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A História de Shirley

BS’D

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Ouvi a  história abaixo do R. Shneur Ashkenazi num shiur no: http://www.col.org.il/ (hebraico)

Ele a ouviu do próprio Tsvika Zimerman, com quem a história aconteceu.

Aconteceu há uns trinta anos:

Tsvika Zimerman, um bem sucedido executivo de Israel, tinha uma filha única, Shirley, que era excelente nadadora. Previam para ela um futuro brilhante, como campeã de natação. Um belo dia, do nada, a menina começou a queixar-se de dores nos membros. Os médicos prescreveram repouso, mas a coisa foi piorando a ponto de ela não conseguir mais ficar de pé. Literalmente despencava. Todos os exames foram feitos, mas não conseguiam descobrir nem a causa nem a cura de seu mal repentino. A menina estava no hospital e os pais estavam desesperados.

Um belo dia, Tsvika estava no trabalho, tentando se concentrar, apesar dos tsures, quando sua esposa lhe telefonou, de casa.

-“Olha, estão aqui três chabadnikim dizendo que souberam da doença de Shirley, e pedem permissão para mandar o nome dela para o Rebe, com um pedido de berachá.

O pai consentiu. No dia seguinte os rapazes voltaram. Disseram que o Rebe respondeu que rezaria por ela no túmulo do Rebe anterior, e pediu para verificarem as mezuzot da casa. Como isso não lhes custaria nada, consentiram. Quando retiraram a mezuzá do quarto de Shirley, viram que na palavra “uvekumecha” (e ao te levantares) a letra kuf estava totalmente apagada. Foram no carro, pegaram uma nova mezuzá e a afixaram no lugar daquela que estava inválida. Ligaram para o pai no trabalho e disseram para ele ir fazer um lechayim com eles, pois estava tudo resolvido. “Shirley vai ficar boa.”

Os pais da menina não estavam entendendo nada. Ela estava há um tempão doente, no hospital, não podia ficar de pé. Como é que o simples conserto da mezuzá ia curar a menina? E o pai, para que os rapazes fossem embora e deixassem sua esposa em paz, foi para casa fazer o lechayim.

Naquela noite Tsvika não foi ao hospital, mas na manhã seguinte, quando lá chegou para visitar sua filha viu algo surpreendente. Shirley estava caminhando pelo corredor! Apoiada numa cadeira de rodas, mas andando! E foi melhorando. Duas semanas mais tarde voltou a frequentar a escola.

Passaram-se dez anos. Shirley, cresceu, casou-se, mas não conseguia engravidar. O pai estava muito chateado. Certa vez, estava, a negócios, em Alma Ata, no Cazaquistão. E soube que lá é o túmulo do grande rabino e cabalista R. Levi Yitschak Schneerson, pai do Rebe. Resolveu visitar seu túmulo. Lá, falou Tehilim,e depois, muito emocionado, exclamou:

“Rabino, minha filha, Shirley, também é filha de vocês, chabadnikim. Seu filho salvou a vida dela. Agora, por favor, reze por ela para que tenha filhos.”

Estava muito inspirado, e de lá foi ao Beit Chabad de Alma Ata. Foi chamado para a Torá e o último versículo de sua alilá foi:

“Na época designada, Eu retornarei a ti no momento (que agora) vivemos, e Sara terá um filho.” (Parashá Vayerá, Bereshit 18:14)

Sentiu-se mais animado e voltou para casa. Nove meses e meio depois, Shirley teve um menino.

E Tsvika Zimerman concluiu dizendo:

– “Minha filha, Shirley, e meu neto, Liam, são um projeto em sociedade, do Rebe e do pai dele.”

Baseado em:

http://www.col.org.il/show_news.rtx?fromAdmin=yes&artID=94387

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

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Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

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“O Grande Casamento”

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As estradas para Zhlobin, Ucrânia, estavam abarrotadas de chassidim que estavam indo para o casamento da filha do Rabi Dovber (o segundo Rebe de Chabad-Lubavitch) com o neto do Rabi Levi Yitschak de Berditchev. Esse casamento ficou conhecido como “o grande casamento em Zhlobin”. À medida que o dia do casamento se aproximava e os preparativos se intensificavam, a expectativa ia aumentando.

A noiva e sua família chegaram em Zhlobin alguns dias antes do casamento, liderados pelo avô, fundador da Chassidut Chabad, Rabi Shneur Zalman, e seu filho, Rabi Dovber, que depois tornou-se o Miteler Rebe. Rabi Levi Yitschak e a família do noivo chegaram a Zhlobin na véspera do casamento.

Rabi Shneur Zalman disse a seu filho que fosse cumprimentar o Rabi Levi Yitschak. Rabi Dovber empalideceu e disse: “Papai, o senhor sabe que ele está chateado comigo porque ensino chassidut minuciosamente e em público! Tenho medo de ir sozinho me encontrar com ele.”

“Por favor vá, meu filho, e não tenha medo”, disse o Rabi Shneur Zalman.

Rabi Dovber vestiu o casaco, pegou sua bengala e foi visitar o Rabi Levi Yitschak. Entrou na sala, amedrontado, e seus temores eram justificados. Quando Rabi Levi Yitschak o viu, franziu o rosto, em surpresa e desgosto. Foi direto ao assunto, sem cumprimentar e sem esconder seu aborrecimento.

“Você tem permissão para revelar tão grandiosa sabedoria? É proibido falar sobre esses segredos para quem jamais viu o rosto de nosso mestre, o Báal Shem Tov!” E, apontando para Rabi Dovber disse: “E ele os revela abertamente, diante das massas!”

Rabi Dovber saiu correndo da sala e voltou para onde estava seu pai, muito consternado. “Papai, o tsadik ainda está aborrecido, e estou com medo.”

Rabi Shneur Zalman percebeu que era importante resolver essa questão antes do casamento, e foi com seu filho para endireitar as coisas. Os dois tsadikim encontraram-se e se cumprimentaram calorosamente. Em seguida, sentaram-se para conversar.

“Por que você está chateado com meu filho, Berel?” – Perguntou o Rabi Shneur Zalman.

Rabi Levi Yitschak pensou um pouco e respondeu: “Você sabe que a proibição não é minha. É uma orientação de nosso Rebe (o Maguid de Mezritch), que só pode ensinar chassidut em público quem viu o rosto do Báal Shem Tov. Como é que seu filho pode expressar pensamentos tão profundos?!”

Rabi Shneur Zalman respondeu: “Meu filho, Berel, só diz o que ouviu de mim, e eu vi nosso mestre, o Báal Shem Tov.”

“Numa visão ou literalmente?” – Insistiu Rabi Levi Yitschak.

“Acordado, obviamente!”

“Se é assim, vamos ouvir o que ele tem a dizer.”

Rabi Dovber estremeceu. Dizer chassidut diante dos dois tsadikim era algo extremamente difícil. Por falta de opção, Rabi Dovber começou a falar discursos chassídicos profundos, e os dois tsadikim escutaram atentamente.

Rabi Dovber estava totalmente imerso no que dizia, elevou-se aos mundos espirituais superiores. Rabi Levi Yitschak percebeu os segredos da Torá contidos no que Rabi Dovber estava dizendo. E viu, com sua inspiração divina, que a fonte era elevadíssima.

A santidade era tamanha que Rabi Levi Yitschak não se conteve: levantou-se e cobriu o rosto de Rabi Dovber com um talit, dizendo: “Oy, que D-us não permita que os anjos de fogo tenham inveja de você. Cuidado com o mal olhado.”

Em seguida, voltou-se para Rabi Shneur Zalman e disse: “Nem mesmo o grande Rabi Shimon Bar-Yochai, o Rashbi, conseguiu chegar a uma fonte tão elevada. Como foi que seu filho conseguiu?”

Rabi Shneur Zalman concentrou-se em seus pensamentos, parecia que seu espírito estava num outro mundo. Mas depois de algum tempo respondeu: “Quando este meu filho nasceu, eu queria lhe dar o nome de Hamnuna, em homenagem a Rav Hamnuna Sava, cuja alma originava-se nos mundos mais exaltados e ocultos. Esse nome era apropriado para o nível da alma de meu filho. Mas nosso Rebe, o Maguid, apareceu-me num sonho e me disse para lhe dar o nome de Dovber (o nome do Maguid). Portanto, fique sabendo que meu filho alcançou segredos tão ocultos e elevados porque a fonte de sua alma está com Rav Hamnuna Sava.”

Rabi Levi Yitschak insistiu para que Rabi Dovber tivesse a honra de sair da sala em primeiro lugar. “Você me ensinou”, disse humildemente. Rabi Dovber não queria passar na frente de seu pai nem de Rabi Levi Yitschak. Cada um queria dar a honra ao outro, e não havia solução. Até que os chassidim quebraram as paredes da porta e os três tsadikim saíram juntos.

Cnforme relatado por Menachem Zeigelbaum, adaptado de Beis Moshiach Magazine.

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

Leilui Nishmat:

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“NÃO SOU RELIGIOSA”

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Quando o Rebe anterior chegou aos Estados Unidos e deu início ao grande desabrochar do judaísmo americano, a vida ainda era complicada para quem quisesse cumprir Shabat. O trabalho era obrigatório nos sábados. E quem faltasse no Shabat era despedido na segunda-feira, e tinha de procurar novo emprego. Assim, muitos judeus passavam necessidades, tendo que sair à cata de um novo emprego cada segunda-feira.

Uma mulher judia, mãe de filhos, tentou durante algum tempo viver assim, mas acabou desistindo e passou a trabalhar no Shabat. Ela enriqueceu muito e ajudava muito a Yeshivá.

Certa vez, foi recebida em yechidut pelo Rebe anterior, que começou a lhe dar um monte de berachot. Ela se sentiu muito mal, não se conteve e exclamou:

– Mas Rebe, eu não sou mais religiosa!

Ao que o Rebe respondeu:

– Minha filha, quem somos nós para dizer quem é religioso?

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Mordidinha Supérflua

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É sabido que o Miteler Rebe não mostrava muitos milagres, a não ser em Lag Baômer.

Certa vez, em Lag Baômer, uma mulher que não tinha filhos o procurou e pediu uma berachá. O Rebe aconselhou-a que comesse alguma coisa assim que acordasse pela manhã. Um ano depois a mulher teve gêmeos. Disse o Miteler Rebe: “Vai ver que comeu mais do que falei, e o pedaço supérfluo é mitnagued. E, de fato, um dos filhos foi chassid e o outro, mitnagued.

(Adaptado do livro “Shmuot veSipurim” (hebraico),

do Rabino Refael Nachman Hacohen, a’h), Vol II, pág. 87)

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O “Amo” e o “Escravo”

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Naquela época difícil do conflito entre os mitnagdim e os chassidim, os mitnagdim se recusavam a aceitar o jeito diferente dos chassidim e os perseguiam impiedosamente. O responsável pelas reações dos chassidim aos problemas causados pelos mitnagdim era o Alter Rebe (Rav Schneur Zalman, autor do Tanya e do Shulchan Aruch). E qualquer ação nesse sentido por parte dos chassidim tinha de ter sua permissão.

Certa vez, os grandes tsadikim, discípulos do Maguid de Mezritch, souberam de uma nova angústia que os mitnagdim estavam aprontando contra os chassidim. Convocaram uma reunião urgente para planejar evitar o mal que se aproximava. Rabi Schneur Zalman não pode comparecer à reunião. Portanto, ao término dela, dois dos tsadikim foram a Liozna, onde o Alter Rebe morava na época, para lhe comunicar as decisões da reunião e obter sua aprovação.

Esses dois tsadikim eram Rabi Zeev Wolf de Zitomir e Rebe Shlomo de Karlin. Quando concluíram sua missião de fornecer as devidas informações ao Alter Rebe, Rabi Zeev Wolf ainda ficou em Liozna durante algum tempo. Rebe Shlomo de Karlin, porém, deixou a cidade imediatamente. O Alter Rebe, pediu a alguns dos seus discípulos importantes que acompanhassem o visitante ilustre.

Um desses discípulos era R. Binyamin Kletsker. R. Binyanim era um grande sábio, tanto em niglê quanto em chassidut. Tinha uma capacidade extraordinária de aprofundar-se. Era negociante de madeira, por isso era chamado de “kletsker” (negociante de madeira, em yidish).

Conta-se que, certa vez, quando estava numa feira para comprar e vender madeira, encontraram-no parado concentrado em chassidut e em assuntos profundos ligados à grandeza do Criador. Quando lhe perguntaram: “Como você consegue, no meio da feira, concentrar-se em D-us?”, respondeu: “Por que dá para pensar em madeira no meio do Shemá Yisrael, e ao negociar madeiras não se pode pensar em D-us?”

Naquela época, os tsadikim tentavam conquistar cada vez mais chassidim, principalmente os mais talentosos e especiais. Cada um queria que seu método de servir a D-us tivesse o maior número possível de adeptos e que se tornasse herança de toda a comunidade.

Rebe Shlomo de Karlin percebeu que um de seus acompanhantes, o chassid R. Binyamin Kletsker, possuía talentos e qualidades especiais e queria que ele se juntasse a seu círculo de chassidim.

Quando Rebe Shlomo de Karlin e os discípulos do Alter Rebe chegaram a Vitebsk, de onde Rabi Shlomo de Karlin seguiria seu caminho para Bieshinkovits, onde morava na época, e os alunos do Alter Rebe deveriam regressar a Liozna, Rabi Shlomo pediu que R. Binyamin o acompanhasse. E ele concordou.

R. Binyamin muito se impressionou com Rebe Shlomo de Karlin. Com seus milagres, seu jeito de servir a Hashem, sua corte de chassidim e o comportamento de seus chassidim. Seu coração estava em tumulto. Por um lado, amava seu mestre, Rabi Schneur Zalman, e estava ligado a ele por todos os fios de sua alma. Acreditava em sua grandeza e no método com que ensinava Torá e Chassidut. Por outro lado, diante de seus olhos via um grande tsadik, que liderava seus chassidim no Serviço Divino de um jeito especial, cheio de emoção e entusiasmo!

Durante dois dias ficou indeciso entre voltar para Liozna ou ficar com Rebe Shlomo de Karlin. E eis que teve uma idéia que pensou que o tiraria da confusão mental: ficaria em Bieshinkovits apenas durante algum tempo e, em seguida, voltaria para seu Rebe, para Liozna.

Mas naquele momento, nele despertou uma conexão renovada e verdadeira com seu Rebe. Como alguém que desperta do sono e sacode de si as teias do sono e do cansaço. Assim R. Binyamin sacudiu de sobre si todas as dúvidas e indecisões. “Tenho um Rebe e não vou abrir mão de minha verdade por causa de um entusiasmo momentâneo”, disse para si mesmo com firmeza.

E dirigiu-se à casa do Rebe Shlomo de Karlin para se despedir. Rebe Shlomo, ao olhar para R. Binyamin, percebeu, de imediato, com seu Ruach Hakôdesh, tudo o que passava. Ainda fez uma última tentativa para mantê-lo consigo: “Se você ficar aqui, isso vai ajudá-lo, depois, a entender melhor os ensinamentos do seu Rebe, Rabi Schneur Zalman, fará com que seja um chassid  melhor dele!”…

Mas R. Binyamin já tinha decidido. Estremeceu ao falar as palavras abaixo a Rebe Shlomo, mas mesmo assim falou o que quis. Falou em polonês, que era a língua do país, e também Rebe Shlomo costumava falar ditos em polonês, de vez em quando:

“O amo é amo, mas não meu. O servo é servo, mas não seu.”

Rebe Shlomo de Karlin observou com espanto o chassid do Rebe Schneur Zalman. Percebeu que todas as tentativas de transformá-lo em seu chassid fracassaram. Entendeu muito bem o que R. Binyamin quis dizer: “O senhor é, de fato um Rebe – mas não meu Rebe. Eu sou, de fato, um chassid – mas não sou seu chassid.

Logo depois R. Binyamin voltou para Liozna, para nosso Alter Rebe.

Adaptado do livro (hebraico)

Sipurei Mofet – Baal HaTanya, Zalman Roderman, pág. 187-192

Leilui Nishmat:

 

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

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Ahá!

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O gaon (gênio) R. Nechêmia de Dobrovna perguntou, certa vez, ao Tsêmach Tsêdek:

– Por que precisamos nos esforçar tanto para aprender Chassidut, uma vez que por mais que nos esforcemos não conseguimos entender direito? Quando Mashiach chegar, que seja em breve em nossos dias, amen, disse o profeta que “todos Me conhecerão”. Ora, então mesmo quem não estudou Chassidut ficará sabendo tudo. Por que, então, perder tempo agora com isso?

O Tsêmach Tsêdek respondeu que o resultado será o “ahá” que os chassidim dirão.

E deu o seguinte exemplo:

Se alguém está ao lado de uma parede, e do outro lado dela está havendo um diálogo, devido à parede e à distância, não dá para entender direito a conversa. Só pesca, meio por alto, sobre o que estão falando, mas não consegue captar os detalhes etc. Mas quando lhe contam depois todos os detalhes da conversa, lembra-se do conteúdo, e a todo instante pensa: “Ahá!”, quer dizer, agora já entendo o desenrolar e os detalhes do que ouvi antes.

O fato é que estudamos Chassidut e só conseguimos entender um pouquinho. Mas quando Mashiach nos ensinar, no futuro, poderemos dizer: “ahá”.

E o Tsêmach Tsêdek concluiu:

Quem escuta pela segunda vez entende muito melhor que do que aquele que está ouvindo da primeira vez.

E é isso que o profeta está dizendo:

Que todos Me conhecerão, desde os pequenos até os grandes – dá para comparar o conhecimento do grande com o do pequeno?

(Adaptado do livro “Shmuot veSipurim” (hebraico),

do Rabino Refael Nachman Hacohen, a’h), Vol II, págs. 96-97)

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A Viagem e o Parto

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O Rabino Pinchas Weberman, de Miami Beach, contou o seguinte:

No final da década de 70, minha esposa engravidou e o médico disse que o bebê estava sentado, ou seja, não estava na posição certa para que o parto fosse normal. Pouco depois de ficarmos sabendo disso, aconteceu que estávamos em Nova York e, durante a visita, nos encontramos com o Rebe. O assunto da posição do feto no útero foi mencionado na conversa.

O Rebe respondeu perguntando como regressaríamos para a Flórida. Eu disse que provavelmente de avião, como sempre. Ao que o Rebe respondeu:
 “Bem, há nuvens… há ventos… Tem certeza de que querem voltar de avião?”

Sempre há nuvens e ventos quando se viaja por via aérea. O fato de o Rebe haver mencionado isso significava alguma coisa e, de fato, o Rebe disse em seguida:

“Procurem outro jeito para voltar. E quando o fizerem, levem com vocês um Tanya e algumas mezuzot. E quando possível, dêem esses itens de presente.”

Levamos o conselho do Rebe a sério e resolvemos alugar um carro. Fui na Avis, mas quando entrei no carro que eu ia alugar, a porta não fechava. Entrei em outro carro, mas nesse, as luzes não funcionavam, o terceiro estava com problemas nas janelas. Portando, eu disse com meus botões: “Acho que não devo alugar um carro.”

Resolvemos ir de ônibus de Nova York a Miami e fazer duas paradas no caminho, dormindo em hotéis de beira de estrada. Uma parada foi em Charlotte, na Carolina do Norte, onde entreguei o Tanya ao rabino da cidade. A segunda parada foi em Jessup, Georgia. Lá, procurei um nome judaico no catálogo telefônico e encontrei um “Weinstein”. Liguei para ele e me apresentei. Descobri que seu avô fazia parte de minha congregação e eu também conhecia o irmão de seu pai. Encontrei-me com ele e lhe dei as mezuzot.

Entremos no ônibus e, durante o último trecho da viagem, minha esposa sentiu que o bebê se mexeu. Quando chegamos à nossa cidade, o médico nos disse que tudo estava bem – o bebê não estava mais sentado. Ele tinha se virado sozinho durante a viagem de ônibus.

O parto foi normal, e até hoje me espanto do conhecimento prévio do Rebe e fico maravilhado e curioso de como ele poderia saber que mudando o meio de transporte corrigiria o problema.

Adaptado de: JEM’s Here’s My Story

http://www.collive.com/show_news.rtx?id=35646&alias=road-trip-uncomplicates-birth

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A Recompensa das Mulheres

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Disse o Rebe Maharash:

No ano 1854, o Rei Nicolau I emitiu um decreto proibindo as mulheres judias de usarem um kissui rosh (cobertura para o cabelo) que usavam na época chamado knupin. O Rei Nicolau I era um grande antissemita e estava sempre emitindo decretos perversos, principalmente em assuntos religiosos. E ele não gostava daquele kissui rosh.

Vinte anos depois, no ano de 1874, houve outro decreto chamado: “nova situação na convocação para o exército”: todos os rapazes, sem exceção, precisavam se apresentar ao Serviço Militar. Antes disso, cada cidade ou localidade deveria mandar certo número de convocados, anualmente.

E o Rebe Maharash concluiu: Os filhos das mulheres que vinte anos antes não tiraram a cobertura do cabelo foram dispensados do Serviço Militar. Todos, sem exceção. Mas quanto àquelas que não passaram no teste, bem sei por que sofrimentos passaram.

Adaptado do livro:

“Shemuot VeSipurim”, R. Refael Nachman Hakohen

(Hebraico)

Vol. I, pág. 67

Agradecimentos especiais ao Rabino Shmuel Butman

http://www.collive.com/show_news.rtx?id=35176&alias=wedding-will-link-2-miracles

(inglês)

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Milagres Acontecem

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R. Yona Eidelkop relatou o seguinte:

R. Chayim Yisrael Epstein morava em Rostov e era chassid do Rebe Rashab.

Seu apartamento tinha vários cômodos e, após a morte de sua esposa, ficou só. Naquela época, o governo começara a limitar as moradias, e desapropriava os quartos a mais que as pessoas possuíam. Pegaram seu apartamento, também, lá puseram goyim para morar, e deixaram para ele apenas um quarto. Depois de certo tempo, o nochri noivou sua filha com um homem da G.P.O., e o jovem casal queria morar justamente com os pais. Portanto, exigiram que R. Chayim saísse de seu quarto. Para onde? Isso não lhes importava.

R. Chayim começou a procurar um apartamento, mas não encontrou. Implorou que não o despejassem, mas não concordaram. Não quiseram nem falar com ele e o intimaram a sair até a data do casamento, caso contrário, jogariam todos os seus pertences na rua. R. Chayim resolveu que não sairia de modo algum, houvesse o que houvesse.

No dia que tinham marcado para ele sair, acordou cedo, foi ao ohel do Rebe Rashab em Rostov e lá desabafou sua dor. Quando voltou para casa o jovem casal estava chegando, todo feliz, para almoçar, e o ameaçaram que após a refeição o despejariam. E eis que o noivo engasgou-se com a comida e morreu.

Adaptado do livro:

“Shmuot veSipurim”, R. Rafael Nachman HaKohen

(hebraico), Vol. I, pág. 149.

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

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Rebe, por favor me ajude!

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O Rabino Zushe Silberstein contou a seguinte história:

Alguns anos atrás, um primo meu, Aharon David, contou-me a história abaixo. Meu primo é um chassid, mas não um chassid Chabad. É um empresário bem sucedido e colaborou com as diversas instituições dirigidas por seu rebe, arrecadando dinheiro para as instituições durante suas viagens de negócios.

Certa vez, meu primo estava em Los Angeles a negócios. Andando pela rua, avistou alguém que lhe pareceu familiar, embora não se lembrasse de onde. Lembrou-se, então, que tinham sido parceiros de estudo na yeshivá muitos anos atrás. Conversaram um pouco de amenidades e o amigo a quem não via há tantos anos anunciou: “Agora sou chassid do Rebe de Lubavitch.”

Meu primo lhe perguntou: “Como foi que isso aconteceu?”

– “Escute minha história e você vai entender. Depois de meu casamento, continuamos morando na comunidade do Brooklyn onde tínhamos crescido. Uns seis meses depois ofereceram-me um emprego em Los Angeles e resolvemos nos mudar para cá, embora não conhecêssemos ninguém aqui.

“Certo dia, minha esposa se sentiu mal. E como parecia ser grave fomos ao pronto-socorro. Após algumas horas de exames e espera, o médico saiu muito sério e conversou em particular comigo. ‘Pelos exames que fizemos, parece que a doença de sua esposa é complicada. Pelo que vemos, a doença dela está muito avançada. Sugiro que você não diga nada a ela para não amedrontá-la. Vá para casa. Durma um pouco. Amanhã volte aqui, e enquanto isto cuidaremos dela para que se sinta bem.’

“Eu não sabia o que fazer, nem a quem pedir ajuda. Fui para casa, rezei e disse Salmos do fundo do coração. De repente lembrei-me: sou um chassid! Comecei a gritar: ‘Rebe, por favor me ajude! Salve minha esposa! Ajude-me!’

“Poucos minutos depois o telefone tocou! Naquela hora, no meio da noite! Pensei que talvez fosse alguém do hospital para me dar boas notícias. Mas quando atendi, era um homem falando em yidish. Disse: ‘Sou Hodakov. Estou ligando porque o Rebe me disse para lhe telefonar e dizer que de manhã você deve tirar sua esposa do hospital e ir ao Dr. -. O Rebe deu sua bênção de que tudo ficará bem.’ Depois, aquele tal de Hodakov disse: ‘Escutou o que eu disse?’ Eu devo ter dito ‘sim’ pois a ligação foi concluída.

“Fiquei lá sentado pensando: ‘Será que realmente recebi esse telefonema? De onde conheço Hodakov? Talvez eu esteja sonhando e escutando vozes? Talvez tenha sido uma fantasia? Sei o que ouvi, mas quem é Hodakov?’

“Eu não sabia quem era Hodakov, mas achei que era alguém ligado ao Rebe de Lubavitch. Lembrei-me de que havia um chassid Chabad, um emissário do Rebe de Lubavitch aqui em Los Angeles chamado Rabino Shmuel Dovid Raichik. Jamais o vira, mas era conhecido como alguém que está sempre ajudando aos outros. Diziam que ficava acordado a noite inteira dizendo o Shemá de antes de dormir.

Procurei seu número no catálogo. Eram 3:30 da madrugada, mas telefonei mesmo assim. O Rabino Raichik atendeu. Contei-lhe o que acontecera com minha esposa e sobre o telefonema do Rabino Hodakov. O Rabino Raichik me disse que R. Hodakov era o secretário particular do Rebe de Lubavitch. ‘Portanto, faça o que ele lhe disse para fazer!’ Disse simplesmente R. Raichik. Expliquei que eu tinha ficado tão surpreso com o telefonema que não tinha muita certeza do que R. Hodakov tinha me dito para fazer. R. Raichik me deu o número do telefone do escritório do Rebe. Embora fossem 6:30 da manhã em Nova York, ele insistiu para que eu ligasse para o escritório do Rebe para me certificar do que eu deveria fazer. Telefonei imediatamente e R. Hodakov atendeu.

Pedi-lhe para repetir o que tinha me dito: ‘O Rebe me disse para telefonar para você e dizer que de manhã, tire sua esposa do hospital e vá ao Dr. – e o Rebe deu sua bênção de que tudo ficará bem.’ Perguntei-lhe: ‘Por que você me ligou?’ R. Hodakov disse: ‘Porque o Rebe me pediu para fazê-lo.’ Espantado, perguntei: ‘Mas eu não telefonei para o Rebe, portanto, por que o Rebe lhe disse para me ligar?’ R. Hodakov disse: ‘Não sei. Isso é entre você e o Rebe.

Fiz o que o Rebe me falou para fazer. Na manhã seguinte fui ao hospital e disse ao médico que ia levar minha esposa embora. Tive de assinar um monte de documentos assumindo a responsabilidade por ela. Descobri o endereço do médico que o Rebe indicara. Liguei para o consultório e a secretária me disse que só tinha hora para dali a um ano! Tentei explicar que era urgente, mas de nada adiantou. Resolvi levar minha esposa direto para o médico. Fomos ao consultório sem ter hora marcada. Quando avistei o médico, disse-lhe, em desespero, que ele tinha de examinar minha esposa. Ele ficou desconcertado com meu atrevimento, mas disse que isso só seria possível com hora marcada. Disse-lhe que a secretária dissera que só tinha hora para dali a um ano. O médico reafirmou que não nos poderia receber. Disse-lhe: ‘O Rebe de Lubavitch me mandou para o senhor.’

Ao ouvir isso, ele disse: ‘Não sei quem é o Rebe de Lubavitch, mas sua história é tão incomum que me interessa. Entre no meu consultório, quero ouvir mais.’ Minha esposa e eu entramos no consultório e lhe contamos tudo. E ele acabou concordando em tratá-la.

Meu primo Aharon David estava durante todo esse tempo parado na rua em Los Angeles conversando com seu velho amigo. Seu amigo concluiu: “Você deve estar querendo saber o que aconteceu… Graças a D-us, minha esposa se recuperou! Fomos abençoados com cinco filhos, e tudo está bem!”

Mas meu primo ainda não estava entendendo. Perguntou a seu velho amigo: “Mas por que você se tornou um chassid do Rebe de Lubavitch?” Seu amigo respondeu: “No meio da noite, quando gritei ‘Rebe, por favor me ajude!’ Foi o Rebe de Lubavitch quem me atendeu!”

Por Rabino Zushe Silberstein

Revista Beis Moshiachach

Adaptado de:  http://lchaimweekly.org/

 Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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