SALVAÇÃO EM TORONTO

BS’D

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R. Shlomo, o rosh yeshivá, andava prá lá e prá cá em seu escritório, quebrando a cabeça, tentando encontrar uma solução para um problema grave.

Há três meses os professores não recebiam salário… havia altos débitos referentes a alimentos… o aluguel do semestre ainda não tinha sido pago.

Olhava e voltava a olhar para todas as dívidas crescentes da yeshivá.

Convocou uma reunião para, pela primeira vez, discutir abertamente a situação.

Desviando o olhar, falou: “Vocês estão sentindo o grande problema financeiro da yeshivá. Estou fazendo tudo o que posso, mas durante este ano obtivemos menos doações, muitos pais não podem pagar as mensalidades e a situação não está nada boa.”

Os funcionários ouviam atentos, à espera da próxima frase. O que fariam?

R. Shlomo pigarreou e disse: “Por falta de opção, vou ter de fazer uma viagem de três meses aos Estados Unidos para levantar fundos. Nunca arrecadei dinheiro. Jamais bati nas portas para pedir doações, mas…” Havia um tremor em sua voz. “A realidade está me obrigando a isso. Minha viagem está marcada para a próxima semana. Espero ter sucesso. Rezem e continuem trabalhando dedicadamente como sempre fizeram.”

R. Shlomo passava pelas mansões de um bairro chique dos Estados Unidos. Porém, não conseguia apreciar a beleza do lugar. Tinha uma lista de pessoas abastadas que moravam ali. Esperava conseguir generosas doações daqueles palacetes luxuosos.

Descreveu, constrangido, diante do primeiro ricaço da lista, a situação difícil da yeshivá. O homem tirou uma nota de 50 dólares da carteira e lha entregou.

“Só?” – Exclamou decepcionado. O homem aquiesceu e apontou para a porta.

Não era um bom começo. Quantias pequenas como aquela não dariam nem para começar a pagar as dívidas monumentais.

Para sua infelicidade, as coisas continuaram daquele jeito. Já tinha passado por toda a lista de doadores em potencial. Tinha visitado todos eles, mas não obtivera muitos resultados.

Caminhava desanimado pela rua. Dali a dois dias deveria voltar. O que diria aos funcionários? Como poderia encará-los?

Um leve toque no ombro o despertou de seus pensamentos. “Shalom aleichem, R. Shlomo, meu amigo. Que bom encontrar você! O que o traz aqui? Uma simchá na família?” Perguntou o amigo.

“O motivo de minha visita não é alegre. A situação financeira não está nada boa. A yeshivá está com dívidas enormes e vim para levantar fundos. Volto daqui a dois dias, mas não tenho boas notícias. Não tive sucesso.”

Seu amigo era um Chassid Lubavitch. Olhou para o rosto desanimado de R. shlomo e disse em tom animador: “Vá ver o Rebe. Ele é o único que poderá ajudá-lo. Muitos foram ajudados com suas bênçãos.”

R. Shlomo não era um Chassid Chabad e jamais tinha visitado o Rebe. Mas aceitou a sugestão. Não tinha nada a perder.

Seu amigo conseguiu marcar uma yechidut para ele para o dia seguinte. Na yechidut, R. Shlomo contou ao Rebe sobre a situação difícil da yeshivá.

“Quando está pensando em voltar para Êrets Yisrael? – Perguntou o Rebe.

– “Amanhã”, respondeu.

O Rebe olhou para ele e disse: “Por que não vai por Toronto?”

R. Shlomo pensou: “Que idéia… Passei três meses viajando pelos Estados Unidos e Canadá, inclusive Toronto. Por que haveria de voltar lá?” Mas por respeito, não disse nada.

Quando saiu do escritório do Rebe, seu amigo estava lá fora esperando, impaciente, querendo saber o que o Rebe lhe dissera. R. Shlomo lhe contou e fez com a mão, um gesto de desdém.

“Não despreze o que o Rebe disse! Você precisa ir a Toronto. O Rebe nunca erra. Se ele está mandando você para lá, é lá que vai encontrar ajuda.”

Shlomo não tinha nem dinheiro para modificar a passagem, mas seu amigo lhe ofereceu a quantia necessária e R. Shlomo aceitou.

No dia seguinte, R. Shlomo pegou um avião para Toronto. Tentou se acomodar confortavelmente no assento apertado, na esperança de dar um cochilo, mas não conseguiu. Um jovem judeu estava ao seu lado. Começaram a bater papo. O rosh yeshivá contou a seu companheiro de vôo o motivo de sua viagem, e o jovem falou: “Trabalho numa firma de seguros e meu patrão é judeu. Ele não costuma fazer doações para caridade, mas não custa tentar.”

R. Shlomo viu nisso um sinal do Céu e aproveitou a oportunidade como um náufrago se apega a um colete salva-vidas.

O jovem marcou um encontro com seu patrão e quando R. Shlomo entrou, começaram a discutir as dificuldades financeiras da yeshivá.

“De quanto dinheiro o senhor está precisando?”- Perguntou o patrão.

“Nossa dívida é de US $22.000.” – Disse, esperando que o homem tirasse da carteira alguma nota de pouco valor. Para sua surpresa, porém, o homem pegou o talão de cheques e passou um cheque de toda a quantia!

“Você deve estar brincando! Não pode ter sido convencido a fazer uma doação tão generosa em apenas cinco minutos!” – Disse, surpreso, R. Shlomo, tentando descobrir se o homem estava falando sério.

“Falo sério, e o cheque é verdadeiro. Vou lhe contar o motivo de eu estar dando uma contribuição tão grande. Ontem à noite, meu pai me apareceu num sonho e disse: ‘Se quiser fazer algo de bom para mim, por favor, dê tsedaká.’

“O sonho foi tão vívido, que prometi a meu pai que o faria. E agora o senhor chegou e me pediu tsedaká. E disse que precisava de $22.000. Hoje é o aniversário de falecimento de meu pai. Sabe há quantos anos ele faleceu? Vinte e dois. Quer um sinal mais claro do que este?”

Adaptado de

Nechama Bar

em:

http://beismoshiachmagazine.org/

http://beismoshiachmagazine.org/articles/salvation-in-toronto.html

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BOLO ZEBRA

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Ingredientes:

2 copos de farinha

1 copo de açúcar

1 copo de óleo

1 copo de suco de laranja

4 ovos

4 colheres de sopa de chocolate em pó

3 colheres de chá de fermento em pó

1 colher de chá de baunilha

1 pitada de sal

Modo de Fazer:

Bata os ovos, óleo, sal, baunilha e açúcar.

Acrescente, alternando, o suco e a farinha.

Batendo sempre.

Acrescente o fermento e misture bem.

Divida a massa em duas porções iguais.

Em uma delas, misture o chocolate.

Numa forma untada e polvilhada, vá despejando, sempre no meio, alternadamente as duas massas.

Asse em forno moderado até que um palito saia seco.

Lebriut!

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OTIMISMO

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Em Shemini Atseret de 1977, o Rebe de Lubavitch teve um ataque cardíaco muito grave. Durante as cinco semanas seguintes, o Rebe ficou no “770”, onde recebeu os melhores cuidados médicos. No primeiro dia do mês judaico de Kislev, o Rebe voltou para sua casa, em President Street, pela primeira vez desde o ataque cardíaco.

O dia 1 de Kislev é comemorado, entre os chassidim do Rebe como o dia em que o Rebe recuperou-se por completo.

No dia seguinte ao ataque cardíaco, o Rebe fez questão de transmitir seus ensinamentos em um farbrenguen, como sempre fazia naquela data há 38 anos.

O médico alertou o Rebe para que não se esforçasse tanto, dizendo:

“O senhor precisa cuidar de sua saúde. Caso contrário, há 25% de probabilidade de uma recaída.”

E o médico perguntou ao Rebe se ele tinha entendido o que ele dissera.

O Rebe sorriu, acenou com a cabeça e disse:

“Você disse que mesmo se eu não cuidar de minha saúde, mas garanto que vou cuidar – há 75% de chance de que não haja recaída.”

O otimismo pode fazer milagres! Bem como um acréscimo no cumprimento das mitsvot, quando precisamos de ajuda Divina.

Adaptado do R. Shmuel Butman

em:

http://lchaimweekly.org/lchaim/5764/796.htm#caption7

http://lchaimweekly.org/

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

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Eliyáhu ben Yaakov

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JUSTIÇA SEJA FEITA

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“E depois disso, Avraham enterrou Sara, sua esposa, na caverna do campo de Machpelá.”

(Bereshit 23:19)

Até hoje, os descendentes de Ishmael alegam que a Caverna de Machpelá (em Chevron) lhes pertence, pelo fato de serem descendentes de Avraham.

Algumas das tréplicas:

  • Ishmael não tinha direito à herança pois era filho de uma serva, e não da esposa de Avraham.
  • Ishmael não tinha ligação com Sara, portanto, obviamente, não tinha direito a uma propriedade que foi comprada para seu local de enterro.
  • Na época moderna, a maioria dos árabes que vivem no Oriente Médio não são descendentes étnicos de Ishmael.

(Likutei Sichot)

 

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5762/693.htm#caption8

( Inglês)

DEDICADO A TODOS OS SHLUCHIM DO REBE

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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JAMAIS MENTIR PARA UMA CRIANÇA

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É óbvio que é proibido enganar, de modo geral, pois “devemos nos distanciar da falsidade”. Devemos, inclusive, ser muito cuidadosos para não falar inverdades para uma criança, mesmo com boas intenções.

O motivo para isso é que a criança vai acabar descobrindo que mentiram para ela, o que lhe dará a impressão de que é permitido mentir. E não há como saber como o yêtser hará tirará vantagem disso.

Do livro:

Teachings of the Rebbe on Chinuch

Pág. 119

(Inglês)

Leilui Nishmat:

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David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

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Efraim Kopl ben Eliyáhu

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HORÁRIO

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É óbvio que em chinuch (educação) tem de haver um sêder (ordem)… pois é impossível haver educação adequada se não houver um horário organizado e sólido. Isto deve ser considerado prioritário, pois é fundamental…

Do livro:

Teachings of the Rebbe on Chinuch

Pág. 115

(Inglês)

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LETRA NA TORÁ

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Vale a pena, e é muito correto, que  imediatamente após o nascimento de uma criança judia (menino ou menina) seja adquirida uma letra num Sêfer Torá  para ela… Isso atrai sucesso e berachá (bênção) para a vida da criança, tanto material quanto espiritualmente.

Do livro:

Teachings of the Rebbe on Chinuch

Pág. 88

(Inglês)

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BRINCAR DE BONECA

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Um dos brinquedos preferidos das meninas, tanto judias quanto, lehavdil, dos povos do mundo, é boneca – de plástico ou de madeira, na forma de um bebê.

O que aprendemos disso? Lembramos e preparamos a menina para que quando crescer, e Hakadosh Baruch Hu a abençoar com um lar e filhos, ela os eduque de acordo com a vontade de Hashem Yitbarach.

Do livro:

Teachings of the Rebbe on Chinuch

Pág. 182

(Inglês)

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RESPONSABILIDADE E PRIVILÉGIO

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A identidade judaica é determinada pela mãe. Se a mãe é judia, a criança é judia. A posição (espiritual) do pai não importa, nem sua vontade…

Disso podemos entender o grande mérito e a grande responsabilidade que a mãe tem quanto ao chinuch (educação judaica). Educar uma criança para ser judia depende da mãe.

Do livro:

Teachings of the Rebbe on Chinuch

Pág. 204

(Inglês)

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UM OÁSIS NO DESERTO

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6 Tishrei é o yartseit da Rebetsin Chana Schneerson, mãe do Rebe.

Feivel S. relata o seguinte:

Imagino que eu deveria ter me sentido grato e com sorte por ter tido a oportunidade de me envolver com a reabilitação de judeus deslocados na Europa, após a guerra. Para mim, era difícil sentir otimismo, pois tinha perdido tudo no Holocausto. Um velho amigo me conseguiu um emprego no escritório do Vaad HaHatsalá (Organização de Socorro) em Paris. A carga de trabalho constante que meu serviço exigia ajudou a manter minha sanidade.

Sentado atrás de uma grande mesa abarrotada de papéis e formulários, encontrei consolo e dor: consolo por estar numa posição de ajudar outras pessoas a reconstruir a vida, mas uma dor constante ao escutar tantas histórias trágicas.

Certo dia, ouvi uma batida curta e suave na porta de meu escritório. Bem diferente das batidas nervosas dos sobreviventes perturbados a que eu estava acostumado.

“Pode entrar”, falei.

Um homem de barba, bem vestido, chegou-se a minha mesa. Desde o primeiro instante em que o vi, fiquei profundamente impressionado.

Suas características distintas irradiavam paz interior. Aquilo me impressionou, pois, na Europa do pós-guerra a paz interior era algo muito raro. Além disso, sua compostura calma era contagiante e, pela primeira vez em anos, senti-me à vontade.

“Em que posso ajudá-lo?” – Perguntei.

“Minha mãe, Rebetsin Chana Schneerson, chegou da Rússia. Vim para ajudar em sua emigração para os Estados Unidos. Poderia me dizer quanto tempo devo dedicar a esse procedimento? Eu gostaria de organizar meu cronograma.”

Eu não conseguia desviar os olhos desse homem de fala mansa. Foi a primeira pessoa a entrar no meu escritório com um senso de direção, expressando a vontade de calcular o tempo e utilizá-lo sabiamente. Naquela bagunça de uma Europa caótica, lá estava um homem que valorizava seus minutos.

Prometi ajudar em tudo o que estivesse a meu alcance, garantindo-lhe que eu tentaria processar os papéis necessários, de modo que ele pudesse usar seu tempo como bem lhe aprouvesse. Dei-lhe todos os formulários que tinham de ser preenchidos, e ele forneceu todas as informações necessárias. Em seguida, agradeceu-me e foi embora. Os poucos minutos que passou comigo me deixaram renovado e motivado.

Muitos anos se passaram. Casei, construí família e imigrei pra os Estados Unidos. Certo dia, estava no Brooklyn, no carro, com um colega de trabalho.

“Vamos visitar o quartel-general de Lubavitch”, sugeriu ele.

“Por que não?” – Respondi. Dezessete anos tinham passado desde aquele incidente em Paris. Embora eu jamais tivesse ido ver o Rebe, tinha ficado sabendo que ele era o homem que estivera em meu escritório e aquele encontro ainda estava gravado em minha memória.

Chegamos no 770 no meio de um farbrenguen – uma reunião Chassídica com milhares de participantes. Fiquei encantado com o que vi: uma atmosfera de intensidade espiritual muito diferente do ambiente americano comum. Olhei lentamente em volta, alternando meu olhar entre o Rebe e os Chassidim.

De repente, captei o olhar do Rebe, ou foi ele que pegou o meu? Estava olhando direto para mim e depois fez um sinal para um de seus atendentes e lhe disse algo. Antes que eu pudesse perceber, o atendente estava perto de mim. “O Rebe está lhe chamando”, sussurrou. Fiquei simultaneamente surpreso e perturbado com a atenção inesperada.

Segui, trêmulo, o atendente e me vi face a face com o Rebe. Era a mesma voz calorosa e eloquente que ecoava em meus ouvidos, de dezessete anos antes.

“Yasher Koach (muito bem!) por seus esforços pela minha mãe há dezessete anos em Paris. Bênção e agradecimento por tudo o que você fez.”

De: “To Know and to Care”, R. Eliyahu e Malka Touger, publicado por Sichot in English.

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5767/939.htm#caption9

(Inglês)

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