BS’D

E quem sai ganhando com elas?
Certa sexta-feira, o Báal Shem Tov disse a seus alunos: “Saiam e procurem um hóspede para Shabat.” Os alunos começaram a busca. Procuraram durante muito tempo, mas não encontraram ninguém. O Báal Shem Tov, porém, estava decidido, e lhes pediu que encontrassem uma visita.
Faltava meia hora para o Shabat, e nada de visita. Os discípulos saíram para a periferia de Mezibush, e esperaram nas encruzilhadas, até que, finalmente, encontraram um judeu que estava chegando, com um saco pesado sobre o ombro. Perguntaram-lhe se ele tinha um lugar para passar o Shabat e ele respondeu que não. Sugeriram que passasse o Shabat com o Báal Shem Tov em Mezibush, e ele aceitou de bom grado.
O Báal Shem Tov ficou muito contente de ver o hóspede, e pareceu estar de muito bom humor. Durante as refeições do Shabat, reinou um clima inspirador e alegre. Na terceira refeição do Shabat, o Báal Shem Tov cantou nigunim, melodias sem palavras. No meio da refeição, parou os nigunim e disse a seus alunos que queria que cada um deles compartilhasse com os demais um pensamento de Torá.
Começando pela direita, cada discípulo compartilhou um pensamento de Torá. Quando chegou a vez do visitante, o Báal Shem Tov lhe disse: “Fale um devar Torá.” O hóspede respondeu que não tinha o que falar. O Báal Shem Tov lhe perguntou se ele podia, ao menos, falar algo curto. Ao que o visitante respondeu que não tinha estudado muito. “Você estudou no cheder, quando criança? Talvez você possa nos contar uma história sobre nosso patriarca, Avraham.”
O judeu, que era uma pessoa simples, não entendeu exatamente o que o Báal Shem Tov estava pedindo. Mas quando ouviu a palavra “história”, achou que queriam que ele contasse qualquer história. “Vou contar uma história que aconteceu comigo”, disse, “se quiserem ouvi-la.” O Báal Shem Tov sorriu e concordou.
“Ontem, sexta-feira, fui solto da prisão de um pôrets. Durante um ano inteiro ele me manteve preso num buraco, pois eu lhe devia aluguel. Naquele poço, eu ouvia vozes, vindo de debaixo da terra, e não sabia se eram vozes de pessoas ou de espíritos. Eu tinha medo até de me mexer.
“Só durante minha última semana no buraco tomei coragem, abaixei-me e perguntei se estavam me ouvindo. Disseram que sim.
“Perguntei se eram pessoas ou espíritos. ‘Somos espíritos’, responderam.
“Continuei a perguntar. ‘Notei que vocês têm um costume estranho de chorar todos os dias da semana, mas quando chega sexta-feira, vocês riem. O que isso significa?’
“Os espíritos responderam: ‘Somos um grupo de espíritos que vive dos pecados de um chassid. Ele jejua todos os dias da semana. Não come nem bebe. Quando chega o Shabat, ele quer comer. Porém, devido aos jejuns, seu estômago encolheu e ele não pode comer nem carne nem peixe. Faz, então, o kidush sobre o vinho e logo depois sua esposa lhe leva um copo de leite. Depois que bebe o leite, espera até poder comer carne, e só então come a refeição de Shabat.
“‘Porém, cada vez que sua esposa lhe leva o copo, fazemos com que um pouco do leite se derrame, e ele fica bravo e chateado com ela. “Jejuo a semana inteira e você derrama meu leite!” Reclama. Por vezes, até ameaça que se o leire derramar de novo vai levá-la para o rabino. Toda semana damos um jeito para que o leite derrame, para que ele brigue com ela de novo. Isso nos deixa muito contentes, porque mais pecados são criados, e é deles que vivemos.’
“Perguntei mais uma coisa. ‘Por que vocês choraram muito mais que de costume, na semana passada e riram muito mais no Shabat?’
“Os espíritos responderam: ‘Esta semana passamos perigo. O chassid dissera a si mesmo que de agora em diante não mais ficaria zangado com sua esposa. ‘Eu mesmo vou servir o copo de leite de tarde e o colocarei no armário, de modo que eu tenha um copo de leite pronto quando o Shabat chegar’, decidiu.
“‘Sexta de tarde o chassid serviu seu copo de leite, guardou-o no armário e foi para a sinagoga para as preces de Shabat. De repente, sua esposa escutou que alguém na rua estava vendendo lenha pela metade do preço. Começou a procurar dinheiro onde seu marido costumava guardá-lo. Enquanto isto, os vendedores da lenha começaram a bater na porta, dizendo que tinham baixado ainda mais o preço. Na pressa de encontrar dinheiro, a mulher abriu o armário, e o copo de leite caiu e se quebrou.
“‘Sexta à noite, o chassid voltou para casa todo contente. “Desta vez, não vou ficar bravo com minha esposa. A paz e a tranqüilidade reinarão em nosso lar,” pensou.
“‘O chassid abriu o armário, e o copo de leite não estava lá. Percebeu que tudo tinha derramado. Quando se voltou para a esposa, à espera de uma explicação, ela começou a se desculpar. Ele ficou furioso e disse, “Agora estou entendendo tudo! Toda vez você derrama meu leite de propósito! Domingo iremos falar com o rabino, para que faça nosso divórcio…”
“‘Se choramos a semana inteira muito mais que de costume por não sabermos o que fazer,’ disseram os espíritos, ‘na sexta de noite rimos muito mais por termos tido sucesso em nossa missão.’”
Quando o hóspede concluiu sua história, o Báal Shem Tov começou a cantar um nigun. Quando acabou, o Shabat já tinha terminado e a sala de estudos estava envolta em escuridão. O Báal Shem Tov mandou trazerem luz e eis que o aluno que estava sentado à sua direita estava no chão, desmaiado. Sabia-se que aquele chassid jejuava a semana inteira.
Relatado pelo Rabino Zalman Notik em Beis Moshiach Magazine
Adaptado de:
http://lchaimweekly.org/lchaim/5775/1360.htm#caption8
(Inglês)
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