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O “Amo” e o “Escravo”

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Naquela época difícil do conflito entre os mitnagdim e os chassidim, os mitnagdim se recusavam a aceitar o jeito diferente dos chassidim e os perseguiam impiedosamente. O responsável pelas reações dos chassidim aos problemas causados pelos mitnagdim era o Alter Rebe (Rav Schneur Zalman, autor do Tanya e do Shulchan Aruch). E qualquer ação nesse sentido por parte dos chassidim tinha de ter sua permissão.

Certa vez, os grandes tsadikim, discípulos do Maguid de Mezritch, souberam de uma nova angústia que os mitnagdim estavam aprontando contra os chassidim. Convocaram uma reunião urgente para planejar evitar o mal que se aproximava. Rabi Schneur Zalman não pode comparecer à reunião. Portanto, ao término dela, dois dos tsadikim foram a Liozna, onde o Alter Rebe morava na época, para lhe comunicar as decisões da reunião e obter sua aprovação.

Esses dois tsadikim eram Rabi Zeev Wolf de Zitomir e Rebe Shlomo de Karlin. Quando concluíram sua missião de fornecer as devidas informações ao Alter Rebe, Rabi Zeev Wolf ainda ficou em Liozna durante algum tempo. Rebe Shlomo de Karlin, porém, deixou a cidade imediatamente. O Alter Rebe, pediu a alguns dos seus discípulos importantes que acompanhassem o visitante ilustre.

Um desses discípulos era R. Binyamin Kletsker. R. Binyanim era um grande sábio, tanto em niglê quanto em chassidut. Tinha uma capacidade extraordinária de aprofundar-se. Era negociante de madeira, por isso era chamado de “kletsker” (negociante de madeira, em yidish).

Conta-se que, certa vez, quando estava numa feira para comprar e vender madeira, encontraram-no parado concentrado em chassidut e em assuntos profundos ligados à grandeza do Criador. Quando lhe perguntaram: “Como você consegue, no meio da feira, concentrar-se em D-us?”, respondeu: “Por que dá para pensar em madeira no meio do Shemá Yisrael, e ao negociar madeiras não se pode pensar em D-us?”

Naquela época, os tsadikim tentavam conquistar cada vez mais chassidim, principalmente os mais talentosos e especiais. Cada um queria que seu método de servir a D-us tivesse o maior número possível de adeptos e que se tornasse herança de toda a comunidade.

Rebe Shlomo de Karlin percebeu que um de seus acompanhantes, o chassid R. Binyamin Kletsker, possuía talentos e qualidades especiais e queria que ele se juntasse a seu círculo de chassidim.

Quando Rebe Shlomo de Karlin e os discípulos do Alter Rebe chegaram a Vitebsk, de onde Rabi Shlomo de Karlin seguiria seu caminho para Bieshinkovits, onde morava na época, e os alunos do Alter Rebe deveriam regressar a Liozna, Rabi Shlomo pediu que R. Binyamin o acompanhasse. E ele concordou.

R. Binyamin muito se impressionou com Rebe Shlomo de Karlin. Com seus milagres, seu jeito de servir a Hashem, sua corte de chassidim e o comportamento de seus chassidim. Seu coração estava em tumulto. Por um lado, amava seu mestre, Rabi Schneur Zalman, e estava ligado a ele por todos os fios de sua alma. Acreditava em sua grandeza e no método com que ensinava Torá e Chassidut. Por outro lado, diante de seus olhos via um grande tsadik, que liderava seus chassidim no Serviço Divino de um jeito especial, cheio de emoção e entusiasmo!

Durante dois dias ficou indeciso entre voltar para Liozna ou ficar com Rebe Shlomo de Karlin. E eis que teve uma idéia que pensou que o tiraria da confusão mental: ficaria em Bieshinkovits apenas durante algum tempo e, em seguida, voltaria para seu Rebe, para Liozna.

Mas naquele momento, nele despertou uma conexão renovada e verdadeira com seu Rebe. Como alguém que desperta do sono e sacode de si as teias do sono e do cansaço. Assim R. Binyamin sacudiu de sobre si todas as dúvidas e indecisões. “Tenho um Rebe e não vou abrir mão de minha verdade por causa de um entusiasmo momentâneo”, disse para si mesmo com firmeza.

E dirigiu-se à casa do Rebe Shlomo de Karlin para se despedir. Rebe Shlomo, ao olhar para R. Binyamin, percebeu, de imediato, com seu Ruach Hakôdesh, tudo o que passava. Ainda fez uma última tentativa para mantê-lo consigo: “Se você ficar aqui, isso vai ajudá-lo, depois, a entender melhor os ensinamentos do seu Rebe, Rabi Schneur Zalman, fará com que seja um chassid  melhor dele!”…

Mas R. Binyamin já tinha decidido. Estremeceu ao falar as palavras abaixo a Rebe Shlomo, mas mesmo assim falou o que quis. Falou em polonês, que era a língua do país, e também Rebe Shlomo costumava falar ditos em polonês, de vez em quando:

“O amo é amo, mas não meu. O servo é servo, mas não seu.”

Rebe Shlomo de Karlin observou com espanto o chassid do Rebe Schneur Zalman. Percebeu que todas as tentativas de transformá-lo em seu chassid fracassaram. Entendeu muito bem o que R. Binyamin quis dizer: “O senhor é, de fato um Rebe – mas não meu Rebe. Eu sou, de fato, um chassid – mas não sou seu chassid.

Logo depois R. Binyamin voltou para Liozna, para nosso Alter Rebe.

Adaptado do livro (hebraico)

Sipurei Mofet – Baal HaTanya, Zalman Roderman, pág. 187-192

Leilui Nishmat:

 

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ahá!

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O gaon (gênio) R. Nechêmia de Dobrovna perguntou, certa vez, ao Tsêmach Tsêdek:

– Por que precisamos nos esforçar tanto para aprender Chassidut, uma vez que por mais que nos esforcemos não conseguimos entender direito? Quando Mashiach chegar, que seja em breve em nossos dias, amen, disse o profeta que “todos Me conhecerão”. Ora, então mesmo quem não estudou Chassidut ficará sabendo tudo. Por que, então, perder tempo agora com isso?

O Tsêmach Tsêdek respondeu que o resultado será o “ahá” que os chassidim dirão.

E deu o seguinte exemplo:

Se alguém está ao lado de uma parede, e do outro lado dela está havendo um diálogo, devido à parede e à distância, não dá para entender direito a conversa. Só pesca, meio por alto, sobre o que estão falando, mas não consegue captar os detalhes etc. Mas quando lhe contam depois todos os detalhes da conversa, lembra-se do conteúdo, e a todo instante pensa: “Ahá!”, quer dizer, agora já entendo o desenrolar e os detalhes do que ouvi antes.

O fato é que estudamos Chassidut e só conseguimos entender um pouquinho. Mas quando Mashiach nos ensinar, no futuro, poderemos dizer: “ahá”.

E o Tsêmach Tsêdek concluiu:

Quem escuta pela segunda vez entende muito melhor que do que aquele que está ouvindo da primeira vez.

E é isso que o profeta está dizendo:

Que todos Me conhecerão, desde os pequenos até os grandes – dá para comparar o conhecimento do grande com o do pequeno?

(Adaptado do livro “Shmuot veSipurim” (hebraico),

do Rabino Refael Nachman Hacohen, a’h), Vol II, págs. 96-97)

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Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

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Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

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A Viagem e o Parto

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O Rabino Pinchas Weberman, de Miami Beach, contou o seguinte:

No final da década de 70, minha esposa engravidou e o médico disse que o bebê estava sentado, ou seja, não estava na posição certa para que o parto fosse normal. Pouco depois de ficarmos sabendo disso, aconteceu que estávamos em Nova York e, durante a visita, nos encontramos com o Rebe. O assunto da posição do feto no útero foi mencionado na conversa.

O Rebe respondeu perguntando como regressaríamos para a Flórida. Eu disse que provavelmente de avião, como sempre. Ao que o Rebe respondeu:
 “Bem, há nuvens… há ventos… Tem certeza de que querem voltar de avião?”

Sempre há nuvens e ventos quando se viaja por via aérea. O fato de o Rebe haver mencionado isso significava alguma coisa e, de fato, o Rebe disse em seguida:

“Procurem outro jeito para voltar. E quando o fizerem, levem com vocês um Tanya e algumas mezuzot. E quando possível, dêem esses itens de presente.”

Levamos o conselho do Rebe a sério e resolvemos alugar um carro. Fui na Avis, mas quando entrei no carro que eu ia alugar, a porta não fechava. Entrei em outro carro, mas nesse, as luzes não funcionavam, o terceiro estava com problemas nas janelas. Portando, eu disse com meus botões: “Acho que não devo alugar um carro.”

Resolvemos ir de ônibus de Nova York a Miami e fazer duas paradas no caminho, dormindo em hotéis de beira de estrada. Uma parada foi em Charlotte, na Carolina do Norte, onde entreguei o Tanya ao rabino da cidade. A segunda parada foi em Jessup, Georgia. Lá, procurei um nome judaico no catálogo telefônico e encontrei um “Weinstein”. Liguei para ele e me apresentei. Descobri que seu avô fazia parte de minha congregação e eu também conhecia o irmão de seu pai. Encontrei-me com ele e lhe dei as mezuzot.

Entremos no ônibus e, durante o último trecho da viagem, minha esposa sentiu que o bebê se mexeu. Quando chegamos à nossa cidade, o médico nos disse que tudo estava bem – o bebê não estava mais sentado. Ele tinha se virado sozinho durante a viagem de ônibus.

O parto foi normal, e até hoje me espanto do conhecimento prévio do Rebe e fico maravilhado e curioso de como ele poderia saber que mudando o meio de transporte corrigiria o problema.

Adaptado de: JEM’s Here’s My Story

http://www.collive.com/show_news.rtx?id=35646&alias=road-trip-uncomplicates-birth

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A Recompensa das Mulheres

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Disse o Rebe Maharash:

No ano 1854, o Rei Nicolau I emitiu um decreto proibindo as mulheres judias de usarem um kissui rosh (cobertura para o cabelo) que usavam na época chamado knupin. O Rei Nicolau I era um grande antissemita e estava sempre emitindo decretos perversos, principalmente em assuntos religiosos. E ele não gostava daquele kissui rosh.

Vinte anos depois, no ano de 1874, houve outro decreto chamado: “nova situação na convocação para o exército”: todos os rapazes, sem exceção, precisavam se apresentar ao Serviço Militar. Antes disso, cada cidade ou localidade deveria mandar certo número de convocados, anualmente.

E o Rebe Maharash concluiu: Os filhos das mulheres que vinte anos antes não tiraram a cobertura do cabelo foram dispensados do Serviço Militar. Todos, sem exceção. Mas quanto àquelas que não passaram no teste, bem sei por que sofrimentos passaram.

Adaptado do livro:

“Shemuot VeSipurim”, R. Refael Nachman Hakohen

(Hebraico)

Vol. I, pág. 67

Agradecimentos especiais ao Rabino Shmuel Butman

http://www.collive.com/show_news.rtx?id=35176&alias=wedding-will-link-2-miracles

(inglês)

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Milagres Acontecem

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R. Yona Eidelkop relatou o seguinte:

R. Chayim Yisrael Epstein morava em Rostov e era chassid do Rebe Rashab.

Seu apartamento tinha vários cômodos e, após a morte de sua esposa, ficou só. Naquela época, o governo começara a limitar as moradias, e desapropriava os quartos a mais que as pessoas possuíam. Pegaram seu apartamento, também, lá puseram goyim para morar, e deixaram para ele apenas um quarto. Depois de certo tempo, o nochri noivou sua filha com um homem da G.P.O., e o jovem casal queria morar justamente com os pais. Portanto, exigiram que R. Chayim saísse de seu quarto. Para onde? Isso não lhes importava.

R. Chayim começou a procurar um apartamento, mas não encontrou. Implorou que não o despejassem, mas não concordaram. Não quiseram nem falar com ele e o intimaram a sair até a data do casamento, caso contrário, jogariam todos os seus pertences na rua. R. Chayim resolveu que não sairia de modo algum, houvesse o que houvesse.

No dia que tinham marcado para ele sair, acordou cedo, foi ao ohel do Rebe Rashab em Rostov e lá desabafou sua dor. Quando voltou para casa o jovem casal estava chegando, todo feliz, para almoçar, e o ameaçaram que após a refeição o despejariam. E eis que o noivo engasgou-se com a comida e morreu.

Adaptado do livro:

“Shmuot veSipurim”, R. Rafael Nachman HaKohen

(hebraico), Vol. I, pág. 149.

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Rebe, por favor me ajude!

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O Rabino Zushe Silberstein contou a seguinte história:

Alguns anos atrás, um primo meu, Aharon David, contou-me a história abaixo. Meu primo é um chassid, mas não um chassid Chabad. É um empresário bem sucedido e colaborou com as diversas instituições dirigidas por seu rebe, arrecadando dinheiro para as instituições durante suas viagens de negócios.

Certa vez, meu primo estava em Los Angeles a negócios. Andando pela rua, avistou alguém que lhe pareceu familiar, embora não se lembrasse de onde. Lembrou-se, então, que tinham sido parceiros de estudo na yeshivá muitos anos atrás. Conversaram um pouco de amenidades e o amigo a quem não via há tantos anos anunciou: “Agora sou chassid do Rebe de Lubavitch.”

Meu primo lhe perguntou: “Como foi que isso aconteceu?”

– “Escute minha história e você vai entender. Depois de meu casamento, continuamos morando na comunidade do Brooklyn onde tínhamos crescido. Uns seis meses depois ofereceram-me um emprego em Los Angeles e resolvemos nos mudar para cá, embora não conhecêssemos ninguém aqui.

“Certo dia, minha esposa se sentiu mal. E como parecia ser grave fomos ao pronto-socorro. Após algumas horas de exames e espera, o médico saiu muito sério e conversou em particular comigo. ‘Pelos exames que fizemos, parece que a doença de sua esposa é complicada. Pelo que vemos, a doença dela está muito avançada. Sugiro que você não diga nada a ela para não amedrontá-la. Vá para casa. Durma um pouco. Amanhã volte aqui, e enquanto isto cuidaremos dela para que se sinta bem.’

“Eu não sabia o que fazer, nem a quem pedir ajuda. Fui para casa, rezei e disse Salmos do fundo do coração. De repente lembrei-me: sou um chassid! Comecei a gritar: ‘Rebe, por favor me ajude! Salve minha esposa! Ajude-me!’

“Poucos minutos depois o telefone tocou! Naquela hora, no meio da noite! Pensei que talvez fosse alguém do hospital para me dar boas notícias. Mas quando atendi, era um homem falando em yidish. Disse: ‘Sou Hodakov. Estou ligando porque o Rebe me disse para lhe telefonar e dizer que de manhã você deve tirar sua esposa do hospital e ir ao Dr. -. O Rebe deu sua bênção de que tudo ficará bem.’ Depois, aquele tal de Hodakov disse: ‘Escutou o que eu disse?’ Eu devo ter dito ‘sim’ pois a ligação foi concluída.

“Fiquei lá sentado pensando: ‘Será que realmente recebi esse telefonema? De onde conheço Hodakov? Talvez eu esteja sonhando e escutando vozes? Talvez tenha sido uma fantasia? Sei o que ouvi, mas quem é Hodakov?’

“Eu não sabia quem era Hodakov, mas achei que era alguém ligado ao Rebe de Lubavitch. Lembrei-me de que havia um chassid Chabad, um emissário do Rebe de Lubavitch aqui em Los Angeles chamado Rabino Shmuel Dovid Raichik. Jamais o vira, mas era conhecido como alguém que está sempre ajudando aos outros. Diziam que ficava acordado a noite inteira dizendo o Shemá de antes de dormir.

Procurei seu número no catálogo. Eram 3:30 da madrugada, mas telefonei mesmo assim. O Rabino Raichik atendeu. Contei-lhe o que acontecera com minha esposa e sobre o telefonema do Rabino Hodakov. O Rabino Raichik me disse que R. Hodakov era o secretário particular do Rebe de Lubavitch. ‘Portanto, faça o que ele lhe disse para fazer!’ Disse simplesmente R. Raichik. Expliquei que eu tinha ficado tão surpreso com o telefonema que não tinha muita certeza do que R. Hodakov tinha me dito para fazer. R. Raichik me deu o número do telefone do escritório do Rebe. Embora fossem 6:30 da manhã em Nova York, ele insistiu para que eu ligasse para o escritório do Rebe para me certificar do que eu deveria fazer. Telefonei imediatamente e R. Hodakov atendeu.

Pedi-lhe para repetir o que tinha me dito: ‘O Rebe me disse para telefonar para você e dizer que de manhã, tire sua esposa do hospital e vá ao Dr. – e o Rebe deu sua bênção de que tudo ficará bem.’ Perguntei-lhe: ‘Por que você me ligou?’ R. Hodakov disse: ‘Porque o Rebe me pediu para fazê-lo.’ Espantado, perguntei: ‘Mas eu não telefonei para o Rebe, portanto, por que o Rebe lhe disse para me ligar?’ R. Hodakov disse: ‘Não sei. Isso é entre você e o Rebe.

Fiz o que o Rebe me falou para fazer. Na manhã seguinte fui ao hospital e disse ao médico que ia levar minha esposa embora. Tive de assinar um monte de documentos assumindo a responsabilidade por ela. Descobri o endereço do médico que o Rebe indicara. Liguei para o consultório e a secretária me disse que só tinha hora para dali a um ano! Tentei explicar que era urgente, mas de nada adiantou. Resolvi levar minha esposa direto para o médico. Fomos ao consultório sem ter hora marcada. Quando avistei o médico, disse-lhe, em desespero, que ele tinha de examinar minha esposa. Ele ficou desconcertado com meu atrevimento, mas disse que isso só seria possível com hora marcada. Disse-lhe que a secretária dissera que só tinha hora para dali a um ano. O médico reafirmou que não nos poderia receber. Disse-lhe: ‘O Rebe de Lubavitch me mandou para o senhor.’

Ao ouvir isso, ele disse: ‘Não sei quem é o Rebe de Lubavitch, mas sua história é tão incomum que me interessa. Entre no meu consultório, quero ouvir mais.’ Minha esposa e eu entramos no consultório e lhe contamos tudo. E ele acabou concordando em tratá-la.

Meu primo Aharon David estava durante todo esse tempo parado na rua em Los Angeles conversando com seu velho amigo. Seu amigo concluiu: “Você deve estar querendo saber o que aconteceu… Graças a D-us, minha esposa se recuperou! Fomos abençoados com cinco filhos, e tudo está bem!”

Mas meu primo ainda não estava entendendo. Perguntou a seu velho amigo: “Mas por que você se tornou um chassid do Rebe de Lubavitch?” Seu amigo respondeu: “No meio da noite, quando gritei ‘Rebe, por favor me ajude!’ Foi o Rebe de Lubavitch quem me atendeu!”

Por Rabino Zushe Silberstein

Revista Beis Moshiachach

Adaptado de:  http://lchaimweekly.org/

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Para Contar uma História

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O Rebe Anterior (o Rebe Rayats) relatou que ouviu do seu pai (o Rebe Rashab, cuja alma se encontra no Gan Êden) o seguinte maamar do Alter Rebe:

Quando ouvíamos Torá do Rebe (o Maguid de Mezritch), era para nós como a Torá Oral, e quando ouvíamos dele uma história, era como a Torá Escrita.

Quem conta uma história tem de se preparar mais do que para falar um maamar de Chassidut profundo. E quem escuta a história – mesmo que tanto o mashpia quanto o mekabel sejam altamente qualificados – precisa de um preparo maior do que se fosse para um maamar profundíssimo.

Contar uma história posiciona o indivíduo sobre a verdade e a paz, e quando se conta uma história que não é verdadeira, isso faz dele um chitson e um mentiroso. Quem conta uma história deve descrever tudo o que há em torno dela, de modo que quem escuta sinta que está lá.

(Sêfer haSichot 5704, págs. 140-144)

Adaptado de “Otsar Sipurei Chabad”, R. Avraham Chanoch Glitsenshtein, hebraico, Vol. XI, págs, 9-10.

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Não Basta Conhecimento

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Uma cidade estava precisando de um rabino, e as pessoas de lá haviam escolhido um jovem que transbordava de conhecimentos. Como estavam subordinados ao Rebe Maharash (R. Shemuel, o quarto Rebe da dinastia Chabad), pediram ao homem que trouxesse um diploma de rabino do Rebe Maharash. O jovem viajou até Lubavitch, e quando se encontrou com o Rebe, este o enviou a um dos grandes rabinos dos mitnagdim na cidade de Shklov, dizendo-lhe que se aquele Rav lhe desse semichá, ele também daria. Aquilo muito espantou os chassidim.

O rapaz viajou a Shklov para encontrar-se com aquele Rav e lhe contou o motivo de sua visita, que o Rebe Maharash o enviara a ele, para que o testasse e lhe desse semichá. O Rav também estranhou aquilo. Que negócio era aquele que o Rebe de Lubavitch lhe mandasse um jovem a quem tinham pedido que conseguisse semichá justamente do Rebe Maharash, e o Rebe em vez de lhe dar semichá o enviou primeiro a ele? Em todo caso, pensou que o Rebe o mandara procurá-lo por ser ele um rabino muito importante.

O Rav o testou e viu que ele tinha plenos conhecimentos de tudo o que lhe perguntou e que era merecedor da semichá. Sentou-se, portanto, para escrever o diploma. Mas quando se lembrou de como tudo aquilo era muito curioso, seu coração se negou a escrever e adiou o assunto para a noite. Quando o rapaz voltou, de noite, testou-o novamente, e comprovou-se que em virtude de seus conhecimentos ele merecia a semichá. Quis escrever o diploma e mais uma vez lembrou-se do fato de ser muito estranho que o Rebe Maharash o tivesse enviado para ele, e que deveria haver algum motivo para isso. Adiou, portanto, o assunto para o dia seguinte.

De noite, o Rav não conseguiu dormir, pois não estava conseguindo entender o significado de tudo aquilo, e o que o Rebe Maharash tinha a ver com ele. Lembrou-se, então, que poucos dias antes estava numa certa cidade, e queria viajar de lá para outra localidade. Contratou um cocheiro com a condição que não levasse mais nenhum passageiro além dele. O cocheiro assim prometeu. Quando estavam fora da cidade,  um homem estava parado na beira da estrada e implorou que o levassem também na carroça, pois chovia torrencialmente. O cocheiro gritou que não podia levá-lo, pois assim o rabino tinha exigido. Mas o homem implorou tanto, que ele acabou concordando.

Mais adiante, na beira da estrada encontraram mais um, este trajando uniforme militar, que também implorou que o levassem na carroça. O cocheiro gritou que não podia fazer isso. No final, o Rav permitiu que o levasse também. Foi só quando o soldado sentou-se na carroça que ele percebeu que embora estivesse com farda do exército, na verdade era uma mulher. O primeiro homem se aproximou dela e começaram a conversar, o homem e a mulher, uma conversa tão sem-vergonha que o Rav ficou enojado. E ficou muito angustiado. Se não tivesse chovendo tanto ele teria descido da carroça.

E de repente, pareceu ao Rav que o jovem que estava querendo semichá era aquele homem que estivera com ele na carroça conversando com a mulher.

No dia seguinte, quando o jovem foi buscar seu diploma, o Rav lhe perguntou: “Por acaso você viajou de tal a tal cidade há tantos e tantos dias?” E o rapaz respondeu: “Sim.”

E o Rav falou: “Agora já sei! Já não vou lhe dar semichá nenhuma!”

Adaptado do livro: Sipurei Chabad , Vol. XVIII, págs. 82-83 (hebraico), R. A. Ch. Glitsenshtein.

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O Estalajadeiro e o Rebe

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O Alter Rebe (Rabi Shneur Zalman de Liadi, fundador do chassidismo Chabad) esperava que todos os membros de sua família fossem econômicos em seus gastos. “Como minha família é sustentada pela comunidade, e nossos Sábios ensinam que a Torá desaprova o desperdício de dinheiro que pertence aos judeus, devemos viver com parcimônia”, explicava.

Certa vez, quando um de seus netos foi visitá-lo usando um cinto caro, o Alter Rebe lhe perguntou: “Você é rico a ponto de poder usar um cinto tão caro?”

O neto ficou em silêncio e o Alter Rebe continuou a questioná-lo a respeito de assuntos financeiros. “Diga-me, quanto dinheiro recebeu  de dote?”

“Dois mil rublos”, respondeu o neto.

“Quais são seus planos para este dinheiro?” – Perguntou o Alter Rebe.

“Pretendo entregá-lo a um comerciante de sucesso. Assim poderei ganhar alguma coisa.”

“Talvez”, retorquiu o Alter Rebe, “ele nem lhe devolva seu capital nem lucros?”

“Impossível” – argumentou o neto. “Este comerciante é muito rico e de confiança.”

“Que diferença faz se ele é rico agora?” Argumentou o Alter Rebe. “A roda da fortuna gira. E ele pode empobrecer.”

“O que o senhor sugere que eu faça com meu dinheiro?” Perguntou o neto, hesitante.

“Meu conselho” – disse o Alter Rebe gravemente – “é que você ponha todo o dinheiro nesta caixa.” E apontou para a uma caixinha de caridade.

O neto pensou que o avô estivesse brincando. Dois mil rublos eram muito dinheiro. Ele não achava que seu avô fosse de brincar com assuntos desses, mas mesmo assim…

“Estou falando sério. Sugiro que dê todo o dinheiro para caridade. Deste modo, tanto o ‘capital’ quanto os ‘juros’, permanecerão intactos. Receio que se você investir com algum comerciante rico acabe perdendo ambos.”

O neto ouviu o que o Rebe disse, mas mesmo assim resolveu investir seu dinheiro com um homem de negócios que era rico, de confiança e, além disso, um erudito. Alguns meses depois, porém, um incêndio destruiu tudo o que o negociante possuía e ele ficou reduzido à miséria.

Quando o Rebe perguntou ao neto, depois, qual o resultado do investimento, o jovem contou a desgraça que se abatera sobre o homem de negócios.

“Por que você não escutou meu conselho e depositou o dinheiro nesta caixinha de caridade?” – Repreendeu o Rebe. “Se você tivesse feito isso, o capital e os juros teriam ficado intactos. Por que meus chassidim não confiam no conselho de seu Rebe? Vou lhe contar uma história sobre a fé simples das pessoas de Volhynia.”

“Certa vez, num inverno extremamente frio, eu estava voltando para casa de uma visita ao meu Rebe, o Maguid de Mezritch. Eu estava quase congelado quando cheguei à estalagem de um judeu.

“‘Há quanto tempo mora aqui?’ – Perguntei ao estalajadeiro idoso.

“‘Há quase cinqüenta anos,’ – respondeu.

“‘E há outros judeus por aqui? Você tem um minyan com quem rezar? Pessoas com quem comemorar as Grandes Festas?’

“‘Só nas Grandes Festas vou a uma vila aqui perto para rezar com uma congregação.’

“‘Por que você não mora nessa vila para poder ficar junto de outros judeus?’ – Perguntei.

“‘Como vou me sustentar?’ – Ele me perguntou.

“‘Se D-us pode achar sustento para cem famílias, não acha que pode fazê-lo para mais uma?’ – Perguntei-lhe.

“Eu também lhe disse que eu sou discípulo do Maguid de Mezritch.

“Ele saiu da sala no mesmo instante. Meia hora depois, vi algumas carroças estacionadas na frente da estalagem, abarrotadas de mobília e objetos de casa. Vi o estalajadeiro perto das carroças e perguntei o que estava havendo.

“‘Vou me mudar para aquela cidadezinha’, respondeu simplesmente o estalajadeiro.

“Viu que fé poderosa o velhinho tinha no meu Rebe?” O Alter Rebe desafiou seu neto. “Eu só mencionei que era discípulo do Maguid de Mezritch e ele largou tudo imediatamente, inclusive sua casa e seu sustento de 50 anos. E ele não era nem um chassid. E você me ouviu falar duas vezes que devia colocar o dinheiro na caixinha de tsedaká, e mesmo assim não me obedeceu.

Baseado em:   http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

                          Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

 

 

 

 

 

 

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David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

 

BS’D

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Certa vez, um nobre polonês estava passando por um “shteitl” judaico, e viu judeus que estavam rezando na rua. “O que será que esses judeus estão gritando do lado de fora da sinagoga, numa noite fria de inverno?” – pensou. Pediu a seu cocheiro que parasse sua carruagem de quatro cavalos, e chamasse o líder do grupo.

“O que vocês estavam gritando?” – Perguntou.

“Que David, Rei de Israel, vive e perdura!” – Respondeu o judeu.

“O quê?” – Perguntou o nobre. “Não está escrito nas Escrituras: ‘E David repousou com seus ancestrais, e foi enterrado na cidade de David?’ (Reis I, 2:10)

O que se responde a um nobre polonês que te joga as Escrituras na cara?

Contudo, todos os Sidurim (livros de reza), trazem essa prece:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

(David , Rei de Israel, vive e perdura)”

Este conceito, portanto, além de estar na Halachá e nas fontes clássicas da Torá, foi incorporado nas preces ditas por todos os judeus até hoje! É importante notar que essas palavras são conhecidas pelos judeus de todas as origens – praticamente todos os judeus do mundo já ouviram as palavras:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam”!

Adaptado do livro (inglês):

“Countdown to Moshiach”

do Rabino Shmuel Butman

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi Halevi

Shemuel ben Aba

 

 

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