ACREDITAR NOS JUSTOS

BS’D

“E Israel viu o grande poder com que D-us tinha agido com os egípcios, e o povo temeu a D-us. E eles acreditaram em D-us e em Moshê, Seu servo.

(Shemot 14:31)

Um severo decreto estava sendo tramado contra os judeus. O Rabi Menachem Mendel, conhecido como o “Tsêmach Tsêdek” (o terceiro Rebe de Lubavitch), enviou seu filho mais moço, Reb Shmuel (que ficou mais tarde conhecido como o Rebe Maharash) a Petersburgo, para tentar anular o decreto. Reb Yehuda Leib, irmão do Reb Shmuel e vinte anos mais velho que ele, foi junto nessa viagem.

Antes de partir, Reb Shmuel fez questão que Reb Yehuda Leib concordasse em não abençoar ninguém durante a jornada. “Nosso pai é o Rebe e ele é o único que deve dar bênçãos às pessoas”, afirmou. Por falta de opção, Reb Yehuda Leib concordou com a condição estipulada.

Em todas as cidades do caminho as pessoas rodeavam Reb Yehuda Leib. E imploravam, por ele ser filho de um tsadik (pessoa justa) de tamanho calibre, para que lhes desse uma berachá (bênção) para saúde, sustento, filhos, etc. A cada um, Reb Yehuda Leib respondia: “Vá visitar meu pai e ele vai abençoar você”.

Em determinada vila, havia uma mulher que estava sendo muito insistente. Não tinha sido abençoada com filhos e estava certa de que, com a bênção de um tsadik,teria o mérito de ter suas próprias crianças.

A mulher se postou diante do Reb Yehuda Leib. Implorou, gritou e chorou, dizendo que tinha de ser abençoada para ter filhos. Mas Reb Yehuda Leib recusou-se a abençoá-la. “Procure meu pai, o Rebe”, disse simplesmente. “Ela vai abençoar você.”

A mulher não se deu por satisfeita. Continuou a gritar, pedindo que Reb Yehuda Leib a abençoasse. Finalmente, Reb Yehuda Leib perdeu a paciência e disse: “Vá falar com meu irmão. Talvez ele abençoe você.”

A mulher repetiu toda a cena diante do Reb Shmuel. Pediu, implorou, chorou e gritou para que Reb Shmuel a abençoasse para que tivesse filhos. Mas Reb Shmuel continuou impassível. Continuou afirmando que só seu pai, o Rebe, poderia ajudá-la. Percebendo que ela não estava aceitando suas recusas, Reb Shmuel falou para seu irmão e para o cocheiro que se preparassem para ir embora. Subiram rapidamente na carruagem para voltar para casa e se livrar da mulher.

Mas a carruagem não saía do lugar. A mulher, astuta que era, tinha colocado um bastão nos raios das rodas, para evitar que girassem.

Reb Shmuel desceu da carruagem e, chateado, disse à mulher: “Vá comer um beigel” – expressão equivalente a “vá catar coquinho”.

Satisfeita, finalmente, a mulher deixou Reb Shmuel e Reb Yehuda Leib continuarem a viagem. Ela foi logo prá casa e fez beigels, sem tirar nem por um minuto a concentração da bênção que estava certa de que o beigel traria. E achou que para se assegurar de que a bênção realmente se realizaria, talvez devesse comer dois beigels em vez de um. E foi o que fez.

No ano seguinte, Rabi Menachem Mendel faleceu e Reb Shmuel, embora fosse o mais jovem dos seus sete filhos, foi escolhido para sucedê-lo como Rebe.

Certo dia, um homem entrou no escritório de Reb Shmuel com dois bolos que sua esposa fizera para o Rebe. “O senhor abençoou minha esposa no ano passado para que ela tivesse um filho, de modo que ela me pediu para lhe trazer esses bolos como agradecimento.”

Reb Shmuel não se lembrava do acontecimento, de modo que o homem relatou todo o episódio a Reb Shmuel. E concluiu dizendo: “O senhor falou para minha esposa: ‘vá comer um beigel’. E foi isso, exatamente, o que ela fez e sua bênção se realizou.”

Espantado, Reb Shmuel perguntou: “Mas por que você me trouxe dois bolos?”

“Minha esposa queria garantir que a bênção se realizasse de verdade, aí ela comeu dois beigels e teve gêmeos!” – Disse o pai radiante.

“Saiba”, disse Reb Shmuel ao marido, “que eu tinha percebido que havia um decreto celestial de que você e sua esposa não estavam destinados a ter filhos. Falei para ela ir comer um beigel por estar irritado e não como meio para uma bênção. Mas a fé simples dela, a fé determinada na bênção de um tsadik fez com que o decreto fosse anulado e você e sua esposa fossem abençoados com filhos.”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5772/1217.htm#caption9

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

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Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

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Eliyáhu ben Yaakov

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QUEM É UM CHASSID?

BS’D

Dr. David Weiss foi um dos principais cientistas na área de imunologia do câncer e imunoterapia. Foi professor em Berkeley até 1966, quando se mudou com a família para Israel.

Relatou o seguinte:

Após obter um Ph.D. em Ciências Biológicas e estudar medicina em Oxford, fui nomeado professor assistente no Departamento de Imunologia e Bacteriologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. Quando assumi esse posto, em 1957, mudei-me com minha família para a região de São Francisco. Lá, fiz amizade com o Rabino Shlomo Cunin, emissário do Rebe na Califórnia, e acho que foi o Rabino Cunin quem falou ao Rebe sobre mim.

A primeira e única vez em que encontrei o Rebe foi após uma viagem que fiz à União Soviética em 1965, quando o Rebe pediu para me ver.

Naquele ano, os soviéticos tinham organizado seu primeiro simpósio de ciência moderna e convidaram vinte e cinco cientistas do exterior, bem como vinte e cinco cientistas de lá mesmo. Foi um simpósio muito seleto, e fui um dos que tiveram a honra de ser convidados.

Eu, porém, não estava me sentindo muito honrado. Sabia muito bem da opressão aos judeus na União Soviética, de modo que recusei o convite. Mas Avraham Harman, embaixador de Israel nos Estados Unidos, apareceu na minha porta e me convenceu a ir. Contou-me sobre a terrível situação em que os judeus da URSS se encontravam – muitos tinham sido presos por ofensas menores, tais quais acumular farinha às escondidas para poder assar matsot para Pessach. Falou que o pessoal da Embaixada de Israel em Moscou estava sendo vigiado dia e noite, e não podia entrar em contato com a comunidade judaica para ajudá-la, mas eu teria uma oportunidade que eles não tinham. Estava indo para a Rússia como um VIP, com imunidade especial, com um carro e motorista à disposição, com liberdade de locomoção. Assim convencido, aceitei o convite e fui.

Os israelenses me disseram o que eu deveria fazer quando estivesse na URSS: deveria solicitar uma visita a Babi Yar; deveria ir até o cemitério em Moscou e perguntar por que não havia mais espaço para túmulos judaicos (uma vez que havia lugar); eu deveria sempre parecer um judeu religioso e pedir comida kasher, para que os judeus “ocultos”, por assim dizer, confiassem em mim e aparecessem. Foram coisas assim que me pediram para fazer, não espionagem.

Essas táticas funcionaram. Certa vez, quando eu estava fora da sala, um dos cientistas soviéticos que participavam da conferência, rabiscou no meu caderno: “sou judeu” em pequenas letras hebraicas. Fizemos amizade e, acabei conseguindo tirá-lo da União Soviética.

Também encontrei muitos judeus que praticavam o judaísmo escondido. Viviam em tal desespero, que me cortou o coração. Encontrei um minyan de 25 a 30 pessoas por trás de portas fechadas. Achei uma comunidade de judeus da Geórgia que se encontravam num prédio abandonado; essas pessoas saíram da toca para me mostrar que ainda estavam lá e viviam de acordo com a Torá, e foi uma experiência tão emocionante que me marcou para toda a vida.

Quando voltei de viagem, o Rebe me convidou a vê-lo. Levei meu filho mais velho, Hillel, que na época tinha sete anos. A audiência foi tarde da noite, e ele não conseguiu ficar acordado. Entrei no escritório do Rebe e me sentei, com meu filho cochilando no meu colo.

Quando o Rebe viu isso, deu a volta na sua mesa e o pegou. E durante todo o tempo em que conversei com o Rebe, Hillel dormiu no colo do Rebe.

A audiência deveria ter durado vinte minutos – é isso o que o secretário me dissera. E depois de vinte e cinco minutos, a porta se abriu um pouquinho, e um par de olhos me fitou, nada satisfeito. Mas o Rebe levantou a mão e a porta se fechou. A audiência durou cerca de duas horas e meia ou três horas. Não sei ao certo, mas o fato é que cheguei lá cerca de 10 da noite, e saí após 1 da manhã. O Rebe queria saber de todos os detalhes de minha viagem à Rússia.

Quando acabamos de conversar sobre a Rússia, o Rebe falou: “Gostaria de conversar sobre o que você faz em ciência.” E começou a me perguntar sobre uma teoria chamada “imunologia de trauma”, que na época era muito nova, e que desde então se tornou muito famosa. Esta teoria afirma que uma vez que o sistema imunológico reconhece vírus, bactérias e células cancerosas como estranhos, e trabalha para rejeitá-las, talvez as pessoas fiquem com câncer pelo fato de o sistema imunológico deixar de funcionar adequadamente devido a algum trauma. É uma teoria bem complicada, e achei impressionante a compreensão profunda do Rebe sobre ela.

No final da audiência, eu estava tão impressionado que disse ao Rebe: “Não sou tão rigoroso no cumprimento da Torá como algumas outras pessoas. Rezo três vezes ao dia, mas nem sempre com um minyan. Nem sempre sou tão cuidadoso no cumprimento dos mandamentos como seus emissários. Mas gostaria de saber quem pode se considerar um de seus chassidim.”

Ele respondeu: “É muito simples… Quem no fim do dia pode dizer que está um pequeno degrau mais alto que no início do dia, eu consideraria meu chassid.”

Essa afirmação tinha uma mensagem muito forte. E desde então, eu tento – embora nem sempre com sucesso – ser o tipo de pessoa que pode olhar prá trás, no fim do dia, e dizer: “Hoje subi um pequeno degrau.”

Baseado no livro:

“One by One” – Stories of the Lubavitcher Rebbe

(da série: Here is my Story)

(Págs. 133- 136)

(Inglês)

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A CABRA BÊBADA

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Em Beit Nissan de 5780 estão fazendo 100 anos do falecimento do Rebe Rashab, quinto Rebe de Lubavitch.

Certa vez, num farbrenguen, Rabi Avraham Zaltzman contou a seguinte história sobre a época em que estudava na yeshivá na cidade de Lubavitch há mais de 100 anos:

Eu tinha apenas 12 anos, mas era tão levado e incontrolável que não conseguia ficar sentado estudando Torá. O que aconteceu, então? Deram para mim e para dois outros meninos de temperamento parecido, tarefas para nos manter ocupados de modo positivo.

Uma dessas tarefas era ordenhar algumas cabras, numa fazenda próxima, e trazer o leite para os alunos. Mas isso também acabou ficando chato. De modo que, num dia terrível, em que estávamos desesperados para nos distrair um pouco, meus amigos e eu conseguimos fazer com que uma das cabras bebesse vodka, levamos o animal bêbedo para a porta do grande salão de estudo onde todos os alunos estavam concentrados no estudo do Talmud, e a empurramos para dentro.

A cabra, sem dar a menor atenção à santidade do local, começou a pular nas mesas, derrubou vários rabinos e espalhou livros e papéis em todas as direções. Foi só depois de algumas horas que puderam voltar a estudar e, obviamente, todos sabiam quem tinham sido os culpados.

Nós três fomos chamados ao escritório do diretor, Rabi Yossef Yitschak Shneersohn (filho do Rebe Rashab – Shalom Dovber Shneersohn, quinto Rebe de Chabad, e fundador da yeshivá), onde ele nos mandou a fazer as malas e ir embora. Por falta de opção, obedecemos, e algumas horas depois, estávamos na estação de trem na cidade próxima de Rodna, para voltar para casa.

Mas, de repente, voltei-me para meus amigos e disse: “O que estamos fazendo? Não podemos ir embora! Precisamos voltar e implorar por piedade!”

Mas os outros balançaram a cabeça. “Não vai funcionar”, um deles falou. “Não viu a cara do diretor? Ele não quer mais nos ver. É nosso fim!” O outro menino concordou. Mas eu não desisti. Antes que o trem chegasse, consegui convencer um dos meninos a voltar comigo e tentar.

Nós nos despedimos de nosso terceiro amigo e voltamos para Lubavitch, sem nenhum plano, mas decididos a não nos render sem luta. Não podíamos voltar para o diretor, pois ele estava muito bravo. E também não dava para tentar com o Rebe, o pai do diretor, pois ele jamais passaria por cima de uma decisão de seu filho, ainda mais numa situação dessas.

Chegamos à conclusão de que nossa única chance seria a avó do diretor, a Rebetsin Rivka. Ela tinha um coração de ouro, e era como uma mãe para todos os meninos da yeshivá. Cozinhava, costurava e lavava para eles, bem como cuidava deles quando estavam doentes ou carentes. Talvez ela pudesse ajudar.

Fomos até sua casa e batemos na porta. Quando ela atendeu, desabafei. Quando acabei, sua resposta foi direta. “Não posso ir contra a decisão de meu neto; ele é o diretor. A única pessoa que talvez possa fazer isso é meu filho, o Rebe. Mas também não posso falar com ele sobre isso. Simplesmente não posso me meter.”

Em seguida, ela teve uma idéia. “Mas o que posso fazer é o seguinte: toda manhã, às 10, meu filho toma um copo de chá em seu quarto. Venham amanhã e lhes mostro onde é seu quarto… mas quem vai ter de falar vão ser vocês.”

Meu amigo e eu achamos um lugar para dormir naquela noite e, na manhã seguinte, fui para a casa da Rebetsin; mas meu amigo estava com tanto medo que esperou do lado de fora. Ela abriu a porta para mim, mostrou onde era o quarto, cochichou “boa sorte” e ficou olhando quando eu, corajosamente me aproximei da porta.

A porta se abriu. Quando o Rebe me viu lá, de pé, olhou para mim e perguntou o que eu queria. “Quero estudar em Lubavitch.” Eu estava quase chorando.

“Lubavitch?” O Rebe sorriu, fazendo um gesto, com a mão, para que eu me aproximasse. “Mas há tantas outras boas yeshivot! Slobodka, Navordek”, e citou todas as outras academias de Torá, umas 20, da região.

“Mas quero estudar aqui!” choraminguei.

O Rebe sorriu com minha atitude, e quando vi o sorriso, comecei a chorar. Isso fez com que o Rebe começasse a rir, o que me fez chorar ainda mais.

De repente, o Rebe ficou sério. Vamos pensar no caso. Volte mais tarde.

Fui saindo, andando para trás, fungando e enxugando os olhos com a manga. De repente parei, dei dois passos prá frente, o que me levou de volta à porta do quarto, e fiquei parado lá, timidamente olhando pro chão. “Nu? O que quer agora?” Perguntou o Rebe.

“Hum, tenho um amigo”, respondi. Está lá fora esperando.”

O Rebe recostou-se pensativo. “Um amigo? Bem, pensaremos nele também. Volte daqui a algumas horas.”

Bom, a história tem um final feliz. Voltamos a procurar o Rebe algumas horas depois. O Rebe nos levou ao escritório de seu filho, para falar com o Rabi Yossef Yitschak, disse algumas palavras e saiu.

Seu filho nos deu uma multa pesada: tínhamos que estudar dezenas de páginas do Talmud e de Chassidut de cor. Mas ele nos aceitou de volta!

E esta é a história de como meu coração partido me levou de volta para a yeshivá.

Rabi Mendel Ruterfas, um Chassid bem conhecido, também estava naquele farbrenguen, e comentou:

“Sabe por que o Rebe aceitou você de volta na yeshivá?”

“Este é o ponto da história”, explicou Rabi Zaltzman. “Porque eu queria tanto estudar em Lubavitch que cheguei a chorar! É assim que uma pessoa deve querer estudar Torá e Chassidut a ponto de ter o coração partido!”

“Nada disso!” Disse Reb Mendel. “Não foi seu coração partido que trouxe você de volta para a Lubavitch. O Rebe aceitou você de volta porque você se preocupou com seu amigo. Você pensou noutro judeu. Foi por isso que ele aceitou você de volta. Por causa de seu amor fraternal!”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5775/1364.htm#caption7

Que republicou de:

Beis Moshiach Magazine

(Inglês)

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ANIVERSÁRIO JUDAICO

BS’D

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25 de Adar é o aniversário da Rebetsin Chaya Mushka Schneerson, esposa do Rebe; e é também o aniversário da “Campanha do Aniversário Judaico”, estabelecida pelo Rebe no aniversário da Rebetsin em 1988.

No dia do aniveirsário, o mazal da pessoa brilha (de acordo com o Talmud) e por isso deve-se utilizar parte desse dia para comemorá-lo de um jeito judaico.

Um judeu tem a capacidade de utilizar seu aniversário para finalidades positivas, em vez de deixar que passe como qualquer dia. Pode transformá-lo num feriado, com ênfase em mais Torá e mitsvot.

O aniversário é um dia para reflexão, quando se pode “lembrar de aspectos de sua vida que carecem de melhora e arrependimento, e pensar neles”.(HaYom Yom, 11 de Nissan).

Algumas sugestões:

No seu aniversário, aumente sua contribuição para caridade. Quando o aniversário for em Shabat ou Yom Tov, doe a caridade adicional antes do Shabat ou feriado.

Invista tempo e esforço (ou mais tempo e esforço) na reza.

Estude o capítulo dos Salmos do Rei David que corresponde a sua nova idade.

Estude mais Torá.

Faça um balanço de seu comportamento durante o ano que passou – veja o que precisa ser melhorado – e tome boas resoluções para o futuro.

Se possível, diga a berachá de “Shehecheyanu” sobre uma fruta nova.

Comemore com sua família e amigos seu aniversário – e agradeça a D-us por ter lhe possibilitado atingir esta etapa.

Para saber quando é seu aniversário judaico, entre em contato com seu Beit Chabad ou visite o link:

www.LchaimWeekly.org/calendar/

Lembrete: se você nasceu após escurecer, a data de seu aniversário é a do dia seguinte, pois o dia judaico começa na noite anterior.

Adaptado de artigo do R. Shmuel M. Butman em:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5769/1063.htm#caption7

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DEIXANDO A RAZÃO DE LADO

BS’D

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Três coisas vêm inadvertidamente:

Mashiach, um objeto encontrado e um escorpião (Talmud Sanhedrin).

Isto não significa, D-us nos livre, que não se deva pensar sobre a Redenção e ansiar por sua chegada.

Significa que embora seu bom senso não enxergue a menor possibilidade para a Redenção, um judeu deve persistir com uma crença profunda, que transcende a razão.

Este significado vem diretamente da expressão idiomática em hebraico: behêssech hadáat (traduzida aqui como “inadvertidamente”) que literalmente significa “deixando a razão de lado”.

(Likutei Sichot)

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5766/912.htm#caption10

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O CORAÇÃO E A BOCA

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“…e não se desprenderá o peitoral de cima do Efod”

(Shemot 28:28)

O peitoral era usado sobre o peito do Sumo Sacerdote, sobre seu coração. O valor numérico de “Efod” é 85, igual ao da palavra “pé” (boca).

Ao ordenar que o peitoral, que simboliza o coração, não se solte do Efod, que simboliza a boca, a Torá nos está insinuando que o coração e a boca da pessoa devem estar sempre em sintonia.

(Deguel Machanê Efraim)

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5761/660.htm#caption8

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QUANTIDADE X QUALIDADE

BS’D

CAYMN12-AG300

“… e separem para Mim uma contribuição…”

(Shemot 25:2)

Sobre a prece diz-se:

“É melhor um pouco com as intenções corretas do que muito sem as intenções adequadas.”

Porém, sobre a tsedaká (“caridade”):

“Muito sem as intenções apropriadas” também é bom!

O principal objetivo em dar tsedaká é ajudar ao próximo. A motivação por trás do ato é secundária.

Falando em termos simples, quanto mais dinheiro for doado, melhor o resultado.

(Báal HaTanya)

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5759/557.htm#caption8

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DEBBY’S COFFEE CAKE

BS’D

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Ingredientes:

4 ovos inteiros

1 copo de óleo

¼ copo de café solúvel dissolvido em ¾ de copo de água fervendo

2 copos de açúcar

1 colher de chá de baunilha

2 copos de farinha

¼ de copo de chocolate em pó

2 colheres de chá de fermento em pó

Modo de Fazer:

Aqueça o forno.

Misture bem os ovos, o óleo, o café pronto, o açúcar e a baunilha.

Em seguida, vá acrescentando, aos poucos, a farinha, o chocolate e o fermento, mexendo bem até formar uma massa uniforme.

Asse os primeiros 10 minutos em forno médio e em seguida baixe o forno e asse até que um palito saia sequinho.

Lebriut!

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ATENÇÃO PLENA

BS’D

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Um dos problemas mais comuns de nossa geração é o problema da concentração e atenção. A agitação, e até mesmo a turbulência, da vida, nos distrai ininterruptamente.

Esse problema, comum em crianças, atinge atualmente cada vez mais adultos. A verdade é que todos nós temos áreas em que sofremos de déficit de atenção, em maior ou menor grau.

A vida é tão intensa e rápida e há tanta distração tecnológica que é difícil, muito difícil mesmo, hoje em dia, manter a concentração. Mas até mesmo nessas épocas de desafios, precisamos concentrar nossas energias e atenção. Chabad exige pnimiut. Chitson é um termo depreciativo para os Chassidim.

Contam que os Chassidim do Rebe Rashab estavam, certa vez, num farbrenguen e entre uma sichá e um maamar cantaram o Nigun de Hachaná. Mas cantaram apressados, pensando que quanto mais rápido acabassem de cantar, mais rápido escutariam o maamar.

Mas o Rebe não gostou disso, e se queixou a seu filho, o Rebe Rayats, que na época era o reitor da Yeshivá. Disse que era um comportamento de um chitson. Um Chassid pnimi precisa mergulhar totalmente no que está fazendo naquele momento, sem pensar no instante seguinte. Se estão cantando, toda a atenção tem de estar focada no nigun.

Esta é uma idéia fundamental para chinuch. A pessoa precisa se acostumar a se concentrar totalmente no que está fazendo e não deixar sua mente divagar.

Na nossa geração isso é muito mais difícil.

Alguém se queixou ao Rebe de não ter tempo para estudar, pois era constantemente perturbado por telefonemas. O Rebe lhe disse que quando se sentasse para estudar deveria tratar o telefone como se fosse Shabat!

O Shabat é uma ilha de normalidade na turbulência da vida material. As halachot do Shabat nos ensinam a neutralizar e remover todas as coisas que nos afastam do ponto central de nossa existência e elas nos levam a nos concentrar no que é realmente importante.

As pessoas que tiveram o privilégio de visitar a Rebetsin Chaya Mushka, esposa do Rebe de Lubavitch, elogiaram sua hospitalidade calorosa, em que a Rebetsin fazia suas visitas se sentirem como se fossem a coisa mais importante daquele momento. Isso era comunicado em cada detalhe de como ela recebia: desde o cuidadoso planejamento com que o lanche era servido à atenção que dava aos convidados, conversando com eles, escutando de verdade, tendo empatia e com eles se identificando.

Quando a Rebetsin conversava com alguém, estava completamente presente.

Dr. Weiss, o cardiologista que foi chamado de Chicago para tratar o Rebe após o ataque cardíaco em 1977, disse: “Quando cheguei, a Rebetsin me recebeu. Insistiu para que eu fizesse kidush e comesse alguma coisa antes de examinar o Rebe. Eu disse que tinha vindo para cuidar do Rebe. Ela respondeu: ‘Seu colega, Dr. Tishholtz está com o Rebe agora, e tudo está sob controle. Por favor, primeiro faça kidush e coma alguma coisa e só depois vá ver o Rebe.’

“Por falta de opção, concordei. Aquele foi meu primeiro encontro com a Rebetsin Schneersohn, a esposa do Rebe, gentil e impressionante, que sempre me tratou com interesse e cuidado.

“Percebi de imediato que era uma personalidade singular, de qualidades marcantes. Levava muito a sério seu papel de anfitriã.

“Além dos três secretários do Rebe, que me mantinham informados sobre a situação do Rebe, minha maior aliada era a Rebetsin. Conversávamos quase toda noite, para que eu pudesse estar atualizado sobre a saúde do Rebe, pois ainda estávamos antes da era da internet. Ela era tão sábia, tão perceptiva, de modo que eu sempre sabia o que estava acontecendo.

“Ao mesmo tempo, a Rebetsin estava por dentro do que estava acontecendo do outro lado da linha telefônica. Quase sempre sabia dos resultados da última partida do Chicago Cubs. Ela sabia que eu era um fã muito entusiasta desse time de baseball e ela sabia quando eles tinham perdido ou ganhado. Conseguia me compreender no outro lado do telefone.

“A Rebetsin amava o Rebe com todo o seu coração e o Rebe estava ligado à Rebetsin com todo o seu coração.

“O Rebe tinha muita consideração e cuidado para com a Rebetsin. Sempre me falava, após cada consulta, para lhe fazer a gentileza de dizer à Rebetsin que tudo estava bem, para que ela não ficasse tão preocupada.

“A Rebetsin tinha grande respeito e admiração pelo Rebe e o Rebe dava muito valor ao tempo que dedicava a tomar chá com a Rebetsin. Disse-me, certa vez, que considerava aquele encontro diário para tomar chá tão importante quanto pôr tefilin, e estava falando sério! A Rebetsin lhe era muito preciosa.”

 

Nossa Rebetsin era assim: perceptiva, recatada, sábia e pnimiutdik, totalmente focada no que estava fazendo com seriedade, responsabilidade e cuidado.

Certa vez, perguntaram à Rebetsin: “Qual foi o momento mais feliz de sua vida?” E ela respondeu: “Este é o momento mais feliz.”

Esta é a resposta de um pnimi, alguém que vive o presente com chayut e intensidade completas, com a compreensão e, além disso, a internalização de que  este é o instante mais feliz e mais significativo. Estar realmente aqui e agora é um nível muito elevado. Que possamos todos alcançar muitos momentos assim felizes em nossa vida.

Adaptado de:

http://beismoshiachmagazine.org/articles/the-happiest-moment-in-the-rebbetzins-life.html

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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QUE CONSOGROS!

BS’D

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Reb Arieh, chassid  do Alter Rebe (Rabi Shneur Zalman, fundador do chassidismo Chabad), tinha sido nomeado, pelas autoridades, como “burgomestre” de sua cidade. Como juiz supremo e tabelião oficial, Reb Arieh era o responsável pelo cartório onde eram registrados todos os casamentos, nascimentos e mortes (que D-us nos livre) da comunidade judaica.

Certa vez, houve um caso em que um não-judeu da cidade se converteu ao judaísmo. Naquela época e lugar isso era um grave delito. Qualquer suspeita, por menor que fosse, de colaboração no processo de conversão estava sujeita a duras penas. Por isso, pediram a Reb Arieh para que desse um jeitinho de “esquecer” de registrar o óbito de certo judeu que falecera recentemente. O convertido tinha aproximadamente a mesma idade do falecido e assumiria legalmente a identidade dele.

Era um plano astuto, e teria dado certo, não fosse pelo dedo-duro que levou o caso à tona. O burgomestre foi pego e foi marcada uma data para o julgamento.

Reb Arieh estava realmente em apuros. Como era um chassid de verdade, foi ter com o Alter Rebe e lhe expôs seu dilema. O Rebe o aconselhou a adiar o julgamento, e ele foi reagendado para uma data posterior.

Quando a segunda data do julgamento foi se aproximando, Reb Arieh voltou a procurar o Alter Rebe. Mais uma vez, o Rebe o aconselhou a adiá-lo de novo. Isso aconteceu várias vezes, até que chegou uma hora em que Reb Arieh já não conseguiu mais adiá-lo. Finalmente o burgomestre seria julgado por seu “crime”. O chassid pediu ao Alter Rebe que o salvasse.

Por estranho que pareça, a resposta do Alter Rebe foi convidar Reb Arieh para o casamento de sua neta, que seria na cidade de Zlobin. Seria uma união entre duas dinastias rabínicas. Uma neta do Alter Rebe ia se casar com um neto do Rabi Levi Yitschak de Berditchev. “Por que não vai e conta seu problema ao Rabi Levi Yitschak?” Sugeriu o Alter Rebe. “Tenho certeza de que ele pode ajudá-lo.”

Reb Arieh viajou para Zlobin, mas era muito difícil conseguir se encontrar com o Rabi Levi Yitschak, pois milhares de pessoas tinham ido para lá com a mesma idéia. Reb Arieh foi persistente. Resolveu voltar no meio da noite e esperar na porta do Rabi Levi Yitschak. Deste modo, na manhã seguinte seria o primeiro da fila.

Naquela noite, Reb Arieh postou-se na porta do quarto do Rabi Levi Yitschak e deu uma espiadinha para dentro. Viu algo muito estranho! De um dos lados da cama do tsadik estava um gabai com um volume de Mishná; do outro lado estava um segundo gabai com o sagrado Zohar. Ambos estavam lendo alto – e ao mesmo tempo – e o Rabi Levi Yitschak parecia dormir. Mas quando um gabai errava alguma palavra, o tsadik se virava e reclamava, “Nu! Nu!” Umas duas horas depois, Rabi Levi Yitschak acordou de seu “cochilo” e Reb Arieh pode entrar.

A primeira coisa que o Rabi Levi Yitschak perguntou a Reb Arieh foi quem o tinha enviado.

“Meu Rebe”, respondeu Reb Arieh.

“E quem seria ele?”

“O Alter Rebe”, respondeu Reb Arieh.

“Ah, ele!” Exclamou Rabi Levi Yitschak. “Meu consogro é seu Rebe? Que tsadik e erudito que ele é, um homem sagrado de D-us!” E durante algum tempo continuou a falar assim, elogiando o Alter Rebe até as alturas. “Diga-me, então”, falou carinhosamente, “o que posso fazer por você?”

Reb Arieh explicou que era o burgomestre de sua cidade. “Um burgomestre?” Repetiu o tsadik. “O que é isso?”

O Chassid descreveu suas obrigações e responsabilidades.

“Quer dizer que um judeu é responsável por toda a cidade?” Rabi Levi Yitschak perguntou, impressionado. “Como pode ser?”

“Prá falar a verdade”, respondeu Reb Arieh, “só aceitei esse cargo porque o Alter Rebe insistiu que eu o fizesse.”

“Oh!” Declarou enfático o tsadik. “Meu consogro – o sábio, o santo, o erudito, o justo – o aconselhou a aceitar esse cargo. Neste caso, você não tem nada com que se preocupar. D-us vai ajudar e vai proteger você de todo o mal.”

Reb Arieh voltou pro Alter Rebe e contou a conversa que tivera com o Rabi Levi Yitschak. “O que acha?” Perguntou o Alter Rebe. “Não lhe dei um bom conselho?” E repetiu a pergunta. “Lhe dei um bom conselho, não?”

Na véspera do dia marcado para o início do julgamento, um incêndio irrompeu no tribunal. Todos os documentos importantes que estavam no prédio foram reduzidos a cinzas – inclusive a acusação oficial contra Reb Arieh. Por não haver outro registro, o caso foi descartado, e não houve mais acusação.

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5770/1106.htm#caption8

(Inglês)

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