CADÊ A PAZ?

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Nas Leis de Shabat, Orach Chaim, cap. 329, parágrafo 6, consta:

“Quando não-judeus sitiam cidades judias, se vierem por motivos financeiros, não profanamos o Shabat por causa deles [lutando contra eles]. Mas se vierem com a intenção de tirar vidas, ou até mesmo se vierem sem anunciar seu objetivo, e haja motivo para suspeitar de que, talvez, estejam vindo para tirar vidas; mesmo se não tiverem chegado ainda, saímos contra eles com armas e profanamos o Shabat por causa deles. Quando se trata de uma cidade próxima à fronteira, mesmo se sua intenção for apenas [pegar] palha e restolho, devemos profanar o Shabat por causa deles; pois [se não impedirmos que cheguem] podem conquistar a cidade, e de lá será fácil para eles conquistar [o restante de] o país [uma vez que é uma cidade de fronteira].

Esta é a Lei Judaica.

É só olhar o mapa de Israel para perceber claramente que, devido ao tamanho, todo o país está na categoria de cidade próxima à fronteira.

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“É óbvio que Israel não vai ganhar nada se abrir mão de territórios, como vimos no passado.”

(De uma carta do Rebe do mês de Kislev de 5729 – 1969)

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“O motivo pelo qual os árabes estão se recusando a sentar-se na mesa de negociação é que D-us está endurecendo o coração deles”

(O Rebe, Shabat Parashat Matot-Massê, 5729)

 

Baseado em:

https://www.sie.org/

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FICÇÃO CIENTÍFICA?

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A próxima quarta-feira (este ano: 5/02/2020), dia 10, do mês judaico Shevat (Yud Shevat) marca 70 anos do falecimento do Rebe Anterior, o Rebe Rayats, Rebe Yossef Yitschak Schneerson, sogro do Rebe. Marcando também o aniversário de 70 anos da liderança do nosso Rebe, Rebe Menachem Mendel Schneerson, MH’M.

Simon Jacobson, autor de “Rumo a uma Vida Significativa”, baseado nos ensinamentos do Rebe, relata o seguinte a respeito da liderança do Rebe:

Certa vez, recebi uma carta de uma senhora idosa que morava na Pennsylvania. Na carta, contava a seguinte história:

Na década de 40 ela vivia em Crown Heights, no Brooklyn. Seu avô lhe mostrou o Rebe dizendo:

“Este é um grande rabino, genro do Rebe. Seria bom que você lhe pedisse uma bênção.”

Algum tempo depois ela conseguiu coragem para ir até aquele rabino de aspecto tão digno. O Rebe lhe perguntou:

“O que você está estudando?”

Ela respondeu:

“Asimov.”

Ao que o Rebe lhe explicou:

“Asimov, quando escreve ciência para crianças utiliza um exemplo chamado ‘Fundação’, em que no futuro, todos os planetas serão civilizados por serem conectados a uma fonte na Terra. Tenho uma visão parecida: em que um dia, haverá postos avançados judaicos em todo o mundo, todos ligados a uma fonte.”

Isso foi apenas uns poucos anos após a Segunda Guerra Mundial – após o Holocausto – e essa era a visão do Rebe. Em retrospecto, podemos ver que foi isso exatamente o que aconteceu. Em 1960 talvez houvesse cinco emissários do Rebe no mundo todo. Em 1970, havia cerca de 100. Hoje há mais de 5000 emissários, sheichiú, todos eles participando de uma missão unificada.

É óbvio que o Rebe já tinha pensado nisso antes de aceitar o cargo de liderança. No primeiro discurso público do Rebe ao aceitar a liderança de Chabad-Lubavitch, o Rebe expôs seu projeto. Fez isso no discurso Chassídico Bati LeGani. Neste discurso está claramente explicado que nossa geração trará Mashiach:

“Isto, que nos encontramos na sétima geração não é, simplesmente, um slogan abstrato, mas sim algo que nos deve impulsionar a trazer Mashiach aqui prá baixo.”

Que possamos presenciar muito em breve a realização da visão do Rebe, com o início da Redenção e a revelação de Mashiach.

Adaptado de um artigo do R. Shmuel M. Butman em:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5776/1405.htm

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SERPENTINA DE LEGUMES

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Ingredientes:

1 cenoura

1 abobrinha

1 dente de alho

1 colher de sopa de óleo

Sal e pó parve para sopa a gosto

Modo de fazer:

Frite o alho no óleo até dourar.

Acrescente a cenoura fatiada ao comprido (em fatias bem fininhas, com o descascador de batatas). Refogue um pouco e abafe para amolecer. Acrescente a abobrinha também fatiada ao comprido com o descascador. Acrescente o sal e o pó parve, misture e abafe um pouco. Está pronto.

Lebriut.!

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EITA “HUMANITÁRIOS”!

BS’D

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“Não é apropriado fazer isso… sacrificaremos o que é uma abominação para os Egípcios diante de seus olhos, certamente eles nos apedrejarão.”

(Shemot 8:22)

Os egípcios evitavam ao extremo maltratar animais. De acordo com Ibn Ezra, eles não comiam carne nem utilizavam produtos de origem animal. Portanto, “não é apropriado” que tais “humanitários”, que têm tanta pena de quadrúpedes, achem que não é nada de mais escravizar os judeus e jogar seus bebês no rio.

(Imrei Chen)

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5761/654.htm#caption8

 

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

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Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

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Lea bat Hersh

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Eliyáhu ben Yaakov

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LOIRINHOS DE TECHINA

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Ingredientes:

¼ copo de óleo

1 copo de açúcar

1 ovo

Algumas gotinhas de baunilha

1 pitada de sal

1 pitada de pimenta do reino

¾ de copo de farinha

½ colherinha de fermento de bolo

¼ de copo de techina

Modo de Fazer:

Aqueça o forno.

Misture o óleo, o ovo, o açúcar, o sal, a pimenta e a baunilha.

Em seguida acrescente a farinha e o fermento e misture bem.

Por fim, acrescente a techina e misture. Asse

sobre papel manteiga untado com óleo.

Tire do forno quando ainda estiver um pouco mole no centro. Mole, mas não cru.

Quando esfriar, corte em quadradinhos.

Delicioso!

Lebriut

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A SARÇA ARDENTE

BS’D

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“E um anjo de D-us apareceu para ele numa chama de fogo, no meio da sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia.”

(Shemot 3:2)

O Homem é comparado a uma árvore do campo. O Sábio de Torá é uma árvore frutífera, ao passo que o judeu simples assemelha-se a uma árvore que não dá frutos.

Contudo, a “chama de fogo” arde, precisamente, na “sarça” humilde – no judeu simples e inculto.

Quando um judeu reza e lê Salmos com fé simples em D-us, ele tem um fogo de santidade que se origina da pureza de coração, mesmo que não entenda as palavras.

Além disso, a “sarça não é consumida”. A chama ardente do judeu simples jamais pode ser apagada, pois ele está constantemente sedento por Torá e mitsvot – ao contrário do seu colega mais culto, que pode saciar sua sede com as águas da Torá.

(O Báal Shem Tov)

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5756/401.htm#caption8

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Beile

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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PATÊ DE VARGEM (parve)

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Ingredientes:

400g de vargem cozida no vapor

3 ovos duros

1 cebola média picada miudinha frita

Sal a gosto

Modo de Fazer:

Coloque todos os ingredientes no processador e bata até obter um patê homogêneo.

Lebriut!

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A MENORÁ PACIENTE

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Certa manhã, durante Chanuká do ano 5773 um grupo de adolescentes, entre eles Shmuel Lipsch da Yeshivá Ketaná Chabad de Tsfat, partiu para o Golan, para levar a luz de Chanuká e outras mitsvot para os residentes das muitas pequenas comunidades espalhadas por lá. Após uma longa tarde e uma longa noite de trabalho duro, e muito sucesso, começaram a voltar. Já eram quase dez da noite.

Quando se aproximaram da saída da estrada que leva à cidade de Hatsor – a 15 minutos de Tsfat – resolveram fazer um desvio para um grande Shopping Center que fica perto daquela saída, onde as lojas ainda ficavam abertas naquela hora, para espalhar a luz de Chanuká lá também. Foram de loja em loja, e numa delas viram uma menorá de Chanuká arrumada numa prateleira com o número correto de velas para aquela noite, mas que ainda não tinha sido acesa. Como se estivesse à espera deles.

Os estudantes entraram juntos. Imediatamente a lojista foi ao encontro deles muito feliz. “Eu estava rezando para que vocês viessem. Sei que as luzes de Chanuká trazem bênçãos para minha loja. Faço questão de que a menorá seja acesa todas as noites” – disse entusiasmada.

Os rapazes ficaram intrigados. “Já é bem tarde. Por que a senhora esperou tanto até que alguém chegasse? Por que não acendeu as velas?”

“Porque”, sorriu, “não sou judia.”

“Sou drusa”, continuou. “Moro na vila drusa de Tuba az-Zanghariyya.”

Além de surpresos pela resposta dela, ficaram mais confusos ainda. “Por que dá tanta importância às luzes de Chanuká se não é judia?”

Ela lhes contou detalhadamente e com muita sinceridade porque o acendimento da menorá de Chanuká era tão importante para ela. Os rapazes entenderam que além de “ajudar” nos negócios dela, ela tinha plena consciência de que o cumprimento de um mandamento tinha como conseqüência um relacionamento maior com o Comandante, com o Criador de Tudo.

E a sensibilidade espiritual dela fez com que os meninos desconfiassem de que talvez ela tivesse uma ligação com o judaísmo que ia além da mitsvá de Chanuká. E começaram a lhe perguntar sobre sua família e seu passado.

Em menos de um minuto ficaram sabendo do que já estavam desconfiando: ao responder a primeira pergunta sobre sua família ela, inocentemente, revelou que sua mãe era judia! (No mundo muçulmano, a religião vem do pai, de modo que ela jamais pensara que fosse judia de acordo com a lei da Torá.)

Os rapazes explicaram para ela que ela também tinha uma alma Divina judia, que recebera de sua mãe sendo, portanto, 100% judia.  Vai ver que esse forte compromisso de acender a menorá nas oito noites de Chanuka se originava de sua alma-neshamá judia, que buscava se expressar, acrescentaram os meninos.

Ela ficou super feliz. Perguntou se suas irmãs e seus irmãos eram judeus também. Muito emocionada, falou que contaria aos irmãos que ela é judia e eles também. E agradeceu muito aos meninos.

Naquela noite, a menorá da loja foi acesa e as benções foram ditas por uma judia orgulhosa de sua tradição, e que acabara de se conscientizar de que fazia parte do povo judeu.

Traduzido para o inglês e adaptado por Yerachmiel Tilles de um artigo do R. Yitschak Lipsch (pai de um dos meninos), publicado em “Lubavitch”: a newsletter semanal da comunidade Chabad de Tsfat (12 de dezembro de 2012)

Source: Translated and adapted by Yerachmiel Tilles from an article by Rabbi Yitzchak Lipsch published in “Lubavich“: the weekly newsletter of the Chabad community in Tsfat (Dec. 12, 2012).

Traduzido com permissão de:

http://ascentofsafed.com/

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=1044-13

Weekly Chasidic Story #1044 (s5778-13/ 23 Kislev 5778)

(Inglês)

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O PRESENTE DE CHANUKÁ

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Nechama Berenshtein relatou o seguinte:

Era Chanuká e eu estava no Shopping. Estava com pressa, mas não para fazer as compras de última hora. Para falar a verdade, não sou lá muito consumista. Eu tinha levado um grupo de estudantes de Crown Heights, Booklyn, a um shopping Center em New Jersey para distribuir kits de menorá de Chanuká. Por sermos Chassidim Chabad-Lubavitch, estávamos à cata de oportunidades para incentivar outros judeus a acenderem as velas da Festa das Luzes.

O percurso até New Jersey demorara mais do que o esperado e precisávamos voltar 45 minutos após termos chegado. Eu tinha de voltar para o Brooklyn para dar uma palestra e estava na entrada do shopping para poder reunir as meninas a tempo.

Após olhar para o relógio pela milésima vez, percebi uma rodinha de cadeiras no meio da praça de alimentação. Lá estava um grupo de mulheres de todas as idades, sentadas conversando, rindo, comendo ou bebendo. “Vai ser fácil”, pensei, quando percebi que muitas das moças e mulheres pareciam judias.

Havia um jovem sentado sozinho na rodinha de cadeiras, mas estava na cara que não era judeu. Nem tanto por seu cabelo pintado de roxo e verde, nem pelos piercings que tinha nas orelhas e em outras partes do corpo. Ele simplesmente não tinha cara de judeu. Como o Rebe de Lubavitch sempre incentiva mulheres a abordarem mulheres (e homens a abordarem homens), fiquei tranqüila de que eu não seria indelicada se não oferecesse um kit de Chanuká ao rapaz.

Passei pelas mulheres e moças, perguntando se eram judias e se queriam kits de menorá de Chanuká. As mulheres judias reagiram positivamente e ficaram contentes de receber os kits. Algumas até me perguntaram se eu também tinha folhetos de acendimento das velas de Shabat.

Após falar com a última das mulheres, olhei para o relógio e vi que os 45 minutos estavam no fim. Comecei a andar rápido para a entrada do shopping para me encontrar com minhas alunas.

Dei alguns passos e ouvi alguém dizendo: “Nechama, volte.”

Não costumo ouvir vozes. Mas lá veio de novo: “Nechama, volte.”

“Me deixe em paz”, respondi para a voz. Mas ela não me desistiu.

“Nechama, volte a pergunte se ele é judeu.”

Resolvi voltar pro rapaz, que estava lanchando.

“Com licença, você é judeu?” – Perguntei-lhe.

No instante seguinte eu estava coberta de refrigerante, ketchup e mostarda. O jovem tinha se surpreendido tanto com minha pergunta que tinha largado tudo. Depois de se desculpar muito, ele me perguntou:

“Poderia me dizer por que me perguntou se sou judeu?”

Até hoje não sei por que essas palavras me vieram à mente, mas eu disse, com muita firmeza: “Você parece judeu!”

Foi quando ouvi um soluço, vindo do que só poderia ser o fundo de seu coração. O jovem começou a chorar e disse: “Diga isso de novo, por favor.”

“Você parece judeu”, eu disse novamente. Mais uma enxurrada de lágrimas. Mas ele se segurou mais uma vez e perguntou: “Por favor, diga isso de novo.” E eu disse.

Depois que se acalmou, o jovem me contou o seguinte:

“Minha mãe era judia, mas meu pai, não. Embora minha mãe não ligasse para religião – comemoravam em casa todas as festas não-judaicas – ela fez questão de que eu freqüentasse uma escola judaica.

“Todo dia, na escola, as outras crianças caçoavam de mim. Não por que não comemorávamos as festas judaicas em casa. Elas não sabiam disso. Era por que eu era a cópia exata de meu pai. As crianças da escola diziam: ‘Por que você está aqui? Não tem cara de judeu. Por que está de tsitsit e kipá, você não parece judeu.’ E é verdade. Eu não pareço nada judeu. As crianças mangavam de mim dia após dia. E eu voltava prá casa chorando. Meu pai pediu a minha mãe prá ela me deixar mudar de escola. ‘Não está vendo como ele está infeliz?’ Até que, após alguns anos de zombarias e tortura, minha mãe concordou com meu pai e me deixou ir estudar numa escola pública.

“Lembro até hoje as zombarias.” Disse, angustiado o jovem. “Hoje, quando eu estava sentado aqui vendo você falar com todas as mulheres e moças judias perguntando se eram judias, eu disse: “D-us, não tenho culpa de não está fazendo nada judaico. Olhe, essa moça vai abordar todos os outros, mas não vai se aproximar de mim para me perguntar se sou judeu. Não pareço judeu! Quando você chegou ao fim da rodinha, levantei os olhos para D-us e disse: ‘Vou até lhe mostrar que tenho razão. Mas se essa moça me perguntar se sou judeu, vou Lhe dar mais uma chance.’ Quando você foi embora eu disse: ‘Ahá. Tá vendo, D-us?’

E aí você voltou na minha direção. Bem, acho que agora vou ter que dar a D-us mais uma chance.”

Dei ao jovem um kit de menorá de Chanuká e o número do telefone do Beit Chabad daquela localidade. E nos despedimos.

Não sei se ele chegou a contatar o Beit Chabad. Mas sei que aquela luzinha que existe em cada um de nós, mesmo que não estiver sendo cuidada, ou se, D-us nos livre for zombada, brilha eternamente dentro de todo judeu.

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5767/949.htm#caption2

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CHEVRON SHELANU

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Baruch Nachshon, o famoso artista, e sua esposa Sara, uma heroína moderna, estavam entre os primeiros judeus que voltaram para Chevron.

Em 1975, após a fundação de Kiryat Arba, numa colina acima da cidade velha de Chevron, os Nachshons festejaram o nascimento de um filho. Resolveram fazer o Brith Milah na Caverna de Machpelá, em Chevron – onde estão enterrados: Avraham e Sarah, Yitschak e Rivka, Yaakov e Lea e, de acordo com a tradição, Adam e Chava. O bebê recebeu o nome de Avraham-Yedidya.

Três meses depois, Sara encontrou Avraham-Yedidya morto no berço. A jovem mãe ficou profundamente angustiada. Por que seu filhinho (que tinha entrado no pacto de Avraham Avínu na cidade mais antiga do povo judeu na Terra de Israel) tinha sido levado com apenas três meses de idade? Tudo neste mundo tem um objetivo. Qual era o desígnio de seu filhinho de três meses?

Sara decidiu que Avraham-Yedidya seria enterrado no antigo cemitério judaico de Chevron. O cemitério não tinha sido utilizado desde que os 67 judeus massacrados no pogrom de 1929, de Chevron, foram lá enterrados. Está a minutos de distância dos túmulos tradicionais de Ruth e Yishai. E tem vista para a Caverna de Machpelá. Sara pensou que talvez tivesse sido esse o propósito do bebê: o de participar da renovação da Chevron judaica. Depois de quase cinqüenta anos de oposição árabe, o cemitério judaico de Chevron seria novamente utilizado como último local de repouso para judeus.

A procissão fúnebre partiu de Kiryat Arba no final da tarde, rumo ao antigo cemitério judaico de Chevron. De repente, os enlutados encontraram soldados e obstáculos! Os carros tiveram de parar. Soldados começaram a vasculhar o local, abrindo as portas dos carros, procurando alguma coisa. “Não, vocês não podem seguir para o cemitério.” Foram as ordens dos soldados para os enlutados. “O cemitério está inacessível.”

A porta de um dos carros se abriu. Uma mulher saiu com um pacotinho nos braços.

Falou para os soldados: “Estão me procurando? Procurando meu bebê? Meu nome é Sara Nachshon. Aqui está meu bebê em meus braços. Se não permitirem que a gente vá de carro até o cemitério, vamos a pé!”

Homens com pás e lanternas e muitas mulheres passaram caminhando por Chevron antiga ao cair da noite. Passaram pela Caverna de Machpelá. Passaram pela sinagoga de 450 anos de idade de Avraham Avínu, que ficou em ruínas, destruída pelos conquistadores jordanianos em 1948. Passaram pelas ruas árabes. Os bloqueios erigidos para barrar a multidão foram empurrados. Oficiais superiores davam ordens pelos walkie-talkies: “Precisam detê-los, não permitam que prossigam!” Mas os soldados, dominados pela cena, responderam pelo rádio: “Não podemos barrá-los. Se querem detê-los, vão ter de vir aqui e fazê-lo.”

A procissão continuou. Passou por Beit Romano, Beit Shneerson, casa de Menucha Rachel Shneerson-Slonim, neta do Báal HaTanya, subiu a colina íngreme rumo ao antigo cemitério. A lua iluminava a área. Sara Nachshon liberou o corpo de seu filhinho, Avraham-Yedidya, que foi depositado no túmulo recém-cavado há poucos metros da vala comum de 1929.

Não foi sem esforço que Sara falou:

“Nosso Patriarca Avraham comprou Chevron há quatro mil anos para o povo judeu, e enterrou sua esposa, Sara, aqui. Hoje Sara está readquirindo Chevron para o povo judeu, enterrando seu filho Avraham aqui.”

[Adaptado por Yerachmiel Tilles de WWW.hebron.co.il]

Traduzido com permissão de:

ascentofsafed.com

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=318-09

#318 (s5764-09/ 24 Cheshvan)

(Inglês)

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