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O Chassid que foi Dispensado do Exército

O chassid, Reb Ozer Winikorsky za’l, precisava passar pelas sete fogueiras do Guehenom, por onde tinham de passar todos os que se apresentavam para o serviço militar. Apresentou-se cinco vezes diante das autoridades de convocação, e cada vez que precisava aparecer diante do departamento médico, ficava tenso e apavorado.

Procurou o Rabi Levi Yitschak (pai do Rebe) e pediu sua bênção e orientação, para salvar-se das garras dos que conspiravam contra ele. Percebendo a aflição e o sofrimento do chassid, Rabi Levi Yitschak deu-lhe uma orientação detalhada do que deveria fazer a fim livrar-se de seus problemas. Falou-lhe o dia exato em que devia apresentar-se, a hora, e a rua por onde deveria chegar, que capítulos de Tehilim deveria dizer antes de ir, e quantas moedas deveria dar para tsedaká. Disse-lhe, inclusive, que ao chegar à porta do escritório do Serviço Militar, pensasse no Nome de D-us, e só depois se apresentasse. Deu-lhe sua bênção e sua promessa de nada de mal lhe ocorreria. Pediu-lhe também que depois voltasse a vê-lo, para contar tudo o que ocorrera.

“Quando lá cheguei” – relatou Reb Ozer – “após fazer tudo conforme a orientação do Rabi Levi Yitschak, entrei na grande sala onde havia várias mesas ordenadas. Ao lado de cada mesa estava sentado um médico, cada médico tinha sua especialidade, e sua função era examinar o candidato, única e exclusivamente na área de sua especialização. Cada médico estava encarregado de uma área da medicina, de modo que o candidato deveria passar por todos aqueles doutores, para que não pudesse enganar quanto a seu verdadeiro estado de saúde.”

“Fui cuidadosamente examinado por todos aqueles médicos, e cada um escreveu seu relatório. Quando, finalmente, cheguei ao funcionário que deveria me dar o resultado final – fiquei surpreso quando ele me olhou penalizado e perguntou: ‘O que há com você, infeliz? Cada um dos médicos encontrou uma doença!’”

“Deste modo saí de lá como inapto, e fui dispensado do Serviço Militar!” –Reb Ozer concluiu seu relato do milagre pessoal que lhe ocorreu pela berachá de Rabi Levi Yitschak.

(Do livro “Toledot Levi Yitschak”, Vol. I)

Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim

 

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Três Respostas para Três Pessoas

História

Três Respostas para Três Pessoas

Na cidade de Minsk havia três homens. Um deles era um comerciante que ganhava bem, mas quando fazia a contabilidade da receita e das despesas de sua loja, via que faltava muito dinheiro de sua renda.

O segundo era um médico que não tinha de que se sustentar.

O terceiro era um homem rico, mas que não tinha filhos.

Certa vez, o lojista falou ao médico e ao abastado: “Que tal se viajarmos ao Rebe, o Tsêmach Tsêdek? Quem sabe ele nos abençoe e D-us conceda o que estamos desejando…”

Eles concordaram com a sugestão, e os três viajaram ao Rebe Tsêmach Tsêdek.

O primeiro que entrou no escritório do Tsêmach Tsêdek foi o lojista, que lhe contou sobre o problema que o preocupava.

Disse-lhe o Rebe, o Tsêmach Tsêdek:

– “Sugiro que você vá dormir tarde; mas acordar, acorde muito cedo.”

Ao médico, que entrou em seguida, disse:

– “Você usa roupas simples, e anda a pé; é por isso que as pessoas não respeitam você. Compre um cavalo e uma carruagem, e vista roupas elegantes; deste modo vão chamá-lo, e vão lhe pagar honorários decentes.” 

Ao rico que não tinha filhos, falou:

– “Você e sua esposa devem ir dormir uma noite na hospedaria “Hachnassat Orchim”, onde os pobres dormem.”

Quando voltavam para Minsk, o médico pediu ao lojista um empréstimo de 30 rublos, para comprar o cavalo e a carruagem, como instruíra o Rebe, dizendo que, se tivesse sucesso, lhe devolveria o dinheiro, caso contrário, lhe daria o cavalo e a carruagem. E assim fez o médico. Comprou roupas elegantes, um cavalo e uma carruagem. Quando o chamavam para examinar um doente, dizia que chegaria dentro de meia hora. Chegava de carruagem, e lhe pagavam decentemente pelo tratamento. Depois de um mês, já pôde devolver o empréstimo que recebera do lojista.

O lojista passou a acordar bem cedinho, e só ia dormir muito tarde da noite. Ia à loja, e eis que percebeu uma escavação por baixo da loja, e seus funcionários estavam roubando a mercadoria que estava na loja. Deste modo, o lojista também resolveu seu problema.

O médico e o lojista contaram ao ricaço o que aconteceu com eles. O rico e sua esposa, então, mudaram de roupa, vestiram roupas de mendigos e foram dormir na hospedaria da “Hachnassat Orchim”. Os pobres que lá estavam conseguiram dormir no chão, mas o rico e sua esposa, que não estavam acostumados a isso, não conseguiram adormecer. Quando os pobres acordaram, começaram a falar mal dos ricos da cidade, e também falaram mal dele e de sua esposa, comentando sobre como era pão-duro aquele rico, que não dava nem uma moeda para tsedaká, principalmente sua esposa, que era cruel e não deixava que os pobres passassem pelo umbral de sua porta.

Quando o rico e sua esposa ouviram isso, entenderam por que não tinham filhos.

Das histórias Rabino Chayim Shaul Brok.

(Traduzido de “Otsar Sipurei Chabad”, Vol.XVII)

 Reimpresso com permissão do Likrat Shabat on line

da Yeshivá Tomchei Tmimim.

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BS’D

Não fofocarás (Vayikrá 19,16)

Rebe Baruch de Mezibush casou uma de suas filhas com o filho de um homem que não foi do agrado dos chassidim, pois falavam mal dele. Nenhum dos chassidim, porém, ousava criticar o tsadik. Criaram coragem e pediram ao badchan (humorista) do Rebe, Hershale de Ostropoli, que lhe desse alguma indireta, por meio de uma anedota. Hershale foi ter com ele e lhe disse: – Ouvi dizer que o longo “Vehu Rachum – E Ele é piedoso” casou-se com o “Al Chet – Pela transgressão”… Rebe Baruch entendeu a indireta, mandou chamar os chassidim e lhes perguntou o que tinham ouvido sobre seu machutan (consogro). Contaram-lhe certo fato impuro que contavam sobre ele na cidade de Zitomir. Rebe Baruch perguntou-lhe, então: – Será que vocês sabem o que o tsadik R. Zev de Zitomir (autor de “Or Hameir”) falou sobre isso? Imediatamente um deles lembrou-se que o tsadik R. Zev olhou para fora da janela de sua casa e disse: – Se for mentira, se casará com um dos grandes da geração! Os chassidim se tranqüilizaram e pararam de questionar seu mestre.

(“Sipurei Chassidim”, R. Zevin, Torá)

LEILUI NISHMAT AVRAHAM ZANVIL BEN YAAKOV (DR. ALVIN COHEN) PELO SEU SHLOSHIM

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BS’D

“Quanto mais se sabe, mais se sofre”

                                (Kohelet 1,18)

 

Certa vez, sugeriram ao tsadik de Gur, autor de “Chidushei Hari’m”, um shiduch para um de seus descendentes, e ele concordou com o shiduch. E sua esposa, a rabanit, disse-lhe que após pesquisar, ficou sabendo que os mechutanim (consogros) não estavam à sua altura, e ficou sabendo de outros defeitos no shiduch proposto. Disse-lhe seu marido o Ri’m:

Não é bom saber tudo. Vou lhe contar uma história: Certo melamed (professor de crianças) tsadik, encontrava-se numa aldeia, e toda noite saía de seu quarto ficava fora de casa durante algumas horas. Curioso, seu patrão insistiu com o melamed para que lhe dissesse o que ficava fazendo lá fora. Tanto insistiu, que o melamed viu-se obrigado a contar-lhe que ocupava-se com a conversa das aves. O patrão pediu-lhe que lhe ensinasse a entender a língua das aves. E o melamed respondeu que isso era algo muito difícil, que demandava mortificações, como rolar-se na neve e coisas assim. O patrão falou que faria tudo o que ele mandasse, pois tinha muita vontade de saber isso. O melamed não conseguiu se livrar dele, e depois que o patrão fez tudo o que ele disse, ensinou-lhe a linguagem das aves. Depois disse, o melamed viajou para outro lugar. E o patrão viajou, certa vez, a negócios para um lugar distante, e no caminho pernoitou em uma estalagem. No meio da noite ouviu as aves dizerem que haveria um grande prejuízo em sua casa. Regressou imediatamente e conseguiu salvar sua riqueza. E, várias vezes conseguiu evitar perdas e danos através da conversa das aves. Depois, soube pelas aves que morreria em breve. E ficou profundamente angustiado por não poder evitar a própria morte. De repente, encontrou seu melamed em certa cidade, e relatou-lhe todo o ocorrido. Disse-lhe o melamed: “Por que você insistiu tanto para que eu lhe ensinasse a língua das aves? E para que você precisava saber tanto? Se você não soubesse dos prejuízos que teria, a angústia e os prejuízos expiariam sua morte, e você ficaria vivo. Mas através de seu conhecimento, conseguiu salvar seus bens, mas perdeu a vida. E concluiu o tsadik para sua esposa: “Daí você vê que nem tudo é preciso saber…”

(“Sipurei Chassidim”, Moadim, R. Zevin)

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