O Baál Shem Tov tinha um amor e uma afinidade especiais por Chanuká, mais do que por qualquer outra festa judaica.
Isso porque as velas de Chanuká representam o dom inato da alma judia para espalhar luz e iluminar o mundo inteiro.
A mensagem do Báal Shem Tov, espalhada pela alma judaica, enfatiza tanto o fato de D-us recriar a natureza a cada instante quanto o fato de D-us dotá-la de poderes sobrenaturais.
Em virtude de sua habilidade de unir o natural com o sobrenatural, a luz das velas de Chanuká acabarão por trazer a redenção verdadeira e completa.
Certa vez, perguntaram a um dos irmãos do Alter Rebe que mérito tiveram seus pais para terem filhos assim, tão especiais. [O Alter (velho) Rebe é o Rav Shneur Zalman de Liadi, primeiro rebe de Chabad, autor do Tanya e do Shulchan Aruch. Ele e seus três irmãos eram todos rabinos muito importantes.] Ao que ele respondeu:
“Tudo por mérito de Mamãe.”
[Vale salientar que o pai deles, Rav Baruch era um grande tsakik, um grande sábio, descendente do Rei David e do Rei Shelomô. Sobre ele conta o Rebe Rayats (R. Yossef Yitschak Schneerson), o Rebe anterior, em suas memórias.]
E o irmão do Alter Rebe continuou:
“Para que se tenha uma idéia da importância que Mamãe, nossa mestra, dava à educação judaica de seus filhos, vou relatar um fato: Papai viajou, certa vez, e ao voltar trouxe para sua esposa, um casaco de inverno muito chique e muito caro. Poucos dias depois, Mamãe percebeu que nosso professor estava meio desanimado enquanto nos dava aula. Chamou-o de lado e perguntou o que estava havendo. Ele respondeu que desde que Rav Baruch presenteara a rebetsin com aquele casaco, sua própria esposa (do melamed) não parara de atormentá-lo por ele também não lhe dar um presente assim. Mamãe não pensou duas vezes. Imediatamente, foi até o armário, pegou o casaco e o entregou ao melamed, dizendo: “Leve o casaco para sua esposa. Para mim, o que importa é que você estude com meus filhos com entusiasmo!”
Descasque e corte as maçãs em quadradinhos pequenos.
Arrume-as em uma assadeira grande e as polvilhe com canela em pó a gosto.
Asse as maçãs em forno moderado, misturando de vez em quando até que fiquem sequinhas e douradinhas.
Deixe esfriar e reserve.
Aqueça o forno.
Unte uma assadeira (de 30cmx20cm) com óleo e polvilhe com uma mistura de farinha com canela.
Misture os ovos, o óleo, o açúcar e o sal.
Vá acrescentando, alternadamente a farinha e o suco de laranja, misturando sempre.
Acrescente um pouco de canela, o fermento e o bicarbonato, e misture mais um pouco.
Acrescente as maçãs assadas e misture.
Asse em forno médio, na assadeira untada e polvilhada com a mistura de farinha e canela, durante cerca de 30 minutos, ou até que um palito saia sequinho.
No “grande casamento”, dos netos do Rebe Levi Yitschak de Berditchev e do Alter Rebe, autor do Tanya, os dois avós tsadikim estavam presentes.
Na hora da refeição do casamento, o Alter Rebe bebeu lechaim para seu mechutan (consogro), o tsadik de Berditchev:
– Lechaim, mechutan! Que Hashem nos ajude material e espiritualmente.
Ao que Rebe Levi Yitschak de Berditchev perguntou:
– Como pode ser, mechutan? A materialidade antecede a espiritualidade?!
Ao que respondeu o Alter Rebe:
– É o que consta com Yaakov, nosso patriarca, em Parashat Vayetsê: “Se me der pão para comer e roupas para vestir…então será o Eterno para mim por D-us.” Ele pôs o material antes do espiritual.
Rebe Levi Yitschak de Berditchev voltou a perguntar:
– Mas podemos comparar a materialidade de Yaakov, nosso Patriarca à nossa?!
O Alter Rebe respondeu:
– E podemos comparar nossa espiritualidade à de Yaakov, nosso Patriarca?!
De todos os traços de caráter elevados que nosso patriarca Yaakov possuía, a Torá escolhe “um homem honesto” como o maior elogio, para nos ensinar que nada é mais digno de respeito e admiração do que uma vida vivida com honestidade e retidão.
Um judeu meteu na cabeça que queria ser “rebe” em determinada região. Tinha tanta certeza de que tinha perfil para ser “rebe”, e queria tanto apressar sua “coroação”, que quando o Rebe Rashab visitou aquele lugar, ele logo foi ter como Rebe pedindo-lhe que lhe desse sua aprovação e certificação de que ele tinha perfil para ser “rebe”. Mas como não queria dizer isso diretamente, resolveu falar por meio de indiretas…
Falou pro Rebe Rashab que o “BáalHachalom (mestre do sonho)” tinha aparecido para ele num sonho dizendo que ele tinha todos as qualidades necessárias para ser “rebe”.
Mas acontece que, para seu espanto, o Rebe nem se deu ao trabalho de responder! O homem, ingenuamente, pensou que o Rebe não entendera TCsua indireta… O que fez ele? Voltou a procurar o Rebe, e lhe disse que o “mestre do sonho” aparecera novamente para ele e “lhe revelara” que ele era digno de ser “rebe”…
Como de nada adiantou, e o Rebe nem ligou para o assunto, ele voltou ao Rebe repetidas vezes dizendo sempre que o “báal hachalom” não o deixava em paz, e continua aparecendo em seu sonho, revelando que ele é digno de se tornar “admo’r” para os chassidim.
Quando o Rebe Rashabviu que não conseguia se livrar do homem, disse-lhe:
– Na próxima vez que o “báalhachalom” aparecer para você – diga-lhe que vá para os chassidim… para ser nomeado “rebe”, o “báalhachalom” não precisa dizer isso para você, e sim para os chassidim…
Vivia numa aldeia um judeu que arrendava uma fazenda de um nobre e vivia lá tranquilo, sem estresse.
Certa vez, passou pela aldeia um grupo de chassidim indo visitar R. Chaim de Kosov. Era noite, e os chassidim queriam pernoitar na casa daquele inquilino. Bateram na porta, pedindo para entrar, mas o inquilino se fez de surdo, recusando-se a recebe-los. Os chassidim ficaram muito frustrados, pois estava frio e chovia torrencialmente. Mas nada puderam fazer. Continuaram seu caminho e, ao amanhecer, chegaram em Kosof.
Quando foram recebidos pelo tsadik, este lhes perguntou sobre a viagem. E eles contaram o acontecido com aquele arrendatário. R. Chaim respondeu:
– Ele ainda vai precisar de um kohen.
Poucos dias depois, o arrendatário foi ter com o rabino triste a cabisbaixo. Tinha sido chamado pelo dono da aldeia, que lhe dissera que tinha três meses para ir embora de lá. E de nada adiantaram suas súplicas. Por isso tinha ido procurar R. Chaim para lhe pedir um conselho.
– De fato, sempre me perguntei: um arrendatário que mora numa aldeia, e reza sem minyan e sem mikvê. Não fala Amen nem Kedushá, nem Barchu. Nem ouve a leitura da Torá. Como está cumprindo suas obrigações? A verdade é que o principal motivo para ele ter o direito de morar lá é que “receber hóspedes é mais elevado que receber a Divina Presença”, e cumprindo a mitsvá de receber visitas, que é possível de ser feita na aldeia, corrige-se tudo. Portanto, enquanto você cumpriu essa mitsvá direitinho, o mérito da mitsvá protegeu você para que ninguém lhe pudesse fazer mal. Mas agora, que de acordo com o que escutei, pessoas chegaram em sua casa e você não as acolheu, o que você tem a fazer na aldeia? É melhor se mudar para uma cidade grande de sábios e escribas, para que reze de noite e de manhã com minyan, e mergulhe no mikvê antes de rezar, como todos os chassidim religiosos…
O arrendatário falou chorando:
– Rebe, mas de que vou me sustentar?
Disse-lhe o Rebe:
– Tome a decisão de que daqui prá frente, sua casa seja aberta, aí Hashem vai lhe fazer voltar à situação confortável que você tinha antes, sem que nada de mal lhe aconteça.
O arrendatário tomou essa decisão e a cumpriu, e Hashem fez com que o nobre mudasse de ideia, e o arrendatário ficou onde estava, como R. Chaim dissera.