Archive for história

Para Contar uma História

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O Rebe Anterior (o Rebe Rayats) relatou que ouviu do seu pai (o Rebe Rashab, cuja alma se encontra no Gan Êden) o seguinte maamar do Alter Rebe:

Quando ouvíamos Torá do Rebe (o Maguid de Mezritch), era para nós como a Torá Oral, e quando ouvíamos dele uma história, era como a Torá Escrita.

Quem conta uma história tem de se preparar mais do que para falar um maamar de Chassidut profundo. E quem escuta a história – mesmo que tanto o mashpia quanto o mekabel sejam altamente qualificados – precisa de um preparo maior do que se fosse para um maamar profundíssimo.

Contar uma história posiciona o indivíduo sobre a verdade e a paz, e quando se conta uma história que não é verdadeira, isso faz dele um chitson e um mentiroso. Quem conta uma história deve descrever tudo o que há em torno dela, de modo que quem escuta sinta que está lá.

(Sêfer haSichot 5704, págs. 140-144)

Adaptado de “Otsar Sipurei Chabad”, R. Avraham Chanoch Glitsenshtein, hebraico, Vol. XI, págs, 9-10.

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

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Não Basta Conhecimento

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Uma cidade estava precisando de um rabino, e as pessoas de lá haviam escolhido um jovem que transbordava de conhecimentos. Como estavam subordinados ao Rebe Maharash (R. Shemuel, o quarto Rebe da dinastia Chabad), pediram ao homem que trouxesse um diploma de rabino do Rebe Maharash. O jovem viajou até Lubavitch, e quando se encontrou com o Rebe, este o enviou a um dos grandes rabinos dos mitnagdim na cidade de Shklov, dizendo-lhe que se aquele Rav lhe desse semichá, ele também daria. Aquilo muito espantou os chassidim.

O rapaz viajou a Shklov para encontrar-se com aquele Rav e lhe contou o motivo de sua visita, que o Rebe Maharash o enviara a ele, para que o testasse e lhe desse semichá. O Rav também estranhou aquilo. Que negócio era aquele que o Rebe de Lubavitch lhe mandasse um jovem a quem tinham pedido que conseguisse semichá justamente do Rebe Maharash, e o Rebe em vez de lhe dar semichá o enviou primeiro a ele? Em todo caso, pensou que o Rebe o mandara procurá-lo por ser ele um rabino muito importante.

O Rav o testou e viu que ele tinha plenos conhecimentos de tudo o que lhe perguntou e que era merecedor da semichá. Sentou-se, portanto, para escrever o diploma. Mas quando se lembrou de como tudo aquilo era muito curioso, seu coração se negou a escrever e adiou o assunto para a noite. Quando o rapaz voltou, de noite, testou-o novamente, e comprovou-se que em virtude de seus conhecimentos ele merecia a semichá. Quis escrever o diploma e mais uma vez lembrou-se do fato de ser muito estranho que o Rebe Maharash o tivesse enviado para ele, e que deveria haver algum motivo para isso. Adiou, portanto, o assunto para o dia seguinte.

De noite, o Rav não conseguiu dormir, pois não estava conseguindo entender o significado de tudo aquilo, e o que o Rebe Maharash tinha a ver com ele. Lembrou-se, então, que poucos dias antes estava numa certa cidade, e queria viajar de lá para outra localidade. Contratou um cocheiro com a condição que não levasse mais nenhum passageiro além dele. O cocheiro assim prometeu. Quando estavam fora da cidade,  um homem estava parado na beira da estrada e implorou que o levassem também na carroça, pois chovia torrencialmente. O cocheiro gritou que não podia levá-lo, pois assim o rabino tinha exigido. Mas o homem implorou tanto, que ele acabou concordando.

Mais adiante, na beira da estrada encontraram mais um, este trajando uniforme militar, que também implorou que o levassem na carroça. O cocheiro gritou que não podia fazer isso. No final, o Rav permitiu que o levasse também. Foi só quando o soldado sentou-se na carroça que ele percebeu que embora estivesse com farda do exército, na verdade era uma mulher. O primeiro homem se aproximou dela e começaram a conversar, o homem e a mulher, uma conversa tão sem-vergonha que o Rav ficou enojado. E ficou muito angustiado. Se não tivesse chovendo tanto ele teria descido da carroça.

E de repente, pareceu ao Rav que o jovem que estava querendo semichá era aquele homem que estivera com ele na carroça conversando com a mulher.

No dia seguinte, quando o jovem foi buscar seu diploma, o Rav lhe perguntou: “Por acaso você viajou de tal a tal cidade há tantos e tantos dias?” E o rapaz respondeu: “Sim.”

E o Rav falou: “Agora já sei! Já não vou lhe dar semichá nenhuma!”

Adaptado do livro: Sipurei Chabad , Vol. XVIII, págs. 82-83 (hebraico), R. A. Ch. Glitsenshtein.

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

 

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O Estalajadeiro e o Rebe

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O Alter Rebe (Rabi Shneur Zalman de Liadi, fundador do chassidismo Chabad) esperava que todos os membros de sua família fossem econômicos em seus gastos. “Como minha família é sustentada pela comunidade, e nossos Sábios ensinam que a Torá desaprova o desperdício de dinheiro que pertence aos judeus, devemos viver com parcimônia”, explicava.

Certa vez, quando um de seus netos foi visitá-lo usando um cinto caro, o Alter Rebe lhe perguntou: “Você é rico a ponto de poder usar um cinto tão caro?”

O neto ficou em silêncio e o Alter Rebe continuou a questioná-lo a respeito de assuntos financeiros. “Diga-me, quanto dinheiro recebeu  de dote?”

“Dois mil rublos”, respondeu o neto.

“Quais são seus planos para este dinheiro?” – Perguntou o Alter Rebe.

“Pretendo entregá-lo a um comerciante de sucesso. Assim poderei ganhar alguma coisa.”

“Talvez”, retorquiu o Alter Rebe, “ele nem lhe devolva seu capital nem lucros?”

“Impossível” – argumentou o neto. “Este comerciante é muito rico e de confiança.”

“Que diferença faz se ele é rico agora?” Argumentou o Alter Rebe. “A roda da fortuna gira. E ele pode empobrecer.”

“O que o senhor sugere que eu faça com meu dinheiro?” Perguntou o neto, hesitante.

“Meu conselho” – disse o Alter Rebe gravemente – “é que você ponha todo o dinheiro nesta caixa.” E apontou para a uma caixinha de caridade.

O neto pensou que o avô estivesse brincando. Dois mil rublos eram muito dinheiro. Ele não achava que seu avô fosse de brincar com assuntos desses, mas mesmo assim…

“Estou falando sério. Sugiro que dê todo o dinheiro para caridade. Deste modo, tanto o ‘capital’ quanto os ‘juros’, permanecerão intactos. Receio que se você investir com algum comerciante rico acabe perdendo ambos.”

O neto ouviu o que o Rebe disse, mas mesmo assim resolveu investir seu dinheiro com um homem de negócios que era rico, de confiança e, além disso, um erudito. Alguns meses depois, porém, um incêndio destruiu tudo o que o negociante possuía e ele ficou reduzido à miséria.

Quando o Rebe perguntou ao neto, depois, qual o resultado do investimento, o jovem contou a desgraça que se abatera sobre o homem de negócios.

“Por que você não escutou meu conselho e depositou o dinheiro nesta caixinha de caridade?” – Repreendeu o Rebe. “Se você tivesse feito isso, o capital e os juros teriam ficado intactos. Por que meus chassidim não confiam no conselho de seu Rebe? Vou lhe contar uma história sobre a fé simples das pessoas de Volhynia.”

“Certa vez, num inverno extremamente frio, eu estava voltando para casa de uma visita ao meu Rebe, o Maguid de Mezritch. Eu estava quase congelado quando cheguei à estalagem de um judeu.

“‘Há quanto tempo mora aqui?’ – Perguntei ao estalajadeiro idoso.

“‘Há quase cinqüenta anos,’ – respondeu.

“‘E há outros judeus por aqui? Você tem um minyan com quem rezar? Pessoas com quem comemorar as Grandes Festas?’

“‘Só nas Grandes Festas vou a uma vila aqui perto para rezar com uma congregação.’

“‘Por que você não mora nessa vila para poder ficar junto de outros judeus?’ – Perguntei.

“‘Como vou me sustentar?’ – Ele me perguntou.

“‘Se D-us pode achar sustento para cem famílias, não acha que pode fazê-lo para mais uma?’ – Perguntei-lhe.

“Eu também lhe disse que eu sou discípulo do Maguid de Mezritch.

“Ele saiu da sala no mesmo instante. Meia hora depois, vi algumas carroças estacionadas na frente da estalagem, abarrotadas de mobília e objetos de casa. Vi o estalajadeiro perto das carroças e perguntei o que estava havendo.

“‘Vou me mudar para aquela cidadezinha’, respondeu simplesmente o estalajadeiro.

“Viu que fé poderosa o velhinho tinha no meu Rebe?” O Alter Rebe desafiou seu neto. “Eu só mencionei que era discípulo do Maguid de Mezritch e ele largou tudo imediatamente, inclusive sua casa e seu sustento de 50 anos. E ele não era nem um chassid. E você me ouviu falar duas vezes que devia colocar o dinheiro na caixinha de tsedaká, e mesmo assim não me obedeceu.

Baseado em:   http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

 

 

 

 

 

 

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David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

 

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Certa vez, um nobre polonês estava passando por um “shteitl” judaico, e viu judeus que estavam rezando na rua. “O que será que esses judeus estão gritando do lado de fora da sinagoga, numa noite fria de inverno?” – pensou. Pediu a seu cocheiro que parasse sua carruagem de quatro cavalos, e chamasse o líder do grupo.

“O que vocês estavam gritando?” – Perguntou.

“Que David, Rei de Israel, vive e perdura!” – Respondeu o judeu.

“O quê?” – Perguntou o nobre. “Não está escrito nas Escrituras: ‘E David repousou com seus ancestrais, e foi enterrado na cidade de David?’ (Reis I, 2:10)

O que se responde a um nobre polonês que te joga as Escrituras na cara?

Contudo, todos os Sidurim (livros de reza), trazem essa prece:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

(David , Rei de Israel, vive e perdura)”

Este conceito, portanto, além de estar na Halachá e nas fontes clássicas da Torá, foi incorporado nas preces ditas por todos os judeus até hoje! É importante notar que essas palavras são conhecidas pelos judeus de todas as origens – praticamente todos os judeus do mundo já ouviram as palavras:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam”!

Adaptado do livro (inglês):

“Countdown to Moshiach”

do Rabino Shmuel Butman

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi Halevi

Shemuel ben Aba

 

 

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Ricos e Pobres

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Certa vez, perguntaram ao Rebe Maharash: “Por que quando um pobre entra para yechidut (audiência particular) com o senhor, fica alguns minutos e sai logo, ao passo que  um rico fica na yechidut no mínimo meia hora?”

O Rebe Maharash respondeu:

“Quando um pobre entra para yechidut, logo conta qual é sua situação: que não tem parnassá (sustento), e eu o abençôo para que Hashem o ajude com sustento em abundância. Um rico, porém, quando entra para yechidut, começa dizendo que é rico e que tem vários negócios, e só depois de muita averiguação, descobre-se que ele tem muitas dívidas, maiores que o valor de todos os seus negócios, e que ele é, de fato, muito pobre. E até eu descobrir que ele não é rico demora no mínimo meia hora.

“Otsar Sipurei Chabad”, Vol.XVIII, págs. 127-128.

(hebraico)

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

 

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Parto Difícil

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Reb Shmuel Munkis era um dos mais queridos e pitorescos chassidim do Alter Rebe, Rabi Shneur Zalman, fundador do movimento Chabad.

Quando chegou à corte do Rebe em Liozna, aproximadamente no ano 1778, era ainda jovem, mas já bem versado no Talmud e em muitas outras áreas do conhecimento judaico. Tornou-se imediatamente um dos mais importantes discípulos do Rebe, com quem teve uma relação especial durante toda a vida. Por seu grande refinamento espiritual, foi escolhido pelo Alter Rebe para ser seu emissário especial e mentor de muitas outras personalidades impressionantes de sua época.

Poder-se-ia imaginar que uma pessoa assim elevada deveria ser séria e taciturna, mas ele tinha grande senso de humor, embora suas piadas jamais fossem frívolas: sempre tinham um fundo de verdade essencial.

Certa vez, uma mãe ansiosa entrou de supetão na Casa de Estudos do Alter Rebe, que ela jamais vira, e correu para Reb Smuel, pensando que ele era o tsadik que ela estava procurando. Angustiada, pediu-lhe uma berachá para sua filha, que estava há muito tempo em trabalho de parto e nada de o neném nascer.

Reb Shmuel percebeu a confusão da mulher e, embora não fosse quem ela pensava que ele era, lá estava uma mulher judia que precisava desesperadamente de ajuda, e todo judeu aflito tem de ser ajudado. Falou para a mulher num tom de voz tranquilizador: “Não se preocupe. Vá para casa e fale o Yizkor (a prece em memória dos pais falecidos) sete vezes.”

Era um estranho conselho, mas a mulher confiou nas palavras do tsadik. Correu para casa e apressou-se em cumprir sua orientação. Poucos dias depois, a mulher voltou à Casa de Estudos com uma bandeja cheia de iguarias. Pediu permissão para entrar no escritório do Rebe e lhe agradeceu muito pela bênção e pelo conselho. Contou que assim que acabara de falar Yizkor pela sétima vez o bebê nascera, forte e saudável. Estava tão emocionada contando sua história que nem percebeu que não estava falando com o homem que lhe dera o conselho.

O Alter Rebe a parabenizou e a abençoou. Em seguida, chamou Reb Shmuel Munkis e perguntou: “Onde você encontrou a segulá (um ato que traz boa sorte) de falar Yizkor sete vezes?”
Reb Shmuel respondeu: “Se quando dizemos Yizkor na sinagoga uma vez todas as crianças, e até mesmo alguns adultos, saem correndo, achei que se fosse falado sete vezes, com certeza a criança sairia rapidinho!”
[As pessoas cujos pais estão vivos costumam sair da sinagoga na hora em que o Yizkor é falado.]

Adaptado de “Early Chassidic Personalities”
Reb Shmuel Munkis
do Rabino Shalom D. Avtzon – Sichot in English
http://www.chabad.org/sie
Baseado em http://www.lchaimweekly.org/
Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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Bom dia, como será este dia?

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O Miteler Rebe ouviu de seu pai, o Alter Rebe:

“Toda a ordem da vida de um judeu depende do jeito como ele fala o “Modê Ani” quando acorda. O “Modê Ani” desperta a luz da neshamá (alma), que “sintam” o significado das palavras tal como a alma escuta no Gan Êden.

(Sêfer Hasichot Kaits 5700, pág. 123)

Do livro: “Otsar Sipurei Chabad”, R. Avraham Chanoch Glitsenstein,Vol. 5, pág. 30.

Nota da tradutora: “Modê Ani” é uma prece curta que se fala logo ao acordar de manhã, antes mesmo de lavar as mãos pois, segundo nossos Rebes, nada impurifica o “Modê Ani” de um judeu.

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Reb Gavriel Nossê-Chen

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Relata o Rebe de Lubavitch:

 

Contarei, resumidamente, a famosa história sobre um dos primeiros chassidim do Alter Rebe: Reb Gavriel Nossê-Chen e sua esposa, Chana Rivka.

Reb Gavriel era um dos judeus mais ilustres de Vitebsk. Vinte anos após seu casamento, ele e sua esposa ainda não tinham filhos. Depois, devido a perseguições contínuas, empobreceu. Ficou muito chateado, portanto, quando lhe chegou um apelo do Alter Rebe para que participasse de um caso de Pidyon Shevuyim (resgate de prisioneiros)com uma contribuição considerável, como costumava fazer no passado, mas que agora estava além de suas posses. Quando sua esposa soube do dilema do marido, vendeu suas jóias e conseguiu o dinheiro necessário. Depois, esfregou e poliu as moedas até que brilharam intensamente e, com uma prece no coração para que o Mazal (sorte) deles também brilhasse, embrulhou as moedas numa trouxinha que entregou ao marido para que levasse para o Alter Rebe.

Quando Reb Gavriel chegou diante do Alter Rebe em Liozna, pôs a trouxinha com o dinheiro sobre a mesa. O Alter Rebe disse-lhe que a abrisse. As moedas apareceram brilhando intensamente.

O Alter Rebe concentrou-se em seus pensamentos e disse em seguida: “De todo o ouro, prata e cobre que os judeus doaram para o Mishkan (Santuário), nada brilhava mais que o Lavabo e seu Pedestal (que foram feitos com os espelhos de cobre doados pelas mulheres judias com desprendimento e alegria). Diga-me, onde conseguiu essas moedas?”

Reb Gavriel teve de revelar ao Rebe o estado de seus negócios e como sua esposa, Chana Rivka bat Beila, tinha conseguido o dinheiro.

O Alter Rebe pôs a cabeça sobre as mãos e ficou em Dveikut (profunda ligação com D’us) durante algum tempo. Em seguida, levantou a cabeça e concedeu a Reb Gavriel e sua esposa a bênção de filhos, vida longa, riquezas e uma graça extraordinária. Disse a Reb Gavriel que fechasse seu negócio em Vitebsk e começasse a negociar com pedras preciosas e diamantes.

A bênção do Alter Rebe cumpriu-se. Reb Gavriel Nossê-Chen (“de quem todos gostam”) tornou-se muito rico. Ele e sua esposa foram, também, abençoados com filhos e filhas. Viveu até a idade de 110 anos, e sua esposa viveu mais dois anos após o falecimento do marido.

(“Letters by the Lubavitcher Rebe Shlita, Rabbi M.M. Schneerson to N’shei uBnot Chabad, 1956-1980)

 

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Proteção para os Filhos

 

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 Usar peruca é uma segulá para filhos e netos, parnassá (sustento) e saúde, conforme consta no sagrado livro do “Zôhar”, que quando a mulher judia casada cobre o cabelo, isso ajuda para “bani, chayi umezoni = filhos, vida e sustento.

(“El Neshei Ubnot Yisrael”- A mulher, a mãe e a moça judias de acordo com a visão do Rebe de Lubavitch)

 

 Desculpem, mas também desta vez, procurei, mas não voltei a encontrar a história abaixo, mas sei que a li num livro confiável. D. Esther za’l também a contou em uma de suas aulas.

 

Houve uma época em que o governo russo proibiu as mulheres judias de usarem  um tipo de chapéu, que elas usavam naquela época para cobrir os cabelos. Algumas não resistiram, enquanto outras, apesar do perigo, continuaram seguindo o costume e a mitsvá que obriga as mulheres judias casadas a manter os cabelos cobertos. Vinte anos depois, houve uma ampla convocação de rapazes judeus para o exército. Dentre as mulheres que permaneceram firmes e não descobriram o cabelo, nenhum de seus filhos foi levado para o exército. Quanto às outras, passaram por sofrimentos indescritíveis…

* * *

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Atrás da Porta

 

BS’D

A história abaixo apareceu no jornal “Dos Yiddishe Vort” nos anos 60 e aconteceu nos meados da década de 30.

Dorothy Schiff, editora do “Washington Post” e posteriormente do “New York Post” era uma mulher judia muito rica e influente. Entre os amigos da Sra. Schiff estava o Dr. Jacob Smithline, médico especialista em coração e pulmões, que era muito próximo ao Lubavitcher Rebe Anterior, Rabi Yossef Yitschak Schneersohn, o Rebe Rayats. De fato, há muitas cartas do Rebe Anterior para o Dr. Smithline nos volumes de cartas publicadas do Rebe Anterior.

 Em uma dessas cartas ao Dr, Smithline, o Rebe Anterior pediu ao médico para fazer os maiores esforços a fim de divulgar a mensagem de taharat hamishpachá – as leis de pureza familiar.

O Dr. Smithline incumbiu-se dessa missão do Rebe Anterior e aproveitava todas as oportunidades para escrever e falar em público sobre o assunto. Também publicou folhetos em inglês, explicando, em detalhes, as leis dessa mitsvá e enviou muitas cópias ao Rebe Anterior, em Riga, a pedido do Rebe. Sempre que o Dr. Smithline falava a grupos de mulheres sobre assuntos de medicina, dava um jeito de “contrabandear” o assunto de taharat hamishpachá.

Em certa ocasião, o Dr. Smithline perguntou a Dorothy Schiff se ela gostaria de receber em sua casa um grupo de amigas, todas elas abastadas e influentes, a maior parte delas, judias – para que ele falasse sobre “assuntos de mulher”. A Sra. Schiff concordou e o Dr. Smithline foi o palestrante convidado.

Iniciou a noite com uma discussão sobre os avanços da medicina em assuntos femininos e em seguida falou sobre taharat hamishpachá. O médico abriu espaço para perguntas e houve uma animada discussão. Passaram-se alguns minutos e a Sra. Schiff pediu ao médico e às convidadas que a seguissem a outra parte da casa, pois ela tinha algo que gostaria de mostrar.  

A Sra. Schiff levou os convidados através da casa, até um andar inferior. Parou diante de uma linda porta de madeira. Quando a Sra. Schiff abriu a porta, o Dr. Smithline ofegou. Para grande espanto de todos, atrás daquela porta havia um mikvê kasher (um mikvê é uma piscina construída de maneira especial, essencial ao cumprimento das leis de taharat hamishpachá).

A Sra. Schiff relatou como chegou a ter o mikvê particular, em casa. Seu pai, Jacob Schiff, era um sustentáculo da comunidade judaica americana. Ajudou incansavelmente aos judeus russos, principalmente durante a Primeira Guerra Mundial. Durante a vida, o Sr. Schiff fez tudo o que esteve ao seu alcance para preservar o judaísmo nos Estados Unidos, embora não fosse estritamente ortodoxo. Jamais pensou que o cumprimento da Torá e das mitsvot floresceria, devido ao clima que havia durante sua vida. Via apenas o declínio do judaísmo aqui, que D-us nos livre.

Desejava muito que seus filhos permanecessem comprometidos com o judaísmo. Incentivou, portanto, as três filhas a cumprir a mitsvá de taharat hamishpachá. Para isso ajudou cada uma delas a construir seu próprio mikvê em casa.

Dorothy Schiff concluiu dizendo que foi assim que chegou a possuir esse lindo mikvê em casa e cumpria as leis de taharat hamishpachá.

(Traduzido de L’Chaim Weekly, www.lchaimweekly.org)

Reimpresso com permissão do

“Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim

 

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