito que dava.

Certa sexta-feira, quando o Shabat estava para chegar, procurei os outros rapazes religiosos e lhes disse: “Venham hoje à noite à minha tenda e vamos rezar juntos. Vamos ter nosso próprio jantar de Shabat. Podemos cantar e comemorar, e vai parecer um Shabat de verdade.”

Eles gostaram da ideia. E foi isso o que fizemos. Pegamos comida do refeitório e a levamos para minha tenda, onde fizemos Shabat. Só nós doze. Rezamos, cantamos, comemos. Foi lindo. E ninguém nos atrapalhou.

Mas um novo comandante assumiu o comando de nossa base – o famoso general de brigada Abrashah Tamir. Circulava inspecionando tudo e, certa sexta-feira de noite, entrou na minha tenda e nos encontrou lá cantando.

“O que está havendo aqui?” – Perguntou. “Por que vocês não estão comendo junto com todos os outros rapazes no refeitório?”

Expliquei para ele que estávamos guardando o Shabat, e por isso estávamos comendo separados.

Ele não disse nada naquele instante mas, duas semanas depois, quando o Shabat estava entrando, fui chamado e avisado que o General Tamir queria que comêssemos junto com todos e – além disso – estava me pedindo para fazer Kidush para todos os soldados.

Fiquei satisfeito e me senti lisonjeado e disse: “Ótima ideia!” Mas quando fui chegando perto do refeitório, ouvi uma banda tocando lá dentro. Isso era uma violação do Shabat e parei. Não dava para entrar. De modo que eu disse para o oficial que estava me acompanhando, “Deixa prá lá.”

Poucos minutos depois, o oficial voltou dizendo que agora havia uma ordem oficial do General Tamir de que tínhamos de ir. Recusei-me a obedecer a ordem. Disse que eu tinha ordens de uma Autoridade Superior. Que eu não violaria o Shabat e não iria. Os demais concordaram comigo e ficamos onde estávamos.

O resultado foi que meus colegas foram presos e eu fui levado ao escritório do General Tamir. Quando entrei, ele tirou seu paletó com a insígnia de comandante e me disse: “Converse comigo como se eu não fosse seu comandante. E, por favor, explique por que fez isso! Por que me envergonhou diante de todos os soldados?”

Eu não estava entendendo aonde ele queria chegar. E disse: “O que lhe fiz? Você mesmo pode fazer o Kidush, por que eu tenho de fazer?”

E foi quando ele me contou o que aconteceu:

Depois que ele nos tinha visto pela primeira vez – quando estávamos cantando e comemorando o Shabat – achou que aquela experiência seria boa para todo o acampamento. E trouxe a banda para alegrar ainda mais o evento. Desconhecia totalmente que é proibido tocar instrumentos musicais no Shabat!

Quando entendi isso, disse: “Se você fizer a banda parar de tocar, podemos entrar sem problemas.”

Ele concordou e, cinco minutos mais tarde, nos juntamos aos outros. Eu fiz o Kidush e todo mundo ficou feliz.

Poucos dias depois, fui chamado pelo comandante do quartel general da divisão que – para grande espanto meu – pediu desculpas. Falou: “Peço desculpas em nome de toda a base pelo que aconteceu. Ninguém tem o direito de fazer vocês violarem o Shabat.” Foram essas suas palavras.

Em seguida perguntou: “O que vocês precisam?”

“Precisamos de uma sinagoga, um lugar adequado onde rezar. E de um rolo de Torá.”

“Não se preocupe.” Ele disse. “Vamos providenciar.”

E de fato, designaram para nós um lugar onde rezar e trouxeram uma Torá com escolta militar e uma banda do exército.

Aquilo foi simplesmente incrível, e escrevi para o Rebe contando toda a história.

A resposta do Rebe chegou dentro de pouco tempo. E foi uma resposta que transformou minha vida.

A carta do Rebe tinha a data do dia 16 do mês judaico de Elul de 5711 – 17 de setembro de 1951 – duas semanas antes de Rosh Hashaná. Dizia o seguinte:

“Gostei muito de receber sua carta… em que você descreve seu serviço militar e suas atividades fortalecendo o judaísmo entre seus camaradas… A grandeza do que você está fazendo não pode nem ser descrita em palavras… mas posso dizer com certeza que se você tivesse se alistado no exército apenas por isso, já teria sido suficiente.”

Aquilo me tocou tanto. E o Rebe me pediu para fazer algo para ele:

“Meu pedido sincero é que você transmita minha bênção para cada soldado, não apenas para os “religiosos” como você a eles se refere em sua carta.”

E prosseguiu explicando:

“Meu sogro, o Rebe [Anterior] costumava dizer: ‘Um judeu nem quer nem pode se separar da Divindade’ portanto, todos os seus camaradas são religiosos.”

Eu tinha a atitude de que havia doze soldados religiosos numa brigada de três mil homens. Mas para o Rebe, todos os três mil eram religiosos – só que eles não sabiam ainda.

Como o Rebe escreveu:

“É, simplesmente, que alguns deles não têm conhecimento suficiente de judaísmo. Mas não vão permanecer distantes, e vão perceber que eles também acreditam em D-us e em Sua Torá. Por favor, transmita a todos eles minha bênção – para que sejam inscritos e selados para um ano bom e doce.”

Disse-me para dizer a cada soldado que eu encontrasse  – todos eles – que o Rebe de Lubavitch os está abençoando para um ano bom e doce!

Essa mensagem foi uma perspectiva totalmente diferente sobre como olhar para um judeu. Até então, eu colocava as pessoas em categorias – religiosos e não religiosos – e obviamente eu me considerava parte do grupo religioso. Mas o Rebe me mostrou como eu estava errado, porque todos os judeus são religiosos – alguns, simplesmente, não sabem disso ainda.

Adaptado de:

https://www.chabad.org/therebbe/article_cdo/aid/4808768/jewish/Jews-Uncategorized.htm

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REBETSIN RIVKA

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A MÃE DE LUBAVITCH

A casa da Rebetsin Rivka, esposa do Rebe Maharash de Lubavitch, estava sempre aberta para todos que precisassem. Necessitados e doentes sabiam que daquela casa lhes viria a ajuda, que lhes seria dada sempre com um semblante agradável e com boa vontade.

A Rebetsin era responsável pelo fundo de tsedaká central de Lubavitch, de onde repassava, mensalmente, quantias generosas para as famílias necessitadas ou que estivessem passando por dificuldades.

Toda a distribuição de dinheiro era realizada de maneira discreta. Só a Rebetsin sabia quem recebia o dinheiro e cuidava para lhes dar a ajuda de modo que ninguém mais soubesse – para que não se envergonhassem por estar recebendo dinheiro de tsedaká.

Para o Shabat, ela distribuía chalot e alimentos prontos para as casas dos pobres. Uma parte, ela mesma cozinhava. E delegava a outras pessoas para que preparassem outra parte.

Antes das festas judaicas a Rebetsin também fornecia alimentos para as famílias pobres e tudo isso de modo sigiloso, sem que outras pessoas chegassem a saber.

Todos os habitantes da cidadezinha de Lubavitch e redondezas respeitavam muito a Rebetsin, por suas virtudes e seu bom coração.

Muitos a chamavam “a mãe da cidade”, pelo fato de ela cuidar de todos os moradores de Lubavitch como se fosse, de fato, uma mãe.

VINTE PARA UM

A tefilá da Rebetsin era “uma coisa”! Prolongava sua reza como os “ovdim” – aqueles chassidim que estudam Chassidut e rezam demoradamente.

Certa vez, um dos chassidim foi visitar a Rebetsin, e viu que ela ainda estava no meio da reza. Foi para a sala ao lado e lá ficou esperando que a Rebetsin concluísse suas orações.

Da sala ao lado, dava para ouvir, um pouco, a reza da Rebetsin. De modo que ele percebeu que quando ela chegou no “Shemá”, ficou meditando sobre a palavra “echad” (Um) durante vinte minutos!

Do livro:

Harabaniot – Harabanit Rivka

Sifriat Eshel – Kfar Chabad

Págs. 90 e 108

(Hebraico)

Leilui Nishmat de todos os assassinados pelo ódio de Yishmael, e de todos os falecidos nas tragédias recentes, e pela refuá shleimá de todos os feridos.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

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TEHILIM BESHOFI

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No início do mês de Nissan de 5640, o Rebe Maharash voltou de Petersburgo envolto em aflição. O motivo disso era que um dos altos ministros estava tentando fazer aprovar um novo decreto prejudicial aos judeus, relativo a limitações nos negócios e mais rigor na proibição de os judeus morarem fora do Território de Assentamento (Techum Hamoshav, região limitada onde os judeus tinham permissão de residir).

O Rebe Maharash ficou em Petersburgo durante algum tempo, tentando resolver o assunto. Chegou quase a conseguir algumas melhorias, sendo a principal, o adiamento da votação no Senado até o ano seguinte.

Acontece que um dos senadores, amigo do ministro antissemita que propusera os decretos, fincou o pé e convenceu também alguns dos seus colegas a exigir que todas as propostas do ministro antissemita fossem aprovadas.

O Rebe Maharash continuou seus esforços mesmo após voltar para casa. Isso, por meio de shluchim e cartas a ativistas comunitários conhecidos de seus chassidim.

Na terça-feira, 2 de Yiar, o Rebe Maharash chamou seu filho, o Rebe Rashab, e lhe disse:

– Desde que estive em Petersburgo para tratar do assunto dos decretos, comecei a falar Tehilim Beshofi (seu filho, o Rebe Rashab, explicou: além dos Tehilim da divisão mensal, costumeira, também falava a porção da divisão semanal). E hoje, quando estava falando o passuk “De toda angústia Ele me livrou e meu olho viu (a queda de) meus inimigos” (Tehilim 54,9), Ben Tsion (um dos atendentes) entrou e me trouxe um telegrama com a notícia de que o ministro antissemita teve um ataque súbito e morreu. Mas mesmo assim – concluiu o Rebe  Maharash – concluí toda a porção dos Salmos.

Do livro:

“Sipurei Chassidim”, Moadim.

Do Rav Slomo Yossef Zevin

Pág. 363

(Hebraico)

Dedicado à cura completa de todos os feridos, e para Ilui nishmat de todos os falecidos, na terrível tragédia de Lag Baomer em Meron.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

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O SONHO DE YOCHAI

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Há muito tempo que se sabe que todos os que rezam sinceramente no túmulo de Rabi Shimon bar Yochai em Meron em Lag Baomer, seu yahrtseit, terão suas preces atendidas. E todos os anos, centenas de milhares de judeus vão lá. Muitos casais conseguiram realizar o sonho de ter filhos, pois consta no Talmud  que “o Portão das Lágrimas está sempre aberto” e que “pode-se confiar em Rabi Shimon bar Yochai em épocas de emergência.”

Embora quase todos nós tenhamos conhecimento da história de como Rabi Shimon e seu filho passaram treze anos numa caverna em Peki’in, onde lhe foram revelados os segredos místicos que se tornaram conhecidos como “o Zôhar”, são poucos os que sabem da história de seus virtuosos pais e dos dramáticos eventos que culminaram com seu nascimento.

Yochai, da tribo de Yehudá, era uma pessoa importante em sua geração. Erudito, abastado e respeitado. E próximo ao palácio real. Sua esposa, Sara, descendia dos líderes oficiais do povo judeu nas gerações anteriores, através de Hilel, o Velho.

Durante muitos anos, Sara não teve filhos. Após muitos anos, o justo Yochai pensou que deveria se divorciar dela e se casar novamente, na esperança de ter filhos. Pediu a um shadchan para procurar uma mulher recatada, honesta e virtuosa que estivesse disposta a ser sua esposa. Pouco tempo depois, sua esposa descobriu que ele estava querendo se divorciar dela. Nada lhe disse, mas jejuou bastante, deu mais tsedaká e rezou mais intensamente ainda. Em prantos, implorou a D-us para que a salvasse do divórcio, permitindo-lhe ter filhos.

E na noite de Rosh Hashaná, seu marido teve um sonho.

Viu-se numa ampla floresta repleta de árvores, até onde a vista alcançava. Algumas eram frescas e davam frutos, enquanto outras eram secas. Yochai recostou-se a uma árvore seca e virou a cabeça. De repente, viu um sábio de aspecto impressionante, carregando uma jarra de água no ombro. Andava por toda a floresta e aguava algumas das árvores secas. Mas passava por outras sem molhá-las.

O sábio aproximou-se de Yochai, pegou uma garrafinha de água pura de sob suas vestes, aguou a árvore sobre a qual Yochai estava encostado e o abençoou. Yochai viu que havia uma bênção naquela diminuta porção de água, que subiu e regou toda a área em volta da árvore em que estava encostado. Imediatamente, a árvore deu frutos: grandes maçãs exóticas, rodeadas por folhas frescas. A árvore começou a florescer, criando novos brotos, galhos e  frutas, que exalavam um perfume tão forte que dava para se sentir de longe. Yochai ficou muito contente com a visão de seu sonho e acordou, de repente, cheio de alegria.

Contou o sonho à esposa, dizendo-lhe: Tive um sonho, e sua interpretação, acho, é óbvia. A floresta é o mundo e as árvores são as mulheres. Há as que dão frutos, e há aquelas que são estéreis, como as árvores secas. Em Rosh Hashaná é decidido quem vai ter filhos e quem vai continuar estéril. Você, minha querida, é a árvore em que me recostei, e foi regada por uma fonte de bênçãos para ter filhos justos e sábios. Só há uma coisa que não entendi na interpretação de meu sonho: por que todas as outras árvores foram regadas com a jarra, ao passo que a árvore em que me apoiei foi regada com a garrafinha. Por que nada (nem antes nem depois) foi regado pela mesma garrafinha, nenhuma das outras árvores, mas todo o conteúdo da garrafinha foi vertido sobre a árvore sobre a qual me apoiei?

Sua esposa lhe disse: De fato, é surpreendente. Permita-me ir visitar Rabi Akiva e lhe contar o sonho. Ele o interpretará para nós.

Ele respondeu: Boa ideia! Nós dois iremos juntos lhe contar o sonho. E ele, por Inspiração Divina com que D-us o abençoou, nos dirá a interpretação.

Depois de Rosh Hashaná, o casal foi junto ter com Rabi Akiva. Yochai lhe contou o sonho, que o grande sábio interpretou exatamente igual a Yochai. E em seguida, Rabi Akiva explicou por que aquela tinha sido a única árvore que fora regada unicamente com a água da garrafinha. Saiba, Yochai, que seu sonho é uma metáfora para as mulheres que têm filhos e as que são estéreis. Sua esposa, Sara, está entre as estéreis. É impossível que ela tenha filhos. Foi só através das preces e das lágrimas que ela derramou diante de D-us que ela mereceu se transformar de estéril em fértil.

A garrafinha que você viu é a garrafinha das lágrimas dela. Foi com elas que foi regada e tornou-se merecedora ter filhos. Foi por isso que nenhuma outra árvore foi aguada por essa garrafinha, só a árvore em que você se recostou, que representa sua esposa.

Rabi Akiva disse então a Sara: Este ano você vai engravidar e ter um filho que iluminará todo Israel com sua sabedoria e feitos!

Yochai e Sara ficaram muito felizes ao ouvir aquelas palavras e voltaram para casa em paz. Em Shavuot, o dia em que a Torá foi outorgada a Israel, foram abençoados com um filho, e seu lar encheu-se de luz. Esplendor e brilho o envolviam. Todos que o viam sabiam que ele era abençoado e que ele traria uma grande luz para Israel. Seus pais estavam encantados com ele. Louvaram a D-us e deram caridade e fizeram um grande banquete no dia do seu brit milá. Eles o chamaram Shimon, que significa que D-us ouviu (shamá) as preces de sua mãe e o som de seus prantos.

A partir daquele dia, o vigiaram muito e o criaram em santidade e pureza. A partir do momento em que começou a falar, o treinaram para falar apenas assuntos sagrados. Eles o enviaram para a yeshivá dirigida por Raban Gamliel em Yerushalayim. Ele era como uma fonte borbulhante e trasbordante.

Desde muito pequeno fez perguntas aos maiores sábios da geração, Rabi Yehoshua ben Chanina e Raban Gamliel, sobre a lei da Torá. Rabi Shimon bar Yochai tornou-se um dos maiores da quarta geração de sábios da Mishná. Faleceu no ano 3890 a partir da Criação do Mundo, 63 anos após a destruição do Segundo Templo.

Como consta no Zôhar, naquele dia ele revelou extraordinários segredos místicos, “que eram desconhecidos no mundo desde os Sete Dias da Criação”, para garantir que o dia de seu falecimento, Lag Baomer, fosse um dia de luz e comemoração para as gerações posteriores.

Translated from Nachalat Avot 8:3 by an accomplished writer and published author who wishes to remain anonymous (with some additions by the Ascent editor in the first and last paragraphs).

Yrachmiel Tilles is co-founder and associate director of Ascent-of-Safed, and editor of Ascent Quarterly and the AscentOfSafed.com and KabbalaOnline.org websites. He has hundreds of published stories to his credit.

Adaptado de:

http://ascentofsafed.com/

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=393-36

(Inglês)

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O QUE É EMPATIA

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Um báal teshuvá, que tinha o corpo todo tatuado, da cabeça aos pés, envergonhava-se das tatuagens e de seu passado.

Quando ia ao mikve, tentava ir num horário em que não havia muitos homens, e ia envolto na toalha até a beira do mikve, cobrindo-se, em seguida com a toalha para evitar constrangimentos.

Certa vez, por algum motivo, a toalha escorregou e todas as suas abundantes tatuagens ficaram à mostra durante alguns minutinhos. Ele, coitado, ficou morrendo de vergonha.

Lá no mikve encontrava-se um chassid idoso. Percebeu o mal-estar do moço, mostrou o número que ele tinha tatuado no braço (do campo de concentração), e falou para ele:

“Meu amigo, todos nós, tivemos coisas em nosso passado que não foram nada fáceis.”

Isso é empatia.

Adaptado de um shiur do R. Y. Y. Jacobson em:

https://theyeshiva.net/

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REBE MAHARASH EM PARIS

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Certa vez, o Rebe Maharash (Rabi Shmuel, o quarto Rebe de Chabad) viajou a Paris. E com ele viajaram os gabaim R. Levik e R. Pinchas Leib. E os chassidim Rabi M. Monezson e Reb Yeshaya Berlin também foram. Quando lá chegaram, Reb Y. Berlin perguntou a seu tio, o Rebe Maharash para onde deviam ir. E o Rebe respondeu que deveriam ir para o Hotel Alexander, um dos mais luxuosos de Paris, frequentado pela nobreza. E acrescentou:

“Como você não sabe falar francês, deixe que eu falo.”

Quando chegaram ao hotel, o Rebe pediu vários quartos, e lhe disseram que havia quartos disponíveis por 200 francos a diária. O Rebe perguntou se havia quartos melhores, e se estavam no mesmo andar dos salões de jogos.

Responderam que havia tais quartos disponíveis, mas o preço era altíssimo. O Rebe pegou três quartos, apesar do preço: um para si, um para R. Levik e outro para R. Pinchas Leib. R. Yeshaya Berlin e R. Monezson ficaram em outro hotel, menos dispendioso.

Após algumas horas no hotel, o Rebe foi ao salão de jogos, onde jogavam dados. Sentou-se perto de um jovem que estava jogando e que, de vez em quando sorvia vinho. O Rebe pôs a mão sobre o ombro do rapaz e disse:

“Jovem, yáyin nessech (vinho não-kasher) é proibido beber.”

E repetiu:

Yáyin nessech embota a mente e o coração – seja um bom judeu. Boa noite.”

Em seguida o Rebe voltou para seu quarto muito emocionado. R. Y. Berlin disse que jamais vira seu tio tão entusiasmado.

Naquele hotel quando alguém queria ir de um andar a outro (ainda não existiam elevadores) havia cadeiras especiais em que os hospedes sentavam e eram carregados. Devido a seu estado emocional, o Rebe sentou-se em uma daquelas cadeiras e, quando pegaram a cadeira para levá-lo pelas escadas, lembrou-se de que seu quarto era naquele andar mesmo. Desculpou-se e voltou para seu quarto.

Algumas horas depois, o jovem perguntou onde estava o homem que tinha falado com ele, entrou no quarto do Rebe e lá ficou durante bastante tempo. No dia seguinte o Rebe deixou Paris.

O Rebe explicou, depois, que há várias gerações não havia uma alma tão pura, só que estava nas profundezas das klipot (do mal).

O jovem tornou-se báal teshuvá e o patriarca da família K. da França – uma família religiosa e temente a D-us.

Adaptado de:

“Sipurei Chabad”, R. Avraham Chanoch Glitsenstein,

Vol. VIII, págs. 44-45

(Hebraico)

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Chaim Shemuel ben Aba

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Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

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Miriam bat David

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