Archive for história

SONHO BOM

Conta sua mãe, a Rebetsin Rivka, esposa do Rebe Maharash (Rebe Shemuel, quinto rebe da dinastia Chabad):

No dia 10 de Kislev de 5620 sonhei que vi minha mãe (Rebetsin Sara, filha do Miteler Rebe) e meu avô, o Miteler Rebe, e ambos estavam com o rosto iluminado.

Minha mãe me disse:

– Rivka, você e seu marido escrevam um Sêfer Torá.

E meu avô, o Miteler Rebe, disse:

– E vocês terão um filho bom, e não se esqueçam de lhe dar meu nome.

E minha mãe acrescentou:

– Rivka, você está ouvindo o que meu pai está lhe dizendo.

E eu acordei.

O dia inteiro fiquei preocupada com o sonho, mas com meu marido, o Rebe Maharash, não falei nada nem lhe contei sobre o sonho.

Dois ou três dias depois, minha sogra ficou com febre, e eu cuidei dela. De noite a febre passou e de manhã ela melhorou.

Depois da reza meu sogro, o Rebe Tsêmach Tsêdek, entrou no quarto de minha sogra para visitá-la, e ela lhe contou que tinha sonhado um sonho, de noite. Meu sogro disse: “Consta na Guemará (Berachot 55,2) que sonhar é bom para os doentes. E sobre sonhos há duas opiniões, uma delas acredita em sonhos e a outra não acredita neles.” E voltou-se para mim e disse:

“Um bom sonho, é óbvio que é preciso realizá-lo…”

Quando meu sogro saiu e refleti no que havia dito sobre os sonhos, e suas últimas palavras sagradas, de que um bom sonho é óbvio que é preciso realizá-lo, refleti sobre a visão do sonho que tive em 10 de Kislev, e resolvi contar o sonho a meu marido.

Porém, quando cheguei em casa encontrei nossa filha Devora Léa com dor de garganta e febre alta, e durante alguns dias estive tão ocupada que me esqueci do assunto. Depois de uns três dias a febre passou e Devora Léa ficou boa.

Na noite de Yud Tet Kislev sonhei novamente que vieram ter comigo minha mãe, a rabanit, meu avô, o Miteler Rebe e mais um homem idoso.

Minha mãe me disse:

– Rivka, você e sue marido devem escrever um Sêfer Torá.

Meu avô, o Miteler Rebe, disse:

– E vocês terão um filho bom.

O homem idoso falou:

– Amen, assim fale Hashem.

E minha mãe concluiu:

– Vovô (o Alter Rebe), dê-lhe uma berachá. E ele me abençoou.

Meu avô, o Miteler Rebe, e minha mãe responderam amen e eu também falei amen em voz alta, e acordei.

Meu marido, o Rebe Maharash, já tinha acordado, mas ainda estava no quarto, e me perguntou o que foi aquilo, que ele me ouviu falar amen. Fiz netilat yadayim e lhe falei que tive um sonho e que iria a seu escritório uma hora depois para contar-lhe.

Contei para meu marido sobre o sonho de 10 de Kislev palavra por palavra, bem como o sonho da noite anterior. Disse-me meu marido: “É um sonho bom, por que você não me contou logo que sonhou em 10 de Kislev?Sonhos assim são sobre coisas muito elevadas.

E expressou seu desejo de que o Sêfer Torá fosse escrito em pergaminho de couro de animais em que foi feita shechitá kesherim.

Um pergaminho assim não é fácil de encontrar, e umas cinco semanas se passaram até que foram conseguidas algumas folhas de pergaminho.

Meu sogro, o Tsêmach Tsêdek, disse a meu marido que o Sêfer Torá deveria começar a ser escrito secretamente, apenas com a presença de seu irmão, e que o começo da escrita seria em seu escritório. E no dia 15 de Shevat teve início a escrita do Sêfer Torá discretamente no escritório de meu sogro.

Meu marido apressou o sofer, e no mês de Elul, o Sêfer estava quase pronto. Meu marido pensou que um dia depois de Yom Kipur, que caiu numa quinta-feira, seria a conclusão, para mazal tov, e meu sogro concordou.

Eu estava grávida e não pude participar dos preparativos para a refeição de mitsvá da conclusão, pois meu marido queria fazer uma grande refeição, e meu sogro concordou, e contrataram um homem especial para organizar tudo.

Em Rosh Hashaná e nos Dez Dias de Arrependimento foi divulgado que um dia depois de Yom Kipur seria o siyum (conclusão) do Sêfer Torá, e vários dos hóspedes que tinham vindo para Yom Kipur ficaram para o siyum.

No dia seguinte a Yom Kipur, de manhã bem cedo, meu sogro chamou meu marido e lhe disse: “Hoje haverá uma grande refeição, eu também estarei presente na seudá e falarei chassidut, mas o siyum não será hoje.” Não explicou o motivo.

Na segunda-feira, 13 de Cheshvan, meu sogro chamou meu marido e lhe disse:

“Hoje à noite, chame o sofer para meu escritório e chame sua mãe e vamos fazer o siyum do Sefer Torá discretamente.

Eu costurei a capa do Sêfer Torá, e quando levei a capa para o escritório de meu sogro, ele me disse: “Mazal Tov, que Hashem realize a berachá que lhe deram meu sogro (o Miteler Rebe) e meu avô (o Alter Rebe).”

Na segunda-feira, 20 de Cheshvan de 5621 às 9:00 da manhã, dei à luz meu filho, para mazal tov  e para longos dias e anos.

(“Otsar Sipurei Chabad”, Vol IX, págs.3-6)

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac bem Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid bem Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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A FORÇA DE UMA MENININHA

BS’D

O Rebe contou que havia uma família que morava em Israel que tinha uma filhinha de seis anos. A família não cumpria Torá e mitsvot e a menina estudava em uma escola que não era religiosa. Certo dia, duas mocinhas foram visitar a escola e contaram às alunas pequenas que existe uma mitsvá importante que só mulheres e meninas podem cumprir – a mitsvá de acender velas de Shabat. As moças falaram para as meninas que elas também podiam cumprir essa mitsvá importante, e receber o Shabat.

“Queremos muito acender velas em honra do Shabat” – empolgaram-se as meninas. – Como podemos fazer isso?” – Perguntaram emocionadas.

“Muito simples”, as moças as orientaram. “Primeiro coloca-se uma moeda numa caixinha de tsedaká. Depois devem acender a vela e fazer a berachá, assim receberão o sagrado Shabat.” E deram a cada menina uma vela e um castiçal pequeno com uma folha bonita contendo a berachá.

Quando acabou a aula e a menina foi prá casa, correu para sua mãe para lhe mostrar a vela. “Ima, veja o que recebi”, contou com a empolgação característica da infância, e avisou a sua mãe que na próxima sexta-feira de tardezinha, ela pretendia acender a vela, em honra do Shabat.

A mãe não entendeu nada. Não tinha o mérito de cumprir mitsvot, e nunca tinha ouvido falar em velas de shabat. “Não!” – “Não vai acender esta vela.” E pensou: “Onde já se viu uma coisa dessas?! Uma menina pequena resolve fazer algo que seus pais jamais fizeram?! Não é possível que a menina comece a mudar as regras da casa!”

A menina, que o dia todo tinha planejado como acenderia a vela, caiu no choro. “Qual é o problema que eu acenda a vela?! Já tenho a vela e já sei a berachá. Está tudo escrito no papel que me deram na escola. Não estou lhe pedindo que me dê nada. Só estou pedindo que me deixe acender as vilas”, chorou a menina e bateu os pés em teimosia.

A mãe se espantou com a reação da filha. Respondeu carinhosa: “Tudo bem, filhinha. Se parar de chorar, deixo você acender a vela que recebeu.”

Assim que escutou isso, a menina parou de chorar, seus olhos se iluminaram e ficou muito feliz.

Ao chegar a hora do acendimento das velas, a menina achegou-se à mesa e, exatamente como lhe haviam ensinado na escola, pegou a vela e o castiçal, e os colocou cuidadosamente sobre a mesa grande. Pediu fósforos a sua mãe, acendeu a chama e, com grande respeito, aproximou o fósforo à vela, que brilhou com uma chama tremeluzente. A menina cobriu os olhos e fez a berachá do acendimento das velas.

Descobriu os olhos e olhou, encantada, para a vela acesa. De repente, lembrou-se de que as mocinhas disseram que é proibido tocar na vela e tirá-la do lugar no shabat. E com inocência infantil, falou para sua família: “No Shabat é proibido tocar na vela, tirá-la do lugar e até mesmo soprar na vela, para não apagá-la, pois é chilul Shabat (profanação do Shabat)…”

Os pais entenderam que aquilo não era tão mau assim, e que sua filha não modificou as regras da casa. Afinal de contas, tudo o que a menina fez foi acender uma vela. Inclusive, perceberam sua emoção na hora da cerimônia do acendimento da vela. E na sexta-feira seguinte, não esperaram até que a menina fizesse uma cena. Assim que pediu, deram-lhe permissão para acender sua vela.

A empolgação da menina foi igual à da semana anterior.

Algo começou a mudar no coração da família…

Numa sexta-feira algumas semanas depois, o pai disse, de repente para a mãe da menina, que não combina que a televisão esteja ligada enquanto a vela ainda está acesa. “Tem razão”, respondeu a esposa, “não consigo ver televisão enquanto nossa filhinha querida está cantando músicas de Shabat e a vela ainda está acesa…”

Os pais decidiram, simplesmente, que a partir daquele dia, enquanto a vela estivesse acessa, a televisão estaria desligada.

Na semana seguinte, os pais mantiveram sua decisão. Não tocaram na vela de Shabat que estava sobre a mesa, e quando a menina acendeu a vela, desligaram a televisão. Acontece que, logo em seguida, o telefone tocou…

A mãe se levantou para atender mas, imediatamente, recuou. “Como vou atender o telefone, e a vela de Shabat está acesa aqui sobre a mesa?” A partir daquela semana, os pais pararam de atender o telefone enquanto a vela de sua filhinha estava acesa…

Passou-se mais um Shabat e, de repente, a mãe percebeu algo estranho: Quando uma vizinha ou amiga entrava na casa, via a vela sobre a mesa. Inclusive notava como a menina estava feliz por ter aceso a vela de Shabat e contava a todos que era uma vela sagrada e um dia sagrado. Enquanto que a mãe se comportava como se fosse um dia comum, de semana… Isso era meio estranho e não dava para entender! Para a menina era um dia sagrado, enquanto para a mãe era simplesmente um dia de semana?!

A mãe resolveu começar a acender velas de Shabat!

Assim que acendeu suas velas, a mãe foi para a cozinha, como de costume, esquentar o jantar. Quase acendeu o forno quando se deu conta assustada: “Acabei de acender as velas do sagrado Shabat, inclusive fiz a berachá, dizendo que é Shabat Kôdesh, e logo depois vou profanar o Shabat?!”

A mãe, simplesmente, não tocou o forno! As velas que tinha acabado de acender não a permitiram ligar o forno.

Mas comer comida fria também não dá. Aí a mãe começou a preparar tsholent, tal qual uma família que cumpre mitsvot.

Deste modo a família foi, passo a passo, progredindo, e cada semana descobria mais uma ação que não se pode fazer no Shabat.

As semanas foram passando, e a família foi cada vez mais se aproximando do cumprimento das mitsvot. Até que agora (quando o Rebe contou esta história), todos os membros da família viraram baalei teshuvá.

E tudo começou porque uma menininha insistiu – com choro e muita bagunça – em acender uma vela cada véspera de Shabat. Isso fez com que, com o passar das semanas, toda a família deixou de profanar o Shabat  enquanto a vela estava acesa. E continuou com a mãe, ela própria, começando a acender velas de Shabat. Deste modo, toda a família fez teshuvá.

Do livro: “Má Shesiper li HaRabi

Vol III

Págs. 162-168.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

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Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

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O QUE HÁ COM VOCÊ, INFELIZ?

chassid, Reb Ozer Winikorsky za’l, precisava passar pelas sete fogueiras do Guehenom, por onde tinham de passar todos os que se apresentavam para o serviço militar. Apresentou-se cinco vezes diante das autoridades de convocação, e cada vez que precisava aparecer diante do departamento médico, ficava tenso e apavorado.

Procurou o Rabi Levi Yitschak (pai do Rebe) e pediu sua bênção e orientação, para salvar-se das garras dos que conspiravam contra ele. Percebendo a aflição e o sofrimento do chassid, Rabi Levi Yitschak deu-lhe uma orientação detalhada do que deveria fazer a fim livrar-se de seus problemas. Falou-lhe o dia exato em que devia apresentar-se, a hora, e a rua por onde deveria chegar, que capítulos de Tehilim deveria dizer antes de ir, e quantas moedas deveria dar para tsedaká. Disse-lhe, inclusive, que ao chegar à porta do escritório do Serviço Militar, pensasse no Nome de D-us, e só depois se apresentasse. Deu-lhe sua bênção e sua promessa de nada de mal lhe ocorreria. Pediu-lhe também que depois voltasse a vê-lo, para contar tudo o que ocorrera.

“Quando lá cheguei” – relatou Reb Ozer – “após fazer tudo conforme a orientação do Rabi Levi Yitschak, entrei na grande sala onde havia várias mesas ordenadas. Ao lado de cada mesa estava sentado um médico, cada médico tinha sua especialidade, e sua função era examinar o candidato, única e exclusivamente na área de sua especialização. Cada médico estava encarregado de uma área da medicina, de modo que o candidato deveria passar por todos aqueles doutores, para que não pudesse enganar quanto a seu verdadeiro estado de saúde.”

“Fui cuidadosamente examinado por todos aqueles médicos, e cada um escreveu seu relatório. Quando, finalmente, cheguei ao funcionário que deveria me dar o resultado final – fiquei surpreso quando ele me olhou penalizado e perguntou: ‘O que há com você, infeliz? Cada um dos médicos encontrou uma doença!’”

“Deste modo saí de lá como inapto, e fui dispensado do Serviço Militar!” –Reb Ozer concluiu seu relato do milagre pessoal que lhe ocorreu pela berachá de Rabi Levi Yitschak.

(Do livro “Toledot Levi Yitschak”, Vol. I)

Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim

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DUAS PALAVRAS

BS’D

Ouvi a história abaixo da Rabanit Rachel Endel, que a contou no Kenes de Taharat Hamishpachá de Guimel Tamuz 5780 (no zoom, obviamente):

Esta história aconteceu há 45 anos em Tsfat. Quando nos mudamos para Tsfat, em shelichut do Rebe, no Bairro dos Artistas morava uma mulher que viera da Rússia e tinha um casal de filhos. Seu marido a abandonara dois anos antes e morava em Rosh Pina, com outra mulher. Um rabino que sabia falar russo foi conversar com o homem, na tentativa de fazer com que fizesse as pazes com a esposa. Mas ele se recusou, dizendo que ela era feia, não era normal, etc.

Pouco tempo depois, abrimos a escola Chabad em Tsfat, e aquela mulher quis matricular os filhos lá. O Rabino sugeriu que ela escrevesse uma carta para o Rebe. O Rebe respondeu com duas palavras apenas:

Taharat Hamishpachá” (Pureza Familiar).

Não entendemos a intenção do Rebe. E para mim caiu ensinar àquela senhora as leis de Taharat Hamishpachá. Estudei com ela e, inclusive a acompanhei ao Mikvê. E ela voltou prá casa. Chorei a noite toda.

Aquela foi uma noite muito fria. Ventava, chovia. A mulher morava numa casa com quintal e eis que, às 10 da noite, ela ouviu um barulhinho e, pela veneziana, viu o marido entrar no quintal, se aproximar da porta e bater. Ele, que há dois anos não queria saber dela, voltou prá casa e desde então viveram em harmonia.

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CHUVA

BS’D

No Brit Milá do Rebe Rayats, seu avô, o Rebe Maharash, falou, entre outras coisas:

“Quando iniciei meu trabalho em prol da comunidade que meu pai, o Rebe Tsêmach Tsêdek, fazia, pedi-lhe sua berachá (bênção) para sucesso no meu trabalho. Meu pai, o Rebe Tsêmach Tsêdek, me respondeu:

Berachá é como chuva. Um campo arado e semeado começa a brotar após a chuva. Para que a chuva exerça suas influências benéficas é preciso, primeiro, arar e plantar. Quando alguém faz o que precisa fazer em benefício da comunidade, a berachá ajuda para que haja sucesso no trabalho.’”

Adaptado de “Sipurei Chabad”, Vol. 8, pág. 71.

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“ONDE ESTÁ LULAV?”

BS’D

A história abaixo ouvi do Rabino Butman em sua aula: “Motsaei Shabat Chai, que é transmitida semanalmente pela internet: http://www.col.org.il

12 de Tamuz (Yud-Bet Tamuz) é o aniversário da libertação do Rebe Anterior (Rabi Yossef Yitschak Schneerson, o Rebe Rayats, sogro do Rebe). No primeiro Yud-Bet Tamuz depois de sua libertação, o Rebe Rayats já havia saído da Rússia e se encontrava em Riga. Houve um farbrenguen em comemoração à data. Lá no farbrenguen Rebe Rayats perguntou:

“Onde está Lulav?”

(Como se sabe, Lulav e Nachmanson eram dois judeus que participaram da prisão do Rebe e Lulav era de Riga. O Rebe perguntou onde estava Lulav (o pai).

Ninguém respondeu, o Rebe perguntou novamente e falaram: “Lulav está com vergonha.”

E dá para entender: ele tinha nachas de ter um filho assim, que prendera o Rebe?

Mas o Rebe não aceitou sua ausência. Que o convidem para o farbrenguen. Ele percebeu que o pai estava sozinho em casa. Fazendo o quê? Chorando. E o Rebe ouviu o choro daquele pobre pai. Que venha para o farbrenguen!

 Isto é um Rebe

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QUANTA DIFICULDADE!

BS’D

Lá estava o Chassid, servindo bebidas e cobrando as contas dos fregueses. Hoje Ivan e Grisha tinham ido às tapas, de novo, e eles os expulsara, dizendo-lhes que resolvessem suas questões em outro lugar. Stasha tinha se recusado a pagar sua conta que já estava em cinco rublos. O chassid já não estava agüentando o barulho, as xingações e as brigas dos bêbados. Havia dias em que ele mal conseguia abria a porta da taverna para seus fregueses. “Malka,” – dizia à esposa, “tenho de encontrar outro meio de vida. Não agüento mais.” Mas, na verdade, o que mais poderia ele encontrar para fazer na vila? Afinal de contas, tinha seis filhos para criar.

“Todo dia e toda noite”, pensou o taberneiro, “minha semana inteira é gasta na companhia desses camponeses grosseiros, que passam as horas bebendo vodka, para em seguida caírem bêbados ou brigarem por motivos ridículos e vulgares. Acabo decaindo no meu Serviço a D-us, por passar meus dias num lugar assim.” E quando voltava a procurar saídas, caía em desespero.

Finalmente, resolveu ir visitar Rabi Aryeh Leib, o Shpoler Zeide. O tsadik, com certeza, teria um bom conselho que o ajudaria a sair daquela terrível situação. Ao chegar à casa do tsadik, foi recebido em seu escritório e pôs-se a explicar seu problema. Contou que ficava o dia todo na taverna servindo bebida a todo tipo de gente baixa, e estava preocupado de que poderia acabar caindo na deles, simplesmente por causa do contato constante. Por outro lado, tinha família, e deveres para com sua esposa, filhos e seus pais idosos. Sentia-se, portanto, sem saída. Mas tinha de haver uma solução.

O rabino escutou suas queixas, em silêncio, deixando que o pobre homem desabafasse. Em seguida, o tsadik disse com um sorriso compreensivo: “Pelo que está me dizendo, entendo que você preferiria cumprir suas obrigações para com seu Criador de um jeito diferente. Talvez ganhando um saco de moedas de ouro e morando num palácio luxuoso, cercado por livros sagrados, usando as mais finas vestimentas e com um chapéu de pele na cabeça, fosse mais fácil ser um bom judeu! Se você tivesse essas condições, poderia estudar Torá e cumprir mitsvot com a mente clara e o coração pleno, sem o peso de qualquer preocupação neste mundo. Bem, meu caro amigo, você está totalmente enganado. Não é este o plano Divino. D-us o quer sobrecarregado com todos os problemas que o perseguem todo dia – a falta de dinheiro para pagar as contas no fim do mês, filhos para casar, camponeses vulgares gritando para você trazer logo suas bebidas – e com tudo isso, quer que você seja um bom judeu. Meu amigo, é a vontade de D-us que você pegue todas essas distrações e as deixe de lado a fim de cumprir Sua vontade, mesmo que se sinta arrasado. Quando você se apega a Ele, mesmo diante de todas essas dificuldades e anseia por uns raros momentos de paz em que possa cumprir o desejo de seu coração de pronunciar algumas poucas e preciosas palavras de prece para Ele, aí D-us obtém a maior alegria de seu serviço. Se Ele só quisesse louvores sem esforço, Lhe bastaria os inúmeros batalhões de anjos que pronunciam: ‘Santo! Santo! Santo!’ Sem cessar. Não, Ele deseja seu coração, que você Lhe dá apesar de todas as suas adversidades diárias – isto é que é um verdadeiro Serviço Divino.

“Eu o aconselho a parar de reclamar das dificuldades de ganhar a vida no ambiente grosseiro de sua taverna e Lhe agradeça por ter lhe dado a oportunidade de se elevar a uma situação de tal santidade que nenhum outro teste lhe teria possibilitado. Na verdade, D-us lhe deu um grande presente, e você deve apreciá-lo.”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5759/567.htm#caption9

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SEM EXAGEROS

BS’D

Era costume, em muitas comunidades judaicas antigas, visitar o cemitério em Lag Baômer. Assim sendo, os residentes de Homil tinham o hábito de visitar seus entes queridos nesse dia.

A Chevra Kadisha, Sociedade Funerária, também fazia sua visita anual ao cemitério na tarde de Lag Baômer. Seus membros passavam por todos os túmulos, verificavam como estavam as lápides, e anotavam tudo o que precisava ser consertado.

No fim da tarde, quando acabavam a inspeção, os membros da Chevra Kadisha se reuniam para uma seudá (refeição festiva). Era sempre um evento inspirador, dedicado a promover o cumprimento de “atos de verdadeira bondade” (como são chamadas as práticas fúnebres judaicas, pois não se espera retribuição dos falecidos).

O famoso Rabino Yitschak Eizik de Homil também participava da comemoração da Chevra Kadisha. Fazia um “lechaim” e pronunciava algumas palavras de Torá adequadas à ocasião.

Antes, porém, R. Yistchak fazia sua própria visita aos túmulos de seus antecessores. Ano após ano, seguia a mesma rotina até que certa vez, algo muito incomum aconteceu.

Já estava ficando tarde naquele Lag Baômer, quando R. Yitschak começou sua ronda, acompanhado pelo zelador do cemitério. Aproximava-se de cada túmulo e sussurrava algo que só ele conseguia escutar.

Lá no finalzinho do cemitério, na parte nova, onde estavam enterrados os que faleceram mais recentemente, parou diante de um monumento de mármore novo. Abaixou-se para ler a inscrição e certificar-se de que era o que estava procurando e balançou levemente a cabeça.

“Rápido!” – Virou-se de repente e chamou o zelador. “Volte para a cidade e traga um machado bem forte e com a lâmina pesada.” O zelador obedeceu, e poucos minutos depois estava de volta.

“Agora, quero que você apague tudo o que está escrito aqui.” – Disse o rabino. – “Apague todos os elogios floridos e homenagens. Deixe apenas o nome do falecido e a data em que ele morreu.”

O zelador hesitou, ficou parado no lugar. Mas o Rabino Yitschak insistiu. “Por favor, faça o que estou lhe pedindo.”

Com as mãos trêmulas, o funcionário do cemitério levantou o machado e demoliu todo o texto em que constava a ladainha de boas ações que o falecido realizara durante a vida. Isto feito, um olhar de satisfação apareceu no rosto do rabino. “Muito bom” – disse ao espantado zelador. “Agora posso ir para a seudá  da Chevra Kadisha.

A notícia do ocorrido espalhou-se rapidamente por Homil. Ou, como falam hoje, tornou-se viral. E chegou aos ouvidos dos membros da Sociedade Funerária, antes mesmo de o rabino chegar à comemoração.

Mal chegou na porta, o rabino anunciou: “Graças a D-us consegui fazer um ato de bondade para uma alma judia.” E todos olharam para ele com cara de que não estavam entendendo nada.

O rabino sentou-se e fez uma bênção sobre um copo de vodka. “Lechaim – à vida!” – Desejou aos presentes. Em seguida explicou:

“Há poucas semanas, um judeu simples faleceu em Homil. Seu enterro foi pequeno e modesto. Só estiveram presentes alguns membros da família e representantes da Chevra Kadisha. Era um judeu bondoso, que tinha muitas mitsvot a seu crédito, embora não fosse especialmente culto ou santo. E de vez em quando vacilava, como todo mundo. Ou seja: era um judeu dentro da média.

“Após seu falecimento, sua alma subiu para a Corte Celestial, onde suas boas e más ações foram examinadas minuciosamente. O veredicto estava prestes a ser anunciado quando, de repente, um anjo levantou-se segurando um cintilante tablete de mármore. Era a lápide que os filhos do falecido tinham colocado sobre seu local de descanso final.

“Aparentemente, os filhos daquele homem tinham resolvido dar ao pai – e a si próprios – um bocado de honras não merecidas. A longa inscrição descrevia uma vida de devoção e religiosidade que, na verdade, não passava de invenção. A Corte Celestial foi perturbada por esse malogro da justiça.

“Hoje fiz um grande favor à alma do falecido,” – concluiu o rabino. “Quando apaguei todos os elogios imerecidos, a Corte Celestial anunciou que a alma do homem podia, agora, receber a recompensa que lhe era de direito.”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5760/619.htm#caption9

(Inglês)

Leilui Nishmat:

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David ben Avraham (Curico)

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Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

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ELE ESTÁ EM CASA E TEM O QUE DAR

BS’D

Berel era um chassid do Chozê de Lublin. Era o batlan do lugar: passava o dia inteiro na sinagoga rezando e estudando. Conseguia sobreviver porque, de vez em quando, seu irmão rico, Shmuel, dava-lhe um dinheirinho para as despesas básicas. Quando suas três filhas chegaram à idade de casar, sua esposa começou a pedir que fosse falar com Shmuel para que desse dinheiro para que pudessem casá-las. Após recusar durante muito tempo, acabou cedendo.

Berel partiu do bairro pobre onde morava, a caminho da residência de seu irmão, que ficava no outro lado da cidade, onde viviam as pessoas abastadas. No longo caminho, Berel teve muito tempo para pensar. E dúvidas começaram a surgir em sua mente: “Talvez Shmuel não esteja em casa, e se estiver em casa, talvez não tenha dinheiro para me dar, e mesmo se tiver, talvez não queira me dar…” Afinal de contas, Shmuel não aprovava muito o modo de vida de Berel.

Com esses pensamentos, chegou à residência de Shmuel. Ao subir os degraus que levavam à casa, pensou: “Mas há Alguém que sempre está em casa, que tem o que dar, e que quer dar, por que estou vindo prá cá?”

Berel deu meia volta e foi direto para sua humilde morada. Ao chegar lá, não encontrou ninguém. Poucas horas depois, sua esposa chegou com uma grande quantia de dinheiro, e contou o seguinte:

“Logo que você saiu para a casa de Shmuel, uma carruagem elegante parou aqui em frente, e umas pessoas de aspecto nobre começaram a bater na porta. Quando abri, disseram que o Pôrets (senhor feudal) enlouqueceu e, uma vez que os médicos não conseguiram ajudar, queriam que eu fosse lá para curá-lo. Tentei explicar que não sou milagreira, tudo o que faço é tirar ayin hará (mau olhado), mas não queriam escutar.

“Por falta de opção, fui com eles. Quando cheguei até o Pôrets, fiz o que sei fazer e, para minha grande surpresa, ele recuperou o juízo. Em agradecimento por meu trabalho, ele me recompensou com todo este dinheiro. Agora podemos casar nossas filhas e nos sustentar durante bastante tempo.”

Berel resolveu viajar até seu Rebe, e lhe contar a história toda. Assim que entrou para ter sua audiência particular, o Chozê lhe disse: “Ele está em casa. Ele tem e Ele quer dar.”

Adaptado de:

http://stories770.blogspot.com/search/label/Bitachon

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ACREDITAR NOS JUSTOS

BS’D

“E Israel viu o grande poder com que D-us tinha agido com os egípcios, e o povo temeu a D-us. E eles acreditaram em D-us e em Moshê, Seu servo.

(Shemot 14:31)

Um severo decreto estava sendo tramado contra os judeus. O Rabi Menachem Mendel, conhecido como o “Tsêmach Tsêdek” (o terceiro Rebe de Lubavitch), enviou seu filho mais moço, Reb Shmuel (que ficou mais tarde conhecido como o Rebe Maharash) a Petersburgo, para tentar anular o decreto. Reb Yehuda Leib, irmão do Reb Shmuel e vinte anos mais velho que ele, foi junto nessa viagem.

Antes de partir, Reb Shmuel fez questão que Reb Yehuda Leib concordasse em não abençoar ninguém durante a jornada. “Nosso pai é o Rebe e ele é o único que deve dar bênçãos às pessoas”, afirmou. Por falta de opção, Reb Yehuda Leib concordou com a condição estipulada.

Em todas as cidades do caminho as pessoas rodeavam Reb Yehuda Leib. E imploravam, por ele ser filho de um tsadik (pessoa justa) de tamanho calibre, para que lhes desse uma berachá (bênção) para saúde, sustento, filhos, etc. A cada um, Reb Yehuda Leib respondia: “Vá visitar meu pai e ele vai abençoar você”.

Em determinada vila, havia uma mulher que estava sendo muito insistente. Não tinha sido abençoada com filhos e estava certa de que, com a bênção de um tsadik,teria o mérito de ter suas próprias crianças.

A mulher se postou diante do Reb Yehuda Leib. Implorou, gritou e chorou, dizendo que tinha de ser abençoada para ter filhos. Mas Reb Yehuda Leib recusou-se a abençoá-la. “Procure meu pai, o Rebe”, disse simplesmente. “Ela vai abençoar você.”

A mulher não se deu por satisfeita. Continuou a gritar, pedindo que Reb Yehuda Leib a abençoasse. Finalmente, Reb Yehuda Leib perdeu a paciência e disse: “Vá falar com meu irmão. Talvez ele abençoe você.”

A mulher repetiu toda a cena diante do Reb Shmuel. Pediu, implorou, chorou e gritou para que Reb Shmuel a abençoasse para que tivesse filhos. Mas Reb Shmuel continuou impassível. Continuou afirmando que só seu pai, o Rebe, poderia ajudá-la. Percebendo que ela não estava aceitando suas recusas, Reb Shmuel falou para seu irmão e para o cocheiro que se preparassem para ir embora. Subiram rapidamente na carruagem para voltar para casa e se livrar da mulher.

Mas a carruagem não saía do lugar. A mulher, astuta que era, tinha colocado um bastão nos raios das rodas, para evitar que girassem.

Reb Shmuel desceu da carruagem e, chateado, disse à mulher: “Vá comer um beigel” – expressão equivalente a “vá catar coquinho”.

Satisfeita, finalmente, a mulher deixou Reb Shmuel e Reb Yehuda Leib continuarem a viagem. Ela foi logo prá casa e fez beigels, sem tirar nem por um minuto a concentração da bênção que estava certa de que o beigel traria. E achou que para se assegurar de que a bênção realmente se realizaria, talvez devesse comer dois beigels em vez de um. E foi o que fez.

No ano seguinte, Rabi Menachem Mendel faleceu e Reb Shmuel, embora fosse o mais jovem dos seus sete filhos, foi escolhido para sucedê-lo como Rebe.

Certo dia, um homem entrou no escritório de Reb Shmuel com dois bolos que sua esposa fizera para o Rebe. “O senhor abençoou minha esposa no ano passado para que ela tivesse um filho, de modo que ela me pediu para lhe trazer esses bolos como agradecimento.”

Reb Shmuel não se lembrava do acontecimento, de modo que o homem relatou todo o episódio a Reb Shmuel. E concluiu dizendo: “O senhor falou para minha esposa: ‘vá comer um beigel’. E foi isso, exatamente, o que ela fez e sua bênção se realizou.”

Espantado, Reb Shmuel perguntou: “Mas por que você me trouxe dois bolos?”

“Minha esposa queria garantir que a bênção se realizasse de verdade, aí ela comeu dois beigels e teve gêmeos!” – Disse o pai radiante.

“Saiba”, disse Reb Shmuel ao marido, “que eu tinha percebido que havia um decreto celestial de que você e sua esposa não estavam destinados a ter filhos. Falei para ela ir comer um beigel por estar irritado e não como meio para uma bênção. Mas a fé simples dela, a fé determinada na bênção de um tsadik fez com que o decreto fosse anulado e você e sua esposa fossem abençoados com filhos.”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5772/1217.htm#caption9

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